Tsfat, Israel

Quando a Cabala é Vítima de Si Mesma


Estante Sagrada
Livros religiosos judaicos preenchem as prateleiras da sinagoga de Abuhav.
Compenetração Literária
Religioso estuda um dos livros sagrados do judaísmo na sinagoga de Abuhav.
Um bimah Central
Seis degraus alegadament equivalentes aos dias de trabalho na semana, conduzem ao cimo do bimah da sinagoga.
Arte judaica
Yacoov Kaszemacher, um dos muitos artistas que se instalaram na cada vez mais popular Tsfat.
Fachada de Sinagoga
Elementos religiosos e decorativos incontornáveis do judaísmo na sinagoga de Abuhav.
Um morador ultraortodoxo
Judeu hassídico percorre uma ruela coberta de Tsfat, também chamada de Safed ou Zafad.
Letreiro Sinagoga
Família Feliz
Meirav, Ronen e o seu filho Nahman, juntos no seu bar e loja de especiarias de Tsfat.
Parochet
Cortinados simbólicos colocados em frente à arca Torah da sinagoga de Abuhav, uma de várias de Tsfat.
Mulher judia
Safed ou Tsfat
Painel celebra o facto de se considerar Tsfat, Safed, a capital mundial da espiritualidade e cultura judaica.
Arte mezuzah
Mezuzah afixada numa porta da cidade. As mezuzahs identificam a propriedade judaica de um lar e a sua ligação a Deus.

Nos anos 50, Tsfat congregava a vida artística da jovem nação israelita e recuperava a sua mística secular. Mas convertidos famosos como Madonna vieram perturbar a mais elementar discrição cabalista.

Ainda é manhã cedo quando deixamos Tiberias e as margens do mar da Galileia em direcção a norte. Sentimo-nos aliviados pelo período menos activo das forças do Hezbollah presentes em povoações do sul do Líbano ali tão pró

ximas e que se estima terem para cima de 50.000 misseis apontados ao território hebraico. 

As primeiras vistas dos infra-arredores povoação destoam ligeiramente do que esperávamos encontrar. Confrontamo-nos com uma enorme estação de serviço e, pouco depois, embrenhamo-nos num casario algo incaracterístico, mesmo se, em parte, com o tom aproximado ao das fachadas amareladas de arenito predominantes nesta região. Nos derradeiros metros do percurso, cruzamo-nos ainda com pedestres atarefados, muitos deles judeus hassídicos facilmente identificáveis devido às suas vestes negras. 

A estrada começa a trepar uma encosta íngreme. Percebemos, por fim, que estamos a chegar a Tsfat, a mais elevada de todas as cidades de Israel, situada a 900 metros de altitude, no cimo do terceiro monte do país. Pouco depois, a via principal estreita e desemboca num parque de estacionamento exíguo em que, por sorte, encontramos lugar. Fica-se por ali a Tsfat rodoviária. De então em diante, ficámos entregues às pernas e ao vasto labirinto de ruelas calçadas e coloridas a que se rende a povoação.

Num ápice, vemo-nos a passear entre lojas de recordações e galerias de arte quase sempre diminutas e atafulhadas de artefactos, de quadros, ilustrações e fotografias de todos os tipos. À porta de uma destas galerias, de kipá e fato negros e um cabelo branco apenas lateral que se prolonga para uma barba comprida também alva, Yacoov Kaszemacher ostenta uma figura que irradia bem-estar e simpatia. Ao mesmo tempo, as suas pinturas e fotografias da vida tradicional e ultra-ortodoxa judaica são de tal forma expressivas que nos retêm por algum tempo junto ao autor. “Entrem! Lá dentro há muitas mais, estou a ver que vos estão a sensibilizar.”

Yacoov acaba por nos guiar na galeria. Como era de esperar, instigado pela série de perguntas que lhe vamos colocando, também nos expõe parte da sua vida.

Filho de pais polacos, foi criado numa casa secular da Paris pós-guerra. Na cidade da luz, habituou-se a frequentar clubes nocturnos e a conviver com os músicos, artistas e filósofos discípulos primeiro da Beat Generation, mais tarde, da geração Flower Power. Orgulha-se da sua longa auto-aprendizagem no que diz respeito às técnicas de pintura e fotografia. E à forma como o seu estilo evoluiu com cores fortes, expressões de temas místicos, algo matemáticos.

Yacoov retoma outra das escolhas inquestionadas da sua vida: “no fim dos anos 60 comecei a interessar-me pela espiritualidade, Evoluí de hippie para um judeu hassídico estudioso da Tora e, em 1971, mudei-me para Israel. Acrescentei motivos judaicos e cabalísticos ao meu trabalho que, aos poucos, se tornou meditativo. Muito do que estão a ver são imagens que traduzem sentimentos e a vida judaica de Israel, de Tsfat e do hassidismo.”

A sua determinação em assentar arraiais em Safed, ou Zefad – como é também conhecida a cidade – foi partilhada por muitos outros artistas e religiosos. Mesmo que, de uma forma intermitente, há muito que ali se instavam vindos dos quatro cantos do mundo.

