Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso


O projeccionista
Gerard Pierre segura uma mascote felina de Sainte-Luce.
Baía piscatória
Barcos tradicionais de pesca na enseada tranquila em frente à povoação.
Bambu Jesus
Autocolante de uma bebida estimulante sexual junto a uma inscrição religiosa, na marginal de Sainte-Luce.
Politiquices
Morador assiste a um debate com o ex-presidente francês Nicholas Sarkozy.
Astro do Dia
Nome pomposo de um dos pequenos barcos ancorados em Sainte-Luce.
Família feliz
Louisy Belina, mãe nativa, Ayleen, a sua filha a sério e a filha-boneca a brincar da sua pequena.
Caribe de todas as cores
Barcos de pesca coloridos, alinhados na enseada de Sainte-Luce.
Refúgio automóvel
Gerard Pierre ao volante do seu Mercedes 190 D.
Ao sabor das ondas
Casal numa esplanada quase dentro de água.
Bière Lorraine
Uma pilha de grades de cerveja dá ainda mais cor à já de si enseada garrida de Sainte-Luce
De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.

Conduzimos ao sabor das estradas secundárias e sinuosas da Martinica.

Já na costa sul, decidimos fazer um desvio e espreitar uma povoação piscatória chamada Sainte-Luce.

O dia mantinha-se cinzento, quase chuvoso. Quando nos deparamos com a baía, constatamos que as pinturas alegres dos barcos de pesca e dos armazéns abarracados da povoação lhe emprestavam uma inesperada vivacidade.

Faz espécie a Gérard Pierre ver-nos esperar num miradouro avarandado, com o carro semi-aberto nas imediações. Sem mais que fazer, o nativo abandona o refúgio solitário do seu Mercedes 190D e aborda-nos. “Também estão com problemas mecânicos? Eu, há uns tempos que já só uso este para me sentar e descansar. Tem que ir à oficina mas pedem-me 50 euros adiantados… com a minha reforma, não vou conseguir tão cedo.”

Perguntamos-lhe o que fazia. Diz-nos que tinha deixado, havia pouco, de trabalhar em instalações eléctricas. Bastam uns instantes para percebermos como lhe custava esquecer um seu passado cinéfilo mais distante. “Eu projectei os maiores actores do mundo lá na sala de Rivière Pilote.

O projeccionista

Gerard Pierre segura uma mascote felina de Sainte-Luce.

Gerárd Pierre: de Desconhecido a Enciclopédia do Cinema

Se o Jacques Conrad – descobrimos mais tarde que se tratava de um empresário abastado originário da ilha vizinha Guadalupe – não a tivesse transformado num miserável parque de estacionamento, se calhar ainda hoje o fazia.

Não imaginam a quantidade de filmes que ali passei. Sei de cor as canções de quase todos e, ainda me lembro de muitos dos diálogos” desabafa com desgosto, para logo enunciar inúmeros nomes franceses dos clássicos lá exibidos, também dos seus protagonistas.

Conversa puxa conversa, Gérard resume-nos ainda a evolução da época do ecrã quadrado, das películas a preto-e-branco com sonorização ao vivo até ao Technicolor panorâmico que usou em abundância enquanto se manteve no activo.

Logo, volta a sequenciar mais títulos afrancesados de filmes de piratas mas também de Westerns, de romances, de longas-metragens de guerra e espionagem, de comédias e dramas, com ou sem sequelas: “La Filibustière des Antilles” (“A Raínha dos Piratas”), “Simbad, Le Marin” (“Simbad, o Marinheiro”), “Le Massacre de Fort Apache” (“Forte Apache”), “L’Homme des Vallées Perdues” (“Shane”).

E por aí fora. A lista é tão mecânica e melancólica quanto infindável.

De cada vez que lhe perguntamos algo, Gérard mostra-se ansioso por voltar à enumeração dos filmes. Por recuperar alguns dos seus protagonistas e momentos. atrevemo-nos uma vez mais a quebrar o enguiço.

Um Testemunho Inesgotável da Época Clássica do Cinema

Numa destas raras ocasiões, Gérard conta-nos que trabalhava em três sessões: ao meio-dia, às 6 da tarde e às 9 da noite. “mesmo assim, as salas estavam sempre cheias e não eram propriamente silenciosas”.

Aproveita para rir dos velhos tempos caóticos do seu cinema. E continua a trazê-lo à memória, guiado pelas questões que lhe colocamos.

