Frederiksted, Saint Croix, Ilhas Virgens Americanas

A Cidade da Emancipação das Índias Ocidentais Dinamarquesas


Engenhos do Açúcar
Iguana ao Sol
Whim Estate
O Velho Forte Frederik
“Freedom”
friedrieksted-saint-croix-ilhas-virgens-americanas-arcadas
Passeio à Chuva
Torre do Tempo
“Freedom” II
Uma Padaria Tropical
Modelo Escolar
Miúdos à Chuva
Silhuetas
Se Christiansted se afirmou como a capital e principal polo comercial da ilha de Saint Croix, a “irmã” do sotavento, Frederiksted teve o seu apogeu civilizacional quando lá se deu a revolta e posterior libertação dos escravos que garantiam a prosperidade da colónia.

Com o tempo que tínhamos para Saint Croix quase a esgotar-se, viramos a atenção para oeste e para a outra, a segunda e última, cidade da ilha.

A via progride para terras mais altas que nos revelam plantações do que sempre foi o principal cultivo destas partes, a cana-de-açúcar. E abaixo, a maior distância, o azul sem fim do Mar das Caraíbas, reforçado por novo dia solarengo, retalhado por nuvens tresmalhadas.

De autoestrada, a Melvin H. Evans Highway tem pouco ou nada, nem a largura, nem o trânsito que assim a validem. Dois ziguezagues aproximam-na da costa sul de Saint Croix e do seu aeroporto, ali protegido dos ventos do norte.

Regressamos a áreas esquadrilhadas por vias estreitas, ajustadas a um casario despretensioso.

Frederikstad-Saint-Croix-ilhas-virgens-americanas-whim-estate

A Herança Colonial e Esclavagista do Estate Whim

Num tal de distrito Whim, deparamo-nos com a escala incontornável do Estate Whim, monumental enquanto grande casa colonial e esclavagista da ilha, a mais antiga propriedade local de produção de cana-de-açúcar e derivados.

E a única nas Ilhas Virgens, entretanto, transformada em museu.

Compõem-na uma mansão senhorial, uma enorme cozinha, aposentos dos escravos e um engenho de açúcar integrante de um complexo de processamento mais amplo.

Frederikstad-Saint-Croix-ilhas-virgens-americanas-engenhos

Ao chegarmos à entrada da casa senhorial, erguida, em 1760, com paredes de pedra coral em formato oval, damos com a propriedade encerrada.

À imagem do sucedido noutras partes da Ilhas Virgens (Americanas e Britânicas) e das Antilhas, a passagem sucessiva dos furacões Irma e Maria, em Setembro 2017, tinha causado sérios danos. Sobretudo no telhado de telhinha quase de folha de que o vendaval arrancou uma secção frontal.

Nas traseiras, em jeito de ironia, duas peças de roupa perduram num estendal, presas apenas por quatro molas, lado a lado com um alguidar de latão e de uma velha tábua de lavar.

Sem acesso ao cerne colonial da fazenda, deambulamos em redor. Uma chaminé destaca-se bem acima de um velho trapiche, de um moinho e de um motor a vapor de 1847, que a humidade tropical mantém enferrujado.

Frederikstad-Saint-Croix-ilhas-virgens-americanas-iguana

Iguanas recarregam-se ao sol, junto da velha casa dos escravos. Dormitam, tranquilizadas pela já longa ausência dos habituais visitantes.

Com a fazenda-museu aberta e a funcionar em pleno, teríamos muito mais a descobrir e a fotografar, sobretudo no seu interior secular e faustoso.

Dele barrados, prosseguimos rumo a Frederiksted, o destino final daquele périplo por Saint Croix.

Frederiksted, a outra Cidade na Costa Oeste de Saint Croix

O Whim State pouco distava da cidade. Ao longo dos anos, sempre dependeu do seu porto para exportar o açúcar e o rum que produzia.

O desenvolvimento histórico-colonial de Frederiksted resultaram dessa mesma dependência e interação, a das fazendas de cana-de-açúcar de Saint Croix do porto de águas profundas, da alfândega e das restantes infraestruturas e instituições e negócios da segunda cidade da ilha.