Tsfat foi fundada no século II a.C. como aldeia farol (masu’of), parte de uma cadeia de lugares no topo de elevações dotadas de fogos sinalizadores acesos para marcar o início de um novo mês ou dias sagrados. Esta cadeia estendia-se até Jerusalém. Mais tarde, os cruzados ergueram no local uma cidadela que lhes permitiu controlar a rota para Damasco.

Nos séculos XV e XVI, começou a assumir a sua função mística. Por essa altura, milhares de judeus sefarditas fugiram da Inquisição espanhola e portuguesa. Muitos dos que se instalaram na cidade eram cabalistas, uma espécie de investigadores da verdade oculta, filósofos racionais em grande parte interessados igualmente em ciência e na medicina.

O Rabi Isaac Luria viria a revelar-se o seu líder e a fundar a Cabala (a palavra significa tradição) com base em textos judaicos dos séculos XII e XIII gerados no sul de França e em Espanha. A reinterpretação destes textos procurou encontrar respostas para as questões que mais intrigavam os Judeus incluindo a verdadeira causa espiritual da sua expulsão da Ibéria.

Luria (também conhecido por Ari) não deixou escritos mas um assistente registou a essência dos seus ensinamentos. Na prática, professavam que para criar o Mundo, o Infinito havia sido danificado por forma a gerar espaço para a Criação. Como resultado, centelhas da Luz Divina caíram da sua posição original e ficaram em risco de ser usadas pelo Mal. Os Judeus podiam restaurar a Luz Divina e reparar o Infinito se levassem a cabo 613 mandamentos, sendo os dez de Moisés, apenas um início. Esta interpretação deu aos Judeus, uma forma de compreenderem, como parte do Mal, os horrores da Inquisição e da sua expulsão. Mostrou-lhes igualmente que deveriam reagir pela procura de uma consciência espiritual elevada que permitisse reparar o Mundo.

É óbvio que, por esta altura da nossa própria aprendizagem da Cabala, nos inclinamos a pensar que o Mal triunfou em larga escala sobre a desejada reparação, pelo menos assim o indiciam os eventos históricos mais maléficos alguma vez registados à face da Terra, os do Holocausto.

Entramos no bairro das sinagogas de Tsfat. Destas, damos prioridade à mais importante da cidade, a de Abuhav que se estima ter sido erguida por seguidores do rabi homónimo, em 1490, com uma configuração assente na Cabala: quatro pilares centrais representantes dos elementos na base da Criação, dez janelas na cúpula simbólicas dos Mandamentos e imagens das doze tribos de Israel que enunciam a unidade judaica. Ainda pinturas de árvores de romã, uma fruta que tem, por norma, 613 sementes.

O judeu encarregue de guardar o templo recebe-nos com um shalom efusivo que baste, limitado pela preocupação em nos impor o uso de kipá e um saiote.

Deixa-nos a investigar o templo e a fotografar à vontade e  regressa às profundezas dos seus estudos cabalistas, com a cabeça praticamente afundada num enorme livro envelhecido.

O fundador Isaac Luria sempre foi contra uma divulgação excessiva da Cabala, de início acessível apenas a homens judaicos casados e com mais de quarenta anos. Contra a sua vontade, a Diáspora dos judeus acabou por disseminar os seus preceitos por todo o Mundo e entre personalidades que, fossem suas contemporâneas, por certo baniria.

Em 2009 e 2012, a recém-convertida Madonna deu concertos em Telavive, nenhum na noite de sexta-feira, quando tem início o período sabático dos judeus. Também começou a introduzir elementos visuais cabalistas nos seus videoclips e recebeu uma carta prévia do rabi Samuel Eliyahu que lhe pediu, em vão, para actuar na Terra Santa em roupas modestas.

A cantora visitou Tsfat e, em particular, a sepultura de Ari  onde cantou uma canção típica do Sabat, “Lecha Dodi”, num tom o mais cabalista possível.

Em 2012, chegou com a família e alguns amigos. Antes, em 2009, acompanharam-na Jesus – o seu namorado brasileiro modelo de então, não o Messias judeu que nunca convenceu os crentes judaicos – ainda o rabi Michael Berg, filho de Philip Berg, o fundador do Kabalah Center Internacional de Los Angeles.

Desde 1965, que foi esta a principal instituição divulgadora da Cabala, responsável pela pretensa adesão de outras estrelas do showbizz norte-americano como Demi Moore, Britney Spears, Anthony Kiedis dos Red Hot Chili Peppers, Ashton Kutcher, Naomi Campbell e muitos outros.

Vários deixaram de frequentar o centro alegadamente por preferirem a anterior fé cristã, ou nenhuma. Alguns outros – como a ex-esposa de Mick Jagger – de forma assumida porque lhe foi requerida doação de 10% dos seus rendimentos.

Pelo que percebemos à descoberta de Tsfat, a mediatização conseguida com incursões destas estrelas fazem jeito e pouco preocupam quem se instalou com meras preocupações comerciais. Já para os que se assumem como os verdadeiros cabalistas, quantas mais desistências melhor. O Rabi Gavriel Hubbara da comunidade Iemenita de Tsfat não se furtou a declarar acerca da rapariga material. “Ela só vem cá para chamar atenção para ela própria…” e só está a insultar o seu próprio alegado estudo da cabala a visitar aquele tal rabi para sua investigação”, sem dúvida uma referência ao Kabalah Center e ao já falecido Philip Berg. 

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