Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu


Perigo de praia

Banhistas entram numa das praias mais próximas de Santa Lucia, ainda assim, com um aviso de ameaça de tubarões, crocodilos e hipopótamos.

Duo rino

Rinoceronte branco adulto e outro cria, dois espécimes dos muitos que habitam p Parque Nacional Hluluwe-Infolozi.

Sereia do Índico

A banhista Sbongile no limiar do oceano Índico.

Travessia de peso

Rinoceronte branco atravessa uma estrada de terra batida do PN Hluluwe-Infolozi.

Pelo desvio

Barco de cruzeiro prestes a deixar o caudal principal do rio Umfolozi, nas imediações de Santa Lucia.

De vigia

Hipópotamo controla a passagem de um dos barcos de cruzeiro do rio Umfolozi pelo seu território.

Sipho Mtshalo

Um dos guias do que mostram a fauna do PN Hluluwe-Infolozi aos visitantes. 

África deles

Elefantes deambulam numa encosta verdejante do PN Hluluwe-Infolozi.

Um avistamento fácil

Visitante do PN Hluluwe-Infolozi observa um elefante prestes a atravessar uma estrada do parque.

Deleite no Índico

Precious, Phindile, Sbongile e Stozi descontraem no mar junto a Santa Lucia.

Rio Umfolosi abaixo

Barco aproxima-se da foz assoreada do rio Umfolozi.

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.

A primeira vez que nos despertaram a atenção os cenários do parque nacional Isimangaliso foi num documentário televisivo prolífico em imagens aéreas. O helicóptero surpreendia manadas que, lá em baixo, sulcavam pastos ondulantes e a água lamacenta de pântanos. Eram crocodilos, búfalos desconfiados às centenas, hipopótamos às dezenas, rosados, como os flamingos pernaltas. Terceira maior área protegida da África do Sul, Isimangaliso ocupa uma imensidão indómita de pauis em condomínio com savana e com dunas que, ao longo de 300 km, quase entram pelo oceano Índico dentro. Mesmo chamada de Lake St. Lucia, esta paisagem revela-se, na realidade, o longo estuário sinuoso do rio Umfolozi, um dos maiores de África, acrescentado pela UNESCO, em 1999, à sua gloriosa lista de Património Mundial.

Até há algum tempo, o PN Isimangaliso tinha o nome de Greater Santa Lucia Wetlands Park. É precisamente a Santa Lucia que chegamos a bordo do camião Nomad, provindos dos domínios elevados e chuvosos da Suazilândia. Alberthram TENK Engle, o guia e condutor, e Ricardo Juris, o cozinheiro e ajudante, conheciam bem a aura veraneante da povoação, associada pelos sul-africanos tanto a descanso como a aventura. De acordo, ainda a tarde solarenga vai a meio, estacionam o veículo e informam através do microfone que usavam para comunicar com os passageiros: “Ok, pessoal, agora é instalarem-se. Por volta das quatro e meia, saímos para banhos.”  

Juntamo-nos ao grupo com agrado. Vinte minutos após a hora, já estávamos perante uma praia sem aparente fim. Um painel de madeira desperta-nos a atenção. Remete-nos para algo que nos surpreendera e frustrara anos antes no nordeste australiano de Queensland, onde as praias onde nos podíamos banhar se provaram raras. Não bastava o incômodo faunístico dos tubarões presentes em grande parte da costa da África do Sul, no aviso, juntavam-se-lhes ainda a ameaça dos crocodilos e dos hipopótamos. Em zonas mais remotas do parque, também dos elefantes, rinocerontes e leopardos. Ali, onde estávamos, apareciam, de quando em quando, os três primeiros. Era algo que não parecia preocupar um bando crescente de banhistas sul-africanos ansiosos pelos prazeres da beira-mar. Se os sul-africanos – Tenk e Ricardo implicados – ignoravam a ameaça, quem éramos nós para os desprezar. Enfiamo-nos no limiar escurecido e algo frenético do Índico. A maré tinha descido pelo que a profundidade da água diminuía a olhos vistos e precipitava o desfazer sucessivo de ondas. Considerámos que, no todo, isso nos manteria a salvo dos tubarões e dos crocodilos, por aqueles lados, do Nilo, não marinhos como os congéneres da Grande Ilha. Também não estávamos a ver hipopótamos a emergir do meio daquelas vagas sucessivas e o areal mantinha-se repleto de gente. Supostamente a salvo, continuamos a saltar contra as ondas, a perfurá-las e, sempre que possível, à sua boleia, num exercício aquático delicioso com que compensávamos os dias antes passados no PN Kruger, no canyon do rio Blyde e outros lugares emblemáticos mas distantes do mar.

