Maurícias

Uma Míni-Índia nos Fundos do Índico


Àgua doce, lágrimas salgadas

Família hindu faz-se fotografar com a queda d'àgua de Chamarel em fundo.

Degraus de fé

Crentes hindus sobem ao templo hindu Sibra Subramany de Quatre Bornes, também conhecido por Kovil Montagne.

À pesca de emoções

Pai e filha contemplam o ilhéu de Coin de Mire, ao largo do Cap Malheureux, na extremidade norte da ilha Maurícia.

Terra molhada

Visitantes apreciam os tons da Terre des Sept Couleurs, em Chamarel, então humedecidas por alguma chuva.

O Lugar do 2º desembarque

A Montagne du Lion projectada do Grand Port, uma baía verdejante em que os holandeses desembarcaram pela primeira vez, depois de já os portugueses o terem feito.

Cristianismo em dia hindu

Moradores e visitantes de Mahébourg  nas imediações da igreja de Notre Dame des Anges, num dia de feriado nacional hindu Maha Shivaratri. 

Conversa pela conversa

Donas de banca de praia convivem enquanto aguardam por novos clientes, nas imediações do Cap Malheureux.

Uma geologia exuberante

Pescadores na foz conjunta dos rios Tamarin e Rempart com a montagne   du Rempart à distância.

Num retiro garrido

Fiel hindu contempla o casario de Quatre Bornes a partir da varanda do templo Sibra Subramany (Kovil Montagne).

O chá de Bois-Cheri

Sunassee Goranah descreve o funcionamento da fábrica de chá de Bois-Cheri, no coração mais fresco e chuvoso da Maurícia.

Fim de semana balnear

Pai e filhos banham-se no mar tranquilo de Trou d'Eau Douce.

No século XIX, franceses e britânicos disputaram um arquipélago a leste de Madagáscar antes descoberto pelos portugueses. Os britânicos triunfaram, re-colonizaram as ilhas com cortadores de cana-de-açúcar do subcontinente e ambos admitiram a língua, lei e modos francófonos precedentes. Desta mixagem, surgiu a exótica Maurícia.    

Já estávamos habituados a contemplar canaviais sem fim enquanto percorríamos a ilha de lés a lés. Foi ali, entre Poste de Flacq e a vastidão do oceano que reparámos, pela primeira vez, na profusão de montes de pedra vulcânica que deles se projectavam, com as bases sumidas no verde da vegetação.

“Isto são algumas ruínas cerimoniais?” perguntamos a Jean-François do fundo da mais doce ignorância e inocência. “O quê, aquilo?” questiona-nos de volta o nativo, algo incrédulo e a esboçar um sorriso sarcástico. “Não. Aquilo são as pedras que os nossos ancestrais tiveram que remover do campo para que a cana-de-açúcar pudesse ser plantada. Acabaram assim amontoadas.”

Descemos um pouco mais naquela Côte Sauvage da região de Flacq, por estradinhas interiores campestres e de vilarejos que, entre templos hindus, pequenas mercearias disputadas por saris de todas as cores, açougues e domicílios também garridos e repletos de vida, nos obrigavam a interromper a marcha vezes sem conta. Estávamos no leste da Maurícia. Qualquer visitante mais confuso com a geografia do mundo podia ser levado a pensar que dera à costa num litoral luxuriante de Karnataka ou Tamil Nadu.

Passámos Palmar e chegámos à baía de Trou d’Eau Douce, uma vila pitoresca mas bipolar que separa o domínio aquém recife coralífero dos grandes resorts do bem mais genuíno para sul. Ali, pescadores mantêm-se de cana em riste apenas com a cabeça de fora de água, lado a lado com as lanchas e catamarãs que transportam turistas nas travessias para Île aux Cerfs, um dos refúgios balneares turquesa predilectos daquelas paragens.

Sucedem-se uma série de povoações ribeirinhas encaixadas entre o Índico e as plantações de cana no sopé da Lion Mountain que se projecta sobre a emblemática enseada Grand Port.

Em 1598, os holandeses desembarcaram naquele exacto lugar e baptizaram a ilha de Mauritius, em honra do seu Prince Maurice van Nassau. O que não invalida que tenham sido os incontornáveis navegadores portugueses os primeiros a nela aportar quando ainda se mantinha inabitada. Diogo Fernandes Pereira fê-lo noventa e um anos antes dos holandeses. Chamou ao lugar Ilha de Cirne mas nem ele nem a Coroa – mais preocupada com o comércio das especiarias – lhe dedicaram muita atenção.

