Ogimashi, Japão

Uma Aldeia Fiel ao “A”


Luzes de Ogimachi

A aldeia de Ogimachi ilumina-se aos poucos à medida que a escuridão toma conta da região de Shirakawa-go.

Atalho rizícola

Visitantes e moradores percorrem um caminho entre arrozais secos e em frente a uma casa típica da aldeia.

“A” abrigado

Casa imponente de Ogimachi por detrás do arvoredo que envolve a aldeia, poucos dias antes dos primeiros nevões.

Tons de Outono

Cores outonais enfeitam a orla da floresta em redor da aldeia, junto a um abrigo agrícola.

Japão bucólico

Campos agrícolas com os primeiros tons de Outono, por detrás dos cedros típicos de Shirakawa-go.

Getas Baixas

Sandálias tradicionais nipónicas "geta" expostas para uso à entrada de uma pequena casa da povoação.

Água dos Deuses

Colheres colocadas numa fonte à entrada do templo xintoísta Hachiman-jinja.

Reverência xintoísta

Fiel ora em frente ao templo Hachiman-jinja, nas imediações de Ogimachi.

Formas de Shirakawa-go

Edifício tradicional de Ogimachi, com telhado de colmo íngreme e resistente por forma a repelir a neve que cai em abundância na povoação.

Coração de Ogimachi

Núcleo de edifícios centrais de Ogimachi, todos erguidos segundo os mesmos critérios arquitectónicos de resistência ao Inverno.

Sinal dos tempos

Letreiro nipónico com caracteres kanji em grande destaque na velha aldeia de Ogimachi.

Ogimashi revela uma herança fascinante da adaptabilidade nipónica. Situada num dos locais mais nevosos à face da Terra, esta povoação aperfeiçoou casas com verdadeiras estruturas anti-colapso.

Shirakawa-Go é, desde há muito, uma região eleita.  Começámos a descobri-la, faz uns bons dez anos, num documentário francês. Um comboio vencia o declive do percurso verdejante e solarengo da montanha até entrar num túnel, a meia-

encosta. Durante algum tempo, a imagem mantinha-se negra e a música que acompanhava o som do comboio parecia querer anunciar algo mas o narrador antecipa-se: “… et voilá … la vallée magique de Shirakawa-Go…”.

Saída do escuro, no outro lado da m

ontanha, a composição revela, então, o cenário encantador do vale do rio Sho-gawa, com as suas casitas longínquas em forma de A parcialmente afundadas na neve.

O documentário manipulava a realidade. Apesar do crescimento inexorável das vias de comunicação japonesas, nenhum comboio dá ou alguma vez deu directamente para o vale mostrado a seguir ao túnel. Foi a inacessibilidade desta zona remota que atraiu os seus primeiros colonos, membros deslocados do clã Taira – praticamente aniquilado, em 1185, pelo clã rival Minamoto – que apostaram tudo em evitar novos confrontos mas tiveram que se defender do clima austero da região. Shirakawa-Go continua a registar uma das maiores quedas anuais de neve do mundo e, entre Dezembro e Abril, fica regularmente isolada do exterior do vale devido à intensidade e duração das tempestades.

O clima impiedoso e a acumulação excessiva de neve -que provocou provavelmente o desabamento de várias das primeiras casas erguidas – foram a inspiração forçada do estilo arquitectónico gassho-zukuri (mãos em oração). A construção gassho-zukuri foi aperfeiçoada com o passar dos séculos. Suporta, sobre estruturas fortes feitas de troncos de cedros, enormes telhados em V invertido e três ou quatro andares desenhados para alojar famílias extensas (às vezes de quase 30 pessoas).

Como é visível no maior de todos os gasshos de Shirakawa-Go, Wadanake – agora declarado Tesouro Nacional – as casas reservam ainda espaço para diversos tipos de armazenamentos e indústrias: sericultura no topo e produção de nitrato, (essencial para a produção de pólvora) abaixo do primeiro piso.

