Bora-Bora, Raiatea, Huahine, Polinésia Francesa

Um Trio Intrigante de Sociedades


Baptismo
Momento de uma cerimónia religiosa numa igreja de Bora Bora.
Bora Bora enevoada
Névoa irriga a vegetação verdejante que cobre o âmago da ilha de Bora Bora.
Tropical quase Horizontal
Coqueiros buscam o oceano Pacífico, em Huahine.
Foto de Grupo
Crentes posam para uma fotografia no exterior de uma igreja protestante de Bora Bora.
Ilhas-Sociedade-Polinésia-Francesa
Montanha verdejante no coração de um dos muitos atóis das Ilhas Sociedade.
Litoral Tropical
A linha de costa verdejante de Huahine.
Recanto de Marae
Elementos étnicos decoram um marae cerimonial polinésio de Raiatea.
Fé uniforme
Uma assistência de crentes apenas mulheres assiste à missa em trajes brancos muito semelhantes.
Braço-de-mar
Braço de mar recorta o interior frondoso de Huahine.
No coração idílico do vasto oceano Pacífico, o Arquipélago da Sociedade, parte da Polinésia Francesa, embeleza o planeta como uma criação quase perfeita da Natureza. Exploramo-lo durante um bom tempo a partir do Taiti. Os últimos dias, dedicamo-los a Bora Bora, Huahine e Raiatea.

Em plena era das Descobertas, James Cook, impressionado com a exuberância dos cenários e com a beleza e gentileza das mulheres polinésias, terá declarado Bora Bora a Pérola do Pacífico.

Dois séculos depois, Bora Bora faz parte do imaginário de meio mundo como um símbolo de paraíso luxuoso, tão hedonista como frívolo. As mais poderosas corporações turísticas, transformaram-na numa ilha geradora de enormes lucros.

À imagem de Moorea, Bora Bora prova-se uma obra-prima geológica que combina inúmeros picos vulcânicos aguçados cercados por um atol excêntrico que deixam deslumbrados os mais insensíveis às expressões do Planeta.

Há trinta anos, o hotel Bora Bora instalou-se a partir de um dos motus, os ilhéus que delimitam a lagoa. Daí para cá, dezenas de outros resorts se juntaram ao pioneiro e o marketing eficaz que promove a ilha a uma escala mundial passou a atrair milhares de casais em lua-de-mel, desejosos de viver a “dita” mais sofisticada experiência polinésia e de, no regresso, dela se poderem gabar.

Os hóspedes são essencialmente europeus, americanos e japoneses. Chegam a exibir malas Louis Vuitton. Instalam-se em bungalows requintados sobre a lagoa, esperançados em partilhar as suas férias com Pierce Brosnan, que se diz, por aqui, ser quase residente, ou outras estrelas de cinema.

Quanto às actividades de lazer, Bora Bora pouco oferece de novo em relação às irmãs. É da praxe participar-se pelo menos num lagoon tour que inclui paragens para snorkeling e um churrasco num ou vários bancos de areia.

Por algumas centenas de euros extra, os resorts proporcionam experiências inesquecíveis de mergulho com mantas e tubarões. Quando o mar azul-azulão da ilha começa a fartar, pode-se ainda passear a cavalo ao longo do motu Piti Aau.

Ilhas-Sociedade, Polinésia, Francesa

Montanha verdejante no coração de um dos muitos atóis das Ilhas Sociedade.

Claro que, no arquipélago das Sociedade, todos os hotéis requintados se fazem pagar a condizer. No caso de Bora Bora, os preços afastam os aspirantes com carteiras menos recheadas. E, no entanto, a ilha também reserva lugar para quem, como nós, busca expressões da sua alma taitiana.

Chegada em Tempo de Chuva

Aterramos no motu Mote numa tarde de chuva, vento e céu cinzento. Já tínhamos tido a nossa dose de bom tempo e de vistas paradisíacas noutras ilhas. De acordo, prosseguimos com a visita conformados com o azar meteorológico.

Damos entrada na Chez Rosine, uma pensão familiar situada à beira da lagoa mas, ainda assim, no coração da ilha.

