Las Vegas, E.U.A.

Onde o Pecado tem Sempre Perdão


Gentlemen Club & Steakhouse

Anúncio móvel na caixa de uma camioneta promove um clube masculino e casa de bifes de Las Vegas.

Boas-vindas exuberantes

Uma das famosas placas de acolhimento de Las Vegas, neste caso, à baixa da cidade.

Pennies

Néon no interior de um casino da Strip.

Limo Vegas

Limusina percorre a famosa Strip.

Veneza no Nevada

Gôndolas ancoradas no Venetian, um hotel de Vegas.

Aposta no Verde

Peões aguardam pelo fim da luz vermelha em frente a um casino.

Uma esfinge norte-americana

Estátua decorativa do hotel-casino Luxor.

Paris em Las Vegas

Cópia da torre Eiffel do hotel Paris Las Vegas destaca-se muito acima da Strip.

Máquinas de fazer dinheiro

Máquinas de jogos emprestam alguma cor e luz à sala de jogo lúgubre de um casino.

Classic LV

Modelo promove uma exposição de carros clássicos.

Flamingo

Neon garrido do hotel-casino Flamingo, um dos mais antigos de Las Vegas.

Negócio Dourado

Decoração exuberante no cimo do casino-hotel Harrahs.

Cidade de Luz

Rastos de luzes de trânsito em redor do hotel-casino MGM.

Clone de Elvis

Imitador de Elvis posa junto a um Cadillac igual ao que o ídolo conduziu.

Paris em Las Vegas II

Cópia da torre Eiffel do hotel Paris Las Vegas destaca-se muito acima da Strip.

Hotel-Casino-Zoo MGM

Espectadores e tratadores observam um leão exibido pelo hotel casino MGM.

The Strip

Perspectiva da Strip ao anoitecer.

Auto-Idolatria

Matrícula personalizada homenageia Elvis Presley, presença frequente nas salas de espectáculo de Vegas.

À moda do Lácio

Estátuas com inspiração romana anunciam o hotel-casino Caesars.

Roda da Fortuna

Slot-machine temática destacada num casino.

Contos de Fadas no Nevada

Cúpulas em estilo Disney do hotel-casino Excalibur.

Excalibur

Painéis publicitários do hotel Excalibur e dos seus espectáculos.

Torre Veneziana

Arquitectura da Praça de São Marcos emulada pelo hotel-casino The Venetian.

Estratosférico

A torre imponente do hotel-casino Stratosphere que abriga uma montanha-russa no topo.

Dennis & Harras

Fachadas garridas de um trecho da Strip.

Triple Lucky

Jogadores a postos numa sala repleta de slot-machines.

Tattoo house

Transeuntes detêm-se em frente a uma casa de tatuagens.

Entrada em grande

Pórtico de mais um dos muitos hotéis-casinos, o Bally's.

Noite Dourada

Panorâmica do trecho da Strip para lá do lago do hotel-casino Bellagio.

NY NY

Cópia da estátua da Liberdade diante do hotel-casino New York New York.

Águas Dançantes

Transeuntes detêm-se para admirar a coreografia de repuxos exibida pelo hotel-casino Bellagio.

Projectada do Deserto Mojave como uma miragem de néon, a capital norte-americana do jogo e do espectáculo é vivida como uma aposta no escuro. Exuberante e viciante, Vegas nem aprende nem se arrepende.

Estão instalados o lusco-fusco e as cores garridas da Strip quando os repuxos do Bellagio se voltam a elevar. Como a quadrilha de Danny Ocean em “Ocean’s Eleven”, uma multidão expectante deixa-se deslumbrar pelos movimentos graciosos da água. A banda sonora, “Time to Say Goodbye” (“Con te partirò”) de Andréa Bocelli e Sara Brightman, confere ao espectáculo um retoque extra de solenidade e dramatiza um momento de requinte e esplendor que, apesar de repetido até à exaustão, é sempre concorrido. A iluminação e os flashes, disparados vezes sem conta, geram um clarão interactivo que envolve o hotel e, por alguns minutos, relega para segundo plano a restante cidade. Terminado o show, a assistência desfaz-se aos poucos e é devolvida à realidade imprevisível de Vegas.