Um aparte para referir que a pólvora alterou uma balança de poder que era secular no Japão e se tornou vital para a sobrevivência dos shoguns (senhores feudais). Começou a ser produzida em grande quantidade em Shirakawa-Go e restante província de Hida, pouco depois de as armas de fogo terem sido introduzidas no Japão, pelos mercadores portugueses, a partir de 1543.

Passado meio milénio, a história do país do sol nascente deu voltas e mais voltas. A mais importante de todas – também ela militar – acabou em tragédia. Melhor do que proclamou o ex-primeiro ministro Yoshida Shigeru, o Japão perdeu a Segunda Guerra Mundial mas ganhou a paz e, por extensão, uma combinação entre prosperidade económica e equilíbrio social que é única à face da Terra.

Não espanta, portanto, que os senhores japoneses continuem bem armados.

Na multidão que, aos fins de semana, flui entre os cento e dez gasshõs de Ogimachi, cruzam-se inúmeros de chefes de família abastados (muitos octogenários e nonagenários), munidos de modelos SLR Canon ou Nikon topo de gama apesar de os seus conhecimentos de fotografia pouco passarem da função On/Off.

Até nas mais paragens mais remotas deste bastião do consumismo se percebe que o dinheiro é abundante, mas a forma algo desalmada com que o Japão e os japoneses se habituaram a gerá-lo causou e continua a causar sérios revezes ambientalistas e paisagísticos, por todo o país. Nem Shirakawa-Go nem Hida, em geral, parecem estar a salvo.

Shirakawa já era um importante destino turístico antes de a UNESCO ter aceite Ogimachi e Ainokura na lista do Património Mundial. A partir da classificação, no entanto, a fama da região e o número de visitantes aumentaram exponencialmente. Contribuiu para o processo a conhecida predisposição social japonesa para os comportamentos de grupo. À medida que os autocarros de excursão descarregavam mais e mais pessoas, aliciados pelo lucro, muitos dos proprietários de gasshos transformaram-nos em lojas de recordações e aos terrenos em redor em pequenos parques de estacionamento pagos. Estas e outras atrocidades culturais fizeram com que a UNESCO ameaçasse com a desclassificação que está actualmente em julgamento.

Apesar deste inconveniente, acredite que Shirakawa-Go e, acima de tudo, Ogimachi têm o seu indiscutível encanto que aumenta se forem visitados de Segunda a Sexta enquanto os japoneses trabalham. Se quiser confirmar, experimente observar Ogimachi do alto do ponto de observação, o Shiroyama Tenbodai. De preferência, bem cedo ou ao fim do dia quando as excursões estão ausentes e o cenário bucólico dos campos cultivados e da floresta em redor – possivelmente envolto numa névoa suavizante – exibe todo o seu esplendor.

Parte da área entre Gokayama e Tokayama, destaca-se, no Outono, pelo exotismo vermelho-amarelado das suas montanhas arborizadas, irradiantes quando os raios de sol nelas incidem ou empasteladas quando está enevoado ou chove. A paisagem só não é divinal porque foi vitima da mesma falta de sensibilidade que prejudicou Shirakawa Go, desta feita, a um nível governamental.

Como explica Alex Kerr no seu livro “Lost Japan”, a determinação nacional de fazer o país “funcionar” e facturar, em conjunto com a grande densidade populacional – são 130 milhões de habitantes num país de montanhas –  tem causado gradualmente a sua destruição.

Ao volante, ao longo da estrada 158 e entre incontáveis e intermináveis túneis, essa mácula vai-nos surgindo sob a forma de uma floresta de postes de alta tensão e cabos, sopés de encostas e margens de rios cimentadas, sequências surreais de barragens, plantações introduzidas de cedros etc. etc. Com o tempo, habituamo-nos a apreciar os cenários com uma espécie de filtro visual sempre que exploramos a província em redor.

Quando partimos de volta a Takayama, os gasshos soltam fumo branco com cheiro a lenha e a noite cai de vez sobre o vale e os telhados em A de Shirakawa-go.

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Casario

Lares Doces Lares

Poucas espécies são mais sociais e gregárias que a humana. Os habitantes da Terra tendem a emular as moradias de outros e a instalar-se junto a elas. Alguns desses núcleos revelam-se impressionantes.

