Jaffa, Israel

Protestos Pouco Ortodoxos


Resistência

Soldados da IDF removem um judeu ultra-ortodoxo.

Reforços Judeus

Rabi e séquito dirigem-se ao núcleo dos manifestantes ultra-ortodoxos.

Escrituras

Haredim lê passagens a partir de uma mini-Tora.

Protesto pouco ortodoxo

Judeus haredim reunidos em frente ao cemitério em que foram encontrados os jazigos.

Conferência em baixo tom

Judeus ortodoxos haredim revêm estratégias de protesto.

Posto de controle

Soldado das IDF à conversa junto a uma das barreiras erguidas para conter a manifestação.

Curiosidade

Fotógrafo judeu mostra aos protestantes uma das imagens que acabou de fazer.

Debate Circunscrito

Judeus ortodoxos trocam impressões junto a uma vedação colocada pela polícia de Telavive.

Fé na Razão

Líder judeu inspira-se na leitura compenetrada da Tora

Expulsão da Manifestação

Polícia de Telavive carrega um protestante demasiado agressivo.

Protestos a Rigor

Protestantes judeus conversam durante a manifestação.

Também por escrito

Protestante haredim exibe uma mensagem de contestação ao público no exterior do gradeamento.

Lei religiosa contra a lei da força

Soldados das IDF controlam judeus ortodoxos, em Jaffa.

Diálogo de surdos

Judeu aborda um grupo de militares instalados contra um muro à frente do espaço atribuído à contestação

Protesto Sentado

Protestante ultra-ortodoxo instala-se para o que se previa ser uma longa contestação passiva.

Um simples registo

Jovem judeu fotografa o panorama no exterior do gradeamento colocado pelas autoridades de Telavive.

Uma construção em Jaffa, Telavive, ameaçava profanar o que os judeus radicais pensavam ser vestígios dos seus antepassados. E nem a revelação de se tratarem de jazigos pagãos os demoveu da contestação

Uma qualquer tempestade de areia longínqua enche de pó a atmosfera sobre o litoral centro de Israel e a marginal que acompanha as praias mediterrânicas de Telavive não foge à regra. É algo que pouco preocupa os inúmeros atletas que vemos a percorrê-la mas, logo ao lado, os vendedores da feira da ladra a leste da rua Yekef não largam os espanadores, determinados em manter uma aparência minimamente digna das suas relíquias e antiguidades. Por comparação, a azáfama destes é absolutamente mundana para outros conterrâneos, envolvidos em reivindicações e batalhas superiores.

Deixamos o bazar e avançamos em direcção ao casario que ocupa a encosta da velha Jaffa mas nunca chegamos a completar o trajecto. Capta-nos a atenção uma mancha negra formada por um batalhão de judeus ultra-ortodoxos encerrados por barreiras metálicas azuis e controlados por elementos da polícia local, trajados com uniformes de aparência militar e também por soldados das IDF – Forças de Defesa de Israel.

Ouvimos clamores espontâneos e desgarrados, intercalados por outros colectivos que um ou outro haredim com perfil de líder faz questão de lançar. Aproximamo-nos, curiosos, e não demoramos a obter de um polícia a explicação superficial de tão estranho alarido. Em 1993, durante escavações de uma obra, foram descobertos vestígios arqueológicos num cemitério do bairro de Andromeda Hill. A comunidade ultra-ortodoxa judaica convenceu-se de que ali se encontravam jazigos ancestrais sagrados e montou uma operação de protesto contra a profanação das sepulturas, imperdoável aos olhos do judaísmo que professa a existência da vida depois da morte.

O assunto depressa cruzou mares e chegou ao julgamento dos poderosos judeus americanos. Como consequência, o Congresso Rabínico Central determinou que se organizassem sucessivas manifestações.

Várias tiveram lugar em frente da casa de Manhattan do magnata do imobiliário Aby Rosen, entretanto acusado de, em equipa com o sócio Michael Fuchs perpetrar a heresia para poder continuar com a construção do “Eden”, um hotel de luxo com valor estimado de 480 milhões de euros.

