Canal Beagle, Argentina

No Rumo da Evolução


Bark Europa

Marinheiro contempla as montanhas nos arredores de Ushuaia sobre o navio Barque Europa.

Aviso à navegação

O farol Les Eclaireurs, no meio do Canal Beagle, a algumas milhas de Ushuaia.

Apelo de pinguim

Um dos milhares de espécimes da colónia de pinguins da Ilha Martillo.

Acrobacias nauticas

Marinheiro cuida das velas do navio Barque Europa.

Indígena mas pouco

Actor do Beagle Show faz de Jemmy Button, um indígena que foi levado pela expedição do "Beagle" para Inglaterra e se transformou num dandi.

Anoitece em Ushuaia

Lusco-fusco apodera-se de Ushuaia, a cidade mais meridional do Mundo.

Bando Pinguineiro

Clã isolado da pinguinera da Ilha Martillo.

Sombra da verdade

Silhueta de Darwin e do capitão Fitz Roy durante uma das suas discussões sobre a origem dos seres e a sua evolução.

Frente-a-Frente

Passageiros de uma embarcação contemplam os leões-marinhos, no Canal Beagle.

Indiferença Alada

Pinguim ignora um batalhão de admiradores numa praia do Canal Beagle.

Colónia ao sol

Leões-marinhos acumulados sobre rochas elevadas do Canal Beagle.

Darwin

Figura histórica de Charles Darwin à entrada do espectáculo "Beagle Show", em tempos em exibição em Ushuaia.

Passageiro fotografa uma encosta do Canal Beagle repleta de aves marinhas.

Barco aproxima-se de uma pinguinera instalada numa praia do Canal Beagle.

Aves marinhas disputam um declive rochoso.

Participantes de pequenas excursões caminham na ilha H, uma pequena ilha-reserva natural do Canal Beagle.

Moradora de Ushuaia contempla a água estranhamente imóvel do Canal Beagle.

Leão-marinho adulto comunica o seu domínio territorial com grande alarido.

Em 1833, Charles Darwin navegou a bordo do "Beagle" pelos canais da Terra do Fogo. A sua passagem por estes confins meridionais moldou a teoria revolucionária que formulou da Terra e das suas espécies

O pequeno veleiro sulca as águas gélidas e azuladas do Canal Beagle. Revela-nos, a cada milha vencida, perspectivas das montanhas semi-nevadas em redor que pouco ou nada mudaram nos quase cinco séculos que passaram desde as primeiras incursões de Fernão Magalhães e outros navegadores europeus por estas paragens.

Estamos no início do Outono do Hemisfério Sul e apenas 1000 km a norte da Antárctida. Se os primeiros dias de exploração nos concederam surpreendentes tardes solarengas que até de t-shirt se suportavam, a meteorologia vingou-se do imprevisto e lançou nova frente fria das profundezas do continente gelado que avisou a região para o que a esperava e agitou as águas até então tranquilas do canal.

Por sorte, ou mais provavelmente devido ao bom senso náutico do reputado capitão Fitz Roy, na sua segunda expedição, o H.M.S. Beagle avistou a Terra do Fogo a 18 de Dezembro, em pleno Verão austral.

Na primeira expedição do Beagle, um grupo de indígenas Yaghan tinha roubado uma das embarcações auxiliares do navio. Em troca, Fitz Roy decidiu tomar como reféns os familiares dos acusados, à espera de uma devolução que nunca aconteceu. Como resultado, os nativos acabaram por viajar até Inglaterra onde receberam educação e formação aristocrata e religiosa e se transformaram em celebridades exóticas. Mas Fitz Roy, um crente inveterado, tinha para eles outros planos: trazê-los de regresso à Terra do Fogo onde deveriam assumir o papel de missionários anglicanos entre os seus.

