Costa Rica

Um Fenómeno da Natureza


O louro da selva

Macaco-capuchinho empoleirado numa árvore do PN Manuel António.

Floresta elevada

Ave de rapina sobrevoa a floresta com a silhueta do vulcão Arenal à distância.

Passos pioneiros

Primeiras pegadas do dia numa praia caribenha de Cahuita.

Caminho tropical

Amigos fotografam-se num trilho abafado do PN Manuel António.

Irazú

A cratera repleta de água do vulcão Irazú, um de vários vulcões da Costa Rica.

Profusão de trilhos

Placa indica uma multiplicidade de trilhos do PN Manuel António.

Pequeno convívio a bordo

Amigos partilham uma embarcação em Punta Arenas, à entrada da Península de Nicoya.

Natureza-bruta

Árvore tão portentosa como espinhosa, parte da floresta tropical de Montezuma.

Repouso tatuado

Forasteiro contempla um dos cenários litorais do PN Manuel António encostado a um tronco de coqueiro.

Hora Coca-cola

Camião da Coca-cola estaciona para fornecer pequenos estabelecimentos perdidos na floresta de Santa Helena. 

Névoas e Fumos

Nevoeiro e névoa tóxica envolve a cratera do vulcão Poiás.

A Costa Rica tem uma das democracias mais antigas do mundo, abdicou de exército e quase não passou por ditaduras. Mas o que salta à vista é a forma incomum como preserva o seu meio-ambiente exuberante.

A expressão nacional costarriquenha é usada por tudo e por nada e, com frequência, como resposta a perguntas como um simples “que tal?” ou “como vão as coisas?”. A famosa “Pura Vida!” é proferida vezes sem conta com espontaneidade e exuberância, tal e qual brota a vegetação tropical densa e viçosa do país. Várias foram as razões que concorreram para a sua instituição e renovação popular. Apesar de inevitáveis obstáculos e dificuldades das vidas dos ticos – como foram alcunhados os nativos – a maior parte acaba por ganhar consciência de que vive num lugar abençoado.

Encaixada no istmo da América Central, a nação é banhada por dois oceanos e sulcada por um eixo longitudinal formado por diversas cordilheiras. Mesmo numa área cerca de dez vezes inferior à da Península Ibérica, acolhe uma manta de retalhos de micro-climas que geram e sustentam uma das biodiversidades mais incríveis à face da Terra. Foi o principal motivo porque resolvemos deixar mais cedo, para sul, a vizinha Nicarágua.

Desde os primeiros dias de exploração, tudo correu pelo melhor numa romagem extenuante aguentada com recurso às proteínas do acompanhamento gastronómico favorito da zona, o gallo pinto, que coloca lado a lado ovo mexido ou omelete com arroz e feijão. Devorámo-lo dia após dia, por si só ou enriquecido com mais proteínas e tostones, as deliciosas “moedas” de banana bem doce, frita ou assada.

Vindos do litoral rude de Montezuma que o oceano Pacífico toma de assalto a cada maré cheia e jovens alternativos de todas as partes do planeta colonizam, apanhámos o ferry para cruzarmos o Golfo de Nicoya de volta a Punta Arenas e um autocarro até Quepos, apenas a sete quilómetros do PN Manuel António, um dos mais conceituados do país.

Com cuidado para evitarmos o gasto excessivo de colónes (moeda da Costa Rica que homenageia Cristovão Colombo), alojámo-nos nesta povoação de pousadas humildes e acessíveis. De lá, partimos, após cada despertar madrugador, para o domínio verdejante, requintado e protegido do parque.

Numa dessas manhãs, instalámo-nos no autocarro ainda antes da hora de partida e em processo de lotação. O motorista lembrou-se de que tinha que resolver algo antes de dar início à viagem e perguntou quem queria sair. Só uns poucos deixaram o veículo. Qual não foi o nosso espanto quando o condutor o fechou por fora e demorou uns bons vinte minutos a voltar.

Após o seu regresso, nós e mais alguns jovens viajantes europeus desancámo-lo por tratar os passageiros como galináceos. De tal maneira que o homem do volante se envergonhou e se fez perdoar o melhor que pôde: “Desculpem-me. Não pensei estar a ser assim tão indelicado. Isto acontece uma vez por outra e ninguém cá da terra se indigna. Mas têm razão. Não foi justo deixar-vos fechados tanto tempo.”

Já a caminho, enquanto admirávamos os cenários luxuriantes tanto da montanha como do litoral no seu sopé, aproveitámos para reflectir sobre o porquê dos passageiros de Quepos se sujeitarem àquela frequente clausura. Em debate com um outro viajante austríaco chegámos à conclusão que, mais ricos ou mais pobres, a maioria dos costarriquenhos pareciam estar demasiado bem com as suas vidas para se stressarem com tais incidentes.