Duas horas depois, quando perguntamos à empregada o que nos aconselha a fazer num dia de chuva, responde com uma entediada sinceridade: “Meus amigos, em Bora Bora, tirando olhar para as cores da lagoa, há pouco que fazer“. Nem por isso desistimos. A chuva torrencial dá tréguas. Pegamos em bicicletas da pousada e saímos à descoberta.

Floresta tropical, Bora Bora, Ilhas-Sociedade, Polinésia, Francesa

Névoa irriga a vegetação verdejante que cobre o âmago da ilha de Bora Bora.

Pelo caminho, observamos a paisagem mística do Monte Otemanu, difuso entre a vegetação densa e as nuvens baixas que o irrigam e às cascatas que por ele deslizam. Passamos por lojas e mais lojas orientadas para o turista e por uma ou outra casa humilde que resistiu à inevitável pressão imobiliária.

Só nos detemos em Faanui. Decorre uma missa na igreja protestante da povoação. Uma multidão de crentes, quase todos mulheres nos seus melhores trajes, aflui em massa. Após breves momentos de convívio no exterior, as fiéis entram. A igreja fica à pinha.

Deslumbra-nos uma imensidão de vestidos brancos e chapéus rendilhados que as predominantes senhoras mantêm na cabeça durante o cerimonial.

Mulheres na Missa. Bora Bora, Ilhas-Sociedade, Polinésia, Francesa

Uma assistência de crentes apenas mulheres assiste à missa em trajes brancos muito semelhantes.

No dia seguinte, continuamos a explorar o que subsistia das raízes pré-turísticas de Bora Bora.

Um Salto no Arquipélago. À Descoberta de Raiatea

E recuamos ainda mais na história polinésia quando viajamos para Raiatea, a próxima ilha da Sociedade no mapa.

Decididamente à margem do glamour das antecessoras do grupo, Raiatea – mas não a sua extensão Taha’a que é apenas e só selvagem – revela-se tão sofisticada quanto reservada e antiquada.

Os seus habitantes vivem segundo os termos que estabeleceram. Confirmamos que a agricultura e os postos de trabalho governamentais são as principais fontes de emprego, os últimos, concentrados em Uturoa, porto local e a segunda maior cidade da Polinésia Francesa, a seguir à capital Pape’ete, esta situada na ilha-mãe Taiti.

Raiatea acolheu, há muitos séculos atrás, alguns dos santuários sagrados mais relevantes de toda a Polinésia. As suas terras verdejantes emanam um mistério e misticismo que não passa despercebido aos arqueólogos ou exploradores interessados na milenar cultura taitiana.

Marae em Raiatea, Ilhas Sociedade, Polinésia, Francesa

Elementos étnicos decoram um marae cerimonial polinésio de Raiatea.

Delas se destacam determinados maraes, lugares de culto religioso e cerimónias sociais que os nativos limparam de vegetação e delimitaram. Encontramo-los em diversos pontos estratégicos do litoral.

É o caso do Taputapuatea que teve tanta importância para os polinésios que qualquer outro marae construído noutra ilha devia incluir uma das suas pedras, como símbolo de aliança. Esta lei aplicava-se até às longínquas Ilhas Cook ou ao arquipélago do Havai.

É ainda o caso do Tauraa, um recinto tapu (tabu) que preserva uma pedra elevada de investidura em que os jovens ari’i (chefes) eram coroados. Outros maraes com o Tainuu da aldeia de Tevaitou permitem continuar a acrescentar dados ao contexto histórico de Raiatea e à sua função no vasto universo taitiano.

Não é que lhe faltem os ingredientes sedutores porque se tornou tão desejado o arquipélago da Sociedade mas, se cada uma das suas ilhas é ideal para fins distintos, a Raiatea, cabia a nobre missão de revelar as origens enigmáticas da civilização polinésia. De acordo, abreviamos o voo para a ilha que seguia: Huahine.

Huahine, a Sociedade que se Segue

Tal como voltamos a apreciar das janelas do avião, à imagem do Taiti, Huahine é composta por duas ilhas: Huahine Nui e Huahine Iti.

Ambas estão cercadas por um anel de recife de coral e têm a companhia de diversos ilhéus, motus. Separam-nas Nui e Iti umas poucas centenas de metros de água que, durante a maré vazia, desvenda uma língua de areia que permite caminhar de uma a outra.