Uma flexão a 90º da Centerline Road em que seguíamos, deixa-nos na Christiansted Bypass que serve de artéria dos fundos a Frederiksted.

Num ápice, a própria configuração da costa oeste que a acolheu, atalha-nos caminho para a grelha rectangular do centro e para a marginal que lhe serve de montra caribenha.

Frederikstad-Saint-Croix-ilhas-virgens-americanas-miudosA Génese Mercantil e Norte-Europeia de Frederiksted

A cidade foi erguida em, 1700, sob supervisão de um urbanizador oficial, Jens Beckfor. No plano inicial, contava com 14 quadras habitacionais por outras 14.

Foi concluída com apenas 7 por 7, de maneira a conceder mais espaço ao comércio que se esperava que viesse a florescer.

Estamos em plena hora de calor. Cumulus nimbus altivos começam a intensificar-se no céu acima. Do tempo que levávamos à descoberta das Antilhas, sabíamos bem o que aquele céu pesado significava.

O mesmo sol inclemente que carregava o firmamento, submetia os transeuntes à sombra da sucessão de arcadas da Strand Street, assim erguida pelos dinamarqueses também em função das suas peles alvas e da pouca melanina e resistência que oferecem aos raios solares.

Tal como fizeram em Christiansted, os prédios que ali alinharam e que incluíam as arcadas eram quase todos amarelos. Um outro de um azul ou verde claro, quebravam a uniformidade que, de outra maneira, aborreceria a vista.

A Resistência algo Decadente do Forte Frederik

No seu todo, contrastavam com os tons de esmeralda e turquesa do Mar das Caraíbas e destoavam sobremaneira do vermelho gasto e descascado do velho Forte Frederik.

Frederikstad-Saint-Croix-ilhas-virgens-americanas-Forte-Frederik

Uns poucos visitantes cirandavam para cá e para lá, em busca de novidades.

A nós, deslumbrou-nos a inesperada decadência da fortaleza, bem distinta do estado do Forte Christiansvaern à entrada de Christiansted, esse, belo e amarelo, imaculado e envolto de um ervado e jardim condizente.

Já o forte Frederik parecia carecer do respeito pela importância que sempre manteve.

Uma Intrusão do Reino da Dinamarca-Noruega num Domínio Caribenho Disputado

Foi o reino Dinamarquês-norueguês que ditou a sua construção, levada a cabo entre 1752 e 1760. À data, as Antilhas (Grandes e Pequenas) eram disputadas de forma acérrima entre Inglaterra, França, Holanda e Espanha.

Pouco habitual naquelas paragens tropicais do mundo, o reino Dinamarca-Noruega teve que se esforçar a dobrar para não perder as suas ilhas, em parte encontradas sem potência dominante e ocupadas (Saint Thomas e Saint John), noutra parte, adquiridas à companhia das Índias Ocidentais Francesas (Saint Croix).

A ameaça não estava apenas nas grandes nações europeias. O termo “Piratas das Caraíbas” tem a sua razão histórica de ser. Fossem independentes, ou “patrocinados” pelas Coroas europeias para assaltarem as rivais, uma vasta corja de piratas, corsários e, mais tarde, flibusteiros sulcavam aquele mesmo mar, de olho no que quer que parecesse oportuno.

Galeões sobrecarregados, portos e cidades pouco protegidos viam-se invariavelmente vítimas. Enriquecida pelos proveitos da cana-de-açúcar, Frederiksted fez o mínimo dos mínimos para resistir.

De volta à fachada sul da fortificação, a caminho do coreto no âmago do Parque Buddhoe, damos de caras com a Oscar E. Henry Customs House e, em frente, com uma estátua de bronze com visual dramático.

Um tronco desnudado sopra num grande búzio. A estátua tem o nome de “Freedom”.

Frederikstad-Saint-Croix-ilhas-virgens-americanas-freedom

Frederiksted, e a Emancipação dos Escravos de Saint Croix

Quando a analisamos, associamo-la de imediato ao episódio histórico mais badalado de Frederiksted, e razão de ser do nome do parque por que caminhávamos.