Tenk e Ricardo, também eles habituados à vida junto ao litoral piscatório nas imediações do Cabo Agulhas e a precisarem de suavizar o stress causado pela responsabilidade pela jornada e pelo grupo, mergulhavam e chapinhavam connosco e a condizer.

O vento que soprava forte ao longo da costa, de sul para norte, varria o exterior. Em sinergia com a tepidez da água do Índico, adiou o fim do banho por uns bons vinte minutos. Quando voltamos à terra firme, a beira-mar era já uma espécie de parque recreativo, repleto de famílias e dos seus jovens rebentos, de casais e de amigos adolescentes zulus, todos entregues a um convívio revigorante sobre a areia ensopada e as vagas desenroladas.

O sol não tardou a cair para trás da floresta oposta e a praia arrefeceu de forma abrupta. Tenk deu sinal para regressarmos ao “Tommy”, o camião em que seguíamos.

Jantamos na pousada Shonalanga em que tínhamos dado entrada, com direito a espectáculo étnico e a uma pequena lição de dialecto zulu. Logo após, ainda cedo, recolhemos ao quarto que nos calhara. No dia seguinte, íamos explorar o Parque Nacional Hluluwe-Infolozi com partida antes da alvorada.

Tendo em conta a temperatura da tarde passada, a latitude a que estávamos e a proximidade da costa, dificilmente o iríamos antecipar mas, mal pusemos o nariz fora do quarto o frio era de rachar. Dois guias do parque recebem-nos e distribuem-nos pelos jipes que conduziam, com direito a cobertores, não fossemos enregelar pelo caminho. A viagem para o interior noroeste durou quase uma hora. À chegada, já de dia, enquanto o guia Sipho Mtshalo nos explicava o que íamos encontrar no parque, pudemos contemplá-lo com olhos de ver. Estávamos a cargo do que o grupo identificou, de imediato, como um sósia de Eddie Murphy. Um clone do actor, ele próprio criador de piadas atrás de piadas mas que, devido a forma fechada e monocórdica como falava, ninguém conseguia entender. Muito à laia de Murphy em “Um Príncipe em Nova Iorque”, Sipho revelava-se, mais que seguro, algo vaidoso. Andava abotoado de forma imaculada na gabardine azul que lhe servia de uniforme, com uma bandeirinha da África do Sul cosida sobre o coração.

Combinava-a com um chapéu de pele, aventureiro que baste mas elegante, claro está. Ora, tal como nos confessou, Sipho tinha já boa parte do que desejava na vida incluindo quatro mulheres e – disso se gabou ainda – muitas vacas. Mesmo assim, passados apenas uns minutos, já se insinuava sem qualquer pudor a uma das duas participantes austríacas da viagem. Jackie torna a não achar piada. Deixa-o perceber o mais que pode, sem chegar à rudez. Sipho conforma-se. Por fim, pôde concentrar-se na missão de que estava encarregue: detectar a fauna do parque e falar-nos das suas excentricidades.

O Hluluwe-Infolozi é a mais antiga reserva natural de África. Pejado de colinas cobertas de vegetação arbustiva, é também o único parque estatal da África do Sul em que é possível aos visitantes avistar todos os animais do sempre ambicionado Big Five.

