Mendoza, Argentina

A Eno-Província Argentina


Mar-de-Parra

Planície repleta de vinha entre a "bodega" Catena Zapata e a pré-cordilheira andina.

Aroma apurado

Jaquelina Ascoetti prova um vinho numa pequena loja de vinho do centro de Mendoza.

Anoitece no Cavas Wine Lodge

Lusco-fusco destaca a fachada virada para as montanhas da pré-cordilheira andina do hotel de vinho Cavas Wine Lodge.

Matéria-Prima

Cacho volumoso numa vinha do Cavas Wine Lodge.

Caves Finca Flichman

Trabalhador solda na sala de barricas da adega Finca Flichman pertencente à portuguesa Sogrape.

Eno-Herança

Recanto envelhecido de uma adega de Lujan de Cuyo.

Escolha dificil

Visitante examina garrafas armazenadas na "bodega".

Vinho

Tábua de queijos elaborada pelo hotel de vinho Cavas Wine Lodge.

Villa do hotel Cavas Wine Lodge, perdida numa vastidão de parra nos arredores de Luján de Cuyo.

Decoração e iluminação requintada da adega Finca Flichman.

Amigos conversam numa mesa do Bar de Viño Azafrán, em Mendoza.

Vista de Mendoza com a emblemática Torre del Pasaje San Martin em primeiro plano.

Vinha plantada no sopé das montanhas da pré-cordilheira andina, próximo de Lujan de Cuyo.

Sala de barricas da bodega Catena Zapata.

Adega repleta de pó numa loja de provas da cidade de Mendoza.

Montra de vinhos do bar Azafran, em Mendoza.

Vinha sem fim nas imediações de Lujan de Cuyo.

Sala de reuniões da adega Catena Zapata.

Os missionários espanhóis perceberam, no século XVI, que a zona estava talhada para a produção do “sangue de Cristo”. Hoje, Mendoza está no centro da maior região vinícola da América Latina.

“Bom, então já sabem. Atravessam o primeiro sector da vinha e vêem a vossa villa ao fundo à direita” indica-nos Cecília Diaz Huit, ainda algo apreensiva devido ao óbvio abismo visual que nos separava dos restantes hóspedes, quas

e todos executivos ou veraneantes sul-americanos abastados, entregues a repousos vinícolas.

Tinha decorrido apenas um ano e meio desde que conhecêramos esta argentina empreendedora. Na primeira passagem por Mendoza, encontrámo-la como responsável de Marketing do hotel Hyatt local.  Já então nos sugerira que preparava voos mais ambiciosos.

Até à data, a maior parte dos visitantes da província de Mendoza alojavam-se na capital homónima e saíam à descoberta do vasto domínio enólogo disseminado pelos arredores sem fim – a província de Mendoza tem praticamente a dimensão de Portugal – de Godoy Cruz, Maipu e Lujan de Cuyo. Cecília e o marido enólogo Martin Rigal compreenderam a lacuna e não hesitaram em resolvê-la. Quando regressámos à zona, receberam-nos no seu recém inaugurado hotel de vinho, instalado num recanto do mar verde-parra de Lujan de Cuyo, isolada pela imensidão da paisagem mas, na realidade, entre várias bodegas com arquitecturas caprichosas e vista para as montanhas nevadas da pré-cordilheira andina.

Não foram, nem de longe, os primeiros a aproveitar a fertilidade solarenga daquelas paragens. Os primeiros colonos espanhóis constataram, pouco depois de ali chegarem, a secura e aridez irrigável. Também repararam na grande amplitude térmica da região. Foram eles – principalmente os missionários católicos – que plantaram os primeiros vinhedos experimentais.

A produção vinícola manteve-se por bastante tempo crioula e localizada. Mas, no século XIX, a intensificação da imigração de italianos e espanhóis – também de franceses e outros – fez com que a enologia começasse a ser levada mais a sério.

A partir de então, a competição entre bodegas familiares conduziu a um processo de maturação da indústria vinícola que a construção do caminho de ferro entre Mendoza e Buenos Aires, em 1884, favoreceu.

Malgrado este progresso, até há três décadas atrás, apesar de ser o quinto no Mundo em termos de quantidade, o vinho argentino não chegava a ser exportado. Era tido como demasiado inferior ao importado da Europa pelas mansões afrancesadas de Buenos Aires.

