Mérida, Venezuela

Nos Confins Andinos da Venezuela


Caminhada Solitária

Morador desce a rua principal de Los Nevados, uma povoação perdida num vale da Sierra Nevada de Mérida.

Ancião Composto

Um morador idoso de Los Nevados numa indumentária pitoresca de vaqueiro encasacado.

A Meia Encosta

Uma cabine do antigo teleférico de Mérida (o mais longo e mais alto do Mundo) sobe em direcção ao Pico Espejo.

Encosta rural

Cenário rural numa encosta da Sierra Nevada de Mérida.

Los Nevados

Panorâmica de Los Nevados a partir de uma elevação a caminho da aldeia.

Pose Vaqueira

Habitantes de Los Nevados à porta de uma tasca da povoação.

Espétia

Flor de frailejón, uma planta peréne felpuda endémica da Serra Nevada de Mérida e de certas zonas dos Andes colombianos.

Subida Vertiginosa

Cabine "La Aguada" do antigo sistema de teleférico de Mérida transporta passageiros dos 1600 metros de altitude cidade para o cimo da Sierra Nevada, quase aos 4800 metros.

Plaza Bolivar

Duas jovens venezuelanas atravessam o centro da Plaza Bolivar, o coração de Mérida.

Lagoa nas alturas

Uma das lagoas de Anteojos (óculos) num vale de altitude logo abaixo do Pico Espejo.

Cume semi-nevado

O pico polvilhado de neve do Pico Espejo, a 4800 m de altitude mas pouco gelado devido à latitude próxima do equador desta zona da Venezuela.

Abençoado Descanso

Um vendedor de rua descansa um pouco próximo da capela de pedra de San Pedro de Mucuchies, em San Rafael, nos arredores de Mérida.

Caminhada familiar

Visitantes franceses percorre o trilho que conduz de Loma Redonda, uma das estações do teleférico de Mérida a Los Nevados.

Pasto anfíbio

Cavalo pasta ervas à superfície da lagoa de Mucubají, nas terras altas del Páramo, arredores da cidade de Mérida.

Na névoa

Passageiros do antigo teleférico de Mérida observam o cenário durante a descida para a cidade.

Retalhos rurais

Campos agrícolas que precedem Los Nevados, numa encosta da Sierra Nevada de Mérida.

Névoa e Neve

Pico Espejo ligeiramente nevado e atrás duma névoa acabada de se instalar.

Boa vista

Morador de Los Nevados aprecia a sua aldeia da varanda de um bar local.

Andes venezuelanos

Cenário da Sierra Nevada de Mérida com um pico distante em fundo.

Nos anos 40 e 50, a Venezuela atraiu 400 mil portugueses mas só metade ficou em Caracas. Em Mérida, encontramos lugares mais semelhantes às origens e a geladaria excêntrica dum portista imigrado.

Província de Mérida: é aqui que os Andes têm o seu último estertor na extremidade norte da América do Sul, um pouco antes de se fundirem com a Cordillera de la Costa, a cadeia transversal de montanhas que esconde o Mar das Caraíbas. A região,

interior e situada junto à fronteira com a Colômbia, é a Meca nacional dos andinistas e adeptos das caminhadas de altitude em geral. Tínhamos já percorrido muitos quilómetros nas calles arrumadas da sua capital homónima quando constatamos que, graças a um dos muitos portugueses empreendedores que se instalaram na Venezuela, também inspirava os gulosos deste mundo.

Manuel da Silva Oliveira chegou do Porto ainda jovem com experiência de barman e cozinheiro e abriu um restaurante em Mérida. O negócio corria de vento em popa quando, um dia, um  vendedor lhe perguntou se não queria ficar com uma máquina de gelados. “Don Manolo” – como é desde há muito tratado – percebia de comida e de bebida mas de sorvetes nem por isso. Ainda assim, quando o caixeiro viajante lhe explicou como era simples a preparação, acabou por comprar a máquina.