Do lado oposto da avenida, um exército de mexicanos dispostos ao longo do passeio desafia o glamour envolvente com roupas andrajosas e olhares de miséria sem solução: “ … girls, girls, girls… “ sugerem indiscriminadamente aos transeuntes enquanto distribuem pequenos flyers de mulheres de sonho, nuas, que a promoção oferece a partir de 50 dólares. Os flyers rejeitados acumulam-se no chão e formam um tapete de lascívia que os locais já se habituaram a pisar. Não é motivo para grandes escândalos, afinal “What Happens in Vegas, Stays in Vegas”.

A fama libertina de Las Vegas vem de longe, da sua fundação em 1905, quando a concentração de casas de entretenimento adulto lhe granjeou o título de cidade do pecado e atraiu gente de todos os cantos do país e do estrangeiro. O dinheiro, tantas vezes sujo mas fácil, e o espírito de aventura que lhe era inerente fizeram deste oásis perdido na vastidão árida do Deserto do Mojave – a que os primeiros exploradores espanhóis chamaram Vegas (prados) – a maior urbe norte-americana fundada no século XX. Hoje, apesar de ser apenas a 28º em termos de população (cerca de 560.000 habitantes), Las Vegas continua a ocupar um lugar à parte no imaginário da nação e do mundo.

Tudo começou com um dos sonhos tresloucados de Ben “Bugsy” Siegel, que ali arriscou a sua reputação e muito dinheiro ao abrir um casino esplendoroso de inspiração tropical a que chamou Flamingo. Pouco tempo depois, o lugar foi introduzido a uma modernidade anunciada pela passagem do caminho de ferro que ligava Los Angeles a Salt Lake City.

Desenvolveu-se desenfreadamente graças a projectos de construção apoiados pelo governo federal e à legalização do jogo que permitiu ao estado do Nevada e a Las Vegas cruzar a Grande Depressão sem sobressaltos, acolher uma base da Força Aérea e uma das grandes auto-estradas oriundas do sul da Califórnia. Com o advento da Guerra Fria, o Nevada recebeu ainda um dos mais activos test sites nucleares dos Estados Unidos. A determinada altura, as explosões estilhaçavam janelas dos casinos da Downtown todos os meses. A animação depressa foi incorporada no espírito “the show must go on” e várias Miss Mushroom Cloud oficiais promoveram as facetas atómicas do estado em campanhas turísticas radioactivas.

Todas as sextas, ou ainda antes, se algum feriado o conceder, as longas estradas de acesso à capital do jogo enchem-se de carros apressados por condutores ansiosos. São muitos milhões os viciados em apostas dos Estados Unidos. Assim que as vidas o permitem, uma parte considerável conflui para as suas roletas, slot-machines e mesas de cartas favoritas onde, possuídos pela ganância e aprisionados nas salas cavernosas e fumarentas dos casinos perdem a noção do tempo e do razoável.

Dos mais insignificantes aos sumptuosos – como o Wynn, o Bellagio, o Caesar Palace e o MGM -, os casinos decoram as suas paredes com imagens sugestivas dos ganhadores e os jornais divulgam-nos, com pompa, dia após dia. Os falidos, esses, surgem apenas nas listas de devedores dos bancos e das empresas de crédito, de procurados pela polícia e, em casos extremos de desespero, das morgues.

Há ainda aqueles que jogam “dólar a dólar” para preencher um vazio existencial e os que podem perder por pura diversão por, de tão ricos, serem praticamente imunes aos estragos.  

