Brasília, Brasil

Da Utopia à Euforia


Sem corrimão

Funcionário dirige-se para a saída do palácio Itamaraty.

Antena TV

Antena de Brasilia marca o centro de um crepúsculo garrido que toma conta da capital.

Público Naval

Grupo de marinheiros assiste a uma cerimónia militar.

Palácio do Planalto

Um dos edifícios do arquitecto Oscar Niemeyer que compõem a Praça dos Três Poderes.

Fato

Funcionário caminha junto ao edifício dos Ministérios do Meio-Ambiente e Cultura.

Manifestação da Polícia Rodoviária Nacional passa em frente ao Palácio do Planalto.

Monumento de homenagem a Juscelino Kubitschek, ex-presidente do Brasil e fundador da nova capital Brasília.

Staff do restaurante Universal.

Janelas iluminadas de uma das torres da Praça dos Três Poderes, no coração de Brasília.

Avião a jacto acabado de descolar do Aeroporto Internacional de Brasília deixa um rasto sobre a ponte Juscelino Kubitschek.

Transeuntes atravessam uma área comercial de Brasília.

A Catedral Metropolitana de Brasília.

Torres da Praça dos Poderes, vistas de um jardim do Palácio do Planalto.

Uma obra de arte instalada em Brasília, ilustra um tipo básico de habitações que acabou por cercar a capital brasileira.

Moradora atravessa o espaço do Memorial a Juscelino Kubitschek.

Militares alinhados sob o sol tropical durante uma cerimónia comemorativa.

Alameda de Brasília com edifícios dos Ministérios a limitá-la de ambos os lados.

Sequência de edifícios de Brasília ao pôr-do-sol.

Mini-casas de uma obra de arte instalada junto.

Luzes do Palácio Itamaraty reflectem-se no lago que o envolve.

Detalhe do monumento de homenagem a Juscelino Kubitschek, ex-presidente do Brasil e fundador da nova capital Brasília.

Transeunte passa em frente ao Museu da República, mais uma obra sui generis de Niemeyer.

Desde os tempos do Marquês de Pombal que se falava da transferência da capital para o interior. Hoje, a cidade quimera continua a parecer surreal mas dita as regras do desenvolvimento brasileiro.

A época seca do Planalto Central costuma ser inclemente com Brasília e a meteorologia cumpria os seus desígnios. O ar mantinha-se há já alguns dias quente e áspero, quase desprovido de humidade e misturado com uma poeira leve que feria as gargantas mais sensíveis.

“Vamos lá pessoal, com determinação mas respeito…”  alerta ao altifalante um “policial” experiente.

Nem o calor insuportável do meio da tarde demovera uma mega-manifestação da Polícia Rodoviária Federal de se formar à hora marcada junto à catedral exuberante da cidade.

Vemos o cortejo estender-se pelas principais avenidas, demorando-se propositadamente na Praça dos Três Poderes, em frente ao edifício do Congresso Nacional e junto ao Palácio do Planalto onde era crucial que as suas reivindicações de um plano de carreira e de mais vagas fossem ouvidas.

Os brasileiros procuram o seu caminho para a Ordem e o Progresso e, ao mesmo tempo, um outro protesto criativo, desta vez dos professores, estava instalado sobre o relvado adjacente ao Congresso Nacional.

Precavendo a mais que certa indisponibilidade para os  receber, os responsáveis tinham colocado dezenas de imagens dos deputados sobre cadeiras. E era aquela plateia inanimada que recebia a exigência de um “piso” salarial proferida por um representante da classe a partir de um púlpito improvisado.

São elevados os custos da interioridade da capital e, em particular, destas expressões da democracia. Chegam-se com frequência a despesas com transportes, alimentação, infra-estruturas e outros na ordem dos 2, 3, 4 e até bem mais milhões de Reais, um pouco menos de metade se convertidas para Euros. Apesar de ínfimos se comparados com o que foi gasto na construção de Brasília e com o potencial económico do Brasil, os números afectam as organizações promotoras que, os divulgam frequentemente à imprensa ao jeito de queixa adicional. 

Não foi nada que preocupasse em demasia o governo do Marquês de Pombal quando ponderou, pela primeira vez, passar a capital do império para domínios menos explorados da colónia.

À época, as riquezas mais fáceis do Brasil – ouro e diamantes, em vez do imenso petróleo actual – iam surgindo do litoral para dentro e convinha à Coroa efectivar um domínio o mais abrangente possível do território. A ideia foi debatida e disputada por várias facções com destaque para os Inconfidentes Mineiros que, conjuravam, desde há algum tempo, uma revolta separatista contra a derrama e outras formas de impostos implacáveis que levavam para a metrópole parte (1500kg de ouro anuais) da riqueza acumulada pela população abastada de Minas Gerais.  

