Papeete, Polinésia Francesa

O Terceiro Sexo do Taiti


Um mahu integrado

Grupo de mulheres e um mahu (vestido de creme) participam num concurso de misses realizado no mercado municipal de Papeete.

Mercado verdejante

Bancas do Mercado Mapuru a Paraita repletas de plantas, vegetais e fruta tropical.

Mahu apoiante

Um mahu traja um vestido tradicional do Taiti, durante um concurso de misses.

Letreiro de Gauguin

Letreiro de uma loja de produtos dedicados à passagem de Paul Gauguin pela Polinésia Francesa e às suas obras que retrataram várias vezes mahus.

Mahu & Jambé

Mahu toca jambé e anima a manhã no mercado.

Taiti duche

Mulher e crianças refrescam-se numa praia da costa sul do Taiti.

Escadas pouco rolantes

Músicos polinésios confrontam-se com a imobilidade de umas escadas rolantes do Mapuru a Paraita.

Sexo indefinido

Mahu entre mulheres, aguardam os resultados do concurso de misses.

Músico polinésio

Tocador de jambé exibe o tronco repleto de tatuagens tradicionais polinésias.

Geometria polinésia

Mulher mantém a sua montra de frutos e vegetais organizada sem mácula.

Tatuagens & Ritmo

Nativo do Taiti tatuado segundo os preceitos polinésios toca tambor no mercado de Papeete.

Herdeiros da cultura ancestral da Polinésia, os mahu preservam um papel incomum na sociedade. Perdidos algures entre os dois géneros, estes homens-mulher continuam a lutar pelo sentido das suas vidas.

Pouco passa das nove da manhã mas, no Mapuru a Paraita, o mercado de Papeete, o frenesim é já absoluto. Observamos uma multidão folclórica a instalar-se entre as bancas de fruta dificultando cada vez mais a circulação dos clientes.  No interior, a instalação sonora faz ecoar a sua péssima qualidade mas, ignorando as limitações, um DJ improvisado passa os sucessos polinésios do momento que servem de fundo à locução.

Decorre um concurso local de misses. As concorrentes surgem cercadas por representantes mais velhas das suas zonas da cidade e do restante Taiti, trajando vestidos típicos repletos de cor, folhos e outros complementos vistosos. Estão ainda embelezadas por grinaldas, coroas e tiaras de plumerias, gardénias, hibiscos ou orquídeas. E, consoante o posicionamento de algumas destas flores nas orelhas, comunicam o seu estado civil e a sua disponibilidade amorosa. À primeira vista, parecem-nos todas mulheres mas as aparências iludem e encobrem a presença de alguns mahu. Os homens-mulher do Taiti.

William Bligh, o mestre da famosa Bounty e o ainda mais reputado capitão James Cook estiveram entre os primeiros europeus a deparar-se com eles e a relatar com enorme espanto. Descreveram então, a sua realidade social, em parte, semelhante à actual: “São rapazes diferentes que recebem, desde a infância, uma educação distinta da dos jovens guerreiros … Para eles, não há guerra nem caça. Depilam-se e transvestem-se e, quando chegam a adultos, comem à parte dos homens, cantam e dançam com as mulheres e tornam-se, com frequência, empregados domésticos da nobreza…” Paul Gauguin, durante o seu retiro taitiano, encantou-se com a sua suave excentricidade e pintou-os com redobrado prazer.

Ainda no campo histórico, convivem duas explicações para a existência e a aceitação dos mahu. Uma diz que os pais os começavam a considerar e a tratar como raparigas assim que percebiam algum indício inesperado de feminilidade. A outra teoria defende que, quando as famílias tinham demasiados rapazes, passavam simplesmente a tratar um dos mais novos como rapariga para garantir a ajuda necessária na lida da casa. O terceiro nascido era, por hábito, o alvo da experiência. 

Nos tempos que correm, a primeira é ainda prática corrente e, sem surpresa, os mahu preferem ser abordados no feminino, algo que a nação taitiana há muito se habituou a respeitar, e até, em certos casos, a admirar.

