Prince William Sound, Alasca

Alasca Colossal


Glaciar Meares

Perspectiva frontal do glaciar Meares com as montanhas Chugach que alimentam o seu caudal de gelo por detrás.

Retirada estratégica

Um papagaio-do-mar afasta-se das embarcações que se aproximam do seu território.

Pouso escorregadio

Bando de aves ocupa a superfície azulada de um iceberg desprendido do glaciar Columbia.

Iceberg dentado

Pormenor de um iceberg fracturado à deriva no prolongamento do enorme glaciar Columbia.

Mar espelho

Reflexo das montanhas Chugach no mar frígido que antecede o Glaciar Meares.

Repouso em flutuação

Grupo de lontras boia nas águas frígidas que antecedem o glaciar Meares.

Um convés disputado

Passageiros de um barco de contemplação da natureza e vida selvagem perscrutam o cenário do Prince William Sound para diante.

Voo raso

Aves marinhas sobrevoam o mar salpicado de gelo vários quilómetros para jusante do glaciar Columbia.

Monumento geológico

Pequeno ilhéu recortado de rocha, destaca-se da imensidão marinha do Braço de mar de Valdez.

Colónia ruidosa

Leões-marinhos disputam uma saliência rochosa do Braço de Valdez.

Derrocada em azul

Fragmento de gelo colapsa da parede frontal do glaciar Meares.

Encaixado contra as montanhas Chugach, Prince William Sound abriga alguns dos cenários descomunais do 49º estado. Nem sismos poderosos nem uma maré negra devastadora afectaram o seu esplendor natural.

Situado numa extremidade remota da Península alasquense de Kenai, por detrás de montanhas costeiras elevadas, Homer não nos dava qualquer hipótese rodoviária de atalhar caminho em direcção a Valdez. Como aconteceu por várias vezes nesta

área retalhada do Alasca, vimo-nos obrigados a retroceder várias centenas de quilómetros para chegarmos a um novo destino. Desta feita, recuámos praticamente toda a extensão da Sterling Highway, Cook Inlet acima até Soldotna, depois para leste até Mo

ose Pass e, através da Floresta Nacional de Chugach, até Whittier.

É com a chegada a Whittier que damos pela primeira vez entrada no domínio vasto de Prince William Sound. Ao contrário do que se passa 

noutras partes do estado, aqui, a comunidade local é de tal forma pequena e fechada que poucas são as vagas disponíveis para pessoas de fora. Foi, aliás, com esse espírito que esta povoação improvável surgiu no mapa.

Só os interessados pela história bélica do mundo o sabem mas, durante a 2a Guerra Mundial, além de Pearl Harbour, os Estados Unidos foram atacados pelos japoneses no seu 49º estado. O infortúnio calhou a Dutch Harbour e ao arquipélago aleuta, a longa cadeia de ilhas que surge na extremidade da Península do Alasca, mais próxima do território nipónico que qualquer outra parte dos Estados Unidos.

Confrontadas com a iminência de novos ataques, as autoridades militares norte-americanas planearam a construção de uma base militar secreta, onde pudessem esconder parte da sua frota naval. Acharam o lugar ideal, ali, de frente para o Canal Passage e cercado pelas montanhas íngremes em redor, cobertas por gelo e por nuvens densas na maior parte do ano. Por forma a assegurar o acesso por terra, foi aberto um longo túnel, que é, ainda hoje, uma das maravilhas da engenharia do Alasca. 

O exército ocupou Whittier até 1968, ano em que a abandonou e aos seus estranhos edifícios sem que os japoneses a tivessem alguma vez alvejado. Com a afirmação do turismo estival, mesmo entre cordilheiras e glaciares, a cidade fantasma – entretanto colonizada por indígenas – tornou-se numa atracção alasquense à parte, com importância reforçada por se ter tornado numa escala do Alasca Marine Highway, a rota percorrida pelos ferries que liga as povoações do litoral.