Por essa altura, os proprietários de bodegas constataram que a cerveja  ocupava já uma parte significativa do mercado nacional de bebidas alcoólicas e que o consumo anual per capita de vinho tinha baixado de 25 litros, em 1960, para menos de 10. Viram-se obrigados a redobrar esforços e recorreram a investidores e enólogos estrangeiros. A sua entrada em cena fez com que, em pouco tempo, os melhores rótulos argentinos fossem avistados e reconhecidos um pouco por todo o Mundo.

A família Catena Zapata, chegada de Itália em 1898, tornou-se numa das maiores proprietárias de vinhas da região e num caso de enorme sucesso.

Quando visitamos a sua adega e quartel-general, deslumbramo-nos com a imponência faustosa de que foi dotada, desenhada com influência das pirâmides maias de Tikal. Também nos marca a postura acolhedora mas pragmática e o discurso pomposo de Nicholas, o herdeiro no trono desta verdadeira dinastia vinícola.

Nicholas Catena Zapata senta-se, confortável, sobre uma das centenas de pipas da sua excêntrica bodega. A figura delgada, elegante, enquadra-se, na perfeição, no ambiente de cave mas, ainda assim, pomposo que nos rodeia.

“Ainda bem que vos impressiona!” segreda-nos, enquanto passeamos, incrédulos, pela sala de barricas circular e sumptuosa do edifício. “Não poupámos esforços para erguer uma sede digna da história da família. Como já devem saber, os meus antecessores têm grande responsabilidade em tudo aquilo em que Mendoza se tornou.”

O milagre que permitiu ao clã Catena Zapata e a tantos outros com origem europeia aproveitar um quase deserto de maneira a que passasse a gerar 70% da produção de vinho da Argentina tem, hoje, poucos segredos. 

A província de Mendoza está situada, na Argentina, aproximadamente à mesma latitude que a capital Buenos Aires mas no extremo longitudinal oposto do país.  Surge perdida numa vastidão inóspita e arenosa, aos pés da cordilheira dos Andes que, aqui, partilhada com o vizinho Chile, se ergue mais imponente e colorida que noutra parte qualquer da América do Sul, culminada pela maior elevação do Hemisfério Ocidental, o Monte Aconcágua (6962 m).

É a localização continental que a abriga da humidade proveniente tanto do Pacífico como do Atlântico e proporciona um predomínio absoluto dos dias de sol e fortes amplitudes térmicas diurnas. Mas, se a água só muito raramente cai sobre as zonas planas da província – o que acontece com frequência nas montanhas mais elevadas- acaba por deslizar sobre elas em caudais mais ou menos volumosos, consoante a época do ano, alimentados pelo degelo e pelo declive.

Foram estes rios e riachos que os colonos espanhóis aprenderam com os índios Huarpes a canalizar numa complexa rede de canais e aquedutos  para irrigar um mar de vinhedos que foi crescendo ao longo dos séculos, uma engenharia viabilizou também a capital da região. 

Mendoza – a cidade – é famosa por uma incrível densidade de enormes plátanos que a protegem da rudez do clima constrastante. As árvores urbanas são irrigada por inúmeras acequias (canais a céu aberto) que acompanham as avenidas largas da baixa como a pedestre Avenida Sarmiento, em que as esplanadas dominam a sombra e permitem aos moradores apreciar os inevitáveis picadillos e médias lunas (croissants) enquanto debatem os temas e traumas favoritos da nação.

As acequias nada podem, todavia, contra os movimentos tectónicos verificados na zona. Como precaução,  foi dotada de várias praças amplas cuja função primordial – refúgio da população em caso de sismo – é camuflada pelos piqueniques improvisados, siestas e outras formas de ócio que os habitantes aperfeiçoaram ao longo dos tempos.

Mendoza não é o que se espera de uma capital. As videiras há muito que ficaram para trás, mas o verde permanece e predomina, muito graças à concepção paisagística do francês Carlos Thays que fez um trabalho surpreendente, reconhecido em todo o mundo como uma das mais brilhantes expressões urbanas de um oásis.

Fundada, em 1561, pelo espanhol Pedro del Castillo, numa zona de grande actividade sísmica, a cidade viria, pouco depois, a pagar pela ignorância ou, pior, pela displicência. Completamente destruída por um terramoto de forte intensidade, só em 1863, recebeu um novo traçado. De acordo, hoje, são raros os seus edifícios com mais de 4 ou 5 andares. 