Hollywood, Beverly Hills e a Mulholand Drive escondem-se logo ali ao lado, por detrás das encostas litorais da vizinha Califórnia. A viagem de jacto privado de LAX é tão curta que não chega para saborear uma garrafa de champanhe. As estrelas aproveitam a proximidade e desembarcam para ocupar lugares reservados ad eternum nas UltraLounges VIP dos casinos. Algumas – actores/comediantes/cantores – alargam a sua órbita de fama à cidade. Assim que pisam os palcos mais prestigiantes de Vegas ou lá filmam, passam a dela fazer parte como aconteceu com Elvis, Frank Sinatra, Cher, Bette Middler, Celine Dion, Seinfeld ou o britânico Elton John, todos eles protagonistas de espectáculos concorrentes sempre esgotados.

Até o célebre vizinho canadiano Cirque du Soleil, de início familiar e alternativo, moveu mundos e fundos para responder ao recrutamento de várias corporações presentes em Vegas. As suas produções locais – Mystere, O, Zumanity, Ka, The Beatles- Love, Believe e Viva Elvis – são, hoje, exibidas em seis dos hotéis mais importantes da cidade e tornaram-se, elas mesmas, de certa forma, corporativas.

Para compensar a falta de referências internacionais do Nevada, Las Vegas e, principalmente a Strip, foram geradas com base em clonagens e franchises culturais internos e externos. O próprio nome Strip foi tomado de empréstimo da Sunset Strip de Los Angeles e, com o passar do tempo, substituiu o original Arrowhead Highway.

Ao invés de aborrecerem, estes plágios arquitectónicos e conceptuais suscitaram enorme interesse num público em que predominavam os pouco viajados estadounidenses e continuaram a ser produzidos, sempre em função da capacidade de entretenimento e facturação deste american playground

A Strip tem actualmente 6.1 km preenchidos na quase totalidade por edifícios e complexos de visuais dramáticos como o Mandalay Bay, que assinala a sua extremidade norte e o futurista Stratosphere que delimita a sul. Entre ambos, impõem-se vários dos maiores casinos e resorts do planeta e 19 dos 25 maiores hotéis do mundo, por número de quartos. Nos melhores anos, passam pela cidade quase 40 milhões de pessoas. Para as impressionar, a iluminação dos edifícios e das ruas, em geral, é de tal forma potente que, vista do Espaço, a área metropolitana de Las Vegas revela-se a mais brilhante à face da Terra.  

A Strip acolhe também as duas maiores empresas de jogo do Mundo: a Harrah’s Entertainment e a MGM Mirage. Como tributo à imagem da marca, esta última dá-se ao luxo de exibir ao público leões, tigres brancos e outros felinos, nas suas instalações megalómanas.

Estamos a quase 14.000 quilómetros de França, ainda mais de Itália e do Egipto mas surgem por aqui uma reconstituição de Paris que contempla os indispensáveis Arco do Triunfo, Campos Elísios e Torre Eiffel; uma pirâmide de Luxor protegida por uma esfinge e a mini-Veneza do Venetian em que circulam gôndolas subtilmente movidas a motor, para compensar, conduzidas por gondoleiros trajados a rigor, alguns cantores de ópera.

Cruzando a avenida, a fantasia continua, desta vez, entre os piratas e corsários do Treasure Island e prolonga-se pelo imaginário greco-romano do imperial Caesar. Seja qual for o espaço, as instalações revelam-se invariavelmente requintadas e acolhedoras, refrescadas ou aquecidas por sistemas de ar condicionado poderosos que protegem os visitantes das temperaturas sufocantes do Verão, – quando as máximas chegam facilmente aos quarenta graus – e das gélidas do Inverno, que roçam os zero. 

Para espanto geral, nos últimos anos, a concorrência desenfreada e o estado decadente da economia dos E.U.A. (que derreteu o poder de compra dos norte-americanos) gerou diárias de hotéis e preços, de uma forma genérica, bastante acessíveis. Principalmente de Domingo a Quinta, verdadeiras instituições como o Bellagio e o Stratosphere oferecem quartos e refeições divinais por valores em que custa a acreditar. São os japoneses, sempre abastados, e os europeus – que gastam no agora poderoso Euro – quem mais beneficiam e se surpreendem.

