Ilha Moyo, Indonésia

Uma Ilha Só Para Alguns


Luzes VIP

Eco-tendas luxuosas do resort Amanwana iluminadas pouco depois de o sol se pôr.

Tempo de descanso

Funcionários do Amanwana repousam sobre o velho jipe Land Cruiser descapotável ao serviço do resort.

Rusa timorensis ou Sambar de Sunda

Veados endógenos de Java, Bali e também de Timor de Moyo, percorrem livremente as florestas da ilha.

Um Litoral protegido

Uma das enseadas tropicais do Mar de Flores em que se instalou o Amanwana.

Moyo Cruiser

Trabalhadores do Amanwana percorrem de jipe uma estrada que sulca a selva luxuriante da ilha Moyo.

Marginal de Labuan Aji

Palafitas da principal aldeia da ilha Moyo, abrigo de muitos dos seus cerca de mil habitantes.

Eco-luxo e reclusão

Placa de privacidade disponível nas vinte ecotendas do resort Amanwana.

Mãe e filha

Duas gerações de habitantes de Labuan Aji, a principal aldeia de Moyo a que o resort Amanwana veio trazer mais prosperidade e bem estar.

Hidro-hóspedes

Empregados do Amanwana recolhem novos hóspedes endinheirados e a sua carga de um avião acabado de amarar, proveniente de Bali.

Despertador (in)conveniente

Galo canta junto à porta colorida de um lar de Labuan Aji.

De partida

Lancha zarpa de um dos pontões que servem o Amanwana, já depois do pôr-do-sol.

Poucas pessoas conhecem ou tiveram o privilégio de explorar a reserva natural de Moyo. Uma delas foi a princesa Diana que, em 1993, nela se refugiou da opressão mediática que a viria a vitimar.

Não acontecia todos os dias por aqueles lados. Um grande  Mercedes e várias outras viaturas de luxo detêm-se nas imediações de uma aeronave sofisticada.  O insólito desenrola-se sobre a pista do aeroporto Brang Biji de Sumbawa Besar. Tinha acabad

o de aterrar Lady Diana, acompanhada de três amigas e um guarda-costas. São recebidas com pompa e circunstância. Pouco depois, embarcariam numa travessia curta a bordo da lancha Aman XI com destino final na doca elegante do Amanwana, um eco-resort favorecido da cadeia Aman, fundada pelo hoteleiro indonésio Adrian Zecha.

Nem na Indonésia mais improvável a Princesa se livrou dos artigos descritivos e opinativos que a imprensa mundial publicava sobre a sua vida, a pública e a privada.

Entre outros, o jornal Lombok News não tardou a relatar nas suas versões bahasa, (o dialecto nacional indonésio) e inglesa que Diana iria ficar duas noites e três dias. Entretanto, adiantou que Di parecia triste. Que nadava no Mar de Flores e apreciava o pôr-do-sol a partir da praia. As descrições foram aparecendo, provavelmente feitas por outros hóspedes e pelos empregados do hotel mas que se saiba, nesse período, Diana Spencer esteve a salvo dos sempre hiperactivos e obsessivos paparazzis britânicos e de quaisquer países que visitasse.

As características deste resort solitário alojado numa ilha furtiva foram a razão para que a então Princesa de Gales – à semelhança de David Bowie, Yoko Ono e Mick Jagger – tivesse escolhido evadir-se no Amanwana. O nome do hotel significa floresta pacífica. E não é qualquer um que usufrui da excentricidade natural, da tranquilidade e da privacidade da ilha.

Andávamos a explorar a ilha vizinha de Lombok quando, fruto de muito interesse geográfico e investigações online, Moyo nos despertou a curiosidade. Após uma troca de emails exaustiva, conseguimos suscitar o interesse dos responsáveis do Amanwana e a sua autorização para lá passarmos uns dias. Escusado será dizer que a nossa viagem e chegada destoaram e muito das das vedetas já mencionadas.

Recebemos o O.K. para a visita a partir da manhã seguinte, estávamos ainda por Senggigi, que tínhamos estabelecido como base para a descoberta de Lombok. A notícia obrigou-nos a diversas medidas logísticas resolvidas sob pressão já que o próximo autocarro para Sumbawa partia de Mataram – a capital de Lombok – às 15h.

Finalizámos algumas derradeiras negociações com os gerentes do Amanwana enquanto fizemos as malas, pagámos as contas do hotel e da motoreta que tínhamos alugado, também no táxi, a caminho do terminal de autocarros Mandalika. 

Chegámos uns meros minutos antes da hora de partida mas ainda tivemos tempo para comprar umas bolachas e pacotes de leite de búfala, massacrados por angariadores de passageiros a quem custava a acreditar tanto na presença incomum de estrangeiros como em que tínhamos pré-adquirido os bilhetes numa agência de Senggigi.

