Mar Morto, Israel

À Tona d’água, nas profundezas da Terra


Repouso anfíbio

Senhora boia no Mar Morto em trajes pouco adequados ao momento balnear.

Margens bíblicas

Vista de um sector azulado do Mar Morto, há muito em retrocesso face à dimensão e há algumas décadas.

Flutuação a dois

Casal boia sem dificuldade na água repleta de sal do Mar Morto, com a Jordânia na margem oposta.

Ponto de encontro

Banhistas convivem em redor de uma estrutura balnear de um dos hotéis nas margens do Mar Morto.

Lama medicinal

Homem cobre-se de argila das margens do Mar Morto, alegadamente terapêutica para a pele.

Até ao fim do dia

Banhistas mantêm-se dentro da água morna do Mar Morto, já sobre o anoitecer.

Notícias salgadas

Banhista lê um jornal israelita em flutação na água com enorme concentração de sal.

Até ao fim do dia II

Grupo de amigos conversa numa zona mais recatada do Mar Morto.

É o lugar mais baixo à superfície do planeta e palco de várias narrativas bíblicas. Mas o Mar Morto também é especial pela concentração de sal que inviabiliza a vida mas sustém quem nele se banha. 

O lugar era épico. Ocorreu-nos que merecia uma apreciação condigna das alturas. Uma vez que a varanda do hotel nos retalhava a vista, decidimos repetir procedimentos já habituais em viagem e verificar como estaria o acesso ao topo daquele edifício quase industrial. O elevador conduz-nos até a um andar próximo mas não o último. Mudamo-nos para as escadas de emergência que subimos até encontrarmos a derradeira porta de acesso ao terraço que testamos com uma espécie de curiosidade derrotista. Por norma, os hotéis têm estas passagens barradas e os pedidos de autorização resultam em longos processos burocráticos ou em negativas puras e duras. É, assim, com grande espanto que percebemos a porta abrir sem qualquer problema. Serpenteamos entre obstáculos estruturais, mobiliário mal armazenado e outros objectos de construção até que chegamos ao lado leste e somos prendados com a panorâmica que desejávamos.

Para baixo e para diante estendia-se o vasto Mar Morto, tão inerte quanto exuberante, disperso em tons de azul e verde esmeralda que nem a névoa provocada pela forte evaporação fazia sumir. A contê-lo, impunham-se, ali, margens montanhosas de terra poeirenta sobrevoada por bandos de corvos negros sustentados pelas correntes ascendentes geradas pelo calor à superfície.

Estamos uma dezenas de metros acima dos 423 abaixo do nível do mar a que se situa o estranho fenómeno geológico. Apesar da hora tardia, o termómetro ainda marca 38º e flutuam nele umas dezenas de banhistas em absoluto deleite. Não tardamos a regressar ao solo e a juntarmo-nos àqueles resistentes.

A entrada na água faz-se sem questões de maior excepto um ardor atroz em feridas nos joelhos resultantes de um qualquer descuido de dias anteriores.

Já a adaptação horizontal ao meio prova-se complicada. O Mar Morto tem quase dez vezes mais sal (33,7% ou 1.240g por litro) que os oceanos e é avesso a um normal afundamento do corpo. Com esta mesma concentração exagerada da substância, castigou-nos com novo ardor aflitivo de cada vez que salpicámos os olhos ao nos aventurarmos com natações e movimentos por norma simples de executar.

Percebemos, pelos castigos da prática, a razão de a imagem mais popular de lazer neste líquido caprichoso ser a de alguém completamente imóvel, a ler um jornal.  

Entretanto, Oded, o guia israelita que nos conduzia por Israel, aparece e diverte-se a ouvir os queixumes que lhe apresentamos. “Pois isso é muito comum acontecer a quem cá vem pela primeira vez.”, responde-nos. “Mas olhem que sei de coisas bem piores. Há uns anos, um alemão que andava de carro com amigos parou à beira da margem numa zona erma e resolveu mandar um mergulho do topo de uma rocha. Acreditem ou não, foi parar ao hospital e acabou por morrer.”

Apesar da incoerência perante o seu nome que retrata o facto de não acolher qualquer forma de vida permanente – na realidade abriga 11 espécies distintas de bactérias – o Mar Morto também está moribundo. Em tempos foi uma das cinco estâncias terapêuticas mais conceituadas do mundo, numa altura em que o frequentava o rei Herodes que construiu a fortaleza de Masada nas proximidades. O futuro rei David, João Baptista e Jesus Cristo, entre outras personagens bíblicas, retiraram-se também para as suas margens, ou para as montanhas e grutas contíguas.

