Efate, Vanuatu

A Ilha que Sobreviveu a “Survivor”


Transbordo

Passageiros do "Congoola/Lady of the Seas" são transportados para uma das ilhas que acolheram "Survivor"

Robin of Efate

Robin, um tripulante do "Congoola/Lady of the Seas" nativo de Vanuatu que testemunhou o desenvolvimento do fenómeno "Survivor" de Efate.

Música da selva

A banda da Ekasup Cultural Village uma aldeia criada para exibir aspectos da vida tradicional de Vanuatu.

De escala

Barco de apoio prestes a chegar ao veleiro "Congoola/Lady of the Seas"

Nativos nas quedas d’água de Mele

Pai e filho percorrem a base inundada de uma das mais famosas quedas d' água da luxuriante Efate.

À proa

Passageiros convivem e apreciam os cenários de Efate a bordo do Congoola/Lady of the Seas.

À moda de um chefe

Figurante da Ekasup Cultural Village em trajes tradicionais de Vanuatu.

Selva vs Pacífico do Sul

Litoral de Efate: um encontro de recife coralífero com floresta tropical melanésia.

Verdadeira aldeia sobrevivente

Aldeia tradicional de Efate, perdida no interior luxuriante da ilha.

Grande parte de Vanuatu vive num abençoado estado pós-selvagem. Talvez por isso, reality shows em que competem aspirantes a Robinson Crusoes instalaram-se uns atrás dos outros na sua ilha mais acessível e notória. Já algo atordoada pelo fenómeno do turismo convencional, Efate também teve que lhes resistir.

Para a maior parte das pessoas, Vanuatu não é mais que uma grande interrogação, um vazio cognitivo que contempla todos os imaginários possíveis.  Na prática, o nome identifica um arquipélago absolutamente único do Pacífico do Sul, formado por oitenta e duas ilhas tropicais de origem relativamente recente em termos geológicos, de que se projectam vários vulcões activos. Do total, 65 mantêm-se inabitadas, ainda mais selvagens que as restantes. Durante quatro mil anos, as outras foram exclusivamente partilhadas por tribos melanésias guerreiras e canibais com uma proveniência que continua sob estudo. Até que os exploradores europeus chegaram à zona e as disputaram.

Sem a sua obrigação de reclamar o que quer que fosse, desembarcamos tranquilamente no aeroporto de Bauerfield e somos prendados com uma recepção hilariante. Uma string band toca com toda a alma, transmitindo-nos, pela postura caricata dos músicos, os instrumentos que mais parecem de brincar e as vozes de cana rachada, a sensação de que nos juntamos a um desenho animado.

Em termos turísticos, Port Vila, é a estrela nacional, mais famosa que Efate ou até que o país em si. A capital serve de porta aos australianos, neozelandeses e japoneses que ali afluem através de pacotes de férias baratos, limitados, por isso, aos lugares costeiros aflorados pelos navios e aos trilhos mais que batidos pelas agências. Port Vila e Efate são Vanuatu mas uma versão bem suave, um mundo à parte das suas restantes ilhas onde qualquer pequena expedição descamba num aventura tresloucada. Começamos por explorar aquela Vanuatu introdutória, nesse mesmo fim de tarde, pelos seus recantos mais interessantes.

Na manhã seguinte, visitamos o mercado. À primeira vista e naquela incursão quase pioneira na Melanésia popular, as parecenças dos visuais, as cores garridas das vestes dos nativos e os produtos tropicais básicos expostos fazem com que nos pareça um qualquer mercado da África sub-saaariana. Aos poucos, as diferenças sublinham-se. Ao contrário dos africanos, os padrões dos tecidos não incluem formas animais. Depois, reparámos ainda nos misteriosos cabelos louros das crianças e no dialecto bislama que infantiliza, de forma divertida, a milenar e institucional língua inglesa: “Tankyu Tumas” assim fecham as nossas compras os vendedores, descomprometidos para com o original “Thank you so much”. 

Compramos papaias e mangos. Também toranjas, as mais suculentas e doces que alguma vez provámos. Nunca pensámos que adaptação alimentar àquelas paragens se revelasse tão rápida. A partir de então, fizeram parte da nossa dieta, como os duriões, o taro e, sem grande alternativa, as baguetes, parte da herança deixada pelos franceses que controlaram o arquipélago em condomínio com os ingleses, até à independência de 1980.

Port Vila guarda alguns edifícios do período colonial que teve início em 1906. Passamos no seu principal núcleo na Rue Carnot e na Rue de Paris, agora conhecidas por Chinatown por grande parte das suas lojas e armazéns serem explorados por comerciantes chineses.

