PN Tayrona, Colômbia

Quem Protege os Guardiães do Mundo?


À sombra da árvore

Blás, um indígena do grupo Tayrona mistura folhas de coca com pó de conchas num poporo, uma espécie cachimbo.

Pasto tropical

Cavalo pasta num prado verdejante perdido na vastidão da Serra Nevada de Santa Marta.

Picto-musgo

Um desenho escavado na rocha achado à entrada de Chayrama.

Degrau a degrau

Indígena kogi desce uma das várias escadarias que servem ainda Chayrama.

Orgulho indígena

Nativo de etnia Kogi repousa numa das cabanas do Pueblito, como é popularmente conhecida Chayrama, uma antiga povoação Tayrona abandonada que os indígenas recuperaram.

Chayrama

Plataforma cerimonial de Chayrama, uma povoação histórica Tayrona.

Palhotas Tayrona

Cabanas de estrutura "tayrona" dotam o cenário preservado de Chayrama.

Época do Maracujá

Agricultor mestiço carrega maracujás num trilho na proximidade de Chayrama.

Sierra Nevada

Vista das encostas baixas da Sierra Nevada de Santa Marta, a serra litoral que mais depressa se eleva a partir do litoral em todo o Mundo, do nível do mar aos 5700m dos Picos Cristobál Colón e Simón Bolivar.

A Trote

Morador cavalga por um trilho que liga El Pueblito à estrada nacional que atravessa o Parque Nacional Tayrona.

Caminhada na selva

Nativo tayrona percorre um caminho de selva em redor de Chayrama, para onde se desloca todos os dias para vender artefactos.

Os indígenas da Serra Nevada de Santa Marta acreditam que têm por missão salvar o Cosmos dos “Irmãos mais Novos”, que somos nós. Mas a verdadeira questão parece ser: "Quem os protege a eles?"

Admiramos, sobre o areal, a excentricidade geológica daquele cenário luxuriante. Enquanto nas nossas costas, as ondas se desfazem com uma suavidade caribenha, para diante, as montanhas cobertas de vegetação elevam-se abruptamente acima das nuvens. E apesar de a n&eacut

e;voa não nos permitir vislumbrar os seus picos derradeiros – Cristobal Cólon e Simón Bolívar – fascina-nos saber que, em menos de 42 km, a Sierra Nevada sobe do nível do mar para a altitude de 5.700 metros que justifica o seu baptismo. E mais ainda a consciê

ncia de que ali se situa o mundo sagrado da civilização Tayrona, hoje representado e defendido por 45.000 indivíduos pertencentes a três povos esotéricos: os Kogi, os Wiwa, os Arhuaco, e a um outro bastante mais integrado na realidade moderna da Colômbia, os Kancuamo.

Até ao início do século XVI, os Tayrona ocupavam toda aquela vasta zona tropical encaixada entre o litoral e os cumes. Cresciam em termos demográficos e prosperavam. Eram também mestres na arte de trabalhar o ouro e de criar objectos preciosos que usavam com fins espirituais. Para seu inesperado prejuízo, quando os espanhóis chegaram àquela parte do mundo, tanto o ouro como esses artefactos abundavam.

Em 1525, o conquistador Rodrigo de Bastidas tinha-se já apercebido das riquezas que podia subtrair aos nativos e, para facilitar o seu desvio, fundou a cidade de Santa Marta, à entrada da serra homónima.

A resistência dos indígenas revelou-se feroz mas, no fim do século XVI, a civilização Tayrona foi vencida e “empurrada” pelos invasores quase até às altitudes nevadas da cordilheira. Aí se refugiou dos ataques e das doenças dos europeus e protegeu, até hoje, o seu saber “cósmico”, assente num equilíbrio entre o potencial da mente e do espírito com as forças naturais.