Ironicamente, o seu lugar de eleição para a capital da nova república chamava-se São João d’El Rei. Mas o plano foi traído por um coronel que em troca viu perdoada a dívida que tinha para com a Coroa e, no mesmo ano da Revolução Francesa, os Inconfidentes foram condenados no Rio de Janeiro e aprisionados. Tiradentes, o conjurado de mais baixa posição social, seria enforcado e esquartejado como exemplo preventivo de novas revoltas.

A disposição de deslocalizar a capital permaneceu, no entanto, ao longo da história. Antes e depois da independência brasileira. Em 1891, essa mudança foi incluída na constituição republicana e, ao mesmo tempo, constituída uma Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil. Mas só muito mais tarde, em 1960, a desejada nova capital se tornaria realidade, viabilizada pela determinação politica do Presidente Juscelino Kubitschek.

Ao urbanista Lúcio Costa e ao arquitecto Óscar Niemeyer foi dada uma carta quase branca. De tal maneira que, quando o astronauta russo Yuri Gagarin visitou a nova cidade fez questão de declarar: “tenho a impressão de que estou a desembarcar num planeta diferente …”.

É a mesma sensação que temos ainda hoje, a caminhar pelas suas avenidas largas, entre formas criadas para formar a visão dos anos sessenta do que seria uma cidade de um futuro longínquo. Uma cidade que acabou por ser a única construída no século XX a conquistar o estatuto de Património Cultural da Humanidade da UNESCO.

E, malgrado o seu aspecto de museu orgânico, Brasília depressa ganhou uma vida contrastante. O Distrito Federal foi acolhendo migrantes de todas as regiões do Brasil e até do estrangeiro de uma forma não tão harmoniosa como a esperada. Na proximidade do Eixo Monumental, das diferentes “asas” habitacionais e dos excêntricos sectores funcionais da cidade (diversões, cultura, comércio, hotéis, médico-hospitalar etc.), a população beneficiou dos empregos criados pelo estado e daqueles a estes ligados e foi prosperando. Mas, ao mesmo tempo, os municípios goianos da periferia acolheram milhares de recém-chegados extra que procuravam alternativas à pobreza das zonas que tinham abandonado. Actualmente, Brasília vai a caminho dos 3 milhões de habitantes mas, em termos sociais, é considerada a 4ª cidade mais desequilibrada do Brasil e a até recentemente, a 16a do mundo. Os números da criminalidade surgem, como era de esperar, a condizer mas pouco afectam a nata elitista dos políticos que têm o seu domicilio luxuoso na capital mas, voam sempre que podem para as grandes metrópoles históricas do litoral – leia-se São Paulo e Rio de Janeiro – onde, politica à margem, continua a desenrolar-se a “verdadeira” vida brasileira.

Para a classe média e, ainda mais para os pobres, Brasília é a cidade com que há que lidar.

Taxista a tempo inteiro, seu Zé mostra-se mais apoquentado com a praga de manifestações do que com os “passarinhos” (assim lhes chama), os radares de velocidade que as autoridades esconderam em várias árvores da avenida e acelera sempre que pode.

”Esses caras ainda me vão arruinar o fim do dia. Tenho que levar meu filho ao treino a horas, vocês sabem como é o famoso paitrocínio brasileiro…” Como não tem politico na família, a gente tenta se virar com o futebol, né ?”

Tanto a reclamação como a ambição são velhas mas Seu Zé admite: “pelo menos nas notícias internacionais desde há algum tempo que o Brasil só dá show. Vocês sabem … tem uma das economias com crescimento mais rápido do mundo e prevê-se que se torne uma das 5 maiores já nas próximas décadas…” O motorista acaba ainda por aceitar que a carrinha hiper-moderna, quase luxuosa em que trabalha se pode considerar um fruto desta nova prosperidade.

Dentro do táxi, perdemos a noção do tempo. Entretanto a multidão de protestantes desmobiliza e, quando menos esperamos, o sol começa a pôr-se e pinta uma parede celeste laranja que parece fechar a cidade a oeste. Compõe-se ali mais um dos célebres ocasos exuberantes de Brasília e segue-se um crepúsculo rivalizável.

Na manhã seguinte, previstas várias novas manifestações e quem sabe, um ou outro escândalo dos que dão mais sentido aos jornais da nação, os deputados e senadores ocuparão os seus lugares na câmara do Congresso Nacional. E, através das suas decisões, como o faz desde a década de 70, Brasília decidirá, para bem e para o mal, o futuro do Brasil. 

