PN Amboseli, Quénia

Uma Dádiva do Kilimanjaro


Normatior

Duas mulheres masai sobem ao cume da colina de Normatior, uma elevação com vista privilegiada sobre Amboseli e o Kilimanjaro.

Colossos

Um elefante pasta na planície verdejante no sopé do monte Kilimanjaro.

Moda masai

Mulheres nativas desfilam durante um espectáculo de dança levado a cabo com o Kilimanjaro em fundo.

Em sincronia

Elefante fêmea e cria um pouco afundados num pântano ervado e cercados de garças oportunistas.

À vez

Vários jipes alinhados observam manadas de elefantes num pântano junto à colina de Normatior

Trio masai

Jovens masai nos seus trajes tradicionais vermelhos.

Pequeno confronto

Búfalos juvenis numa luta pouco séria, em plena savana de Amboseli.

No sopé do tecto africano

Manada de zebras pasta com a silhueta do grande monte Kilimanjaro em fundo.

À conquista de Normatior

Jovens masai sobem a colina de Normatior, um dos seus pontos de observação da planície de Amboseli e do Monte Kilimanjaro favoritos. 

A caminho do Kilimanjaro

Jipe percorre a estrada de terra batida que passa entre o pântano de Enkongo e a colina de Normatior.

Poder da cura

Sacerdote masai, com o ceptro que o identifica na tribo.

O primeiro europeu a aventurar-se nestas paragens masai ficou estupefacto com o que encontrou. E ainda hoje grandes manadas de elefantes e de outros herbívoros vagueiam ao sabor do pasto irrigado pela neve da maior montanha africana.

Já vínhamos algo massacrados das quase quatro horas de viagem pela Mombaça Road, pela C-102 e C-103, com partida madrugadora de Nairobi. O aviso do condutor John soou com um misto de satisfação e surpresa: “Muito bem, chegámos ao desvio de terra bat

ida para a entrada do parque. As boas notícias são que já falta muito menos, as más são que vamos vibrar. Vamos vibrar e não vai ser pouco!”

Ficou para trás o trânsito errático sobre o asfalto aqui e ali repleto de crateras da via que ligava a capital queniana à segunda cidade do país e ao oceano Índico. Por fim, deixámos de ultrapassar camiões e velhos autocarros e matutus sobrelotados, mesmo assim com dificuldade já que a empresa que empregava John mantinha limitada a 80km/h a velocidade máxima da sua frota de jipes.

Aos poucos, embrenhamo-nos numa savana de erva alta e amarelada. Sempre a trepidar, avistamos os primeiros bandos saltitantes de impalas, pouco depois, avestruzes perdidas na paisagem sem fim e, logo, pequenas manadas de zebras. O padrão de código de barras daqueles asnos zurradores quebrou a palidez que se apoderara da viagem.

A espaços, perscrutamos o horizonte, entre as acácias e gramíneas afins. Tentamos descortinar a silhueta tão altiva quanto dúbia que se impunha a sul, por entre as nuvens carregadas que persistem como legado da época das chuvas. Até atingirmos o destino final, em vão.

Entretanto, a estrada atravessa prados ensopados e devorados pelos primeiros de muitos elefantes e búfalos que haveríamos de avistar nos dias seguintes. E outros, aquáticos, repletos de velhas árvores apodrecidas, salpicados de aves pernaltas.

Contornamos mais um destes pauis algo tenebrosos e entramos na área florestada do lodge que nos ia acolher. Esticamos as pernas e tratamos do check in e de nos instalarmos numa das suas cabanas de madeira tribais. Pouco depois, também de jantar.

Entre os dois momentos, John pôs a conversa em dia com colegas guias e condutores, num intercâmbio animado das últimas peripécias dos seus itinerários e gamedrives, das observações e acções mais inauditas dos clientes que se viam obrigados a transportar e a apaparicar.

Mais para o fim da noite, negociamos um despertar consentâneo com os horários da bicharada que vínhamos de tão longe para apreciar. Com os geradores da estalagem desligados, ficámos entregues ao negrume africano. Adormecemos a apreciar os sons distantes – ou nem tanto como isso – produzidos pelas criaturas em redor.

