Honiara e Gizo, Ilhas Salomão

O Templo Profanado das Ilhas Salomão


Pequeno navegador

Criança diverte-se a bordo de uma canoa tradicional no mar cristalino de Saeraghi, na ilha de Ghizo.

Retalhos da Melanésia

Ilhas e ilhéus luxuriantes das ilhas Salomão, dispersos pelo vasto Pacífico do Sul.

Beleza salomónica

Rapariga de Saeraghi, uma povoação da ilha de Gizo devastada pelo tsunami de 2007.

Mais perto de casa

Passageiros deixam um avião da Solomon Airlines que acabou de aterrar na pista de Nusatupe, ao largo da ilha de Ghizo.

Num mar de arroz

Jovem de etnia chinesa e nativo das ilhas Salomão fazem uma pausa numa loja chinesa da família do primeiro, em Honiara, a capital da nação.

Roxo vegetal

Beringelas vendidas sobre folhas de bananeira num mercado de rua de Gizo, a 2 dólares das ilhas Salomão cada molho.

Em 3ª Classe

Moradores de Ghizo seguem a bordo de um camião que assegura o transporte ao longo da costa sul e oeste da linha, a única dotada de estradas.

Uma ancoragem manual

Habitante de Gizo prende o seu barco ao molhe principal da cidade, sobre o fim do dia e com a Lua já aparecer no céu sobre as Ilhas Salomão.

Mercado de rua

Vendedoras e compradores num mercado improvisado e colorido de Gizo, a principal povoação da ilha de Ghizo.

Brincadeiras com (a) Gravidade

Miúdo de Saeraghi salta de uma das árvores com copas inclinadas sobre a água tranquila e translúcida do Pacífico do Sul.

Charlie e Laurie Chan

Irmãos chineses no escritório da sua loja de Gizo, para onde se mudaram da província chinesa de Guangdong após completarem os estudos em Hong Kong.

Um navegador espanhol baptizou-as, ansioso por riquezas como as do rei bíblico. Assoladas pela 2a Guerra Mundial, por conflitos e catástrofes naturais, as Ilhas Salomão estão longe da prosperidade.

Já tínhamos explorado várias outras paragens vizinhas da Polinésia e Melanésia mas, no mapa, o reduto insular com misterioso nome bíblico continuava a atrair-nos. Depois de meses de itinerância australiana, rendemo-nos finalmente ao apelo. Gastámos uma pipa de massa e comprámos voos internacionais. Descolámos de Brisbane. Umas poucas horas depois, estávamos prestes a aterrar em Honiara, a principal cidade da ilha de Guadalcanal e a capital das Ilhas Salomão.

A bordo do avião, seguem apenas uns quatro ou cinco ocidentais e nenhum nos parece o convencional turista ou mochileiro aventuroso. Quando chegamos, todos têm transfer à espera. Nós somos abordados por um bom-samaritano nativo. À conta dele e da escassez de alojamento turístico, acabamos por nos juntar à comunidade cristã da casa da Irmandade Melanésia, a Chester Rest House.

O velho táxi sobe uma ladeira pedregosa e deixa-nos na base de um edifício branco, de madeira. Brother Henry desce os últimos degraus da escadaria e acolhe-nos no seu templo, num quarto simples mas imaculado, dotado de duas camas separadas, folhas com orações penduradas nas paredes e vários crucifixos. O aposento dava para uma varanda com vista sobre Honiara, um estreito contíguo do Pacífico do Sul e Malaita, a ilha em frente.

A tarde estava prestes a começar. Já meio recuperados do massacre da longa viagem desde Sydney, descemos a encosta em que tínhamos dormitado por um caminho quase de cabras para a avenida principal Mendana.

Brilha um sol castigador. Centenas de transeuntes caminham pesarosos, numa longa peregrinação de dois sentidos sob os telheiros ou na sombra dos edifícios da cidade. São quase todos melanésios, de pele bem escura como indica o termo geográfico. Só encontramos excepções de cada vez que espreitamos para dentro das lojas atafulhadas, invariavelmente pertencentes a emigrantes chineses. Viríamos a entrar em várias mas, por essa altura, não resistimos à Frangipani, uma geladaria de uma expatriada neozelandesa em que dezenas de clientes se alinhavam até ao exterior. Antes do anoitecer, fazemos umas compras de frutas e vegetais no mercado e de umas conservas numa das muitas sino-mercearias.