Os holandeses, esses, fixaram-se. Ainda assim, as suas tentativas de colonização só duraram setenta anos, até 1710, tempo suficiente para serem acusados do extermínio do “dodo” a grande ave incapaz de voar que proliferava na região antes da chegada dos navegadores europeus. O gaguejante Dogson de “Alice no País das Maravilhas”.

Cruzamos o Grand Port. É já numa espécie de forno tropical que chegamos a Mahébourg. Por essa altura, não seria propriamente necessário, mas a grande catedral Notre Dame des Anges, confirma-nos quem foram os colonos seguintes. Frequentam-na e ao mercado contíguo uma minoria de habitantes cristãos do sul da ilha, com o dia livre por ser feriado nacional, dedicado ao deus hindu Xiva.

Cinco anos depois de os holandeses terem partido de vez, chegaram os franceses que já controlavam a vizinha ilha Bourbon, hoje Reunião. Pouco depois, chamaram-na de Île de France e inauguraram um cultivo prolífico da cana-de-açúcar que ditaria para sempre o sucesso comercial da colónia, com base numa nova base naval mandada erguer pelo recém-chegado governador Mahé de La Bourdonnais, Port Louis, a capital de hoje da nação.  

A Maurícia foi feita destas curiosas sequências e fusões. Por estranho que pareça, ultrapassado o período colonial, a nação rendeu-se a um delicioso marasmo multiétnico.

Caminhamos numa rua assolada pelo calor repelido pelo asfalto e pelo trânsito infernal quando, azar dos azares, um de nós sofre um dano irreparável num chinelo. Entramos num supermercado para encontrar um par substituto. Ao pagarmos, é tal a quantidade de bebidas alcoólicas registadas pelos caixas que as festas privadas que iriam animar pouco poderiam ter de sagradas.

Do extremo sudeste da Maurícia, espreitamos a Blue Bay onde o azul do Índico regressa ao seu mais vivo. Dali, cortamos para o interior elevado de Bois-Chéri, a zona mais fria e chuvosa da ilha, também a sua primeira plantação de chá, introduzida em escala considerável, em 1892, como seria de esperar, já não pelos franceses.

Chove cada vez mais forte à medida que serpenteamos entre os campos atapetados pela planta. Ainda assim, dezenas de trabalhadores sob vestes de plástico laboram por entre as intermináveis sebes. Já demasiado ensopados, damos meia volta e apontamos para a fábrica que recebe e processa o fruto, ou melhor, as folhas, do seu trabalho.

Recebe-nos Sunassee Goranah, um responsável feito guia da empresa. Apresenta-se elegante mas sóbrio, numa camisa branca que contrasta com o castanho escuro da sua pele e o negro intenso do cabelo e do bigode farto. Percorremos, com ele, cada sector da produção – dos secadores das folhas, às embalagens – para espanto das empregadas fardadas que já não contavam com visitantes aquela hora tardia. À despedida, Sunassee voltou a gabar as qualidades do chá verde e do da sua produção em particular. Quando nos passou alguns pacotes para as mãos, acrescentou de forma muito seca para que não restassem dúvidas: “se o querem beber com todas as propriedades, não lhe acrescentem leite. Isso é que estraga tudo!”

Mudámo-nos para o restaurante da fazenda. Almoçámos e deleitámo-nos com uma prova exaustiva dos melhores rótulos Bois-Chéri, num alpendre com vista para um lago sumido na névoa.

Os franceses nunca valorizaram o chá. Ao contrário dos próximos donos e senhores da ilha.

Por volta de 1810, os britânicos tinham-se fartado dos ataques dos corsários franceses aos seus navios no Índico, decidiram assumir a cobiça pela colónia dos rivais e dela apoderar-se. Como não fazia sentido deterem um território denominado Île de France, rebaptizaram-na de Maurícia. No entanto, permitiram à maior parte dos colonos franceses manterem as suas propriedades, o uso do francês e do código civil e penal francês. A fusão cultural não se ficaria por aí.

Até 1835, os proprietários das plantações tinham recorrido ao trabalho de escravos trazidos de África e de Madagáscar. Com a abolição da escravatura, a maior parte destes proprietários usou as verbas que receberam como compensação para contratar trabalhadores vindos do subcontinente.