“As pessoas não só falavam como aplaudiam as cenas mais entusiasmantes dos filmes. Era mesmo muito animado. Compravam coca-cola e bebiam-na com amendoins e pistachos servidos em canudos de papel. O álcool era proibido. Quando terminava a sessão, o chão estava quase sempre imundo. Precisávamos de limpar tudo vezes sem conta.”

Terminada a nova reconstituição do seu agradável passado, invade a mente do ex-projeccionista o esplendor de “Le Train Sifflerá Trois Fois” (“O Comboio Apitou Três Vezes”), um épico Western com Gary Cooper e Grace Kelly.

A canção desta longa-metragem cowboy sempre havia comovido Gérard. E é com prazer, óbvias falhas de tom e por cima da emissão martiniquenha do rádio do seu carro que nos entoa “Si tois aussi tu m’abandonnes”, o tema francófono do genérico.

Refúgio automóvel

Gerard Pierre ao volante do seu Mercedes 190 D.

A letra refresca-lhe mais uma vez a memória. Mal termina de cantar, repete o mote introdutório de que “nessa época havia tantos filmes”. Recupera, então, “Rio Bravo”, com John Wayne e mais alguns êxitos hollywoodescos com a dupla Lone Ranger e Tonto, entre outros.

A Saudade das Projecções e dos Velhos Êxitos de Hollywood

Perguntamos-lhe se acompanhava os filmes mais modernos. Gérard quase sai para fora da janela do velho Mercedes. “Se querem mesmo saber, desde que parei de trabalhar e as salas antigas desapareceram, o cinema deixou de me dizer alguma coisa. Felizmente, dois companheiros meus vão chegar entretanto da Metrópole. Disseram-me que me tinham gravado em vídeo todos estes filmes que cá passava antes. Vão visitar-me um destes dias. Hão-de mos passar.”

Também essa perspectiva lhe serve de pretexto para mais alguns minutos de listagem dos títulos que esperava receber dos amigos e rever. Só a cessa quando o interrogamos sobre a sua actividade pós-projeccionista, como electricista.

Baía piscatória

Barcos tradicionais de pesca na enseada tranquila em frente à povoação.

O sol espreita entre as nuvens pela primeira vez desde o amanhecer. Precisamos de pôr cobro ao convívio para darmos atenção fotográfica à baía colorida de Sainte-Luce. Ao ver-se confrontado com a iminência da despedida, Gérard reage e retoma a sua lengalenga cinematográfica.

Temos dificuldade em abandoná-lo à solidão automóvel e nostálgica a que parecia votado. Em vez, contamos-lhe que, em Portugal, ainda assistíamos a esses clássicos mais antigos de quando em quando, na Cinemateca de Lisboa, mas que não era coisa muito frequente por culpa da profusão de novos filmes a que agora temos acesso. E da já bem antiga sobreposição da TV, claro.

Astro do Dia

Nome pomposo de um dos pequenos barcos ancorados em Sainte-Luce.

À Descoberta da Sainte Luce dos Nossos Dias

Agradecemos-lhe a amabilidade e deixamo-lo com um até breve genuíno. Não contávamos nem demorar-nos muito na marginal humilde da povoação abaixo nem que Gérard dali saísse tão cedo.

Na baía principal de Saint-Luce, vagueamos à beira-mar entre bancas de um mercado de peixe encerrado, ou de mini-bares que vendiam rum planteur e outras das especialidades martiniquenhas mais populares.

Politiquices

Morador assiste a um debate com o ex-presidente francês Nicholas Sarkozy.

Para diante, no interior de um café incaracterístico, três ou quatro moradores acompanham uma entrevista televisiva ao sempre pomposo presidente de então, Nicholas Sarkozy. Observamos pela janela um pouco da emissão. E também as reacções daqueles clientes das Antilhas às suas mais recentes demagogias.

Não tardamos a abandonar a política.

Ali perto, contornarmos um barracão pintado de amarelo e vermelho, também decorado com um autocolante atrevido de uma bebida que se promovia na região como sexualmente estimulante, “Bambu”. No anúncio gasto pelo sol, uma mulher caribenha de biquíni segurava uma cana verde da planta.

Bambu Jesus

Autocolante de uma bebida estimulante sexual junto a uma inscrição religiosa, na marginal de Sainte-Luce.

