PN Henri Pittier, Venezuela

Entre o Mar das Caraíbas e a Cordilheira da Costa


Caribe rosado

Sol acaba de se por sobre o Mar das Caraíbas e tinge o cenário tropical de tons quentes.

Em busca do mar

Mulher passeia na Playa Grande, próximo de um coqueiro horizontal.

Virgilio Espinal

Guia Virgilio Espinal com um grupo de visitantes do PN Henri Pittier.

Ladeira colonial

Nativos sobem uma rua de Choroni, uma aldeia colonial que precede Puerto Colômbia.

Puro Caribe

Um cenário de evasão e repouso na praia quase deserta de Uricao.

Praia sem fim

Banhistas desfrutam do tempo livre no areal vasto da Playa Grande.

Cordilheira da Costa

Visão do derradeiro declive da Cordilheira da Costa.

Surf solitário

Surfista segue na crista de uma onda que avança em direcção ao malécon de Puerto Colômbia.

Riachos & selva

Caminhantes percorrem um trilho sinuoso do PN Henri Pittier.

Valle Seco

Recanto marinho da praia de Valle Seco, nas imediações de Puerto Colômbia.

Ao longo da costa

Nativo conduz um "penero" em direcção à praia de Uricao.

Em 1917, o botânico Henri Pittier afeiçoou-se à selva das montanhas marítimas da Venezuela. Os visitantes do parque nacional que este suíço ali criou são, hoje, mais do que alguma vez desejou

Uma viagem de autocarro leva-nos da atarefada Caracas ao principal interface rodoviário para o destino final. Maracay tem pouco que descobrir a não ser que se esteja com saudades dos piores centros comerciais por Portugal plantados. Mesmo com algum tempo antes da próxima ligação, pouco depois de o deixarmos, regressamos ao terminal em busca de um qualquer poiso refrescante. Encontramo-lo na pequena casa de sumos do senhor Manuel que, saudoso da pátria insular, exibe no negócio vários pósteres da sua Pérola do Atlântico verdejante.

Bebemos misturas destemidas de frutos tropicais e, conversa puxa conversa, aprofundamos a origem do proprietário: “pois eu venho de Porto Moniz, na ponta da costa norte da Madeira, não sei se conhecem? Se virmos bem as coisas, os cenários por lá, nem são assim tão diferentes de onde vocês vão agora. É o mesmo tipo de montanha íngreme coberta de vegetação e o mar logo ali por baixo. Quer dizer… para os lados de Puerto Colombia, as praias são praias a sério. Grandes areais, coqueiros, mar cristalino. É um pouco diferente. Vão adorar. Não tarda estão lá dentro de água.”

Despedimo-nos e metemo-nos no autobus seguinte que nos havia de conduzir às pequenas povoações históricas no interior do Parque Henri Pittier. Desde uma visita anterior à Guatemala que não víamos, nas Américas, um autocarro tão colorido e folclórico como aquele, pintado por fora em vários tons de azul e amarelo e decorado, no interior, com inúmeros artigos decorativos, bibelots e um sortido colorido de penduricalhos de pára-brisas.

Aproxima-se um fim-de-semana. O veículo depressa se enche de famílias veraneantes de Caracas e Maracay. Com a lotação esgotada, o motorista parte montanha a cima, com uma condução feroz que – apesar de entrarmos num santuário da natureza – contempla buzinadelas ensurdecedoras a cada curva do estreito percurso. 

Não foi, por certo, o que cientista suíço Henri Pittier imaginou, em 1916, para a selva por que se apaixonou mas, já nos seus anos de vida – principalmente a partir dos anos 30 do século XX – o incomodavam o crescente desrespeito humano pelo lugar. Henri Pittier decidiu ficar e lutar pela causa. Fez de uma velha habitação de uma fazenda de café a sua moradia e, após grande resistência aos infractores e persistência diplomática obteve do presidente da altura, General Eleazar López Contreras, a criação oficial do primeiro parque nacional da Venezuela, então chamado Rancho Grande.