O trajecto foi interrompido e atrasado por uma intervenção das autoridades numa floresta que começava a engolir a estrada asfaltada. Deu-nos tempo adicional que usámos para espreitar num guia escrito a história da nação e compreender a sua surpreendente paz de alma.

Após três décadas de lutas de poder entre famílias da elite produtora de café, as primeiras eleições quase-democráticas tiveram lugar em 1889 com a população pobre ou rica a poder votar, com excepção para as mulheres e os trabalhadores negros. Desde então, numa zona do mundo de que dispuseram ditadores sem conta, alguns tão notórios e maquiavélicos como Noriega ou Somoza, salvo desvios insignificantes, a democracia aperfeiçoou-se e tornou-se uma imagem de marca da Costa Rica. De tal maneira, que o regime do país faz parte dos vinte e dois mais antigos e consolidados do globo.

A própria dispensa de forças militares que dela decorreu permitiu à nação tica investir mais na educação e saúde da população. Em conjunto com os sucessivos bons desempenhos económicos, concedeu ao governo o raro luxo centro-americano de preservar os ecossistemas únicos do seu território e deles lucrar atraindo, ano após ano, milhares de forasteiros apaixonados pela Natureza.

No PN Manuel António, partilhámos com alguns deles praias deslumbrantes escondidas por florestas com orlas aqui e ali íngremes. Caminhámos quilómetros a fio por trilhos húmidos e lamacentos que desembocavam em pontas de terra rochosas e dramáticas com vista sobre manguezais ou ilhotas perdidas no oceano Pacífico.

Com apenas 1625 hectares, o PN Manuel António é o segundo mais exíguo de toda a Costa Rica, onde uns impressionantes 30% do território – a maior percentagem do mundo – são protegidos pelo governo de uma maneira ou outra e cerca de 12% é considerada parque nacional, reserva biológica ou reserva indígena. A Costa Rica abriga, aliás, vinte e uma destas últimas reservas humanas pouco expostas aos visitantes estrangeiros e em que vivem cerca de 25.000 nativos de oito grupos étnicos distintos, com níveis de aculturação e integração na sociedade latina dominante bastante díspares.

A consequência mais valiosa desta política de preservação está em que, malgrado a sua área diminuta e o número crescente de visitantes, a Costa Rica mantém a fauna mais diversificada de qualquer país, se for tido em conta o rácio área/número de espécies.

Em Manuel António, enquanto nos desfazíamos em água a caminhar que nem loucos na selva abafada, avistámos com facilidade diversas espécies de macacos e lagartos, preguiças, coatis, iguanas e guaxinins entre tantos outros.

Alguns dias depois, nas florestas protegidas e irrigadas a bátegas de Monteverde e Santa Helena, no sopé do vulcão Arenal, a fauna e a flora confirmaram-se tão ou mais esplendorosas. Mas em parte alguma se provou tão exuberante como na Península de Osa e no seu PN Corcovado que os visitantes percorrem a alternar entre a selva densa e a praia selvagem, sobrevoados por bandos garridos e estridentes de papagaios e araras. Enquanto o explorávamos, chegámos a vislumbrar o ataque furtivo de um jaguar a um bando de javalis. Foi nessa ocasião que passámos a acreditar no aviso escrito aos trekkers que resolviam fazer-se aos trilhos sem guia de que estariam por sua conta e à mercê dos caprichos daqueles predadores malhados.

Tínhamos o tempo contado. Era escasso para a quantidade de outros cenários naturais imperdíveis que a Costa Rica abrigava, das terras altas de Talamanca aos pântanos, selvas e praias de areia ora branca ora negra do seu litoral atlântico. Ainda nos mudámos por alguns dias para estas paragens caribenhas e constatámos como a “Pura Vida” da nação ali se enrola e desenrola num relaxado ritmo reggae.

No percurso de volta à capital San José, espreitámos o vulcão Irazú, num autocarro que o condutor fez questão de animar com sucessos chorosos da América Central a altos berros: “Lágrima por lágrima lo pagarás, todo lo que hiciste a mi corazón. Lo pagarás, recordando!” lastimava-se o vocalista de forma insistente, a infernizar-nos as cabeças até ao momento em que, a quase 3500 metros de altitude, a visão excêntrica da cratera do Irazú inundada de um lago verde nos permitiu esquecer temporariamente a lengalenga.