Dois outros protestos, em particular, destacaram-se pela dimensão impressionante que atingiram. Um concentrou 10.000 judeus ortodoxos junto à sede da RFR (a empresa dos investidores) no número 390 da Park Avenue. O outro teve lugar em Washington e reuniu cerca de 7000 participantes. Mais ou menos ao mesmo tempo, em Jerusalém e Beit Shemesh foram reunidas forças contestatárias que viajavam frequentemente de autocarro para Telavive. Vimo-las entrar em acção nas imediações do cemitério de 3000 anos.

Primeiro na expectativa, alguns haredim juntam-se em pequenos grupos. Dedicam-se a conspirar entre si e partilham expressões de aparente regozijo que nos sugerem terem chegado ao plano ideal para vencerem os desafiadores. Outros, concentram-se nas páginas de Toras portáteis e ensaiam leituras de orações que estão certos provarem a legitimidade das suas convicções.

Percebemos como vibram com a leitura. E como convocam os crentes próximos para lhes mostrarem, orgulhosos, as virtudes dos trechos religiosos mais comoventes. 

Os chapéus pretos – borsalinos, fedoras, shtreimels, kolpiks, trilbys – e algumas kipás protegem-nos do sol que rompe a névoa dominante mas não escondem as peots (canudos que caem das têmporas) que, a cada movimento, ondulam e afagam as barbas fartas.

Notamos um óbvio predomínio de rekels (fatos negros) mas também alguns kaftans (fatos negros com listas douradas e azuis) que confirmam a presença de comunidades distintas do judaísmo, caso da Yerushalmi Haredim.

Algum tempo depois, chega ao local o Rabi Yitzhak Tuvia Weiss – líder da seita anti-sionista Eda Haredit – curiosamente de carro, apesar de toda a área estar vedada ao trânsito.

Acompanhado de um séquito fiel, este Rabi junta-se de imediato à multidão ultra-ortodoxa e inaugura um período de oração comunal. Em seguida, recupera os protestos que conduz sem cerimónias.

”Amaldiçoamos a saúde, a família e o sustento de todos aqueles que participaram na dessacralização destas sepulturas.” grita um haredim já consciente da presença de jornalistas estrangeiros. “Todos aqueles envolvidos na danificação deste cemitério e solo pagarão com as suas vidas – e estas maldições já se provaram reais no passado”.

Depois da oração e das intimidações, os manifestantes tentam deixar as barreiras que os limitam e forçar o cordão policial para se dirigirem ao local do crime. Quando os agentes os barram, entram em confronto físico e têm lugar algumas detenções. Não satisfeitos, atiram pedras, garrafas e outros objectos aos polícias, por essa altura, já apoiados por forças especiais e até por um helicóptero.

Um fotógrafo judeu que antes tinha confraternizado com os haredim regista os acontecimentos de forma ávida. Mas, quando os manifestantes são conduzidos de volta ao interior da vedação, retoma o convívio e, a pedido dos crentes, mostra-lhes as fotos mais impactantes da agitação. Logo após, aborda-nos para tentar perceber de onde vimos e para que órgão trabalhamos, preocupado com o aspecto profissional do material fotográfico que usamos e com a possível quebra da sua, até então, incontestada exclusividade.

Num ápice, os protestantes recuperam energias.  Retomam a carga verbal em coro e chamam aos polícias e militares das IDF “criminosos” e “nazis”. A alguns elementos de ascendência etíope destas forças são ainda dedicados insultos racistas específicos.

As autoridades recebem ordens para mover a manifestação para um parque público nas imediações e a medida reacende o conflito. Segue-se uma instrução superior de desmobilização total dos haredim.

Estes voltam a responder. Incendeiam caixotes do lixo e atiram mais pedras. Dois fotógrafos que tinham entretanto chegado são atingidos e um deles sangra abundantemente da cabeça. O motim agrava-se mas os agentes policiais e militares israelitas estão habituados a lidar com problemas bem piores. cumprem as ordens, em três tempos.

Resta aos haredim o queixume. Erla Yekter, um dos organizadores lamenta-se: “Estas pessoas vieram aqui para rezar e protestar. Se há violência, é só da parte da polícia, não dos protestantes.” E reforça as suas razões: ”as pessoas pagaram pelos jazigos e agora vão construir por cima deles e vender a terra que eles compraram”.

