Avenida dos Baobás, Madagáscar

O Caminho Malgaxe para o Deslumbre


Lento fim do dia

Nativo empurra um carrinho-de-mão ao longo da Avenue des Baobás.

Fila aquática

Peixeiras de Morondava atravessam o rio carregadas de peixe para o mercado da povoação.

A caminho

Condutor de tricycle percorre a Avenue des Baobas.

Baobás I

Dois dos muitos embondeiros da Avenue des Baobás.

Cama, cama, cama, camaleon

Crianças exibem enormes camaleões capturados na savana junto aos grandes embondeiros.

Relação vegetal

Baobás Amoreux, os famosos embondeiros entrelaçados nas imediações da "avenida".

Fila amfíbia

Peixeiras de Morondava prestes a fornecerem o mercado de peixe fresco.

A caminho II

Carro de bois 

Ocaso vegetal

Sol põe-se a oeste da Avenue des Baobás.

Saída do nada, uma colónia de embondeiros com 30 metros de altura e 800 anos ladeia uma secção da estrada argilosa e ocre paralela ao Canal de Moçambique e ao litoral piscatório de Morondava. Os nativos consideram estas árvores colossais as mães da sua floresta. Os viajantes veneram-nas como uma espécie de corredor iniciático.

A manhã ainda se instala mas a foz do rio Morondava resplandece de vida e um barqueiro solitário vê-se aflito para dar resposta a tanto trabalho. Da margem em que a apreciamos e ao o caudal e ao dia passar, algumas mulheres com afazeres na margem oposta de Betania, sobem a bor

do do barco de madeira gasta, escavado de um único velho tronco. Do lado bem mais tropical de lá, um pequeno exército de varinas malgaxes, com grandes alguidares à cabeça, avança água adentro, até ao limiar em que a embarcação as pode recolher. Uma vez estabelecido o contacto com o barco, instalam-se e ao peixe que os homens da aldeia acabaram de pescar. A sua viagem completa-se nuns meros trezentos metros, pouco mais de três minutos. Fotografamo-las durante todo este curto percurso. Quando de nós se aproximam, tapam as faces com as mãos ou usam-nas para replicarem a mímica para dinheiro. Só se rendem às nossas intenções quando se veem obrigadas a equilibrar os pesados alguidares com os braços.

Este ritual logístico repete-se durante todo o tempo que ali passamos. Nem a chegada de dois militares de metralhadoras ao ombro, também eles passageiros iminentes, o parece importunar. Como não o afecta a passagem de uma pequena caravana de canoas diminutas provinda da entrada para o grande Índico, ou a diversão fluvial de cinco jovens nativos que mergulham da quilha do seu dhow azul-celeste para a água lamacenta.

As mulheres fartam-se do nosso abuso e organizam-se para o cobrar. São demasiadas para lhes podermos fazer a vontade pelo que mudamos de paragens, mais para diante, para onde o Morondava se entrega ao oceano e o amarela sem qualquer pejo.

O areal vasto em frente à povoação homónima é, também ele, palco de uma intensa faina. Vários grupos de homens e adolescentes puxam por redes que antes espalharam no mar em frente e depositam os pequenos peixes capturados no interior semi-alagado de longas canoas. Outros recolhem, lavam e enrolam redes já antes libertas da pescaria. Outros ainda empurram carros repletos de peixe, de forma atabalhoada, sobre a areia seca. Em época do turismo do oeste de Madagascar tão baixa como a maré, o nosso itinerário errante pela beira-mar, deixa a maioria dos nativos intrigada mas também serve de pretexto para pausas que todos acham merecidas. Numa das suas abordagens, dois jovens pescadores exibem-nos, orgulhosos, uma raia recém-capturada. Acabamos a banhar-nos com eles no Canal de Moçambique amornado, entregues a chapinhanços e gargalhadas.

Com o sol a elevar-se para o seu zénite, o calor torna-se insuportável. Aos poucos, os pescadores recolheram às casas em redor da povoação ou, pelo menos, à sombra. Em muito maior risco de dali sairmos grelhados que os nativos, refugiámo-nos num dos restaurantes instalados de ambos os lados da pequena estrada de Morondava.

