Samarcanda, Usbequistão

O Sultão Astrónomo


Um matrimónio espacial

Noivos posam para a fotografia junto a um mural pintado com o firmamento.

Um astro dos astros

Visitantes apreciam a estátua de Ulugh Beg em frente ao observatório espacial que construiu.

O Sextante Fakhri

Estrutura do amplo sextante criado por Ulugh Beg que lhe permitiu e ao seu núcleo de cientistas levar a cabo diversas medições e estudos mais tarde essenciais à astronomia.

Ulugh Beg & cia

Reconstituição de pintura histórica que exibe Ulugh Beg e parceiros durante os seus estudos astronómicos.

Tarefas terrenas

Empregadas de limpeza em plena actividade na madraça de Ulugh Beg, parte do Registão de Samarcanda.

Poses espaciais

Videografo filma noiva usbeque durante uma das muitas sessões de fotografia e vídeo realizadas junto ao observatório espacial de Ulugh Beg.

Homenagem a Buzz

Painel de homenagem a Edwin “Buzz” Aldrin, no interior do museu do observatório espacial. 

Em honra de Beg

Estátua de bronze de Ulugh Beg no portal de entrada da sua madraça do Registão de Samarcanda

Neto de um dos grandes conquistadores da Ásia Central, Ulugh Beg preferiu as ciências. Em 1428, construiu um observatório espacial em Samarcanda. Os seus estudos dos astros levaram-lhe o nome a uma cratera da Lua. 

Apesar do fluxo intimidante de velhos Ladas e Volgas soviéticos, desafiamos a rotunda e a autoridade do polícia sinaleiro a umas poucas dezenas de metros, esperançados que o estatuto de forasteiros nos safe de sarilhos. Favorecidos pelo abrandamento de duas ou três daquelas relíquias automóveis, conquistamos a rotunda no meio da Avenida Universitet Bulvari. Entre árvores seculares e frondosas, encontramos a estátua imponente de Timur O Grande, o fundador turco-mongol impiedoso da sua própria dinastia, conquistador de um vasto império que incorporou a Pérsia e parte considerável da Ásia. Quando chegamos às imediações do trono que ocupa, estamos aos pés do ídolo histórico supremo da nação.

Nessa mesma tarde, avançamos uns seis quilómetros para nordeste de Samarcanda e duas gerações na linhagem. É com uma espécie de orgulho contido que os anfitriões que temos na cidade nos conduzem à estátua e aos domínios elevados do observatório de Ulugh Beg, neto de Timur, uma personagem com propósitos de vida bem distintos dos do avô.

Subimos ao longo de um paredão pintado de azul e salpicado de branco que, não restam dúvidas, emula o Cosmos. A determinada altura da rampa, surpreende-nos uma sessão fotográfica de um casamento local, numa versão pouco ou nada muçulmana e, tradicional, só se fosse da era Soviética do Usbequistão.

O noivo traja um fato negro de cetim que contrasta com a camisa e a gravata, ambas brancas. A noiva vem de vestido branco que, da cintura para baixo, se alarga em folhes. Tanto o fotógrafo como o vídeografo de serviço usam o muro como fundo das suas imagens para assim lhes conferirem um fascinante visual celestial. Combinam esforços para que o véu da noiva pareça flutuar num vácuo ficcional e instruem o noivo para apontar para galáxias longínquas, à laia de conquistador de muito mais que um mero coração.

A sessão fotográfica levara-nos a atenção que a guia Niluvar Oripova merecia. Quando a ela regressámos, reparámos na figura dourada e sentada que lhe oferecia sombra, em como contemplava o horizonte, indiferente aos acontecimentos corriqueiros em redor. Ansiosa por retomar a função em que ainda dava os primeiros passos, Nilufar não perdeu tempo: “Aqui o têm: Ulugh Beg, ou o Grande Príncipe. O seu nome verdadeiro era Muhammad Taragay. Foi criado na corte de Timur. A partir de 1409, tornou-se o regente do domínio de Mavennakhr de que era capital Samarcanda. Mas o Grande Príncipe mostrou-se pouco interessado em seguir os passos dos antecedentes. Começou por se dedicar à ciência. Abriu uma madraça, uma espécie de universidade muçulmana com enorme gabarito.”

Entre as vocações de Muhammad Taragay, depressa se incluiu o estudo dos astros. Aliás, a astronomia tornou-se o seu tema académico de eleição, ministrada por cientistas do mundo muçulmano escolhidos a dedo; a determinada altura, mais de sessenta astrónomos. Quatro anos depois de inaugurar a madraça, em plena Idade Medieval (1424), Ulugh Beg fundou ainda o observatório espacial em que estávamos prestes a entrar, na  origem com três andares.