A nova alvorada pouco tardou. Obrigou-nos a um levantar contrariado e esforçado que só a água tépida sobre os corpos e o pequeno-almoço aconchegante atenuaram.

Pouco depois de saudarmos o guarda de serviço, transpusemos o portão do lodge e saímos debaixo das copas altivas que o protegia dos elementos.

Durante a noite, a maioria das nuvens do dia anterior tinham migrado para outras paragens. À medida que pulava para cá do horizonte, o sol esparramava-se nos tons quentes de que tínhamos sentido falta na tarde anterior. Estávamos a uma latitude quase equatorial. Ainda assim, a 1200 metros de altitude, os seus raios de soslaio pouco disfarçavam o frio que se fazia sentir, para mais húmido, devido à muita água que encharcava a planície.

Demos connosco a esfregar as mãos. O frio inesperado poderá ter sido responsável. Mas é mais provável que o tenhamos feito por puro regozijo. Para diante, a silhueta antes esquiva tinha-se transformado no cone bem definido do monte Kilimanjaro, com o seu cume altivo de 5896 metros salpicado de neve, acima de um aro de nebulosidade resistente.

“Ora, aí está ele!” confirma-nos John. “E logo na vossa primeira manhã! Sabem que há muita gente que aqui fica uma semana ou mais sem o conseguir ver em condições…?!”

Tínhamos o tecto de África pela frente. Nos tempos que passámos em Amboseli, serviu-nos como principal referência geográfica e fotográfica. Seguros da sua presença, prosseguimos em busca da fauna prolífica que vivia no vasto sopé norte da maior montanha isolada à face da Terra.

O europeu pioneiro nesta zona remota de África foi o explorador, geólogo e naturalista escocês Joseph Thomson, apelido que seria atribuído à gazela-de-Thomson, também presente em Amboseli.

Thomson tinha como mote “Quem viaja com suavidade, viaja em segurança; quem viaja em segurança, chega longe.” Muito provavelmente por isso, em 1833, foi o primeiro protagonista da Partilha de África a conseguir entrar no território masai temido conhecido como Empusel, termo do dialecto local maa que definia as planícies salgadas e poeirentas ali encontradas.

John pertencia à etnia queniana predominante kikuyu mas estava habituado a contactar os masai e quis concretizar-nos melhor o conceito. “Estão a ver lá ao fundo?” pergunta-nos a apontar para uma série de pés-de-ventos perdidos na vastidão.  “É àquilo que os masai chamam Amboseli.”

Thomson avistou o estranho fenómeno vezes sem conta. O escocês liderou uma expedição ao serviço da Royal Geographical Society que visava encontrar uma rota entre a costa leste de África e a costa setentrional do lago Victoria que evitasse tanto os ferozes masai como os mercadores alemães que competiam pelo domínio daquela região. No computo geral, a expedição de Thomson teve enorme sucesso e as suas observações biológicas, geológicas e etnográficas foram consideradas um contributo significativo.

No entanto, o intrépido escocês teve a sua dose de derrotas e desilusões. Foi demasiado ambicioso quando se propôs a conquistar o cume do Kilimanjaro (montanha branca no dialecto maa) em vinte e quatro horas e falhou. Durante a jornada de regresso ao litoral africano, no último dia de 1883, um búfalo que tentava abater investiu sobre ele e perfurou-lhe uma coxa. Pelo caminho, ainda contraiu malária e padeceu de disenteria.

Em 1885, já de regresso à Grã-Bretanha, publicou “Through Masai Land”. O livro tornou-se um best seller. Inspirou um jovem escritor também conhecedor de África de nome Henry Rider Haggard a escrever o seu próprio romance. “As Minas do Rei Salomão” – que se viria a tornar mundialmente famoso – enfureceu Thomson. Fora o escocês o primeiro a descrever de forma credível a existência de montanhas nevadas sobre o equador e como ele próprio aterrorizara os guerreiros masai ao remover os seus dentes falsos e a afiançar-lhes que era magia. Qual não foi o espanto de Thomson quando, ao ler a obra de Rider Haggard, deu com a descrição de montanhas africanas nevadas e com a personagem de Captain Good a fazer o mesmo a uma tribo kukuana recém-imaginada.