Numa primeira fase, limitou-se a seguir as instruções. Misturava o leite com as essências químicas de chocolate, de morango e do mantecado. Os gelados ficavam prontos num ápice e começaram a satisfazer a população da cidade. Mas as essências nem sempre estavam disponíveis e a máquina não misturava, em condições, matérias-primas naturais. Depois de alguma discussão com o vendedor, Manuel da Silva Oliveira conseguiu que lha trocassem por outra e ainda a oferta de uma batedeira especial, muito mais indicada para misturar com o leite os ingredientes necessários. Essa mudança e a sua perseverança ditaram um futuro que ninguém se atreveria a prever.

Os anos passaram e Don Manolo fartou-se de trabalhar para as empresas proprietárias das máquinas que lhe ficavam com uma boa parte do lucro.sabores e   ionante de licores,er para as empresas propriet futuro recordista.a para misturar com o leite os ingredientes necess Abriu a sua própria geladaria e aos três ou quatro compostos a que a Venezuela estava habituada, juntou várias outras frutas, frescas e secas. Seguiram-se os vegetais e os licores, todos com a facilidade decorrente de Mérida ser o pomar e a horta da Venezuela. Depois, vieram os mariscos, os peixes e sabe-se lá mais o quê.

Inaugurada em 1981, a geladaria Coromoto depressa reuniu um portefólio impressionante. Entretanto, ultrapassou as 800 criações e foi reconhecida pelo Guiness Book como a geladaria com mais sabores do mundo, um estatuto assinalado a luzes garridas de néon sobre a entrada que atraiu viajantes de todo o mundo.

Mas a fama do negócio não travou o envelhecimento do seu mentor. Manuel Oliveira da Silva perdeu a juventude de outros tempos e, com ela, a paciência para a rotina. Passou a gestão do negócio a José Ramirez. O sotaque português do castelhano venezuelano desapareceu detrás do balção e das montras refrigeradas mas o bigode manteve-se e os sabores nunca pararam de aumentar. Hoje, são mais de mil.

José Ramirez dispensa dar-nos a provar os sabores convencionais: “Vejam lá quais vos apetece experimentar e digam-me. Já vejo se estão preparados para todos !”

Passamos os olhos pela lista infindável que decora as paredes e deixamo-nos espantar. Cebola, esparguete e queijo, alho e milho seriam em qualquer lado do mundo consideradas sobremesas suspeitas mas, na Coromoto, o estranho vai muito mais além. “Sardiñas en Brandy” e “Esperanza de Viagra” fazem-nos rir sem cerimónias e sabem muito melhor do que o esperado. De uma forma suavemente doce, o “Pabellon Criollo” consegue ser fiel a um dos pratos emblemáticos da Venezuela. Logo ao lado, alguém se engasga e pede um copo de água urgente. Tinha acabado de testar “Chilli”.

Colherada a colherada, tentamos decifrar ainda os mistérios semânticos por detrás de “British Airways”, “Besos Andinos”, “Perdona, Querida”, “Diário Frontera” e “Samba Pa Mi”, desafiamos também a extravagância de “La Viño Tinto”, “Estornillador” e “Arroz con Pulpo”.

A Coromoto vende bolas de mais de 80 sabores por dia. Apesar da muita curiosidade, não chegamos sequer a provar metade. Esperava-nos uma aldeia das redondezas igualmente refrescante.

Na manhã seguinte, apanhamos o teleférico emblemático da cidade em direcção ao Pico Bolivar (4980m), um trajecto para o tecto da Venezuela que nos dizem ser também ele recordista mundial tanto no que diz respeito à extensão (12,5 km) como à altitude a que chega (4765m).

Ao nível de Mérida, fazia-se sentir um calorzinho agradável mas, com dez minutos de ascensão, ultrapassamos os 3.000 metros e à sombra, o frio torna-se incómodo. Só a estação terminal de Pico Espejo, a umas poucas centenas de metros do Pico Bolivar traz de volta o aconchego dos raios solares.

Lá em baixo, no vale amplo e verdejante da Sierra Nevada, destaca-se o casario de Mérida. Para cima, estão os cumes pontiagudos dos Andes e, no sopé oposto, Los Nevados, um pequeno pueblo pitoresco, isolado da civilização pela inexistência de verdadeiras vias de comunicação.