Quando deixamos a praia, somos acossados pelo poder dessas mesmas forças. Estamos em plena época das chuvas do Caribe colombiano. E, sem qualquer aviso, nuvens escuras como breu apoderam-se do céu e soltam uma carga de água diluviana que reduz a visibilidade a quase nada. À falta de abrigos que nos protegessem, continuamos a caminhar pela selva, ensopados e entre escorregadelas e tropeções nas raízes salientes das árvores e do mato. 

Tão depressa como havia chegado, a tempestade esgota-se e as nuvens abrem-se para um sol escaldante que nos seca em três tempos. Reaquecidos, continuamos a subir em direcção a Chairama, uma das maiores povoações tayrona por altura da chegada dos espanhóis – com mais de 250 terraços erguidos sobre a selva e uma população de 3000 nativos – a que os colonos se habituaram a chamar de El Pueblito.

A proximidade da costa e a vulnerabilidade aos ataques espanhóis, ditou a retirada precoce da população de Chairama e o abandono às pilhagens e à natureza que só foi travada recentemente pelo apaziguar da situação politico-militar nesta zona da Colômbia e porque o governo começou finalmente a valorizar o património histórico e étnico único do país.

Muito graças ao seu maior isolamento, actualmente, a povoação Tayrona mais emblemática é Teyuna, a misteriosa Ciudad Perdida, situada a três dias de caminhada de Chairama.

A partir da sua descoberta, em 1975, Teyuna originou o que ficou conhecido por Infierno Verde, uma autêntica guerra entre grupos de ladrões de artefactos (os guaqueros) que se prolongou por vários anos. Mas, apesar das pilhagens e de tantos outros traumas, os descendentes dos seus construtores, sobreviveram, voltaram a habitar a zona e descem a Chairama e às povoações colombianas da beira da estrada onde interagem frequentemente com os colombianos “invasores”.

A subida para Chairama prova-se mais íngreme do que o esperado mas, apesar do esforço que reclama, o trilho é percorrido por dezenas de pessoas distintas entregues aos afazeres do dia-a-dia. Entre outros transeuntes, cruzamo-nos com um agricultor crioulo que carrega uma enorme saca de maracujás. E pela casa abarracada de uma família campesina em que guerreiam três irmãos irrequietos. Mais acima na montanha, deparamo-nos com os primeiros indígenas Kogi e Arhuaco, que identificamos facilmente pelas roupas brancas e pelos seus cabelos escuros e longos.

Trocamos algumas palavras casuais em castelhano mas estes povos são conhecidos por dizerem apenas o estritamente necessário e pela desconfiança justificada com que abordam os contactos dos forasteiros.

Stephen Ferry, um repórter da National Geographic que visitou os seus retiros elevados da Sierra Nevada e assistiu a cerimoniais dos Mamas (sacerdotes) descreve alguns exemplos mais concretos: “… quando os Mamas comunicam percebe-se, de imediato, que as suas referencias não pertencem ao nosso mundo ocidental. Mencionam a conquista espanhola como se tivesse acontecido recentemente. Falam abertamente da força da criação, ou Se, o centro espiritual de toda a existência, e de aluna, o pensamento, a alma e a imaginação dos homens …” 

Ainda segundo a descrição de Ferry, os Kogi, os Arhuaco e os Wiwa consideram que as coisas realmente valiosas estão subjacentes nos significados e ligações retiráveis das realidades palpáveis do mundo. A sua cosmologia contempla, por exemplo, um universo feito de nove camadas. O templo em que se reúnem tem igualmente nove degraus, como são nove os meses de gestação de uma criança.

Para eles, uma colina pode ser vista como uma casa, os pelos do corpo humano, como as árvores da floresta e os chapéus brancos dos homens arhuaco representam os campos de neve dos cumes em que vivem enquanto o todo das suas montanhas forma o Cosmos.

Os índios da Serra Nevada consideram-se os irmãos mais velhos, guardiões genuínos do planeta e à sua montanha o “Coração do Mundo”. Vêem ainda os colonos forasteiros como os irmãos mais novos.