Começamos por espreitar a sua vala escavada ao longo da linha do Meridiano e em cujo limite existia um arco usado para calcular as várias constantes com base no Sol e nos movimentos dos planetas. A combinação da estrutura com o objecto formava o amplo sextante Fakhri que permitiu levar a cabo diversas medições e estudos mais tarde essenciais à astronomia.

Além de imagens e outros documentos antigos, o museu do Observatório está repleto de imagens dos triunfos espaciais mais recentes, com destaque para a alunagem norte-americana. Este destaque, em particular, só foi possível pela relativa maturidade da independência usbeque face aos antigos senhores coloniais de Moscovo.

Em paralelo com a consciência da importância dos seus antepassados para estes triunfos, existe uma certa frustração entre a comunidade de cientistas e historiadores muçulmanos por os congéneres ocidentais negligenciarem o contributo dos astrónomos muçulmanos. “É demasiado comum os autores saltarem de Ptolomeu para Copérnico e ignorarem os mil e quinhentos anos de protagonismo muçulmano da astronomia.” queixou-se, por exemplo, Salmah Beimeche, um autor frequentemente revisitado pela sua insatisfação.

No interior do museu, destaca-se ainda uma imagem de Edwin “Buzz” Aldrin com a Lua em fundo.  A legenda refere que “os pensadores nascidos no Usbequistão sempre tiveram grande valor para ele até porque há 40 anos alunou sobre uma cratera baptizada em honra de Akhmad Fargonly”, este, como Ulugh Beg, um dos astrónomos da Ásia Central que emprestaram os seus nomes a morfologias da Lua. Além da “sua” cratera, Ulugh Beg, também o cedeu à 2439 Ulugbek, uma cintura de asteroides descoberta, em 1977, pelo russo Nikolai Chernykh, durante mais de quarenta anos um caçador incansável de asteroides, em co-autoria com a sua mulher.

Mas, como continua hoje a acontecer, foram os próprios muçulmanos radicais a contribuir para a desvalorização dos feitos da sua civilização. A sabedoria de Ulugh Beg na governação não se comparava com a sua mestria científica. Após a morte do pai, Beg viu-se derrotado numa de várias batalhas contra um sobrinho e outros familiares que procuraram usurpar-lhe o poder em determinadas áreas do Império Timúrida. Ulugh Beg acabou decapitado quando se dirigia para Meca, por ordem do seu próprio filho mais velho, em 1449.

Nesse mesmo ano, o observatório espacial que construíra em Samarcanda foi demolido por fanáticos religiosos. De tal maneira arrasado, que só viria a ser redescoberto em 1908, por um arqueólogo Usbeque-Russo, V.L.Vyatkin, que adquiriu um documento que informava a sua exacta localização.

Na sequência do observatório, visitamos o Registão de Samarcanda, o monumento mais reputado da cidade, formado por três madraças, uma delas a tal de Ulugh Beg, flanqueada por dois minaretes que os anos fizeram inclinar em direcção ao interior ao pátio do edifício e que os guardas em uniformes verdes do complexo usam como isco de turista para aumentarem os seus parcos rendimentos: “querem ir lá acima? A vista é incrível. Pagam-me vinte euros e levo-vos lá.” 

Já à sombra do iwan (espécie de portal), surge uma escultura que homenageia o mentor da madraça e outras das personalidades que lhe deram alma. No interior, dispõem-se em redor do pátio uma mesquita, as antigas salas de leitura e várias das camaratas em que viviam os estudantes. Hoje, muitas destas salas foram adaptadas a pequenas lojas de artesanato e recordações, algumas delas ocupadas por negociantes de origem russa que agora – muito depois da independência do Usbequistão e da partida dos seus compatriotas eslavos – impingem velhos itens da era em que a U.R.S.S. e os E.U.A. concorriam, obcecados, pela conquista do Espaço que Ulugh Beg e seus discípulos tanto lhes revelaram.

 

Caprichosas Luzes Terrestres

No final de um dos dias que passámos em Samarcanda, somos informados que é possível que venha a haver um espectáculo de luz e som com iluminação e projecções artísticas sobre as fachadas do Registão. Nem os nossos guias nem os transeuntes que por ali encontramos parecem saber ao certo se se confirma, ou a que dias e horas é suposto ter lugar.

Passam-se, assim, trinta ou quarenta minutos de indefinição quando Nilufar, a nossa jovem guia, chega com um novo dado: os guardas dizem que os responsáveis podem activar a iluminação mas os turistas têm que pagar. “Temos que pagar? Mas então existem bilhetes à venda?” perguntamos. “Não existem bilhetes, mas eles só activam o espectáculo se houver um mínimo de pagantes”.

