Khiva, Uzbequistão

A Fortaleza da Rota da Seda que a União Soviética Aveludou


Pilares de fé
Rapariga entre as 213 colunas de madeira esculpida da mesquita de Juma.
Ásia Central “Afro”
Homem vestido com trajes tradicionais da estepe turquemena, incluindo um gorro de lã de ovelha tradicional usado pelos guerreiros da zona para se protegerem do frio intenso.
Al-Khwarizmi
A estátua inquisitiva de um famoso matemático e astrónomo nativo, desafiada pela presença atrevida de uma criança da cidade.
Em Roupa de Verão
Mulher em trajes tradicionais uzbeques, protegida do sol tórrido que incide na Ásia Central de Junho a fim de Agosto.
Semi-Minarete
Minarete menor de Kalta, planeado para atingir os 80 metros de altura mas que foi deixado a meio por um khan falecido e pelo sucessor que alegadamente não quis continuar a obra.
Estacionamento para camelo
Um camelo na sombra do interior de uma muralha da arca de Khuna.
Vista Suprema
Família contempla o casario de Khiva a partir da plataforma de observação do minarete da madraça de Islam Khodja.
Mini-minarete
Pormenor do topo de um minarete, com a majólica do minarete menor de Kalta em frente.
Tapete pouco mágico
Mãe e filha sacodem um tapete num terraço do limiar norte da fortaleza muralhada de Ichon Qala.
À vontade
Jovem uzbeque instala-se confortavelmente na cadeira de um fotógrafo de rua, junto a gorros de Inverno típicos da estepe da Ásia Central.
Crepúsculo usbeque
Silhueta de um minarete de uma antiga mesquita situada em frente do portal Oeste da muralha de Ichon Qala, a área fortificada de Khiva.
Nos anos 80, dirigentes soviéticos renovaram Khiva numa versão amaciada que, em 1990, a UNESCO declarou património Mundial. A URSS desintegrou-se no ano seguinte. Khiva preservou o seu novo lustro.

A tarde aproxima-se do fim. A azáfama apodera-se da praça em frente ao portal Oeste de Ichon Qala, a velha área muralhada de Khiva.

Uma multidão munida de baldes e bilhas disputa a água fornecida por uma bomba afundada numa falha do pavimento.

Equipas aguerridas de miúdos jogam à bola.

Outros, desafiam a paciência inesgotável da estátua de Al-Khwarizmi, um matemático, astrónomo e geógrafo nativo, nascido em 780.

Khiva, Uzbequistão, Fortaleza, Rota da Seda, Al-Khwarizmi

A estátua inquisitiva de um famoso matemático e astrónomo nativo, desafiada pela presença atrevida de uma criança da cidade.

No século XII, as traduções para latim do seu trabalho sobre os numerais indianos introduziram o sistema numérico decimal posicional ao Mundo Ocidental. Hoje, a escultura inquisitiva de bronze inspira aos infantes da cidade a um sem número de jogos e traquinices.

Voltamos ao interior das muralhas. Adicionamos o nosso movimento ao da Terra.

Com o ocaso, iminente. fazemos a pequena bola do sol encaixar-se entre as ameias e nas janelas um pouco mais abaixo, posicionadas sob duas cúpulas de grandes dimensões.

O acesso ao cimo dos adarves terminava às seis da tarde, muito mais cedo do que convinha a quem, como nós, queria admirar e registar o interior da cidade sob uma luz crepuscular.

Khiva, Uzbequistão, Fortaleza, Rota da Seda, minarete ocaso

Silhueta de um minarete de uma antiga mesquita situada em frente do portal Oeste da muralha de Ichon Qala, a área fortificada de Khiva.

O Legado Incontornável da Corrupção Soviética

Num contacto anterior com a responsável pelas entradas indagámos se havia alguma forma de ela nos ajudar, até porque também o estaríamos a fazer para promover a sua cidade.

A mulher, volumosa, em uniforme de óbvia herança soviética e cabelos e alguns dentes dourados a condizer, puxa pelo seu melhor inglês e responde com indisfarçável frieza: “normalmente não posso fazer isto mas… estejam cá às 8h. Ah! E vai-vos custar 10.000 SUMs (meros 4€).

