Chiapas e Iucatão, México

Uma Estafeta de Fé


Cansaço religioso

Crente dorme em frente à Igreja de Nª Sra. de Guadalupe chegado de uma longa peregrinação.

Chamula

Crente chiapenho de sub-etnia chamula segura uma tocha durante o seu trecho de peregrinação.

Oração de grupo

Fiéis oram à Nossa Senhora de Guadalupe na igreja homónima de Campeche.

Missão Cumprida

Jovens peregrinos agrupam-se junto às bicicletas em que viajaram das suas povoações até Campeche, uma cidade colonial situada na costa norte do estado mexicano homónimo.

Auto-decoração

Faixa com a aparição da Virgem de Guadalupe decora a caixa de uma carrinha que transporta peregrinos.

Descanso merecido

Grupo de fiéis repousa sob uma árvore nas imediações da igreja de Nossa Senhora de Guadalupe.

Furo

Jovem crente repara um furo que afectou a sua peregrinação.

Placards iluminados

Técnico instala um placard religioso com o ex-papa João Paulo II.

Estradas de fé

Veículos seguidos por peregrinos corredores percorrem as estradas do México.

Devoção de todas as idades

Senhoras e um bebé acompanham os acontecimentos em redor da igreja de nossa senhora de Guadalupe.

Patrona multiplicada

Estátuas da nossa senhora de Guadalupe trazidas pelos crentes, reunidas em frente à igreja erguida em sua honra.

Equivalente católica da Nª Sra. de Fátima, a Virgem de Guadalupe move e comove o México. Os seus fiéis cruzam-se nas estradas do país, determinados em levar a prova da sua fé à patrona das Américas.

Ainda há fumo nos arredores de San Cristobal de Las Casas quando nos preparamos para deixar a cidade em direcção a Palenque. Durante dois dias, a região foi palco de um reacendimento da aversão que a população maia e mestiça local tem pelas igrejas evangélicas cristãs e seus convertidos, que vêem como ameaças à uniformidade cultural e religiosa porque se regem.

Os maias nativos expulsaram uma comunidade por eles antes banida de terras próximas à cidade. A intervenção conciliatória da polícia degenerou uma vez mais em violência mas tudo indicava que os intransigentes Chamulas voltavam a levar a sua à avante.

De início reticentes em aceitar os ensinamentos dos missionários hispânicos, os maias desta zona de Chiapas acabaram por os acolher mas só em parte. Geraram cultos católicos independentes a que acrescentaram elementos da sua mitologia pré-colombina. A comunidade de San Juan Chamula foi mais longe. Conseguiu do governo a concessão de uma autonomia administrativa. Da mesma maneira, apesar de a Igreja Católica mexicana ser das mais conservadoras da América Latina, nenhum padre interfere na fé dos indígenas ou participa nas cerimónias realizadas no enigmático templo da aldeia, que proíbe aos visitantes qualquer captura de imagens.

Edgardo Coello, mexicano por mestiçar de provável origem galega, conhece os caprichos dos Chamulas melhor que as estradas secundárias da região. Ainda assim, com recurso a uma calma e cortesia irrepreensíveis, informa-se com os residentes sobre como evitar as barreiras policiais, levar-nos por caminhos alternativos à então cercada San Juan e, dali, descer para as terras baixas de Chiapas.

A via de montanha em que nos metemos é a mais sinuosa desde há vários dias de viagem pelo México. Edgardo percorre-a a velocidade de cruzeiro. Durante muitos quilómetros quase não vemos vivalma, mas uma hora depois, surgem as primeiras povoações indígenas no sopé da serra.

Entre duas, vislumbramos uma Virgem de Guadalupe sobre a caixa de uma carrinha enfeitada com panos e balões, repleta de passageiros vestidos com as cores da nação.  A furgoneta segue devagar, encostada à berma estreita. Persegue-a um jovem crente com os mesmos trajes alusivos da Santíssima usados pelo resto do grupo e a empunhar uma tocha acesa. 

A visão original teve-a um nativo, em 1531, sobre uma colina nos arredores da Cidade do México. Desde então, a Virgem de Guadalupe estabeleceu um elo crucial entre a espiritualidade indígena e a católica propalada pelos missionários. À medida que a nação se mestiçou, tornou-se também no seu símbolo católico mais forte, na Patrona do México e das Américas.

Durante o percurso, passamos por muitos outros destes cortejos auto-religiosos. Quase todos obrigavam os carros atrás a ultrapassagens arriscadas.

Edgardo acabava de nos alertar para o drama rodoviário que aquela época do ano representava, apesar de o governo nunca se dignar a apresentar números. Não demoramos a constatá-lo. Um jipe evitava peregrinos sobre uma curva quando foi surpreendido por um veículo no sentido oposto. O acidente causou danos físicos e materiais sérios. 