Em 1848, tudo se mantinha na mesma ordem e opressão colonial em que as Índias Ocidentais Dinamarquesas prosperavam há quase dois séculos.

Até que, a 3 de Julho desse mesmo ano, já quinze contados após a o Acto Britânico de Abolição da escravatura, um escravo libertado e artesão respeitado de nome Moses Gottlieb – mais conhecido como General Buddhoe – planeou e suscitou uma revolta dos homens mantidos escravos na Whim State e outras plantações da ponta oeste de Saint Croix.

Os escravos juntaram-se e precipitaram-se numa marcha incendiária que ficou conhecida por “Fireburn” e veio a granjear a Frederiksted o epíteto de “Freedom City”.

Nesse mesmo dia, conseguiram forçar que o Governador-General da ilha, Peter von Scholten, proclamasse no Forte Frederik e sem retorno, a sua emancipação dos fazendeiros que, a contra-corrente da História, os mantinham cativos.

Daí em diante, sem mão-de-obra gratuita, os Dinamarqueses viram-se mais e mais em apuros para preservarem as suas longínquas colónias.

Aos poucos, abandonaram-nas aos ex-escravos e a uns quantos europeus resistentes.

Frederikstad-Saint-Croix-ilhas-virgens-americanas-torre-relogio

O Grande Maremoto das Ilhas Virgens de 1867

Em 1867, uns e outros, passaram por uma provação que os apanhou de surpresa.

Um sismo de grande intensidade gerou vagas com quase oito metros de altura que entraram pela cidade adentro. O sismo e maremoto das Ilhas Virgens causou uma destruição generalizada e pelo menos cinco mortos.

Pouco depois do virar para o século XX, a debandada dos dinamarqueses oficializou-se. Ao abrigo do Tratado das Índias Ocidentais Dinamarquesas, de 1917, os Estados Unidos adquiriram as três ilhas principais do arquipélago por 25 milhões de dólares.

Ano após ano, as ilhas e Frederiksted afro-americanizaram-se até à realidade que lá desvendamos.

Frederikstad-Saint-Croix-ilhas-virgens-americanas-freedom-2

A Frederiksted Algo Americanizada dos Nossos Dias

Hoje, a cidade possui o único porto de cruzeiros de Saint Croix. Desenvolveu uma existência bipolar, alterável consoante a presença e a ausência dos grandes navios e da inundação de visitantes dos Estados Unidos contíguos.

Num dia sem cruzeiros, continuamos a navegar no marasmo pós-colonial intrigante, decadente e sedutor de Frederiksted.

Do nada, um grupo de colegas trajadas com fatos escolares, aflui ao pontão à frente do forte. Guiadas por um fotógrafo voluntário, entregam-se a uma produção sob o mote da sensualidade académica.

Entretemo-nos a apreciar as suas poses e expressões quando os cumulus nimbus que toda a tarde vimos elevarem-se, ditaram o término do recreio.

Chuvada Tropical em Plenos Trópicos Caribenhos

Uma bátega tropical como há muito não apanhávamos, castiga Frederiksted sem apelo. As estudantes e uns poucos transeuntes mal têm tempo de chegar às arcadas que os dinamarqueses fizeram protectoras.

Quando lá se abrigam, estão já ensopados, conformados e até algo intimidados pela inesperada intempérie.

Frederikstad-Saint-Croix-ilhas-virgens-americanas-miudos

Três adolescentes em trajes de banho surgem do nada. Refugiam-se mesmo ao nosso lado.

Trocamos umas poucas palavras de circunstância. “Isto, a esta hora costuma demorar!” alertam-nos como quem avisa que mais valia darmos corda às pernas.

Um adulto que chega numa pick-up manda-lhes um grito. O trio de adolescentes despede-se à pressa. Some-se para sul da cidade, sobre a caixa da carrinha,.

Ainda esperamos um pouco, a ver se o tempo os contradizia.

Assim que percebemos o quanto lhes assistia a razão, rendemo-nos à chuva, em busca da boleia que tínhamos combinada de volta a Christiansted.