Nessa época, o Mar de Sal, como era conhecido, mantinha as dimensões originais. Mais recentemente, a água do rio Jordão que o alimenta passou a ser barrada pela construção de represas, reservatórios e assim desviada em contínuo por Israel, pela Jordânia e pela Síria para fins de consumo directo, agrícola e outros. Como resultado, a superfície que chegava aos 395 m abaixo do nível do mar, em 1970, atingia já os 418 m, em 2006, e continuou a diminuir a um ritmo preocupante de quase 1 metro por ano, 30% em 30 anos.

Este encolhimento causou a sua divisão em dois corpos distintos: há actualmente uma bacia norte que é três vezes maior e 400 m mais profunda que a sul, esta, separada pela península de Lashon com origem na margem jordana.  

A última bacia – aquela em que nos banhamos – não chega a ultrapassar os 6 metros e tem uma concentração de sal ainda maior que justifica o aparecimento de formações de cristal enigmáticas ao estilo de icebergs. 

Diz-se, por estes lados, de forma espirituosa, que o Mar Morto desenvolveu as suas formas de vingança e a verdade é que as autoridades israelitas têm que se esforçar para evitar que os visitantes delas sejam vítimas. Enquanto percorremos a Highway 90 – a estrada mais profunda do mundo – vemos sucederem-se avisos excêntricos que alertam para o perigo dos sinkholes. À medida que a água recua, deixa para trás depósitos de salmoura que são dissolvidos pela água doce da superfície e da chuva que, apesar de rara, se pode provar diluviana. Aos poucos, o processo deu origem a milhares de buracos camuflados, armadilhas geológicas em que, de quando em quando, caem turistas. Por sorte e algum cuidado nunca nos acontece tal desgraça.

Noutro dia de exploração, decidimos parar nas termas de Ein Gedi procuradas pelas propriedades nutritivas da lama que ali compõe o leito do mar ou, inclinamo-nos mais a acreditar, pela estranha diversão de com elas se poder cobrir e exibir o corpo.

Oded recusa-se a acompanhar-nos. “Fiz isso uma vez e não me volto a meter noutra! “ afiança-nos. Pelo contrário, um grupo de estudantes norte-americanos aproveita a experiência ao máximo e partilha entre si, os resultados visuais conseguidos “Estás demais Ken! Já vi zombies com melhor aspecto, podes acreditar”.

Não procuramos sequer resistir à cerimónia. Besuntamo-nos da argamassa negra e dirigimo-nos com dezenas de criaturas congéneres, em cozedura sob o sol cruel que mantém seco o Deserto de Negev, para a paragem do pequeno comboio que nos havia de conduzir à praia, como o resto do mar, muito mais abaixo que há uns tempos. Ali, dividimos o tempo entre banhar-nos e restabelecermos a cobertura com que tínhamos chegado.

Não há provas de que alguma das personagens bíblicas que passaram pelo Mar Morto se tenha metido em tais preparos. Ou isso estará em falta na descoberta extraordinária que veio a revelar parte substancial da vida e da história do povo judeu na região. Em 1947, um jovem pastor beduíno procurava por uma cabra tresmalhada quando detectou e desenterrou jarras de argila que jaziam numa gruta junto ao topo de uma falésia, na proximidade de Qumran, uma povoação situada bem mais a norte de Ein Gedi, na margem ocidental. 

Trabalhos arqueológicos posteriores desvendaram pergaminhos que incluíam livros do Velho Testamento, dos livros apócrifos e outros textos inéditos. Também comprovaram que a gruta fazia parte de um assentamento dos Essénios, uma seita judaica refractária que acreditava ser o povo eleito de Israel e que se havia mudado para o deserto de Negev por volta de 150 a.C. para se proteger à decadência que considerava grassar entre os restantes judeus.

Será uma tarefa complexa, apurar, nos dias que correm, a razão desta seita. O que é certo é que, a comprovarem-se as teorias de arqueólogos e outros estudiosos que defendem que Sodoma e Gomorra se situavam junto ao Mar Morto e caso os Essénios ali existissem alguns séculos antes, teriam tido muito mais motivos de queixa.

São João de Acre, Israel

A Fortaleza que Resistiu a Tudo

Foi alvo frequente das Cruzadas e tomada e retomada vezes sem conta. Hoje, israelita, Acre é partilhada por árabes e judeus. Vive tempos bem mais pacíficos e estáveis que aqueles por que passou.

Tsfat, Israel

Quando a Cabala é Vítima de Si Mesma

Nos anos 50, Tsfat congregava a vida artística da jovem nação israelita e recuperava a sua mística secular. Mas convertidos famosos como Madonna vieram perturbar a mais elementar discrição cabalista.

Old Jaffa, Israel

Onde Assenta a Cidade que Nunca Pára

Telavive é famosa pela noite mais intensa do Médio Oriente. Mas, se os seus jovens se divertem até à exaustão nas discotecas à beira Mediterrâneo, é cada vez mais na vizinha Old Jaffa que dão o nó.

