Malé, Maldivas

As Maldivas a Sério


MAL(E)divas

Casario colorido de Malé, a ocupar os quase 6km quadrados da ilha homónima.

Life…hope

A. Mackeen, senhora cingalesa (à direita) e duas amigas maldivianas repousam num pequeno parque da cidade com piso de relva sintética e pinturas que ilustram Malé e a nação em redor.

No âmago das Maldivas

Bandeira maldivana ondula do lado da Praça da República oposto à Musical Fountain.

À porta do Islão

Casal percorre um dos muitos passeio apertados da capital das Maldivas.

No centro da fé

Crentes muçulmanos cruzam-se à entrada da Grand Friday Mosque e do Centro Islâmico de Malé.

Moda

Mulheres de Malé com os seus incontornáveis hijabs impostos pela religião muçulmana.

Rua de Malé

Vida e muitas scooters fluem numa das ruas mais desafogadas da capital

Beyvafa

Mulher wahabita metida num niqab lidera uma caminhada pela cidade.

Futebol de cadeira

Parte da bancada do Rasmee Dhandu Stadium, em que decorre um encontro da President Cup.

Ahmed & Ahmed

Ahmed Younus e Ahmed Naisan, amigos bem-dispostos numa rua do leste da cidade.

Contemplada do ar, Malé, a capital das Maldivas, pouco mais parece que uma amostra de ilha atafulhada. Quem a visita, não encontra coqueiros deitados, praias de sonho, SPAs ou piscinas infinitas. Deslumbra-se com o dia-a-dia maldivano  genuíno que as brochuras turísticas omitem.

De tão raros que são, os três dias de descanso mimado e quase absoluto em resorts das ilhas de Huvahandhoo e Rangalifinolhu, nas Maldivas sabem-nos a coisa estranha. E a pouco, temos que confessar.

Por volta das onze, o mar em redor da segunda já exibia os seus tons surreais de azul-turquesa e verde-esmeralda, dos mais intensos que alguma vez encontramos no oceano Índico. É nesse gradiente aquático apelativo que o hidroavião amara. Dez minutos depois, já connosco a bordo, regressa aos céus.

À medida que sobe, perfura grandes nuvens brancas e, logo nos devolve a vista límpida dos sucessivos atóis coralíferos. Vários deles estão ocupados por resorts. Alguns, acolhem pequenas povoações das Maldivas profundas. Ainda estamos a minutos do destino final quando vislumbramos a capital.

A Visão Inverosímil da Grande Cidade das Maldivas

Aproximamo-nos. O seu casario com 6 km2, até então difuso, revela-se paralelepipédico, salpicado de prédios garridos. Polui a paisagem uma sequência de gruas e as estruturas embrionárias da ponte que ligará Malé à ilha vizinha de Hulhule, como seria de esperar, erguida pela China.

Amaramos ao largo dessa mesma ilha. Volvidos cinco minutos, entregam-nos a bagagem no lounge do resort. Atravessamos do aeroporto para a pequena doca ao lado e enfiamo-nos num ferry de fundo arredondado. O barco zarpa repleto de trabalhadores do aeroporto que, chegada a hora de almoço, vão até à cidade.

Outros passageiros são maldivanos acabados de chegar do estrangeiro ou de partes distintas das Maldivas. Os homens com mais idade e tradicionalistas cobrem o cimo das cabeças com distintas taqiyahs. As mulheres, usam hijabs caídos sobre as costas e o tronco. Muitas, tomam conta dos seus rebentos pouco ou nada reguilas.

A embarcação aproxima-se do domínio urbano que havíamos avistado dos céus. Entra num molhe que o protege dos maus mares e atraca diante da linha avançada de prédios. Não tardamos a subir para a a Boduthakurufaanu Magu, a rua marginal envolvente da ilha.

Jumhooree Maidhaan: o Fulcro Político das Maldivas

No cimo do molhe, apercebemo-nos da proximidade da Praça da República precedida pelo embarcadouro presidencial Izzudheen Faalan, com a sua arquitectura clonada da Ópera de Sydney. Confirma a praça a bandeira esvoaçante da nação, com o seu crescente islâmico centrado num rectângulo verde contido por um segundo, vermelho.