Como Valdez – que teve inclusive que ser reconstruída mais longe do mar – também Whittier foi parcialmente destruída pelos tsunamis provocados pelo sismo da Sexta-Feira Santa de 1964 (o mais forte alguma vez registado na América do Norte) que atingiu os 9.2 na escala de Richter e gerou ondas com 13 metros de altura. 

Só quando chegamos à entrada do Anton Anderson Tunnel, descobrimos que não permitia a viagem simultânea aos dois sentidos e que o acesso só era possível de hora a hora. Dedicamos os 40 minutos que faltam às rádios regionais e a apreciar a paisagem glaciar circundante.

Quando o sinal verde finalmente cai, prosseguimos pelo escuro. Levamos 15 minutos a atravessar o longo túnel até que, do outro lado da montanha, damos de caras com um refúgio de visual cimentado, em tudo idêntico a tantos outros que a Guerra Fria viria, mais tarde, a gerar.

Pela dimensão e peso arquitectónico, destaca-se do casario, o Buckner Building que não resistimos a explorar.Até 1968, habitaram ali mais de 1000 pessoas, na maioria ao serviço do exército dos EUA. Hoje, o edifício não é mais que um bunker habitacional abandonado ao tempo e à vegetação.

Destino diferente tiveram as Torres Begich. Com catorze andares e um aspecto civil de prédio suburbano soviético, logo após a desmobilização, foram ocupadas por indígenas da região e alguns imigrantes. Alojam actualmente cerca de 80% dos 172 habitantes de Whittier. No subsolo, um labirinto de túneis liga os edifícios a escolas e lojas, protegendo os moradores das intempéries e poupando-lhes o tempo perdido a retirar neve das entradas das suas casas e das estradas, durante os intermináveis meses frios. 

Com o acumular das décadas, esta nova estrutura habitacional deu origem a uma sociedade única, semi-isolada do mundo exterior pela localização e pela distância, pelo menos enquanto o Verão e os turistas curiosos não chegam.

A ligação mais rápida e directa de Whittier para Valdez, no canto oposto do Prince William Sound era, em termos potenciais, a dos ferries do Alaska Marine Highway System. Mas, quando consultamos o calendário de partidas e chegadas das embarcações, percebemos que teríamos que esperar mais do que queríamos pela próxima. Assim sendo, metemo-nos no carro e fazemo-nos a mais uma extensa viagem pelas estradas alasquenses. Rumamos a norte e passamos ao lado de Anchorage e Palmer, para logo apanharmos a selvagem Glenn Highway que contorna as montanhas de Chugach, os seus campos de gelo, glaciares e os muitos lagos a que dão origem.

No entroncamento conhecido por Hub of Alaska, viramos finalmente a sul e, já sem a barreira intransponível das Chugach pela frente, fazemo-nos ao extremo oriental do Prince William Sound de que nos aproximamos pelo interminável Thompson Pass, um desfiladeiro semi-inundado, repleto de troncos e diques naturais, tudo causado pelo degelo inexorável da Primavera. 

Vinte e cinco anos após a sua destruição sísmica, Valdez voltou a estar nas bocas do mundo pelas piores razões. Na origem, uma simples povoação piscatória de Prince William Sound, a cidade acolheu a estação terminal do Trans-Alasca Pipeline. Daí em diante, petroleiros atrás de petroleiros passaram a encher os seus tanques antes de zarparem para as refinarias do Outside. O pior estava por acontecer. Em Março de 1989, o super-petroleiro Exxon Valdez abalroou o recife Bligh e provocou o desastre ecológico com pior impacto no Alasca. 

A natureza recuperou mais depressa que o esperado. Actualmente, de Junho a Agosto, embarcações de recreio fundeadas no porto local não têm descanso a mostrar aos visitantes a trajectória que levou ao acidente, os panoramas deslumbrantes do Prince William Sound – com destaque para os glaciares Columbia e Mears – e a sua incrível fauna .

