Montezuma, Costa Rica

Um Recanto Abnegado da Costa Rica


Pura Vida em risco

Homem salta do cimo da queda d'àgua do rio Montezuma, a pouca distância do centro da povoação homónima.

Ohmmmmmmmmmm

Tabuleta indica um dos retiros de ioga instalados nesta pequena povoação perdida no litoral oeste da Costa Rica.

Pássaros grandes

Pelicanos repousam ao sol sobre uma árvore seca muito próxima da rebentação.

Leitura na Natureza

Veraneante lê numa das praias selvagens nas imediações de Montezuma, prestes a ser expulsa pela subida da praia-mar.

Selva vs Oceano

A floresta tropical extende-se até quase tocar no oceano Pacífico. Ou, dependendo da maré, o inverso.

Artocarpus incisa

Dois exemplares de fruta-pão, volumosos mas, mesmo assim, ainda dependurados de uma das muitas árvores de Montezuma.

Puro deleite

Duas amigas alemãs relaxam numa piscina natural formada entre as rochas de uma praia de Montezuma.

Fim do Castigo

Jovens de Montezuma percorrem uma estrada de terra batida, no regresso das aulas.

Sem dar nas vistas

Uma ave pernilonga camuflada quase na perfeição contra rochas da foz de um riacho, tenta caçar anfíbios.

Um Vislumbre Marinho

O azul do oceano Pacífico visto do interior da orla da selva que cobre a zona em que se instalou Montezuna e grande parte da península de Nicoya envolvente.

Um Camarão de Elite

Trabalhadores do porto de Puntarenas escolhem os melhores espécimes de entre um monte de camarões recém-pescados.

A partir dos anos 80, Montezuma acolheu uma comunidade cosmopolita de artistas, ecologistas, pós-hippies, de adeptos da natureza e do famoso deleite costariquenho. Os nativos chamam-lhe Montefuma.

Não temos bem a certeza das horas e, no término da doca, o ferry fumega. Corremos atrapalhados pela bagagem até que a nossa aflição inquieta alguns trabalhadores numa pausa descontraída. “Calma rapazes que se estendem ao comprido! O barco ainda tarda a sair. Respirem fundo. Têm tempo de lá chegar a andar.”

Cada vez mais doloroso, o esforço compele-nos a fazer fé nas suas palavras. Recuperamos o fôlego e aproveitamos para contemplar com olhos de ver a azáfama do porto que se estendia pela margem da pequena protuberância geográfica.

Barco após barco, pescadores desembaraçam as suas redes, grupos de outros escolhem espécimes aproveitáveis de entre grandes molhos avermelhados de camarões recém-capturados. Algumas centenas de metros para diante, submetemo-nos ao embarque.

Pouco depois de subirmos ao convés superior, o “Tambor III” zarpa para as águas azuladas do Golfo de Nicoya com destino à península homónima oposta, de longe a maior da Costa Rica com mais de 100 km de extensão.

Vários dos principais redutos balneares do país dos ticos situam-se no litoral desta saliência dependurada do noroeste do país que, até 1940, se mantinha coberta de selva. Grande parte deles são isolados pelo relevo da costa e têm acessos complicados, principalmente após chuvas intensas. Era o caso de Montezuma, uma das povoações balneares mais alternativas mas, ainda assim, mais procurada daquelas paragens.

Uma hora de navegação tranquila depois, o “Tambor III” completa as manobras de atracagem e abre as suas comportas sobre o cimento do porto de Paquera. Um batalhão de costariquenhos e forasteiros transborda de forma ordeira para um velho autocarro já à espera.

O veículo garrido faz a viagem pela face sul da península, com passagem pela baía que emprestou o nome ao ferry. Ao fim de algumas horas adicionais por estradas de terra mal batida chega, por fim, a Montezuma.

Tentamos contacto telefónico com as famílias que nada de nós sabiam há demasiados dias. Em vão.

Já de noite, instalamo-nos na Pensión Jenny, conhecida pelos seus preços misericordiosos. O guia-livro informa-nos, sem cerimónias, que vários outros hóspedes a tinham descrito como uma espelunca mas, devido a recentes remodelações, encontramo-la já condigna, sem que a conseguíssemos achar propriamente acolhedora.

Antes que os negócios da povoação fechassem, só temos tempo para comprar um jantar improvisado de melancia e iogurte que devoramos, exaustos, na varanda do pequeno quarto que nos calhara.