Quando entrámos em San José, a capital estava em reboliço. Uma das equipas de futebol mais famosas tinha acabado de se sagrar campeã nacional e a cidade havia sido tomada de assalto por ticos eufóricos e buzinadores. San José provou-se o centro habitacional e de negócios de influência norte-americana contrastante com o resto verdejante do país com que já contávamos. Só nos reteve por uma tarde.

PN Gorongosa, Moçambique

O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.
Miranda, Brasil

Maria dos Jacarés: o Pantanal abriga criaturas assim

Eurides Fátima de Barros nasceu no interior da região de Miranda. Há 38 anos, instalou-se e a um pequeno negócio à beira da BR262 que atravessa o Pantanal e ganhou afinidade com os jacarés que viviam à sua porta. Desgostosa por, em tempos, as criaturas ali serem abatidas, passou a tomar conta delas. Hoje conhecida por Maria dos Jacarés, deu nome de jogador ou treinador de futebol a cada um dos bichos. Também garante que reconhecem os seus chamamentos.

Ilha Moyo, Indonésia

Uma Ilha Só Para Alguns

Poucas pessoas conhecem ou tiveram o privilégio de explorar a reserva natural de Moyo. Uma delas foi a princesa Diana que, em 1993, nela se refugiou da opressão mediática que a viria a vitimar.

Montezuma, Costa Rica

Um Recanto Abnegado da Costa Rica

A partir dos anos 80, Montezuma acolheu uma comunidade cosmopolita de artistas, ecologistas, pós-hippies, de adeptos da natureza e do famoso deleite costariquenho. Os nativos chamam-lhe Montefuma.

Lago Cocibolca, Nicarágua

Mar, Doce Mar

Os indígenas nicaraos tratavam o maior lago da América Central por Cocibolca. Na ilha vulcânica de Ometepe, percebemos porque o termo que os espanhóis converteram para Mar Dulce fazia todo o sentido.

Cahuita, Costa Rica

Costa Rica de Rastas

Em viagem pela América Central, exploramos um litoral costariquenho tão afro quanto caribenho. Em Cahuita, a Pura Vida inspira-se numa fé excêntrica em Jah e numa devoção alucinante pela cannabis.

PN Henri Pittier, Venezuela

Entre o Mar das Caraíbas e a Cordilheira da Costa

Em 1917, o botânico Henri Pittier afeiçoou-se à selva das montanhas marítimas da Venezuela. Os visitantes do parque nacional que este suíço ali criou são, hoje, mais do que alguma vez desejou

Islas del Maiz, Nicarágua

Puro Caribe

Cenários tropicais perfeitos e a vida genuína dos habitantes são os únicos luxos disponíveis nas também chamadas Corn Islands, um arquipélago perdido nos confins centro-americanos do Mar das Caraíbas.

Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Gentlemen Club & Steakhouse
Arquitectura & Design

Las Vegas, E.U.A.

Onde o Pecado tem Sempre Perdão

Projectada do Deserto Mojave como uma miragem de néon, a capital norte-americana do jogo e do espectáculo é vivida como uma aposta no escuro. Exuberante e viciante, Vegas nem aprende nem se arrepende.

Lagoas fumarentas
Aventura

Tongariro, Nova Zelândia

Os Vulcões de Todas as Discórdias

No final do século XIX, um chefe indígena cedeu os vulcões de Tongariro à coroa britânica. Hoje, parte significativa do povo maori continua a reclamar aos colonos europeus as suas montanhas de fogo.

Cena natalícia, Shillong, Meghalaya, Índia
Cerimónias e Festividades
Shillong, India

Selfiestão de Natal num Baluarte Cristão da Índia

Chega Dezembro. Com uma população em larga medida cristã, o estado de Meghalaya sincroniza a sua Natividade com a do Ocidente e destoa do sobrelotado subcontinente hindu e muçulmano. Shillong, a capital, resplandece de fé, felicidade, jingle bells e iluminações garridas. Para deslumbre dos veraneantes indianos de outras partes e credos.
MAL(E)divas
Cidades
Malé, Maldivas

As Maldivas a Sério

Contemplada do ar, Malé, a capital das Maldivas, pouco mais parece que uma amostra de ilha atafulhada. Quem a visita, não encontra coqueiros deitados, praias de sonho, SPAs ou piscinas infinitas. Deslumbra-se com o dia-a-dia maldivano  genuíno que as brochuras turísticas omitem.
Orgulho
Comida

Vale de Fergana, Usbequistão

A Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Usbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.

Cultura
Competições

Uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Seja pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, os confrontos dão sentido à vida. Surgem sob a forma de modalidades sem conta, umas mais excêntricas que outras.
Recta Final
Desporto

Inari, Lapónia, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final Kings Cup, confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.