Damos uma volta pela cidade e encontramo-nos com Nilufar, a jovem guia uzbeque multilingue – falava uzbeque, russo, inglês, francês e um pouco de alemão – que nos ajudaria caso algum problema de última hora surgisse e nos transmitiria uma lição de história recém-aprendida, no topo das muralhas.

Khiva, Uzbequistão, Fortaleza, Rota da Seda,

Vista da fachada ocidental da muralha com o minarete menor de Kalta em destaque por detrás do pórtico principal.

A matriosca apareceu do outro lado da praça e não perdeu tempo: “já não apanhei o meu marido em casa e vim de táxi. Tenho que vos pedir mais 5000 SUMs.”

A Incredulidade e Desilusão de Nilufar

Nilufar vira-a sair de um velho Lada conduzido por um homem e em que seguiam também, atrás, três miúdos. Foi-lhe fácil concluir tratar-se da sua família.

Khiva, Uzbequistão, Fortaleza, Rota da Seda, mulher uzbeque

Mulher em trajes tradicionais uzbeques, protegida do sol tórrido que incide na Ásia Central de Junho a fim de Agosto.

E que a funcionária estava a apenas a inflacionar o lucro retirado ao alegado favor.

A guia, que nascera no ano em que a U.R.S.S. se dissolvera, tudo fazia para evitar a discussão com aquela mulherzona mais que feita que a oprimia e intimidava.

Sem conseguir disfarçar a desilusão, esboçou um pranto que procurámos de imediato compreender e estancar: “mas, afinal, o que foi Nilufar?” começamos por lhe perguntar.

“Nós sempre aprendemos na escola que na União Soviética não existiam subornos ou este tipo de coisas. Agora vocês chegam de tão longe e vejo-me logo metida numa aldrabice destas. Sinto-me envergonhada.”

Tentámos desmistificar a doutrina impingida pelos professores da sua geração e das anteriores com a suavidade possível. Nilufar parece conformar-se com a aspereza da nossa versão. Acalma-se, ganha coragem para voltar a enfrentar a guardiã que não se amansa por nada deste mundo

“Olhem que têm que se despachar!” alerta-nos de dedo esticado.

Khiva, Uzbequistão, Fortaleza, Rota da Seda, arca de Khuna

Mãe e filho cruzam uma praça quase deserta em frente à arca de Khuna de Ichon Qala.

Pagamos-lhe a quantia exigida e atravessamos a arca de Khuna, a residência fortalecida interior dos governantes seculares da cidade.

Prosseguimos para o topo do limiar ocidental das muralhas de Khiva. Pouco depois, chega mais uma dupla de clientes fora de horas da senhora.

Em vez de pensarmos no que haveríamos de pensar, dedicámo-nos ao cenário esplendoroso.

Khiva, Uzbequistão, Fortaleza, Rota da Seda, Islam Khodja

O minarete de Islam Khodja projectado de uma das madraças mais diminutas da cidade.

A Elegância Majólica da Fortaleza de Khiva

Para diante, repetiam-se os paredões, as ogivas, os frontões e minaretes de sucessivas madraças.

Num tom predominante de areia torrada apenas quebrado pelos azuis e verdes elegantes da majólica islâmica típica daquelas paragens da Ásia Central.

Khiva, Uzbequistão, Fortaleza, Rota da Seda, minarete

Pormenor do topo de um minarete, com a majólica do minarete menor de Kalta em frente.

Atrás da última, estendia-se um casario térreo da mesma dominante, misturado com verde de vegetação que quase nunca o suplantava.

Como a contemplávamos então, Khiva pouco tinha que ver com o que chegou a ser no seu apogeu.

A História Grandiosa de Khiva, em Plena Rota da Seda

De acordo com os arqueólogos, terá sido fundada nos séculos V ou IV b.C.

Pouco depois, já era conhecida como um dos entrepostos da Rota da Seda que ligava Roma à China, na linha de outros empórios de renome casos de Samarcanda e Bukhara.

No século XIV, o explorador e geógrafo árabe Ibn Batuta visitou-a, provavelmente chegado numa caravana de camelos.

Khiva, Uzbequistão, Fortaleza, Rota da Seda, camelo

Um camelo na sombra do interior de uma muralha da arca de Khuna.

Louvou o cuidado incansável com que o seu regente mantinha a lei e a ordem apesar de, como narrou: “a cidade estar tão cheia de gente que era praticamente impossível encontrar o caminho na multidão.”

