Islas del Maiz, Nicarágua

Puro Caribe


Caribe profundo

Vista do promontório em que se instalou a guest-house Casa Iguana.

Alvorada nas Caraíbas

Nativos remam em direcção a uma doca de Bluefields.

Erva Little Corn

Prado tropical do interior da Little Corn Island.

Partida

Morador de Bluefields - na costa nicaraguense - observa um barco afastar-se em direcção às Corn Islands.

Arte balnear

Casal passa por uma construção de troncos no litoral idílico da Little Corn.

Vólei crioulo

Nativos jogam vólei, numa partida que teve como prémio gelados em sacos de plástico.

Vista suprema

Cenário de floresta e mar das Caraíbas visto a partir do ponto mais alto da Little Corn.

Mergulhos de ferrugem

Nativos da Big Corn Island mergulham do cimo de um barco encalhado ao largo da Brig Bay.

Visual caribenho

Coqueiro destacado acima do mar das Caraíbas.

Lado da Bonança

A baía que acolhe a única povoação da Little Corn Island.

Recoleção Tropical

Morador apanha cocos numa praia tranquila da Little Corn Island.

Arte balnear

Pequena instalação com búzios abandonada num areal imaculadao da Little Corn island.

Hit

Nativo da Big Corn treina baseball sobre a relva do principal estádio da ilha. O baseball é o principal desporto da Nicarágua.

Snorkeling

Visitantes da Little Corn island exploram o fundo do mar coralífero ao largo da ilha.

Cenários tropicais perfeitos e a vida genuína dos habitantes são os únicos luxos disponíveis nas também chamadas Corn Islands, um arquipélago perdido nos confins centro-americanos do Mar das Caraíbas.

Apanhar um autocarro num terminal de Manágua não é experiência em que se embarque de ânimo leve. A cidade respira uma atmosfera de hostilidade latente que as grades que contêm lojas e habitações e os seguranças armados de caçadeiras de canos cerrados provam poder manifestar-se a qualquer momento.

A nossa passagem pela capital confirmou-se, assim, apressada como previsto, seguida de uma travessia tão desconfortável quanto enigmática do interior do país, por estradas de terra enlameada e rios escondidos pela selva e pela neblina.

Chegamos a Bluefields, já na costa Atlântica, ao fim do dia com tempo apenas de sentir, nas ruas e num ou outro bar, o seu pulsar caribenho garifuna e reggae, pesado e arrítmico devido ao tráfego de cocaína “white lobster” que há muito agarrou a povoação. 

Na manhã seguinte, bem cedo, sobrevoamos 60 km do Mar das Caraíbas e as duas ilhas, antes de aterrarmos na maior, a Big Corn.

Instalamo-nos na Casa Blanca, uma pequena guest house familiar a funcionar numa vivenda verde e amarela de madeira, envelhecida e gasta como quase todas em redor. Sem tempo a perder, refrescamo-nos na água cristalina da praia em frente e saímos à descoberta, em duas velhas pasteleiras alugadas.

Os caminhos de terra passam junto a grupos espaçados de habitações espartanas que as tempestades tropicais e os ciclones abanam com frequência, como fez, em 1988, o Joan que derrubou a maior parte dos coqueiros e a  produção vital de copra da ilha, deixando-a dependente da pesca e de um turismo irrisório. 

É Domingo e, apesar da aparência humilde das moradias, cruzamo-nos com famílias pitorescas trajadas a rigor, a caminho das suas igrejas preferidas. Como noutras partes da Nicarágua e do Caribe, a religião sustenta a comunidade mas, ao mesmo tempo, divide-a entre as várias ramificações que se foram instalando. Pela multidão que se dirige ao seu templo, a adventista parece ter conquistado a maior parte dos fiéis mas, mesmo pouco frequentadas, as anglicanas e as baptistas, capricham nas suas cerimónias, aqui e ali, realizadas à laia de musical gospel.

Os nativos que não aderiram a nenhuma das fés, ficam-se pelos domicílios e pequenos jardins contíguos. E deixam-se embalar pelos ritmos caribenhos que chegam em onda curta do outro lado do mar enquanto vão verificando a longa cozedura de mais um almoço de arroz e feijão, quem sabe enriquecido por algum peixe frito.

A população de quase sete mil habitantes era predominantemente crioula, com mistura de sangue dos escravos africanos trazidos para as ilhas pelos ingleses, que as colonizaram até 1894, vindos de outras paragens das Caraíbas, como a Jamaica. Mas em termos étnicos, o panorama das Corn Islands complicou-se. Nos últimos anos, as ilhas atraíram do continente nicaraguense imigrantes hispânicos e miskitos (da Costa dos Mosquitos) responsáveis por o castelhano estar prestes a ultrapassar o inglês crioulo como língua mais falada. Os últimos são eles próprios, uma improvável combinação genética que, dizem vários historiadores, terá sido diversificada pela displicência marítima de um português.