Entretanto caíra a noite. Durante a descida através da selva Lacandona – a mesma que abrigou os rebeldes zapatistas – só encontramos uns poucos participantes atrasados ou em descanso à beira da estrada, pouco ou nada sinalizados ao trânsito. 

A alvorada brinda-nos com novo dia prazenteiro. Quando chegamos à entrada dos templos maias de Palenque, os funcionários ainda abrem as portas do complexo. Mesmo assim, dezenas de carros, carrinhas e carripanas decoradas com pinturas e motivos da Virgem estão já estacionadas no parque contíguo. Assim que entram, os seus grupos de passageiros partilham o êxtase daquela rara evasão espiritual. Ao treparem as escadarias dos templos vão trocando chiste atrás de chiste. A boa disposição também subsiste à falta de fôlego enquanto se deslumbram com os monumentos históricos opostos e a floresta elevada em redor.

De Palenque, retrocedemos no mapa. Anima-nos a perspectiva de nos refrescarmos nas Águas Azules de Chiapas, um trecho do rio Tulijá com quedas de água e represas naturais cor de esmeralda que também tinha atraído inúmeros crentes.

Cruzamo-nos com várias das suas camionetas. Uma delas chama a atenção de Edgardo: “Vêem aqueles trajes brancos felpudos? São os Chamulas!” Numa espécie de juízo instantâneo, concluímos que a imagem era demasiado impressionante para a deixarmos escapar. Pedimos ao guia que invertesse caminho, os ultrapassasse e nos deixasse bem posicionados. Saímos do carro junto a uma banca e preparamo-nos. Edgardo, esse, aproveita para comprar bananas.

Quando a camioneta surge na subida, o guia estica-se para oferecer a fruta aos peregrinos de San Juan. Nós, premimos os botões das câmaras e registamos o estafeta da comitiva destacado e a restante acção em hi-speed. Reina a animação a bordo do pesado. Os indígenas se divertem inclusive com aquela espera descarada, algo que nos surpreende. Até que um deles, mais rigoroso, restabelece a ordem chamula das coisas e grita: “Se vos apanhamos vão pagar bem por essas fotos!”.

Já nas terras planas da Península de Iucatão intensifica-se a versão ciclista da peregrinação, desta feita, rumo a Campeche, cidade a que chegamos em pleno lusco-fusco.

Instalamo-nos no hotel em contra-relógio e saímos para as esplanadas do Portal de San Francisco onde devoramos quatro das orchatas mais deliciosas do México. Com as energias repostas, não demoramos a encontrar a Igreja de Nossa Señora de Guadalupe que acolhia os peregrinos fazia já algum tempo.

Do topo do santuário e em todas as direcções, projectam-se cordas com bandeirolas esvoaçantes verdes, vermelhas e brancas.  Centenas de bicicletas com estandartes, mini-santuários e outros artefactos foram encostadas à fachada sul da nave e umas às outras.

A maior parte dos fiéis conserva uma derradeira energia e convive. Apesar da música evangélica em altos berros e das luzes potentes das barraquinhas de comes, bebes e de recuerdos religiosos, alguns que chegaram derreados cochilam sobre a relva em redor.

Do lado oposto, de frente para um Golfo do México iminente, dois negócios concorrentes disputam a fé e a carteira dos crentes. Ambos instalaram cenários coloridos em painéis luminosos que reconstituem a aparição da Virgem Morena. Tanto um como o outro procuram atrair as famílias e grupos de crentes a fotografarem-se na companhia da santa. “Duzentos pesos, amigos. É uma verdadeira bênção!” promove um dos empresários.

O pároco de serviço trata da diligência oficial. De cada vez que novo grupo de romeiros ciclistas ou pedestres chega à porta da igreja, borrifa-os com água benta e acolhe-os no rebanho. Num dos intervalos do rito ainda tem tempo para se mudar para a beira da estrada de onde, em modalidade Drive Through, salpica os capots a dezenas de carros tuning da cidade e concede a graça aos seus proprietários.

O dia aproxima-se do fim. Os crentes provindos de paragens mais longínquas perdem definitivamente o embalo.

Estamos de regresso ao hotel com o mesmo problema quando nos metemos numa praceta organizada em redor de um coreto. Ali,
centenas de peregrinos ciclistas improvisaram um albergue partilhado. Muitos já dormem, outros partilham refeições, remendam pneus ou compõem pequenas tendas apoiadas em árvores ou nos guiadores dos velocípedes. Todos tinham completado mais uma prova de fé.