À imagem do que aconteceria a grande parte da zona, Genghis Khan varreu-lhe o passado. No fim do século XVI, descendentes do imperador mongol formaram um khanato.

Khiva, Uzbequistão, Fortaleza, Rota da Seda, ancião

Ancião muçulmano à entrada do portal leste da fortaleza de Ichon Qala.

Escolheram Khiva para capital.

Khiva transformou-se num mercado esclavagista que perdurou mais de três séculos na realidade e no imaginário atormentado dos povos da região.

A maior parte dos escravos eram trazidos por guerreiros tribais turquemenos do deserto de Karakum ou por congéneres das estepes do actual Cazaquistão.

Uns e outros sequestravam quem tivesse o azar de viver ou de viajar nas imediações.

Khiva, Uzbequistão, Fortaleza, Rota da Seda, tapete

Mãe e filha sacodem um tapete num terraço do limiar norte da fortaleza muralhada de Ichon Qala.

A Khiva Muralhada do Actual Uzbequistão

Hoje, Khiva acolhe mais de 50 mil habitantes livres. Destes, só 3000 vivem dentro das muralhas.

Alguns, prosperam a cobrar aos forasteiros o privilégio de se fotografarem em trajes de guerra dessa época.

Khiva, Uzbequistão, Fortaleza, Rota da Seda, foto cussaque

Homem em trajes da estepe turquemena, incluindo um gorro de lã de ovelha usado pelos guerreiros para se protegerem do frio intenso.

Assentam o negócio em poltronas de madeira e  casacos de khan, sabres históricos e, o adereço mais espampanante, os gorros de grande volume feitos de lã de ovelha que protegiam os guerreiros do frio atroz da estepe.

Alguns, optavam por tigres de borracha ou de peluche, colocados em molduras vistosa de rosas de plástico com a função de captar o sector feminino dos transeuntes.

Khiva, Uzbequistão, Fortaleza, Rota da Seda, foto com tigre

Amigas posam num cenário improvisado por um fotógrafo de rua para os visitantes de Khiva.

Já depois de aderirmos à modalidade tradicional, ascendemos pacientemente os 118 degraus em caracol.

Chegamos aos 45 metros de altura da plataforma de observação, no topo do minarete mais elevado da cidade, que se projecta de uma das suas madraças mais diminutas, a de Islam Khodja.

Partilhamos esse cimo apertado com uma família tradicional uzbeque.

Khiva, Uzbequistão, Fortaleza, Rota da Seda, Islam Khodja

Família contempla o casario de Khiva a partir da plataforma de observação do minarete da madraça de Islam Khodja.

A Cidade de Génese Islâmica em Vias de Recuperar o Islamismo

No processo da formação da U.R.S.S., logo após a Revolução de Outubro, a integração de Khiva na República Socialista Soviética Uzbeque representou uma aniquilação de toda e qualquer forma de expressão religiosa.

Sobretudo do predominante islamismo

Enquanto percorríamos as ruas da fortaleza, quase despidas de qualquer forma corriqueira de vida, seria impensável não o percebermos.

Estão ausentes os magotes de jovens aprendizes da fé em Alá, como os do Paquistão ou do vizinho Afeganistão. Das dezasseis madraças e muitas mesquitas, só uma ou outra funcionavam como tal.

Khiva, Uzbequistão, Fortaleza, Rota da Seda, mesquita de Juma

Rapariga entre as 213 colunas de madeira esculpida da mesquita de Juma.

As restantes, os palácios, mausoléus e outros edifícios históricos formavam um museu ao ar livre a que os poucos habitantes e os visitantes e comerciantes uzbeques e de outras partes da Ásia Central emprestam a genuinidade possível.

Ainda assim, ficámos alojados num tal de “Orient Star” que é nem mais nem menos que uma grande madraça  adaptada a hotel.

Cansados de calcorrear as ruas e ruelas sob o calor intenso do Verão precoce desta Ásia continental, recolhemos aos aposentos já com os astros no firmamento.

Saímos para o pátio no centro da madraça. Ali, ficamos a contemplar o céu estrelado com a alienação espacial de um Al-Khwarizmi em pleno estudo.

Até que nos fartamos da inacção e saímos a investigar um feixe de luz azulada que se elevava sobre a estrutura do edifício.

