Tataouine, Tunísia

Os Castelos de Areia que Não Desmoronam


Dia no ksar

Nativos deixam o ksar Ouled Soultane.

Abraço ansião

Dois anciãos saúdam-se no ksar Oule Soultane.

Acrobacias a cavalo

Cavaleiro galopa de costas ao som de música berbere.

Tuareg

Guerreiro líbio exibe arte de guerra tuareg.

Encenação de batalha

Cavaleiros encenam antigas batalhas no deserto.

Jóquei

Jóquei tunisino antes do início de uma prova equestre.

Moda berber

Mulheres exibem o folclore berber no ksar Douiret.

Cenário do deserto

O deserto visto do ksar Douiret, na iminência de uma tempestade de areia.

Conversa Discreta

Motorista da comitiva de políticos fala ao telefone num recanto do Ksar Ouled Soultane.

Cavalaria do Deserto

Grupo de cavaleiros alinhados em frente à bancada do estádio de Tataouine em que se realizou o Festival dos Ksour.

Tuareg

Guerreiro tuareg, parte de uma comitiva líbia que participou no festival.

Os ksour foram construídos como fortificações pelos berberes do Norte de África. Resistiram às invasões árabes e a séculos de erosão. A Tunísia presta-lhes, todos os anos, uma devida homenagem.

Tataouine ganhava nova vida. Provenientes dos quatro cantos do Magrebe e do Egipto, instalavam-se na povoação milhares de almas do Saara. Chegavam por terra em carrinhas cobertas de poeira fina ou em voos curtos provenientes das nações vizinhas. Formavam comitivas desorganizadas e barulhentas que se instalavam um pouco por toda a cidade e arredores, de tendas de inspiração beduína aos hotéis mais luxuosos.

Os nativos estão habituados à invasão anual dos visitantes. Identificam facilmente as suas origens e saúdam-nos com salamaleques efusivos e apertos de mão repetidos.

Não estamos assim tão longe da Europa mas estas portas do Saara estabelecem ainda uma fronteira de exotismo que era famosa em tempos coloniais. Os franceses partiram da Tunísia no terceiro mês de 1956 mas, por terras gaulesas, “aller à Tataouine” continua a significar perder-se no fim do mundo. Sem saber como nem porquê, George Lucas conseguiu ridicularizar a expressão. Filmou parte substancial do episódio IV da Guerra das Estrelas na região circundante e, quando teve que baptizar um remoto exoplaneta das areias para a saga, optou por Tatooine.  Enquanto avançamos do centro da capital de província para o hipódromo que acolhe vários eventos do festival, aquela terra parece realmente de outro mundo. Uma vasta zona de baixas-pressões resiste sobre o centro e norte de África. Estende-se do interior do Senegal, Mali e Níger até à Sicília e à Sardenha e o manto de nuvens cúmplice rouba o sol escaldante a grande parte do Saara. Ao mesmo tempo, vendavais revolvem as dunas do deserto e pintam a atmosfera do sul da Tunísia de um tom sépia algo marciano, nada de estranho para os seus habitantes mais que habituados a estas tempestades.

Zulia, uma anfitriã do evento recebe-nos em frente ao hipódromo e, após os cumprimentos, faz questão de avisar: “Está prestes a começar uma corrida. Andem por aí à vontade mas tenham cuidado com os animais. Alguns sentem a excitação no ar e podem dar coices ou morder”. Não levamos a coisa muito a sério e circulamos entre camelos e cavalos a que os proprietários e os jóqueis dão os últimos cuidados. Um veterinário de serviço inspeciona-os meticulosamente e tira notas num bloco com páginas pré-formatadas. Está visto que as provas não são a brincar.

Passamos para o interior do recinto e damos com as bancadas repletas de um público estranhamente agasalhado e curioso que acompanha a chegada à meta dos primeiros classificados de uma meia-maratona, atrapalhados por camelos foragidos que teimam em não abandonar a pista.

Os prémios são entregues com pompa e circunstância e, logo após, têm início exibições de acrobacias montadas que entusiasmam a multidão: cavaleiros que galopam virados para trás, outros que deles se dependuram e apanham terra do chão tudo ao som de tambores e flautas do deserto tocados ao vivo e narrado em directo por uma repórter radiofónica equipada a rigor.