Não tardamos a cruzar-nos com rinocerontes, manadas de búfalos e de elefantes. O guia colega de Sipho, aproximou, inclusive, o jipe que conduzia demasiado de alguns dos paquidermes. Um deles, furioso com o desaforo, obrigou-o a uma marcha-atrás de emergência. Leões, vimo-los ao longe, a partir de um miradouro que partilhámos com várias famílias afrikaans, na companhia de homens quarentões e cinquentões que, apesar de pouco passar das dez de manhã e de conduzirem as famílias pelo parque, emborcavam cerveja a forte ritmo.

Depois de três dias e meio no PN Kruger, o Hluluwe-Infolozi não acrescentou mundos e fundos ao histórico de safari que já trazíamos e que continuámos a enriquecer. O parque alberga, todavia, uma das maiores populações de rinocerontes brancos do mundo. Sem quase perdermos tempo em sua busca, deslumbrámo-nos com vários espécimes a apenas uns poucos metros. Aliada aos cenários espaçosos e gentis daqueles confins africanos e à personagem risonha e caricata de Sipho, esta benesse acabou por compensar o doloroso despertar nocturno e a letargia sonolenta e frígida em que nos vimos até ao sol se elevar no horizonte.

Regressamos a Santa Lucia em redor da hora de almoço e aproveitamos para investigar algo mais daquelas paragens. Se na Suazilândia nos surpreendeu o predomínio das estações de serviço Galp, já devíamos ter previsto que os Descobrimentos lusitanos também nas terras litorais zulus deviam ter deixado marca.

Pouco mais de meio século após Bartolomeu Dias ter dobrado o Cabo das Tormentas, o navio português “São Bento” vinha de Cochim comandado por Fernão de Alvares Cabral (filho de Pedro Alvares Cabral) e sobrecarregado. Naufragou junto à foz do rio Msikaba, nas imediações da actual cidade de Port Edward. Inspirada pela abundância de dunas amareladas, a tripulação sobrevivente baptizou pela primeira vez a região na foz do rio Umfolozi de Rio dos Medos de Ouro. Mais tarde, o navegador e cartógrafo Manuel Perestrello, renomeou a zona de Santa Lúcia, no dia desta santa. O nome acabou “emprestado” à área mais a norte da Zululândia por onde andávamos, a região oficiosa em tempos liderada pelo famoso e respeitado rei Shaka kaSezangakhone, mais conhecido por Shaka Zulu.

Dedicamo-nos, por fim, ao Parque Nacional Isimingaliso. À falta de meios para uma incursão abrangente pela imensidão anfíbia, subimos a bordo de um dos barcos que percorre o rio Umfolozi até à eminência do Índico e, logo, de volta. Por essa hora, o sol aproximava-se uma vez mais do horizonte. Dourava a água do lado poente e, no contrário, requentava o verde da vegetação. Em simultâneo, encarniçava a pele espessa dos inúmeros hipopótamos que se haviam apoderado do rio, indiferentes aos crocodilos do Nilo e aos tubarões-touro que por lá também proliferavam.

Do cimo do convés, avistamo-los a todos, também às barbatanas emersas dos predadores marinhos oportunistas que se haviam habituado à água salobra e a emboscar presas no caudal pouco profundo.

A determinada altura, entre canaviais ribeirinhos e uma floresta salpicada de palmeiras-de-leque e similares, o Umfolozi esbarra na barreira de sedimento que há já bom tempo lhe furtou o Índico. Então, com o grande astro a cair para trás do oceano e vários hipopótamos a bocejar de inércia e deleite, o piloto inverte marcha. Ao voltarmos ao ponto de embarque, milhares de andorinhas esvoaçantes rasgam o crepúsculo acima. E um segundo grupo de jovens zulus prenda os passageiros com exibições de danças guerreiras. A sua exibição é rica nos movimentos de ataque e defesa que tanto dificultaram a vida às tribos rivais do sul de África, aos primeiros colonos da África do Sul, os voortrekkers (pioneiros) boers de que Tenk e Ricardo se orgulham de descender. E aos britânicos que se seguiram e que, a custo de muito sangue e ainda mais esforço, agregaram e dominaram todo o país incluindo a Zululândia tribal e selvagem que há vários dias nos deslumbrava.

