São João de Acre, Israel

A Fortaleza que Resistiu a Tudo


Doces crocantes
Vendedor de nougats e outros doces mantém a sua banca móvel estacionada contra a velha muralha da fortaleza de Acre.
Supremacia Judaica
Passageiros árabes admiram Acre a partir de um barco de passeios da cidade em que ondula uma bandeira israelita.
Navegação a pedais
Amigos árabes passeiam-se de gaivota nas águas do mar Mediterrâneo em frente à fortaleza de Acre.
Sorriso de avental
Vendedora de uma loja de especiarias do souq de Acre, um mercado milenar do Levante.
De saída
Mulheres muçulmanas descem uma escadaria da mesquita de El Jazzar.
De olho nos aromas
Clientes e transeuntes do souq de Acre em frente a uma grande loja de especiarias.
Duas gerações muçulmanas
Mãe e filha deixam o escuro de um dos vários túneis da fortaleza de Acre.
Cores & Sabores
Especiarias dispostas numa enorme banca do souq de Acre, identificadas em árabe e em judaico.
Silhueta ao fundo do tunel
Vultos desenhados pela luz ao fundo de rua na penumbra.
Porto de Acre
Porto e fortaleza de Acre vistos a partir do mar Mediterrâneo tranquilo ao largo.
Passeio à sombra
Transeuntes percorrem uma arcada da cidade velha de Acre.
Tour equestre
Charrete com passageiros percorre a zona marginal histórica da velha fortaleza de São João de Acre.
Danos visíveis
Fragmento da muralha exterior que em tempos protegeu a fortaleza de ataques inimigos.
Tapeçaria sortida
Tapetes secam num estendal da cidade velha, virados para o Mediterrâneo.

Foi alvo frequente das Cruzadas e tomada e retomada vezes sem conta. Hoje, israelita, Acre é partilhada por árabes e judeus. Vive tempos bem mais pacíficos e estáveis que aqueles por que passou.

Chegamos à frente ocidental da fortaleza e deparamo-nos com uma frota de pequenas embarcações em doca seca ou ancoradas e, para lá destas, com o Mar Mediterrâneo liso, batido apenas pelo vento que aliviava o forno estival em que, por aqueles dias, se havia tornado o Médio Oriente. Andamos algum tempo em busca do barco em que era suposto subirmos a bordo até que alguém pega num altifalante e começa a apregoar em árabe. Não é que percebêssemos a mensagem mas identificámos de imediato que dali partiam as voltas marítimas à Acre muralhada. Antes que a lotação esgotasse, fizemo-nos passageiros. Instalados sobre a popa mas em constante movimento, não tardámos a compreender que se verificava naquela barca de madeira uma extensão da discrepância política que vigorava dentro da fortaleza e no território em frente: o dono e capitão do barco era árabe, o seu auxiliar e a maioria dos passageiros eram árabes. Ainda assim, uma bandeira branca e azul com a estrela de David deixava bem claro quem dominava naquelas terras e mares. Esvoaçavam bandeiras iguais em todos os barcos e também em pontos proeminentes da fortaleza como a torre turca do relógio.

À medida que nos afastamos, temos uma visão cada vez mais ampla da velha cidade, disposta numa língua de terra estreita que dificultava a sua conquista. Em tempos, protegia-a uma muralha adicional que se erguia a partir do fundo do mar. Resta, dela, um retalho em ruínas. Já a fortaleza principal, em si, mantem-se preservada e genuína como poucos historiadores pensaram possível tendo em conta a sua existência atribulada.

Em 636 d.C., Acre foi tomada pelos Árabes ao império Bizantino. Os novos ocupantes usufruíram da cidade sem grandes problemas até à chegada dos exércitos Cristãos. O Papa Urbano apelou às Cruzadas no ano 1095. Cinco anos depois, Acre estava sob ataque e cercada. Este cerco durou até 1104, quando foi derrotada pelas forças de Balduíno I de Jerusalém. Os Cruzados fizeram dela o seu ponto de partida para a tomada do alvo primordial, Jerusalém. Transformaram-na num entreposto comercial que lhes permitiu prosperar com o comércio intenso do Levante, em especial das especiarias asiáticas.

Em 1170, nove anos antes do Papa Alexandre III ter reconhecido a independência de Portugal, Acre era o porto mais importante do Leste do Mediterrâneo e a riqueza do reino de Jerusalém que impressionava os reinos do Ocidente devia-se-lhe. No entanto, Acre e Jerusalém não tardaram a capitular perante as forças do poderoso sultão Saladino.

Na Terceira Cruzada, a investida inexorável de Ricardo Coração de Leão e do Rei Filipe de Espanha permitiu-lhes retomar a Terra Santa. Em Acre, em particular, Ricardo Coração de Leão castigou Saladino por não ter cumprido o que prometera quando se rendeu. Ficou para a história que Ricardo e o exército inglês massacraram quase três mil sarracenos.

Já em 1291, deu-se nova conquista infiel. Os Mamelucos (casta e sultanato poderoso com origem em escravos e militares há muito empregues pelos árabes) surgiram com um exército dez vezes superior ao dos Cristãos. Após um cerco de dez meses durante o qual a maior parte dos habitantes de Acre fugiram para Chipre, a cidade capitulou e foi significativamente danificada. Sob o domínio dos Mamelucos, Acre entrou num período de relativa marginalização, até 1517.

