Pueblos del Sur, Venezuela

Por uns Trás-os-Montes Venezuelanos em Festa


Indígena Coroado

Um jovem índio Cospes, bem distinto pela sua coroa altiva de penas, sorri para outros do outro lado da rua.

Pauliteiros em Acção

Pauliteiros dançam em honra de São Isidro, o padroeiro dos agricultores, na estrada que liga Mucusún a San Juan, nas imediações de Tostes.

San José de Acequias

Uma das povoações fulcrais dos Pueblos del Sur de Mérida, perdida num vale verdejante percorrido por um rio homónimo.

Danças com Locainas de Santa Rita

Locainas (homens vestidos de damas) dançam em êxtase num canto da praça central de San José de Acequias. As locainas são só algumas das personagens do calendário de festas preenchido dos Pueblos del Sur.

Às compras

Jovem moradora de San José de Acequias recorre a uma velha loja do pueblo, situada numa casa colonial da praça central.

Índios Fuliginosos

Índios Cospes enegrecidos continuam a "resisitir à evangelização hispânica" em Mucusún, um lugarejo nas imediações de San José de Acequias.

Transacção de Pauliteiros

Dois Pauliteros completam um pequeno negócio de ocasião no fim de uma longa exibição das suas artes em honra de San Isidro.

À margem da festa

Carolina segura o filho Jean Alejandro no pátio antigo de uma casa colonial do coração de San José.

Pausa Conveniente

Dois índios Cospes repousam das suas danças em honra da Virgem de Coromoto, junto a uma casa de beira de estrada de Mucusún.

Pauliteiro de Colo

Pai segura um pequeno pauliteiro a quem nem a animação dos congéneres junto a Mucuambin rouba o sono.

Colonial-Milheiral

A avenida de entrada em San José de Acequias.

Em 1619, as autoridades de Mérida ditaram a povoação do território em redor. Da encomenda, resultaram 19 aldeias remotas que encontramos entregues a comemorações com caretos e pauliteiros locais.

Enquanto descemos das terras elevadas de Mérida (1.610 m) por uma longa estrada de desfiladeiro, o cenário abrigado entre encostas íngremes torna-se, primeiro, mais árido e logo pedregoso e salpicado por cactos. Quase meia-hora de pendente depois, alcançamos Las González e damos com o portal de entrada para os Pueblos del Sur decorado com um painel semi-político que classifica o destino como turístico e, ao mesmo tempo, promove a figura de Marcos Díaz Orellana, o governador bolivariano do estado.

O rio Chama broa por ali, acelerado pelo declive que o faz desaguar ainda mais depressa no lago Maracaibo, de cujas margens a Venezuela extrai a maior parte da sua riqueza petrolífera. 

Atravessamo-lo por uma velha ponte de ferro com aspecto de campanha. Na margem oposta, tem início a ascensão para as montanhas e vales em que se escondia o destino final.

A estrada de asfalto prova-se desgastada, sinuosa e cada vez mais estreita. O desfazer de uma das suas curvas e contracurvas revela-nos um motociclista-artista da região que se havia detido junto a uma paredão argiloso e ali trabalhava numa escultura comemorativa, de canivete em riste e capacete colocado com a viseira para baixo, para se proteger da poeira que a sua escavação provocava.

À conta da paragem propositada do autocarro e da curiosidade do grupo multinacional de passageiros, o trânsito deixa praticamente de fluir.

Somos forçados a prosseguir caminho e voltamos apenas a deter-nos à chegada a um lugarejo de nome Mucusún. Ali, surpreende-nos um bando de nativos enegrecidos trajados apenas com saias de vime e coroas de penas e plumas, todos eles pauliteiros solidários que dançam entregues à música chiadeira de um violoncelista acompanhado por dois tocadores de viola e a uma coreografia que privilegia a soltura de movimentos. 

A exibição destes índios Cospes homenageia a Virgem de Coromoto. Em tempos, os Cospes foram refugiados da colonização e evangelização forçada dos espanhóis. Até que a Virgem lhes apareceu na selva de Guanare em que se refugiavam e os incitou a baptizarem-se a converterem-se. Quase todos os indígenas aceitaram. Não foi esse o caso do cacique – de nome Coromoto – que receava perder a sua importância. Coromoto fugiu mas a Virgem voltou a aparecer-lhe.