Meses depois, a Autoridade Israelita de Antiguidades anunciou o fim das escavações mas não só. Chegara à conclusão de que as sepulturas do controverso cemitério nada tinham que ver com os ancestrais judaicos. Tinham sido datadas da era Bizantina e Persa e, nos jazigos, entre as ossadas humanas, encontravam-se um jarro com um feto datado de 1800 a 2000 a.C. e ossos de porcos domesticados, oferendas que eram comuns entre as populações pagãs que ocupavam o actual território de Israel.

Estas conclusões não convenceram os haredim que continuaram a convocar protestos. Mais recentemente, as ossadas foram transferidas para a posse de um representante do Ministério dos Serviços Religiosos. A seita Atra Kadisha – outra organização responsável pela contestação – continuou a insistir que se tratavam de judeus porque os mortos tinham sido enterrados de acordo com o costume judaico, de costas e com as cabeças a apontar para Jerusalém. Ofereceu-se ainda para lhes organizar um funeral condigno. 

Mar Morto, Israel

À Tona d'água, nas profundezas da Terra

É o lugar mais baixo à superfície do planeta e palco de várias narrativas bíblicas. Mas o Mar Morto também é especial pela concentração de sal que inviabiliza a vida mas sustém quem nele se banha. 

São João de Acre, Israel

A Fortaleza que Resistiu a Tudo

Foi alvo frequente das Cruzadas e tomada e retomada vezes sem conta. Hoje, israelita, Acre é partilhada por árabes e judeus. Vive tempos bem mais pacíficos e estáveis que aqueles por que passou.

Tsfat, Israel

Quando a Cabala é Vítima de Si Mesma

Nos anos 50, Tsfat congregava a vida artística da jovem nação israelita e recuperava a sua mística secular. Mas convertidos famosos como Madonna vieram perturbar a mais elementar discrição cabalista.

Jerusalém, Israel

Mais Perto de Deus

Três mil anos de uma história tão mística quanto atribulada ganham vida em Jerusalém. Venerada por cristãos, judeus e muçulmanos, esta cidade irradia controvérsias mas atrai crentes de todo o Mundo.

Old Jaffa, Israel

Onde Assenta a Cidade que Nunca Pára

Telavive é famosa pela noite mais intensa do Médio Oriente. Mas, se os seus jovens se divertem até à exaustão nas discotecas à beira Mediterrâneo, é cada vez mais na vizinha Old Jaffa que dão o nó.

Jerusalém, Israel

Pelas Ruas Beliciosas da Via Dolorosa

Em Jerusalém, enquanto percorrem o caminho de Cristo para a cruz, os crentes mais sensíveis apercebem-se de como a paz do Senhor é difícil de alcançar nas ruelas mais disputadas à face da Terra.

Arquitectura & Design
Cemitérios

A Última Morada

Dos sepulcros grandiosos de Novodevichy, em Moscovo, às ossadas maias encaixotadas de Pomuch, na província mexicana de Campeche, cada povo ostenta a sua forma de vida. Até na morte.
Aventura
Circuito Annapurna: 5º- Ngawal-Braga, Nepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
Folia Divina
Cerimónias e Festividades

Pirenópolis, Brasil

Cavalgada de Fé

Introduzida, em 1819, por um padre português, a Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis agrega uma complexa rede de celebrações. Dura mais de 20 dias, passados, em grande parte, sobre a sela.

Natal de todas as cores
Cidades
Shillong, India

Selfiestão de Natal num Baluarte Cristão da Índia

Chega Dezembro. Com uma população em larga medida cristã, o estado de Meghalaya sincroniza a sua Natividade com a do Ocidente e destoa do sobrelotado subcontinente hindu e muçulmano. Shillong, a capital, resplandece de fé, felicidade, jingle bells e iluminações garridas. Para deslumbre dos veraneantes indianos de outras partes e credos.
Orgulho
Comida

Vale de Fergana, Usbequistão

A Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Usbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.