Do outro lado da estrutura, Louisy Belina, mãe nativa, brinca com Ayleen, a sua filha a sério e com a filha-boneca a brincar da sua pequena. Detemo-nos por alguns minutos à conversa com as duas. Sem que o esperássemos, antes de deixarmos Sainte-Luce ainda somos prendados com uma imagem digna da sétima arte.

Abrigado na privacidade de uma esplanada deserta e despretensiosa, instalado sob coqueiros reclinados e outras copas tropicais, um casal discute e troca carinhos pacificadores, enquanto o Mar das Caraíbas avança e recua com gentileza sobre a areia vulcânica e quase lhes afaga os pés.

Ao sabor das ondas

Casal numa esplanada quase dentro de água.

Regressamos ao carro com vontade de a descrever a Gérard, de lhe perguntar se a acharia digna de projectar.

Ao contrário do que esperávamos, quando subimos ao miradouro em que com ele havíamos convivido, o Mercedes 190D permanecia no mesmo lugar. Gérard tinha saído de cena.

Ooty, Índia

No Cenário Quase Ideal de Bollywood

O conflito com o Paquistão e a ameaça do terrorismo tornaram as filmagens em Caxemira e Uttar Pradesh um drama. Em Ooty, constatamos como esta antiga estação colonial britânica assumia o protagonismo.

Espectáculos

O Mundo em Cena

Um pouco por todo o Mundo, cada nação, região ou povoação e até bairro tem a sua cultura. Em viagem, nada é mais recompensador do que admirar, ao vivo e in loco, o que as torna únicas.
Monument Valley, E.U.A.

Índios ou cowboys?

Realizadores de Westerns emblemáticos como John Ford imortalizaram aquele que é o maior território indígena dos Estados Unidos. Hoje, na Nação Navajo, os navajo também vivem na pele dos velhos inimigos.
Ilha Robinson Crusoe, Chile

Alexander Selkirk: na Pele do Verdadeiro Robinson Crusoe

A principal ilha do arquipélago Juan Fernández foi abrigo de piratas e tesouros. A sua história fez-se de aventuras como a de Alexander Selkirk, o marinheiro abandonado que inspirou o romance de Dafoe
Guadalupe, Antilhas Francesas

Guadalupe: Um Caribe Delicioso, em Contra-Efeito Borboleta

Guadalupe tem a forma de uma mariposa. Basta uma volta por esta Antilha para perceber porque a população se rege pelo mote Pas Ni Problem e levanta o mínimo de ondas, apesar das muitas contrariedades.
PN Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.
Ogimashi, Japão

Um Japão Histórico-Virtual

Higurashi no Naku Koro ni” foi uma série de animação nipónica e jogo de computador com enorme sucesso. Em Ogimashi, aldeia de Shirakawa-Go, convivemos com um grupo de kigurumis das suas personagens.
Saint-Pierre, Martinica

A Cidade que Renasceu das Cinzas

Em 1900, a capital económica das Antilhas era invejada pela sua sofisticação parisiense, até que o vulcão Pelée a carbonizou e soterrou. Passado mais de um século, Saint-Pierre ainda se regenera.
Fort-de-France, Martinica

Liberdade, Bipolaridade e Tropicalidade

Na capital da Martinica confirma-se uma fascinante extensão caribenha do território francês. Ali, as relações entre os colonos e os nativos descendentes de escravos ainda suscitam pequenas revoluções.
Elafonisi, Creta, Grécia
Praia
Chania a Elafonisi, Creta, Grécia

Ida à Praia à Moda de Creta

À descoberta do ocidente cretense, deixamos Chania, percorremos a garganta de Topolia e desfiladeiros menos marcados. Alguns quilómetros depois, chegamos a um recanto mediterrânico de aguarela e de sonho, o da ilha de Elafonisi e sua lagoa.
Caminhada Solitária, Deserto do Namibe, Sossusvlei, Namibia, acácia na base de duna
Parque Nacional
Sossusvlei, Namíbia

O Namibe Sem Saída de Sossusvlei

Quando flui, o rio efémero Tsauchab serpenteia 150km, desde as montanhas de Naukluft. Chegado a Sossusvlei, perde-se num mar de montanhas de areia que disputam o céu. Os nativos e os colonos chamaram-lhe pântano sem retorno. Quem descobre estas paragens inverosímeis da Namíbia, pensa sempre em voltar.
festa no barco, ilha margarita, PN mochima, venezuela
Parques nacionais
Ilha Margarita ao PN Mochima, Venezuela

Ilha Margarita ao Parque Nacional Mochima: um Caribe bem Caribenho

A exploração do litoral venezuelano justifica uma festa náutica de arromba. Mas, estas paragens também nos revelam a vida em florestas de cactos e águas tão verdes como a selva tropical de Mochima.
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Praia soleada
Arquitectura & Design

Miami Beach, E.U.A.