Lourenço Gramalxo era um capitão de um barco negreiro que transportava escravos da Ilha de Samba, ao largo do Senegal, tendo como destino provável o Brasil. Durante a viagem transatlântica, os escravos revoltaram-se e apoderaram-se do navio. Sem qualquer conhecimentos de navegação, não evitaram que naufragasse na zona dos Cayos Miskitos. Foram primeiro aprisionados mas depois adoptados pelo povo Tawira que aceitou várias uniões dos recém-chegados com mulheres da sua tribo e os seus filhos como membros livres. 

A intrusão dos hispânicos e dos miskitos é facilmente detectável nos bares da avenida principal e da praia Pic-nic Center onde o reggae e o calypso e as cervejas nacionais, a Toña e a Vitória animam o ambiente e puxam pelas conversas fáceis dos latino-americanos.

Prendados pela bonança meteorológica, os dias vão passando, gloriosos, sob um céu azulão e afagados por uma brisa que suaviza o calor tropical. Umas poucas nuvens aventuram-se junto ao pôr-do-sol e a sua chuva cai apenas de noite, à pressa,  limpando o ar para a manhã que se anuncia.

Mas nestas coisas das viagens insulares, não se deve abusar da sorte. Após três dias, mudamo-nos de lancha para a irmã miniatura, a Little Corn island, ou la Pequeña Isla del Maíz, como preferem tratá-la os nicaraguenses continentais. 

É mais que a dimensão aquilo que distingue a Big da Little Corn. Se a primeira abriga a alma cultural e a sede laboral do arquipélago, a Little permanece à margem dos acontecimentos, num retiro perfeito que só os seus seiscentos habitantes e umas dezenas de visitantes por dia, em época alta, têm o privilégio de pisar.

Pouco depois de o fazermos pela primeira vez, tomamos o trilho que contorna a ilha e vamos descobrindo as variantes do seu litoral, ligeiramente urbanizado na costa oeste, a protegida do vento e da rebentação. E selvagem de uma forma divinal na oposta, onde o mar é quebrado por uma extensão da segunda maior barreira de coral do mundo e assume um estranho padrão listado de azuis e verdes até chegar ao areal branco e quase tocar na linha de coqueiros que lhe faz sombra.

Ao longo desse trilho e de outros que dele ramificam, cruzamo-nos com nativos que saudamos com um convencional “Hi” ou “Hello” mas, digamos o que dissermos, o cumprimento que obtemos da outra parte é sempre “OK”. Ao fim de algum tempo sem percebermos a lógica, confirmamos com um dos transeuntes a teoria que tínhamos entretanto elaborado. Que a ilha é tão pequena e tem tão poucos trilhos que os seus 600 habitantes acabam por neles se cruzar várias vezes ao dia. Para evitarem o desconforto e a chatice das constantes repetições de saudações, foram simplificando as abordagens até chegarem ao extremo de omitirem a pergunta e trocarem apenas a mais básica das respostas, “OK”.

Um declive acentuado leva-nos à propriedade da Casa Iguana, uma guest house de impacto ecológico quase nulo que se instalou junto a uma saliência elevada na costa e conquistou a melhor vista da ilha.

“É algo realmente especial, não é?” pergunta-nos Jeff, uma espécie de sócio-capataz do lugar que se mudou do Canada vasto e frígido para usufruir, por uns tempos, da beleza e do calor aconchegantes daquele cenário. “Até tenho arrepios quando aqui volto.” E continua a olhar fixamente para a floresta verdejante do interior, para a linha curva de costa delineada pelo areal e para o Caribe colorido que o encontra.

O sol precipita-se sobre o horizonte e, sem qualquer fonte de iluminação, preocupamo-nos em regressar à costa oeste antes que o escuro escondesse os caminhos. Seguimos por um atalho assinalado no croqui “oficial” da ilha e deparamo-nos com um enigmático prado tropical amarelo.

Já na povoação, paramos para assistir ao final de um torneio caseiro de voleibol, disputado sobre a areia, por adolescentes e homens aguerridos mas divertidos que, entre manchetes e remates esforçados gritam, discutem e praguejam alternadamente ou misturando o castelhano com o inglês apiratado e incompreensível da ilha.