Entre 1834 e 1921, cerca de meio milhão de indianos desembarcou no Aapravasi Gate de Port Louis, hoje Património Mundial da UNESCO pelo seu significado histórico.

Nem sempre tratados com a dignidade que mereciam, os recém-chegados adaptaram-se aos modos e dialecto franceses que vigoravam mas indianizaram a ilha o mais que puderam. Reforçaram os exércitos britânicos tanto na Iª como na IIª Guerra Mundial.

Duas décadas depois, os Ventos de Mudança sopraram na Grã- Bretanha e, em 1968, a Maurícia conquistou a independência.

À medida que avançamos para oeste, continuamos a cruzar-nos com descendentes das famílias de proprietários de plantações e dos seus trabalhadores indianos. Assim se passou no miradouro sobre o desfiladeiro grandioso de River Gorges, na queda d’água e no arco-íris geológico da Terre de 7 Couleurs de Chamarel, em redor da cratera verdejante de Troux-aux-cerfs ou nas alturas do Kovil Montagne, um templo repleto de deuses e figuras hindus empoleirado a meia-encosta sobre o casario sem fim de Quatre Bornes.

Mais tarde, jantamos com Sandrine Petit e Jean-Marie Delort, ambos funcionários de um dos hotéis mais populares do oeste da ilha. O tema do que identifica hoje os mauricianos anima-os. Após alguma ponderação, Sandrine atreve-se a teorizar: “agora está a passar na TV um anúncio da nossa cerveja Phoenix que faz um apanhado de tudo mas, se tivesse que escolher um único trejeito, eu diria que é o Aiô. Nós dizemos aiô por tudo e por nada, seja bom ou seja mau. Uma vez, estava no metro em Paris com amigos de cá e disse aiô mais alto. De imediato, quatro ou cinco pessoas ficaram especadas a olhar para mim. Nesse preciso momento, tivemos a certeza de que só podiam ser mauricianos!”

Era demasiado indisfarçável para que nos deixasse dúvidas o enorme orgulho com que Sandrine encerrou a sua história.

Malé, Maldivas

As Maldivas a Sério

Contemplada do ar, Malé, a capital das Maldivas, pouco mais parece que uma amostra de ilha atafulhada. Quem a visita, não encontra coqueiros deitados, praias de sonho, SPAs ou piscinas infinitas. Deslumbra-se com o dia-a-dia maldivano  genuíno que as brochuras turísticas omitem.

La Digue, Seichelles

Monumental Granito Tropical

Praias escondidas por selva luxuriante, feitas de areia coralífera banhada por um mar turquesa-esmeralda são tudo menos raras no oceano Índico. La Digue recriou-se. Em redor do seu litoral, brotam rochedos massivos que a erosão esculpiu como uma homenagem excêntrica e sólida do tempo à Natureza.

Sirocco
Arquitectura & Design

Helsínquia, Finlândia

O Design que Veio do Frio

Com parte do território acima do Círculo Polar Árctico, os finlandeses respondem ao clima com soluções eficientes e uma obsessão pela estética e pelo modernismo inspirada pela vizinha Escandinávia.

Totens tribais
Aventura

Malekula, Vanuatu

Canibalismo de Carne e Osso

Até ao início do século XX, os comedores de homens ainda se banqueteavam no arquipélago de Vanuatu. Na aldeia de Botko descobrimos porque os colonizadores europeus tanto receavam a ilha de Malekula

Cansaço em tons de verde
Cerimónias e Festividades

Suzdal, Rússia

Em Suzdal, é de Pequenino que se Celebra o Pepino

Com o Verão e o tempo quente, a cidade russa de Suzdal descontrai da sua ortodoxia religiosa milenar. A velha cidade também é famosa por ter os melhores pepinos da nação. Quando Julho chega, faz dos recém-colhidos um verdadeiro festival. 

South African Geographic
Cidades
Table Mountain, África do Sul

À Mesa do Adamastor

Dos tempos primordiais das Descobertas à actualidade, a Montanha da Mesa sempre se destacou acima da imensidão sul-africana e dos oceanos em redor. Os séculos passaram e a Cidade do Cabo expandiu-se a seus pés. Tanto os capetonians como os forasteiros de visita se habituaram a contemplar, a ascender e a venerar esta meseta imponente e mítica.
Comida
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Rosa Puga
Cultura

Campeche, México

Há 200 Anos a Brincar com a Sorte

No fim do século XVIII, os campechanos renderam-se a um jogo introduzido para esfriar a febre das cartas a dinheiro. Hoje, jogada quase só por abuelitas, a loteria local pouco passa de uma diversão.