Irado, Coromoto tentou agarrá-la mas a Virgem desapareceu, materializada numa pequena estampa vegetal que viria a ser encontrada e venerada pelos venezuelanos. 

Quanto a Coromoto, o cacique foi mordido por uma cobra venenosa. Regressou moribundo a Guanare, onde, em transe, começou a pedir o seu próprio baptismo. Salvo da morte pela Virgem e convertido, tornou-se num apóstolo e rogou a um grupo de índios que ainda resistiam a também se converterem. Mais tarde, já com o nome católico de Ángel Custódio, morreu de velhice.

A dança desenrola-se entre uma plantação elevada e um casario rural oposto, coberto de telhas coloniais envelhecidas. Quando termina, o cacique dos “indígenas” inaugura um discurso o mais pomposo possível – mas, ainda assim, humilde – em que louva a chegada dos visitantes da FITVEN – a feira internacional de turismo venezuelana que havia suscitado toda a encenação – e, acima de tudo, a iniciativa do Ministério do Turismo da sua pátria em fazer daquelas paragens remotas um destino turístico.

Confrontamos Coromoto de câmaras em riste. O cacique regressa ao seu papel de líder dos indígenas fuliginosos. Pega num arco cupídico de madeira e faz-se ainda mais selvagem. Aponta-nos o seu arquinho e a flecha proporcionalmente diminuta. Ao mesmo tempo, esconde a face e emite gritos e uivos de criatura em pânico, intercalados com bufos de fúria.

Acompanhamos o acto até ao índio Cospe lhe pôr cobro. Depois, regressamos ao autocarro benzidos pelo som de uma maraca que passa a tocar na nossa direcção.

Continuamos serra adentro perseguidos por uma carrinha pick up carregada de índios cospes que se haveriam de juntar à festa mais à frente. Chegamos às imediações de Mucuambin e a cena repete-se mas, desta feita, a cores.

Descemos para a beira da estrada e somos prendados com as danças frenéticas de paliteiros, muitos em trajes garridos repletos de franjas, em estilo de caretos das Américas e homenagem a San Isidro, o santo padroeiro dos agricultores. Cada qual exibe o seu visual irreverente, também máscaras que incluem cabeças medonhas de cabra, vaca e outros animais domésticos, eternizações fascinantes de cultos e rituais totémicos dos povos chibcha e arawak com que os colonos espanhóis se debateram no século XVI e que acabaram por aniquilar ou assimilar.

Até bebés se sujeitam à tradição. Vemo-los adormecerem ao colo, em  vestes reduzidas com os mesmos padrões das dos mais velhos enquanto alguns adultos capricham na infantilidade e cavalgam sobre cavalitos de pau no meio de uma roda de pauliteiros incansáveis. Também ali, o espectáculo chega ao seu término. Regressamos mais uma vez à boleia do autocarro da organização. Dessa feita, segue-nos um bando folclórico de motociclistas movidos pela satisfação do dever cumprido.

Vencidas mais umas curvas quase sempre sobre abismos e uma enorme ladeira que atravessa o vale repleto de milharais do rio San José, chegamos à praça central da cidade homónima, aquela que é considerada a povoação nuclear dos Pueblos del Sur. Junto à esquadra de polícia, um mural a negro junta o trio Chávez, Castro e Morales e valida o bolivarianismo da municipalidade com a máxima “No estamos dispuestos a dejarle a nuestros hijos una pátria reducida a escombros por el capitalismo”. 

Uma multidão ansiosa aguardava a vinda da comitiva à sombra das árvores e, alinhada numa diagonal vertiginosa, sob os telheiros do casario secular. Mal damos entrada na praça, em vez de locos, é um batalhão de locainas também com grandes cabeleiras e em longos vestidos antigos de cores vivas que assume o protagonismo.

Fazem ressoar os inevitáveis paulitos uns nos outros. Esse ritmo, sincronizado com o dos tambores, mantém os moradores – habituados àquela animação apenas noutras alturas do ano – sob uma espécie transe.

O dono do negócio mais bem localizado da aldeia, de chapéu de vaqueiro, não se faz rogado e factura muitos bolívares extra, abrigado entre um balcão de madeira envelhecido e prateleiras mal arrumadas.