Até nos arrastarmos para a cama, ainda ficamos uma boa hora recostados nas cadeiras de praia, a escutar a combinação de sons que para sempre reteremos de Montezuma: o das ondas do oceano Pacífico a desfazerem-se no litoral selvagem; o dos jambés provindo das praias e o mais dramático de todos, o das comunicações excitadas dos macacos-uivadores que habitam a floresta tropical íngreme mais acima na encosta.

Despertamos rejuvenescidos mas abafados por um calor pouco surpreendente naqueles aposentos nada refrigerados. Espreitamos a praia mais próxima e acabamos por lá tomar o pequeno-almoço sobrevoados por esquadrões organizados de pelicanos que se coordenavam em frequentes mergulhos picados sobre os cardumes mais próximos do areal.

Da praia, caminhamos, sem pressas, até à queda d’àgua em que se precipitava o rio na origem do baptismo da aldeia. Não tardamos a encontrar a outra homenagem natural costariquenha ao imperador asteca que, salvo erros crassos nos registos históricos, nunca submeteu aquelas terras centro-americanas, como só mais tarde o império hispânico viria a fazer.

Quando chegamos, já a clareira imposta pela lagoa acolhe vários grupos internacionais de veraneantes apostados em viver a Pura Vida que os Ticos promovem com orgulho. 

Há um aroma inconfundível a marijuana no ar. A sua fonte volta a passar de mão em mão de cada vez que um dos descontraídos consumidores sai de água e se volta a instalar sobre as rochas. “Tu, outra vez ?” Refila um dos elementos mais controladores do clã. “Não tarda, ficas a dormir no fundo.” acrescenta no espanhol acelerado e bem mais suave que o original das redondezas, para risada geral. 

Mas nem todos os frequentadores estão em modo de descompressão. Um em particular, de meia-idade e em grande forma, precisa de adrenalina e de protagonismo. Vemo-lo trepar a escarpa afiada de que se precipita o rio. Quando chega ao cimo, olha em redor como que a confirmar a atenção da plateia e benze-se. Sem mais procedimentos ou demoras, lança-se, de pés, do penhasco assustador e penetra na água escura sem grande espalhafato. Quando vem à tona, recebe alguns aplausos recompensadores dos espectadores mais jovens. A manhã continua a fluir, como o caudal ali vertical do rio.

Fartamo-nos do ambiente fluvial. Estava na hora de explorarmos o litoral bravio que havia tornado Montezuma famosa. Fiéis ao plano, caminhamos toda a tarde por areias ora bem escuras ora cinzentas e entramos em enseadas suaves ou cobertas de lajes rochosas. Nesse período delicioso de descoberta, a maré encheu de forma dramática. Ainda vimos uma mulher em descanso balnear literário ser corrida do que restava do areal por uma onda mais forte. No regresso ao centro, constatamos com grande fascínio, como as vagas chegavam a entrar pela vegetação verdejante adentro e também causavam em iguanas e outros animais desprevenidos sobressaltos dignos de registo.

Por essa altura, o sol já não escaldava na pele como até então. Vinda dos seus retiros de ioga e reiki, passeios a cavalo, caminhadas de canopy e oficinas de artesanato, uma corrente de gente dos quatro cantos do Mundo invadia as praias maiores poupadas pelo oceano e inaugurava novos convívios ainda e sempre animados por jambés, maças e diábolos.

Passamos por duas banhistas alemãs, tatuadas de forma excêntrica mas nem por isso demasiado deselegante. À margem desta celebração peculiar da natureza e de cada um dos seres que as protagonizavam, estas amigas levavam a cabo a sua própria comunhão, entregues a uma conversa bem mais profunda que a piscina marinha deixada pela praia-mar em que permaneciam deitadas.

Estávamos a uns meros 10º a norte do equador. O sol não tardou a cair para o outro lado do Pacífico. Após duches de água que apenas o calor concentrado nos depósitos da Pensión Jenny tornara tépida, voltamos a sair para o centro irrisório da povoação.

Anos depois, continuava em falta um posto de correios. A única caixa ATM teimava na avaria recorrente que a amaldiçoara e não dispensava cólones, o dinheiro da Costa Rica denominado em honra do descobridor das Américas. Por sorte, o que preservávamos chegava para mais uns dias naquele retiro polémico mas abençoado.