Intersecção
Cultura

Hungduan, Filipinas

Filipinas em Estilo “Country”

Os GI's partiram com o fim da 2a Guerra Mundial mas a música do interior dos EUA que ouviam ainda anima a Cordillera de Luzon. É de tricycle e ao seu ritmo que visitamos os terraços de arroz Hungduan.

Bola de volta
Desporto

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O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o AFL Rules football só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.

A Toy Train story
Em Viagem
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Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
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Étnico

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Luminosidade caprichosa no Grand Canyon
Fotografia
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À boleia do mar
História

Maui, Havai

Divino Havai

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Brigada incrédula
Ilhas

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Monumental Granito Tropical

Praias escondidas por selva luxuriante, feitas de areia coralífera banhada por um mar turquesa-esmeralda são tudo menos raras no oceano Índico. La Digue recriou-se. Em redor do seu litoral, brotam rochedos massivos que a erosão esculpiu como uma homenagem excêntrica e sólida do tempo à Natureza.

Tempo de aurora
Inverno Branco

Lapónia Finlandesa

Em Busca da Raposa de Fogo

São exclusivas dos píncaros da Terra as auroras boreais ou austrais, fenómenos de luz gerados por explosões solares. Os nativos Sami da Lapónia acreditavam tratar-se de uma raposa ardente que espalhava brilhos no céu. Sejam o que forem, nem os quase 30º abaixo de zero que se faziam sentir no extremo norte da Finlândia nos demoveram de as admirar.

Litoral de Upolu
Literatura

Upolu, Samoa Ocidental

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado.Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração

Um cenário imponente
Natureza

Cilaos, Reunião

Refúgio sob o tecto do Índico

Cilaos surge numa das velhas caldeiras verdejantes da ilha de Reunião. Foi inicialmente habitada por escravos foragidos que acreditavam ficar a salvo naquele fim do mundo. Uma vez tornada acessível, nem a localização remota da cratera impediu o abrigo de uma vila hoje peculiar e adulada.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Parques Naturais
De Barco

Desafios Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque de corpo e alma nestas viagens e deixe-se levar pela adrenalina ou pela imponência de cenários tão dispares como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.
Praia soleada
Património Mundial Unesco

Miami Beach, E.U.A.

A Praia de Todas as Vaidades

Poucos litorais concentram, ao mesmo tempo, tanto calor e exibições de fama, de riqueza e de glória. Situada no extremo sudeste dos E.U.A., Miami Beach tem acesso por seis pontes que a ligam ao resto da Flórida. É manifestamente parco para o número de almas que a desejam.

Personagens
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Perigo: correntes
Praia

Reunião

O Melodrama Balnear da Reunião

Nem todos os litorais tropicais são retiros prazerosos e revigorantes. Batido por rebentação violenta, minado de correntes traiçoeiras e, muito pior, palco dos ataques de tubarões mais frequentes à face da Terra, o da remota ilha francesa da Reunião está por conceder aos seus banhistas a paz e o deleite que dele anseiam.

A Crucificação em Helsínquia
Religião

Helsínquia, Finlândia

Uma Via Crucis Frígido-Erudita

Chegada a Semana Santa, Helsínquia exibe a sua crença. Apesar do frio de congelar, actores pouco vestidos protagonizam uma re-encenação sofisticada da Via Crucis por ruas repletas de espectadores.

Colosso Ferroviário
Sobre carris

Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.

Autoridade bubalina
Sociedade

Ilha do Marajó, Brasil

A Ilha dos Búfalos

Uma embarcação que transportava búfalos da Índia terá naufragado na foz do rio Amazonas. Hoje, a ilha de Marajó que os acolheu tem a maior manada bubalina e o Brasil já não passa sem estes bovídeos.

Dança dos cabelos
Vida Quotidiana

Longsheng, China

A aldeia chinesa dos maiores cabelos do mundo. Nutridos a arroz, claro

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de uma aldeia renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os seus cabelos anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm que faz da aldeia recordista. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e o cereal. 

Trio das alturas
Vida Selvagem

PN Manyara, Tanzânia

Na África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.

Aterragem sobre o gelo
Voos Panorâmicos

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.