Os passeios da Strip não fogem à esfera do espectáculo barato. Servem de sala a um sem número de imitadores, promotores e artistas tantas vezes empresários de si mesmos. Elvis Presley está vivo em Las Vegas e, além de presente em determinadas capelas da Downtown, aparece multiplicado ao longo da Strip. É raro o visitante que deixa a cidade sem uma foto sua abraçado a um King trajado a rigor. Os sósias quase nunca cobram directamente mas apressam-se a sugerir: “A contribution would be just fine … one of ten or even … twenty if you don’t mind …”  

Por cachets substancialmente mais altos, de 1969 a 1976, Elvis Presley actuou em Las Vegas cumprindo uma média de dois concertos por dia, (um durante a tarde e outro à meia-noite). Dependendo da sua disposição, certos espectáculos foram mais curtos ou mais longos, mais ou menos vivos e contagiantes mas, entre tanta actuação, contaram-se obviamente alguns dos seus momentos inesquecíveis. Vegas está eternamente agradecida.

Duas décadas antes, durante a febre de construção iniciada pelo Flamingo, foram outros os entertainers, só ligeiramente menos famosos. Enquanto os magnatas apoiados pela máfia elevavam o  esplendor da cidade ao nível dos últimos andares dos seus  hotéis-casinos, chegavam novos grupos de dançarinas topless, de França, inclusive. Para credibilizar os palcos demasiado despidos foram então contratados nomes já famosos do showbizz norte-americano. Frank Sinatra, Liberace e Sammy Davis Jr, estiveram entre os pioneiros.

Nos dias que correm, os espectáculos diversificaram-se. Uns resumem-se a experiências de Stand Up Comedy de sucesso, transpostas de outras partes do país, como o exótico Carrot Top, Terry Fator, David Spade ou o ocasional Seinfeld. Outros revelam-se mega-produções multi-disciplinares e tecnológicas. E se o Cirque du Soleil vinha a monopolizar este tipo de shows, a recente inauguração do elegantíssimo hotel-casino Wynn, implicou a entrada em cena de um concorrente digno de registo, o Le Revê.

O próprio acesso à sala, feito através dos corredores e átrios avermelhados, aveludados e brilhantes do Wynn deixa perceber algo especial. Lá dentro, revela-se o único aqua-theater de Las Vegas e, assim que a acção tem início mergulha, nada, dança, salta e representa um elenco de 85 artistas ágeis capazes de combinar força, sensualidade e drama num mundo anfíbio e aéreo de fantasia que encanta o mais céptico dos espectadores.

De volta à Las Vegas real, nem tudo se mostra tão elegante. À saída do Wynn, um semáforo no vermelho detém um pequeno grupo de pedestres e um camião adaptado para fazer de outdoor móvel. A tela exibe um anúncio sedutor. Uma loura irresistível surge deitada sobre um sofá, de cabeça reclinada e olhos fechados numa postura de pura provocação e volúpia. O texto, em dourado, remete para a origem supostamente sofisticada de tal preciosidade. E é directo: ”Treasures. Gentlemen’s Club & SteakHouse”. Estamos em Las Vegas e na cidade do pecado tudo tem perdão.

Key West, E.U.A.

O Faroeste Tropical dos E.U.A.

Chegamos ao fim da Overseas Highway e ao derradeiro reduto das propagadas Florida Keys. Os Estados Unidos continentais entregam-se, aqui, a uma deslumbrante vastidão marinha esmeralda-turquesa. E a um devaneio meridional alentado por uma espécie de feitiço caribenho.

Tombstone, E.U.A.

A Cidade Demasiado Dura para Morrer

Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.

Vale da Morte, E.U.A.

O Ressuscitar do Lugar Mais Quente

Desde 1921 que Al Aziziyah, na Líbia, era considerado o lugar mais quente do Planeta. Mas a polémica em redor dos 58º ali medidos fez com que, 99 anos depois, o título fosse devolvido ao Vale da Morte.

Tóquio, Japão

O Vídeo-Vício Que Deprime o Japão

Começou como um brinquedo mas a apetência nipónica pelo lucro depressa transformou o pachinko numa obsessão nacional. Hoje, são 30 milhões os japoneses rendidos a estas máquinas de jogo alienantes.