Casario sofisticado de Tóquio, onde o Couchsurfing e os seus anfitriões abundam.
Em Viagem
Couchsurfing (Parte 1)

Mi Casa, Su Casa

Em 2003, uma nova comunidade online globalizou um antigo cenário de hospitalidade, convívio e de interesses. Hoje, o Couchsurfing acolhe milhões de viajantes, mas não deve ser praticado de ânimo leve.
Maksim
Étnico

Inari, Finlândia

Os Guardiães da Europa Boreal

Durante muito tempo discriminado pelos colonos escandinavos, finlandeses e russos, o povo Sami recupera o orgulho e autonomia. A 6 de Fevereiro, esta etnia indígena comemora a sua nacionalidade.

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
T4 à moda do Namibe
História

Kolmanskop, Namíbia

Gerada pelos Diamantes do Namibe, Abandonada às suas Areias

Foi a descoberta de um campo diamantífero farto, em 1908, que originou a fundação e a opulência surreal de Kolmanskop. Menos de 50 anos depois, as pedras preciosas esgotaram-se. Os habitantes deixaram a povoação ao deserto.

Aulas de surf
Ilhas

Waikiki, Havai

A Invasão Nipónica do Havai

Décadas após o ataque a Pearl Harbour e da capitulação na 2ª Guerra Mundial, os japoneses voltaram ao Havai armados com milhões de dólares. Waikiki, o seu alvo predilecto, faz questão de se render.

Praia Islandesa
Inverno Branco

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Silhueta e poema
Literatura

Goiás Velho, Brasil

Uma Escritora à Margem do Mundo

Nascida em Goiás, Ana Lins Bretas passou a maior parte da vida longe da família castradora e da cidade. Regressada às origens, continuou a retratar a mentalidade preconceituosa do interior brasileiro

Jipe cruza Damaraland, Namíbia
Natureza
Damaraland, Namíbia

Namíbia On the Rocks

Centenas de quilómetros para norte de Swakopmund, muitos mais das dunas emblemáticas de Sossuvlei, Damaraland acolhe desertos entrecortados por colinas de rochas avermelhadas, a maior montanha e a arte rupestre decana da jovem nação. Os colonos sul-africanos baptizaram esta região em função dos Damara, uma das etnias da Namíbia. Só estes e outros habitantes comprovam que fica na Terra.
Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Abastecimento
Parques Naturais

PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.

Pesca Preciosa
Património Mundial UNESCO

Colónia del Sacramento, Uruguai

Um Vaivém Colonial

A fundação de Colónia del Sacramento pelos portugueses gerou conflitos recorrentes com os rivais hispânicos. Até 1828, esta praça fortificada, hoje sedativa, mudou de lado vezes sem conta.

Sósias dos irmãos Earp e amigo Doc Holliday em Tombstone, Estados Unidos da América
Personagens
Tombstone, E.U.A.

Tombstone: a Cidade Demasiado Dura para Morrer

Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.
Mme Moline popinée
Praias

Lifou, Ilhas Lealdade

A Maior das Lealdades

Lifou é a ilha do meio das três que formam o arquipélago semi-francófono ao largo da Nova Caledónia. Dentro de algum tempo, os nativos kanak decidirão se querem o seu paraíso independente da longínqua metrópole.

Kremlin de Rostov Veliky, Rússia
Religião
Rostov Veliky, Rússia

Sob as Cúpulas da Alma Russa

É uma das mais antigas e importantes cidades medievais, fundada durante as origens ainda pagãs da nação dos czares. No fim do século XV, incorporada no Grande Ducado de Moscovo, tornou-se um centro imponente da religiosidade ortodoxa. Hoje, só o esplendor do kremlin moscovita suplanta o da cidadela da tranquila e pitoresca Rostov Veliky.
White Pass & Yukon Train
Sobre carris

Skagway, Alasca

Uma Variante da Corrida ao Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.

Cabana de Brando
Sociedade

Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.

Visitantes nas ruínas de Talisay, ilha de Negros, Filipinas
Vida Quotidiana
Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.
Homem em caique no Lago Saint Clair, Tasmânia, Austrália
Vida Selvagem
À Descoberta de Tassie, 2ª Parte, Tasmânia, Austrália

Tasmânia de Alto a Baixo

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito aussie mais rude ser. Tassie mantém-se envolta em mistério e misticismo numa espécie de traseiras dos antípodas. Neste artigo, narramos o percurso peculiar de Hobart, a capital instalada no sul improvável da ilha até à costa norte, a virada ao continente australiano.
Os sounds
Voos Panorâmicos

The Sounds, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o subdomíno retalhado entre Te Anau e o Mar da Tasmânia.