Lalah Randrianary conduzia-nos e guiava-nos desde a já longínqua capital Antananarivo. Esperava, com ansiedade, pela hora de regressar a zonas malgaxes mais frescas e familiares, mais próximas da sua etnia merina proveniente das actuais ilhas indonésias, em vez da sakalava, com origem no leste africano e com pouca ou nenhuma afinidade com a merina.

Almoçamos duas das especialidades que Lalah nos havia aconselhado. Logo após, metemo-nos na carrinha e apontamos para o interior tribal da região de Menabe. Quando a via RT35 se despromove do asfalto para a terra batida da RT8, ganhamos consciência da iminência de um cenário africano que há tantos anos nos seduzia. A estrada em direcção a norte liga a região de Morondava à de Belon’i Tsibirihina, uma povoação sobre o rio Tsibirihina que, até a chegada em força da época seca, corta o acesso a outro dos lugares de sonho da maior das ilhas africanas: a incrível floresta de rochedos afiados e cortantes de Tsingy de Bemaraha, lar improvável dos mais furtivos lémures de Madagáscar e de inúmeras outras espécies.

A época seca estava, no entanto, por chegar. Porções do caminho permaneciam semi-lamaçentas e riachos que atravessavam a estrada obrigam-nos a duas travessias anfíbias. A “avenue” não tarda. Passamos por aldeias tribais, agrupamentos de palhotas consolidadas com galhos e lama seca. Passamos ainda por plantações artesanais de amendoim e de mandioca. Por fim, avistamos ao longe as copas ramificadas dos gigantescos embondeiros e, minutos depois, chegamos à entrada da sua majestosa alameda.

A tarde ainda vai a meio. Concordamos com Lalah que sugere que devíamos espreitar primeiro a outra grande atracção vegetal da zona e avançamos por caminhos arenosos até as imediações dos Baobás Apaixonados, dois embondeiros que cresceram entrelaçados um no outro, símbolos seculares de uma lenda de amor proibido entre dois jovens de tribos distintas. Estes jovens queriam viver as suas vidas juntos mas as famílias e os chefes das respectivas tribos já lhes haviam determinado parceiros, pelo que tiveram que se conformar. Aqueles dois baobás ter-se-ão abraçado pouco depois. Celebram a sua união frustrada e encantam viajantes para todo o sempre.

No regresso à estrada RT8, temos a primeira visão panorâmica dos embondeiros, da espécie adansonia grandidieri, os mais altos à face da Terra.

Surgem alinhados num segmento de savana com quase trezentos metros. São entre vinte a vinte e cinco árvores, com uma altura média de trinta metros. Pastam cabras e chilram inúmeros pássaros em redor do ponto de que os apreciamos, entre três ou quatro agrupamentos tribais semi-fechados sobre si mesmos por uma criteriosa cebe de arbustos espinhosos.

Se o lugar tem, hoje, um ecossistema resplandecente enriquecido pela simbiose das próprias árvores, com lémures, morcegos da fruta, formigas e outros insectos, colibris e dezenas de aves, o que terá sido antes, quando os embondeiros endémicos de Madagáscar se perdiam numa vasta e densa floresta tropical. O tempo passou. A população malgaxe aumentou, com grande contribuição da etnia sakalava por ali também predominante.

A floresta original deu, assim, lugar a arrozais e outros campos de cultivo e a pastagens. Os nativos não tocaram todavia nos embondeiros que chamam de renalas, as mães da floresta. A maior parte dos malgaxes nunca chegam a ver um embondeiro nas suas vidas já que crescem apenas na franja ocidental de Madagáscar, a mais próxima do Canal de Moçambique. Os embondeiros não existem nas terras altas, mais frias e populosas do interior da ilha. São, no entanto, a árvore e o principal símbolo da nação, com profundo significado espiritual para várias tribos que as veem como reencarnação ou habitat de espíritos ancestrais. Os malgaxes que com elas convivem deixam com frequência, na sua base, mel e rum dentro de conchas de enormes caracóis terrestres. Tentam, com tais oferendas, obter dos baobás sagrados auxílio na recuperação de familiares ou, em alturas de seca, o rápido regresso das chuvas. Por mais improvável que pareça, no distante Japão tudo é possível e também por aqueles lados o baobá se tornou místico. Ano após ano, aldeãos nipónicos participam em verdadeiras peregrinações a Madagáscar, recém-imbuídos da crença de que os embondeiros são a árvore sagrada do xintoísmo.