Como não podia deixar de ser, a actividade comercial local está, também ela, organizada, em grande parte, em função do vinho.

Lá se situam muitas das agências que organizam as visitas às bodegas mais viradas para o turismo casos das Escorihuela ou La Colina de Oro, ou à La Rural, esta última, a que acolhe o maior museu vinícola da América do Sul, em que se encontram em exibição as ferramentas usadas pelos colonos da região na plantação dos vinhedos inaugurais.

São vários os edifícios térreos do centro que abrigam salas de prova exíguas mas pouco preocupadas com a sua insignificância face à pompa das congéneres da planície.

Caminhamos por uma rua qualquer quando Jaquelina Ascoetti nos recruta para entrar na bodeguita em que trabalha e a provar uma série de vinhos argentinos que está encarregue de promover e vender. De forma suave e gentil, a jovem mendocina serve-nos um pouco de Malbec, Cabernet, Syrah, Pinot e Torrontés, em algumas das amostras, em combinações apuradas destas castas.

“Que vos parece?? Por mais antiga que a Europa possa ser, já produzimos uns vinhitos à altura dos vossos, não?” Não temos como discordar. Após a prova, agradecemos a dedicação da anfitriã e despedimo-nos para uma longa caminhada até ao famoso bar de viño Azafrán. Nessa noite, jantamos umas tapas com trejeitos culinários argentinos. E ainda bebemos mais uns copos do revigorante néctar dos deuses de Mendoza.

São Tomé e Príncipe

Que Nunca Lhes Falte o Cacau

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.

Salta e Jujuy, Argentina

Nas Terras Altas da Argentina Profunda

Um périplo pelas províncias de Salta e Jujuy leva-nos a desvendar um país sem sinal de pampas. Sumidos na vastidão andina, estes confins do Noroeste da Argentina também se perderam no tempo.

Mendoza, Argentina

De Um Lado ao Outro dos Andes

Saída da Mendoza cidade, a ruta N7 perde-se em vinhedos, eleva-se ao sopé do Monte Aconcágua e cruza os Andes até ao Chile. Poucos trechos transfronteiriços revelam a imponência desta ascensão forçada

A pequena-grande Senglea
Arquitectura & Design

Senglea, Malta

A Cidade com Mais Malta

No virar do século XX, Senglea acolhia 8.000 habitantes em 0.2 km2, um recorde europeu, hoje, tem “apenas” 3.000 cristãos bairristas. É a mais diminuta, sobrelotada e genuína das urbes maltesas.

Fogo-de-artifício branco
Aventura

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Tribal
Cerimónias e Festividades

Albuquerque, E.U.A.

Soam os Tambores, Resistem os Índios

Com mais de 500 tribos presentes, o "Gathering of the Nations" celebra o que de sagrado subsiste das culturas nativo-americanas. Mas também revela os danos infligidos pela civilização colonizadora.

1001 Noites Russas
Cidades
Rostov Veliky, Rússia

Sob as Cúpulas da Alma Russa

É uma das mais antigas e importantes cidades medievais, fundada durante as origens ainda pagãs da nação dos czares. No fim do século XV, incorporada no Grande Ducado de Moscovo, tornou-se um centro imponente da religiosidade ortodoxa. Hoje, só o esplendor do kremlin moscovita suplanta o da cidadela da tranquila e pitoresca Rostov Veliky.
Orgulho
Comida

Vale de Fergana, Usbequistão

A Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Usbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.

Celebração Nahuatl
Cultura

Cidade do México, México

Alma Mexicana

Com mais de 20 milhões de habitantes numa vasta área metropolitana, esta megalópole marca, a partir do seu cerne de zócalo, o pulsar espiritual de uma nação desde sempre vulnerável e dramática.

Bola de volta
Desporto

Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o AFL Rules football só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.

Devils Marbles
Em Viagem

Alice Springs a Darwin, Austrália

A Caminho do Top End

Do Red Centre ao Top End tropical, a Stuart Hwy percorre mais de 1.500km solitários através da Austrália. Nesse trajecto, a grande ilha muda radicalmente de visual mas mantém-se fiel à sua alma rude.

