Masai Mara, Quénia

Um Povo Entregue à Bicharada


Convívio masai

Francis, o jovem chefe da aldeia de Mkama e amigos, conversam afavelmente.

Repouso real

Jovem leão descansa sobre uma pequena termiteira com vegetação no topo.

Perigo de Morte

Aviso decorativo e orgânico alerta para o perigo de aproximação às margens do rio Mara sem guias qualificados.

Reciprocidade listada

Zebras coçam-se mutuamente sobre a savana de Masai Mara.

Pastorícia audaz

Masai conduz uma manada de vacas em território sondado por vários dos predadores de Masai Mara.

Fúria felina

Jovem leão exibe o seu desagrado pela aproximação não autorizada de um outro.

Abetarda-gigante

Um espécime da ave voadora mais pesada de África assume uma estranha pose gráfica subsumida na erva alta da savana.

À fogueira, dentro de casa

Chefe da aldeia masai de Mkama, Francis Ole Timan observa uma das suas várias esposas a preparar chá sobre uma fogueira no interior da sua cabana.

Corrida nas alturas

Girafas avançam em manada para um charco no sopé de uma encosta ressequida.

Guardiães do rio

Babuínos à entrada de uma das pontes que cruzam o rio Mara.

Dança Masai

Jovens masai levam a cabo uma dança de boas-vindas à entrada da aldeia de Mkama.

A savana de Mara tornou-se famosa pelo confronto entre os milhões de herbívoros e os seus predadores. Mas, numa comunhão temerária com a vida selvagem, são os humanos Masai que ali mais se destacam.

Quase trezentos quilómetros e sete horas depois de deixarmos Nairobi, chegamos ao portal de Sekenani, uma de várias entradas do Masai Mara. John Mulei deixa o jipe e leva os papéis para verificação dos rangers. Nós também saímos para desentorpecer as pernas e somos vítimas do primeiro ataque a que assistimos em Mara. Um bando de mulheres masai cerca-nos e tenta impingir-nos jóias e artefactos.

“Olhe aqui, olhe aqui! Muito bonitas, para a sua senhora!” atiram com óbvia mestria em marketing tribal, razão porque, assim que podem, puxam pelo truque do romance e do cavalheirismo. “E que tal isto?” Indagam como solução de recurso, ao exibirem rungus, os bastões de madeira maciços que os guerreiros das suas tribos também usam.

Não tínhamos sequer aterrado da viagem. Stressarmo-nos com compras era a última coisa que desejávamos. Confrontadas com esta óbvia relutância, as vendedoras reparam nas nossas máquinas fotográficas e passam a vender as suas imagens. “Tirem-nos fotos. São só cinco dólares!”.  

Por esta altura, já sabíamos de cor e salteado que registar qualquer imagem não furtiva dos Masai sem pagar era impossível. Foi-nos bem mais difícil resistir ao exotismo das suas figuras esguias, das cabeças rapadas, dos trajes garridos e da panóplia de jóias que as enfeitam. Mas tínhamos acabado de entrar no seu domínio. Estávamos certos que outras oportunidades apareceriam.

John volta ao jipe. As mulheres enfiam as mãos pelas janelas e batem nos vidros. Mais que habituado àquela pressão, o guia manda-lhes uma boca qualquer no dialecto masai que – à parte do seu nativo kamba, do swahili, do inglês e de outras línguas daquelas partes de África – também aprendeu a usar. Em seguida, parte em direcção ao lodge.

Almoçamos atrasados e à pressa. Só após nos instalamos na tenda requintada e acolhedora mas algo distante que nos calhara. “Mais um pouco e ficávamos na Tanzânia” atiramos na brincadeira a dois empregados que nos vêem chegar ao aposento. “Se lá chegassem vivos!” responde um deles, bem disposto, a apontar para a cerca electrificada que impedia os animais de frequentarem o hotel.

De novo de saída, cruzamo-nos com um casal de dik-diks, amostras fugidias de antílopes que mal conseguíamos perceber na penumbra da vegetação densa. Seriam os primeiros de muitos espécimes que entretanto viríamos a avistar.