Huahine Nui e Huahine Iti formam o clássico conjunto geológico ilha-montanha com ponto mais alto nos 670 metros do pico Turi. E envolve-as um dos atóis abundantes no arquipélago das Sociedade. O duo prova-se mais um monumento natural da Terra exuberante e sedutor que mantém estas paragens do Planeta nos imaginários de paraíso de qualquer viajante ou pretendente a viajar.

Coqueiros, Huahine, Ilhas Sociedade, Polinésia Francesa

Coqueiros buscam o oceano Pacífico, em Huahine.

As melhores praias de Huahine estão na pequena Iti. Em termos balneares e de cenário, ficam bem aquém das de Maupiti, Bora Bora e Moorea, para mencionar apenas três das ilhas do vasto arquipélago Sociedade.

A Vida Cosmopolita e Solarenga de Chez Guynette

Instalamo-nos na Chez Guynette, uma pousada familiar, gerida por um casal de franceses com dois filhos, donos da Guynette que inspirou o baptismo do negócio, uma cadela castanha. A meio da década de 2000, os proprietários mudaram-se de Nice, Côte d’Azur para a ainda mais solarenga Polinésia Francesa.

Dizem-nos que os seus melhores amigos são portugueses, de Chaves, que já os foram visitar durante as romarias de Verão de Trás-os-Montes.

Partilhamos o espaço comum da pousada com Gerald, um austríaco, como nós, numa longa viagem e que abordamos na brincadeira quando o vemos a folhear um grande e pesado atlas. “Andas a viajar com isso?” “Acham que sim? Por acaso até sou um bocado estúpido, mas não tanto como isso”, responde-nos e gera uma enorme gargalhada comunal.

Gerald descreve-nos os lugares do Alasca que tinha achado mais mágicos. Reforça o entusiasmo que já sentíamos por esse trecho americano da viagem de volta ao nundo a que nos entregaríamos daí a uns meses.

O Aussie Jim, a Espiritualidade e a Numerologia

Gerald vai à sua vida. Aparece Jim. Jim é um australiano de Byron Bay que, entre outros dotes, faz surf, constrói pranchas de surf, escreve música. Jim, confessa-nos que está prestes a iniciar um retiro de ioga e jejum na natureza, determinado em libertar toxinas do seu corpo.

Jim cultivou um forte interesse na numerologia. Pergunta se nos importamos que nos analise do ponto de vista numerológico. “Não, claro que não!”  respondemos-lhe, entusiasmados e intrigados. Na sequência, tira nota de uma série de informações essenciais à análise: data de nascimento, idade, nomes.

Aplica as respostas a uma sua fórmula. Como resultado, atribui números correspondentes às nossas personalidades que afiança que já tinha mais ou menos definido, apesar de só nos ter estudado uns vinte minutos.

O mate Jim tem que fazer. Tal como nós. Despedimo-nos com um até mais logo a contar com um reencontro nocturno que se veio a verificar.

Na manhã seguinte, saímos num carro alugado aos preços exorbitantes da Polinésia Francesa.

Percorrem Huahine Nui estradas estreitas mas imaculadas que os financiamentos estruturais gauleses ajudam a manter. Na prática, é o mesmo efeito que têm no que diz respeito à dependência da Polinésia Francesa face à França.

Estas vias, desvendam a natureza luxuriante da ilha.

Braço-de-mar, Huahine, Ilhas-Sociedade, Polinésia Francesa

Braço de mar recorta o interior frondoso de Huahine.

Damos-lhe mais que uma volta. Desiludimo-nos. Os cenários e a atmosfera eram os mesmos dos de Raiatea. Mais ainda que em Raiatea, praticamente não detectámos ou sentimos vida humana além de um ou dois nativos a tratarem das frentes das suas casas, de uma forma quase obsessiva.

A Surpreendente Desolação Tropical de Huahine

De tal maneira nos aborrecemos com a inesperada esterilidade demasiado ajardinada e arranjada da ilha que devolvemos o carro, quatro horas depois, ainda a meio do tempo de aluguer.

