Wala, Vanuatu

Cruzeiro à Vista, a Feira Assenta Arraiais


De partida

Habitantes de Malekula e outras ilhas em redor deixam Wala com o cruzeiro em fundo.

Um meio-amuo

Criança observa um grupo de mulheres nativas enquanto posam para a fotografia.

Arte balnear

Mulher presente na feira de Wala giza desenhos geométricos no areal da ilha.

Floresta melanésia

Selva encharcada de Malekula, uma das ilhas do grande arquipélago de Vanuatu.

Uma certa curiosidade

Crianças agrupadas sobre um abrigo enquanto uma chuva leve cai sobre a praia.

Um embarque ordeiro

Vendedores e outros participantes na feira preparam-se para navegar de Wala.

Ursinho de Vanuatu

Mulher segura criança com traje felpudo de ursinho. 

Ilhas da chuva

Névoa paira sobre pequenos ilhéus em redor de Malekula.

Num caminho ensopado

Mulheres nativas numa clareira lamacenta nas imediações da feira.

Tempo de câmbio

Nativos fazem fila para trocar os dólares deixados pelos visitantes australianos, neozelandeses e outros por vatus, a moeda de Vanuatu.

Gerações de amarelo

Pai e filho alourado junto à beira-mar de Wala.

Em grande parte de Vanuatu, os dias de “bons selvagens” da população ficaram para trás. Em tempos incompreendido e negligenciado, o dinheiro ganhou valor. E quando os grandes navios com turistas chegam ao largo de Malekuka, os nativos concentram-se em Wala e em facturar.

Por esses dias, andávamos a explorar Malekula. O guia que nos orientava na ilha vem com uma conversa de que devíamos visitar a sua Wala, que ficava a apenas 15 minutos de barco de Rose Bay, a povoação em que estávamos baseados. “Este fim-de-semana, é lá que tudo acontece!” alerta-nos. Mesmo sem percebermos nem como nem porquê, quem erámos nós para duvidar.

George concede-nos pouco mais que uma dezena de minutos: “Rapazes, sei que as pernas ainda vos devem arder mas o mercado já lá está há um bom tempo. Não tarda, começam a arrumar tudo”.

Deixamos a pousada e voltamos à marcha. Seguimos o guia por caminhos da orla da selva e vilarejos. Cruzamos campos improvisados de petanca em que alguns adolescentes acompanham o rolar criterioso das suas esferas. Por fim, alcançamos um pequeno ancoradouro em que o barqueiro que assegurava as viagens entre Malekula e Wala aguardava por mais passageiros.

Wala não passa de uma amostra de ilha. Por uma qualquer coincidência do destino, calhou que se visse na rota dos grandes cruzeiros que partem das maiores urbes australianas e neozelandesas rumo a leste. Os roteiros destas autênticas cidades flutuantes levam os passageiros a desembarcar em Port Vila, a capital de Vanuatu, em Apia e Pago Pago, capitais das duas Samoas, ainda em lugares de Tonga, de Fiji e de outros arquipélagos-nação do Pacífico do Sul. Em Vanuatu, os passageiros também são levados a desembarcar numa tal de Champagne Bay, na ilha de Espiritu Santo. Trata-se de uma das praias realmente divinais do país. Várias empresas de turismo ofereceram já milhões ao seu proprietário secular para lá erguer infraestruturas de acolhimento aos seus clientes. Por sorte, os ni-vanuatu com mais idade continuam a respeitar o amor supremo pela posse geracional de terras. As ofertas são rechaçadas uma atrás das outras.

Algo semelhante mas, à sua maneira, também distinto, se passa com Wala. Na Champagne Bay, o proprietário ou familiares permanecem à entrada de quem chega por terra e cobram os seus próprios ingressos. O mesmo acontece quando as lanchas e bateis dos cruzeiros desembarcam centenas de passageiros ansiosos por se evadir de bordo e se banharem nas águas ali irresistíveis do Pacífico. Já os habitantes de Wala e da ilha-mãe Malekula, continuam a queixar-se de que nunca viram qualquer benefício das taxas pagas pelas empresas ao governo de Vanuatu para poderem atracar ao largo da ilha. São frequentes as reportagens de publicações australianas que abordam o tema e questionam porque os políticos da nação vivem no luxo quando as populações dos lugares visados não chegam a ter ideia de como se somem os proveitos originados com as visitas dos cruzeiros. Enquanto aguardam pela resposta fazem o que podem para lucrar do contacto directo com os passageiros. Estes, por sua vez, veem-nos como autênticos fenómenos antropológicos, espécimes humanos, como pensavam já não existirem.