 

Esta reportagem foi criada com o apoio de NOMADTOURS.CO.ZA e criada durante um itinerário South African Explorer de 20 dias entre Joanesburgo e a Cidade do Cabo com passagem pela Suazilândia e o Lesoto,

Table Mountain, África do Sul

À Mesa do Adamastor

Dos tempos primordiais das Descobertas à actualidade, a Montanha da Mesa sempre se destacou acima da imensidão sul-africana e dos oceanos em redor. Os séculos passaram e a Cidade do Cabo expandiu-se a seus pés. Tanto os capetonians como os forasteiros de visita se habituaram a contemplar, a ascender e a venerar esta meseta imponente e mítica.
Graaf-Reinet, África do Sul

Uma Lança Bóer na África do Sul

Nos primeiros tempos coloniais, os exploradores e colonos holandeses tinham pavor do Karoo, uma região de grande calor, grande frio, grandes inundações e grandes secas. Até que a Companhia Holandesa das Índias Orientais lá fundou Graaf-Reinet. De então para cá, a quarta cidade mais antiga da nação arco-íris prosperou numa encruzilhada fascinante da sua história.
Cape Cross, Namíbia

A Mais Tumultuosa das Colónias Africanas

Diogo Cão desembarcou neste cabo de África em 1486, instalou um padrão e fez meia-volta. O litoral imediato a norte e a sul, foi alemão, sul-africano e, por fim, namibiano. Indiferente às sucessivas transferências de nacionalidade, uma das maiores colónias de focas do mundo manteve ali o seu domínio e anima-o com latidos marinhos ensurdecedores e intermináveis embirrações.
PN Gorongosa, Moçambique

O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.
Lüderitz, Namibia

Wilkommen in Afrika

O chanceler Bismarck sempre desdenhou as possessões ultramarinas. Contra a sua vontade e todas as probabilidades, em plena Corrida a África, o mercador Adolf Lüderitz forçou a Alemanha assumir um recanto inóspito do continente. A cidade homónima prosperou e preserva uma das heranças mais excêntricas do império germânico.

PN Hwange, Zimbabwé

O Legado do Saudoso Leão Cecil

No dia 1 de Julho de 2015, Walter Palmer, um dentista e caçador de trofeus do Minnesota matou Cecil, o leão mais famoso do Zimbabué. O abate gerou uma onda viral de indignação. Como constatamos no PN Hwange, quase dois anos volvidos, os descendentes de Cecil prosperam.

Miranda, Brasil

Maria dos Jacarés: o Pantanal abriga criaturas assim

Eurides Fátima de Barros nasceu no interior da região de Miranda. Há 38 anos, instalou-se e a um pequeno negócio à beira da BR262 que atravessa o Pantanal e ganhou afinidade com os jacarés que viviam à sua porta. Desgostosa por, em tempos, as criaturas ali serem abatidas, passou a tomar conta delas. Hoje conhecida por Maria dos Jacarés, deu nome de jogador ou treinador de futebol a cada um dos bichos. Também garante que reconhecem os seus chamamentos.

Cabo da Boa Esperança, África do Sul

À Beira do Velho Fim do Mundo

Chegamos onde a grande África cedia aos domínios do “Mostrengo” Adamastor e os navegadores portugueses tremiam como varas. Ali, onde a Terra estava, afinal, longe de acabar, a esperança dos marinheiros em dobrar o tenebroso Cabo era desafiada pelas mesmas tormentas que lá continuam a grassar.

PN Manyara, Tanzânia

Na África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.