Algo que surpreende qualquer visitante é que, ao contrário de outros lugares de Israel, como por exemplo a mística Tsfat ou Jaffa, a Acre muralhada pouco mudou desde estes tempos das Cruzadas. As casas são ocupadas por famílias locais e não por artistas. O seu souq pertence aos pescadores e não a vendedores ambulantes ou artesãos. Para isto e, para a atribuição do estatuto de Património Mundial da UNESCO terá contribuído o facto bem mais recente de, após a captura da cidade pelas forças sionistas, em 1948, os Judeus terem optado por deixar a Velha Acre entre muralhas para os árabes e desenvolvido a sua própria nova cidade a leste.

Visitantes que, como nós, vagueiam descomprometidos com o tempo e a direcção pelas suas ruelas, becos e mercados rapidamente apreciam a sua pureza arquitectónica e histórica, herdada dos tempos em que acolhia embarcações de Amalfi, de Pisa, de Veneza e de todo o Levante.

Oded, o judeu quase septuagenário que nos guia não é, claro está, dessa era mas a sua família foi expulsa do Egipto ainda antes da Guerra da Independência de Israel, onde se refugiou. Oded, viu-se envolvido nos conflitos israelo-árabes que se seguiram, na Guerra dos Seis Dias e na de Yom Kippur, também noutras escaramuças. Nem por isso desenvolveu uma atitude sionista cega ou extrema.

“Bom, se calhar almoçávamos entretanto, não? Que vos parece?” questiona-nos “Conheço aqui uma família que, para mim, tem o melhor humus de Israel. Vamos lá?” Concordamos, agradecidos pela pausa e pela sugestão. Pouco depois, estamos sentados à mesa a partilhar especialidades gastronómicas da região. A conversa flui. Intriga-nos sobremaneira a concessão judaica da velha Acre aos Árabes. Oded não se furta a opinar. “Não foi o único lugar em que isso se passou. Há que ver que a fortaleza já era deles desde o século XVI. Logo depois de os vencermos, em 1948-49, eles fugiram mas, depois de os combates terem esmorecido, muitos refugiados Palestinianos chegaram de outras partes e instalaram-se. Desmobilizá-los só ia criar mais problemas. Em termos habitacionais, aquelas casas não são propriamente agradáveis. De qualquer maneira, na municipalidade toda de Acre, eles só perfazem uns 30%”

Pelo que compreendemos, a cedência habitacional da cidade muralhada fez parte de um status quo entre árabes e judeus com que, de ambos os lados, nem todos concordam. Não é suposto, por exemplo, serem erguidas mesquitas em bairros judeus. Nem sinagogas em bairros árabes. Seja como for, vários judeus queixam-se de que os minoritários árabes se tentam apoderar da cidade: “Antes, só existiam mesquitas na Velha Akko” queixa-se uma moradora judaica mais radical “agora estão em cima de nós. Os judeus estão cada vez mais a vender as casas e a sair de cá. Vamos à sinagoga ao Sábado e os árabes fazem churrascos mesmo à nossa frente. Nos últimos 10 anos, mais de 20 mil judeus abandonaram Akko e os árabes das aldeias mais próximas substituem-nos. Se isto continua assim, não tarda, Akko vai ter um mayor árabe!”.

Como continuámos a aprender ruela acima, ruela abaixo, num passado recente, algumas disputas já se provaram menos verbais mas não assumiram nem de perto a dimensão ou a violência do conflito medieval Cristão-Muçulmano.

Após a conquista dos Mamelucos, Acre perdeu grande parte da sua importância. Mas, no século XVIII, um mercenário otomano bósnio de nome Al-Jazzar devolveu a dignidade e a influência regional ao porto. Em 1799, Napoleão sentiu-se aliciado. Al-Jazzar, teve que requerer o auxílio da armada inglesa para repelir o imperador francês quando este se sentiu aliciado e o tentou capturar.

Das mesquitas que detectamos dentro das muralhas, a que mais se destaca é, de longe, a erguida, em 1781, em honra do otomano. Foi construída sobre uma antiga catedral dos Cruzados. Aliás, com o passar dos séculos, várias estruturas cristãs seriam cobertas por muçulmanas.

Não tardámos a refugiar-nos do calor vespertino opressivo e a verificar que o mesmo tinha acontecido, por exemplo com os Salões dos Cavaleiros. Estas estruturas surgem oito metros abaixo do nível das ruas. Em tempos, foram usadas como quartel-general pelos Cavaleiros-Hospitalários ou da Ordem de São João que combateram e prestaram auxílio aos peregrinos doentes, pobres ou feridos – lado a lado com os Cavaleiros Templários e os Teutónicos. Mas, quando os Mamelucos conquistaram Acre, cobriram aquelas salas abobadadas de entulho. Também um túnel usado pelos templários para se deslocarem secretamente entre o Palácio e o porto foi encontrado há alguns anos por um canalizador após uma moradora se ter queixado de uma conduta entupida.

De volta à superfície, vagueamos pelo souq frenético e apreciamos a diversidade de produtos – ainda com destaque para as especiarias – que em tempos fez a delícia de mercadores de todas as partes – identificados em árabe, em judaico e em inglês. Não vemos sinal de excursões ou grandes grupos de estrangeiros. Acre parece ter também resistido ao pior do turismo e preserva a sua integridade secular.

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