Maupiti, Polinésia Francesa

Uma Sociedade à Margem


Eden Polinésio

A vista do cume do monte Teurafaatiu.

Canoagem a Sério

Nativo treina numa canoa.

Mini-Porto

Barcos de pesca levantados sobre o mar ao largo de Maupiti.

Abrigo de veludo

Família repousa num veleiro ancorado ao largo de Maupiti.

Moda Mehari

Moradores num Citroen Mehari.

Vaiea

Casario de Vaiea, a principal povoação.

Litoral tropical

Coqueiros projectam-se do litoral suave de Maupiti.

No Meio do Pacífico

Um mar azul de atol para lá de uma encosta tropical de Maupiti.

Atracação elevada

Embarcação tradicional atracada sobre as águas imóveis em redor de Maupiti.

Plage Tereia

Península repleta de coqueiros junto à praia Tereia.

Pontão sobre coral

Passadiço estreito leva ao meio de um vasto recife de coral no interior do atol de Maupiti.

À sombra da fama quase planetária da vizinha Bora Bora, Maupiti é remota, pouco habitada e ainda menos desenvolvida. Os seus habitantes sentem-se abandonados mas quem a visita agradece o abandono.

Desde que pisamos a pista do aeroporto instalado no Motu Tuanai,  que nos sentimos aconchegados pela simplicidade. Os propulsores do avião ainda giram mas já temos as malas nas mãos e um nativo despachado apresenta-se ao serviço e assegura-se que o seguimos. O cais do aeroporto está logo ao lado e apesar do ar de tupperware envelhecido da lancha, o motor não desilude. Zarpamos para a lagoa turquesa do interior e, enquanto o vento nos massaja, aproximamo-nos do âmago verdejante de Maupiti. Uma igreja protestante verde e vermelha de visual austero destaca-se primeiro contra a encosta íngreme. Mais à frente, vislumbramos o resto do casario térreo e Vaiea, a principal povoação da ilha, fica completa.

Desembarcamos em equilibrismo através de uma tábua longa, demasiado inclinada. Já sobre o molhe elevado, damos com os fundos de algumas fares incluindo o da Chez Manu, a pensão mais barata que tínhamos conseguido encontrar neste domínio longínquo mas exasperante do Comptoir Français du Pacifique.

Chegam-nos do pátio vibrações de música caribenha a que se sucede um dos vários hinos de Bob Marley daqueles que, com a erva mais indicada, continuam a purificar as almas de Jah das vastas latitudes tropicais. Manu surge do nada. Barra-nos o caminho a dançar, dá-nos as boas-vindas com um abraço alcoolizado e convida-nos para a comemoração. “Venham à mamã! Não sei se sabiam mas hoje é dia da Mãe. Metam as coisas no quarto e bebam um copo.”

A festa parece ter passado de prazo. Dois ou três compinchas dormitam em cadeiras desdobráveis. Só uma amiga se mantém desperta e partilha as coreografias trôpegas da anfitriã. A tarde vai no fim, instalamo-nos na divisão recôndita da casa, ligamos a ventoinha cansada e entregamo-nos a um sono de estufa.

Algumas horas depois, a fome desperta-nos. Saímos para a rua com o crepúsculo a ceder à noite e não encontramos vestígios da celebração. Nem sombra de um restaurante.

O som de um gerador e uma luz difusa chamam-nos a atenção. E a visão de alguns ilhéus a sair armados de baguetes sugerem que ali nos podemos abastecer para o dia seguinte mas não demoramos a  descartar a lista pouco ambiciosa de desejos. Perguntamos por iogurte, bebidas ou frutas frescas mas além do calor, da humidade e do taro – vegetal comum do Pacífico do Sul –  só o que chega de além-mar enlatado ou, no mínimo, repleto de conservantes se preserva por aqueles lados.

“Meus amigos, já é uma sorte termos conseguido ligar as arcas há pouco. Vão ter que escolher do que vêem cá fora”. Acabamos por nos render aos caprichos eléctricos do lugar e às evidências. O novo dia havia de trazer melhores notícias.