À medida que exploramos a Isla de Los Lobos e a de Los Pajaros encontramos apenas colónias barulhentas e conflituosas de leões-marinhos, focas, mergulhões, pinguins e outras que por certo deslumbraram Darwin. Nem em terra firme nem nas ilhotas rochosas que salpicam o canal Beagle detectamos sinais de vida humana o que vem reforçar o misticismo fronteiriço daqueles confins. Com Fitz Roy e Darwin as coisas passaram-se de forma diferente. 

Assim que detectaram as formas familiares do território em que antes viviam, os três Yaghan rejubilaram com a iminência do regresso. E dezenas de nativos apareceram no topo dos penhascos, seguiram o navio ao longo da costa e gritaram para os tripulantes durante horas a fio.

Na manhã seguinte, Fitz Roy decidiu estabelecer contacto com os indígenas. O grupo que desembarcou ofereceu-lhes algum tecido vermelho vivo e os nativos mostraram-se, de imediato, amigáveis. Seguiu-se um diálogo improvisado em que Jemmy Button – o mais famoso dos nativos raptados – funcionou como interprete.

Darwin ficou abismado com a habilidade e tendência dos nativos de imitar os gestos e as palavras dos ingleses – chegavam a conseguir repetir frases inteiras. E descreveu a sua impressão inicial sem cerimónias: “estes pobres desgraçados não cresceram o que deviam, as suas faces medonhas manchadas de tinta branca, as suas peles sujas e gordurosas, o cabelo desgrenhado e as vozes discordantes, os seus gestos violentos e sem dignidade. Ao ver tais homens, dificilmente podemos acreditar que se tratam de criaturas semelhantes e habitantes do mesmo mundo”.

Foi apenas o primeiro de muitos contactos do naturalista com os nativos. E, se Darwin depressa se habituou a analisá-los sob uma perspectiva antropológica, já Fitz Roy persistiu na sua ideia de estabelecer missões anglicanas. Malgrado vários contratempos desesperantes, teve relativo sucesso.

Quase 200 anos atrasados para acompanharmos os acontecimentos originais, concentramo-nos no melhor que a navegação do veleiro nos oferece e em sentir o rasto histórico do lugar.

Depois de contornarmos o farol emblemático Les Eclaireurs, invertemos a rota e regressamos ao ponto de partida. Apesar de surpreendidos por uma tempestade fulminante, desembarcamos em segurança. Sem o esperarmos, nessa mesma noite e já com os pés bem assentes em terra,  continuamos a seguir a aventura do capitão e do cientista.

O recente fluxo de visitantes chegados do norte e interessados em Ushuaia – a cidade mais meridional do mundo – foi o móbil que Raúl Podetti – um empresário com outros negócios na Argentina – buscava para colocar em prática um projecto cultural que guardava na manga: levar à cena um espectáculo multimédia que reconstituísse as peripécias de Fitz Roy e Charles Darwin na Terra do Fogo. 

Para tal, construiu uma réplica do bergantim HMS Beagle apoiada por uma sala adjacente. E surgiu, assim, o Centro Beagle em que uma mistura mal paga de jovens actores fueginos e porteños (de Buenos Aires) combinam cenografia, títeres, marionetas gigantes, teatro negro, jogo de sombras e efeitos especiais tudo a desenrolar-se sobre um palco que imita o convés do navio original, com vista para o canal homónimo.

À parte do Beagle show, o Centro Beagle é também um bar, sala de estar e de refeições em que, após o espectáculo, o público convive com alguns dos actores e figurantes e pode jantar, optando entre um espaço que alude à Plymouth do século XIX – o porto inglês de onde zarpou o HMS Beagle – ou outro contíguo que imita as aldeias e as canoas Yaghan e Yamaná encontradas por Fitz Roy e Darwin ao longo dos canais. Neste último, as mesas são iluminadas por pequenas fogueiras semelhantes às que quase sempre aqueciam os indígenas e que acabaram por fazer com que os navegadores europeus baptizassem a região de Terra do Fogo.