Já sob as luzes fracas e difusas do mini-mercado de artesanias que entretanto se formara, inspeccionamos as mercadorias que sustentavam muitos dos veraneantes alternativos com que nos tínhamos cruzado durante o dia.

Pouco depois, rendemo-nos à fome e entregámo-nos a dois casados (refeições com arroz feijão-preto, banana frita, salada e tortillas) a sumos de tamarindo e, logo, a cervejas Ambar bem geladas.

A banda sonora dos macacos-uivadores e dos jambés não tardou a apoderar-se da noite.

Costa Rica

Um Fenómeno da Natureza

A Costa Rica tem uma das democracias mais antigas do mundo, abdicou de exército e quase não passou por ditaduras. Mas o que salta à vista é a forma incomum como preserva o seu meio-ambiente exuberante.

Ambergris Caye, Belize

O Recreio do Belize

Madonna cantou-a como La Isla Bonita e reforçou o mote. Hoje, nem os furacões nem as disputas políticas desencorajam os veraneantes VIPs e endinheirados de se divertirem neste refúgio tropical.

Lago Cocibolca, Nicarágua

Mar, Doce Mar

Os indígenas nicaraos tratavam o maior lago da América Central por Cocibolca. Na ilha vulcânica de Ometepe, percebemos porque o termo que os espanhóis converteram para Mar Dulce fazia todo o sentido.

Cahuita, Costa Rica

Costa Rica de Rastas

Em viagem pela América Central, exploramos um litoral costariquenho tão afro quanto caribenho. Em Cahuita, a Pura Vida inspira-se numa fé excêntrica em Jah e numa devoção alucinante pela cannabis.

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Suzdal, Rússia

1000 Anos de Rússia à Moda Antiga

Foi uma capital pródiga quando Moscovo não passava de um lugarejo rural. Pelo caminho, perdeu relevância política mas acumulou a maior concentração de igrejas, mosteiros e conventos do país dos czares. Hoje, sob as suas incontáveis cúpulas, Suzdal é tão ortodoxa quanto monumental.

Islas del Maiz, Nicarágua

Puro Caribe

Cenários tropicais perfeitos e a vida genuína dos habitantes são os únicos luxos disponíveis nas também chamadas Corn Islands, um arquipélago perdido nos confins centro-americanos do Mar das Caraíbas.

Lenha à Pressa
Arquitectura & Design
Ketchikan, Alasca

Aqui Começa o Alasca

A realidade passa despercebida a boa parte do mundo, mas existem dois Alascas. Em termos urbanos, o estado é inaugurado no sul do seu oculto cabo de frigideira, uma faixa de terra separada dos restantes E.U.A. pelo litoral oeste do Canadá. Ketchikan, é a mais meridional das cidades alasquenses, a sua Capital da Chuva e a Capital Mundial do Salmão.
Aventura
Vulcões

Montanhas de Fogo

Rupturas mais ou menos proeminentes da crosta terrestre, os vulcões podem revelar-se tão exuberantes quanto caprichosos. Algumas das suas erupções são gentis, outras provam-se aniquiladoras.
Cerimónias e Festividades
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Gentlemen Club & Steakhouse
Cidades

Las Vegas, E.U.A.

Onde o Pecado tem Sempre Perdão

Projectada do Deserto Mojave como uma miragem de néon, a capital norte-americana do jogo e do espectáculo é vivida como uma aposta no escuro. Exuberante e viciante, Vegas nem aprende nem se arrepende.

Ilha menor
Comida
Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.
Correria equina
Cultura
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No Cimo Raiano-Serrano de Portugal

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Desporto
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Ferry Nek Luong
Em Viagem

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Convívio masai
Étnico

Masai Mara, Quénia

Um Povo Entregue à Bicharada

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Filhos da Mãe-Arménia
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Recompensa Kukenam
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Uma Ilha no Tempo

Perduram no cimo do Mte. Roraima cenários extraterrestres que resistiram a milhões de anos de erosão. Conan Doyle criou, em "O Mundo Perdido", uma ficção inspirada no lugar mas nunca o chegou a pisar.

Foz incandescente
Património Mundial Unesco

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São 5 os vulcões que fazem a Big Island aumentar de dia para dia. O Kilauea, o mais activo à face da Terra, liberta lava em permanência. Apesar disso, vivemos uma espécie de epopeia para a vislumbrar.

Lenha
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Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Desembarque Tardio
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Rumo ao vale
Religião
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Assento do sono
Sobre carris

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