Como em tantos outros casos, a existência de Danu Heuea passou pela reprovação implícita do pai. Hoje, apesar do sofrimento da juventude, esta cinquentona bem conservada e de pele dourada pelo sol tropical, desdenha e combate a discriminação. Desempenha um papel protagonista no concurso de misses, introduzindo e descrevendo as concorrentes. Apresentou, em tempos, um programa de TV chamado “Nós, as Mulheres” e, nos dias normais, é a responsável pela comunicação da câmara municipal de Papeete.

Tantos outros ocupam lugares essenciais em empresas ou organizações. São empregados de mesa, cozinheiros ou recepcionistas. Ou conquistaram cargos de responsabilidade nas relações públicas de hotéis e agências de turismo. São também músicos e coreógrafos, alguns conceituados como Coco HotaHota e Tonio que lideram grupos de danças polinésias idolatrados nas ilhas.

À imagem de Danu, a maior parte dos mahu têm plena consciência de serem “efeminados” em físicos de homem e orgulham-se do seu papel intermediário entre a brutidão masculina e a doçura perfumada das mulheres, que em tudo procuram imitar. Os mais velhos não gostam particularmente de ser confundidos com os Rae-Rae, os travestis sexualmente “predadores” que recorrem à prostituição no red district de Papeete para financiar as suas existências marginais. Mas, para seu desgosto, desde 1960 – quando a nova palavra surgiu – os dois termos foram-se intersectando. Por toda a Polinésia Francesa, o termo rae-rae  popularizou-se e define, agora, os travestis – operados ou não – em geral.

Os “retoques” médicos e a cirurgia são passos reais para um sonho que quase todos os mahu partilham: o de se transformarem em verdadeiras mulheres. É comum optarem por tratamentos hormonais que lhes concedem os tão desejados seios, por mais pequenos que sejam. A derradeira operação, essa, é quase sempre demasiado custosa e não se faz no Taiti, o que torna obrigatória uma arruinante viagem aos Estados Unidos.

Além da mudança física de sexo, a sua ansiedade recai também sobre um relacionamento. O comum mahu dá por si a aspirar com a vida com um homem. Mesmo que, na Polinésia Francesa, os missionários do Velho Mundo tenham escrito e selado a ordem natural das coisas e o casamento entre mahu e homens seja considerado um tabu (a palavra até é originalmente Polinésia) católico contra o qual é raríssimo os primeiros insurgirem-se. 

No Mapuru a Paraita, o concurso de misses prossegue animado a ritmos de tambor e jambé por machos polinésios musculados e tatuados que fazem suspirar tanto as donzelas como os mahu. São fontes inesgotáveis de testosterona, esculturas bronzeadas perfeitas moldadas pela alimentação proteica, pelas muitas horas de treino sobre canoas e outros exercícios tonificantes. Tudo o que a natureza se esqueceu de conceder aos mahu, ou preferiu não fazê-lo. No fim do evento, o mercado acalma e parte das organizadoras refugiam-se num bar do piso superior onde o encantador Rockos canta sucessos de Elvis, faz algum tempo. Sentadas junto ao palco, partilham um petisco leve de peixe cru com leite de coco enquanto seguem as melodias. Sucedem-se “Love Me Tender”, “Suspicious Minds” e “Heartbreak Hotel” que suscitam admiração e mais suspiros. Mas, quando o romantismo dá lugar ao Rock ‘n’ Roll frenético de “All Shook Up” as três amigas todas vestidas de azul e branco (dois dos seus trajes iguais), refugiam-se na varanda contígua e ficam a contemplar os derradeiros movimentos do mercado de Papeete. Passados minutos, duas voltam para o show, mas a terceira, mahu, prefere o isolamento e a reflexão, como que a reexaminar se a sua vida de mulher em corpo de quase mulher lhe continua a fazer sentido.

Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.
Moorea, Polinésia Francesa

A Irmã Polinésia que Qualquer Ilha Gostaria de Ter

A meros 17km de Taiti, Moorea não conta com uma única cidade e abriga um décimo dos habitantes. Há muito que os taitianos veem o sol pôr-se e transformar a ilha ao lado numa silhueta enevoada para, horas depois, lhe devolver as cores e formas exuberantes. Para quem visita estas paragens longínquas do Pacífico, conhecer também Moorea é um privilégio a dobrar.