Radical 24h por dia
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Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.

Recanto histórico
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À Descoberta de Tassie

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Por razões de segurança, o planeta Tatooine de "O Despertar da Força" foi filmado em Abu Dhabi. Recuamos no calendário cósmico e revisitamos alguns dos lugares tunisinos com mais impacto na saga.

 

Crepúsculo exuberante
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Um Sol, tantas Luzes

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De 1879 a 1912, só a bacia do rio Amazonas gerava o latex de que, de um momento para o outro, o mundo precisou e, do nada, Manaus tornou-se uma das cidades mais avançadas à face da Terra. Mas um explorador inglês levou a árvore para o sudeste asiático e arruinou a produção pioneira. Manaus voltou a provar a sua elasticidade. É a maior cidade da Amazónia e a sétima do Brasil.
Passerelle secular
Ilhas

Galle, Sri Lanka

Nem Além, Nem Aquém da Lendária Taprobana

Camões eternizou o Ceilão como um marco indelével das Descobertas onde Galle foi das primeiras fortalezas que os portugueses controlaram e cederam. Passaram-se cinco séculos e o Ceilão deu lugar ao Sri Lanka. Galle resiste e continua a seduzir exploradores dos quatro cantos da Terra.

Verificação da correspondência
Inverno Branco

Rovaniemi, Finlândia

Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

De visita
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Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.

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Vulcões

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Filhos da Mãe-Arménia
Outono
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Caminhada Solitária
Parques Naturais

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Nos anos 40 e 50, a Venezuela atraiu 400 mil portugueses mas só metade ficou em Caracas. Em Mérida, encontramos lugares mais semelhantes às origens e a geladaria excêntrica dum portista imigrado.

Glamour vs Fé
Património Mundial Unesco
Goa, Índia

O Último Estertor da Portugalidade Goesa

A proeminente cidade de Goa já justificava o título de “Roma do Oriente” quando, a meio do século XVI, epidemias de malária e de cólera a vetaram ao abandono. A Nova Goa (Pangim) por que foi trocada chegou a sede administrativa da Índia Portuguesa mas viu-se anexada pela União Indiana do pós-independência. Em ambas, o tempo e a negligência são maleitas que agora fazem definhar o legado colonial luso.
Acima de tudo e de todos
Personagens
Harare, Zimbabwe

O Último Estertor do Surreal Mugabué

Em 2015, a primeira-dama do Zimbabué Grace Mugabe afirmou que o presidente, então com 91 anos, governaria até aos 100, numa cadeira-de-rodas especial. Pouco depois, começou a insinuar-se à sua sucessão. Mas, nos últimos dias, os generais precipitaram, por fim, a remoção de Robert Mugabe que substituiram pelo antigo vice-presidente Emmerson Mnangagwa.
Conversa ao pôr-do-sol
Praia

White Beach, Filipinas

A Praia Asiática de Todos os Sonhos

Foi revelada por mochileiros ocidentais e pela equipa de filmagem de “Assim Nascem os Heróis”. Seguiram-se centenas de resorts e milhares de veraneantes orientais mais alvos que o areal de giz.

Ferry Nek Luong
Religião

Ho Chi-Minh a Angkor, Camboja

O Tortuoso Caminho para Angkor

Do Vietname em diante, as estradas cambojanas desfeitas e os campos de minas remetem-nos para os anos do terror Khmer Vermelho. Sobrevivemos e somos recompensados com a visão do maior templo religioso

Colosso Ferroviário
Sobre carris

Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.

No coração amarelo de San Cristóbal
Sociedade

San Cristóbal de Las Casas, México

O Lar Doce Lar da Consciência Social Mexicana

Maia, mestiça e hispânica, zapatista e turística, campestre e cosmopolita, San Cristobal não tem mãos a medir. Nela, visitantes mochileiros e activistas políticos mexicanos e expatriados partilham uma mesma demanda ideológica.

Vida Quotidiana
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações de Moçambique dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilómetros de Nampula, as vendas de fruta eram sucediam-se, sempre bastante intensas.
Perigo de praia
Vida Selvagem

Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.

Aterragem sobre o gelo
Voos Panorâmicos

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.