Também Marilin Fernández, a vizinha do lado, cede ao chamariz do lucro. Aproveita a disponibilidade da sua geleira decana e improvisa a sua própria bodega que assinala com um simples rectângulo de papel escrito a marcador sobre a janela.

“Venham ver o meu forno de lenha!”. Convida-nos para compensar a  resistência rebelde da sua mais jovem filha ao convívio com os forasteiros. Não pensamos duas vezes. No interior do lar, damos com divisões espartanas e lúgubres mas também com um pátio central a céu aberto que pouco ou nada teria mudado desde a construção pós-medieval do domicílio. Nesse mesmo pátio, Carolina produz-se com grande minúcia ao espelho, sempre de olho no neto de Marilin mas, mesmo assim, esperançada de ainda apanhar o melhor da romaria.

Lá fora, a comemoração tinha-se mudado para uma pequena hacienda a que autoridades de ocasião haviam restringido o acesso por forma a evitarem uma indesejada enchente.

Sobre a relva da fazenda, tem lugar um banquete de almoço e uma exibição mais ampla da vida e das festas tradicionais dos Pueblos del Sur.

Há um trapiche histórico em regime de self-service. E uma espera a que alguns visitantes se sujeitam para conseguirem copos de sumo de cana-de-açúcar acabado de espremer. Sob telheiros próximos, outro conjunto de músicos toca temas famosos entre os nativos. Vendedores dão a conhecer artesanato e o sabor dos principais pitéus da região.

Ainda nos juntamos ao público entusiasta de uma peça de teatro musical, feminina e juvenil que aborda as dificuldades em encontrar o homem certo para o casamento.

Mas, há muito que nuvens escuras como breu se apoderavam do vale. Mal a peça termina, desata a chover a potes e todo San José se refugia da mais que garantida molha. Detemo-nos entre a hacienda e a praça central junto a um grupo de adolescentes que haviam terminado uma qualquer prova desportiva e se premeiam com sorvetes caseiros embalados em sacos. Um deles ouve-nos dialogar e pergunta se somos portugueses. “Pois, bem me parecia que estava a reconhecer essa maneira de falar. Há mais uns poucos por aí. Já há muito que não falam como vocês mas de certeza alguns vos percebem bem melhor que eu!”.  Esperamos que o aguaceiro ceda à bonança e regressámos ao coração daquele Pueblo del Sur em êxtase atentos a sinais de vida dos inesperados descendentes de luso-venezuelanos.

Cape Coast, Gana

O Festival da Divina Purificação

Reza a história que, em tempos, uma praga devastou a população da Cape Coast do actual Gana. Só as preces dos sobreviventes e a limpeza do mal levada a cabo pelos deuses terão posto cobro ao flagelo. Desde então, os nativos retribuem a bênção das 77 divindades da região tradicional Oguaa com o frenético festival Fetu Afahye.
Jaisalmer, Índia

Há Festa no Deserto do Thar

Mal o curto Inverno parte, Jaisalmer entrega-se a desfiles, a corridas de camelos e a competições de turbantes e de bigodes. As suas muralhas, ruelas e as dunas em redor ganham mais cor que nunca. Durante os três dias do evento, nativos e forasteiros assistem, deslumbrados, a como o vasto e inóspito Thar resplandece afinal de vida.
Bhaktapur, Nepal

As Máscaras Nepalesas da Vida

O povo indígena Newar do Vale de Katmandu atribui grande importância à religiosidade hindu e budista que os une uns aos outros e à Terra. De acordo, abençoa os seus ritos de passagem com danças newar de homens mascarados de divindades. Mesmo se há muito repetidas do nascimento à reencarnação, estas danças ancestrais não iludem a modernidade e começam a ver um fim.
Bacolod, Filipinas

Um Festival para Rir da Tragédia

Por volta de 1980, o valor do açúcar, uma importante fonte de riqueza da ilha filipina de Negros caia a pique e o ferry “Don Juan” que a servia afundou e tirou a vida a mais de 176 passageiros, grande parte negrenses. A comunidade local resolveu reagir à depressão gerada por estes dramas. Assim surgiu o MassKara, uma festa apostada em recuperar os sorrisos da população.
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Pueblos del Sur, Venezuela

Os Pauliteiros de Mérida e Cia

A partir do início do século XVII, com os colonos hispânicos e, mais recentemente, com os emigrantes portugueses consolidaram-se nos Pueblos del Sur, costumes e tradições bem conhecidas na Península Ibérica e, em particular, no norte de Portugal.