Izamal, México

A Cidade Mexicana, Santa, Bela e Amarela

Até à chegada dos conquistadores espanhóis, Izamal era um polo de adoração do deus Maia supremo Itzamná e Kinich Kakmó, o do sol. Aos poucos, os invasores arrasaram as várias pirâmides dos nativos. No seu lugar, ergueram um grande convento franciscano e um prolífico casario colonial, com o mesmo tom solar em que a cidade hoje católica resplandece.
Campeche, México

Campeche Sobre Can Pech

Como aconteceu por todo o México, os conquistadores chegaram, viram e venceram. Can Pech, a povoação maia, contava com quase 40 mil habitantes, palácios, pirâmides e uma arquitetura urbana exuberante, mas, em 1540, subsistiam menos de 6 mil nativos. Sobre as ruínas, os espanhóis ergueram Campeche, uma das mais imponentes cidades coloniais das Américas.
Guwahati, India

A Cidade que Venera o Desejo e a Fertilidade

Guwahati é a maior cidade do estado de Assam e do Nordeste indiano. Também é uma das que mais se desenvolve do mundo. Para os hindus e crentes devotos do Tantra, não será coincidência lá ser venerada Kamakhya, a deusa-mãe da criação.
Tulum, México

A Mais Caribenha das Ruínas Maias

Erguida à beira-mar como entreposto excepcional decisivo para a prosperidade da nação Maia, Tulum foi uma das suas últimas cidades a sucumbir à ocupação hispânica. No final do século XVI, os seus habitantes abandonaram-na ao tempo e a um litoral irrepreensível da península do Iucatão.

Cobá, México

Das Ruínas aos Lares Maias

Na Península de Iucatão, a história do segundo maior povo indígena mexicano confunde-se com o seu dia-a-dia e funde-se com a modernidade. Em Cobá, passámos do cimo de uma das suas pirâmides milenares para o coração de uma povoação dos nossos tempos.

San Cristóbal de Las Casas, México

O Lar Doce Lar da Consciência Social Mexicana

Maia, mestiça e hispânica, zapatista e turística, campestre e cosmopolita, San Cristobal não tem mãos a medir. Nela, visitantes mochileiros e activistas políticos mexicanos e expatriados partilham uma mesma demanda ideológica.

Cidade do México, México

Alma Mexicana

Com mais de 20 milhões de habitantes numa vasta área metropolitana, esta megalópole marca, a partir do seu cerne de zócalo, o pulsar espiritual de uma nação desde sempre vulnerável e dramática.

Champotón, México

Rodeo debaixo de Sombreros

Com o fim do ano, 5 municípios mexicanos organizam uma feira em honra da Virgén de La Concepción. Aos poucos, o evento tornou-se o pretexto ideal para os cavaleiros locais exibirem as suas habilidades

Competições

Uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Seja pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, os confrontos dão sentido à vida. Surgem sob a forma de modalidades sem conta, umas mais excêntricas que outras.

Helsínquia, Finlândia

A Páscoa Pagã de Seurasaari

Em Helsínquia, o sábado santo também se celebra de uma forma gentia. Centenas de famílias reúnem-se numa ilha ao largo, em redor de fogueiras acesas para afugentar espíritos maléficos, bruxas e trolls

Lhasa, Tibete

O Mosteiro da Sagrada Discussão

Em poucos lugares do mundo se usa um dialecto com tanta veemência como no mosteiro de Sera. Ali, centenas de monges travam, em tibetano, debates intensos e estridentes sobre os ensinamentos de Buda.

Gasan, Filipinas

A Paixão Filipina de Cristo

Nenhuma nação em redor é católica mas muitos filipinos não se deixam intimidar. Na Semana Santa, entregam-se à crença herdada dos colonos espanhóis.A auto-flagelação torna-se uma prova sangrenta de fé

Wall like an Egyptian
Arquitectura & Design
Luxor, Egipto

De Luxor a Tebas: viagem ao Antigo-Egipto

Tebas foi erguida como a nova capital suprema do Império Egípcio, o assento de Amon, o Deus dos Deuses. A moderna Luxor herdou a sua sumptuosidade. Entre uma e a outra fluem o Nilo sagrado e milénios de história deslumbrante.
Aventura
Circuito Annapurna: 5º- Ngawal-Braga, Nepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
Cortejo Ortodoxo
Cerimónias e Festividades
Suzdal, Rússia

Séculos de Devoção a um Monge Devoto

Eutímio foi um asceta russo do século XIV que se entregou a Deus de corpo e alma. A sua fé inspirou a religiosidade de Suzdal. Os crentes da cidade veneram-no como ao santo em que se tornou.
Coreografia pré-matrimonial
Cidades

Old Jaffa, Israel

Onde Assenta a Cidade que Nunca Pára

Telavive é famosa pela noite mais intensa do Médio Oriente. Mas, se os seus jovens se divertem até à exaustão nas discotecas à beira Mediterrâneo, é cada vez mais na vizinha Old Jaffa que dão o nó.