Durante a 2ª Guerra Mundial, as forças militares dos Estados Unidos estabeleceram enormes estações de rádio cruciais para a missão de travar a expansão nipónica no oceano Pacífico, até então, avassaladora. Essas estações chamaram-se Number One, Two e Three. As duas últimas foram preservadas com os nomes correspondentes em Bislama: Nambatu e Nambatri e situam-se na zona residencial mais requintada de Port Vila. A Nambawan foi ocupada pelo Independence Park.

Tinham-nos alojado num dos últimos andares de um dos edifícios mais altos da cidade. Da janela do quarto, admiramos a actividade de formigueiro em redor de dois barcos ancorados junto ao molhe que delimita a capital, entregues ao colorido carrega e descarrega que antecedia a sua partida e o percurso de alpondra por diversas ilhas habitadas da nação Vanuatu. Não tardámos a ver-nos a bordo de uma embarcação em tudo distinta.

Em tempos um dos veleiros da organização na regata Sydney-Hobart, a "Lady of the Sea" mudou-se para os mares bem mais quentes e suaves em redor de Efate e passou a revelar aos novos passageiros as suas maravilhas tropicais. Navegamos em direcção a uma ilha baptizada de Tranquility onde é suposto pararmos para recreio balnear, incluindo snorkeling entre as tartarugas. Antes de lá chegarmos, no entanto, o timoneiro e guia aponta para um litoral luxuriante. “Rapazes, ali está Gideon’s Landing um dos vários domínios Survivor de Efate. As celebridades australianas que participaram estiveram todos aí.

Dois adolescentes franceses chegam-se à amurada e admiram e comentam o cenário em êxtase, não pelo seu possível contexto bíblico, mais pela importância mediática que conquistou. Aguardam pela indicação do timoneiro de onde teve lugar a sexta série da versão francesa. Enquanto isso, entregam-se a uma série de recordações dos momentos para eles inolvidáveis de Koh Lanta, a versão gaulesa do reality show a que só a hora de entrar na água de máscaras e barbatanas põe cobro.

Cabe-nos elucidar os leitores que teimam em resistir à TV ou aos seus programas deste tipo: “Survivor” é um concurso reality show de perícia e sobrevivência. Inventou-o, em 1992, o produtor britânico Charlie Parson para a produtora Planet 24 que detinha a meias com (quem diria…) Sir Bob Geldof. O concurso foi franchisado. Emitiu-o pela primeira vez enquanto “Expedition: Robinson” a Sveriges Television da Suécia que, em 1997, levou os seus concorrentes para a Malásia. Essa estreia teve grande sucesso. A partir de então, o concurso alastrou-se ao mundo como um vírus televisivo. Inúmeros canais das mais distintas nações desenvolveram os seus próprios Survivors. “Vanuatu, Islands on Fire”, o primeiro a ser filmado em Efate, em 2004, foi já a nona série do concurso norte-americano. Nos anos seguintes, Efate recebeu ainda a segunda série do “Australian Survivor” e “Koh Lanta”, a sexta série da versão francesa.  Em 2011, até parte da versão portuguesa de “Perdidos na Tribo”, lá se instalou. O programa supunha que doze VIPs portugueses se mudassem para viver entre tribos de distintas regiões do mundo. Durou bastante menos do que estava previsto. Os concorrentes nunca estimaram que as condições em que iam viver fossem tão duras.

Em qualquer dos casos, a fórmula do reality show dita que os participantes se dividem em tribos rivais de pretensos náufragos. Essas tribos devem construir abrigos e sobreviver na selva com recursos mínimos: catanas, cantís, pequenos tachos e quantidades controladas de arroz e de outros cereais. Defrontam-se em desafios pré-estabelecidos pela produção que levam à sua sucessiva eliminação. Até que se forma uma tribo única em que os derradeiros sobreviventes se confrontam. Os prémios, monetários ou de bens invejáveis, são sempre chorudos.

Regressamos ao areal e à conversa com Robin, um jovem tripulante ni-vanuatu da embarcação. Não tardamos a abordar o tema: “a verdade é que deu dinheiro a ganhar a muita gente de cá. Os donos de alguns dos lugares fizeram os negócios da sua vida. Mas depressa percebemos como (os Survivor) usavam e corrompiam a nossa cultura.”