Exploramos o mais que podemos de Honiara. Convictos de que muito melhor das ilhas Salomão nos esperava, perdemos de novo a cabeça e investimos num voo doméstico. No dia seguinte, viajamos 380 km para Ghizo, considerada uma das ilhas mais atractivas do vasto arquipélago.

Durante este voo, apreciamos o exotismo marinho daquela nação retalhada em tons de turquesa e esmeralda num Pacífico do Sul coralífero, pouco profundo e salpicado de florestas densas.

Aterramos na ilha próxima de Nusatupe, de onde nos transportam de barco até a um molhe de Gizo, a capital de Ghizo.

Instalamo-nos numa tal de pousada Naqua.Tal como em Honiara – onde já tínhamos espreitado dezenas de lojas e conversado com uma jovem cantonesa que nos exibiu o seu pigeon (dialecto com base anglófona) de Guadalcanal –  voltamos a comprar fruta no mercado e a visitar lojas chinesas. Eram – também em Gizo – escuras, abafadas, repletas de tudo o que pudéssemos imaginar e geridas por chineses auxiliados por uns poucos empregados e seguranças nativos.

Aproveitámos para continuar a satisfazer a curiosidade sobre como tantos chineses mudavam as suas vidas e abriam negócios nas Ilhas Salomão e noutras paragens da Melanésia e Polinésia. Pedimos para conversar com os donos. Os irmãos Chan acedem, conduzem-nos ao recato de um escritório e contam-nos a sua história: “o nosso pai e o nosso tio evitaram a invasão japonesa de Guangdong (sul da China). Fugiram num barco a vapor que demorou um mês a chegar. Nessa altura, já cá existiam chineses. Tiveram que voltar a fugir quando os japoneses invadiram as ilhas Salomão.” Volta a vir-nos à memória a famosa batalha de Guadalcanal de que acompanhámos inúmeras narrativas nos documentários históricos da TV.

“O nosso pai juntou-se aos americanos e foi cozinheiro, continua Charlie. Com a derrota dos japoneses, ele pôde escolher ir para os E.U.A. ou para a China. Decidiu ficar nas Salomão e trouxe a nossa mãe. Nós já somos a terceira geração. Antes da independência do Reino Unido (1978) vivia-se muito melhor. Agora, como já repararam, começaram a acumular-se demasiados chineses, muita concorrência.”

Esse foi um dos problemas mais suaves que Laurie e Charlie, educados em Hong Kong, tiveram que enfrentar. Em 1998, deflagrou em Guadalcanal e Malaita um conflito étnico que opôs Guales, Malaitinos e outras etnias, de um ou do outro lado. Visto de uma forma simplificada, a contenda teve origem no descontentamento dos Guales pelo domínio populacional, territorial e político dos malaitinos. Milhares de habitantes foram vítimas dos confrontos populares e entre milícias recém-formadas. Nenhuma medida política parecia ter sucesso.  

Como tal, em Julho de 2003, forças policiais australianas e de outras ilhas do Pacífico assentaram arraiais sob o nome de RAMSI (Regional Assistance Mission to Solomon Islands). O caos não se ficou por aí.

Em Abril de 2006, alegações de que o recém-eleito primeiro-ministro tinha usado subornos de chineses e taiwaneses para comprar os votos de membros do parlamento foi o pretexto para incendiar um já antigo ressentimento contra a crescente sino-comunidade. A Chinatown de Honiara foi destruída e a China teve que enviar aviões para evacuar os seus cidadãos. “Nós, aqui, não fomos atacados mas tínhamos armas preparadas e carregadas para o que desse e viesse, confessam-nos os irmãos Chan.”

Mas a maré calamitosa das Salomão estendeu-se ainda mais no tempo.  

Apanhámos boleia na caixa de uma camioneta repleta de nativos e percorremos toda a costa sul e oeste da ilha em direcção a Saeraghi, uma das suas praias mais apelativas. Pelo caminho, conseguimos perceber o poder do último dos cataclismos a afectar o arquipélago. Em Abril de 2007, a região tremeu sob os efeitos de um sismo de 8.0, próximo de Ghizo e a pouca profundidade. Ao primeiro tremor, seguiram-se 45 réplicas com intensidade superior a 5.0. Se estes abanões provocaram uma destruição limitada na pouco urbanizada nação, o tsunami consequente varreu quase mil casas, matou 55 pessoas e deixou milhares sem lar.

O litoral que percorríamos foi um dos mais afectados e, mesmo muitos anos depois, quando chegamos a Saeraghi ainda é visível o impacto da primeira onda com mais de 10 metros de altura e da torrente de água que se seguiu.