Num raro documentário da BBC em que acederam participar “The Elder Brothers’ Warning”, os Mamas avisam que não vão manter a atitude condescendente que têm defendido para sempre: “Até agora ignorámos o Irmão mais Novo. Não nos dignámos sequer a dar-lhe umas palmadas. Mas não podemos continuar a tomar conta do mundo sozinhos … “

Até há algumas décadas os descendentes das etnias Tayrona viam a sua missão de protecção espiritual do mundo cada vez mais complicada.

Produtores de cocaína, guerrilhas, paramilitares e o exército colombiano apoderavam-se das suas terras ou trespassavam-nas e ali se confrontavam perturbando a harmonia natural das coisas.

No fim dos anos 90, o governo colombiano começou a controlar a situação. Derrotou aos poucos os exércitos privados, fumigou sistematicamente as plantações e concedeu perdões e apoios à reconversão que foram aproveitados por muitos produtores de cocaína.

O sucesso das operações militares anulou a guerrilha e concedeu novas oportunidades como a usada por Luís e Richard Velázquez que aderiram ao Plano Colômbia e se juntaram à “sua” querida Asociacion Posadas Ecoturísticas. 

Como desabafou Richard Velazquez, “estos son cambios muy chéveres” adjectivo que se pode interpretar como “à maneira” mas, entre tantas outras, os povos descendentes dos Tayrona continuam a sentir a pressão dos agricultores convencionais que ambicionam as suas terras para cultivar plantações de bananas e palmeiras-de-azeite. Sabe-se também, de antemão, que a questão da cocaína nunca está resolvida.

No regresso do Pueblito cruzamo-nos mais uma vez com indígenas. Blás é o segundo e também o mais misterioso. Trocados cumprimentos e um curto diálogo, ficamos os três a descansar junto a um ribeiro e, quando o interrogamos sobre o cansaço das viagens de ida e volta a Chairama que faz para vender artesanato aos poucos visitantes da povoação, arrancamos-lhe uma explicação elementar e aparentemente alienada.

Assim que pode, Blás entrega-se a uma nova recarga de folhas de coca e conchas moídas com que enche a sua poporo (cabaça) e devolve-nos aos sons da selva. Sentimos a energia da natureza e a paz de espírito absoluta do nativo. E não conseguimos deixar de pensar em quem salvará os indígenas tayrona da inconsciência dos irmãos mais novos.

Santa Marta e PN Tayrona, Colômbia

O Paraíso de que Partiu Simón Bolívar

Às portas do PN Tayrona, Santa Marta é a cidade hispânica habitada em contínuo mais antiga da Colômbia.  Nela, Simón Bolívar, começou a tornar-se a única figura do continente quase tão reverenciada como Jesus Cristo e a Virgem Maria.  

Machu Picchu, Peru

A Cidade Perdida em Mistério dos Incas

Ao deambularmos por Machu Picchu, encontramos sentido nas explicações mais aceites para a sua fundação e abandono. Mas, sempre que o complexo é encerrado, as ruínas ficam entregues aos seus enigmas.

Monte Roraima, Venezuela

Uma Ilha no Tempo

Perduram no cimo do Mte. Roraima cenários extraterrestres que resistiram a milhões de anos de erosão. Conan Doyle criou, em "O Mundo Perdido", uma ficção inspirada no lugar mas nunca o chegou a pisar.

Cartagena de Índias, Colômbia

Cidade Apetecida

Muitos tesouros passaram por Cartagena antes da entrega à Coroa espanhola - mais que os piratas que os tentaram saquear. Hoje, as muralhas protegem uma cidade majestosa sempre pronta a "rumbear".