Masada, Israel

O Último Baluarte Judaico

Em 73 d.C, após meses de cerco, uma legião romana constatou que os resistentes no topo de Masada se tinham suicidado. De novo judaica, esta fortaleza é agora o símbolo supremo da determinação sionista

Jaffa, Israel

Protestos Pouco Ortodoxos

Uma construção em Jaffa, Telavive, ameaçava profanar o que os judeus radicais pensavam ser vestígios dos seus antepassados. E nem a revelação de se tratarem de jazigos pagãos os demoveu da contestação

Monte Sinai, Egipto

Força nas Pernas e Fé em Deus

Moisés recebeu os Dez Mandamentos no cume do Monte Sinai e revelou-os ao povo israelita. Hoje, centenas de peregrinos vencem, todas as noites, os 4000 degraus daquela dolorosa mas mística ascensão.

Wall like an Egyptian
Arquitectura & Design
Luxor, Egipto

De Luxor a Tebas: viagem ao Antigo-Egipto

Tebas foi erguida como a nova capital suprema do Império Egípcio, o assento de Amon, o Deus dos Deuses. A moderna Luxor herdou a sua sumptuosidade. Entre uma e a outra fluem o Nilo sagrado e milénios de história deslumbrante.
Lagoas fumarentas
Aventura

Tongariro, Nova Zelândia

Os Vulcões de Todas as Discórdias

No final do século XIX, um chefe indígena cedeu os vulcões de Tongariro à coroa britânica. Hoje, parte significativa do povo maori continua a reclamar aos colonos europeus as suas montanhas de fogo.

Bom conselho Budista
Cerimónias e Festividades

Chiang Mai, Tailândia

300 Wats de Energia Espiritual e Cultural

Os tailandeses chamam a cada templo budista wat e a sua capital do norte tem-nos em óbvia abundância. Entregue a sucessivos eventos realizados entre santuários, Chiang Mai nunca se chega a desligar.

No coração amarelo de San Cristóbal
Cidades

San Cristóbal de Las Casas, México

O Lar Doce Lar da Consciência Social Mexicana

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Ilha menor
Comida
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Bruxinha de chaleira
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Recta Final
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Trio das alturas
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Lenha
Natureza

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Filhos da Mãe-Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

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Meandros do Matukituki
Parques Naturais
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Que Bem que Se Está no Campo dos Antípodas

Se a Nova Zelândia é conhecida pela sua tranquilidade e intimidade com a Natureza, Wanaka excede qualquer imaginário. Situada num cenário idílico entre o lago homónimo e o místico Mount Aspiring, ascendeu a lugar de culto. Muitos kiwis aspiram a para lá mudar as suas vidas.
O derradeiro submarino
Património Mundial Unesco
Suomenlinna, Finlândia

A Fortaleza em Tempos Sueca da Finlândia

Destacada num pequeno arquipélago à entrada de Helsínquia, Suomenlinna foi erguida por desígnios político-militares do reino sueco. Durante mais de um século, a Rússia deteve-a. Desde 1917, que o povo suómi a venera como o bastião histórico da sua espinhosa independência.
Curiosidade ursa
Personagens

Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.

Pesca no Paraíso
Praia

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Entre a Lealdade e a Liberdade

A Nova Caledónia sempre questionou a integração na longínqua França. Em Ouvéa, encontramos uma história de resistência mas também nativos que preferem a cidadania e os privilégios francófonos.

Auto-flagelação
Religião

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A Paixão Filipina de Cristo

Nenhuma nação em redor é católica mas muitos filipinos não se deixam intimidar. Na Semana Santa, entregam-se à crença herdada dos colonos espanhóis.A auto-flagelação torna-se uma prova sangrenta de fé

Colosso Ferroviário
Sobre carris

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Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.

Aos repelões
Sociedade

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Cowboys da Oceania

O Texas até fica do outro lado do mundo mas não faltam vaqueiros no país dos coalas e dos cangurus. Rodeos do Outback recriam a versão original e 8 segundos não duram menos no Faroeste australiano.

Dança dos cabelos
Vida Quotidiana
Huang Luo, China

Huang Luo: a Aldeia Chinesa dos Cabelos mais Longos

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de Huang Luo renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os cabelos mais longos do mundo, anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e arrôz.
Vai-e-vem fluvial
Vida Selvagem

Iriomote, Japão

Uma Pequena Amazónia Japonesa

Florestas tropicais e manguezais impenetráveis preenchem Iriomote sob um clima de panela de pressão. Aqui, os visitantes estrangeiros são tão raros como o yamaneko, um lince endémico esquivo.

Os sounds
Voos Panorâmicos

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Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o subdomíno retalhado entre Te Anau e o Mar da Tasmânia.