É para lá que descemos a pé, depois de rejeitarmos fazer o trajecto de mula ou jeep para pouparmos dinheiro e as costas e podermos apreciar condignamente os cenários.

Temos como companhia uma família francesa de “marinheiros” em terra, um casal com dois filhos que, cansado da vida monótona e chuvosa de Nantes, trocou a segurança e a casa, por um veleiro fundeado em Papeete, Taiti em que passou a zarpar para o mundo sempre que o dinheiro ganho como dentistas o permitia.

O percurso de algumas horas, em grande parte a descer, prova-se pouco exigente e visualmente agradável, enfeitado pela vegetação de altitude a que os locais chamam Páramos.

A determinada altura, surge um novo vale, coberto por um tapete multicolor de campos cultivados e, logo a seguir, a aldeia – tal e qual a tínhamos descoberto num ou dois livros fotográficos que homenageiam aquele interior esquivo da Venezuela – com a torre bicuda da sua igreja a sobressair das casas caiadas.

O nome deixa pouca margem para a imaginação. Los Nevados, foi assim baptizada devido aos nevões que, em tempos, a cobriam, de vez em quando, com uma segunda camada de branco. Em conversa com um cowboy local, confirmamos que há muito tal não acontece. “Amigos, já nem me lembro da última vez… os meus pais, sim, falam muitas vezes nisso entre eles e com o pessoal mais velho de cá”.

Nada que espante. O aquecimento é supostamente global. Tendo em conta a altitude da aldeia, 1000 e tal metros e a sua posição quase equatorial no mundo, seria difícil ali continuar a nevar.

Hoje, perdida no tempo, Los Nevados revela-se um típico refúgio agrícola, inclinado como poucos, com mercearias lúgubres e uma tasca intimidante em que a luz natural não entra. Vaqueros de roupas gastas, crianças e velhotes corajosos sobem e descem as suas duas calçadas íngremes atarefados com afazeres intrigantes.

Durante toda a tarde, descobrimos a aldeia e os arredores serranos. Ao jantar, a tal família francesa maravilha-nos com estórias e mais estórias das suas navegações pelo mundo, incluindo fugas a piratas malaios e indonésios e a tempestades sem nação.

Essa noite, dormimo-la numa pousada campestre local. Mal o sol aparece sobre os cumes, voltamos a desafiar a privacidade rural de Los Nevados e, no princípio da tarde, decidimos todos regressar a Mérida no único transporte partilhado que nos podia salvar da dolorosa caminhada serra acima: um velho jeep já sobrecarregado com enormes pedras mós.

Nunca, numa viagem, o desconforto da falta de espaço e dos solavancos nos haviam parecido tão secundário. O percurso faz-se ao longo de uma estrada de terra quase sempre escavada na encosta e que espreita os precipícios da Serra Nevada. Só por si, o cenário já tinha pouco de tranquilizante. Como se não bastasse, o peso dos oito passageiros e das mós faziam o jeep adornar mais que o normal para o lado dramático e deixavam-nos entre a apreensão e o pânico, apesar das piadas lançadas dos bancos da frente pelo condutor e um amigo, ambos necessitados de diversão. “Agarrem-se bem senão vai dar farinha!”

Aos poucos, deixamos para trás o trecho conquistado à montanha. O resto do percurso faz-se bem mais rápido e sem quaisquer sobressaltos.

Chegamos a Mérida duas horas antes do pôr-do-sol e a Coromoto ainda está aberta. Entramos e pedimos alguns dos sabores que pareciam poder ajudar-nos a descomprimir do tormento recém-vencido. Entre as escolhas contaram-se “Cerelac” e “Diário Frontera”. Los Llanos, a região pantanosa e repleta de anacondas do interior da Venezuela foi a próxima. Também por lá encontramos portugueses perdidos.

Pueblos del Sur, Venezuela

Os Pauliteiros de Mérida e Cia

A partir do início do século XVII, com os colonos hispânicos e, mais recentemente, com os emigrantes portugueses consolidaram-se nos Pueblos del Sur, costumes e tradições bem conhecidas na Península Ibérica e, em particular, no norte de Portugal.