Bastou-nos investigar um pouco para os exemplos dessa sua conclusão se revelarem. Durante a série americana, as duas tribos em competição tomaram de empréstimo os nomes de Yasur e Lopevi, dois dos vulcões mais emblemáticos do arquipélago e de toda a Melanésia. “Vanuatu, Islands on Fire” foi inaugurado de forma teatral com os dezoito participantes norte-americanos a descerem do veleiro em que seguíamos para bordo de uma pequena frota de canoas. Dois dos concorrentes cairam ao mar mas foram içados pelos nativos que os levaram até próximo da costa. Enquanto os jovens “survivors” caminhavam sobre águas rasas, bandos de nativos pintados, cobertos de folhas e em saias também vegetais correram em direcção a eles aos gritos e a brandirem lanças.  Surgiu então um chefe tribal que deu as boas-vindas aos forasteiros, chegados com uma missão que, mais que não compreender, 95% da população ni-vanuatu considerou ridícula.

A sociedade e imprensa sediada em Port Vila, aproveitou para se divertir. O Vanuatu Daily Post publicou um cartoon que mostrava duas mulheres tribais da nação a apreciarem o briefing transmitido aos competidores por um anfitrião do reality show com visual militar e tom condizente: “Para ganharem o milhão de dólares, vocês têm que sobreviver 39 dias sem electricidade, água canalizada, duches quentes e telefones; completamente isolados do mundo moderno!” Ao lado, uma das senhoras comenta para a outra, em bislama: “Mas o quê, tia? O que é que aquilo tem de especial? A minha velha mãe viveu assim toda a sua vida!”

Por irónico que pareça, o concurso foi criticado vezes sem conta devido ao seu primitivismo radical, por os concorrentes serem largados na selva, entre animais e plantas perigosos ou letais de que as câmaras exibiam planos próximos ao som de rufar de tambores, isto, apesar de os campos tribais dos participantes se situarem a apenas uma hora de carro de hotéis de quatro estrelas de Port Vila.

Em Efate, eram poucos os nativos que se preocupavam demasiado com a falta de genuinidade e respeito étnico gritante de uma ficção que contribuiu para a prosperidade dos nativos, não necessariamente para a sua felicidade. Imagens usadas para ilustrar a equipa Yasur revelaram erupções exuberantes do vulcão Lopevi – aquele que simbolizava a equipa adversária homónima – isto porque o Yasur só tinha erupções estrombolianas, como tal, bastante contidas. O espectáculo tinha que resplandecer acima de tudo, incluindo as mais básicas verdades e realidades do país.

Durante quinze dias, explorámos outras partes de Efate e outras cinco ilhas, cada qual, incrível à sua maneira. Nesse tempo, percebemos como Vanuatu se mantém num fascinante equilíbrio entre a mais absoluta inocência e a forçosa aprendizagem da civilização ocidental. Aos poucos, mais e mais habitantes deixam de considerar curiosos caprichos ocidentais os reality shows que aproveitam a exuberância e essa mesma inocência do país. No computo geral, a nação preserva-se orgulhosamente ni-vanuatu com toda a pureza de valores que o gentílico encerra.

Quanto ao “Survivor”, volvidos vinte anos, resiste. Em Setembro de 2016, trinta e duas épocas e dezoito países depois, regressou à nação vizinha de Fiji.

Nos últimos tempos, Vanuatu tem tido a sua dose de desastres naturais. Situado sobre o anel de fogo, agitaram-no recentemente sismos com magnitude bem superiores a 7. Em 2015, o ciclone Pam causou danos avultados em diversas ilhas, incluindo Efate. Mesmo assim, repetem-se os boatos de que o concurso não tardará a lá regressar. No entretanto, continuam a chegar turistas mais interessados em descobrir os lugares em que os vários Survivors se desenrolaram que Vanuatu em si.

Wala, Vanuatu

Cruzeiro à Vista, a Feira Assenta Arraiais

Em grande parte de Vanuatu, os dias de “bons selvagens” da população ficaram para trás. Em tempos incompreendido e negligenciado, o dinheiro ganhou valor. E quando os grandes navios com turistas chegam ao largo de Malekuka, os nativos concentram-se em Wala e em facturar.

Pentecostes, Vanuatu

Naghol: O Bungee Jumping sem Modernices

Em Pentecostes, no fim da adolescência, os jovens lançam-se de uma torre apenas com lianas atadas aos tornozelos. Cordas elásticas e arneses são pieguices impróprias de uma iniciação à idade adulta.

Tanna, Vanuatu

Daqui se Fez Vanuatu ao Ocidente

O programa de TV “Meet the Natives” levou representantes tribais de Tanna a conhecer a Grã-Bretanha e os E.U.A. De visita à sua ilha, percebemos porque nada os entusiasmou mais que o regresso a casa.