Achamos mais piada ao espectáculo do que estávamos à espera.  Acabamos por ficar para jantar e, durante uma conversa afável com o encenador, conseguimos autorização para fotografar nova exibição do espectáculo com acesso total aos bastidores.

Dois dias depois voltamos. A acção já decorre quando um dos rapazes  figurantes nos conduz por corredores escuros e escadarias até à zona dos camarins. Passamos ao lado do palco também pouco iluminado em que Fitz Roy introduz a sua epopeia. E damos com as cabinas de madeira em que se vestem e despem os restantes actores. Como é de esperar naquele mundo de marinheiros, não há mulheres no elenco e deparamo-nos com camarins desarrumados, repletos de pinturas e recados escritos nas paredes e um certo odor a testosterona. De início, quase todos estranham a presença do casal forasteiro mas diálogos curtos em castelhano quebram o gelo e dão origem a piadas e brincadeiras que quase sempre nos divertem. Os espelhos predominantes confundem a ordem das coisas e ajudam a desregular o tempo. Por nossa culpa, em mais do que uma cena, Arius e Marcos – os actores que fazem de Fitz Roy e Darwin – têm que sair a correr para evitarem quebrar a sequência da representação. E entre cabeleiras, trajes de marinheiros, vassouras e tábuas de passar a ferro, os restantes fazem fila no corredor, de marionetas nas mãos e preparados para se juntarem aos protagonistas numa longa cena musical. O grupo actua e convive há meses na Terra do Fogo e partilha uma intimidade que nem sempre se prova saudável. De volta aos bastidores, dois figurantes empurram-se e trocam insultos: “Callate boludo!" ou fazendo fé no forte sotaque porteño: “Cajate boludo” é a expressão que dá azo ao exagero e a brincadeira corre mal. Enquanto o espectáculo prossegue, os dois pós-adolescentes acabam por se envolver numa pancadaria infantil que só termina com a intervenção de vários colegas. Não sabemos o que dizer nem temos nada que dizer. Ocorre-nos apenas continuar a fotografar já que é aquele o show real dos bastidores. Só que o uso do flash está proibido desde início e tudo se passa numa área de penumbra por debaixo do palco.

Mas não é só na história verdadeira que Fitz Roy comanda o Beagle. Arius regressa do longo monólogo dramático em que confessa a sua desilusão perante as ideias hereges de Darwin. Inteira-se do que se passa e sana a desavença. Pouco depois, é Marcos – o Darwin – quem aparece. Informa-nos que já só volta para o agradecimento final e aproveitamos para falar com ele e fazer uns retratos descontraídos. Segundo nos dizem, o Beagle Show já teve mais espectadores e melhor saúde financeira mas, aos rapazes do elenco não custa usufruir do seu trabalho até porque, logo em seguida, espera-os algo de que nem Fitz Roy nem Darwin puderam alguma vez desfrutar, a vida nocturna  aconchegante de Ushuaia.

Cabo da Boa Esperança, África do Sul

À Beira do Velho Fim do Mundo

Chegamos onde a grande África cedia aos domínios do “Mostrengo” Adamastor e os navegadores portugueses tremiam como varas. Ali, onde a Terra estava, afinal, longe de acabar, a esperança dos marinheiros em dobrar o tenebroso Cabo era desafiada pelas mesmas tormentas que lá continuam a grassar.

Cebu, Filipinas

O Atoleiro de Magalhães

Tinham decorrido quase 19 meses de navegação pioneira e atribulada em redor do mundo quando o explorador português cometeu o erro da sua vida. Nas Filipinas, o carrasco Datu Lapu Lapu preserva honras de herói. Em Mactan, uma sua estátua bronzeada com visual de super-herói tribal sobrepõe-se ao mangal da tragédia.

De Barco

Desafios Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque de corpo e alma nestas viagens e deixe-se levar pela adrenalina ou pela imponência de cenários tão dispares como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.