Na fachada principal, damos com uma semi-torre azul que recebia a base da iluminação. Perguntamos a um empregado de serviço à entrada do hotel do que se tratava afinal aquela estranha obra.

Ao que nos responde: ” Ah, isso ilumina o minarete de Kalta.

Khiva, Uzbequistão, Fortaleza, Rota da Seda, Kalta Minor

Minarete menor de Kalta, planeado para atingir os 80 metros de altura mas que foi deixado a meio por um khan falecido e pelo sucessor que alegadamente não quis continuar a obra.

Era suposto ser o maior de Khiva com uns 80 metros mas o Khan morreu e o que se seguiu não o quis completar.

Diz-se que percebeu que os muezins iriam poder ver as mulheres do seu harém do topo e que, por isso, não deu seguimento à construção. Acreditem se quiserem.”

Usbequistão

Viagem Pelo Pseudo-Alcatrão do Usbequistão

Os séculos passaram. As velhas e degradadas estradas soviéticas sulcam os desertos e oásis antes atravessados pelas caravanas da Rota da Seda. Sujeitos ao seu jugo durante uma semana, vivemos cada paragem e incursão nos lugares e cenários usbeques como recompensas rodoviárias históricas.
Fortalezas

O Mundo à Defesa - Castelos e Fortalezas que Resistem

Sob ameaça dos inimigos desde os confins dos tempos, os líderes de povoações e de nações ergueram castelos e fortalezas. Um pouco por todo o lado, monumentos militares como estes continuam a resistir.
Tbilisi, Geórgia

Geórgia ainda com Perfume a Revolução das Rosas

Em 2003, uma sublevação político-popular fez a esfera de poder na Geórgia inclinar-se do Leste para Ocidente. De então para cá, a capital Tbilisi não renegou nem os seus séculos de história também soviética, nem o pressuposto revolucionário de se integrar na Europa. Quando a visitamos, deslumbramo-nos com a fascinante mixagem das suas passadas vidas.
Sigiriya, Sri Lanka

A Capital Fortaleza de um Rei Parricida

Kashyapa I chegou ao poder após emparedar o monarca seu pai. Receoso de um provável ataque do irmão herdeiro do trono, mudou a principal cidade do reino para o cimo de um pico de granito. Hoje, o seu excêntrico refúgio está mais acessível que nunca e permitiu-nos explorar o enredo maquiavélico deste drama cingalês.
Samarcanda, Usbequistão

O Sultão Astrónomo

Neto de um dos grandes conquistadores da Ásia Central, Ulugh Beg preferiu as ciências. Em 1428, construiu um observatório espacial em Samarcanda. Os seus estudos dos astros levaram-lhe o nome a uma cratera da Lua.
Margilan, Usbequistão

Um Ganha Pão do Uzbequistão

Numa de muitas padarias de Margilan, desgastado pelo calor intenso do forno tandyr, o padeiro Maruf'Jon trabalha meio-cozido como os distintos pães tradicionais vendidos por todo o Usbequistão
Vale de Fergana, Usbequistão

Uzbequistão, a Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Uzbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.
Samarcanda, Uzbequistão

Um Legado Monumental da Rota da Seda

Em Samarcanda, o algodão é agora o bem mais transaccionado e os Ladas e Chevrolets substituíram os camelos. Hoje, em vez de caravanas, Marco Polo iria encontrar os piores condutores do Uzbequistão.
Mar de Aral, Uzbequistão

O Lago que o Algodão Absorveu

Em 1960, o Mar de Aral era um dos quatro maiores lagos do mundo mas projectos de irrigação secaram grande parte da água e do modo de vida dos pescadores. Em troca, a URSS inundou o Uzbequistão com ouro branco vegetal.
São João de Acre, Israel

A Fortaleza que Resistiu a Tudo

Foi alvo frequente das Cruzadas e tomada e retomada vezes sem conta. Hoje, israelita, Acre é partilhada por árabes e judeus. Vive tempos bem mais pacíficos e estáveis que aqueles por que passou.
Jaisalmer, Índia

A Vida que Resiste no Forte Dourado de Jaisalmer

A fortaleza de Jaisalmer foi erguida a partir de 1156 por ordem de Rawal Jaisal, governante de um clã poderoso dos confins hoje indianos do Deserto do Thar. Mais de oito séculos volvidos, apesar da contínua pressão do turismo, partilham o interior vasto e intrincado do último dos fortes habitados da Índia quase quatro mil descendentes dos habitantes originais.
Massada, Israel