O primeiro trecho terrestre passou bem mais depressa do que esperávamos. Mais que um autocarro, o veículo provou-se uma feira ambulante, animada por vendedores, músicos e pedintes que promoviam uma panóplia inacreditável de produtos, tocavam e mendigavam ao longo do corredor, em que se esforçavam para vencer a reticência dos passageiros e as pilhas de sacos e caixas que o atafulhavam.

Os músicos tocavam êxitos do reportório nacional que os compatriotas cantarolavam. Desconhecedores das melodias e das letras, acompanhámos a acção e restantes variedades num misto de incredibilidade e fascínio.

Por volta das cinco da tarde, chegámos ao porto de Labuhan. Só após as seis, com o sol a começar a mergulhar no oceano em frente, é que o autocarro entrou no convés oleoso do ferry.

O destino final daquele bus saltitão era a ilha de Flores, um dos poucos redutos católicos da Indonésia graças à influência portuguesa secular. Flores ficava duas ilhas à frente no extenso arquipélago índico de Nusa Tenggara e no sub-arquipélago de Sonda. Nós desembarcaríamos na próxima.

Tal como no autocarro, a bordo, nem sinal de estrangeiros e somos uma atracção inesperada da viagem ao ponto de nos fotografarem vezes sem conta.

No sentido inverso da admiração cultural, pasmamo-nos com as TVs em que imams barbudos protagonizavam sermões e pregações islâmicas. Ainda mais com os estranhíssimos videoclips propagandistas daquela religião que tem, na Indonésia, o seu maior número de fieis. Às horas de oração, vemo-los prostrarem-se a Alá,  por turnos, na mushola abafada do navio, contra o sentido da navegação. 

Uma hora e meia depois, regressámos ao bus, desembarcámos em Poto Tano e completámos a viagem até Sumbawa Besar, a principal cidade.

Fizemos o derradeiro percurso rodoviário por uma estrada escura e sinuosa clareada apenas pelo luar. Mas não era um luar qualquer o que nos iluminava. Rasante ao horizonte terrestre como há muito não víamos, o seu disco natural exibia-se enorme e perfeitamente redondo perfurado pelas silhuetas das copas das árvores mais imponentes porque passávamos. Esta enorme aura cósmica embala-nos para um sono desconfortável mas profundo. Só percebemos que chegámos ao nosso destino quando o motorista nos desperta e aponta a porta de saída. 

Em vez de táxis, espera-nos um exército de moto-táxis insolentes. Rendemo-nos às evidências e subimos a bordo de duas motorizadas, cada um no seu número de circo que passava por evitar que ficassem pelo caminho uma mochila grande entre nós e o condutor e duas mais pequenas, uma às costas a outra à frente.

Eram dez da noite. Sem energias ou disposição para mais, acabámos por dar entrada naquele que teria que ser uma das piores guest-houses da ilha, com condições de higiene e conforto que ainda hoje usamos como padrão para o pior que nos dispusemos a suportar e que tentamos por tudo esquecer.

Às cinco da manhã, acordamos assustados com o cantar doloroso do muezzin de uma mesquita logo ao lado. Uma hora depois, uma carrinha de serviço do Amanwana resgatou-nos da tortura de Sumbawa Besar, levou-nos ao barco que transporta diariamente os empregados moradores de Sumbawa para a ilha Moyo, a 15 km. Às 8h30 da manhã, estávamos a dar entrada no Amanwana. Tínhamos passado directamente de uma espelunca de zero estrelas  – ou estrelas negativas -para um eco-resort excelso de cinco ou mais.

Mas sempre fomos avessos a ligar mais aos hotéis que aos lugares que justificaram a viagem. No caso da quase incógnita e misteriosa ilha Moyo, a regra dizia-nos mais que nunca.

Um guest-assistant espera-nos no pontão. Conduz-nos num velho Land Cruiser descapotável até ao domínio do resort. O Amanwana aloja os hóspedes em 20 tendas híper-luxuosas, o também condutor deixa-nos à porta da que nos iria acolher, a 17, perdida no meio da vegetação. Recuperámos o corpo e a alma num longo duche de água quente, o primeiro desde a partida de Senggigi.

Housekeeping!” Uma das empregadas faz questão de completar o cesto de fruta de boas-vindas com mais espécimes tropicais. “A Ladi Di ficou na tenda 20 e as amigas e o guarda-costas ficaram nas 17, 18 e 19.”  faz questão de incluir num rol de informações e sugestões que nos esforçámos por reter do diálogo bem disposto em inglês.

A meio da manhã já tínhamos dormitado um pouco e fomos finalmente registar-nos à recepção.

Aterrava um hidroavião em frente à enseada do Amanwana. Aproveitámos e fotografámos o seu deslizar e o pouso de novos hóspedes multimilionários provenientes de Bali.