Nuvens escuras como breu cobrem o céu e levanta-se um vento que augura tempestade. Num ápice, começa a cair a única chuva que, em mais de três semanas no término da época seca sentimos irrigar o Quénia e a Tanzânia. De acordo, apesar de ainda distantes, nas terras mais baixas e meridionais do contíguo Serengetti, os gnus já tinham iniciado a sua migração anual para o Masai Mara. Sem o esperarmos, apenas uns dias depois, cruzámo-nos com as suas manadas hiperbólicas, poeirentas e atarantadas.

Conscientes de que a meteorologia mudava, os leões ansiavam pela captura dos bois-cavalos, mais fácil e garantida que a das outras espécies que predam. Por sua vez, os visitantes do Masai Mara ansiavam por localizar grupos de leões.

John tenta-o à sua maneira e mete-se a descer uma vertente por rodados quase imperceptíveis devido ao crescimento abrupto da vegetação. Subitamente detemo-nos. O guia perscruta o prado em redor. “Ora, parece que os achámos”, diz-nos com calma inusitada. Olhem aqui mesmo ao nosso lado.” Um casal dormitava subsumido na erva alta. Pouco depois, o macho levanta-se e muda-se para o cimo de um montículo de termiteira. Dali, contempla manadas de búfalos, de girafas e de elefantes nas imediações, presas que a dupla não tem o poder de derrotar.

A luz não tarda a desvanecer-se. Os visitantes recolhem aos lodges e os predadores entregam-se às suas caçadas nocturnas.

Despertamos ao nascer do sol, devoramos o pequeno-almoço e partimos em direcção a Mkama, uma das várias aldeias Masai em redor da reserva de Masai Mara.

Somos recebidos por Francis Ole Timan – o seu jovem chefe – com um discurso eloquente em inglês. A essa hora da manhã, anciãos agrupavam as vacas da aldeia – a sua riqueza obsessiva – para as conduzirem aos pastos. Acompanhamo-los por algumas centenas de metros entre os animais. No regresso ao núcleo vedado, Francis convida-nos para um chá no interior escuro e espartano de uma palhota, feita de tojo e de fezes secas de vaca. Sentamo-nos na sua companhia, de uma das suas oito esposas e de dois bebés. Francis ignora o choro de uma das crianças e explica-nos o mais que pode do dia-a-dia naquelas cabanas construídas apenas pelas mulheres da aldeia. Terminado o chá masala, retornamos ao exterior. 

O chefe e os outros jovens agrupam-se e prendam-nos com uma dança masai de boas-vindas. Lado a lado, William, Moses, Ole Reya, Oloshurua, Moseka, Mancha, Luka e Francis inauguram um fascinante cântico gutural. Embalados pela canção que se segue, sozinhos ou em pares, destacam-se à vez do alinhamento e levam a cabo uma longa sequência de impressionantes saltos. 

Terminada a exibição, perguntamos-lhes qual deles saltava mais alto. “Ah, isso é sempre o Mancha”, confessam-nos quase em coro. Analisamos o rapaz com mais atenção e reparamos no seu calçado singular. “Uhmm, vocês usam todos sandálias masai (com solas de pneu), o Mancha é o único a usar crocs. Isso não vos deixa desconfiados?“ provocamo-los. Francis e William, que dominavam melhor o inglês, percebem a intriga e transmitem-na aos amigos. O repto gera uma gargalhada comunal de que todos desfrutamos.

Ainda damos a volta ao pequeno mercado artesanal da aldeia, incontornável fonte adicional de receita dos sempre mercantilistas masai. Logo após, despedimo-nos e retomamos a exploração do Mara em redor.

Pelo caminho, caravanas de girafas dirigem-se a um pequeno charco e fazem a sua excêntrica ginástica para sorverem água. Impalas, gazelas e enormes elandes surgem disseminados na vastidão verdejante também vasculhada por galinholas e avestruzes vorazes.

No imediato e à distância, inúmeras zebras e um ou outro gnu tresmalhado salpicam a vasta savana até à linha do horizonte que, com o fim da tarde, se volta a avermelhar e gera silhuetas graciosas das acácias espaçadas e de alguns animais mais volumosos.

Detemo-nos para admirar uma chita que dormita, indiferente à nossa presença. Alguns quilómetros para diante, dois pastores masai conduzem uma enorme manada de vacas embrulhados nos seus panos vermelhos e a empunharem lanças, bem atentos à ameaça dos predadores, isto apesar de os masai conseguirem roubar presas recém-capturadas a grupos esfomeados de leões apenas com tranquilas incursões pedestres.