Takayama, Japão

Entre o Passado Nipónico e a Modernidade Japonesa

Em três das suas ruas, Takayama retém uma arquitectura tradicional de madeira e concentra velhas lojas e produtoras de saquê. Em redor, aproxima-se dos 100.000 habitantes e rende-se à modernidade.

Quioto, Japão

Um Japão Quase Perdido

Quioto esteve na lista de alvos das bombas atómicas dos E.U.A. e foi mais que um capricho do destino que a preservou. Salva por um Secretário de Guerra norte-americano apaixonado pela sua riqueza histórico-cultural e sumptuosidade oriental, a cidade foi substituída à última da hora por Nagasaki no sacrifício atroz do segundo cataclismo nuclear.

Magome-Tsumago, Japão

O Caminho Sobrelotado Para o Japão Medieval

Em 1603, o shogun Tokugawa ditou a renovação de um sistema de estradas já milenar. Hoje, o trecho mais famoso da via que unia Edo a Quioto é frequentemente invadido por uma turba ansiosa por evasão.

Ogimashi, Japão

Um Japão Histórico-Virtual

Até há pouco, os estúdios nipónicos produziam 60% de todas as séries de animação. “Higurashi no Naku Koro ni” teve enorme sucesso. Em Ogimashi, damos com um grupo de kigurumis das suas personagens.

Sirocco
Arquitectura & Design

Helsínquia, Finlândia

O Design que Veio do Frio

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Fogo-de-artifício branco
Aventura

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Tédio terreno
Cerimónias e Festividades
Bhaktapur, Nepal

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Rumo ao vale
Cidades
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Orgulho
Comida

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Rosa Puga
Cultura

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No fim do século XVIII, os campechanos renderam-se a um jogo introduzido para esfriar a febre das cartas a dinheiro. Hoje, jogada quase só por abuelitas, a loteria local pouco passa de uma diversão.

Recta Final
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Filhos da Mãe-Arménia
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São 5 os vulcões que fazem a Big Island aumentar de dia para dia. O Kilauea, o mais activo à face da Terra, liberta lava em permanência. Apesar disso, vivemos uma espécie de epopeia para a vislumbrar.

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Um conjunto de labirintos pré-históricos espirais feitos de pedras decoram a ilha Bolshoi Zayatsky, parte do arquipélago Solovetsky. Desprovidos de explicações sobre quando foram erguidos ou do seu significado, os habitantes destes confins setentrionais da Europa, tratam-nos por vavilons.
Cabana de Brando
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Caribe profundo
Praia

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Puro Caribe

Cenários tropicais perfeitos e a vida genuína dos habitantes são os únicos luxos disponíveis nas também chamadas Corn Islands, um arquipélago perdido nos confins centro-americanos do Mar das Caraíbas.

Himalaias urbanos
Religião
Gangtok, Índia

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Gangtok é a capital de Sikkim, um antigo reino da secção dos Himalaias da Rota da Seda tornado província indiana em 1975. A cidade surge equilibrada numa vertente, de frente para a Kanchenjunga, a terceira maior elevação do mundo que muitos nativos crêem abrigar um Vale paradisíaco da Imortalidade. A sua íngreme e esforçada existência budista visa, ali, ou noutra parte, o alcançarem.
Assento do sono
Sobre carris

Tóquio, Japão

Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para passarem pelas brasas

Chegada à festa
Sociedade

Perth, Austrália

Em Honra da Fundação, de Luto Pela Invasão

26/1 é uma data controversa na Austrália. Enquanto os colonos britânicos o celebram com churrascos e muita cerveja, os aborígenes celebram o facto de não terem sido completamente dizimados.

Um
Vida Quotidiana

Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.

Vai-e-vem fluvial
Vida Selvagem

Iriomote, Japão

Uma Pequena Amazónia Japonesa

Florestas tropicais e manguezais impenetráveis preenchem Iriomote sob um clima de panela de pressão. Aqui, os visitantes estrangeiros são tão raros como o yamaneko, um lince endémico esquivo.

Aterragem sobre o gelo
Voos Panorâmicos

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.