É aqui que se concentram as frequentes manifestações anti-governamentais, algumas delas mais extremadas, como as de 2003, 2004 e 2005 que descambaram em revoltas brutalmente controladas. Desde as eleições e a transição pacífica para o multipartidarismo de 2005, que a situação se tem, todavia, mantido tranquila.

A essa hora, no extremo oposto desta área que os nativos tratam de Jumhooree Maidhaan, a Musical Fountain está seca e silenciosa. Aos poucos, mais e mais homens se aglomeram na praça. Chegam das embarcações ao largo e sobre incontáveis motoretas que estacionaram nas imediações.

Curiosos com o que estaria a gerar tal migração, metemo-nos por uma ruela arborizada perpendicular ao mar. Não tardamos a dar com o Centro Islâmico da cidade e com a sua Grand Friday Mosque, a maior mesquita da nação, coroada por cúpulas douradas que, vistas do mar, se projectam acima das copas verdejantes do arvoredo.

A Azáfama Islâmica em redor da Grand Friday Mosque

O muezzin entoa o seu adhan, o chamamento magnético de fé. Os devotos aglomeram-se dentro e em redor do templo sobrelotado. Quando damos por nós, somos intrusos da oração. De início atrapalhados, depressa percebemos que ninguém contesta a presença infiel e mal trajada dos forasteiros.

Encostamo-nos a um muro. Acompanhamos e fotografamos o decorrer da cerimónia. Só um ou outro crente se preocupam em verificar o que fazemos e nos espreita após a sua mais pronunciada prostração sujud.

Terminada a oração, enrolam os pequenos tapetes da reza, recupera os seus chinelos e desmobiliza. Durante um bom tempo, homens e só homens descem a escadaria de mármore da mesquita. Alguns ficam a conviver antes de voltarem aos afazeres. Nenhum nos aborda. Além de uma ténue intriga pela nossa inesperada presença, ninguém se mostra sequer incomodado.

Pelo menos para connosco, o âmago maldivano de Malé que receávamos hermético e rígido, revela-se paciente e tolerante. Aproveitamos o surpreendente à vontade e desvendamo-lo o mais que podemos, até a exaustão.

À Deriva pela Intrincada Malé

Regressamos à avenida marginal. Contornamos o mercado ainda a meio gás devido à pausa para a oração e chegamos à doca piscatória. Ali, uma frota folclórica de barcos com conveses rasos, serve de base para incontáveis caixas e contentores plásticos, como para a vida de quase tantos pescadores.

Predominam os bangladeshianos, a força de trabalho preferida dos maldivanos com posses e negócios que lhes delegam, a baixo custo, os afazeres mais ingratos. Alguns pescadores, tinham acabado de chegar do mar. Entregavam-se a duches remediados irrigados a balde. Já prontos para o descanso, outros, saltitavam de barco em barco, ansiosos por sentir a firmeza da terra a liberdade e o merecido ócio.

Entretanto, a azáfama habitual regressa ao mercado. Banca atrás de banca, repetem-se os empregados também do Bangladesh e as frutas tropicais de lá provenientes, vegetais, especiarias, entre uma panóplia de víveres que alimentam a capital.

Desviamos uma vez mais para o interior, por ruelas pavimentadas com bloquinhos de cimento, estreitadas por filas intermináveis de motoretas parqueadas e disputadas, metro a metro, por muitas em movimento.

Nas lojas mais próximas da Praça da República, abundam o artesanato e as recordações. Angariadores profissionais tudo fazem para atrair os turistas aos seus covis do lucro. Mal dali nos afastamos, os negócios maldivanos contam só com os seus compatriotas. As Maldivas pouco ou nada produzem.

Uma Miríade de Lojas e de Estranhos Negócios

Proliferam, assim, estranhos distribuidores de tudo um pouco, de bombas e motores para embarcações a amaciadores e detergentes, todos eles com montras carentes de bons vitrinistas.

Avançamos para leste pela rua Medhuziyaarai Magu, via que provem do Islamic Center e da sua Grand Friday Mosque. Não será coincidência esta mesquita nos conduza à que a antecedeu no tempo, a Old Friday Mosque. Se a primeira se tornou a recordista maldivana em dimensão, esta última é a mais antiga da nação.