O kikuyo John não estava a par de toda esta comoção histórico-literária mas conhecia o trajecto que as manadas de elefantes percorriam para chegarem à água e aos pastos. “Eles não ficam aqui de noite. Quando se aproxima o pôr-do-sol, juntam-se nos limites do parque. Depois, com a alvorada, regressam em caravanas para passar o dia.”

Nenhuma outra região do Quénia permite uma aproximação e contemplação dos paquidermes tão recompensadora como Amboseli. Ali, a quase ausência de vegetação elevada e densa e a abundância de pistas de terra batida permitiu-nos acompanhá-los e fotografá-los de perto, com o bónus de os podermos enquadrar com o Kilimanjaro como cenário de fundo.

Um dos lugares preferidos dos elefantes e hipopótamos são os pântanos de Olokenya e Enkongo Narok, ambos alimentados pelas águas dispersas do rio Sinet. Atravessamos o segundo a caminho da colina de observação Normatior. Lá os encontramos.

Enormes adultos com crias recém-nascidas, todos eles semi-afundados no lodo escuro a devorar erva em quantidades industriais, na companhia de dezenas de garças oportunistas. Prosseguimos para o cimo de Normatior, um dos poucos lugares do PN de Amboseli em que é possível sair do veículo e usar as pernas já que por quase toda a parte existe a ameaça latente de ataques dos animais selvagens.  

Conquistamos a colina lado a lado com algumas mulheres masai que, como é apanágio do seu povo, tudo fazem para que não as fotografemos sem antes pagar. Já no topo, apreciamos a África surreal em redor, desdobrada dos pântanos e prados no sopé até à savana amarelada sem fim e ao maciço imponente do Kilimanjaro.

Entretanto, aproveitamos a oportunidade e convivemos com alguns jovens masai coloridos e elegantes que ali se tinham deslocado para um espectáculo de dança. Como seria de esperar, também os fotografámos e com eles nos fotografámos. Esse luxo teve o seu preço. E, por norma, os masai convertem-no em vacas, quantas mais melhor, ou não fossem as vacas a expressão de riqueza que este povo guerreiro e altivo continua a considerar sagrada e suprema.

Não tarda, começaria a escurecer. John deu o sinal e regressámos sem pressas ao lodge. Chegámos sobre o lusco-fusco. O guia estava cansado da condução que vinha a acumular e recolheu ao interior do lodge. Nós, continuávamos com energia. Transmitimos-lhe que queríamos ficar à entrada do lodge a fotografar o Kilimanjaro durante o anoitecer. “Uhmm, sozinhos não vão ficar de certeza! respondeu-nos de imediato. Vamos ver como resolvemos isso…” Em três tempos, apareceu-nos com o guarda da entrada do lodge que se prontificou a nos fazer companhia o tempo que fosse necessário. “Na verdade, só vos agradeço, confessou-nos Philippe. Tenho que passar os meus turnos todos enfiado naquela cabine. É um prazer vir cá para fora e ficar à conversa convosco. Enquanto isso, trato de que não vos aconteça nada. Ainda ontem andava um leopardo a sondar mesmo aqui à frente.”

Phillipe era masai. “Além de trabalhar no lodge, sou corredor. Já participei em várias maratonas. Agora estou lesionado e com grande ansiedade de voltar a treinar. “Onde treino?” respondeu-nos satisfeito pelo interesse. “Costumo treinar aqui mesmo nestas estradas e trilhos em redor. A nós masais, os leões não nos costumam atacar. Eles temem-nos.”

