Venezuela


Pueblos del Sur, Venezuela
Os Pauliteiros de Mérida e Cia
A partir do início do século XVII, com os colonos hispânicos e, mais recentemente, com os emigrantes portugueses consolidaram-se nos Pueblos del Sur, costumes e tradições bem conhecidas na Península Ibérica e, em particular, no norte de Portugal.

Gran Sabana, Venezuela

Um Verdadeiro Parque Jurássico

Apenas a solitária estrada EN-10 se aventura pelo extremo sul selvagem da Venezuela. A partir dela, desvendamos cenários de outro mundo, como o da savana repleta de dinossauros da saga de Spielberg.

Pueblos del Sur, Venezuela

Por uns Trás-os-Montes Venezuelanos em Festa

Em 1619, as autoridades de Mérida ditaram a povoação do território em redor. Da encomenda, resultaram 19 aldeias remotas que encontramos entregues a comemorações com caretos e pauliteiros locais.

Monte Roraima, Venezuela

Uma Ilha no Tempo

Perduram no cimo do Mte. Roraima cenários extraterrestres que resistiram a milhões de anos de erosão. Conan Doyle criou, em "O Mundo Perdido", uma ficção inspirada no lugar mas nunca o chegou a pisar.

Mérida, Venezuela

Nos Confins Andinos da Venezuela

Nos anos 40 e 50, a Venezuela atraiu 400 mil portugueses mas só metade ficou em Caracas. Em Mérida, encontramos lugares mais semelhantes às origens e a geladaria excêntrica dum portista imigrado.

PN Canaima, Venezuela

O Rio Que Cai do Céu

Em 1937, Jimmy Angel aterrou uma avioneta sobre uma meseta perdida na selva venezuelana. O aventureiro americano não encontrou ouro mas conquistou o baptismo da queda d'água mais longa à face da Terra

Mérida, Venezuela

A Renovação Vertiginosa do Teleférico mais Alto do Mundo

Em execução desde 2010, a reconstrução do teleférico de Mérida chegou à sua estação terminal. Foi levada a cabo nas montanhas andinas por operários intrépidos que sofreram na pele a grandeza da obra.

PN Henri Pittier, Venezuela

Entre o Mar das Caraíbas e a Cordilheira da Costa

Em 1917, o botânico Henri Pittier afeiçoou-se à selva das montanhas marítimas da Venezuela. Os visitantes do parque nacional que este suíço ali criou são, hoje, mais do que alguma vez desejou

Costa Caribenha, Venezuela

No Caribe, Sê Caribenho

A exploração do litoral venezuelano justifica uma festa náutica de arromba. Mas, estas paragens também nos revelam a vida em florestas de cactos e águas tão verdes como a selva tropical de Mochima.

Pueblos del Sur, Venezuela

Os Pauliteiros de Mérida e Cia

A partir do início do século XVII, com os colonos hispânicos e, mais recentemente, com os emigrantes portugueses consolidaram-se nos Pueblos del Sur, costumes e tradições bem conhecidas na Península Ibérica e, em particular, no norte de Portugal.
A Gran Sabana

Gran Sabana, Venezuela

Um Verdadeiro Parque Jurássico

Apenas a solitária estrada EN-10 se aventura pelo extremo sul selvagem da Venezuela. A partir dela, desvendamos cenários de outro mundo, como o da savana repleta de dinossauros da saga de Spielberg.

Indígena Coroado

Pueblos del Sur, Venezuela

Por uns Trás-os-Montes Venezuelanos em Festa

Em 1619, as autoridades de Mérida ditaram a povoação do território em redor. Da encomenda, resultaram 19 aldeias remotas que encontramos entregues a comemorações com caretos e pauliteiros locais.

Recompensa Kukenam

Monte Roraima, Venezuela

Uma Ilha no Tempo

Perduram no cimo do Mte. Roraima cenários extraterrestres que resistiram a milhões de anos de erosão. Conan Doyle criou, em "O Mundo Perdido", uma ficção inspirada no lugar mas nunca o chegou a pisar.

Caminhada Solitária

Mérida, Venezuela

Nos Confins Andinos da Venezuela

Nos anos 40 e 50, a Venezuela atraiu 400 mil portugueses mas só metade ficou em Caracas. Em Mérida, encontramos lugares mais semelhantes às origens e a geladaria excêntrica dum portista imigrado.

O grande Salto Angel

PN Canaima, Venezuela

O Rio Que Cai do Céu

Em 1937, Jimmy Angel aterrou uma avioneta sobre uma meseta perdida na selva venezuelana. O aventureiro americano não encontrou ouro mas conquistou o baptismo da queda d'água mais longa à face da Terra

Mapa


Como ir


VISTOS E OUTROS PROCEDIMENTOS

Cidadãos portugueses e brasileiros não necessitam de visto para visitar a Venezuela até 90 dias. É suficiente que apresentem passaporte com validade para 6 meses após a data da chegada.