Frederikstad-Saint-Croix-ilhas-virgens-americanas-silhuetas

Christiansted, St. Croix, Ilhas Virgens Americanas

A Capital das Antilhas Afro-Dinamarquesas-Americanas

Em 1733, a Dinamarca comprou a ilha de Saint Croix à França, anexou-a às suas Índias Ocidentais em que, com base em Christiansted, lucrou com o trabalho de escravos trazidos da Costa do Ouro. A abolição da escravatura tornou as colónias inviáveis. E uma pechincha histórico-tropical que os Estados Unidos preservam.
Virgin Gorda, Ilhas Virgens Britânicas

Os "Caribanhos" Divinais de Virgin Gorda

À descoberta das Ilhas Virgens, desembarcamos numa beira-mar tropical e sedutora salpicada de enormes rochedos graníticos. Os The Baths parecem saídos das Seicheles mas são um dos cenários marinhos mais exuberantes das Caraíbas.
Montserrat, Pequenas Antilhas

A Ilha do Vulcão que se Recusa a Adormecer

Abundam, nas Antilhas, os vulcões denominados Soufrière.  O de Montserrat, voltou a despertar, em 1995, e mantém-se um dos mais activos. À descoberta da ilha, reentramos na área de exclusão e exploramos as áreas ainda intocadas pelas erupções.  
Soufrière, Saint Lucia

As Grandes Pirâmides das Antilhas

Destacados acima de um litoral exuberante, os picos irmãos Pitons são a imagem de marca de Saint Lucia. Tornaram-se de tal maneira emblemáticos que têm lugar reservado nas notas mais altas de East Caribbean Dollars. Logo ao lado, os moradores da ex-capital Soufrière sabem o quão preciosa é a sua vista.
Fort-de-France, Martinica

Liberdade, Bipolaridade e Tropicalidade

Na capital da Martinica confirma-se uma fascinante extensão caribenha do território francês. Ali, as relações entre os colonos e os nativos descendentes de escravos ainda suscitam pequenas revoluções.
Saint-Pierre, Martinica

A Cidade que Renasceu das Cinzas

Em 1900, a capital económica das Antilhas era invejada pela sua sofisticação parisiense, até que o vulcão Pelée a carbonizou e soterrou. Passado mais de um século, Saint-Pierre ainda se regenera.
Basseterre, São Cristóvão e Neves

Uma Capital ao Nível do Mar das Caraíbas

Instalada entre o sopé da montanha Olivees e o oceano, a diminuta Basseterre é a maior cidade de São Cristóvão e Neves. Com origem colonial francesa, há muito anglófona, mantém-se pitoresca. Desvirtuam-na, apenas, os gigantescos cruzeiros que a inundam de visitantes de toca-e-foge.
Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.
Martinica, Antilhas Francesas

Caraíbas de Baguete debaixo do Braço

Circulamos pela Martinica tão livremente como o Euro e as bandeiras tricolores esvoaçam supremas. Mas este pedaço de França é vulcânico e luxuriante. Surge no coração insular das Américas e tem um delicioso sabor a África.
Guadalupe, Antilhas Francesas

Guadalupe: Um Caribe Delicioso, em Contra-Efeito Borboleta

Guadalupe tem a forma de uma mariposa. Basta uma volta por esta Antilha para perceber porque a população se rege pelo mote Pas Ni Problem e levanta o mínimo de ondas, apesar das muitas contrariedades.
Maho Beach, Sint Maarten

A Praia Caribenha Movida a Jacto

À primeira vista, o Princess Juliana International Airport parece ser apenas mais um nas vastas Caraíbas. Sucessivas aterragens a rasar a praia Maho que antecede a sua pista, as descolagens a jacto que distorcem as faces dos banhistas e os projectam para o mar, fazem dele um caso à parte.
savuti, botswana, leões comedores de elefantes
Safari
Savuti, Botswana

Os Leões Comedores de Elefantes de Savuti

Um retalho do deserto do Kalahari seca ou é irrigado consoante caprichos tectónicos da região. No Savuti, os leões habituaram-se a depender deles próprios e predam os maiores animais da savana.
Thorong La, Circuito Annapurna, Nepal, foto para a posteridade
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna 13º: High Camp - Thorong La - Muktinath, Nepal

No Auge do Circuito dos Annapurnas

Aos 5416m de altitude, o desfiladeiro de Thorong La é o grande desafio e o principal causador de ansiedade do itinerário. Depois de, em Outubro de 2014, ter vitimado 29 montanhistas, cruzá-lo em segurança gera um alívio digno de dupla celebração.
Igreja colonial de São Francisco de Assis, Taos, Novo Mexico, E.U.A
Arquitectura & Design
Taos, E.U.A.