No regresso aos aposentos, deparamo-nos com a confirmação de que estamos na selva. Uma enorme aranha felpuda de estilo tarântula – possivelmente uma tarântula – passeava-se pelo soalho. Passámos cinco minutos a engendrar e pôr em prática estratagemas para a fazer sair viva, sem lhe tocar. Até termos êxito, o aracnídeo ainda me caiu nos pés. Assustado com a perspectiva de uma picada destrutiva esperneei. Uma das sandálias de caminhada que tinha calçada voou e por pouco não partiu um espelho em frente.

Era uma das muitas espécies que, como nós, as autoridades indonésias decidiram proteger, em 1986.  Nesta data, foram oficialmente reconhecidas as características especiais do ecossistema de Moyo e estabelecido um parque nacional por forma a preservar a sua vegetação e as inúmeras aves – algumas em perigo de extinção – morcegos, macacos, javalis, veados, lagartos monitores e pitões residentes. 

Os javalis e os veados vemo-los inclusivamente em redor das tendas e os macacos chegaram a usar o tecto da nossa como colchão de aterragem em mais que uma noite, com tal estrondo, que na primeira ocasião, pensávamos que iríamos ser vítimas de uma derrocada.

De quando em quando, alguma destas espécies, quase sempre os javalis e os veados tornam-se demasiados e as autoridades concedem licenças de caça para que a ilha recupere o equilíbrio. Ao largo, existem recifes de coral profícuos em vida subaquática e esta secção idílica do Mar de Flores foi decretada reserva marinha.

O Amanwana resultou de uma outra licença especial. A concedida a uma empresa de nome Moyo Safari Abadi, sediada em Denpasar, a capital de Bali. Foi esta a única companhia autorizada a instalar um resort na ilha com a responsabilidade de contribuir financeiramente e não só para a protecção da ilha e sob regras ecologistas exigentes, a principal razão para estarmos numa tenda e não numa estrutura habitacional permanente e mais invasiva.

Com muita paciência, lá arrastamos um caixote do lixo virado ao contrário até ao exterior e, nele retida, a possível tarântula. Já com a casa em paz, sentimos nova aproximação do Land Cruiser verde. Dois guias do hotel convidam-nos para uma volta pela ilha. Aceitamos sem hesitações e saímos de pronto. O caminho começa por sulcar selva densa. Mais à frente, passa entre arrozais e milheirais. Ainda andamos 15 minutos até um leito de rio gentil onde, com a desculpa de nos refrescarmos do calor húmido nos banhámos sob quedas d’água com dimensões de duche.

Ambos os guias eram nativos. Conversa puxa conversa, Paul, que falava um bom inglês contou-nos que cerca de 50 dos 150 empregados do Amanwana era de Labuan Aji, a maior das seis aldeias palafíticas da ilha que, apesar dos seus 350 km2, só tem 1000 habitantes. E que os restantes eram de Sumbawa. Contou-nos isso e mais: “todos nós vemos o resort com muito bons olhos.” Continuou. “Foram muitos empregos que cá caíram de pára-quedas e salvaram outras tantas famílias da separação. Eu, por exemplo, estou a ganhar o mesmo ou mais que alguns amigos que tiveram que emigrar para a Índia ou países árabes. Vários fazem o mesmo que eu mas, outros, trabalham na pesca ou na construção o que é bem mais duro. Todos eles estão a milhares de quilómetros de casa. Eu sinto-me um privilegiado por poder ir para casa todos os dias.”

No regresso das quedas d’ água, ainda parámos em frente à casa de uma família que debulhava arroz, a bater com as plantas com toda a força contra um crivo de madeira e juntava os bagos sobre lonas de plástico, prontos para secar sob o mesmo sol de que se protegiam as mulheres mais jovens do clã que trabalhavam de hijab e mantinham a cara sarapintada com um curioso protector solar natural.

“Se não fosse o Amanwana só nos restava ou isto ou a pesca!” completa Tony.

Passamos por entre as palafitas geminadas de Labuan Aji e sentimos um pouco do bem-estar e do acolhimento da comunidade que, apesar de uma relativa invasão da sua privacidade, nos recebe com sorrisos, como o fazem com quase tudo o que vem do resort. 

Em 2008, foi criado um fundo conservacionista para a ilha para o qual contribuem os pagamentos dos hóspedes. Até ao surgimento do resort, os aldeão costumavam apanhar os povos postos pelas tartarugas nas praias de Moyo – até mesmo algumas tartarugas – para vender nos mercados de Sumbawa. O Amanwana passou a pagar-lhes o dobro para que não os desenterrassem ou para os enterrarem se por acaso ficarem a descoberto. Alguns habitantes desempenham a função de rangers e patrulham a floresta contra o abate ilegal de árvores e de animais, recuperam recifes antes danificados pela pesca com explosivos ou constroem escolas em que leccionam professores também eles pagos pelo novo fundo. Quanto mais exploramos e descobrimos de Moyo e do Amanwana mais nos convencemos que ilhas como estas não se encontram todos os dias. 

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Memória cruel
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