A Praia de Todas as Vaidades

Poucos litorais concentram, ao mesmo tempo, tanto calor e exibições de fama, de riqueza e de glória. Situada no extremo sudeste dos E.U.A., Miami Beach tem acesso por seis pontes que a ligam ao resto da Flórida. É manifestamente parco para o número de almas que a desejam.

Passageiros, voos panorâmico-Alpes do sul, Nova Zelândia
Aventura
Aoraki Monte Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.
Fogo artifício de 4 de Julho-Seward, Alasca, Estados Unidos
Cerimónias e Festividades
Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos Estados Unidos é festejada, em Seward, Alasca, de forma modesta. Mesmo assim, o 4 de Julho e a sua celebração parecem não ter fim.
Anoitecer no Parque Itzamna, Izamal, México
Cidades
Izamal, México

A Cidade Mexicana, Santa, Bela e Amarela

Até à chegada dos conquistadores espanhóis, Izamal era um polo de adoração do deus Maia supremo Itzamná e Kinich Kakmó, o do sol. Aos poucos, os invasores arrasaram as várias pirâmides dos nativos. No seu lugar, ergueram um grande convento franciscano e um prolífico casario colonial, com o mesmo tom solar em que a cidade hoje católica resplandece.
mercado peixe Tsukiji, toquio, japao
Comida
Tóquio, Japão

O Mercado de Peixe que Perdeu a Frescura

Num ano, cada japonês come mais que o seu peso em peixe e marisco. Desde 1935, que uma parte considerável era processada e vendida no maior mercado piscícola do mundo. Tsukiji foi encerrado em Outubro de 2018, e substituído pelo de Toyosu.
Igreja Ortodoxa de Bolshoi Zayatski, ilhas Solovetsky, Rússia
Cultura
Bolshoi Zayatsky, Rússia

Misteriosas Babilónias Russas

Um conjunto de labirintos pré-históricos espirais feitos de pedras decoram a ilha Bolshoi Zayatsky, parte do arquipélago Solovetsky. Desprovidos de explicações sobre quando foram erguidos ou do seu significado, os habitantes destes confins setentrionais da Europa, tratam-nos por vavilons.
arbitro de combate, luta de galos, filipinas
Desporto
Filipinas

Quando só as Lutas de Galos Despertam as Filipinas

Banidas em grande parte do Primeiro Mundo, as lutas de galos prosperam nas Filipinas onde movem milhões de pessoas e de Pesos. Apesar dos seus eternos problemas é o sabong que mais estimula a nação.
Composição sobre Nine Arches Bridge, Ella, Sri Lanka
Em Viagem
PN Yala-Ella-Kandy, Sri Lanka

Jornada Pelo Âmago de Chá do Sri Lanka

Deixamos a orla marinha do PN Yala rumo a Ella. A caminho de Nanu Oya, serpenteamos sobre carris pela selva, entre plantações do famoso Ceilão. Três horas depois, uma vez mais de carro, damos entrada em Kandy, a capital budista que os portugueses nunca conseguiram dominar.
Tulum, Ruínas Maias da Riviera Maia, México
Étnico
Tulum, México

A Mais Caribenha das Ruínas Maias

Erguida à beira-mar como entreposto excepcional decisivo para a prosperidade da nação Maia, Tulum foi uma das suas últimas cidades a sucumbir à ocupação hispânica. No final do século XVI, os seus habitantes abandonaram-na ao tempo e a um litoral irrepreensível da península do Iucatão.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Cavaleiros cruzam a Ponte do Carmo, Pirenópolis, Goiás, Brasil
História
Pirenópolis, Brasil