Massada: a Derradeira Fortaleza Judaica

Em 73 d.C, após meses de cerco, uma legião romana constatou que os resistentes no topo de Massada se tinham suicidado. De novo judaica, esta fortaleza é agora o símbolo supremo da determinação sionista
Serengeti, Grande Migração Savana, Tanzania, gnus no rio
Safari
PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.
Fieis acendem velas, templo da Gruta de Milarepa, Circuito Annapurna, Nepal
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 9º Manang a Milarepa Cave, Nepal

Uma Caminhada entre a Aclimatização e a Peregrinação

Em pleno Circuito Annapurna, chegamos por fim a Manang (3519m). Ainda a precisarmos de aclimatizar para os trechos mais elevados que se seguiam, inauguramos uma jornada também espiritual a uma caverna nepalesa de Milarepa (4000m), o refúgio de um siddha (sábio) e santo budista.
Luderitz, Namibia
Arquitectura & Design
Lüderitz, Namibia

Wilkommen in Afrika

O chanceler Bismarck sempre desdenhou as possessões ultramarinas. Contra a sua vontade e todas as probabilidades, em plena Corrida a África, o mercador Adolf Lüderitz forçou a Alemanha assumir um recanto inóspito do continente. A cidade homónima prosperou e preserva uma das heranças mais excêntricas do império germânico.
Passageiros, voos panorâmico-Alpes do sul, Nova Zelândia
Aventura
Aoraki Monte Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.
Hinduismo Balinês, Lombok, Indonésia, templo Batu Bolong, vulcão Agung em fundo
Cerimónias e Festividades
Lombok, Indonésia

Lombok: Hinduísmo Balinês Numa Ilha do Islão

A fundação da Indonésia assentou na crença num Deus único. Este princípio ambíguo sempre gerou polémica entre nacionalistas e islamistas mas, em Lombok, os balineses levam a liberdade de culto a peito
Vista do Pico Verde para a Praia Grande, São Vicente, Cabo Verde
Cidades
São Vicente, Cabo Verde

O Deslumbre Árido-Vulcânico de Soncente

Uma volta a São Vicente revela uma aridez tão deslumbrante como inóspita. Quem a visita, surpreende-se com a grandiosidade e excentricidade geológica da quarta menor ilha de Cabo Verde.
Moradora obesa de Tupola Tapaau, uma pequena ilha de Samoa Ocidental.
Comida
Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.
Cultura
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
arbitro de combate, luta de galos, filipinas
Desporto
Filipinas

Quando só as Lutas de Galos Despertam as Filipinas

Banidas em grande parte do Primeiro Mundo, as lutas de galos prosperam nas Filipinas onde movem milhões de pessoas e de Pesos. Apesar dos seus eternos problemas é o sabong que mais estimula a nação.
Train Fianarantsoa a Manakara, TGV Malgaxe, locomotiva
Em Viagem
Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.
Lifou, Ilhas Lealdade, Nova Caledónia, Mme Moline popinée
Étnico
Lifou, Ilhas Lealdade

A Maior das Lealdades

Lifou é a ilha do meio das três que formam o arquipélago semi-francófono ao largo da Nova Caledónia. Dentro de algum tempo, os nativos kanak decidirão se querem o seu paraíso independente da longínqua metrópole.
tunel de gelo, rota ouro negro, Valdez, Alasca, EUA
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

Sensações vs Impressões

Chania Creta Grécia, Porto Veneziano
História
Chania, Creta, Grécia

Chania: pelo Poente da História de Creta

Chania foi minóica, romana, bizantina, árabe, veneziana e otomana. Chegou à actual nação helénica como a cidade mais sedutora de Creta.
Mirador de La Peña, El Hierro, Canárias, Espanha
Ilhas
El Hierro, Canárias

A Orla Vulcânica das Canárias e do Velho Mundo

Até Colombo ter chegado às Américas, El Hierro era vista como o limiar do mundo conhecido e, durante algum tempo, o Meridiano que o delimitava. Meio milénio depois, a derradeira ilha ocidental das Canárias fervilha de um vulcanismo exuberante.
Maksim, povo Sami, Inari, Finlandia-2
Inverno Branco
Inari, Finlândia