Entretanto, um exército de peões em djellabas toma conta do recinto. Alinham-se no extremo oposto à bancada empunhando bandeiras vermelhas e brancas, – as cores da Tunísia – enquanto guerreiros a cavalo galopam de um lado para o outro simulando antigas batalhas históricas a que Lawrence das Arábias preferia não ter faltado. Inesperadamente, tornamo-nos vítimas do confronto.  

Os cavaleiros haviam recebido ordens para dispararem quando se cruzassem em frente ao centro da bancada. Mas alguns fazem-no contra o solo, demasiado próximo dos fotógrafos e do público. Já estávamos meio surdos mas ainda somos atingidos por pequenas pedras projectadas do chão que nos provocam feridas ligeiras no pescoço e na face e deixam uma espectadora a chorar, com perda momentânea de visão.

Recuperamos do incómodo e um comentário sarcástico de um colega inglês devolve-nos o bom-humor: “São assim os guerreiros do deserto! Se os tivessem deixado usar pólvora a sério, por esta altura estávamos todos mortos!”

Pouco depois, entra em cena uma milícia tuaregue líbia que nos impressiona com os seus trajes negros, as bolsas vermelhas a tiracolo e os turbantes e véus que lhes revelam apenas os olhos. Sentimo-nos intimidados mas, ao mesmo tempo, aliviados. Como armas, usavam punhais. Só com muito azar sofreríamos novos danos até porque as encenações marciais estavam prestes a terminar.

Nos últimos anos e até à revolução tunisina, o grande evento do hipódromo era encerrado em apoteose com uma multidão de  participantes e figurantes a exibir ao público uma fotografia emoldurada do ex-Presidente Ben Ali, entre bandeiras ondulantes da Tunísia e gritos de apoio incondicional, enquanto o speaker de serviço assegurava uma longa ovação de pé.

A realização do festival de 2012 esteve em dúvida mas foi recentemente confirmada pelos representantes da Associación des Diplomés du Superieur, pela primeira vez encarregada de supervisionar a organização. Ben Ali não estará presente, nem em pessoa nem em imagens. E dificilmente o presidente actual Moncef Marzouki exigirá ou terá direito a semelhante culto.

No dia seguinte, a celebração passa a itinerante. Afasta-se da cidade e visita os ksour considerados mais importantes da região. Viajamos quase 20 km e damos com uma multidão de pedestres de beira de estrada que, como nós, se dirigem para o ksar de Guermassa num cenário extraterrestre ainda e cada vez mais alaranjado, entrecortado por mesetas longínquas.

A subida para o topo da colina explica porque o povo berbere ali instalou a sua fortificação. Pelo caminho, informam-nos que está prestes a começar o espectáculo dos aldeãos. 

Chegamos extenuados mas a tempo de ouvir a música começar, acompanhada por um coro de mulheres trajadas com haiks folclóricos e lenços vermelhos que cobrem as cabeças coroadas por tiaras douradas.

Um camelo altivo, também enfeitado, espreita por cima deste grupo com relativa indiferença.

Ao nível do solo, dois anciãos de djellabas brancas protagonizam uma estranha dança bélica. Circulam num sentido e no outro, de espingardas velhas em riste que nos fazem lembrar ponteiros de relógio, renovando coreografias com provocações dramáticas e perseguições lentas e contidas.

Quando a exibição termina, mudamo-nos para o ksar Ouled Soultane, um dos mais sumptuosos de todo o Magrebe por agrupar duas estruturas de ghorfas (células de armazenamento de alimentos) construídas em alturas diferentes (séculos XV e XVIII) e que são repartidas por quatro ou cinco andares.

Também aqui os aldeões organizaram uma recepção calorosa aos visitantes que inclui comida tradicional, música e danças e uma  reconstituição do que teria sido a existência das tribos berberes que ali habitavam.

Dois outros anciãos encontram-se e trocam um abraço interminável que nos parece pôr cobro a uma longa separação. Perguntamos o porquê de tanta emoção a um organizador que fala francês e este explica-nos com orgulho: “Nunca foi fácil por estes lados. Agora a Tunísia é predominantemente árabe mas já foi berbere. A partir da altura em que os primeiros exércitos islâmicos aqui chegaram, os raides tornaram-se frequentes e, sempre sob ameaça, as tribos habituaram-se a dar valor à amizade e à solidariedade. Foram valores  que nunca mais se perderam. Estes cumprimentos são apenas uma das suas expressões. Não pensem que só acontecem nestes dias.”

Acompanhamos o festival até o fim e percebemos melhor a honra porque se rege o evento: apesar de todas as adversidades, os povos indígenas do Saara não salvaram só os ksours. Também preservaram as suas identidades.