Quem viaja por estas criações insulares da Polinésia Francesa acaba por perceber que não pode partir sem conquistar os panoramas dos seus cumes.

À primeira vista, os 380 metros do Monte Teurafaatiu parecem tarefa fácil mas começamos a ascensão mais tarde do que é suposto e acabamos a destilar sob o sol atroz, demasiadas vezes equivocados em trilhos escorregadios que se somem entre a vegetação cerrada e as rochas. Durante grande parte da ascensão, um paredão enorme de pedra limita-nos a contemplação mas, a determinada altura, chegamos a uma plataforma natural e damos com o cenário totalmente aberto que procurávamos. 

Dali, num primeiro plano, dois ou três picos secundários aguçados reforçam a sensação de altivez. Para baixo, o restante atol de Maupiti e o casario encolhido das duas aldeias disputam-nos o olhar. Mais ao longe, insinua-se ainda uma deslumbrante rede coralífera de tons de azul e um mar arenoso e tranquilo contido por cinco motus ligados como muralhas que o oceano continua por derrubar. Só o silvar da brisa e o rugir de um motor de barco ou de moto-serra longínquos quebram o silêncio. São os únicos sinais de vida a quebrar uma das letargias mais exuberantes e recompensadoras que tínhamos até então testemunhado. 

No entanto, Pierce Brosnan ou qualquer outro dos hóspedes frequentes famosos e endinheirados podem a qualquer momento descer dos seus jactos privados para a vizinha Bora Bora e desencadear nova maré mediática.

A apenas algumas milhas, Maupiti é um mundo à parte tão humilde quanto ignorado. De regresso a terreno plano, alugamos bicicletas e enquanto pedalamos em redor da ilha, confirmamos o seu retiro forçado. Queremos comprar selos e postais mas os correios abrem apenas duas vezes por semana e apenas das 2 da tarde às 4 e meia. De cada vez que algum dos seus 1300 habitantes precisa de um hospital ou até de um centro médico digno desse nome, tem que apanhar um voo para Papeete, a capital da grande Taiti. Já se perderam vidas nesse transfer inconveniente, mas também nasceram bebés pelo caminho.

No sentido inverso, os poucos popaa (peles-brancas) curiosos que desembarcam na ilha dão que fazer a uma outra família e trazem algum dinheiro abençoado. De resto, sobra a pesca e o cultivo do noni o fruto de uma árvore homónima (Morinda citrifolia) da família do café e com propriedades de que a medicina convencional suspeita mas que, tanto a tradição cultural polinésia como a medicina alternativa de vários países, se habituou a louvar.

Por estranho que pareça, é impossível não chamar paraíso a Maupiti mas estes Édens ultramarinos são quase comuns na infindável Polinésia Francesa e os investimentos dos colonos metropolitanos não chegam a todo o lado. Por norma, os nativos queixam-se quando lhes faltam as oportunidades ou o socorro mas para compensar, têm todo este recreio divinal quase só para si.

Estamos ainda a dar a volta ao coração geológico de Maupiti quando passamos pela baía Atipiti e prosseguimos para a praia Tereia. Já nos tinham explicado que poderíamos aproveitar para atravessar a lagoa a pé até ao solo firme do motu Auira. Sempre que possível mantemos os olhos no fundo, em busca das raias que nos podem picar e envenenar mas a profundidade aumenta em certas zonas e obriga-nos caminhar de braços no ar, para protegermos as mochilas e as máquinas fotográficas. É nesses estranhos preparos que vemos aproximarem-se a grande velocidade quatro canoas coloridas movidas por remadores polinésios determinados. A caravana passa a um ou dois metros de nós mas, ignora-nos. Os remadores prosseguem a sua navegação competitiva em redor do núcleo do atol mais preocupados em obter a forma ideal para as competições inter-ilhas que se realizam em breve. Maupiti faz parte do arquipélago das Sociedade mas vive uma vida à parte.

Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.
Moorea, Polinésia Francesa

A Irmã Polinésia que Qualquer Ilha Gostaria de Ter

A meros 17km de Taiti, Moorea não conta com uma única cidade e abriga um décimo dos habitantes. Há muito que os taitianos veem o sol pôr-se e transformar a ilha ao lado numa silhueta enevoada para, horas depois, lhe devolver as cores e formas exuberantes. Para quem visita estas paragens longínquas do Pacífico, conhecer também Moorea é um privilégio a dobrar.

Lifou, Ilhas Lealdade

A Maior das Lealdades

Lifou é a ilha do meio das três que formam o arquipélago semi-francófono ao largo da Nova Caledónia. Dentro de algum tempo, os nativos kanak decidirão se querem o seu paraíso independente da longínqua metrópole.

Cilaos, Reunião

Refúgio sob o tecto do Índico

Cilaos surge numa das velhas caldeiras verdejantes da ilha de Reunião. Foi inicialmente habitada por escravos foragidos que acreditavam ficar a salvo naquele fim do mundo. Uma vez tornada acessível, nem a localização remota da cratera impediu o abrigo de uma vila hoje peculiar e adulada.

Praslin, Seichelles

O Éden dos Enigmáticos Cocos-do-Mar

Durante séculos, os marinheiros árabes e europeus acreditaram que a maior semente do mundo, que encontravam nos litorais do Índico com forma de quadris voluptuosos de mulher, provinha de uma árvore mítica no fundo dos oceanos.  A ilha sensual que sempre os gerou deixou-nos extasiados.

Taiti, Polinésia Francesa

Taiti Para lá do Clichê

As vizinhas Bora Bora e Maupiti têm cenários superiores mas o Taiti é há muito conotado com paraíso e há mais vida na maior e mais populosa ilha da Polinésia Francesa, o seu milenar coração cultural.

Papeete, Polinésia Francesa

O Terceiro Sexo do Taiti

Herdeiros da cultura ancestral da Polinésia, os mahu preservam um papel incomum na sociedade. Perdidos algures entre os dois géneros, estes homens-mulher continuam a lutar pelo sentido das suas vidas.

Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

Ouvéa, Nova Caledónia

Entre a Lealdade e a Liberdade

A Nova Caledónia sempre questionou a integração na longínqua França. Em Ouvéa, encontramos uma história de resistência mas também nativos que preferem a cidadania e os privilégios francófonos.

Seydisfjordur
Arquitectura & Design

Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando a frota pesqueira de Seydisfjordur foi comprada por armadores de Reiquejavique, a povoação teve que se adaptar. Hoje captura discípulos de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.

Doca gelada
Aventura

Ilha Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.

Nana Kwame V
Cerimónias e Festividades
Cape Coast, Gana

O Festival da Divina Purificação

Reza a história que, em tempos, uma praga devastou a população da Cape Coast do actual Gana. Só as preces dos sobreviventes e a limpeza do mal levada a cabo pelos deuses terão posto cobro ao flagelo. Desde então, os nativos retribuem a bênção das 77 divindades da região tradicional Oguaa com o frenético festival Fetu Afahye.
Caminho para o deserto
Cidades
Dunhuang, China

Um Oásis na China das Areias

A milhares de quilómetros para oeste de Pequim, a Grande Muralha tem o seu extremo ocidental e a China é outra. Um inesperado salpicado de verde vegetal quebra a vastidão árida em redor. Anuncia Dunhuang, antigo entreposto crucial da Rota da Seda, hoje, uma cidade intrigante na base das maiores dunas da Ásia.
Orgulho
Comida

Vale de Fergana, Usbequistão

A Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Usbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.

Tatooine na Terra
Cultura

Sudeste da Tunísia

A Base Terráquea da Guerra das Estrelas

Por razões de segurança, o planeta Tatooine de "O Despertar da Força" foi filmado em Abu Dhabi. Recuamos no calendário cósmico e revisitamos alguns dos lugares tunisinos com mais impacto na saga.

 

Bola de volta
Desporto

Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o AFL Rules football só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.