Hoje, o parque Henri Pittier ocupa uma vasta área do estado de Áragua e do litoral venezuelano. Dispõe-se ao longo das montanhas abruptas da Cordillera de la Costa, levantadas por movimentos tectónicos intensos e que  sobem do fundo do mar aos 1800 metros de altitude do Pico Paraíso e aos 1900 do Guacamaya. Nestas alturas, malgrado a latitude quase equatorial, a temperatura baixa aos 6 graus e caem algumas das chuvas mais diluvianas do país. Como na maior parte da Cordillera, a precipitação e a névoa residente mantêm, assim, a flora nativa luxuriante e diversificada, dominada, por árvores majestosas, com copas frondosas que roubam ao solo a luz solar. A fauna não fica atrás. O parque tem, em El Portachuelo, o principal desfiladeiro de passagem de cerca de 520 espécies de aves migratórias e muitos mais insectos (entre os quais dezenas de tipos de mariposas) na rota de voo que os leva da América do Norte para a do Sul, algo que atrai, todos os anos, às estações biológicas locais, milhares de ornitólogos ávidos por estudarem os pássaros mais raros ou simplesmente mais belos, como o formigueiro ou o japu-preto. 

Choroní e Puerto Colombia surgem na proximidade do sopé. São as povoações mais importantes do parque. Deixamos o autocarro na última e procuramos hospedagem. De origem colonial, meio perdidos no tempo, os dois pueblos estão separados apenas 25 minutos a pé, sempre a subir ou 15 a descer. Esta distância continua a desempenhar um papel crucial nas suas distintas identidades.

Choroni preserva, intacto, o casario colonial castelhano térreo e colorido, construído, em 1616, logo após a sua fundação pelos ocupantes espanhóis, que depressa controlaram os índios homónimos locais e a fizeram expandir serra abaixo, para explorarem, mais tarde, o trabalho dos escravos trazidos de África. A estátua da Madre Maria de San José constituiu uma homenagem religiosa local que convive com outra, prestada na Plaza Bolivar pelo busto do supremo herói venezuelano supremo.

Não nos atrevemos a considerar Virgílio Espinal um discípulo de Pittier, longe disso. O guia apresentou-se, no entanto, como um sério adepto da natureza região e confessou que se sentia à vontade no meio daquela selva íngreme. Contratamos os seus serviços sem hesitar e seguimo-lo horas a fio.

Quilómetro atrás de quilómetro, sempre de catana na mão, este aragueño quarentão abre-nos caminho pela vegetação densa com incrível fluidez. Virgílio já tinha vivido e trabalhado no Brasil. Como tal, fazia questão de connosco praticar o seu português hispânico-abrasucado: “Rapazes, estas raízes podem chegar aos dez metros e só à superfície. Percebem porque as árvores de cá passam facilmente os 50, 60 metros de altura, mesmo a crescerem sobre uma superfície inclinada? Está húmido não está? Vá, não se queixem. No fim levo-vos a comer as melhores empanadas aqui da zona. A promessa cumpriu-se com todo o sabor e em quantidade.

Seguiu-se o regresso às terras baixas, rumo à fiesta que se começava a disseminar como um vírus entre os nativos, os caraqueños e alguns expatriados de Puerto Colombia. Música latina para rumbar e mais cerveza são tudo o que qualquer venezuelano anseia depois de um dia de cartas ou à conversa na acolhedora Playa Grande. Os forasteiros limitam-se a ajustar-se à onda, e a explorar a sua faceta caribenho-reggae desconhecida. Passados alguns dias, muitos já se comportam como qualquer indígena e dançam ao longo do malecon ao ritmo dos tambores e das maracas.