O camião larga-nos em frente à enseada que, apesar de vermos algumas casas de madeira, nos parece abandonada. Já sobre o areal, deparamo-nos com um grupo de crianças nativas todas nuas e em plena diversão balnear dentro e fora do mar raso, quente e esverdeado. Sem qualquer consciência do passado dramático daquele lugar ou do porquê da presença dos forasteiros, os miúdos largam as canoas e a câmara d’ar com que se entretêm e vêm investigar-nos. Acabamos por passar a tarde com eles, em plena brincadeira anfíbia. O camião que é suposto apanhar-nos de volta, apareceu com quase duas horas de atraso. Para compensar, a criançada prendou-nos com uma pequena gala dos pequenos cantores de Saeraghi. Entre tantas outras tropelias, enquanto partilhavam a câmara d’ar rodopiante, entoaram em modo hip-hop e com enorme entusiasmo, um qualquer êxito contemporâneo das ilhas Salomão.

Pentecostes, Vanuatu

Naghol: O Bungee Jumping sem Modernices

Em Pentecostes, no fim da adolescência, os jovens lançam-se de uma torre apenas com lianas atadas aos tornozelos. Cordas elásticas e arneses são pieguices impróprias de uma iniciação à idade adulta.
Gizo, Ilhas Salomão

Gala dos Pequenos Cantores de Saeraghi

Em Gizo, ainda são bem visíveis os estragos provocados pelo tsunami que assolou as ilhas Salomão. No litoral de Saeraghi, a felicidade balnear das crianças contrasta com a sua herança de desolação.

Grande Terre, Nova Caledónia

O Grande Calhau do Pacífico do Sul

James Cook baptizou assim a longínqua Nova Caledónia porque o fez lembrar a Escócia do seu pai, já os colonos franceses foram menos românticos. Prendados com uma das maiores reservas de níquel do mundo, chamaram Le Caillou à ilha-mãe do arquipélago. Nem a sua mineração obsta a que seja um dos mais deslumbrantes retalhos de Terra da Oceânia.

Tanna, Vanuatu

Daqui se Fez Vanuatu ao Ocidente

O programa de TV “Meet the Natives” levou representantes tribais de Tanna a conhecer a Grã-Bretanha e os E.U.A. De visita à sua ilha, percebemos porque nada os entusiasmou mais que o regresso a casa.

Pentecostes, Vanuatu

Bungee Jumping para Homens a Sério

Em 1995, o povo de Pentecostes ameaçou processar as empresas de desportos radicais por lhes terem roubado o ritual Naghol. Em termos de audácia, a imitação elástica fica muito aquém do original.

Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

Espiritu Santo, Vanuatu

Divina Melanésia

Pedro Fernandes de Queirós pensava ter descoberto o grande continente do sul. A colónia que propôs nunca se chegou a concretizar. Hoje, Espiritu Santo, a maior ilha de Vanuatu, é uma espécie de Éden.

Ouvéa, Nova Caledónia

Entre a Lealdade e a Liberdade

A Nova Caledónia sempre questionou a integração na longínqua França. Em Ouvéa, encontramos uma história de resistência mas também nativos que preferem a cidadania e os privilégios francófonos.

Malekula, Vanuatu

Canibalismo de Carne e Osso

Até ao início do século XX, os comedores de homens ainda se banqueteavam no arquipélago de Vanuatu. Na aldeia de Botko descobrimos porque os colonizadores europeus tanto receavam a ilha de Malekula

Sirocco
Arquitectura & Design

Helsínquia, Finlândia

O Design que Veio do Frio

Com parte do território acima do Círculo Polar Árctico, os finlandeses respondem ao clima com soluções eficientes e uma obsessão pela estética e pelo modernismo inspirada pela vizinha Escandinávia.

Aventura
Vulcões

Montanhas de Fogo

Rupturas mais ou menos proeminentes da crosta terrestre, os vulcões podem revelar-se tão exuberantes quanto caprichosos. Algumas das suas erupções são gentis, outras provam-se aniquiladoras.
Tribal
Cerimónias e Festividades

Albuquerque, E.U.A.

Soam os Tambores, Resistem os Índios

Com mais de 500 tribos presentes, o "Gathering of the Nations" celebra o que de sagrado subsiste das culturas nativo-americanas. Mas também revela os danos infligidos pela civilização colonizadora.