Uma Pólis nos Pirenéus Sul-Americanos

Minas de Nossa Senhora do Rosário da Meia Ponte foi erguida por bandeirantes portugueses, no auge do Ciclo do Ouro. Por saudosismo, emigrantes provavelmente catalães chamaram à serra em redor de Pireneus. Em 1890, já numa era de independência e de incontáveis helenizações das suas urbes, os brasileiros baptizaram esta cidade colonial de Pirenópolis.
Ruínas, Port Arthur, Tasmania, Australia
Ilhas
À Descoberta de Tassie,  Parte 2 - Hobart a Port Arthur, Austrália

Uma Ilha Condenada ao Crime

O complexo prisional de Port Arthur sempre atemorizou os desterrados britânicos. 90 anos após o seu fecho, um crime hediondo ali cometido forçou a Tasmânia a regressar aos seus tempos mais lúgubres.
Tempo de aurora
Inverno Branco

Lapónia Finlandesa

Em Busca da Raposa de Fogo

São exclusivas dos píncaros da Terra as auroras boreais ou austrais, fenómenos de luz gerados por explosões solares. Os nativos Sami da Lapónia acreditavam tratar-se de uma raposa ardente que espalhava brilhos no céu. Sejam o que forem, nem os quase 30º abaixo de zero que se faziam sentir no extremo norte da Finlândia nos demoveram de as admirar.

Na pista de Crime e Castigo, Sao Petersburgo, Russia, Vladimirskaya
Literatura
São Petersburgo, Rússia

Na Pista de “Crime e Castigo”

Em São Petersburgo, não resistimos a investigar a inspiração para as personagens vis do romance mais famoso de Fiódor Dostoiévski: as suas próprias lástimas e as misérias de certos concidadãos.
Passageira agasalhada-ferry M:S Viking Tor, Aurlandfjord, Noruega
Natureza
Flam a Balestrand, Noruega

Onde as Montanhas Cedem aos Fiordes

A estação final do Flam Railway, marca o término da descida ferroviária vertiginosa das terras altas de Hallingskarvet às planas de Flam. Nesta povoação demasiado pequena para a sua fama, deixamos o comboio e navegamos pelo fiorde de Aurland abaixo rumo à prodigiosa Balestrand.
Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Patrulha réptil
Parques Naturais
Esteros del Iberá, Argentina

O Pantanal das Pampas

No mapa mundo, para sul do famoso pantanal brasileiro, surge uma região alagada pouco conhecida mas quase tão vasta e rica em biodiversidade. A expressão guarani Y berá define-a como “águas brilhantes”. O adjectivo ajusta-se a mais que à sua forte luminância.
Saida Ksar Ouled Soltane, festival dos ksour, tataouine, tunisia
Património Mundial UNESCO
Tataouine, Tunísia

Festival dos Ksour: Castelos de Areia que Não Desmoronam

Os ksour foram construídos como fortificações pelos berberes do Norte de África. Resistiram às invasões árabes e a séculos de erosão. O Festival dos Ksour presta-lhes, todos os anos, uma devida homenagem.
Sósias dos irmãos Earp e amigo Doc Holliday em Tombstone, Estados Unidos da América
Personagens
Tombstone, E.U.A.

Tombstone: a Cidade Demasiado Dura para Morrer

Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.
Baie d'Oro, Île des Pins, Nova Caledonia
Praias
Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.
Casario, cidade alta, Fianarantsoa, Madagascar
Religião
Fianarantsoa, Madagáscar

A Cidade Malgaxe da Boa Educação

Fianarantsoa foi fundada em 1831 por Ranavalona Iª, uma rainha da etnia merina então predominante. Ranavalona Iª foi vista pelos contemporâneos europeus como isolacionista, tirana e cruel. Reputação da monarca à parte, quando lá damos entrada, a sua velha capital do sul subsiste como o centro académico, intelectual e religioso de Madagáscar.
A Toy Train story
Sobre carris
Siliguri a Darjeeling, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
Uma espécie de portal
Sociedade

Little Havana, E.U.A.

A Pequena Havana dos Inconformados

Ao longo das décadas e até aos dias de hoje, milhares de cubanos cruzaram o estreito da Flórida em busca da terra da liberdade e da oportunidade. Com os E.U.A. ali a meros 145 km, muitos não foram mais longe. A sua Little Havana de Miami é, hoje, o bairro mais emblemático da diáspora cubana.

Visitantes nas ruínas de Talisay, ilha de Negros, Filipinas
Vida Quotidiana
Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.
Abastecimento
Vida Selvagem

PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.

Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.