Sentosa, Singapura

O Recreio de Singapura

Foi uma fortaleza em que os japoneses assassinaram prisioneiros aliados e acolheu tropas que perseguiram sabotadores indonésios. Hoje, a ilha de Sentosa combate a monotonia que se apoderava do país.

Filipinas

Quando só os Galos Despertam um Povo

Banidas em grande parte do Primeiro Mundo, as lutas de galos prosperam nas Filipinas onde movem milhões de pessoas e de Pesos. Apesar dos seus eternos problemas é o sabong que mais estimula a nação.

Banguecoque, Tailândia

Mil e Uma Noites Perdidas

Em 1984, Murray Head cantou a magia e bipolaridade nocturna da capital tailandesa em "One Night in Bangkok". Vários anos, golpes de estado, e manifestações depois, Banguecoque continua sem sono.

Campeche, México

Há 200 Anos a Brincar com a Sorte

No fim do século XVIII, os campechanos renderam-se a um jogo introduzido para esfriar a febre das cartas a dinheiro. Hoje, jogada quase só por abuelitas, a loteria local pouco passa de uma diversão.

Las Vegas, E.U.A.

Capital Mundial dos Casamentos vs Cidade do Pecado

A ganância do jogo, a luxúria da prostituição e a ostentação generalizada fazem parte de Las Vegas. Como as capelas que não têm olhos nem ouvidos e promovem matrimónios excêntricos, rápidos e baratos.

Las Vegas, E.U.A.

O Berço da Cidade do Pecado

Nem sempre a famosa Strip concentrou a atenção de Las Vegas. Muitos dos seus hotéis e casinos replicaram o glamour de néon da rua que antes mais se destacava, a Freemont Street.

Um
Arquitectura & Design

Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.

Doca gelada
Aventura

Ilha Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.

Cocquete
Cerimónias e Festividades

Napier, Nova Zelândia

De Volta aos Anos 30

Devastada por um sismo, Napier foi reconstruida num Art Deco quase térreo e vive a fazer de conta que parou nos thirties. Os seus visitantes rendem-se à atmosfera Great Gatsby que a cidade encena.

Pela sombra
Cidades

Miami, E.U.A.

Uma Obra-Prima da Reabilitação Urbana

Na viragem para o século XXI, o bairro de Wynwood mantinha-se repleto de fábricas e armazéns abandonados e grafitados. Tony Goldman, um investidor imobiliário astuto, comprou mais de 25 propriedades e fundou um parque mural. Muito mais que ali homenagear o grafiti, Goldman fundou o grande bastião da criatividade de Miami.

Basmati Bismi
Comida

Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade e qualidade de víveres do Oriente. 

Tribal
Cultura

Albuquerque, E.U.A.

Soam os Tambores, Resistem os Índios

Com mais de 500 tribos presentes, o "Gathering of the Nations" celebra o que de sagrado subsiste das culturas nativo-americanas. Mas também revela os danos infligidos pela civilização colonizadora.

Fogo-de-artifício branco
Desporto

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Erika Mae
Em Viagem

Filipinas

Os Donos da Estrada

Com o fim da 2ª Guerra Mundial, os filipinos transformaram milhares de jipes norte-americanos abandonados e criaram o sistema de transporte nacional. Hoje, os exuberantes jeepneys estão para as curvas

Étnico
Pentecostes, Vanuatu

Naghol: O Bungee Jumping sem Modernices

Em Pentecostes, no fim da adolescência, os jovens lançam-se de uma torre apenas com lianas atadas aos tornozelos. Cordas elásticas e arneses são pieguices impróprias de uma iniciação à idade adulta.
Luminosidade caprichosa no Grand Canyon
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Bastião Ryukyu
História

Okinawa, Japão

O Pequeno Império do Sol

Reerguida da devastação causada pela 2ª Guerra Mundial, Okinawa recuperou a herança da sua civilização secular ryukyu. Hoje, este arquipélago a sul de Kyushu abriga um Japão à margem, prendado por um oceano Pacífico turquesa e bafejado por um peculiar tropicalismo nipónico.