Salta e Jujuy, Argentina

Nas Terras Altas da Argentina Profunda

Um périplo pelas províncias de Salta e Jujuy leva-nos a desvendar um país sem sinal de pampas. Sumidos na vastidão andina, estes confins do Noroeste da Argentina também se perderam no tempo.

Ilha da Páscoa, Chile

Sob o Olhar dos Moais

Rapa Nui foi descoberta pelos europeus no dia de Páscoa de 1722. Mas, se o nome cristão da ilha faz todo o sentido, a civilização que a colonizou de estátuas observadoras permanece envolta em mistério

Chiang Kong - Luang Prabang, Laos

Por Esse Mekong Abaixo

Os custos mais baixos e a beleza dos cenários são as principais razões para fazer esta viagem. Seja como for, a descida pelo rio "mãe de todas as águas" pode ser tão pitoresca como incómoda.

Ushuaia, Argentina

A Última das Cidades

A capital da Terra do Fogo marca o limiar austral da civilização. Dali partem inúmeras incursões ao continente gelado. Nenhuma destas aventuras de toca e foge se compara à da vida na cidade final.

Puerto Natales-Puerto Montt, Chile

Cruzeiro num Cargueiro

Após longa pedinchice de mochileiros, a companhia chilena NAVIMAG decidiu admiti-los a bordo. Desde então, muitos viajantes exploraram os canais da Patagónia, lado a lado com contentores e gado.

Ushuaia, Argentina

O Derradeiro Comboio Austral

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul

Perito Moreno, Argentina

O Glaciar Que Não se Rende

O aquecimento é supostamente global mas não chega a todo o lado. Na Patagónia, alguns rios de gelo resistem.De tempos a tempos, o avanço do Perito Moreno provoca derrocadas que fazem parar a Argentina

El Chalten, Argentina

Um Apelo de Granito

Duas montanhas de pedra geraram uma disputa fronteiriça entre a Argentina e o Chile.Mas estes países não são os únicos pretendentes.Há muito que os cerros Fitz Roy e Torre atraem alpinistas obstinados

Gentlemen Club & Steakhouse
Arquitectura & Design

Las Vegas, E.U.A.

Onde o Pecado tem Sempre Perdão

Projectada do Deserto Mojave como uma miragem de néon, a capital norte-americana do jogo e do espectáculo é vivida como uma aposta no escuro. Exuberante e viciante, Vegas nem aprende nem se arrepende.

Aterragem sobre o gelo
Aventura

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.

Sombra de sucesso
Cerimónias e Festividades

Champotón, México

Rodeo debaixo de Sombreros

Com o fim do ano, 5 municípios mexicanos organizam uma feira em honra da Virgén de La Concepción. Aos poucos, o evento tornou-se o pretexto ideal para os cavaleiros locais exibirem as suas habilidades

Celebração Nahuatl
Cidades

Cidade do México, México

Alma Mexicana

Com mais de 20 milhões de habitantes numa vasta área metropolitana, esta megalópole marca, a partir do seu cerne de zócalo, o pulsar espiritual de uma nação desde sempre vulnerável e dramática.

Comida
Comida do Mundo

Gastronomia Sem Fronteiras nem Preconceitos

Cada povo, suas receitas e iguarias. Em certos casos, as mesmas que deliciam nações inteiras repugnam muitas outras. Para quem viaja pelo mundo, o ingrediente mais importante é uma mente bem aberta.
Cultura
Pueblos del Sur, Venezuela

Os Pauliteiros de Mérida e Cia

A partir do início do século XVII, com os colonos hispânicos e, mais recentemente, com os emigrantes portugueses consolidaram-se nos Pueblos del Sur, costumes e tradições bem conhecidas na Península Ibérica e, em particular, no norte de Portugal.
Sol nascente nos olhos
Desporto