O Exxon Valdez é, ainda hoje, um tema incontornável. Seguimos a bordo de um dos barcos de Stan Stephens, dono de uma empresa de tours que dão a conhecer a natureza deslumbrante da região aos forasteiros. Passaram vinte anos mas alguns vestígios da maré negra perduram abaixo da areia cinzentas e das rochas, também nas mentes dos locais. 

Passamos por baleias de bossa, por focas e lontras, águias e mergulhões que enriquecem o ecossistema da região. Sobre o convés, o entusiasmo dos passageiros por avistarem e fotografarem de tão perto estes animais é quebrado pela voz monocórdica do narrador que, à passagem pelo recife de Bligh, descreve com pormenor, os trágicos acontecimentos.  

Avançamos pelo estreito paralelos à pista usada pelos petroleiros a caminho do Pacífico. Como no fatídico dia, flutuam pedaços de gelo, agora de pequenas dimensões, que não obrigam a cuidados ou desvios mas fazem prever os glaciares. Passada uma linha de costa preenchida por coníferas, revelam-se, ao longe, as montanhas Chugach e a cobri-las de branco, um gigantesco campo de gelo de que fluem rios de gelo, como o Columbia e o Mears.

O gigantesco Columbia (um dos maiores glaciares do Alasca) projecta, há muito, uma extensa superfície traiçoeira preenchida por icebergs consideráveis e fragmentos de gelos em permanente fluxo em direcção à baía homónima e contra a ilha de Heather. Não concede aos pilotos das embarcações de tours, a confiança para se aventurarem no seu domínio, até pelo exemplo catastrófico que o "Exxon Valdez" representou.

A incursão por que optam é, assim, a do vizinho Meares, bem mais moderado em dimensão e acessível até bem próximo da parede de gelo. À medida que nos internamos na sua enseada escondida , os icebergs aumentam de tamanho e o frio intensifica-se soprado das montanhas de Chugach por um vento norte poderoso. Detemo-nos a duzentos metros e ficamos a observar o cenário árctico. Como é habitual em visitas a glaciares, faz-se silêncio absoluto para que os passageiros possam sentir melhor a grandiosidade da paisagem e captar os sons imprevisíveis das derrocadas de gelo.

No regresso, ainda somos prendados com o avistamento de colónias de lontras e de leões-marinhos. Mesmo à chegada ao porto de Valdez, ainda de duas ou três baleias de bossa.

Com apenas 1000 lares e 2500 habitantes, a terceira grande (leia-se antes principal) povoação do Prince William Sound é Cordova. Desprovida de acesso por terra, a cidade fica perdida na Floresta Nacional Chugach, estendida entre um braço de mar a que os nativos chamaram de Orca e o lago Eyak. Na sombra do monte Eccles, é arrefecida por vários glaciares, com destaque para o Child’s que se prolonga até às aguas do Mar do Alasca.

A autonomia absoluta em que se habituou a viver a comunidade cordovense, apartada da actividade turística que, todos os anos, se apodera do outro lado do estreito pelos altos custos do ferry e dos raros alojamentos é tida com um motivo de orgulho num território em que a genuinidade continua a valer mais que as aparências.

Key West, E.U.A.

O Faroeste Tropical dos E.U.A.

Chegamos ao fim da Overseas Highway e ao derradeiro reduto das propagadas Florida Keys. Os Estados Unidos continentais entregam-se, aqui, a uma deslumbrante vastidão marinha esmeralda-turquesa. E a um devaneio meridional alentado por uma espécie de feitiço caribenho.
Ketchikan, Alasca

Aqui Começa o Alasca

A realidade passa despercebida a boa parte do mundo, mas existem dois Alascas. Em termos urbanos, o estado é inaugurado no sul do seu oculto cabo de frigideira, uma faixa de terra separada dos restantes E.U.A. pelo litoral oeste do Canadá. Ketchikan, é a mais meridional das cidades alasquenses, a sua Capital da Chuva e a Capital Mundial do Salmão.
Cape Cross, Namíbia