Quinhentos metros ao lado, num bar minimal à beira-mar plantado, um grupo de visitantes escandinavos delicia-se a beber leite de cocos que Esteban, o dono hispânico e barman residente vai colhendo de um coqueiro do seu quintal com a ajuda meticulosa da esposa. Juntamo-nos ao convívio e ficamos a falar do frenesim do dia-a-dia europeu e a elogiar a vida pachorrento daquelas desconhecidas Caraíbas. 

Costa Rica

Um Fenómeno da Natureza

A Costa Rica tem uma das democracias mais antigas do mundo, abdicou de exército e quase não passou por ditaduras. Mas o que salta à vista é a forma incomum como preserva o seu meio-ambiente exuberante.

Ambergris Caye, Belize

O Recreio do Belize

Madonna cantou-a como La Isla Bonita e reforçou o mote. Hoje, nem os furacões nem as disputas políticas desencorajam os veraneantes VIPs e endinheirados de se divertirem neste refúgio tropical.

Montezuma, Costa Rica

Um Recanto Abnegado da Costa Rica

A partir dos anos 80, Montezuma acolheu uma comunidade cosmopolita de artistas, ecologistas, pós-hippies, de adeptos da natureza e do famoso deleite costariquenho. Os nativos chamam-lhe Montefuma.

Sul do Belize

A Estranha Vida ao Sol do Caribe Negro

A caminho da Guatemala, constatamos como a existência proscrita do povo garifuna, descendente de escravos africanos e de índios arawaks, contrasta com a de vários redutos balneares bem mais airosos.

Lago Cocibolca, Nicarágua

Mar, Doce Mar

Os indígenas nicaraos tratavam o maior lago da América Central por Cocibolca. Na ilha vulcânica de Ometepe, percebemos porque o termo que os espanhóis converteram para Mar Dulce fazia todo o sentido.

Cahuita, Costa Rica

Costa Rica de Rastas

Em viagem pela América Central, exploramos um litoral costariquenho tão afro quanto caribenho. Em Cahuita, a Pura Vida inspira-se numa fé excêntrica em Jah e numa devoção alucinante pela cannabis.

Morro de São Paulo, Brasil

Um Litoral Divinal da Bahia

Há três décadas, não passava de uma vila piscatória remota e humilde. Até que algumas comunidades pós-hippies revelaram o retiro do Morro ao mundo e o promoveram a uma espécie de santuário balnear.

Cartagena de Índias, Colômbia

Cidade Apetecida

Muitos tesouros passaram por Cartagena antes da entrega à Coroa espanhola - mais que os piratas que os tentaram saquear. Hoje, as muralhas protegem uma cidade majestosa sempre pronta a "rumbear".

PN Henri Pittier, Venezuela

Entre o Mar das Caraíbas e a Cordilheira da Costa

Em 1917, o botânico Henri Pittier afeiçoou-se à selva das montanhas marítimas da Venezuela. Os visitantes do parque nacional que este suíço ali criou são, hoje, mais do que alguma vez desejou

Costa Caribenha, Venezuela

No Caribe, Sê Caribenho

A exploração do litoral venezuelano justifica uma festa náutica de arromba. Mas, estas paragens também nos revelam a vida em florestas de cactos e águas tão verdes como a selva tropical de Mochima.

Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

Arquitectura & Design
Napier, Nova Zelândia

De volta aos Anos 30 – Calhambeque Tour

Numa cidade reerguida em Art Deco e com atmosfera dos "anos loucos" e seguintes, o meio de locomoção adequado são os elegantes automóveis clássicos dessa era. Em Napier, estão por toda a parte.
Totens tribais
Aventura

Malekula, Vanuatu

Canibalismo de Carne e Osso

Até ao início do século XX, os comedores de homens ainda se banqueteavam no arquipélago de Vanuatu. Na aldeia de Botko descobrimos porque os colonizadores europeus tanto receavam a ilha de Malekula

Cerimónias e Festividades
Militares

Defensores das Suas Pátrias

Detectamo-los por todo o lado, mesmo em tempos de paz. A maior parte dos que encontramos a postos, nas cidades, cumpre apenas missões rotineiras que requerem, acima de tudo, rigor e paciência.
Luzes aussies da Ribalta
Cidades

Perth, Austrália

A Cidade Solitária

A mais 2000km de uma congénere digna desse nome, Perth é considerada a urbe mais remota à face da Terra. Apesar de isolados entre o Índico e o vasto Outback, são poucos os habitantes que se queixam.

Orgulho
Comida

Vale de Fergana, Usbequistão

A Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Usbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.