Épico Western
Em Viagem

Monument Valley, E.U.A.

Índios ou cowboys?

Realizadores de Westerns emblemáticos como John Ford imortalizaram aquele que é o maior território indígena dos E.U.A. Hoje, na Navajo Nation, os navajos também vivem na pele dos velhos inimigos.

Transbordo
Étnico

Efate, Vanuatu

A Ilha que Sobreviveu a “Survivor”

Grande parte de Vanuatu vive num abençoado estado pós-selvagem. Talvez por isso, reality shows em que competem aspirantes a Robinson Crusoes instalaram-se uns atrás dos outros na sua ilha mais acessível e notória. Já algo atordoada pelo fenómeno do turismo convencional, Efate também teve que lhes resistir.

Luminosidade caprichosa no Grand Canyon
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Moldura
História

Lençois da Bahia, Brasil

Uma Liberdade Pantanosa

Escravos foragidos subsistiram séculos em redor de um pantanal da Chapada Diamantina. Hoje, o quilombo do Remanso é um símbolo da sua união e resistência mas também da exclusão a que foram votados.

Magníficos Dias Atlânticos
Ilhas

Morro de São Paulo, Brasil

Um Litoral Divinal da Bahia

Há três décadas, não passava de uma vila piscatória remota e humilde. Até que algumas comunidades pós-hippies revelaram o retiro do Morro ao mundo e o promoveram a uma espécie de santuário balnear.

Esqui
Inverno Branco

Lapónia, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.

Sombra vs Luz
Literatura

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Natureza
Guilin, China

O Portal Para o Reino Chinês de Pedra

A imensidão de colinas de calcário afiadas em redor é de tal forma majestosa que as autoridades de Pequim a imprimem no verso das notas de 20 yuans. Quem a explora, passa quase sempre por Guilin. E mesmo se esta cidade da província de Guangxi destoa da natureza exuberante em redor, também lhe achámos os seus encantos.
Filhos da Mãe-Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Vista de Selkirk
Parques Naturais

Ilha Robinson Crusoe, Chile

Na Pele do Verdadeiro Robinson Crusoe

A principal ilha do arquipélago Juan Fernández foi abrigo de piratas e tesouros. A sua história fez-se de aventuras como a de Alexander Selkirk, o marinheiro abandonado que inspirou o romance de Dafoe

Budas
Património Mundial Unesco

Nara, Japão

Budismo Hiperbólico

Nara deixou, há muito, de ser capital e o seu templo Todai-ji foi despromovido. Mas o Grande Salão mantém-se o maior edifício antigo de madeira do Mundo. E alberga o maior buda vairocana de bronze.

De visita
Personagens

Rússia

O Escritor que Não Resistiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.

Caribe profundo
Praia

Islas del Maiz, Nicarágua

Puro Caribe

Cenários tropicais perfeitos e a vida genuína dos habitantes são os únicos luxos disponíveis nas também chamadas Corn Islands, um arquipélago perdido nos confins centro-americanos do Mar das Caraíbas.

As forças ocupantes
Religião

Lhasa, Tibete

A Sino-Demolição do Tecto do Mundo

Qualquer debate sobre soberania é acessório e uma perda de tempo. Quem quiser deslumbrar-se com a pureza, a afabilidade e o exotismo da cultura tibetana deve visitar o território o quanto antes. A ganância civilizacional Han que move a China não tardará a soterrar o milenar Tibete. 

Assento do sono
Sobre carris

Tóquio, Japão

Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para passarem pelas brasas

Fim da Viagem
Sociedade

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Um
Vida Quotidiana

Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.

Devils Marbles
Vida Selvagem

Alice Springs a Darwin, Austrália

A Caminho do Top End

Do Red Centre ao Top End tropical, a Stuart Hwy percorre mais de 1.500km solitários através da Austrália. Nesse trajecto, a grande ilha muda radicalmente de visual mas mantém-se fiel à sua alma rude.

Aterragem sobre o gelo
Voos Panorâmicos

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.