Ainda antes da alvorada seguinte, inaugurámos a longa viagem para o Serengetti. Atravessámos grande parte do Mara e deslumbrámo-nos com a beleza dos cenários africanos por que fomos passando, sempre atentos à fauna profusa. Observamos bandos enormes de fuinhas moverem-se como tormentas rasteiras, hienas a emboscarem antílopes-d’água e abetardas-gigantes – as aves voadoras mais pesadas de África – em estranhas poses vectoriais.

Pouco depois, ascendemos à colina de Loldopai e contemplamos a paisagem repleta das manchas formadas pela vegetação e pela sombra das nuvens, designada pelo termo masai “mara” que inspirou o nome da região.

Quando chegamos ao rio homónimo, um bando de leões patrulha o miradouro em que a estrada desemboca, pelo que não podemos sair para apreciar as vistas. Em compensação, o meandro em frente é disputado por dezenas de hipopótamos irascíveis. E antes de cruzarmos a ponte sobre o Mara ainda nos deparamos com um bando de babuínos rufias.  Depois os afugentarmos, registamos a saída da reserva e prosseguimos em direcção ao Serengetti.

PN Gorongosa, Moçambique

O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.

PN Hwange, Zimbabwé

O Legado do Saudoso Leão Cecil

No dia 1 de Julho de 2015, Walter Palmer, um dentista e caçador de trofeus do Minnesota matou Cecil, o leão mais famoso do Zimbabué. O abate gerou uma onda viral de indignação. Como constatamos no PN Hwange, quase dois anos volvidos, os descendentes de Cecil prosperam.

Miranda, Brasil

Maria dos Jacarés: o Pantanal abriga criaturas assim

Eurides Fátima de Barros nasceu no interior da região de Miranda. Há 38 anos, instalou-se e a um pequeno negócio à beira da BR262 que atravessa o Pantanal e ganhou afinidade com os jacarés que viviam à sua porta. Desgostosa por, em tempos, as criaturas ali serem abatidas, passou a tomar conta delas. Hoje conhecida por Maria dos Jacarés, deu nome de jogador ou treinador de futebol a cada um dos bichos. Também garante que reconhecem os seus chamamentos.

Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.

PN Manyara, Tanzânia

Na África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.

PN Amboseli, Quénia

Uma Dádiva do Kilimanjaro

O primeiro europeu a aventurar-se nestas paragens masai ficou estupefacto com o que encontrou. E ainda hoje grandes manadas de elefantes e de outros herbívoros vagueiam ao sabor do pasto irrigado pela neve da maior montanha africana.

Esteros del Iberá, Argentina

O Pantanal das Pampas

No mapa mundo, para sul do famoso pantanal brasileiro, surge uma região alagada pouco conhecida mas quase tão vasta e rica em biodiversidade. A expressão guarani Y berá define-a como “águas brilhantes”. O adjectivo ajusta-se a mais que à sua forte luminância.

PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.

Savuti, Botswana

O Domínio dos Leões Comedores de Elefantes

Um retalho do deserto do Kalahari seca ou é irrigado consoante caprichos tectónicos da região. No Savuti, os leões habituaram-se a depender deles próprios e predam os maiores animais da savana.

Delta do Okavango, Botswana

Nem Todos os Rios Chegam ao Mar

Terceiro rio mais longo do sul de África, o Okavango nasce no planalto angolano do Bié e percorre 1600km para sudeste. Perde-se no deserto do Kalahari onde irriga um pantanal deslumbrante repleto de vida selvagem.

PN Chobe, Botswana

Um Rio na Fronteira da Vida com a Morte

O Chobe marca a divisão entre o Botswana e três dos países vizinhos, a Zâmbia, o Zimbabwé e a Namíbia. Mas o seu leito caprichoso tem uma função bem mais crucial que esta delimitação política.

A pequena-grande Senglea
Arquitectura & Design

Senglea, Malta

A Cidade com Mais Malta

No virar do século XX, Senglea acolhia 8.000 habitantes em 0.2 km2, um recorde europeu, hoje, tem “apenas” 3.000 cristãos bairristas. É a mais diminuta, sobrelotada e genuína das urbes maltesas.

Alturas Tibetanas
Aventura

Mal de Altitude: não é mau. É péssimo!