Gran Sabana, Venezuela

Um Verdadeiro Parque Jurássico

Apenas a solitária estrada EN-10 se aventura pelo extremo sul selvagem da Venezuela. A partir dela, desvendamos cenários de outro mundo, como o da savana repleta de dinossauros da saga de Spielberg.

Monte Roraima, Venezuela

Uma Ilha no Tempo

Perduram no cimo do Mte. Roraima cenários extraterrestres que resistiram a milhões de anos de erosão. Conan Doyle criou, em "O Mundo Perdido", uma ficção inspirada no lugar mas nunca o chegou a pisar.

Mérida, Venezuela

Nos Confins Andinos da Venezuela

Nos anos 40 e 50, a Venezuela atraiu 400 mil portugueses mas só metade ficou em Caracas. Em Mérida, encontramos lugares mais semelhantes às origens e a geladaria excêntrica dum portista imigrado.

PN Canaima, Venezuela

O Rio Que Cai do Céu

Em 1937, Jimmy Angel aterrou uma avioneta sobre uma meseta perdida na selva venezuelana. O aventureiro americano não encontrou ouro mas conquistou o baptismo da queda d'água mais longa à face da Terra

Mérida, Venezuela

A Renovação Vertiginosa do Teleférico mais Alto do Mundo

Em execução desde 2010, a reconstrução do teleférico de Mérida chegou à sua estação terminal. Foi levada a cabo nas montanhas andinas por operários intrépidos que sofreram na pele a grandeza da obra.

PN Henri Pittier, Venezuela

Entre o Mar das Caraíbas e a Cordilheira da Costa

Em 1917, o botânico Henri Pittier afeiçoou-se à selva das montanhas marítimas da Venezuela. Os visitantes do parque nacional que este suíço ali criou são, hoje, mais do que alguma vez desejou

Arquitectura & Design
Cemitérios

A Última Morada

Dos sepulcros grandiosos de Novodevichy, em Moscovo, às ossadas maias encaixotadas de Pomuch, na província mexicana de Campeche, cada povo ostenta a sua forma de vida. Até na morte.
Totens tribais
Aventura

Malekula, Vanuatu

Canibalismo de Carne e Osso

Até ao início do século XX, os comedores de homens ainda se banqueteavam no arquipélago de Vanuatu. Na aldeia de Botko descobrimos porque os colonizadores europeus tanto receavam a ilha de Malekula

Aos repelões
Cerimónias e Festividades

Perth, Austrália

Cowboys da Oceania

O Texas até fica do outro lado do mundo mas não faltam vaqueiros no país dos coalas e dos cangurus. Rodeos do Outback recriam a versão original e 8 segundos não duram menos no Faroeste australiano.

Minhocas
Cidades

Tbilissi, Geórgia

Geórgia ainda com Perfume a Revolução das Rosas

Em 2003, uma sublevação político-popular fez a esfera de poder na Geórgia inclinar-se do Leste para Ocidente. De então para cá, a capital Tbilisi não renegou nem os seus séculos de história também soviética, nem o pressuposto revolucionário de se integrar na Europa. Quando a visitamos, deslumbramo-nos com a fascinante mixagem das suas passadas vidas.

Muito que escolher
Comida

São Tomé e Príncipe

Que Nunca Lhes Falte o Cacau

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.

1º Apuro Matrimonial
Cultura

Tóquio, Japão

Um Santuário Casamenteiro

O templo Meiji de Tóquio foi erguido para honrar os espíritos deificados de um dos casais mais influentes da história do Japão. Com o passar do tempo, especializou-se em celebrar uniões.