Os Guardiães da Europa Boreal

Há muito discriminado pelos colonos escandinavos, finlandeses e russos, o povo Sami recupera a sua autonomia e orgulha-se da sua nacionalidade.
Visitantes da casa de Ernest Hemingway, Key West, Florida, Estados Unidos
Literatura
Key West, Estados Unidos

O Recreio Caribenho de Hemingway

Efusivo como sempre, Ernest Hemingway qualificou Key West como “o melhor lugar em que tinha estado...”. Nos fundos tropicais dos E.U.A. contíguos, encontrou evasão e diversão tresloucada e alcoolizada. E a inspiração para escrever com intensidade a condizer.
Chapada dos Guimarães, Mato Grosso, Brasil, cachoeira Véu de Noiva
Natureza
Chapada dos Guimarães, Mato Grosso, Brasil

No Coração Ardente da América do Sul

Foi só em 1909 que o centro geodésico sul-americano foi apurado por Cândido Rondon, um marechal brasileiro. Hoje, fica na cidade de Cuiabá. Tem nas imediações, os cenários deslumbrantes mas demasiado combustíveis da Chapada dos Guimarães.
Sheki, Outono no Cáucaso, Azerbaijão, Lares de Outono
Outono
Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.
Recompensa Kukenam
Parques Naturais
Monte Roraima, Venezuela

Viagem No Tempo ao Mundo Perdido do Monte Roraima

Perduram no cimo do Monte Roraima cenários extraterrestres que resistiram a milhões de anos de erosão. Conan Doyle criou, em "O Mundo Perdido", uma ficção inspirada no lugar mas nunca o chegou a pisar.
Kigurumi Satoko, Templo Hachiman, Ogimashi, Japão
Património Mundial UNESCO
Ogimashi, Japão

Um Japão Histórico-Virtual

Higurashi no Naku Koro ni” foi uma série de animação nipónica e jogo de computador com enorme sucesso. Em Ogimashi, aldeia de Shirakawa-Go, convivemos com um grupo de kigurumis das suas personagens.
aggie grey, Samoa, pacífico do Sul, Marlon Brando Fale
Personagens
Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.
Teleférico que liga Puerto Plata ao cimo do PN Isabel de Torres
Praias
Puerto Plata, República Dominicana

Prata da Casa Dominicana

Puerto Plata resultou do abandono de La Isabela, a segunda tentativa de colónia hispânica das Américas. Quase meio milénio depois do desembarque de Colombo, inaugurou o fenómeno turístico inexorável da nação. Numa passagem-relâmpago pela província, constatamos como o mar, a montanha, as gentes e o sol do Caribe a mantêm a reluzir.
Kirkjubour, Streymoy, Ilhas Faroé
Religião
Kirkjubour, Streymoy, Ilhas Faroé

Onde o Cristianismo Faroense deu à Costa

A um mero ano do primeiro milénio, um missionário viquingue de nome Sigmundur Brestisson levou a fé cristã às ilhas Faroé. Kirkjubour, tornou-se o porto de abrigo e sede episcopal da nova religião.
Comboio Kuranda train, Cairns, Queensland, Australia
Sobre Carris
Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.
Máquinas Bebidas, Japão
Sociedade
Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.
Cruzamento movimentado de Tóquio, Japão
Vida Quotidiana
Tóquio, Japão

A Noite Sem Fim da Capital do Sol Nascente

Dizer que Tóquio não dorme é eufemismo. Numa das maiores e mais sofisticadas urbes à face da Terra, o crepúsculo marca apenas o renovar do quotidiano frenético. E são milhões as suas almas que, ou não encontram lugar ao sol, ou fazem mais sentido nos turnos “escuros” e obscuros que se seguem.
Salvamento de banhista em Boucan Canot, ilha da Reunião
Vida Selvagem
Reunião

O Melodrama Balnear da Reunião

Nem todos os litorais tropicais são retiros prazerosos e revigorantes. Batido por rebentação violenta, minado de correntes traiçoeiras e, pior, palco dos ataques de tubarões mais frequentes à face da Terra, o da ilha da Reunião falha em conceder aos seus banhistas a paz e o deleite que dele anseiam.
The Sounds, Fiordland National Park, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.