CUIDADOS DE SAÚDE E SEGURANÇA

Existe um risco moderado a alto de contracção de malária durante todo o ano nas regiões de Amazonias, Anzoategui, Bolivar e Delta Amacuro. O risco de contracção de malária severa restringe-se a Amazonas e Bolivar. Proteja-se das picadas de mosquito também para diminuir o risco de contracção de febre de Dengue.

Para mais informações sobre saúde em viagem, consulte o Portal da Saúde do Ministério da Saúde e Clínica de Medicina Tropical e do Viajante. Em FitForTravel encontra conselhos de saúde e prevenção de doenças específicas de cada país (em língua inglesa).

Segurança

À data de criação deste texto a Venezuela vivia um situação política de grande instabilidade e muitos países aconselhavam os seus cidadãos a não visitarem a Venezuela até que se verificasse alguma acalmia. Muitos dos serviços, incluindo voos internos foram suspensos devido a protestos contra os governantes. 

Para que possa tomar a decisão de visitar ou não a Venezuela em consciência, deve ter em consideração que, até quando se encontra politicamente estável, se trata de um país com elevados riscos contra a segurança do visitante, principalmente no que diz respeito a Caracas – Caracas tem, por exemplo, um dos índices de homicídios mais elevados do Mundo.

VIAGEM PARA A VENEZUELA

A TAP (tel.: 707 205 700) voa de Lisboa directamente ou via Funchal (Madeira) para a capital venezuelana Caracas a partir de 800€. À data de criação deste texto verificava-se um enorme afluxo de cidadãos venezuelanos aos voos de Caracas para Portugal e de Portugal para Caracas, causado pela urgência de trocarem Bolívares (moeda venezuelana) por Euros cuja cotação se encontrava há algum tempo em queda livre. Por este motivo, acontecia com enorme frequência os voos da TAP de e para a Venezuela terem lotação esgotada com enorme antecedência e preços sobrevalorizados.

A não perder


  • Salto Angel e Parque Nacional Canaima (sector norte)
  • Monte Roraima e Gran Sabana
  • Los Llanos
  • Região de Mérida (teleférico mais longo e elevado do Mundo, Los Nevados e Pueblos del Sur)
  • Parque Henri Pittier, Choroni e praias de Puerto Colombia
  • Arquipélago Los Roques
  • Delta do Orinoco

Explorar


VOOS INTERNOS

São seis as principais companhias aéreas que servem a Venezuela com vários voos domésticos:

Aeropostal, Aserca, Avior, Laser, Rutaca, SBA Airlines

Do aeroporto mais importante do país, Maiquetia, na capital Caracas, partem inúmeros voos, os mais frequentes para Porlamar, Maracaibo e Puerto Ordaz (Ciudad Guayana), Mérida, Ciudad Bolívar e Canaima.

O preço dos voos oscila substancialmente de companhia para companhia, pelo que vale a pena comparar os valores de várias delas antes de comprar os bilhetes.

AUTOCARRO

Perante a inexistência de uma rede ferroviária, a forma mais popular de viajar é o autocarro até porque, devido ao combustível ser quase gratuito, as passagens têm dos preços mais acessíveis da América do Sul, 1€ a 2€ ou até menos por hora de viagem.

Os melhores autocarros da Venezuela são os bus cama com assentos reclináveis até à posição de cama. Os ejecutivos, como os bus cama, têm ar condicionado normalmente demasiado poderoso, TV e frequentemente casa de banho a bordo. 

Rotas mais curtas são servidas por puesto por velhos autocarros dos Estados Unidos, repintados e por vezes até reconstruídos e “kitados” de forma excêntrica (mais raramente minibuses) que funcionam na base de só partirem quando cheios. Podem ser mais dispendiosos que os piores autocarros mas também mais rápidos e, nalguns casos, até mais confortáveis.

BARCO

A Venezuela tem uma série de ilhas ao largo da sua costa caribenha. Destas, só a ilha Margarita é regularmente servida por ferries – de Caracas e Puerto de La Cruz –  e outras embarcações menores.

Navibus, Gran Cacique

ALUGUER DE VIATURA

Alugar viaturas venezuelanas através de sites populares de serviços turísticos (estilo expedia.com e afins) prova-se desafiante senão impossível.  A maioria dos sites não mostram resultados quando se faz busca de viaturas, por exemplo, em Caracas. De qualquer maneira, poderá sempre alugar carro após chegada por valores que rondarão os 40€ a 60€ por dia com seguro incluído. Para compensar este valor – elevado face a muitos países europeus e os Estados Unidos – o combustível é praticamente gratuito – em redor de 0,02€ a 0,04€ por litro, consequência de a Venezuela ser um dos maior produtores de petróleo do Mundo e uma nação de governo socialista.