Antes que o frio e a fome nos vencessem, ainda continuámos uns bons quarenta minutos a falar da tribo corredora rival kalenji, aquela que mais corredores de sucesso dá ao Quénia e cujo nome a cadeia Decathlon deu a uma das suas linhas de equipamento desportivo. Também falámos do predomínio queniano no atletismo de meio-fundo mundial e de tantos outros assuntos. Até que o firmamento se instalou em pleno sobre a savana e sobre o Kilimanjaro e a fome e o frio nos obrigaram a recolher ao interior da estalagem.

 

Zanzibar, Tanzânia

As Ilhas Africanas das Especiarias

Vasco da Gama abriu o Índico ao império luso. No século XVIII, o arquipélago de Zanzibar tornou-se o maior produtor de cravinho e as especiarias diversificaram-se, tal como os povos que o disputaram.

PN Gorongosa, Moçambique

O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.

PN Manyara, Tanzânia

Na África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.

PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.

Masai Mara, Quénia

Um Povo Entregue à Bicharada

A savana de Mara tornou-se famosa pelo confronto entre os milhões de herbívoros e os seus predadores. Mas, numa comunhão temerária com a vida selvagem, são os humanos Masai que ali mais se destacam.

Savuti, Botswana

O Domínio dos Leões Comedores de Elefantes

Um retalho do deserto do Kalahari seca ou é irrigado consoante caprichos tectónicos da região. No Savuti, os leões habituaram-se a depender deles próprios e predam os maiores animais da savana.

Delta do Okavango, Botswana

Nem Todos os Rios Chegam ao Mar

Terceiro rio mais longo do sul de África, o Okavango nasce no planalto angolano do Bié e percorre 1600km para sudeste. Perde-se no deserto do Kalahari onde irriga um pantanal deslumbrante repleto de vida selvagem.

PN Chobe, Botswana

Um Rio na Fronteira da Vida com a Morte

O Chobe marca a divisão entre o Botswana e três dos países vizinhos, a Zâmbia, o Zimbabwé e a Namíbia. Mas o seu leito caprichoso tem uma função bem mais crucial que esta delimitação política.

Pela sombra
Arquitectura & Design
Miami, E.U.A.

Uma Obra-Prima da Reabilitação Urbana

Na viragem para o século XXI, o bairro de Wynwood mantinha-se repleto de fábricas e armazéns abandonados e grafitados. Tony Goldman, um investidor imobiliário astuto, comprou mais de 25 propriedades e fundou um parque mural. Muito mais que ali homenagear o grafiti, Goldman fundou o grande bastião da criatividade de Miami.
Aurora fria II
Aventura
Circuito Anapurna: 3º- Upper Pisang, Nepal

Uma Inesperada Aurora Nevada

Aos primeiros laivos de luz, a visão do manto branco que cobrira a povoação durante a noite deslumbra-nos. Com uma das caminhadas mais duras do Circuito Annapurna pela frente, adiamos a partida tanto quanto possível. Contrariados, deixamos Upper Pisang rumo a Ngawal quando a derradeira neve se desvanecia.
Nana Kwame V
Cerimónias e Festividades
Cape Coast, Gana

O Festival da Divina Purificação

Reza a história que, em tempos, uma praga devastou a população da Cape Coast do actual Gana. Só as preces dos sobreviventes e a limpeza do mal levada a cabo pelos deuses terão posto cobro ao flagelo. Desde então, os nativos retribuem a bênção das 77 divindades da região tradicional Oguaa com o frenético festival Fetu Afahye.
Rumo ao vale
Cidades
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Um Teleférico Chamado Ensejo

O cimo da garganta do rio Debed esconde os mosteiros arménios de Sanahin e Haghpat e blocos de apartamentos soviéticos em socalcos. O seu fundo abriga a mina e fundição de cobre que sustenta a cidade. A ligar estes dois mundos, está uma cabine suspensa providencial em que as gentes de Alaverdi contam viajar na companhia de Deus.
Basmati Bismi
Comida

Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade e qualidade de víveres do Oriente. 

Mar-de-Parra
Cultura

Mendoza, Argentina

A Eno-Província Argentina

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Recta Final
Desporto

Inari, Lapónia, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

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Por Chame
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Por Fim, a Caminho

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Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

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Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

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