Pentecostes, Vanuatu

Bungee Jumping para Homens a Sério

Em 1995, o povo de Pentecostes ameaçou processar as empresas de desportos radicais por lhes terem roubado o ritual Naghol. Em termos de audácia, a imitação elástica fica muito aquém do original.

Espiritu Santo, Vanuatu

Divina Melanésia

Pedro Fernandes de Queirós pensava ter descoberto a Terra Australis. A colónia que propôs nunca se chegou a concretizar. Hoje, Espiritu Santo, a maior ilha de Vanuatu, é uma espécie de Éden.
Malekula, Vanuatu

Canibalismo de Carne e Osso

Até ao início do século XX, os comedores de homens ainda se banqueteavam no arquipélago de Vanuatu. Na aldeia de Botko descobrimos porque os colonizadores europeus tanto receavam a ilha de Malekula.
Visitantes em caminhada, Fortaleza de Massada, Israel
Parques nacionais
Massada, Israel

Massada: a Derradeira Fortaleza Judaica

Em 73 d.C, após meses de cerco, uma legião romana constatou que os resistentes no topo de Massada se tinham suicidado. De novo judaica, esta fortaleza é agora o símbolo supremo da determinação sionista
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Esplanada, Bryggen, Bergen, Noruega
Arquitectura & Design
Bergen, Noruega

A Grande Doca da Noruega

Já povoada no início do século XI, Bergen chegou a capital, monopolizou o comércio do norte norueguês e, até 1830, manteve-se uma das maiores cidades da Escandinávia. Hoje, Oslo lidera a nação. Bergen continua a destacar-se pela sua exuberância arquitectónica, urbanística e histórica.
Aventura
Vulcões

Montanhas de Fogo

Rupturas mais ou menos proeminentes da crosta terrestre, os vulcões podem revelar-se tão exuberantes quanto caprichosos. Algumas das suas erupções são gentis, outras provam-se aniquiladoras.
Corrida de camelos, Festival do Deserto, Sam Sam Dunes, Rajastão, Índia
Cerimónias e Festividades
Jaisalmer, Índia

Há Festa no Deserto do Thar

Mal o curto Inverno parte, Jaisalmer entrega-se a desfiles, a corridas de camelos e a competições de turbantes e de bigodes. As suas muralhas, ruelas e as dunas em redor ganham mais cor que nunca. Durante os três dias do evento, nativos e forasteiros assistem, deslumbrados, a como o vasto e inóspito Thar resplandece afinal de vida.
Para diante
Cidades

Acra, Gana

A Cidade que Nasceu no Berço da Costa do Ouro

Do desembarque dos navegadores portugueses à independência em 1957, sucederam-se as potências que dominaram a região do Golfo da Guiné. Após o século XIX, Acra, a actual capital do Gana, instalou-se em redor de três fortes coloniais erguidos pela Grã-Bretanha, Holanda e Dinamarca. Nesse tempo, cresceu de mero subúrbio até uma das megalópoles mais pujantes de África.

Comida
Margilan, Usbequistão

Um Ganha-Pão do Usbequistão

Numa de muitas padarias de Margilan, desgastado pelo calor intenso do forno tandyr, o padeiro Maruf'Jon trabalha meio-cozido como os distintos pães tradicionais vendidos por todo o Usbequistão
Garranos galopam pelo planalto acima de Castro Laboreiro, PN Peneda-Gerês, Portugal
Cultura
Castro Laboreiro, Portugal  

No Cimo Raiano-Serrano de Portugal

Chegamos à eminência da Galiza, a 1000m de altitude e até mais. Castro Laboreiro e as aldeias em redor impõem-se à monumentalidade granítica das serras e do Planalto da Peneda e de Laboreiro. Como o fazem as suas gentes resilientes que, entregues ora a Brandas ora a Inverneiras, ainda chamam casa a estas paragens deslumbrantes.
Sol nascente nos olhos
Desporto

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

Iguana em Tulum, Quintana Roo, México
Em Viagem
Iucatão, México

A Lei de Murphy Sideral que Condenou os Dinossauros

Cientistas que estudam a cratera provocada pelo impacto de um meteorito há 66 milhões de anos chegaram a uma conclusão arrebatadora: deu-se exatamente sobre uma secção dos 13% da superfície terrestre suscetíveis a tal devastação. Trata-se de uma zona limiar da península mexicana de Iucatão que um capricho da evolução das espécies nos permitiu visitar.
Jingkieng Wahsurah, ponte de raízes da aldeia de Nongblai, Meghalaya, Índia
Étnico
Meghalaya, Índia