Sol nascente nos olhos
Desporto

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

A derradeira luz
Em Viagem
Dooars, Índia

Às Portas dos Himalaias

Chegamos ao limiar norte de Bengala Ocidental. O subcontinente entrega-se a uma vasta planície aluvial preenchida por plantações de chá, selva, rios que a monção faz transbordar sobre arrozais sem fim e povoações a rebentar pelas costuras. Na iminência da maior das cordilheiras e do reino montanhoso do Butão, por óbvia influência colonial britânica, a Índia trata esta região deslumbrante por Dooars.
Jingkieng Wahsurah
Étnico
Meghalaya, Índia

Pontes de Povos que Criam Raízes

A imprevisibilidade dos rios na região mais chuvosa à face da Terra nunca demoveu os Khasi e os Jaintia. Confrontadas com a abundância de árvores ficus elastica nos seus vales, estas etnias habituaram-se a moldar-lhes os ramos e estirpes. Da sua tradição perdida no tempo, legaram centenas de pontes de raízes deslumbrantes às futuras gerações.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Pórtico do tempo
História
Usbequistão

Viagem Pelo Pseudo-Alcatrão do Usbequistão

Os séculos passaram. As velhas e degradadas estradas soviéticas sulcam os desertos e oásis antes atravessados pelas caravanas da Rota da Seda. Sujeitos ao seu jugo durante uma semana, vivemos cada paragem e incursão nos lugares e cenários usbeques como recompensas rodoviárias históricas.
Sementeira lacustre
Ilhas

Lombok, Indonésia

Na Sombra de Bali

Há muito encobertos pela fama da ilha vizinha, os cenários exóticos de Lombok continuam por revelar, sob a protecção sagrada do guardião Gunung Rinjani, o segundo maior vulcão da Indonésia.

Esqui
Inverno Branco

Lapónia, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.

Sombra vs Luz
Literatura

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Natureza
Vulcões

Montanhas de Fogo

Rupturas mais ou menos proeminentes da crosta terrestre, os vulcões podem revelar-se tão exuberantes quanto caprichosos. Algumas das suas erupções são gentis, outras provam-se aniquiladoras.
Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Glaciar Meares
Parques Naturais

Prince William Sound, Alasca

Alasca Colossal

Encaixado contra as montanhas Chugach, Prince William Sound abriga alguns dos cenários descomunais do 49º estado. Nem sismos poderosos nem uma maré negra devastadora afectaram o seu esplendor natural.

Santuário sobre a floresta II
Património Mundial Unesco

Quioto, Japão

Um Japão Quase Perdido

Quioto esteve na lista de alvos das bombas atómicas dos E.U.A. e foi mais que um capricho do destino que a preservou. Salva por um Secretário de Guerra norte-americano apaixonado pela sua riqueza histórico-cultural e sumptuosidade oriental, a cidade foi substituída à última da hora por Nagasaki no sacrifício atroz do segundo cataclismo nuclear.

Gang de 4
Personagens
Tombstone, E.U.A.

Tombstone: a Cidade Demasiado Dura para Morrer

Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.
Praia soleada
Praia

Miami Beach, E.U.A.

A Praia de Todas as Vaidades

Poucos litorais concentram, ao mesmo tempo, tanto calor e exibições de fama, de riqueza e de glória. Situada no extremo sudeste dos E.U.A., Miami Beach tem acesso por seis pontes que a ligam ao resto da Flórida. É manifestamente parco para o número de almas que a desejam.

Cansaço religioso
Religião

Chiapas e Iucatão, México

Uma Estafeta de Fé

Equivalente católica da Nª Sra. de Fátima, a Virgem de Guadalupe move e comove o México. Os seus fiéis cruzam-se nas estradas do país, determinados em levar a prova da sua fé à patrona das Américas.

Colosso Ferroviário
Sobre carris

Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.

Sphynx
Sociedade

Tóquio, Japão

Ronronares Descartáveis

Tóquio é a maior das metrópoles mas, nos seus apartamentos exíguos, não há lugar para mascotes. Empresários nipónicos detectaram a lacuna e lançaram "gatis" em que os afectos felinos se pagam à hora.

Vida Quotidiana
Profissões Árduas

O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
Vai-e-vem fluvial
Vida Selvagem

Iriomote, Japão

Uma Pequena Amazónia Japonesa

Florestas tropicais e manguezais impenetráveis preenchem Iriomote sob um clima de panela de pressão. Aqui, os visitantes estrangeiros são tão raros como o yamaneko, um lince endémico esquivo.

Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.