Comodidade até na Natureza
Comida

Tóquio, Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.

Combate
Cultura

Filipinas

Quando só os Galos Despertam um Povo

Banidas em grande parte do Primeiro Mundo, as lutas de galos prosperam nas Filipinas onde movem milhões de pessoas e de Pesos. Apesar dos seus eternos problemas é o sabong que mais estimula a nação.

Radical 24h por dia
Desporto

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.

Por Chame
Em Viagem
Circuito Anapurna: 1º Pokhara a Chame, Nepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
Étnico
Espectáculos

A Terra em Cena

Um pouco por todo o Mundo, cada nação, região ou povoação e até bairro tem a sua cultura. Em viagem, nada é mais recompensador do que admirar, ao vivo e in loco, o que as torna únicas.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Recanto histórico
História

Tasmânia, Austrália

À Descoberta de Tassie

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito mais rude que aussie de ser e mantém-se envolta em mistério no seu recanto meridional dos antípodas.

Praia Islandesa
Ilhas

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Santas alturas
Inverno Branco

Kazbegi, Geórgia

Deus nas Alturas do Cáucaso

No século XIV, religiosos ortodoxos inspiraram-se numa ermida que um monge havia erguido a 4000 m de altitude e empoleiraram uma igreja entre o cume do Monte Kazbegi (5047m) e a povoação no sopé. Cada vez mais visitantes acorrem a estas paragens místicas na iminência da Rússia. Como eles, para lá chegarmos, submetemo-nos aos caprichos da temerária Estrada Militar da Geórgia.

Sombra vs Luz
Literatura

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Platipus = ornitorrincos
Natureza

Atherton Tablelands, Austrália

A Milhas do Natal (parte II)

A 25 Dezembro, exploramos o interior elevado, bucólico mas tropical do norte de Queensland. Ignoramos o paradeiro da maioria dos habitantes e estranhamos a absoluta ausência da quadra natalícia.

Filhos da Mãe-Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Caminhada Solitária
Parques Naturais

Mérida, Venezuela

Nos Confins Andinos da Venezuela

Nos anos 40 e 50, a Venezuela atraiu 400 mil portugueses mas só metade ficou em Caracas. Em Mérida, encontramos lugares mais semelhantes às origens e a geladaria excêntrica dum portista imigrado.

Luzes de Ogimachi
Património Mundial Unesco

Ogimashi, Japão

Uma Aldeia Fiel ao “A”

Ogimashi revela uma herança fascinante da adaptabilidade nipónica. Situada num dos locais mais nevosos à face da Terra, esta povoação aperfeiçoou casas com verdadeiras estruturas anti-colapso.

Acima de tudo e de todos
Personagens
Harare, Zimbabwe

O Último Estertor do Surreal Mugabué

Em 2015, a primeira-dama do Zimbabué Grace Mugabe afirmou que o presidente, então com 91 anos, governaria até aos 100, numa cadeira-de-rodas especial. Pouco depois, começou a insinuar-se à sua sucessão. Mas, nos últimos dias, os generais precipitaram, por fim, a remoção de Robert Mugabe que substituiram pelo antigo vice-presidente Emmerson Mnangagwa.
Conversa ao pôr-do-sol
Praia

White Beach, Filipinas

A Praia Asiática de Todos os Sonhos

Foi revelada por mochileiros ocidentais e pela equipa de filmagem de “Assim Nascem os Heróis”. Seguiram-se centenas de resorts e milhares de veraneantes orientais mais alvos que o areal de giz.

Passagem
Religião

Tanna, Vanuatu

Daqui se Fez Vanuatu ao Ocidente

O programa de TV “Meet the Natives” levou representantes tribais de Tanna a conhecer a Grã-Bretanha e os E.U.A. De visita à sua ilha, percebemos porque nada os entusiasmou mais que o regresso a casa.

À pendura
Sobre carris

São Francisco, E.U.A.

Uma Vida aos Altos e Baixos

Um acidente macabro com uma carroça inspirou a saga dos cable cars de São Francisco. Hoje, estas relíquias funcionam como uma operação de charme da cidade do nevoeiro mas também têm os seus riscos.

Aos repelões
Sociedade

Perth, Austrália

Cowboys da Oceania

O Texas até fica do outro lado do mundo mas não faltam vaqueiros no país dos coalas e dos cangurus. Rodeos do Outback recriam a versão original e 8 segundos não duram menos no Faroeste australiano.

Um
Vida Quotidiana

Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.

Perigo de praia
Vida Selvagem

Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.

Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.