Em viagem, acontece vermo-nos confrontados com a falta de tempo para explorar um lugar tão imperdível como elevado. Ditam a medicina e as experiências prévias com o Mal de Altitude que não devemos arriscar subir à pressa.
A Crucificação em Helsínquia
Cerimónias e Festividades

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Uma Via Crucis Frígido-Erudita

Chegada a Semana Santa, Helsínquia exibe a sua crença. Apesar do frio de congelar, actores pouco vestidos protagonizam uma re-encenação sofisticada da Via Crucis por ruas repletas de espectadores.

Cortejo garrido
Cidades

Suzdal, Rússia

1000 Anos de Rússia à Moda Antiga

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Vendedores de Tsukiji
Comida

Tóquio, Japão

No Reino do Sashimi

Num ano apenas, cada japonês come mais que o seu peso em peixe e marisco. Uma parte considerável é processada e vendida por 65 mil habitantes de Tóquio no maior mercado piscícola do mundo.

Mar-de-Parra
Cultura

Mendoza, Argentina

A Eno-Província Argentina

Os missionários espanhóis perceberam, no século XVI, que a zona estava talhada para a produção do “sangue de Cristo”. Hoje, Mendoza está no centro da maior região vinícola da América Latina.

Recta Final
Desporto

Inari, Lapónia, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

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As Cores da Ilha Elefante
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Na Península de Iucatão, a história do segundo maior povo indígena mexicano confunde-se com o seu dia-a-dia e funde-se com a modernidade. Em Cobá, passámos do cimo de uma das suas pirâmides milenares para o coração de uma povoação dos nossos tempos.

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Luz Natural (Parte 1)

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O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Celebração Nahuatl
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Com mais de 20 milhões de habitantes numa vasta área metropolitana, esta megalópole marca, a partir do seu cerne de zócalo, o pulsar espiritual de uma nação desde sempre vulnerável e dramática.

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Por um mero capricho vulcânico, o mais jovem retalho açoriano projecta-se no apogeu de rocha e lava do território português. A ilha do Pico abriga a sua montanha mais elevada e aguçada. Mas não só. É um testemunho da resiliência e do engenho dos açorianos que domaram esta deslumbrante ilha e o oceano em redor.
Verificação da correspondência
Inverno Branco

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Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

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Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

Glaciar Meares
Natureza

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Alasca Colossal

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Filhos da Mãe-Arménia
Outono
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Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Vista de Selkirk
Parques Naturais

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Na Pele do Verdadeiro Robinson Crusoe

A principal ilha do arquipélago Juan Fernández foi abrigo de piratas e tesouros. A sua história fez-se de aventuras como a de Alexander Selkirk, o marinheiro abandonado que inspirou o romance de Dafoe

Cidade dourada
Património Mundial UNESCO

Jerusalém, Israel

Mais Perto de Deus

Três mil anos de uma história tão mística quanto atribulada ganham vida em Jerusalém. Venerada por cristãos, judeus e muçulmanos, esta cidade irradia controvérsias mas atrai crentes de todo o Mundo.

Personagens
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Tambores e tatoos
Praias

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Taiti Para lá do Clichê

As vizinhas Bora Bora e Maupiti têm cenários superiores mas o Taiti é há muito conotado com paraíso e há mais vida na maior e mais populosa ilha da Polinésia Francesa, o seu milenar coração cultural.

Portal para uma ilha sagrada
Religião

Miyajima, Japão

Xintoísmo e Budismo ao Sabor das Marés

Quem visita a ilha de Itsukushima admira um dos três cenários mais reverenciados do Japão. Ali, a religiosidade nipónica confunde-se com a Natureza e renova-se com o fluir do Mar interior de Seto.

À pendura
Sobre carris

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Uma Vida aos Altos e Baixos

Um acidente macabro com uma carroça inspirou a saga dos cable cars de São Francisco. Hoje, estas relíquias funcionam como uma operação de charme da cidade do nevoeiro mas também têm os seus riscos.

Sphynx
Sociedade

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Ronronares Descartáveis

Tóquio é a maior das metrópoles mas, nos seus apartamentos exíguos, não há lugar para mascotes. Empresários nipónicos detectaram a lacuna e lançaram "gatis" em que os afectos felinos se pagam à hora.

Fim da Viagem
Vida Quotidiana

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Vida à Moda do Alasca

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Vida Selvagem
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O Melodrama Balnear da Reunião

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