Huahine depressa transmite, a quem chega de fora, uma sensação de absoluto isolamento. Não é alheia a essa sensação a postura defensiva da população local face ao turismo milionário. Mesmo conscientes de como prejudicam as suas contas bancárias, os menos de 6000 habitantes da ilha sempre se mostraram contra a construção de resorts luxuosos.

Até à data da nossa visita, só um grande hotel daqueles que espraiam constelações de cabanas mar adentro tinha conseguido furar o bloqueio.

Desse hotel, brotou mais um pequeno mundo privado, pseudo-sofisticado e alienado no já de si universo retirado dos confins das Ilhas Sociedade.

Maupiti, Polinésia Francesa

Uma Sociedade à Margem

À sombra da fama quase planetária da vizinha Bora Bora, Maupiti é remota, pouco habitada e ainda menos desenvolvida. Os seus habitantes sentem-se abandonados mas quem a visita agradece o abandono.
Papeete, Polinésia Francesa

O Terceiro Sexo do Taiti

Herdeiros da cultura ancestral da Polinésia, os mahu preservam um papel incomum na sociedade. Perdidos algures entre os dois géneros, estes homens-mulher continuam a lutar pelo sentido das suas vidas.

Taiti, Polinésia Francesa

Taiti Para lá do Clichê

As vizinhas Bora Bora e Maupiti têm cenários superiores mas o Taiti é há muito conotado com paraíso e há mais vida na maior e mais populosa ilha da Polinésia Francesa, o seu milenar coração cultural.

Moorea, Polinésia Francesa

A Irmã Polinésia que Qualquer Ilha Gostaria de Ter

A meros 17km de Taiti, Moorea não conta com uma única cidade e abriga um décimo dos habitantes. Há muito que os taitianos veem o sol pôr-se e transformar a ilha ao lado numa silhueta enevoada para, horas depois, lhe devolver as cores e formas exuberantes. Para quem visita estas paragens longínquas do Pacífico, conhecer também Moorea é um privilégio a dobrar.
Rapa Nui - Ilha da Páscoa, Chile

Sob o Olhar dos Moais

Rapa Nui foi descoberta pelos europeus no dia de Páscoa de 1722. Mas, se o nome cristão ilha da Páscoa faz todo o sentido, a civilização que a colonizou de moais observadores permanece envolta em mistério.
Ilha da Páscoa, Chile

A Descolagem e a Queda do Culto do Homem-Pássaro

Até ao século XVI, os nativos da Ilha da Páscoa esculpiram e idolatraram enormes deuses de pedra. De um momento para o outro, começaram a derrubar os seus moais. Sucedeu-se a veneração de tangatu manu, um líder meio humano meio sagrado, decretado após uma competição dramática pela conquista de um ovo.

Lifou, Ilhas Lealdade

A Maior das Lealdades

Lifou é a ilha do meio das três que formam o arquipélago semi-francófono ao largo da Nova Caledónia. Dentro de algum tempo, os nativos kanak decidirão se querem o seu paraíso independente da longínqua metrópole.

Grande Terre, Nova Caledónia

O Grande Calhau do Pacífico do Sul

James Cook baptizou assim a longínqua Nova Caledónia porque o fez lembrar a Escócia do seu pai, já os colonos franceses foram menos românticos. Prendados com uma das maiores reservas de níquel do mundo, chamaram Le Caillou à ilha-mãe do arquipélago. Nem a sua mineração obsta a que seja um dos mais deslumbrantes retalhos de Terra da Oceânia.
Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.
Ouvéa, Nova Caledónia

Entre a Lealdade e a Liberdade

A Nova Caledónia sempre questionou a integração na longínqua França. Na ilha de Ouvéa, arquipélago das Lealdade, encontramos uma história de resistência mas também nativos que preferem a cidadania e os privilégios francófonos.
Elafonisi, Creta, Grécia
Praia
Chania a Elafonisi, Creta, Grécia

Ida à Praia à Moda de Creta

À descoberta do ocidente cretense, deixamos Chania, percorremos a garganta de Topolia e desfiladeiros menos marcados. Alguns quilómetros depois, chegamos a um recanto mediterrânico de aguarela e de sonho, o da ilha de Elafonisi e sua lagoa.
Rebanho em Manang, Circuito Annapurna, Nepal
Parques nacionais
Circuito Annapurna: 8º Manang, Nepal