A América do Norte Ancestral de Taos

De viagem pelo Novo México, deslumbramo-nos com as duas versões de Taos, a da aldeola indígena de adobe do Taos Pueblo, uma das povoações dos E.U.A. habitadas há mais tempo e em contínuo. E a da Taos cidade que os conquistadores espanhóis legaram ao México, o México cedeu aos Estados Unidos e que uma comunidade criativa de descendentes de nativos e artistas migrados aprimoram e continuam a louvar.
Pleno Dog Mushing
Aventura
Seward, Alasca

O Dog Mushing Estival do Alasca

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, o dog mushing não pode parar.
Danca dragao, Moon Festival, Chinatown-Sao Francisco-Estados Unidos da America
Cerimónias e Festividades
São Francisco, E.U.A.

Com a Cabeça na Lua

Chega a Setembro e os chineses de todo o mundo celebram as colheitas, a abundância e a união. A enorme sino-comunidade de São Francisco entrega-se de corpo e alma ao maior Festival da Lua californiano.
Rua de São Pedro Atacama, Chile
Cidades
San Pedro de Atacama, Chile

São Pedro de Atacama: a Vida em Adobe no Mais Árido dos Desertos

Os conquistadores espanhóis tinham partido e o comboio desviou as caravanas de gado e nitrato. San Pedro recuperava a paz mas uma horda de forasteiros à descoberta da América do Sul invadiu o pueblo.
jovem vendedora, nacao, pao, uzbequistao
Comida
Vale de Fergana, Usbequistão

Uzbequistão, a Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Uzbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.
Jingkieng Wahsurah, ponte de raízes da aldeia de Nongblai, Meghalaya, Índia
Cultura
Meghalaya, Índia

Pontes de Povos que Criam Raízes

A imprevisibilidade dos rios na região mais chuvosa à face da Terra nunca demoveu os Khasi e os Jaintia. Confrontadas com a abundância de árvores ficus elastica nos seus vales, estas etnias habituaram-se a moldar-lhes os ramos e estirpes. Da sua tradição perdida no tempo, legaram centenas de pontes de raízes deslumbrantes às futuras gerações.
Natação, Austrália Ocidental, Estilo Aussie, Sol nascente nos olhos
Desporto
Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos. A nadar.
Homer, Alasca, baía Kachemak
Em Viagem
Anchorage a Homer, E.U.A.

Viagem ao Fim da Estrada Alasquense

Se Anchorage se tornou a grande cidade do 49º estado dos E.U.A., Homer, a 350km, é a sua mais famosa estrada sem saída. Os veteranos destas paragens consideram esta estranha língua de terra solo sagrado. Também veneram o facto de, dali, não poderem continuar para lado nenhum.
Horseshoe Bend
Étnico
Navajo Nation, E.U.A.

Por Terras da Nação Navajo

De Kayenta a Page, com passagem pelo Marble Canyon, exploramos o sul do Planalto do Colorado. Dramáticos e desérticos, os cenários deste domínio indígena recortado no Arizona revelam-se esplendorosos.
Portfólio, Got2Globe, melhores imagens, fotografia, imagens, Cleopatra, Dioscorides, Delos, Grécia
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

O Terreno e o Celestial

Comboio do Fim do Mundo, Terra do Fogo, Argentina
História
Ushuaia, Argentina

Ultima Estação: Fim do Mundo

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul.
Ilha de São Miguel, Acores Deslumbrantes por Natureza
Ilhas
São Miguel, Açores