Gran Sabana, Venezuela

Um Verdadeiro Parque Jurássico

Apenas a solitária estrada EN-10 se aventura pelo extremo sul selvagem da Venezuela. A partir dela, desvendamos cenários de outro mundo, como o da savana repleta de dinossauros da saga de Spielberg.

Mal de Altitude: não é mau. É péssimo!

Em viagem, acontece vermo-nos confrontados com a falta de tempo para explorar um lugar tão imperdível como elevado. Ditam a medicina e a experiência que não se deve arriscar subir à pressa.

Pueblos del Sur, Venezuela

Por uns Trás-os-Montes Venezuelanos em Festa

Em 1619, as autoridades de Mérida ditaram a povoação do território em redor. Da encomenda, resultaram 19 aldeias remotas que encontramos entregues a comemorações com caretos e pauliteiros locais.

Monte Roraima, Venezuela

Uma Ilha no Tempo

Perduram no cimo do Mte. Roraima cenários extraterrestres que resistiram a milhões de anos de erosão. Conan Doyle criou, em "O Mundo Perdido", uma ficção inspirada no lugar mas nunca o chegou a pisar.

PN Canaima, Venezuela

O Rio Que Cai do Céu

Em 1937, Jimmy Angel aterrou uma avioneta sobre uma meseta perdida na selva venezuelana. O aventureiro americano não encontrou ouro mas conquistou o baptismo da queda d'água mais longa à face da Terra

Mérida, Venezuela

A Renovação Vertiginosa do Teleférico mais Alto do Mundo

Em execução desde 2010, a reconstrução do teleférico de Mérida chegou à sua estação terminal. Foi levada a cabo nas montanhas andinas por operários intrépidos que sofreram na pele a grandeza da obra.

PN Henri Pittier, Venezuela

Entre o Mar das Caraíbas e a Cordilheira da Costa

Em 1917, o botânico Henri Pittier afeiçoou-se à selva das montanhas marítimas da Venezuela. Os visitantes do parque nacional que este suíço ali criou são, hoje, mais do que alguma vez desejou

Mendoza, Argentina

De Um Lado ao Outro dos Andes

Saída da Mendoza cidade, a ruta N7 perde-se em vinhedos, eleva-se ao sopé do Monte Aconcágua e cruza os Andes até ao Chile. Poucos trechos transfronteiriços revelam a imponência desta ascensão forçada

A pequena-grande Senglea
Arquitectura & Design

Senglea, Malta

A Cidade com Mais Malta

No virar do século XX, Senglea acolhia 8.000 habitantes em 0.2 km2, um recorde europeu, hoje, tem “apenas” 3.000 cristãos bairristas. É a mais diminuta, sobrelotada e genuína das urbes maltesas.

Radical 24h por dia
Aventura

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.

Cocquete
Cerimónias e Festividades

Napier, Nova Zelândia

De Volta aos Anos 30

Devastada por um sismo, Napier foi reconstruida num Art Deco quase térreo e vive a fazer de conta que parou nos thirties. Os seus visitantes rendem-se à atmosfera Great Gatsby que a cidade encena.

Wilkommen in Africa
Cidades

Lüderitz, Namibia

Wilkommen in Afrika

O chanceler Bismarck sempre desdenhou as possessões ultramarinas. Contra a sua vontade e todas as probabilidades, em plena Corrida a África, o mercador Adolf Lüderitz forçou a Alemanha assumir um recanto inóspito do continente. A cidade homónima prosperou e preserva uma das heranças mais excêntricas do império germânico.

Muito que escolher
Comida

São Tomé e Príncipe

Que Nunca Lhes Falte o Cacau

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.

Correria equina
Cultura
Castro Laboreiro, Portugal  

No Cimo Raiano-Serrano de Portugal

Chegamos à eminência da Galiza, a 1000m de altitude e até mais. Castro Laboreiro e as aldeias em redor impõem-se à monumentalidade granítica das serras e do Planalto da Peneda e de Laboreiro. Como o fazem as suas gentes resilientes que, entregues ora a Brandas ora a Inverneiras, ainda chamam casa a estas paragens deslumbrantes.
Bola de volta
Desporto

Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o AFL Rules football só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.