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

Las Cuevas
Em Viagem

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Saída da Mendoza cidade, a ruta N7 perde-se em vinhedos, eleva-se ao sopé do Monte Aconcágua e cruza os Andes até ao Chile. Poucos trechos transfronteiriços revelam a imponência desta ascensão forçada

Maksim
Étnico

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Luminosidade caprichosa no Grand Canyon
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Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

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Apenas 268 anos após a morte de Jesus, uma nação ter-se-á tornado a primeira a acolher a fé cristã por decreto real. Essa nação preserva, ainda hoje, a sua própria Igreja Apostólica e alguns dos templos cristãos mais antigos do Mundo. Em viagem pelo Cáucaso, visitamo-los nos passos de Gregório o Iluminador, o patriarca que inspira a vida espiritual da Arménia.

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A Ilha dos Búfalos

Uma embarcação que transportava búfalos da Índia terá naufragado na foz do rio Amazonas. Hoje, a ilha de Marajó que os acolheu tem a maior manada bubalina e o Brasil já não passa sem estes bovídeos.

Praia Islandesa
Inverno Branco

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Sombra vs Luz
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Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Twelve Apostles
Natureza

Victoria, Austrália

No Grande Sul Australiano

Uma das evasões preferidas dos habitantes de Melbourne, a estrada B100 desvenda um litoral sublime que o oceano moldou. E bastam alguns km para perceber porque foi baptizada The Great Ocean Road.

Aposentos dourados
Outono

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Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Enseada do Éden
Parques Naturais

Praslin, Seichelles

O Éden dos Enigmáticos Cocos-do-Mar

Durante séculos, os marinheiros árabes e europeus acreditaram que a maior semente do mundo, que encontravam nos litorais do Índico com forma de quadris voluptuosos de mulher, provinha de uma árvore mítica no fundo dos oceanos.  A ilha sensual que sempre os gerou deixou-nos extasiados.

Santuário sobre a floresta II
Património Mundial Unesco

Quioto, Japão

Um Japão Quase Perdido

Quioto esteve na lista de alvos das bombas atómicas dos E.U.A. e foi mais que um capricho do destino que a preservou. Salva por um Secretário de Guerra norte-americano apaixonado pela sua riqueza histórico-cultural e sumptuosidade oriental, a cidade foi substituída à última da hora por Nagasaki no sacrifício atroz do segundo cataclismo nuclear.

Riso no elevador
Personagens

Osaka, Japão

Na Companhia de Mayu

A industria japonesa da noite é um negócio bilionário e multifacetado. Em Osaka, somos acolhidos por uma sua assalariada enigmática que opera algures entre a arte gueixa e a prostituição convencional.

Magníficos Dias Atlânticos
Praia

Morro de São Paulo, Brasil

Um Litoral Divinal da Bahia

Há três décadas, não passava de uma vila piscatória remota e humilde. Até que algumas comunidades pós-hippies revelaram o retiro do Morro ao mundo e o promoveram a uma espécie de santuário balnear.

1º Apuro Matrimonial
Religião

Tóquio, Japão

Um Santuário Casamenteiro

O templo Meiji de Tóquio foi erguido para honrar os espíritos deificados de um dos casais mais influentes da história do Japão. Com o passar do tempo, especializou-se em celebrar uniões.

Assento do sono
Sobre carris

Tóquio, Japão

Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para passarem pelas brasas

Febre vegetal
Sociedade

Little India, Singapura

Singapura de Sari

São uns milhares de habitantes em vez dos 1.3 mil milhões da pátria-mãe mas não falta alma à Little India, um bairro da ínfima Singapura. Nem alma, nem cheiro a caril e música de Bollywood.

O projeccionista
Vida Quotidiana

Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.

Recanto histórico
Vida Selvagem

Tasmânia, Austrália

À Descoberta de Tassie

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito mais rude que aussie de ser e mantém-se envolta em mistério no seu recanto meridional dos antípodas.

Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.