Ilha de São Miguel: Açores Deslumbrantes, Por Natureza

Uma biosfera imaculada que as entranhas da Terra moldam e amornam exibe-se, em São Miguel, em formato panorâmico. São Miguel é a maior das ilhas portuguesas. E é uma obra de arte da Natureza e do Homem no meio do Atlântico Norte plantada.
Geotermia, Calor da Islândia, Terra do Gelo, Geotérmico, Lagoa Azul
Inverno Branco
Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.
Sombra vs Luz
Literatura
Quioto, Japão

O Templo de Quioto que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.
Avestruz, Cabo Boa Esperança, África do Sul
Natureza
Cabo da Boa Esperança - Cape of Good Hope NP, África do Sul

À Beira do Velho Fim do Mundo

Chegamos onde a grande África cedia aos domínios do “Mostrengo” Adamastor e os navegadores portugueses tremiam como varas. Ali, onde a Terra estava, afinal, longe de acabar, a esperança dos marinheiros em dobrar o tenebroso Cabo era desafiada pelas mesmas tormentas que lá continuam a grassar.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Rede em Palmeiras, Praia de Uricao-Mar das caraibas, Venezuela
Parques Naturais
PN Henri Pittier, Venezuela

PN Henri Pittier: entre o Mar das Caraíbas e a Cordilheira da Costa

Em 1917, o botânico Henri Pittier afeiçoou-se à selva das montanhas marítimas da Venezuela. Os visitantes do parque nacional que este suíço ali criou são, hoje, mais do que alguma vez desejou
Camboja, Angkor, Ta Phrom
Património Mundial UNESCO
Ho Chi-Minh a Angkor, Camboja

O Tortuoso Caminho para Angkor

Do Vietname em diante, as estradas cambojanas desfeitas e os campos de minas remetem-nos para os anos do terror Khmer Vermelho. Sobrevivemos e somos recompensados com a visão do maior templo religioso
Ooty, Tamil Nadu, cenário de Bollywood, Olhar de galã
Personagens
Ooty, Índia

No Cenário Quase Ideal de Bollywood

O conflito com o Paquistão e a ameaça do terrorismo tornaram as filmagens em Caxemira e Uttar Pradesh um drama. Em Ooty, constatamos como esta antiga estação colonial britânica assumia o protagonismo.
Mini-snorkeling
Praias
Ilhas Phi Phi, Tailândia

De regresso à Praia de Danny Boyle

Passaram 15 anos desde a estreia do clássico mochileiro baseado no romance de Alex Garland. O filme popularizou os lugares em que foi rodado. Pouco depois, alguns desapareceram temporária mas literalmente do mapa mas, hoje, a sua fama controversa permanece intacta.
auto flagelacao, paixao de cristo, filipinas
Religião
Marinduque, Filipinas

A Paixão Filipina de Cristo

Nenhuma nação em redor é católica mas muitos filipinos não se deixam intimidar. Na Semana Santa, entregam-se à crença herdada dos colonos espanhóis.A auto-flagelação torna-se uma prova sangrenta de fé
white pass yukon train, Skagway, Rota do ouro, Alasca, EUA
Sobre Carris
Skagway, Alasca

Uma Variante da Febre do Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.
Singapura, ilha Sucesso e Monotonia
Sociedade
Singapura

A Ilha do Sucesso e da Monotonia

Habituada a planear e a vencer, Singapura seduz e recruta gente ambiciosa de todo o mundo. Ao mesmo tempo, parece aborrecer de morte alguns dos seus habitantes mais criativos.
Mulheres com cabelos longos de Huang Luo, Guangxi, China
Vida Quotidiana
Longsheng, China

Huang Luo: a Aldeia Chinesa dos Cabelos mais Longos

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de Huang Luo renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os cabelos mais longos do mundo, anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e arrôz.
Reserva Masai Mara, Viagem Terra Masai, Quénia, Convívio masai
Vida Selvagem
Masai Mara, Quénia

Reserva Masai Mara: De Viagem pela Terra Masai

A savana de Mara tornou-se famosa pelo confronto entre os milhões de herbívoros e os seus predadores. Mas, numa comunhão temerária com a vida selvagem, são os humanos Masai que ali mais se destacam.
Napali Coast e Waimea Canyon, Kauai, Rugas do Havai
Voos Panorâmicos
NaPali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto exploramos a sua Napalo Coast por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.
PT EN ES FR DE IT