Manang: a Derradeira Aclimatização em Civilização

Seis dias após a partida de Besisahar chegamos por fim a Manang (3519m). Situada no sopé das montanhas Annapurna III e Gangapurna, Manang é a civilização que mima e prepara os caminhantes para a travessia sempre temida do desfiladeiro de Thorong La (5416 m).
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Arquitectura & Design
Cemitérios

A Última Morada

Dos sepulcros grandiosos de Novodevichy, em Moscovo, às ossadas maias encaixotadas de Pomuch, na província mexicana de Campeche, cada povo ostenta a sua forma de vida. Até na morte.
Era Susi rebocado por cão, Oulanka, Finlandia
Aventura
PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de cães de trenó do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas da Finlândia mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf.
Bertie em calhambeque, Napier, Nova Zelândia
Cerimónias e Festividades
Napier, Nova Zelândia

De Volta aos Anos Trinta

Devastada por um sismo, Napier foi reconstruida num Art Deco quase térreo e vive a fazer de conta que parou nos Anos Trinta. Os seus visitantes rendem-se à atmosfera Great Gatsby que a cidade encena.
Selfie, Hida do Japão Antigo e Medieval
Cidades
Takayama, Japão

Takayama do Japão Antigo e da Hida Medieval

Em três das suas ruas, Takayama retém uma arquitectura tradicional de madeira e concentra velhas lojas e produtoras de saquê. Em redor, aproxima-se dos 100.000 habitantes e rende-se à modernidade.
jovem vendedora, nacao, pao, uzbequistao
Comida
Vale de Fergana, Usbequistão

Uzbequistão, a Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Uzbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.
Tatooine na Terra
Cultura
Matmata, Tataouine:  Tunísia

A Base Terrestre da Guerra das Estrelas

Por razões de segurança, o planeta Tatooine de "O Despertar da Força" foi filmado em Abu Dhabi. Recuamos no calendário cósmico e revisitamos alguns dos lugares tunisinos com mais impacto na saga.  
Sol nascente nos olhos
Desporto

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

Chiang Khong a Luang prabang, Laos, Pelo Mekong Abaixo
Em Viagem
Chiang Khong - Luang Prabang, Laos

Barco Lento, Rio Mekong Abaixo

A beleza do Laos e o custo mais baixo são boa razões para navegar entre Chiang Khong e Luang Prabang. Mas esta longa descida do rio Mekong pode ser tão desgastante quanto pitoresca.
Salto para a frente, Naghol de Pentecostes, Bungee Jumping, Vanuatu
Étnico
Pentecostes, Vanuatu

Naghol de Pentecostes: Bungee Jumping para Homens a Sério

Em 1995, o povo de Pentecostes ameaçou processar as empresas de desportos radicais por lhes terem roubado o ritual Naghol. Em termos de audácia, a imitação elástica fica muito aquém do original.
arco-íris no Grand Canyon, um exemplo de luz fotográfica prodigiosa
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Pequena súbdita
História

Hampi, India

À Descoberta do Antigo Reino de Bisnaga

Em 1565, o império hindu de Vijayanagar sucumbiu a ataques inimigos. 45 anos antes, já tinha sido vítima da aportuguesação do seu nome por dois aventureiros portugueses que o revelaram ao Ocidente.

Antes da chuva
Ilhas

Camiguin, Filipinas

Uma Ilha de Fogo Rendida à Água

Com mais de vinte cones acima dos 100 metros, a abrupta e luxuriante, Camiguin tem a maior concentração de vulcões que qualquer outra das 7641 ilhas filipinas ou do planeta. Mas, nos últimos tempos, nem o facto de um destes vulcões estar activo tem perturbado a paz da sua vida rural, piscatória e, para gáudio dos forasteiros, fortemente balnear.

costa, fiorde, Seydisfjordur, Islandia
Inverno Branco
Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando armadores de Reiquejavique compraram a frota pesqueira de Seydisfjordur, a povoação teve que se adaptar. Hoje, captura discípulos da arte de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.
Enseada, Big Sur, Califórnia, Estados Unidos
Literatura
Big Sur, E.U.A.