Pontes de Povos que Criam Raízes

A imprevisibilidade dos rios na região mais chuvosa à face da Terra nunca demoveu os Khasi e os Jaintia. Confrontadas com a abundância de árvores ficus elastica nos seus vales, estas etnias habituaram-se a moldar-lhes os ramos e estirpes. Da sua tradição perdida no tempo, legaram centenas de pontes de raízes deslumbrantes às futuras gerações.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Mosteiro de Tawang, Arunachal Pradesh, Índia
História
Tawang, Índia

O Vale Místico da Profunda Discórdia

No limiar norte da província indiana de Arunachal Pradesh, Tawang abriga cenários dramáticos de montanha, aldeias de etnia Mompa e mosteiros budistas majestosos. Mesmo se desde 1962 os rivais chineses não o trespassam, Pequim olha para este domínio como parte do seu Tibete. De acordo, há muito que a religiosidade e o espiritualismo ali comungam com um forte militarismo.
Praia Islandesa
Ilhas

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Maksim, povo Sami, Inari, Finlandia-2
Inverno Branco
Inari, Finlândia

Os Guardiães da Europa Boreal

Há muito discriminado pelos colonos escandinavos, finlandeses e russos, o povo Sami recupera a sua autonomia e orgulha-se da sua nacionalidade.
Sombra vs Luz
Literatura

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Manada de búfalos asiáticos, Maguri Beel, Assam, Índia
Natureza
Maguri Bill, Índia

Um Pantanal nos Confins do Nordeste Indiano

O Maguri Bill ocupa uma área anfíbia nas imediações assamesas do rio Bramaputra. É louvado como um habitat incrível sobretudo de aves. Quando o navegamos em modo de gôndola, deparamo-nos com muito (mas muito) mais vida que apenas a asada.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Mini-snorkeling
Parques Naturais

Ilhas Phi Phi, Tailândia

De regresso a “A Praia”

Passaram 15 anos desde a estreia do clássico mochileiro baseado no romance de Alex Garland. O filme popularizou os lugares em que foi rodado. Pouco depois, alguns desapareceram temporária mas literalmente do mapa mas, hoje, a sua fama controversa permanece intacta.

Praia soleada
Património Mundial UNESCO

Miami Beach, E.U.A.

A Praia de Todas as Vaidades

Poucos litorais concentram, ao mesmo tempo, tanto calor e exibições de fama, de riqueza e de glória. Situada no extremo sudeste dos E.U.A., Miami Beach tem acesso por seis pontes que a ligam ao resto da Flórida. É manifestamente parco para o número de almas que a desejam.

Era Susi rebocado por cão, Oulanka, Finlandia
Personagens
PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de cães de trenó do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas da Finlândia mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf.
Promessa?
Praias
Goa, Índia

Para Goa, Rapidamente e em Força

Uma súbita ânsia por herança tropical indo-portuguesa faz-nos viajar em vários transportes mas quase sem paragens, de Lisboa à famosa praia de Anjuna. Só ali, a muito custo, conseguimos descansar.
Teleférico de Sanahin, Arménia
Religião
Alaverdi, Arménia

Um Teleférico Chamado Ensejo

O cimo da garganta do rio Debed esconde os mosteiros arménios de Sanahin e Haghpat e blocos de apartamentos soviéticos em socalcos. O seu fundo abriga a mina e fundição de cobre que sustenta a cidade. A ligar estes dois mundos, está uma cabine suspensa providencial em que as gentes de Alaverdi contam viajar na companhia de Deus.
Sobre carris
Sobre Carris

Sempre Na Linha

Nenhuma forma de viajar é tão repetitiva e enriquecedora como seguir sobre carris. Suba a bordo destas carruagens e composições díspares e aprecie cenários imperdíveis dos quatro cantos do mundo.
Fim da Viagem
Sociedade

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Casario, cidade alta, Fianarantsoa, Madagascar
Vida Quotidiana
Fianarantsoa, Madagáscar

A Cidade Malgaxe da Boa Educação

Fianarantsoa foi fundada em 1831 por Ranavalona Iª, uma rainha da etnia merina então predominante. Ranavalona Iª foi vista pelos contemporâneos europeus como isolacionista, tirana e cruel. Reputação da monarca à parte, quando lá damos entrada, a sua velha capital do sul subsiste como o centro académico, intelectual e religioso de Madagáscar.
Curiosidade ursa
Vida Selvagem

Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.

Vale de Kalalau
Voos Panorâmicos

Napali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto a exploramos por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.