Antes de nos juntarmos à celebração e do negrume absoluto ainda temos tempo de subir à colina do Mirador del Cristo de Choroni. Dali, admiramos o Mar do Caribe entrecortado pelos promontórios mais avançados da cordilheira, onde em tempos se abrigavam os piratas. E vemos o céu acima rosar-se e arroxear-se, percorrido por incontáveis fragatas velozes e bandos alinhados de pelicanos.

Na descida, uma vendedora tropicaliente de bebidas sugere uma recompensa merecida pelo esforço da subida, nos modos ternurentos próprios das mulheres venezuelanas: “si mi amor? Te sirvo un refresco?”

As primeiras horas manhã seguinte pertencem aos pais e às crianças que aproveitam para abastecer as casas de férias em paz e rumar carregados de geleiras aos areais brancos do parque, até então, entregues à floresta de coqueiros que contém a selva. Os mais preguiçosos ficam-se pela tal Playa Grande mas os clãs de exploradores veraneantes encontram ponto de partida no molhe situado ao lado do malecon, de onde saem constantemente peñeros em direcção a Chuao, Valle Seco e a Uricao, pequenas povoações e praias acessíveis apenas por mar. Juntamo-nos a estes últimos.

A enseada é partilhada pela doca, lota e molhe. Prova-se demasiado apertada para tanta actividade e proporciona um embarque caótico. Ali, enquanto os pescadores descarregam e negoceiam os peixes recém-capturados, os pelicanos oportunistas tentam apreendê-los. Numa área de  negócio distinta, os donos das embarcações apregoam os seus destinos aos gritos, regateiam preços e apressam grupos de passageiros impingidos uns aos outros para optimizar o fluxo das saídas e os lucros. Apesar de costeiros, os percursos feitos pelos peñeros são batidos por grandes ondas e férteis em emoções mas, para compensar, Valle Seco e Uricao prendam-nos com retiros balneares exóticos e relaxantes, perdidos entre cactos e pouco ou nada povoados.

Já em Chuao, voltamos a retroceder no tempo. Caminhamos entre as plantações de cacau históricas para ali trazidas pelos colonos hispânicos. No regresso, confraternizamos com os descendentes dos seus escravos enquanto estes peneiram a última das colheitas no pátio da igreja que a aldeia usa como eira.

Santa Marta e PN Tayrona, Colômbia

O Paraíso de que Partiu Simón Bolívar

Às portas do PN Tayrona, Santa Marta é a cidade hispânica habitada em contínuo mais antiga da Colômbia.  Nela, Simón Bolívar, começou a tornar-se a única figura do continente quase tão reverenciada como Jesus Cristo e a Virgem Maria.  

Costa Rica

Um Fenómeno da Natureza

A Costa Rica tem uma das democracias mais antigas do mundo, abdicou de exército e quase não passou por ditaduras. Mas o que salta à vista é a forma incomum como preserva o seu meio-ambiente exuberante.

Gran Sabana, Venezuela

Um Verdadeiro Parque Jurássico

Apenas a solitária estrada EN-10 se aventura pelo extremo sul selvagem da Venezuela. A partir dela, desvendamos cenários de outro mundo, como o da savana repleta de dinossauros da saga de Spielberg.

Pueblos del Sur, Venezuela

Por uns Trás-os-Montes Venezuelanos em Festa

Em 1619, as autoridades de Mérida ditaram a povoação do território em redor. Da encomenda, resultaram 19 aldeias remotas que encontramos entregues a comemorações com caretos e pauliteiros locais.

Cahuita, Costa Rica

Costa Rica de Rastas

Em viagem pela América Central, exploramos um litoral costariquenho tão afro quanto caribenho. Em Cahuita, a Pura Vida inspira-se numa fé excêntrica em Jah e numa devoção alucinante pela cannabis.

Monte Roraima, Venezuela

Uma Ilha no Tempo

Perduram no cimo do Mte. Roraima cenários extraterrestres que resistiram a milhões de anos de erosão. Conan Doyle criou, em "O Mundo Perdido", uma ficção inspirada no lugar mas nunca o chegou a pisar.