A Venezuela tem uma rede ampla de estradas (82.000km) na maioria em condições muito aceitáveis o que não quer dizer que não venha a necessitar de um veículo 4WD robusto para certas zonas mais remotas, principalmente durante e logo após a época das chuvas.

Em hora de ponta mas não só, o trânsito em Caracas e nas estradas de acesso à capital pode deter-se em filas intermináveis. Os condutores são agressivos e ignoram as regras sempre que lhes é mais conveniente. Também acontecem assaltos repentinos perpetrados por motociclistas ou peões armados.

Vai encontrar postos de controlo militares ao longo de quase todos os itinerários do país. 

Quando ir


A Venezuela surge no mapa logo acima do equador.  Mesmo tendo em conta as recentes anomalias, tem duas estações climáticas bem definidas: uma seca que vai de Dezembro a Abril e uma chuvosa que dura o resto do ano. Visite, de preferência, durante a época seca e, se não é de confusões, tente evitar os períodos de férias dos venezuelanos, como o Natal e a passagem de ano, o Carnaval e a Semana Santa.

Dinheiro e Custos


A moeda da Venezuela é o Bolivar Forte (VEF). Devido à inflação galopante, à data de criação deste texto, estava há já algum tempo em queda livre contra a maior parte das restantes moedas. Além disso, tem um valor oficial substancialmente superior ao que é praticado no mercado negro.

Nos anos 90, a Venezuela era uma das nações mais dispendiosas da América do Sul. Hoje, a forte desvalorização do Bolivar fez com que se tenha tornado numa das mais acessíveis do continente. Existem caixas ATM nas principais cidades e o pagamento com cartões de crédito é generalizado nos estabelecimentos mais sofisticados. Não espere, todavia, encontrar caixas ATM ou terminais de pagamento nos cenários selvagens do Parque Nacional Canaima ou de Amazonas.

ALOJAMENTO

Caracas, a ilha Margarita e alguns poucos outros pontos nevrálgicos do turismo venezuelano têm os seus hotéis de 4 e 5 estrelas. Apesar de responsável pelo inflacionar dos preços – de 120€ a 400€ por noite – esta cotação por norma inflacionada não garante as infra-estruturas, o requinte e qualidade de serviço dos melhores hotéis europeus ou norte-americanos. 

Os hostels e youth hostels, tal como os conhecemos, são raros como os parques de campismo. Noutros lugares turísticos, as melhores soluções de estadia são frequentemente as posadas, que existem em grande quantidade e normalmente com vagas, com excepção para os fins de semana prolongados em redor de feriados importantes. Algumas posadas têm estilos próprios, por vezes, adequados aos lugares ou edifícios em que surgem, outras são meros caixotes de cimento. As posadas de nível inferior podem ter condições de higiene e conforto lastimáveis. Escolha o lugar em que vai ficar com atenção e tenha também em conta que abundam, na Venezuela, os bordéis, e os motéis sexuais que alugam quartos à hora mas podem não se escusar a alugar por uma ou mais noites a turistas que os visitem por engano.

Os preços das posadas variam em grande ordem, dos 7€ a 10€ por quarto duplo para as mais espartanas e incaracterísticas a 80€ a 90€ por noite em posadas históricas requintadas.

ALIMENTAÇÃO

Os restaurantes abundam, na Venezuela. Servem uma variedade de pratos e petisco que testemunham bem da riqueza étnica do país, que ao longo do tempo foi acolhendo imigrantes de todas as partes: espanhóis, italianos, portugueses, alemães, do Médio Oriente, chineses etc.

A forma menos dispendiosa de almoçar é pedir, num restaurante popular, um menu ejecutivo ou del dia, que inclui sopa e prato principal por 3€ a 5€. Como noutros lugares da América do Sul, algumas bancas de mercados têm para venda estes mesmos tipos de refeição ainda mais baratos.

Em qualquer restaurante, se pedir refeições à la carte, supostamente cozinhadas só para si, vão-lhe custar bastante mais. A Venezuela têm a sua dose de restaurantes independentes ou parte de hotéis mais sofisticados em que poderá encontrar buffets abastados mas dificilmente irá encontrar menu ejecutivo ou del dia. Nestes restaurantes, espere pagar de 20€ a 80€ por refeição completa, dependendo da reputação do lugar.

INTERNET

Nem todas as guest houses asseguram Wi-fi mas deve esperá-lo dos hotéis mais dispendiosos do país. Caso não tenha acesso gratuito onde ficou alojado, não deve ter dificuldade em achar um internet café com acesso a uma internet bastante aceitável. Muitas bibliotecas públicas e bares prestam este serviço, os bares cedem passwords a clientes.

Se pretende ter internet a toda a hora e é dono de um smartphone ou tablet desbloqueado ou de portátil e de uma pen (USB Stick), compre um cartão SIM venezuelano com minutos para chamadas e gigabytes para navegação incluídos.