Misiones, Argentina

Missões Impossíveis

No séc. XVIII, os jesuítas expandiam um domínio religioso no coração da América do Sul em que convertiam os indígenas guarani. Mas as Coroas Ibéricas arruinaram a utopia tropical da Companhia de Jesus

Iucatão, México

O Fim do Fim do Mundo

O dia anunciado passou mas o Apocalipse teimou em não chegar. Na Mesoamérica, os maias da actualidade observaram e aturaram, incrédulos, toda a histeria em redor do seu calendário.

Albuquerque, E.U.A.

Soam os Tambores, Resistem os Índios

Com mais de 500 tribos presentes, o "Gathering of the Nations" celebra o que de sagrado subsiste das culturas nativo-americanas. Mas também revela os danos infligidos pela civilização colonizadora.

Minhocas
Arquitectura & Design

Tbilissi, Geórgia

Geórgia ainda com Perfume a Revolução das Rosas

Em 2003, uma sublevação político-popular fez a esfera de poder na Geórgia inclinar-se do Leste para Ocidente. De então para cá, a capital Tbilisi não renegou nem os seus séculos de história também soviética, nem o pressuposto revolucionário de se integrar na Europa. Quando a visitamos, deslumbramo-nos com a fascinante mixagem das suas passadas vidas.

Lagoas fumarentas
Aventura

Tongariro, Nova Zelândia

Os Vulcões de Todas as Discórdias

No final do século XIX, um chefe indígena cedeu os vulcões de Tongariro à coroa britânica. Hoje, parte significativa do povo maori continua a reclamar aos colonos europeus as suas montanhas de fogo.

Dragão Humano
Cerimónias e Festividades

São Francisco, E.U.A.

Com a Cabeça na Lua

Chega a Setembro e os chineses de todo o mundo celebram as colheitas, a abundância e a união. A enorme sino-comunidade de São Francisco entrega-se de corpo e alma ao maior Moon Festival californiano.

De volta ao porto
Cidades

Anchorage a Homer, E.U.A.

Viagem ao Fim da Estrada Alasquense

Se Anchorage se tornou a grande cidade do 49º estado dos E.U.A., Homer, a 350km, é a sua mais famosa estrada sem saída. Os veteranos destas paragens consideram esta estranha língua de terra solo sagrado. Também veneram o facto de, dali, não poderem continuar para lado nenhum. 

Muito que escolher
Comida

São Tomé e Príncipe

Que Nunca Lhes Falte o Cacau

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.

Tédio terreno
Cultura
Bhaktapur, Nepal

As Máscaras Nepalesas da Vida

O povo indígena Newar do Vale de Katmandu atribui grande importância à religiosidade hindu e budista que os une uns aos outros e à Terra. De acordo, abençoa os seus ritos de passagem com danças newar de homens mascarados de divindades. Mesmo se há muito repetidas do nascimento à reencarnação, estas danças ancestrais não iludem a modernidade e começam a ver um fim.
Recta Final
Desporto

Inari, Lapónia, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final Kings Cup, confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.

A derradeira luz
Em Viagem
Dooars, Índia

Às Portas dos Himalaias

Chegamos ao limiar norte de Bengala Ocidental. O subcontinente entrega-se a uma vasta planície aluvial preenchida por plantações de chá, selva, rios que a monção faz transbordar sobre arrozais sem fim e povoações a rebentar pelas costuras. Na iminência da maior das cordilheiras e do reino montanhoso do Butão, por óbvia influência colonial britânica, a Índia trata esta região deslumbrante por Dooars.
Cowboys basotho
Étnico

Malealea, Lesoto

O Reino Africano dos Céus

O Lesoto é o único estado independente situado na íntegra acima dos mil metros. Também é um dos países no fundo do ranking mundial de desenvolvimento humano. O seu povo altivo resiste à modernidade e a todas as adversidades no cimo da Terra grandioso mas inóspito que lhe calhou.