Taiti, Polinésia Francesa

Taiti Para lá do Clichê

As vizinhas Bora Bora e Maupiti têm cenários superiores mas o Taiti é há muito conotado com paraíso e há mais vida na maior e mais populosa ilha da Polinésia Francesa, o seu milenar coração cultural.

Guadalupe

Um Delicioso Contra-Efeito Borboleta

Guadalupe tem a forma de uma mariposa. Basta uma volta por esta Antilha para perceber porque a população se rege pelo mote Pas Ni Problem e levanta o mínimo de ondas, apesar das muitas contrariedades.

Maupiti, Polinésia Francesa

Uma Sociedade à Margem

À sombra da fama quase planetária da vizinha Bora Bora, Maupiti é remota, pouco habitada e ainda menos desenvolvida. Os seus habitantes sentem-se abandonados mas quem a visita agradece o abandono.

Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

Ouvéa, Nova Caledónia

Entre a Lealdade e a Liberdade

A Nova Caledónia sempre questionou a integração na longínqua França. Em Ouvéa, encontramos uma história de resistência mas também nativos que preferem a cidadania e os privilégios francófonos.

Pela sombra
Arquitectura & Design
Miami, E.U.A.

Uma Obra-Prima da Reabilitação Urbana

Na viragem para o século XXI, o bairro de Wynwood mantinha-se repleto de fábricas e armazéns abandonados e grafitados. Tony Goldman, um investidor imobiliário astuto, comprou mais de 25 propriedades e fundou um parque mural. Muito mais que ali homenagear o grafiti, Goldman fundou o grande bastião da criatividade de Miami.
Pleno Dog Mushing
Aventura

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.

Cerimónias e Festividades
Militares

Defensores das Suas Pátrias

Detectamo-los por todo o lado, mesmo em tempos de paz. A maior parte dos que encontramos a postos, nas cidades, cumpre apenas missões rotineiras que requerem, acima de tudo, rigor e paciência.
De volta ao porto
Cidades

Anchorage a Homer, E.U.A.

Viagem ao Fim da Estrada Alasquense

Se Anchorage se tornou a grande cidade do 49º estado dos E.U.A., Homer, a 350km, é a sua mais famosa estrada sem saída. Os veteranos destas paragens consideram esta estranha língua de terra solo sagrado. Também veneram o facto de, dali, não poderem continuar para lado nenhum. 

Orgulho
Comida

Vale de Fergana, Usbequistão

A Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Usbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.

Jingkieng Wahsurah
Cultura
Meghalaya, Índia

Pontes de Povos que Criam Raízes

A imprevisibilidade dos rios na região mais chuvosa à face da Terra nunca demoveu os Khasi e os Jaintia. Confrontadas com a abundância de árvores ficus elastica nos seus vales, estas etnias habituaram-se a moldar-lhes os ramos e estirpes. Da sua tradição perdida no tempo, legaram centenas de pontes de raízes deslumbrantes às futuras gerações.
Sol nascente nos olhos
Desporto

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

Pórtico do tempo
Em Viagem
Usbequistão

Viagem Pelo Pseudo-Alcatrão do Usbequistão

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O Escritor que Não Resistiu ao Próprio Enredo

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O Grande Splash

Após um longo percurso tropical, o rio Iguaçu dá o mergulho dos mergulhos. Ali, na fronteira entre o Brasil e a Argentina, formam-se as cataratas maiores e mais impressionantes à face da Terra.

Gang de 4
Personagens
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Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.
Mini-snorkeling
Praia

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De regresso a “A Praia”

Passaram 15 anos desde a estreia do clássico mochileiro baseado no romance de Alex Garland. O filme popularizou os lugares em que foi rodado. Pouco depois, alguns desapareceram temporária mas literalmente do mapa mas, hoje, a sua fama controversa permanece intacta.

Bruxinha de chaleira
Religião

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A Páscoa Pagã de Seurasaari

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Assento do sono
Sobre carris

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Os Hipno-Passageiros de Tóquio

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Comodidade até na Natureza
Sociedade

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São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.

Retorno na mesma moeda
Vida Quotidiana
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Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.
Brincadeira ao ocaso
Vida Selvagem
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O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.
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A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.