Repuxo Merlion
Cidades

Singapura

A Ilha do Sucesso e da Monotonia

Habituada a planear e a vencer, Singapura seduz e recruta gente ambiciosa de todo o mundo. Ao mesmo tempo, parece aborrecer de morte alguns dos seus habitantes mais criativos.

Comida
Margilan, Usbequistão

Um Ganha-Pão do Usbequistão

Numa de muitas padarias de Margilan, desgastado pelo calor intenso do forno tandyr, o padeiro Maruf'Jon trabalha meio-cozido como os distintos pães tradicionais vendidos por todo o Usbequistão
Danças
Cultura
Okinawa, Japão

Danças de Ryukyu: têm séculos. Não têm grandes pressas.

O reino Ryukyu prosperou até ao século XIX como entreposto comercial da China e do Japão. Da estética cultural desenvolvida pela sua aristocracia cortesã contaram-se vários estilos de dança vagarosa.
Sol nascente nos olhos
Desporto

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

Épico Western
Em Viagem

Monument Valley, E.U.A.

Índios ou cowboys?

Realizadores de Westerns emblemáticos como John Ford imortalizaram aquele que é o maior território indígena dos E.U.A. Hoje, na Navajo Nation, os navajos também vivem na pele dos velhos inimigos.

De partida
Étnico

Wala, Vanuatu

Cruzeiro à Vista, a Feira Assenta Arraiais

Em grande parte de Vanuatu, os dias de “bons selvagens” da população ficaram para trás. Em tempos incompreendido e negligenciado, o dinheiro ganhou valor. E quando os grandes navios com turistas chegam ao largo de Malekuka, os nativos concentram-se em Wala e em facturar.

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Tempo de surf
História

Ilha do Norte, Nova Zelândia

A Caminho da Maoridade

A Nova Zelândia é um dos países em que descendentes de colonos e nativos mais se respeitam. Ao explorarmos a sua lha do Norte, inteirámo-nos do amadurecimento interétnico desta nação tão da Commonwealth como maori e polinésia. 

Tambores e tatoos
Ilhas

Taiti, Polinésia Francesa

Taiti Para lá do Clichê

As vizinhas Bora Bora e Maupiti têm cenários superiores mas o Taiti é há muito conotado com paraíso e há mais vida na maior e mais populosa ilha da Polinésia Francesa, o seu milenar coração cultural.

Esqui
Inverno Branco

Lapónia, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.

Trio das alturas
Literatura

PN Manyara, Tanzânia

Na África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.

O louro da selva
Natureza

Costa Rica

Um Fenómeno da Natureza

A Costa Rica tem uma das democracias mais antigas do mundo, abdicou de exército e quase não passou por ditaduras. Mas o que salta à vista é a forma incomum como preserva o seu meio-ambiente exuberante.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Campo de géiseres
Parques Naturais

El Tatio, Chile

Uma Ida a Banhos Andina

Envolto de vulcões supremos, o campo geotermal de El Tatio surge como uma miragem dantesca de enxofre e vapor a uns gélidos 4300 m de altitude. Os seus geiseres e fumarolas atraem hordas de viajantes. Ditou o tempo que uma das mais concorridas celebrações dos Andes e do Deserto do Atacama passasse por lá partilharem uma piscina aquecida a 30º pelas profundezas da Terra.

Torres del Paine I
Património Mundial UNESCO

PN Torres del Paine, Chile

A Mais Dramática das Patagónias

Em nenhuma outra parte os confins austrais da América do Sul se revelam tão arrebatadores como na cordilheira de Paine. Ali, um castro natural de colossos de granito envolto de lagos e glaciares projecta-se da pampa e submete-se aos caprichos da meteorologia e da luz. 

Sósias dos irmãos Earp e amigo Doc Holliday em Tombstone, Estados Unidos da América
Personagens
Tombstone, E.U.A.

Tombstone: a Cidade Demasiado Dura para Morrer

Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.
Perigo de praia
Praias

Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.

Wall like an Egyptian
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De Luxor a Tebas: viagem ao Antigo-Egipto

Tebas foi erguida como a nova capital suprema do Império Egípcio, o assento de Amon, o Deus dos Deuses. A moderna Luxor herdou a sua sumptuosidade. Entre uma e a outra fluem o Nilo sagrado e milénios de história deslumbrante.
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Sobre carris

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Uma Vida aos Altos e Baixos

Um acidente macabro com uma carroça inspirou a saga dos cable cars de São Francisco. Hoje, estas relíquias funcionam como uma operação de charme da cidade do nevoeiro mas também têm os seus riscos.

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Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
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Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.

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