Uns poucos ni-vanuatu de Wala já estão na própria ilha, só têm que instalar as suas bancas ou afins. Outros, vêm de aldeias tribais dos confins luxuriantes e ensopados de Malekula. Chegam, aos poucos, às imediações de Walarano, uma comunidade tradicional da costa nordeste de Malekula próxima de Wala. Por ali, tal como George nos instruiu a fazermos, entram a bordo de pequenos barcos que cumprem permanente vaivéns entre ambas as ilhas. Aliás, quando cumprimos a travessia para o destino final, temos a companhia de vários deles que nos observam intrigados por seguirmos aquela rota, por norma, não usada pelos estrangeiros.

O barqueiro dá sinal de partida bem antes de a lotação lotar. Assim que a embarcação contorna uma reentrância da ilha, abre-se a vista para um braço de mar de que se destaca um gigantesco navio-cruzeiro. Inesperada no panorama civilizacional de Vanuatu, a visão afecta-nos como uma miragem em que somos forçados a acreditar.

“Agora, vêm cá quase todas as semanas!” adianta George satisfeito. “o pessoal de Malekula organiza-se para os receber … “ completa com recurso ao popular gesto do dinheiro. “Estão a compreender-me não estão?” Pouco tempo depois de o confirmarmos, desembarcamos. A tarde mantem-se cinzenta e húmida. De quando em quando, cai uma chuva miudinha quente que volta a molhar a areia coralífera e satura a floresta tropical.

“Venham aqui primeiro! “convoca-nos George e desvia-nos do areal para caminhos internos mais que molhados, enlameados. “Eles aqui fazem exibições de danças tradicionais para os forasteiros apreciarem. Se nos despacharmos, consigo que vos mostrem algumas.” Andamos umas centenas de metros. Chegamos a uma longa avenida aberta na selva, desafogada mas que, mesmo assim, os ramos mais altos das árvores limítrofes se apressaram a cobrir. Lá encontramos um grupo de nativos pouco trajados a rigor para os pequenos espectáculos ao ar livre de que nos falara o guia. Mulheres cobertas de enormes colares de missangas e outros adornos vegetais seguram grandes folhas de plantas e ramalhetes de outras mais diminutas. George apresenta-nos da forma cerimoniosa que a cultura kastom ni-vanuatu requer. Apesar de já algo desconfortáveis devido à temperatura algo mais baixa que se fazia sentir, as mulheres concordam em nos conceder uma derradeira dança. Dispõem-se a condizer e, ao sinal de uma com mais idade, levam a cabo uma graciosa coreografia ondulante que simbolizava a importância das suas aptidões na tribo.

Alguns metros ao lado, George volta a anunciar a nossa presença, desta feita, a um clã de jovens guerreiros armados com pagaias de madeira pintadas com motivos da tribo a que pertencem. Também eles se entregam às posições tantas vezes ensaiadas. De pé, simulam que remam a bordo de uma canoa e movimentam as pagaias de acordo, gestos que acompanham com cânticos guerreiros. Um casal de idosos aparece do nada. George recebe-os com especial reverência. “São chefes Big Nambas (tribos em que os homens usam coberturas vegetais do pénis maiores, por contraponto aos Small Nambas) já há muito tempo. São eles que concedem a permissão final para tudo isto.” Cumprimentamos suas excelências que quase não falam inglês. George resume-lhes a missão que cumpríamos e o que nos diferenciava dos visitantes do cruzeiro. Volta a saudá-los e anuncia-lhes que vamos espreitar a feira. Os chefes sorriem em aparente aprovação pelo que voltamos ao areal numa confortável harmonia diplomática.

O cruzeiro resiste, fundeado à saída para o grande Pacífico. Com o tempo para ali permanecerem contado, alguns dos seus passageiros em terra fotografam nativos com visível ansiedade.

Ziguezagueamos entre eles e as bancas dos nativos. Encontramos um pouco de tudo naquela estranha feira balnear: artesanato, cerveja nacional e churrascos, fruta tropical pronta a comer e a já esperada kava, a bebida tradicional da Melanésia. George lembra-se de oficializar as nossas boas-vindas a Wala. Conduz-nos ao botequim residente da bebida, identificado como por todo o arquipélago por uma placa de SerSer. O barman de serviço aparece de óculos muito escuros, ou já inebriado pelo seu próprio produto ou por mera opção estética. Fosse como fosse, serve-nos a kava a nós e a George, em metades de pequenos cocos. George abrevia os procedimentos de bem-vinda de estrangeiros, habituais em Vanuatu, como em Fiji e noutras partes da Melanésia. Deitamos a bebida abaixo e arrepiamo-nos com a amargura das suas raízes esmagadas. Seria só a primeira de outras más caras que nos viria a provocar durante o longo périplo por aquelas paragens.