Foi erguida em 1656, em pedra coral e madeira que artesãos prodigiosos esculpiram para assim a dotarem de uma decoração intrincada repleta de motivos e escritos corânicos. Um longo painel trabalhado no século XIII e mais importante que os demais, celebra a introdução do Islão nas Maldivas.

Old Friday Mosque e palácio Muleaage & Medhu Ziyaarath

Espreitamos a Old Friday Mosque e o velho cemitério contíguo mesmo antes de sermos avisados que só o podíamos fazer com um guia e, alegadamente, após autorização do Ministério dos Assuntos Islâmicos. Sem surpresa, quem nos informa dessa exigência é um guia.

Um edifício azul e branco insinuante, antecedido por portões ainda mais coloridos impõe-se diante da velha mesquita. Na origem, este que é o palácio Muleaage & Medhu Ziyaarath foi erguido no início do século XX para acolher o derradeiro sultão reinante das Maldivas, deposto mesmo antes de se mudar.

Durante 40 anos, os departamentos governamentais ocuparam os edifícios. Em 1953, após a implantação da Primeira República, tornou-se residência presidencial. Até 1994, quando um tal de Presidente Gayoom decidiu mudar-se para uma nova residência oficial.

Dentro do complexo, está ainda o túmulo de Abu Al Barakaath, o homem que, em 1153, levou o Islão até Malé e fez das Maldivas um arquipélago de Alá, tradicionalista, mas não tanto como isso.

A Inesperada Fotogenia das Mulheres de Malé

De regresso às ruas, cruzamo-nos com mulheres – familiares ou amigas – cada qual com o hijab da cor mais adequada à sua condição ou à preferência do dia. Sejam quais forem as razões – mas demasiadas vezes por pressão religiosa – é frequente as mulheres muçulmanas terem receio de ser fotografadas.

Em Malé, como nos acontecera já na pequena cidade de Maamigili do South Ari atol, a maior parte das senhoras que abordamos reage com reticência, ao que se seguem quase sempre posturas de dignidade, autoconfiança e de ainda mais paciência e benevolência. Decidimos esticar a corda.

Passa por nós uma mãe vestida com um longo niqab negro, acompanhada por quatro crianças. Em jeito de brincadeira inocente e por relação ao imaginário da personagem esquiva e sombria dos livros do patinhas que o rato Mickey combatia, habituámo-nos a chamar Manchas Negras às senhoras metidas nestes trajes.

Piada puxa piada, mesmo conscientes que pertenciam a famílias seguidoras do islamismo salafista ou wahabita mais ortodoxo, não nos intimidamos e metemos conversa. Aproveitamos a embalagem e pedimos para lhe tirar uma foto. Tal como esperávamos, a senhora responde que só às crianças.

Puxamos pela ficção. Dizemos-lhe que precisamos de imagens de maldivanos em distintas vestes. Também a lembramos que só lhe conseguimos ver os olhos e que não temos como a identificar. “Pronto, vá lá, vamos a isso.” cede para nosso alívio. “Primeiro, todos juntos. Aproveitem e tirem-me só a mim. Mas, por favor, despachem-se!”

Seguimos as instruções à risca, com excepção para o tempo que fazemos arrastar. A senhora dá o caso por perdido. Assume o atraso e retoma a conversa. “Mas, afinal, vocês são de onde? De Portugal? Ai que o meu filho é louco pelo Cristiano Ronaldo! Agora peço-vos eu para tirarem umas com ele!”

A Vida de Fim de Dia de Malé

Aos poucos, tínhamos chegado às imediações do limite leste da ilha. Em vez de ruelas, percorríamos agora ruas mais desafogadas onde a vida nos parecia orgânica e familiar como nunca. Entramos num pequeno jardim-parque. Alguns pais conversam e repousam sentados em bancos de rede, contra um mural que ilustra a insularidade da nação enquanto os seus miúdos correm e gritam para cá e para lá.