Torcemos o nariz, como já tínhamos torcido numa série de outros esquemas deste género engendrados pelos guardas do Registão. Ao mesmo tempo, imaginamos como o complexo de monumentos iluminado sobre o lusco-fusco deveria ser belíssimo de fotografar.

Fazemos as contas. Chegamos à conclusão que bastava arranjarmos uma dúzia de estrangeiros adicionais para o espectáculo nos custar uma ninharia. Alguns deles já se tinham até juntado à discussão e à nossa demanda. Volvidos vinte minutos adicionais, estavam reunidos uns quinze pagantes, acima do que fora exigido. O sol tinha-se posto e anoitecia a olhos vistos. Ficámos todos a aguardar o espectáculo que, no entanto, continuava por inaugurar.

Só já bem após o desvanecer do lusco-fusco é que as luzes foram ligadas. Para a maior parte dos estrangeiros, esteve bem assim. Nós, sentimo-nos frustrados por tanto esforço ter resultado num quase nada fotográfico. Depois de as luzes serem desligadas, sentámo-nos a contemplar o firmamento que o astrónomo Ulugh Beg dali mesmo tanto estudara.

 

Usbequistão

Viagem Pelo Pseudo-Alcatrão do Usbequistão

Os séculos passaram. As velhas e degradadas estradas soviéticas sulcam os desertos e oásis antes atravessados pelas caravanas da Rota da Seda. Sujeitos ao seu jugo durante uma semana, vivemos cada paragem e incursão nos lugares e cenários usbeques como recompensas rodoviárias históricas.

Tbilissi, Geórgia

Geórgia ainda com Perfume a Revolução das Rosas

Em 2003, uma sublevação político-popular fez a esfera de poder na Geórgia inclinar-se do Leste para Ocidente. De então para cá, a capital Tbilisi não renegou nem os seus séculos de história também soviética, nem o pressuposto revolucionário de se integrar na Europa. Quando a visitamos, deslumbramo-nos com a fascinante mixagem das suas passadas vidas.

Margilan, Usbequistão

Um Ganha-Pão do Usbequistão

Numa de muitas padarias de Margilan, desgastado pelo calor intenso do forno tandyr, o padeiro Maruf'Jon trabalha meio-cozido como os distintos pães tradicionais vendidos por todo o Usbequistão

Khiva, Usbequistão

A Fortaleza da Rota da Seda que os Soviéticos Aveludaram

Nos anos 80, dirigentes soviéticos renovaram Khiva numa versão amaciada que, em 1990, a UNESCO declarou património Mundial. A URSS desintegrou-se no ano seguinte. Khiva preservou o seu novo lustro.

Monte Mauna Kea, Havai

Um Vulcão de Olho no Espaço

O tecto do Havai era interdito aos nativos por abrigar divindades benevolentes. Mas, a partir de 1968 várias nações sacrificaram a paz dos deuses e ergueram a maior estação astronómica à face da Terra

Vale de Fergana, Usbequistão

A Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Usbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.

Samarcanda, Usbequistão

Um Desvio na Rota da Seda

Em Samarcanda, o algodão é agora o bem mais transaccionado e os Ladas e Chevrolets substituíram os camelos. Hoje, em vez de caravanas, Marco Polo iria encontrar os piores condutores do Usbequistão.

Wycliffe Wells, Austrália

Os Ficheiros Pouco Secretos de Wycliffe Wells

Há décadas que os moradores, peritos de ovnilogia e visitantes testemunham avistamentos em redor de Wycliff Wells. Aqui, Roswell nunca serviu de exemplo e cada novo fenómeno é comunicado ao mundo.

Mar de Aral, Usbequistão

O Lago que o Algodão Absorveu

Em 1960, era um dos 4 maiores lagos do mundo mas projectos de irrigação secaram grande parte da água e do modo de vida dos pescadores. Em troca, a URSS inundou o Usbequistão com ouro branco vegetal.

Uma Cidade Perdida e Achada
Arquitectura & Design

Machu Picchu, Peru

A Cidade Perdida em Mistério dos Incas

Ao deambularmos por Machu Picchu, encontramos sentido nas explicações mais aceites para a sua fundação e abandono. Mas, sempre que o complexo é encerrado, as ruínas ficam entregues aos seus enigmas.

Fogo-de-artifício branco
Aventura

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Chegada à festa
Cerimónias e Festividades

Perth, Austrália

Em Honra da Fundação, de Luto Pela Invasão

26/1 é uma data controversa na Austrália. Enquanto os colonos britânicos o celebram com churrascos e muita cerveja, os aborígenes celebram o facto de não terem sido completamente dizimados.