Nos últimos tempos, a oferta mais lucrativa da feira parecia ser a cultural. As suas distintas modalidades estavam um pouco por toda a parte. Uma mulher cercada de curiosos, rabiscava grafismos geométricos na areia, a grande velocidade. Outra, levava a cabo previsões místicas do futuro. Outra ainda exibia um morcego da fruta dependurado num ramo apenas com uma pata, cuidadosamente agasalhado – outra pata incluída – dentro das asas membranosas enquanto captava no seu pequeno radar cerebral, a acção em redor. Várias outras atracções se sucediam, numa abundância tal que mantinha os passageiros do cruzeiro fascinados e deleitados. Libertavam-se, assim, da monotonia da navegação. Em simultâneo, alimentavam a frágil economia local. Quando terminavam de vender os seus produtos e serviços, os comerciantes de Malekula e Wala – que aceitavam tanto dólares australianos, novazelandeses e americanos como Euros – convertiam, de imediato, os proveitos do dia.

Faziam-no ao ritmo a que avançava uma fila alinhada em frente da agência local do “National Bank, Vanuatu’s Own Bank” assim versava placa amarela que o assinalava. Em mais de quatro décadas de vida, nunca tínhamos visto uma fila nem tão comprimida nem tão garrida. Mesmo se desnecessário, o aperto não parecia importunar os clientes que aguardavam colados, coladinhos aos vizinhos da frente. As mulheres, em particular, faziam-no dentro de vestidos de cores e padrões do mais vivo que se possa imaginar. O alvo da sua espera, era a palhota bancária que lhes permitia trocar o numerário estrangeiro, por vatus, a bem mais familiar moeda oficial de Vanuatu.

Com o culminar do entardecer, a influência meteorológica do sol por detrás das nuvens enfraqueceu e a chuva voltou a apoderar-se de todo aquele cenário. Quando regressámos a Rose Bay, ainda vimos muitos dos participantes a cumprirem travessias para mais longe, acumulados em pequenas embarcações à pinha. Os visitantes de Wala sumiram-se no interior do cruzeiro. O cruzeiro não tardou a sumir-se no horizonte longínquo do Pacífico do Sul.

 

Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações de Moçambique dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilómetros de Nampula, as vendas de fruta eram sucediam-se, sempre bastante intensas.

Efate, Vanuatu

A Ilha que Sobreviveu a "Survivor"

Grande parte de Vanuatu vive num abençoado estado pós-selvagem. Talvez por isso, reality shows em que competem aspirantes a Robinson Crusoes instalaram-se uns atrás dos outros na sua ilha mais acessível e notória. Já algo atordoada pelo fenómeno do turismo convencional, Efate também teve que lhes resistir.

Pentecostes, Vanuatu

Naghol: O Bungee Jumping sem Modernices

Em Pentecostes, no fim da adolescência, os jovens lançam-se de uma torre apenas com lianas atadas aos tornozelos. Cordas elásticas e arneses são pieguices impróprias de uma iniciação à idade adulta.
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.

Tanna, Vanuatu

Daqui se Fez Vanuatu ao Ocidente

O programa de TV “Meet the Natives” levou representantes tribais de Tanna a conhecer a Grã-Bretanha e os E.U.A. De visita à sua ilha, percebemos porque nada os entusiasmou mais que o regresso a casa.

Pentecostes, Vanuatu

Bungee Jumping para Homens a Sério

Em 1995, o povo de Pentecostes ameaçou processar as empresas de desportos radicais por lhes terem roubado o ritual Naghol. Em termos de audácia, a imitação elástica fica muito aquém do original.

Espiritu Santo, Vanuatu

Divina Melanésia

Pedro Fernandes de Queirós pensava ter descoberto o grande continente do sul. A colónia que propôs nunca se chegou a concretizar. Hoje, Espiritu Santo, a maior ilha de Vanuatu, é uma espécie de Éden.

Malekula, Vanuatu

Canibalismo de Carne e Osso

Até ao início do século XX, os comedores de homens ainda se banqueteavam no arquipélago de Vanuatu. Na aldeia de Botko descobrimos porque os colonizadores europeus tanto receavam a ilha de Malekula

Cocquete
Arquitectura & Design

Napier, Nova Zelândia

De Volta aos Anos 30

Devastada por um sismo, Napier foi reconstruida num Art Deco quase térreo e vive a fazer de conta que parou nos thirties. Os seus visitantes rendem-se à atmosfera Great Gatsby que a cidade encena.