Mérida, Venezuela

Nos Confins Andinos da Venezuela

Nos anos 40 e 50, a Venezuela atraiu 400 mil portugueses mas só metade ficou em Caracas. Em Mérida, encontramos lugares mais semelhantes às origens e a geladaria excêntrica dum portista imigrado.

PN Canaima, Venezuela

O Rio Que Cai do Céu

Em 1937, Jimmy Angel aterrou uma avioneta sobre uma meseta perdida na selva venezuelana. O aventureiro americano não encontrou ouro mas conquistou o baptismo da queda d'água mais longa à face da Terra

Costa Caribenha, Venezuela

No Caribe, Sê Caribenho

A exploração do litoral venezuelano justifica uma festa náutica de arromba. Mas, estas paragens também nos revelam a vida em florestas de cactos e águas tão verdes como a selva tropical de Mochima.

Islas del Maiz, Nicarágua

Puro Caribe

Cenários tropicais perfeitos e a vida genuína dos habitantes são os únicos luxos disponíveis nas também chamadas Corn Islands, um arquipélago perdido nos confins centro-americanos do Mar das Caraíbas.

Lenha à Pressa
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Aqui Começa o Alasca

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Aventura
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Lombok
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As Ilhas que Não Passam Disso Mesmo

São tão humildes que ficaram conhecidas pelo termo bahasa que significa apenas ilhas. Apesar de discretas, as Gili tornaram-se o refúgio predilecto dos viajantes que passam por Lombok ou Bali.

Aposentos dourados
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Outono no Cáucaso

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Uma Busca solitária
Parques Naturais

Cabo da Boa Esperança, África do Sul

À Beira do Velho Fim do Mundo

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Cansaço em tons de verde
Património Mundial Unesco

Suzdal, Rússia

Em Suzdal, é de Pequenino que se Celebra o Pepino

Com o Verão e o tempo quente, a cidade russa de Suzdal descontrai da sua ortodoxia religiosa milenar. A velha cidade também é famosa por ter os melhores pepinos da nação. Quando Julho chega, faz dos recém-colhidos um verdadeiro festival. 

Personagens
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Cap 110
Praia

Martinica, Antilhas Francesas

Caraíbas de Baguete debaixo do Braço

Circulamos pela Martinica tão livremente como o Euro e as bandeiras tricolores esvoaçam supremas. Mas este pedaço de França é vulcânico e luxuriante. Surge no coração insular das Américas e tem um delicioso sabor a África.

Via Crucis
Religião

Marinduque, Filipinas

Quando os Romanos Invadem as Filipinas

Nem o Império do Oriente chegou tão longe. Na Semana Santa, milhares de centuriões apoderam-se de Marinduque. Ali, se reencenam os últimos dias de Longinus, um legionário convertido ao Cristianismo.

Em manobras
Sobre carris

Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.

Trólei Azul
Sociedade

Oslo, Noruega

Uma Capital Sobrecapitalizada

Um dos problemas da Noruega tem sido decidir como investir os milhares milhões de euros do seu fundo soberano recordista. Mas nem os recursos desmedidos salvam Oslo das suas incoerências sociais.

Gado
Vida Quotidiana

Colónia Pellegrini, Argentina

Quando a Carne é Fraca

É conhecido o sabor inconfundível da carne argentina. Mas esta riqueza é mais vulnerável do que se imagina. A ameaça da febre aftosa, em particular, mantém as autoridades e os produtores sobre brasas.

Manada de búfalos asiáticos numa zona lamaçenta do Maguri Beel, Assam
Vida Selvagem
Maguri Bill, Índia

Um Pantanal nos Confins do Nordeste Indiano

O Maguri Bill ocupa uma área anfíbia nas imediações assamesas do rio Bramaputra. É louvado como um habitat incrível sobretudo de aves. Quando o navegamos em modo de gôndola, deparamo-nos com muito (mas muito) mais vida que apenas a asada.
Os sounds
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