Como resultado desta veneração histórica, a impressionante avenida arbórea mantem-se firma e hirta. Não tardamos a encará-la de forma longitudinal e, logo, a percorrê-la. Lalah recolhe a uma área de estacionamento improvisada junto à entrada sul da via e convive com os vendedores de artesanato e de fruta que ali tentam facilitar o seu dia-a-dia com a visita dos forasteiros, à falta de um estatuto de parque nacional que proteja aquele seu património e os ajude a lucrar com bilhetes cobrados aos vahiny, como são denominados os turistas.

Eram raros os jipes ou veículos modernos que cruzavam à avenida. Ao invés, sucediam-se os carros de bois puxados por parelhas de zebus, pastores e camponeses carregados de instrumentos e dos frutos da sua lavra. Um pequeno bando de miúdos aparece do nada cada qual com o seu enorme camaleão agarrado a um galho. Tentam convencer-nos a comprá-los como mascotes. Confrontados com a inviabilidade daquele negócio, recorrem ao alternativo, bem mais fácil de concretizar: “ok, então pelo menos façam umas fotos com eles. Vocês têm umas boas máquinas. Depois, dão-nos o que quiserem!”

O sol precipita-se sobre o solo e esquadrões de morcegos começam a sobrevoar as copas rendilhadas daqueles portentos arbóreos. Também nós nos posicionamos. Contornamos um pântano abaixo do plano da avenida até que a temos contra o céu a pegar fogo. O negro das silhuetas dos baobás torna-se cada vez mais escuro e mais gráfico. Esse contraste de cores e formas assume uma beleza divinal que só se intensifica com o fluir crepuscular da vida local. Instalamo-nos do lado de lá do charco. Bandos infernais de mosquitos sedentos provindos da vegetação encharcada acossam-nos. Apesar do repelente, mordem-nos ao ponto de aquele massacre asado nos deixar preocupados com a chatice de contrairmos malária, ou outra maleita afim. Mas o que tínhamos por diante anulava todo e qualquer incómodo. Movemo-nos uns metros para a esquerda ou para a direita e fazemos a bola do sol afundar entre os gigantescos troncos. Enquanto o horizonte incandescia, vários nativos percorriam a avenida na base dos baobás, indiferentes à sumptuosidade do cenário. Vemos e registamos os seus contornos diminutos e graciosos, uns atrás dos outros, como se assistíssemos a um teatro natural e orgânico de sombras. Um camponês empurra um carrinho de mão. Logo, um ciclista e várias mulheres com trouxas sobre a cabeça, seguidos por um cão que se detém, aqui e ali, entretido com cheiros familiares.

O pôr-do-sol dá lugar a um longo lusco-fusco que aguentamos ainda sob ataque dos mosquitos determinados a registar o panorama e as sucessivas cenas com distintos tons. Por fim, a luz solar desvanece-se de vez e entrega às estrelas o firmamento acima dos embondeiros. Lalah aguardava-nos há uma eternidade. Voltamos a contornar o pântano. Juntamo-nos a ele no abrigo da carrinha e regressamos ao núcleo balnear abafado de Morondava para lá passarmos a noite. Quando, na manhã seguinte, regressamos encantados a Antsirabe e às terras altas, merinas e betsileo, estávamos certos que haveríamos de voltar a percorrer a avenida mais famosa de Madagáscar, a caminho das terras não menos fascinantes de Tsingy de Bemaraha.