Lenha
Aventura

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Via Conflituosa
Cerimónias e Festividades

Jerusalém, Israel

Pelas Ruas Beliciosas da Via Dolorosa

Em Jerusalém, enquanto percorrem o caminho de Cristo para a cruz, os crentes mais sensíveis apercebem-se de como a paz do Senhor é difícil de alcançar nas ruelas mais disputadas à face da Terra.

Santuário sobre a floresta II
Cidades

Quioto, Japão

Um Japão Quase Perdido

Quioto esteve na lista de alvos das bombas atómicas dos E.U.A. e foi mais que um capricho do destino que a preservou. Salva por um Secretário de Guerra norte-americano apaixonado pela sua riqueza histórico-cultural e sumptuosidade oriental, a cidade foi substituída à última da hora por Nagasaki no sacrifício atroz do segundo cataclismo nuclear.

Muito que escolher
Comida

São Tomé e Príncipe

Que Nunca Lhes Falte o Cacau

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.

Acolhimento de Satoko
Cultura

Ogimashi, Japão

Um Japão Histórico-Virtual

Até há pouco, os estúdios nipónicos produziam 60% de todas as séries de animação. “Higurashi no Naku Koro ni” teve enorme sucesso. Em Ogimashi, damos com um grupo de kigurumis das suas personagens.

Desporto
Competições

Uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Seja pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, os confrontos dão sentido à vida. Surgem sob a forma de modalidades sem conta, umas mais excêntricas que outras.
Promo Polynesian Blue
Em Viagem
Viajar Não Custa

Compre Voos Antes de os Preços Descolarem

Conseguir um bilhete de avião a baixo preço tornou-se quase uma ciência. Fique a par dos princípios porque se rege o mercado das tarifas aéreas e evite o desconforto financeiro de comprar em má hora.
Ilha menor
Étnico
Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Filhos da Mãe-Arménia
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Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
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A Última Fronteira Filipina

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Inverno Branco
Kemi, Finlândia

Não é Nenhum “Barco do Amor”. Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o “Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.
Baie d'Oro
Literatura

Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

Antes da chuva
Natureza

Camiguin, Filipinas

Uma Ilha de Fogo Rendida à Água

Com mais de vinte cones acima dos 100 metros, a abrupta e luxuriante, Camiguin tem a maior concentração de vulcões que qualquer outra das 7641 ilhas filipinas ou do planeta. Mas, nos últimos tempos, nem o facto de um destes vulcões estar activo tem perturbado a paz da sua vida rural, piscatória e, para gáudio dos forasteiros, fortemente balnear.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Praia Islandesa
Parques Naturais

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Sem corrimão
Património Mundial Unesco

Brasília, Brasil

Da Utopia à Euforia

Desde os tempos do Marquês de Pombal que se falava da transferência da capital para o interior. Hoje, a cidade quimera continua a parecer surreal mas dita as regras do desenvolvimento brasileiro.

Personagens
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Perigo de praia
Praia

Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.

Cortejo garrido
Religião

Suzdal, Rússia

1000 Anos de Rússia à Moda Antiga

Foi uma capital pródiga quando Moscovo não passava de um lugarejo rural. Pelo caminho, perdeu relevância política mas acumulou a maior concentração de igrejas, mosteiros e conventos do país dos czares. Hoje, sob as suas incontáveis cúpulas, Suzdal é tão ortodoxa quanto monumental.

Colosso Ferroviário
Sobre carris

Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.

Febre vegetal
Sociedade

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Singapura de Sari

São uns milhares de habitantes em vez dos 1.3 mil milhões da pátria-mãe mas não falta alma à Little India, um bairro da ínfima Singapura. Nem alma, nem cheiro a caril e música de Bollywood.

Vida Quotidiana
Profissões Árduas

O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
Acima de tudo
Vida Selvagem
Graaf-Reinet, África do Sul

Uma Lança Bóer na África do Sul

Nos primeiros tempos coloniais, os exploradores e colonos holandeses tinham pavor do Karoo, uma região de grande calor, grande frio, grandes inundações e grandes secas. Até que a Companhia Holandesa das Índias Orientais lá fundou Graaf-Reinet. De então para cá, a quarta cidade mais antiga da nação arco-íris prosperou numa encruzilhada fascinante da sua história.
Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos

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Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.