Jaisalmer, Índia

Há Festa no Deserto do Thar

Mal o curto Inverno parte, Jaisalmer entrega-se a desfiles, a corridas de camelos e a competições de turbantes e de bigodes. As suas muralhas, ruelas e as dunas em redor ganham mais cor que nunca. Durante os três dias do evento, nativos e forasteiros assistem, deslumbrados, a como o vasto e inóspito Thar resplandece afinal de vida.

Sudeste da Tunísia

A Base Terráquea da Guerra das Estrelas

Por razões de segurança, o planeta Tatooine de "O Despertar da Força" foi filmado em Abu Dhabi. Recuamos no calendário cósmico e revisitamos alguns dos lugares tunisinos com mais impacto na saga.

 

Chefchouen a Merzouga, Marrocos

Marrocos de Cima a Baixo

Das ruelas anis de Chefchaouen às primeiras dunas do Saara revelam-se, em Marrocos, os contrastes bem marcados das primeiras terras africanas, como sempre encarou a Ibéria este vasto reino magrebino.
Fortalezas

O Mundo à Defesa

Sob ameaça dos inimigos desde os confins dos tempos, os líderes de povoações e de nações ergueram castelos e fortalezas. Um pouco por todo o lado, monumentos militares como estes continuam a resistir.

Cartagena de Índias, Colômbia

Cidade Apetecida

Muitos tesouros passaram por Cartagena antes da entrega à Coroa espanhola - mais que os piratas que os tentaram saquear. Hoje, as muralhas protegem uma cidade majestosa sempre pronta a "rumbear".

Minhocas
Arquitectura & Design

Tbilissi, Geórgia

Geórgia ainda com Perfume a Revolução das Rosas

Em 2003, uma sublevação político-popular fez a esfera de poder na Geórgia inclinar-se do Leste para Ocidente. De então para cá, a capital Tbilisi não renegou nem os seus séculos de história também soviética, nem o pressuposto revolucionário de se integrar na Europa. Quando a visitamos, deslumbramo-nos com a fascinante mixagem das suas passadas vidas.

Aventura
Circuito Annapurna: 5º- Ngawal-Braga, Nepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
Indígena Coroado
Cerimónias e Festividades

Pueblos del Sur, Venezuela

Por uns Trás-os-Montes Venezuelanos em Festa

Em 1619, as autoridades de Mérida ditaram a povoação do território em redor. Da encomenda, resultaram 19 aldeias remotas que encontramos entregues a comemorações com caretos e pauliteiros locais.

Rumo ao vale
Cidades
Alaverdi, Arménia

Um Teleférico Chamado Ensejo

O cimo da garganta do rio Debed esconde os mosteiros arménios de Sanahin e Haghpat e blocos de apartamentos soviéticos em socalcos. O seu fundo abriga a mina e fundição de cobre que sustenta a cidade. A ligar estes dois mundos, está uma cabine suspensa providencial em que as gentes de Alaverdi contam viajar na companhia de Deus.
Muito que escolher
Comida

São Tomé e Príncipe

Que Nunca Lhes Falte o Cacau

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.

O projeccionista
Cultura

Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.

Bola de volta
Desporto

Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o AFL Rules football só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.

A Toy Train story
Em Viagem
Darjeeling Himalayan Railway, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
Por Chame
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Circuito Anapurna: 1º Pokhara a Chame, Nepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
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Doca gelada
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Um Refúgio no Golfo de Bótnia

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Esqui
Natureza

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Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.

Filhos da Mãe-Arménia
Outono
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Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

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Caminhada sob brasas
Parques Naturais

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O Ressuscitar do Lugar Mais Quente

Desde 1921 que Al Aziziyah, na Líbia, era considerado o lugar mais quente do Planeta. Mas a polémica em redor dos 58º ali medidos fez com que, 99 anos depois, o título fosse devolvido ao Vale da Morte.

Sem corrimão
Património Mundial Unesco

Brasília, Brasil

Da Utopia à Euforia

Desde os tempos do Marquês de Pombal que se falava da transferência da capital para o interior. Hoje, a cidade quimera continua a parecer surreal mas dita as regras do desenvolvimento brasileiro.

Gang de 4
Personagens
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Tombstone: a Cidade Demasiado Dura para Morrer

Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.
Hotel à moda Tayrona
Praia

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O Paraíso de que Partiu Simón Bolívar

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Chiang Kong - Luang Prabang, Laos

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