Passo da Lontra, Brasil

O Brasil Alagado a um Passo da Lontra

Estamos no limiar oeste do Mato Grosso do Sul mas mato, por estes lados, é outra coisa. Numa extensão de quase 200.000 km2, o Brasil surge parcialmente submerso, por rios, riachos, lagoas e outras águas dispersas em vastas planícies de aluvião. Nem o calor ofegante da estação seca drena a vida e a biodiversidade de lugares e fazendas pantaneiras como a que nos acolheu às margens do rio Miranda.

Manaus, Brasil

Os Saltos e Sobressaltos da ex-Capital Mundial da Borracha

De 1879 a 1912, só a bacia do rio Amazonas gerava o latex de que, de um momento para o outro, o mundo precisou e, do nada, Manaus tornou-se uma das cidades mais avançadas à face da Terra. Mas um explorador inglês levou a árvore para o sudeste asiático e arruinou a produção pioneira. Manaus voltou a provar a sua elasticidade. É a maior cidade da Amazónia e a sétima do Brasil.

Curitiba, Brasil

A Vida Elevada de Curitiba

Não é só a altitude de quase 1000 metros a que a cidade se situa. Cosmopolita e multicultural, a capital paranaense tem uma qualidade de vida e rating de desenvolvimento humano que a tornam um caso à parte no Brasil.

Lençois da Bahia, Brasil

Uma Liberdade Pantanosa

Escravos foragidos subsistiram séculos em redor de um pantanal da Chapada Diamantina. Hoje, o quilombo do Remanso é um símbolo da sua união e resistência mas também da exclusão a que foram votados.

Perth, Austrália

A Cidade Solitária

A mais 2000km de uma congénere digna desse nome, Perth é considerada a urbe mais remota à face da Terra. Apesar de isolados entre o Índico e o vasto Outback, são poucos os habitantes que se queixam.

Goiás Velho, Brasil

Uma Sequela Da Febre do Ouro

Dois séculos após o apogeu da prospecção, perdida no tempo e na vastidão do Planalto Central, Goiás estima a sua admirável arquitectura colonial, a riqueza supreendente que ali continua por descobrir.

Singapura

A Ilha do Sucesso e da Monotonia

Habituada a planear e a vencer, Singapura seduz e recruta gente ambiciosa de todo o mundo. Ao mesmo tempo, parece aborrecer de morte alguns dos seus habitantes mais criativos.

Barragem Itaipu, Brasil

A Febre do Watt

Em 1974, milhares de brasileiros e paraguaios confluíram para a zona de construção da então maior barragem do Mundo. 30 anos após a conclusão, Itaipu gera 90% da energia paraguaia e 20% da do Brasil.

Cocquete
Arquitectura & Design

Napier, Nova Zelândia

De Volta aos Anos 30

Devastada por um sismo, Napier foi reconstruida num Art Deco quase térreo e vive a fazer de conta que parou nos thirties. Os seus visitantes rendem-se à atmosfera Great Gatsby que a cidade encena.

Fogo-de-artifício branco
Aventura

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Cerimónias e Festividades
Apia, Samoa Ocidental

Fia Fia: Folclore Polinésio de Alta Rotação

Da Nova Zelândia à Ilha da Páscoa e daqui ao Havai, contam-se muitas variações de danças polinésias. As noites samoanas de Fia Fia, em particular, são animadas por um dos estilos mais acelerados.
Marcha Patriota
Cidades

Taiwan

Formosa mas Não Segura

Os navegadores portugueses não podiam imaginar o imbróglio reservado à ilha que os encantou. Passados quase 500 anos, Taiwan prospera, algures entre a independência e a integração na grande China.

Comida
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Cultura
Pueblos del Sur, Venezuela

Os Pauliteiros de Mérida e Cia

A partir do início do século XVII, com os colonos hispânicos e, mais recentemente, com os emigrantes portugueses consolidaram-se nos Pueblos del Sur, costumes e tradições bem conhecidas na Península Ibérica e, em particular, no norte de Portugal.
Desporto
Competições

Uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Seja pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, os confrontos dão sentido à vida. Surgem sob a forma de modalidades sem conta, umas mais excêntricas que outras.
Deserto (Pouco) Branco
Em Viagem
Deserto Branco, Egipto

O Atalho Egípcio para Marte

Numa altura em que a conquista do vizinho do sistema solar se tornou uma obsessão, uma secção do leste do Deserto do Sahara abriga um vasto cenário afim. Em vez dos 150 a 300 dias que se calculam necessários para atingir Marte, descolamos do Cairo e, em pouco mais de três horas, damos os primeiros passos no Oásis de Bahariya. Em redor, quase tudo nos faz sentir sobre o ansiado Planeta Vermelho.
De partida
Étnico

Wala, Vanuatu

Cruzeiro à Vista, a Feira Assenta Arraiais

Em grande parte de Vanuatu, os dias de “bons selvagens” da população ficaram para trás. Em tempos incompreendido e negligenciado, o dinheiro ganhou valor. E quando os grandes navios com turistas chegam ao largo de Malekuka, os nativos concentram-se em Wala e em facturar.