 

Bazaruto, Moçambique

A Miragem Invertida de Moçambique

A apenas 30km da costa leste africana, um erg improvável mas imponente desponta do mar translúcido. Bazaruto abriga paisagens e gentes que há muito vivem à parte. Quem desembarca nesta ilha arenosa exuberante depressa se vê numa tempestade de espanto.
Meghalaya, Índia

Pontes de Povos que Criam Raízes

A imprevisibilidade dos rios na região mais chuvosa à face da Terra nunca demoveu os Khasi e os Jaintia. Confrontadas com a abundância de árvores ficus elastica nos seus vales, estas etnias habituaram-se a moldar-lhes os ramos e estirpes. Da sua tradição perdida no tempo, legaram centenas de pontes de raízes deslumbrantes às futuras gerações.
Malé, Maldivas

As Maldivas a Sério

Contemplada do ar, Malé, a capital das Maldivas, pouco mais parece que uma amostra de ilha atafulhada. Quem a visita, não encontra coqueiros deitados, praias de sonho, SPAs ou piscinas infinitas. Deslumbra-se com o dia-a-dia maldivano  genuíno que as brochuras turísticas omitem.

Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.

Magome-Tsumago, Japão

O Caminho Sobrelotado Para o Japão Medieval

Em 1603, o shogun Tokugawa ditou a renovação de um sistema de estradas já milenar. Hoje, o trecho mais famoso da via que unia Edo a Quioto é frequentemente invadido por uma turba ansiosa por evasão.

Jerusalém, Israel

Pelas Ruas Beliciosas da Via Dolorosa

Em Jerusalém, enquanto percorrem o caminho de Cristo para a cruz, os crentes mais sensíveis apercebem-se de como a paz do Senhor é difícil de alcançar nas ruelas mais disputadas à face da Terra.

Minhocas
Arquitectura & Design

Tbilissi, Geórgia

Geórgia ainda com Perfume a Revolução das Rosas

Em 2003, uma sublevação político-popular fez a esfera de poder na Geórgia inclinar-se do Leste para Ocidente. De então para cá, a capital Tbilisi não renegou nem os seus séculos de história também soviética, nem o pressuposto revolucionário de se integrar na Europa. Quando a visitamos, deslumbramo-nos com a fascinante mixagem das suas passadas vidas.

Alturas Tibetanas
Aventura

Mal de Altitude: não é mau. É péssimo!

Em viagem, acontece vermo-nos confrontados com a falta de tempo para explorar um lugar tão imperdível como elevado. Ditam a medicina e a experiência que não se deve arriscar subir à pressa.
Sombra de sucesso
Cerimónias e Festividades

Champotón, México

Rodeo debaixo de Sombreros

Com o fim do ano, 5 municípios mexicanos organizam uma feira em honra da Virgén de La Concepción. Aos poucos, o evento tornou-se o pretexto ideal para os cavaleiros locais exibirem as suas habilidades

Rumo ao vale
Cidades
Alaverdi, Arménia

Um Teleférico Chamado Ensejo

O cimo da garganta do rio Debed esconde os mosteiros arménios de Sanahin e Haghpat e blocos de apartamentos soviéticos em socalcos. O seu fundo abriga a mina e fundição de cobre que sustenta a cidade. A ligar estes dois mundos, está uma cabine suspensa providencial em que as gentes de Alaverdi contam viajar na companhia de Deus.
Basmati Bismi
Comida

Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade e qualidade de víveres do Oriente. 

Cultura
Pueblos del Sur, Venezuela

Os Pauliteiros de Mérida e Cia

A partir do início do século XVII, com os colonos hispânicos e, mais recentemente, com os emigrantes portugueses consolidaram-se nos Pueblos del Sur, costumes e tradições bem conhecidas na Península Ibérica e, em particular, no norte de Portugal.
Fogo-de-artifício branco
Desporto

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

À sombra da falésia
Em Viagem

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No Coração Partido da Austrália

O Red Centre abriga alguns dos monumentos naturais incontornáveis da Grande Ilha. Impressiona-nos pela grandiosidade dos cenários mas também a incompatibilidade renovada das suas duas civilizações.