No estádio Rasmee Dhandu Stadium próximo – provavelmente o único da ilha de Malé – acompanhamos os últimos minutos de uma tal de President Cup. Assistem ao encontro por umas centenas de espectadores, todos homens, todos sentados numa bancada que, em vez dos tradicionais banquinhos em L, é composta de cadeiras plásticas altas.

A partida termina 2-1. Com o soar do apito final, a pequena multidão debanda. Logo após, a luz solar segue-lhe o exemplo. Tínhamos um avião para apanhar daí a umas horas pelo que, aos poucos, regressamos à Praça da República e ao ferry para o aeroporto.

Pelo caminho, uma chuvada torrencial obriga-nos a tomar refúgio num restaurante. Lá devoramos nans e lassis. Nunca nos ocorrera que a vida da desdenhada Malé, tivesse, afinal, tanto sabor.

Mais informações sobre as Maldivas em Visit Maldives

Zanzibar, Tanzânia

As Ilhas Africanas das Especiarias

Vasco da Gama abriu o Índico ao império luso. No século XVIII, o arquipélago de Zanzibar tornou-se o maior produtor de cravinho e as especiarias diversificaram-se, tal como os povos que o disputaram.

Avenida dos Baobás, Madagáscar

O Caminho Malgaxe para o Deslumbre

Saída do nada, uma colónia de embondeiros com 30 metros de altura e 800 anos ladeia uma secção da estrada argilosa e ocre paralela ao Canal de Moçambique e ao litoral piscatório de Morondava. Os nativos consideram estas árvores colossais as mães da sua floresta. Os viajantes veneram-nas como uma espécie de corredor iniciático.

Galle, Sri Lanka

Nem Além, Nem Aquém da Lendária Taprobana

Camões eternizou o Ceilão como um marco indelével das Descobertas onde Galle foi das primeiras fortalezas que os portugueses controlaram e cederam. Passaram-se cinco séculos e o Ceilão deu lugar ao Sri Lanka. Galle resiste e continua a seduzir exploradores dos quatro cantos da Terra.

La Digue, Seichelles

Monumental Granito Tropical

Praias escondidas por selva luxuriante, feitas de areia coralífera banhada por um mar turquesa-esmeralda são tudo menos raras no oceano Índico. La Digue recriou-se. Em redor do seu litoral, brotam rochedos massivos que a erosão esculpiu como uma homenagem excêntrica e sólida do tempo à Natureza.

Maldivas

De Atol em Atol

Trazido de Fiji para navegar nas Maldivas, o Princess Yasawa adaptou-se bem aos novos mares. Por norma, bastam um ou dois dias de itinerário, para a genuinidade e o deleite da vida a bordo virem à tona.

Cilaos, Reunião

Refúgio sob o tecto do Índico

Cilaos surge numa das velhas caldeiras verdejantes da ilha de Reunião. Foi inicialmente habitada por escravos foragidos que acreditavam ficar a salvo naquele fim do mundo. Uma vez tornada acessível, nem a localização remota da cratera impediu o abrigo de uma vila hoje peculiar e adulada.

Maurícias

Uma Míni-Índia nos Fundos do Índico

No século XIX, franceses e britânicos disputaram um arquipélago a leste de Madagáscar antes descoberto pelos portugueses. Os britânicos triunfaram, re-colonizaram as ilhas com cortadores de cana-de-açúcar do subcontinente e ambos admitiram a língua, lei e modos francófonos precedentes. Desta mixagem, surgiu a exótica Maurícia.    

Praslin, Seichelles

O Éden dos Enigmáticos Cocos-do-Mar

Durante séculos, os marinheiros árabes e europeus acreditaram que a maior semente do mundo, que encontravam nos litorais do Índico com forma de quadris voluptuosos de mulher, provinha de uma árvore mítica no fundo dos oceanos.  A ilha sensual que sempre os gerou deixou-nos extasiados.

Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Sirocco
Arquitectura & Design

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O Design que Veio do Frio

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Aventura
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Desafios Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque de corpo e alma nestas viagens e deixe-se levar pela adrenalina ou pela imponência de cenários tão dispares como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.
Nana Kwame V, chefe ganês, festival Fetu Afahye, Gana
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