Derradeiro casario austral
Cidades

Ushuaia, Argentina

A Última das Cidades

A capital da Terra do Fogo marca o limiar austral da civilização. Dali partem inúmeras incursões ao continente gelado. Nenhuma destas aventuras de toca e foge se compara à da vida na cidade final.

Comida
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Tempo de MassKara
Cultura
Bacolod, Filipinas

Um Festival para Rir da Tragédia

Por volta de 1980, o valor do açúcar, uma importante fonte de riqueza da ilha filipina de Negros caia a pique e o ferry “Don Juan” que a servia afundou e tirou a vida a mais de 176 passageiros, grande parte negrenses. A comunidade local resolveu reagir à depressão gerada por estes dramas. Assim surgiu o MassKara, uma festa apostada em recuperar os sorrisos da população.
Desporto
Competições

Uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Seja pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, os confrontos dão sentido à vida. Surgem sob a forma de modalidades sem conta, umas mais excêntricas que outras.
À sombra da falésia
Em Viagem

Red Centre, Austrália

No Coração Partido da Austrália

O Red Centre abriga alguns dos monumentos naturais incontornáveis da Grande Ilha. Impressiona-nos pela grandiosidade dos cenários mas também a incompatibilidade renovada das suas duas civilizações.

Todos a bordo
Étnico

Viti Levu, Fiji

Uma Partilha Improvável

Em pleno Pacífico Sul, uma comunidade numerosa de descendentes de indianos recrutados pelos ex-colonos britânicos e a população indígena melanésia repartem há muito a ilha chefe de Fiji.

Luminosidade caprichosa no Grand Canyon
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Pura Nova Zelândia
História

Península de Banks, Nova Zelândia

Divinal Estilhaço de Terra

Vista do ar, a mais óbvia protuberância da costa leste da Ilha do Sul parece ter implodido vezes sem conta. Vulcânica mas verdejante e bucólica, a Península de Banks confina na sua geomorfologia de quase roda-dentada a essência da sempre invejável vida neozelandesa.

Bastião Ryukyu
Ilhas

Okinawa, Japão

O Pequeno Império do Sol

Reerguida da devastação causada pela 2ª Guerra Mundial, Okinawa recuperou a herança da sua civilização secular ryukyu. Hoje, este arquipélago a sul de Kyushu abriga um Japão à margem, prendado por um oceano Pacífico turquesa e bafejado por um peculiar tropicalismo nipónico.

Praia Islandesa
Inverno Branco

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

De visita
Literatura

Rússia

O Escritor que Não Resistiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.

Natureza
São Nicolau, Cabo Verde

Sodade, Sodade

A voz de Cesária Verde cristalizou o sentimento dos caboverdeanos que se viram forçados a deixar a sua ilha. Quem visita São Nicolau percebe porque lhe chamam, para sempre e com orgulho, "nha terra".
Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Curiosidade ursa
Parques Naturais

Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.

Património Mundial Unesco
Quedas d'água

Admiráveis Caudais Verticais

Dos quase 1000 metros de altura do Salto dançante de Angel à potência fulminante de Iguaçu ou Victoria após chuvas torrenciais, abatem-se sobre a Terra catadupas de todos os tipos.
Verificação da correspondência
Personagens

Rovaniemi, Finlândia

Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

Promessa?
Praia
Goa, Índia

Para Goa, Rapidamente e em Força

Uma súbita ânsia por herança tropical indo-portuguesa faz-nos viajar em vários transportes mas quase sem paragens, de Lisboa à famosa praia de Anjuna. Só ali, a muito custo, conseguimos descansar.
Cortejo garrido
Religião

Suzdal, Rússia

1000 Anos de Rússia à Moda Antiga

Foi uma capital pródiga quando Moscovo não passava de um lugarejo rural. Pelo caminho, perdeu relevância política mas acumulou a maior concentração de igrejas, mosteiros e conventos do país dos czares. Hoje, sob as suas incontáveis cúpulas, Suzdal é tão ortodoxa quanto monumental.

À pendura
Sobre carris

São Francisco, E.U.A.

Uma Vida aos Altos e Baixos

Um acidente macabro com uma carroça inspirou a saga dos cable cars de São Francisco. Hoje, estas relíquias funcionam como uma operação de charme da cidade do nevoeiro mas também têm os seus riscos.

Comodidade até na Natureza
Sociedade

Tóquio, Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.

Vida Quotidiana
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações de Moçambique dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilómetros de Nampula, as vendas de fruta eram sucediam-se, sempre bastante intensas.
Trio das alturas
Vida Selvagem

PN Manyara, Tanzânia

Na África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.

Os sounds
Voos Panorâmicos

The Sounds, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o subdomíno retalhado entre Te Anau e o Mar da Tasmânia.