Intersecção
Cultura

Hungduan, Filipinas

Filipinas em Estilo “Country”

Os GI's partiram com o fim da 2a Guerra Mundial mas a música do interior dos EUA que ouviam ainda anima a Cordillera de Luzon. É de tricycle e ao seu ritmo que visitamos os terraços de arroz Hungduan.

Radical 24h por dia
Desporto

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.

Em Viagem
Lago Inlé, Myanmar

Uma Agradável Paragem Forçada

No segundo dos furos que temos durante um passeio em redor do lago Inlé, esperamos que nos tragam a bicicleta com o pneu remendado. Na loja de estrada que nos acolhe e ajuda, o dia-a-dia não pára.
De partida
Étnico

Wala, Vanuatu

Cruzeiro à Vista, a Feira Assenta Arraiais

Em grande parte de Vanuatu, os dias de “bons selvagens” da população ficaram para trás. Em tempos incompreendido e negligenciado, o dinheiro ganhou valor. E quando os grandes navios com turistas chegam ao largo de Malekuka, os nativos concentram-se em Wala e em facturar.

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Um rasto na madrugada
História

Damaraland, Namíbia

Namíbia On the Rocks

Centenas de quilómetros para norte de Swakopmund, muitos mais das dunas emblemáticas de Sossuvlei, Damaraland acolhe desertos entrecortados por colinas de rochas avermelhadas, a maior montanha e a arte rupestre decana da jovem nação. Os colonos sul-africanos baptizaram esta região em função dos Damara, uma das suas etnias. Só estes e outros habitantes comprovam que fica na Terra.

Ruinas Infames
Ilhas

Port Arthur, Austrália

Uma Ilha Condenada ao Crime

O complexo prisional de Port Arthur sempre atemorizou os desterrados britânicos. 90 anos após o seu fecho, um crime hediondo ali cometido forçou a Tasmânia a regressar aos seus tempos mais lúgubres.

Recta Final
Inverno Branco

Inari, Lapónia, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final Kings Cup, confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.

De visita
Literatura

Rússia

O Escritor que Não Resistiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.

Por Chame
Natureza
Circuito Anapurna: 1º Pokhara a Chame, Nepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
Filhos da Mãe-Arménia
Outono

Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.

Casinhas de outros tempos
Parques Naturais
Chã das Caldeiras, Cabo Verde

Um Clã “Francês” à Mercê do Fogo

Em 1870, um conde nascido em Grenoble a caminho de um exílio brasileiro, fez escala em Cabo Verde onde as beldades nativas o prenderam à ilha do Fogo. Dois dos seus filhos instalaram-se em plena cratera do vulcão e lá continuaram a criar descendência. Nem a destruição causada pelas recentes erupções demove os prolíficos Montrond do “condado” que fundaram na Chã das Caldeiras.
Rumo ao vale
Património Mundial Unesco

Alaverdi, Arménia

Um Teleférico Chamado Ensejo

O cimo da garganta do rio Debed esconde os mosteiros arménios de Sanahin e Haghpat e blocos de apartamentos soviéticos em socalcos. O seu fundo abriga a mina e fundição de cobre que sustenta a cidade. A ligar estes dois mundos, está uma cabine suspensa providencial em que as gentes de Alaverdi contam viajar na companhia de Deus.

Lenha
Personagens

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Dunas no meio do mar
Praia

Bazaruto, Moçambique

A Miragem Invertida de Moçambique

A apenas 30km da costa leste africana, um erg improvável mas imponente desponta do mar translúcido. Bazaruto abriga paisagens e gentes que há muito vivem à parte. Quem desembarca nesta ilha arenosa exuberante depressa se vê numa tempestade de espanto.

Estante Sagrada
Religião

Tsfat, Israel

Quando a Cabala é Vítima de Si Mesma

Nos anos 50, Tsfat congregava a vida artística da jovem nação israelita e recuperava a sua mística secular. Mas convertidos famosos como Madonna vieram perturbar a mais elementar discrição cabalista.

A Toy Train story
Sobre carris
Darjeeling Himalayan Railway, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
Formação
Sociedade

Jerusalém, Israel

Em Festa no Muro das Lamentações

Nem só a preces e orações atende o lugar mais sagrado do judaísmo. As suas pedras milenares testemunham, há décadas, o juramento dos novos recrutas das IDF e ecoam os gritos eufóricos que se seguem.

Fim da Viagem
Vida Quotidiana

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Recanto histórico
Vida Selvagem

Tasmânia, Austrália

À Descoberta de Tassie

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito mais rude que aussie de ser e mantém-se envolta em mistério no seu recanto meridional dos antípodas.

Vale de Kalalau
Voos Panorâmicos

Napali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto a exploramos por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.