Esteros del Iberá, Argentina

O Pantanal das Pampas

No mapa mundo, para sul do famoso pantanal brasileiro, surge uma região alagada pouco conhecida mas quase tão vasta e rica em biodiversidade. A expressão guarani Y berá define-a como “águas brilhantes”. O adjectivo ajusta-se a mais que à sua forte luminância.

Masai Mara, Quénia

Um Povo Entregue à Bicharada

A savana de Mara tornou-se famosa pelo confronto entre os milhões de herbívoros e os seus predadores. Mas, numa comunhão temerária com a vida selvagem, são os humanos Masai que ali mais se destacam.

Savuti, Botswana

O Domínio dos Leões Comedores de Elefantes

Um retalho do deserto do Kalahari seca ou é irrigado consoante caprichos tectónicos da região. No Savuti, os leões habituaram-se a depender deles próprios e predam os maiores animais da savana.

Arquitectura & Design
Napier, Nova Zelândia

De volta aos Anos 30 – Calhambeque Tour

Numa cidade reerguida em Art Deco e com atmosfera dos "anos loucos" e seguintes, o meio de locomoção adequado são os elegantes automóveis clássicos dessa era. Em Napier, estão por toda a parte.
Lenha
Aventura

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Via Conflituosa
Cerimónias e Festividades

Jerusalém, Israel

Pelas Ruas Beliciosas da Via Dolorosa

Em Jerusalém, enquanto percorrem o caminho de Cristo para a cruz, os crentes mais sensíveis apercebem-se de como a paz do Senhor é difícil de alcançar nas ruelas mais disputadas à face da Terra.

Marcha Patriota
Cidades

Taiwan

Formosa mas Não Segura

Os navegadores portugueses não podiam imaginar o imbróglio reservado à ilha que os encantou. Passados quase 500 anos, Taiwan prospera, algures entre a independência e a integração na grande China.

Orgulho
Comida

Vale de Fergana, Usbequistão

A Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Usbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.

Verificação da correspondência
Cultura

Rovaniemi, Finlândia

Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

Bola de volta
Desporto

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O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o AFL Rules football só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.

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Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
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Realizadores de Westerns emblemáticos como John Ford imortalizaram aquele que é o maior território indígena dos E.U.A. Hoje, na Navajo Nation, os navajos também vivem na pele dos velhos inimigos.

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O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
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Um Delicioso Contra-Efeito Borboleta

Guadalupe tem a forma de uma mariposa. Basta uma volta por esta Antilha para perceber porque a população se rege pelo mote Pas Ni Problem e levanta o mínimo de ondas, apesar das muitas contrariedades.

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O Escritor que Não Resistiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.

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Poucas pessoas conhecem ou tiveram o privilégio de explorar a reserva natural de Moyo. Uma delas foi a princesa Diana que, em 1993, nela se refugiou da opressão mediática que a viria a vitimar.

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Os Novos Gaúchos da Patagónia

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O Presente Trovejante de Livingstone

O explorador procurava uma rota para o Índico quando nativos o conduziram a um salto do rio Zambeze. As quedas d'água que encontrou eram tão majestosas que decidiu baptizá-las em honra da sua raínha

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A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.

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A Miragem Invertida de Moçambique

A apenas 30km da costa leste africana, um erg improvável mas imponente desponta do mar translúcido. Bazaruto abriga paisagens e gentes que há muito vivem à parte. Quem desembarca nesta ilha arenosa exuberante depressa se vê numa tempestade de espanto.
Sombra vs Luz
Religião

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O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Em manobras
Sobre carris

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A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.

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Sociedade

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São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.

Gado
Vida Quotidiana

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Quando a Carne é Fraca

É conhecido o sabor inconfundível da carne argentina. Mas esta riqueza é mais vulnerável do que se imagina. A ameaça da febre aftosa, em particular, mantém as autoridades e os produtores sobre brasas.

Refeição destemida
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Radical 24h por dia
Voos Panorâmicos

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