Insólito Balnear
Étnico

Sul do Belize

A Estranha Vida ao Sol do Caribe Negro

A caminho da Guatemala, constatamos como a existência proscrita do povo garifuna, descendente de escravos africanos e de índios arawaks, contrasta com a de vários redutos balneares bem mais airosos.

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Hotel à moda Tayrona
História

Santa Marta e PN Tayrona, Colômbia

O Paraíso de que Partiu Simón Bolívar

Às portas do PN Tayrona, Santa Marta é a cidade hispânica habitada em contínuo mais antiga da Colômbia.  Nela, Simón Bolívar, começou a tornar-se a única figura do continente quase tão reverenciada como Jesus Cristo e a Virgem Maria.  

Transbordo
Ilhas

Efate, Vanuatu

A Ilha que Sobreviveu a “Survivor”

Grande parte de Vanuatu vive num abençoado estado pós-selvagem. Talvez por isso, reality shows em que competem aspirantes a Robinson Crusoes instalaram-se uns atrás dos outros na sua ilha mais acessível e notória. Já algo atordoada pelo fenómeno do turismo convencional, Efate também teve que lhes resistir.

Doca gelada
Inverno Branco

Ilha Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.

De visita
Literatura

Rússia

O Escritor que Não Resistiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.

Um meandro demoníaco
Natureza

Fish River Canyon, Namíbia

As Entranhas Namibianas de África

Quando nada o faz prever, uma vasta ravina fluvial esventra o extremo meridional da Namíbia. Com 160km de comprimento, 27km de largura e, a espaços, 550 metros de profundidade, o Fish River Canyon é o grande canyon de África. E um dos maiores desfiladeiros à face da Terra.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Parques Naturais
Vulcões

Montanhas de Fogo

Rupturas mais ou menos proeminentes da crosta terrestre, os vulcões podem revelar-se tão exuberantes quanto caprichosos. Algumas das suas erupções são gentis, outras provam-se aniquiladoras.
Pastéis nos ares
Património Mundial Unesco

Campeche, México

Campeche Sobre Can Pech

Como aconteceu por todo o México, os conquistadores chegaram, viram e venceram. Can Pech, a povoação maia, contava com quase 40 mil habitantes, palácios, pirâmides e uma arquitetura urbana exuberante, mas, em 1540, subsistiam menos de 6 mil nativos. Sobre as ruínas, os espanhóis ergueram Campeche, uma das mais imponentes cidades coloniais das Américas.

Lenha
Personagens

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Aulas de surf
Praia

Waikiki, Havai

A Invasão Nipónica do Havai

Décadas após o ataque a Pearl Harbour e da capitulação na 2ª Guerra Mundial, os japoneses voltaram ao Havai armados com milhões de dólares. Waikiki, o seu alvo predilecto, faz questão de se render.

Auto-flagelação
Religião

Gasan, Filipinas

A Paixão Filipina de Cristo

Nenhuma nação em redor é católica mas muitos filipinos não se deixam intimidar. Na Semana Santa, entregam-se à crença herdada dos colonos espanhóis.A auto-flagelação torna-se uma prova sangrenta de fé

Colosso Ferroviário
Sobre carris

Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.

Noite Pachinko
Sociedade

Tóquio, Japão

O Vídeo-Vício Que Deprime o Japão

Começou como um brinquedo mas a apetência nipónica pelo lucro depressa transformou o pachinko numa obsessão nacional. Hoje, são 30 milhões os japoneses rendidos a estas máquinas de jogo alienantes.

Dança dos cabelos
Vida Quotidiana

Longsheng, China

A aldeia chinesa dos maiores cabelos do mundo. Nutridos a arroz, claro

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de uma aldeia renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os seus cabelos anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm que faz da aldeia recordista. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e o cereal. 

Acima de tudo
Vida Selvagem

Graaf-Reinet, África do Sul

Uma Lança Bóer na África do Sul

Nos primeiros tempos coloniais, os exploradores e colonos holandeses tinham pavor do Karoo, uma região de grande calor, grande frio, grandes inundações e grandes secas. Até que a Companhia Holandesa das Índias Orientais lá fundou Graaf-Reinet. De então para cá, a quarta cidade mais antiga da nação arco-íris prosperou numa encruzilhada fascinante da sua história. 

Vale de Kalalau
Voos Panorâmicos

Napali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto a exploramos por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.