Étnico
Gizo, Ilhas Salomão

Gala dos Pequenos Cantores de Saeraghi

Em Gizo, ainda são bem visíveis os estragos provocados pelo tsunami que assolou as ilhas Salomão. No litoral de Saeraghi, a felicidade balnear das crianças contrasta com a sua herança de desolação.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Cores e sombras
História

Mérida, México

A Mais Exuberante das Méridas

Em 25 a.C, os romanos fundaram Emerita Augusta, capital da Lusitânia. A expansão espanhola gerou três outras Méridas no mundo. Das quatro, a capital do Iucatão é a mais colorida e animada, resplandecente de herança colonial hispânica e vida multiétnica.

Banco improvisado
Ilhas
Ibo, Moçambique

Ilha de um Moçambique Ido

Foi fortificada, em 1791, pelos portugueses que expulsaram os árabes das Quirimbas e se apoderaram das suas rotas comerciais. Tornou-se o 2º entreposto português da costa oriental de África e, mais tarde, a capital da província de Cabo Delgado, Moçambique. Com o fim do tráfico de escravos na viragem para o século XX e a passagem da capital para Porto Amélia, a ilha Ibo viu-se no fascinante remanso em que se encontra.
Frígida pequenez
Inverno Branco
Kemi, Finlândia

Não é Nenhum “Barco do Amor”. Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o “Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.
Sombra vs Luz
Literatura

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Meandros do Matukituki
Natureza
Wanaka, Nova Zelândia

Que Bem que Se Está no Campo dos Antípodas

Se a Nova Zelândia é conhecida pela sua tranquilidade e intimidade com a Natureza, Wanaka excede qualquer imaginário. Situada num cenário idílico entre o lago homónimo e o místico Mount Aspiring, ascendeu a lugar de culto. Muitos kiwis aspiram a para lá mudar as suas vidas.
Filhos da Mãe-Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Mini-dinossauro
Parques Naturais
Iucatão, México

A Lei de Murphy Sideral que Condenou os Dinossauros

Cientistas que estudam a cratera provocada pelo impacto de um meteorito há 66 milhões de anos chegaram a uma conclusão arrebatadora: deu-se exatamente sobre uma secção dos 13% da superfície terrestre suscetíveis a tal devastação. Trata-se de uma zona limiar da península mexicana de Iucatão que um capricho da evolução das espécies nos permitiu visitar.
Praia Islandesa
Património Mundial Unesco

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Cabana de Brando
Personagens

Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.

Hotel à moda Tayrona
Praia

Santa Marta e PN Tayrona, Colômbia

O Paraíso de que Partiu Simón Bolívar

Às portas do PN Tayrona, Santa Marta é a cidade hispânica habitada em contínuo mais antiga da Colômbia.  Nela, Simón Bolívar, começou a tornar-se a única figura do continente quase tão reverenciada como Jesus Cristo e a Virgem Maria.  

Passagem
Religião

Tanna, Vanuatu

Daqui se Fez Vanuatu ao Ocidente

O programa de TV “Meet the Natives” levou representantes tribais de Tanna a conhecer a Grã-Bretanha e os E.U.A. De visita à sua ilha, percebemos porque nada os entusiasmou mais que o regresso a casa.

A todo o vapor
Sobre carris

Ushuaia, Argentina

O Derradeiro Comboio Austral

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul

Torre Fushimi Yagura
Sociedade

Tóquio, Japão

O Imperador sem Império

Após a capitulação na 2ª Guerra Mundial, o Japão submeteu-se a uma constituição que encerrou um dos mais longos impérios da História. O imperador japonês é, hoje, o único monarca a reinar sem império.

Fim da Viagem
Vida Quotidiana

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Acima de tudo
Vida Selvagem
Graaf-Reinet, África do Sul

Uma Lança Bóer na África do Sul

Nos primeiros tempos coloniais, os exploradores e colonos holandeses tinham pavor do Karoo, uma região de grande calor, grande frio, grandes inundações e grandes secas. Até que a Companhia Holandesa das Índias Orientais lá fundou Graaf-Reinet. De então para cá, a quarta cidade mais antiga da nação arco-íris prosperou numa encruzilhada fascinante da sua história.
Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.