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Embaixada
História

Nikko, Japão

O Derradeiro Cortejo do Grande Xógum

Em 1600, Ieyasu Tokugawa inaugurou um xogunato que uniu o Japão por 250 anos. Em sua homenagem, Nikko re-encena, todos os anos, a transladação medieval do general para o mausoléu faustoso de Toshogu.

Entre andorinhas
Ilhas

Michaelmas Cay, Austrália

A Milhas do Natal (parte I)

Na Austrália, vivemos o mais incaracterístico dos 24s de Dezembro. Zarpamos para o Mar de Coral e desembarcamos num ilhéu idílico que partilhamos com gaivinas-de-bico-laranja e outras aves.

Verificação da correspondência
Inverno Branco

Rovaniemi, Finlândia

Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

Silhueta e poema
Literatura

Goiás Velho, Brasil

Uma Escritora à Margem do Mundo

Nascida em Goiás, Ana Lins Bretas passou a maior parte da vida longe da família castradora e da cidade. Regressada às origens, continuou a retratar a mentalidade preconceituosa do interior brasileiro

Caminho para o deserto
Natureza
Dunhuang, China

Um Oásis na China das Areias

A milhares de quilómetros para oeste de Pequim, a Grande Muralha tem o seu extremo ocidental e a China é outra. Um inesperado salpicado de verde vegetal quebra a vastidão árida em redor. Anuncia Dunhuang, antigo entreposto crucial da Rota da Seda, hoje, uma cidade intrigante na base das maiores dunas da Ásia.
Filhos da Mãe-Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
No rumo da Democracia
Parques Naturais

PN Thingvelir, Islândia

Nas Origens da Remota Democracia Viking

As fundações do governo popular que nos vêm à mente são as helénicas. Mas aquele que se crê ter sido o primeiro parlamento do mundo foi inaugurado em pleno século X, no interior enregelado da Islândia.

Cortejo garrido
Património Mundial Unesco

Suzdal, Rússia

1000 Anos de Rússia à Moda Antiga

Foi uma capital pródiga quando Moscovo não passava de um lugarejo rural. Pelo caminho, perdeu relevância política mas acumulou a maior concentração de igrejas, mosteiros e conventos do país dos czares. Hoje, sob as suas incontáveis cúpulas, Suzdal é tão ortodoxa quanto monumental.

Curiosidade ursa
Personagens

Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.

Tambores e tatoos
Praia

Taiti, Polinésia Francesa

Taiti Para lá do Clichê

As vizinhas Bora Bora e Maupiti têm cenários superiores mas o Taiti é há muito conotado com paraíso e há mais vida na maior e mais populosa ilha da Polinésia Francesa, o seu milenar coração cultural.

Via Conflituosa
Religião

Jerusalém, Israel

Pelas Ruas Beliciosas da Via Dolorosa

Em Jerusalém, enquanto percorrem o caminho de Cristo para a cruz, os crentes mais sensíveis apercebem-se de como a paz do Senhor é difícil de alcançar nas ruelas mais disputadas à face da Terra.

Assento do sono
Sobre carris

Tóquio, Japão

Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para passarem pelas brasas

Torre Fushimi Yagura
Sociedade

Tóquio, Japão

O Imperador sem Império

Após a capitulação na 2ª Guerra Mundial, o Japão submeteu-se a uma constituição que encerrou um dos mais longos impérios da História. O imperador japonês é, hoje, o único monarca a reinar sem império.

Um
Vida Quotidiana

Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.

Campo de géiseres
Vida Selvagem

El Tatio, Chile

Uma Ida a Banhos Andina

Envolto de vulcões supremos, o campo geotermal de El Tatio surge como uma miragem dantesca de enxofre e vapor a uns gélidos 4300 m de altitude. Os seus geiseres e fumarolas atraem hordas de viajantes. Ditou o tempo que uma das mais concorridas celebrações dos Andes e do Deserto do Atacama passasse por lá partilharem uma piscina aquecida a 30º pelas profundezas da Terra.

Radical 24h por dia
Voos Panorâmicos

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.