A Mais Tumultuosa das Colónias Africanas

Diogo Cão desembarcou neste cabo de África em 1486, instalou um padrão e fez meia-volta. O litoral imediato a norte e a sul, foi alemão, sul-africano e, por fim, namibiano. Indiferente às sucessivas transferências de nacionalidade, uma das maiores colónias de focas do mundo manteve ali o seu domínio e anima-o com latidos marinhos ensurdecedores e intermináveis embirrações.

Anchorage a Homer, E.U.A.

Viagem ao Fim da Estrada Alasquense

Se Anchorage se tornou a grande cidade do 49º estado dos E.U.A., Homer, a 350km, é a sua mais famosa estrada sem saída. Os veteranos destas paragens consideram esta estranha língua de terra solo sagrado. Também veneram o facto de, dali, não poderem continuar para lado nenhum. 

Denali, Alasca

O Tecto Sagrado da América do Norte

Os indígenas Athabascan chamaram-no Denali, ou o Grande e reverenciam a sua altivez. Esta montanha deslumbrante suscitou a cobiça dos montanhistas e uma longa sucessão de ascensões recordistas.

Glaciares

Planeta Azul-Gelado

Formam-se nas grandes latitudes e/ou altitudes. No Alasca ou na Nova Zelândia, na Argentina ou no Chile, os rios de gelo são sempre visões impressionantes de uma Terra tão frígida quanto inóspita.

Juneau, Alasca

Na Capital Diminuta do Grande Norte

De Junho a Agosto, Juneau desaparece por detrás dos navios de cruzeiro que atracam na sua doca-marginal. Ainda assim, é nesta cidade ínfima que se decidem os destinos do 49º estado norte-americano.

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Husavik a Myvatn, Islândia

Neve sem Fim na Ilha do Fogo

O nome mítico desencoraja a maior parte dos viajantes de explorações invernais. Mas quem chega fora do curto aconchego estival, é recompensado com a visão dos cenários vulcânicos sob um manto branco.

Perito Moreno, Argentina

O Glaciar Que Não se Rende

O aquecimento é supostamente global mas não chega a todo o lado. Na Patagónia, alguns rios de gelo resistem.De tempos a tempos, o avanço do Perito Moreno provoca derrocadas que fazem parar a Argentina

Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.

Valdez, Alasca

Na Rota do Ouro Negro

Em 1989, o petroleiro Exxon Valdez provocou um enorme desastre ambientai. A embarcação deixou de sulcar os mares mas a cidade vitimada que lhe deu o nome continua no rumo do crude do oceano Árctico.

Gentlemen Club & Steakhouse
Arquitectura & Design

Las Vegas, E.U.A.

Onde o Pecado tem Sempre Perdão

Projectada do Deserto Mojave como uma miragem de néon, a capital norte-americana do jogo e do espectáculo é vivida como uma aposta no escuro. Exuberante e viciante, Vegas nem aprende nem se arrepende.

Aventura
De Barco

Desafios Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque de corpo e alma nestas viagens e deixe-se levar pela adrenalina ou pela imponência de cenários tão dispares como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.
Auto-flagelação
Cerimónias e Festividades

Gasan, Filipinas

A Paixão Filipina de Cristo

Nenhuma nação em redor é católica mas muitos filipinos não se deixam intimidar. Na Semana Santa, entregam-se à crença herdada dos colonos espanhóis.A auto-flagelação torna-se uma prova sangrenta de fé

Bom conselho Budista
Cidades

Chiang Mai, Tailândia

300 Wats de Energia Espiritual e Cultural

Os tailandeses chamam a cada templo budista wat e a sua capital do norte tem-nos em óbvia abundância. Entregue a sucessivos eventos realizados entre santuários, Chiang Mai nunca se chega a desligar.