A Costa de Todos os Refúgios

Ao longo de 150km, o litoral californiano submete-se a uma vastidão de montanha, oceano e nevoeiro. Neste cenário épico, centenas de almas atormentadas seguem os passos de Jack Kerouac e Henri Miller.
Vista da Casa Iguana, Corn islands, puro caribe, nicaragua
Natureza
Corn Islands-Ilhas do Milho, Nicarágua

Puro Caribe

Cenários tropicais perfeitos e a vida genuína dos habitantes são os únicos luxos disponíveis nas também chamadas Corn Islands ou Ilhas do Milho, um arquipélago perdido nos confins centro-americanos do Mar das Caraíbas.
Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Rio Matukituki, Nova Zelândia
Parques Naturais
Wanaka, Nova Zelândia

Que Bem que Se Está no Campo dos Antípodas

Se a Nova Zelândia é conhecida pela sua tranquilidade e intimidade com a Natureza, Wanaka excede qualquer imaginário. Situada num cenário idílico entre o lago homónimo e o místico Mount Aspiring, ascendeu a lugar de culto. Muitos kiwis aspiram a para lá mudar as suas vidas.
Wall like an Egyptian
Património Mundial UNESCO
Luxor, Egipto

De Luxor a Tebas: viagem ao Antigo-Egipto

Tebas foi erguida como a nova capital suprema do Império Egípcio, o assento de Amon, o Deus dos Deuses. A moderna Luxor herdou a sua sumptuosidade. Entre uma e a outra fluem o Nilo sagrado e milénios de história deslumbrante.
ora de cima escadote, feiticeiro da nova zelandia, Christchurch, Nova Zelandia
Personagens
Christchurch, Nova Zelândia

O Feiticeiro Amaldiçoado da Nova Zelândia

Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell, o feiticeiro da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. O último obrigou-o a mudar-se para casa da mãe.
Hotel à moda Tayrona
Praias

Santa Marta e PN Tayrona, Colômbia

O Paraíso de que Partiu Simón Bolívar

Às portas do PN Tayrona, Santa Marta é a cidade hispânica habitada em contínuo mais antiga da Colômbia.  Nela, Simón Bolívar, começou a tornar-se a única figura do continente quase tão reverenciada como Jesus Cristo e a Virgem Maria.  

No sopé do grande Aratat
Religião

Arménia

O Berço do Cristianismo Oficial

Apenas 268 anos após a morte de Jesus, uma nação ter-se-á tornado a primeira a acolher a fé cristã por decreto real. Essa nação preserva, ainda hoje, a sua própria Igreja Apostólica e alguns dos templos cristãos mais antigos do Mundo. Em viagem pelo Cáucaso, visitamo-los nos passos de Gregório o Iluminador, o patriarca que inspira a vida espiritual da Arménia.

Em manobras
Sobre carris

Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.

patpong, bar go go, banguecoque, mil e uma noites, tailandia
Sociedade
Banguecoque, Tailândia

Mil e Uma Noites Perdidas

Em 1984, Murray Head cantou a magia e bipolaridade nocturna da capital tailandesa em "One Night in Bangkok". Vários anos, golpes de estado, e manifestações depois, Banguecoque continua sem sono.
Cruzamento movimentado de Tóquio, Japão
Vida Quotidiana
Tóquio, Japão

A Noite Sem Fim da Capital do Sol Nascente

Dizer que Tóquio não dorme é eufemismo. Numa das maiores e mais sofisticadas urbes à face da Terra, o crepúsculo marca apenas o renovar do quotidiano frenético. E são milhões as suas almas que, ou não encontram lugar ao sol, ou fazem mais sentido nos turnos “escuros” e obscuros que se seguem.
Barco e timoneiro, Cayo Los Pájaros, Los Haitises, República Dominicana
Vida Selvagem
Península de Samaná, PN Los Haitises, República Dominicana

Da Península de Samaná aos Haitises Dominicanos

No recanto nordeste da República Dominicana, onde a natureza caribenha ainda triunfa, enfrentamos um Atlântico bem mais vigoroso que o esperado nestas paragens. Lá cavalgamos em regime comunitário até à famosa cascata Limón, cruzamos a baía de Samaná e nos embrenhamos na “terra das montanhas” remota e exuberante que a encerra.
The Sounds, Fiordland National Park, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.