Observatório Dourado
Ilhas

Monte Mauna Kea, Havai

Um Vulcão de Olho no Espaço

O tecto do Havai era interdito aos nativos por abrigar divindades benevolentes. Mas, a partir de 1968 várias nações sacrificaram a paz dos deuses e ergueram a maior estação astronómica à face da Terra

Praia Islandesa
Inverno Branco

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Litoral de Upolu
Literatura

Upolu, Samoa Ocidental

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado.Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração

Alturas Tibetanas
Natureza

Mal de Altitude: não é mau. É péssimo!

Em viagem, acontece vermo-nos confrontados com a falta de tempo para explorar um lugar tão imperdível como elevado. Ditam a medicina e a experiência que não se deve arriscar subir à pressa.
Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Lagoas fumarentas
Parques Naturais

Tongariro, Nova Zelândia

Os Vulcões de Todas as Discórdias

No final do século XIX, um chefe indígena cedeu os vulcões de Tongariro à coroa britânica. Hoje, parte significativa do povo maori continua a reclamar aos colonos europeus as suas montanhas de fogo.

Cidade dourada
Património Mundial Unesco

Jerusalém, Israel

Mais Perto de Deus

Três mil anos de uma história tão mística quanto atribulada ganham vida em Jerusalém. Venerada por cristãos, judeus e muçulmanos, esta cidade irradia controvérsias mas atrai crentes de todo o Mundo.

Acima de tudo e de todos
Personagens

Harare, Zimbabwe

O Último Estertor do Surreal Mugabué

Em 2015, a primeira-dama do Zimbabué Grace Mugabe afirmou que o presidente, então com 91 anos, governaria até aos 100, numa cadeira-de-rodas especial. Pouco depois, começou a insinuar-se à sua sucessão. Mas, nos últimos dias, os generais precipitaram, por fim, a remoção de Robert Mugabe que substituiram pelo antigo vice-presidente Emmerson Mnangagwa.

Promessa?
Praia
Goa, Índia

Para Goa, Rapidamente e em Força

Uma súbita ânsia por herança tropical indo-portuguesa faz-nos viajar em vários transportes mas quase sem paragens, de Lisboa à famosa praia de Anjuna. Só ali, a muito custo, conseguimos descansar.
Preces ao fogo
Religião

Quioto, Japão

Uma Fé Combustível

Durante a celebração xintoísta de Ohitaki são reunidas no templo de Fushimi preces inscritas em tabuínhas pelos fiéis nipónicos. Ali, enquanto é consumida por enormes fogueiras, a sua crença renova-se

Colosso Ferroviário
Sobre carris

Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.

Modelos de rua
Sociedade

Tóquio, Japão

À Moda de Tóquio

No ultra-populoso e hiper-codificado Japão, há sempre espaço para mais sofisticação e criatividade. Sejam nacionais ou importados, é na capital que começam por desfilar os novos visuais nipónicos.

Gado
Vida Quotidiana

Colónia Pellegrini, Argentina

Quando a Carne é Fraca

É conhecido o sabor inconfundível da carne argentina. Mas esta riqueza é mais vulnerável do que se imagina. A ameaça da febre aftosa, em particular, mantém as autoridades e os produtores sobre brasas.

Vida Selvagem
Miranda, Brasil

Maria dos Jacarés: o Pantanal abriga criaturas assim

Eurides Fátima de Barros nasceu no interior da região de Miranda. Há 38 anos, instalou-se e a um pequeno negócio à beira da BR262 que atravessa o Pantanal e ganhou afinidade com os jacarés que viviam à sua porta. Desgostosa por, em tempos, as criaturas ali serem abatidas, passou a tomar conta delas. Hoje conhecida por Maria dos Jacarés, deu nome de jogador ou treinador de futebol a cada um dos bichos. Também garante que reconhecem os seus chamamentos.
Aterragem sobre o gelo
Voos Panorâmicos

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.