Comida
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Sapphire
Cultura

Tóquio, Japão

Fotografia Tipo-Passe à Japonesa

No fim da década de 80, duas multinacionais nipónicas já viam as fotocabines convencionais como peças de museu. Transformaram-nas em máquinas revolucionárias e o Japão rendeu-se ao fenómeno Purikura.

Fogo-de-artifício branco
Desporto

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Recanto histórico
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O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Meandros do Matukituki
Natureza
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Que Bem que Se Está no Campo dos Antípodas

Se a Nova Zelândia é conhecida pela sua tranquilidade e intimidade com a Natureza, Wanaka excede qualquer imaginário. Situada num cenário idílico entre o lago homónimo e o místico Mount Aspiring, ascendeu a lugar de culto. Muitos kiwis aspiram a para lá mudar as suas vidas.
Filhos da Mãe-Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Anéis de Fogo
Parques Naturais
PN Bromo Tengger Semeru, Indonésia

O Mar Vulcânico de Java

A gigantesca caldeira de Tengger eleva-se a 2000m no âmago de uma vastidão arenosa do leste de Java. Dela se projectam o monte supremo desta ilha indonésia, o Semeru, e vários outros vulcões. Da fertilidade e clemência deste cenário tão sublime quanto dantesco prospera uma das poucas comunidades hindus que resistiram ao predomínio muçulmano em redor.
Himalaias urbanos
Património Mundial Unesco
Gangtok, Índia

Uma Vida a Meia-Encosta

Gangtok é a capital de Sikkim, um antigo reino da secção dos Himalaias da Rota da Seda tornado província indiana em 1975. A cidade surge equilibrada numa vertente, de frente para a Kanchenjunga, a terceira maior elevação do mundo que muitos nativos crêem abrigar um Vale paradisíaco da Imortalidade. A sua íngreme e esforçada existência budista visa, ali, ou noutra parte, o alcançarem.
Gang de 4
Personagens
Tombstone, E.U.A.

Tombstone: a Cidade Demasiado Dura para Morrer

Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.
Hotel à moda Tayrona
Praia

Santa Marta e PN Tayrona, Colômbia

O Paraíso de que Partiu Simón Bolívar

Às portas do PN Tayrona, Santa Marta é a cidade hispânica habitada em contínuo mais antiga da Colômbia.  Nela, Simón Bolívar, começou a tornar-se a única figura do continente quase tão reverenciada como Jesus Cristo e a Virgem Maria.  

Via Conflituosa
Religião

Jerusalém, Israel

Pelas Ruas Beliciosas da Via Dolorosa

Em Jerusalém, enquanto percorrem o caminho de Cristo para a cruz, os crentes mais sensíveis apercebem-se de como a paz do Senhor é difícil de alcançar nas ruelas mais disputadas à face da Terra.

White Pass & Yukon Train
Sobre carris

Skagway, Alasca

Uma Variante da Corrida ao Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.

Torre Fushimi Yagura
Sociedade

Tóquio, Japão

O Imperador sem Império

Após a capitulação na 2ª Guerra Mundial, o Japão submeteu-se a uma constituição que encerrou um dos mais longos impérios da História. O imperador japonês é, hoje, o único monarca a reinar sem império.

Vida Quotidiana
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações de Moçambique dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilómetros de Nampula, as vendas de fruta eram sucediam-se, sempre bastante intensas.
Devils Marbles
Vida Selvagem

Alice Springs a Darwin, Austrália

A Caminho do Top End

Do Red Centre ao Top End tropical, a Stuart Hwy percorre mais de 1.500km solitários através da Austrália. Nesse trajecto, a grande ilha muda radicalmente de visual mas mantém-se fiel à sua alma rude.

Os sounds
Voos Panorâmicos

The Sounds, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o subdomíno retalhado entre Te Anau e o Mar da Tasmânia.