À sombra da falésia
Em Viagem

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No Coração Partido da Austrália

O Red Centre abriga alguns dos monumentos naturais incontornáveis da Grande Ilha. Impressiona-nos pela grandiosidade dos cenários mas também a incompatibilidade renovada das suas duas civilizações.

Um outro templo
Étnico

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A Mais Caribenha das Ruínas Maias

Erguida à beira-mar como entreposto excepcional decisivo para a prosperidade da nação Maia, Tulum foi uma das suas últimas cidades a sucumbir à ocupação hispânica. No final do século XVI, os seus habitantes abandonaram-na ao tempo e a um litoral irrepreensível da península do Iucatão.

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Pesca Preciosa
História

Colónia del Sacramento, Uruguai

Um Vaivém Colonial

A fundação de Colónia del Sacramento pelos portugueses gerou conflitos recorrentes com os rivais hispânicos. Até 1828, esta praça fortificada, hoje sedativa, mudou de lado vezes sem conta.

Basmati Bismi
Ilhas

Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade e qualidade de víveres do Oriente. 

Aurora fria II
Inverno Branco
Circuito Anapurna: 3º- Upper Pisang, Nepal

Uma Inesperada Aurora Nevada

Aos primeiros laivos de luz, a visão do manto branco que cobrira a povoação durante a noite deslumbra-nos. Com uma das caminhadas mais duras pela frente, adiamos a partida tanto quanto possível. Contrariados, deixamos Upper Pisang rumo a Ngawal quando a derradeira neve se desvanecia.
Litoral de Upolu
Literatura

Upolu, Samoa Ocidental

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado.Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração

Natureza
Circuito Annapurna: 5º- Ngawal-Braga, Nepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Um Apocalipse Televisionado
Parques Naturais

La Palma, Espanha

O Mais Mediático dos Cataclismos por Acontecer

A BBC divulgou que o colapso de uma vertente vulcânica da ilha de La Palma podia gerar um mega-tsunami. Sempre que a actividade vulcânica da zona aumenta, os media aproveitam para apavorar o Mundo.

Sombra Missioneira
Património Mundial Unesco

Misiones, Argentina

Missões Impossíveis

No séc. XVIII, os jesuítas expandiam um domínio religioso no coração da América do Sul em que convertiam os indígenas guarani. Mas as Coroas Ibéricas arruinaram a utopia tropical da Companhia de Jesus

Curiosidade ursa
Personagens

Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.

Aulas de surf
Praia

Waikiki, Havai

A Invasão Nipónica do Havai

Décadas após o ataque a Pearl Harbour e da capitulação na 2ª Guerra Mundial, os japoneses voltaram ao Havai armados com milhões de dólares. Waikiki, o seu alvo predilecto, faz questão de se render.

Céu Divinal
Religião

Monte Sinai, Egipto

Força nas Pernas e Fé em Deus

Moisés recebeu os Dez Mandamentos no cume do Monte Sinai e revelou-os ao povo israelita. Hoje, centenas de peregrinos vencem, todas as noites, os 4000 degraus daquela dolorosa mas mística ascensão.

À pendura
Sobre carris

São Francisco, E.U.A.

Uma Vida aos Altos e Baixos

Um acidente macabro com uma carroça inspirou a saga dos cable cars de São Francisco. Hoje, estas relíquias funcionam como uma operação de charme da cidade do nevoeiro mas também têm os seus riscos.

Aos repelões
Sociedade

Perth, Austrália

Cowboys da Oceania

O Texas até fica do outro lado do mundo mas não faltam vaqueiros no país dos coalas e dos cangurus. Rodeos do Outback recriam a versão original e 8 segundos não duram menos no Faroeste australiano.

Fim da Viagem
Vida Quotidiana

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Brincadeira ao ocaso
Vida Selvagem

PN Gorongosa, Moçambique

O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.

Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.