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
À boleia do mar
História

Maui, Havai

Divino Havai

Maui é um antigo chefe e herói do imaginário religioso e tradicional havaiano. Na mitologia deste arquipélago, o semi-deus laça o sol, levanta o céu e leva a cabo uma série de outras proezas em favor dos humanos. A ilha sua homónima, que os nativos creem ter criado no Pacífico do Norte, é ela própria prodigiosa.

Passerelle secular
Ilhas

Galle, Sri Lanka

Nem Além, Nem Aquém da Lendária Taprobana

Camões eternizou o Ceilão como um marco indelével das Descobertas onde Galle foi das primeiras fortalezas que os portugueses controlaram e cederam. Passaram-se cinco séculos e o Ceilão deu lugar ao Sri Lanka. Galle resiste e continua a seduzir exploradores dos quatro cantos da Terra.

Verificação da correspondência
Inverno Branco

Rovaniemi, Finlândia

Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

Litoral de Upolu
Literatura

Upolu, Samoa Ocidental

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado.Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração

Uma Busca solitária
Natureza

Cabo da Boa Esperança, África do Sul

À Beira do Velho Fim do Mundo

Chegamos onde a grande África cedia aos domínios do “Mostrengo” Adamastor e os navegadores portugueses tremiam como varas. Ali, onde a Terra estava, afinal, longe de acabar, a esperança dos marinheiros em dobrar o tenebroso Cabo era desafiada pelas mesmas tormentas que lá continuam a grassar.

Filhos da Mãe-Arménia
Outono

Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.

Trio das alturas
Parques Naturais

PN Manyara, Tanzânia

Na África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.

Anéis de Fogo
Património Mundial Unesco

PN Bromo Tengger Semeru, Indonésia

O Mar Vulcânico de Java

A gigantesca caldeira de Tengger eleva-se a dois mil metros no âmago de uma vastidão arenosa do leste de Java. Dela se projectam o monte supremo desta ilha indonésia, o Semeru, e vários outros vulcões. Da fertilidade e clemência deste cenário tão sublime quanto dantesco prospera uma das poucas comunidades hindus que resistiram ao predomínio muçulmano em redor.

Acima de tudo e de todos
Personagens

Harare, Zimbabwe

O Último Estertor do Surreal Mugabué

Em 2015, a primeira-dama do Zimbabué Grace Mugabe afirmou que o presidente, então com 91 anos, governaria até aos 100, numa cadeira-de-rodas especial. Pouco depois, começou a insinuar-se à sua sucessão. Mas, nos últimos dias, os generais precipitaram, por fim, a remoção de Robert Mugabe que substituiram pelo antigo vice-presidente Emmerson Mnangagwa.

Mini-snorkeling
Praia

Ilhas Phi Phi, Tailândia

De regresso a “A Praia”

Passaram 15 anos desde a estreia do clássico mochileiro baseado no romance de Alex Garland. O filme popularizou os lugares em que foi rodado. Pouco depois, alguns desapareceram temporária mas literalmente do mapa mas, hoje, a sua fama controversa permanece intacta.

Paz de "cenote"
Religião

Iucatão, México

O Fim do Fim do Mundo

O dia anunciado passou mas o Apocalipse teimou em não chegar. Na Mesoamérica, os maias da actualidade observaram e aturaram, incrédulos, toda a histeria em redor do seu calendário.

À pendura
Sobre carris

São Francisco, E.U.A.

Uma Vida aos Altos e Baixos

Um acidente macabro com uma carroça inspirou a saga dos cable cars de São Francisco. Hoje, estas relíquias funcionam como uma operação de charme da cidade do nevoeiro mas também têm os seus riscos.

Torre Fushimi Yagura
Sociedade

Tóquio, Japão

O Imperador sem Império

Após a capitulação na 2ª Guerra Mundial, o Japão submeteu-se a uma constituição que encerrou um dos mais longos impérios da História. O imperador japonês é, hoje, o único monarca a reinar sem império.

O projeccionista
Vida Quotidiana

Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.

Perigo de praia
Vida Selvagem

Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.

Os sounds
Voos Panorâmicos

The Sounds, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o subdomíno retalhado entre Te Anau e o Mar da Tasmânia.