Navala, Fiji

O urbanismo tribal de fiji


Aldeia luxuriante

As cabanas de Navala sobre um vale verdejante.

Êxtase juvenil

Crianças de Navala animadas pela presença de visitantes.

Beringelas em promoção

Vendedora de indo-fijiana num mercado de Ba.

Palhotas alinhadas

Cabanas de Navala dispostas numa encosta suave.

Irmãos açucarados

Atish, Radhika e Joythisma Chand, três irmãos indo-fijianos junto a um canavial à beira da estrada que conduz a Navala.

A caminho do litoral

Habitantes das terras altas a caminho do litoral.

Nausori

Cenário das terras altas de Nausori.

Protocolo

Chefe de Navala conduz o acolhimento e uma cerimónia de Kava.

Entre Palmeiras

Casas em estilo tradicional "bure" contra encostas verdejantes das cordilheira de Nausori.

Vaca-cebu

Vaca de bossa junto a uma plantação de cana-de-açúcar.

Corrida sobre relvado

Crianças da aldeia precipitam-se em direcção a visitantes.

Fiji adaptou-se à invasão dos viajantes com hotéis e resorts ocidentalizados. Mas, nas terras altas de Viti Levu, Navala conserva as suas palhotas criteriosamente alinhadas.

Tínhamos resistido às chuvas fortes e aos trechos atolados de lama da vertente oriental da ilha. Prosseguíamos na sinuosa Kings Road, num nordeste e norte ainda húmido e luxuriante mas já bem mais solarengo e acolhedor. Poucos visitantes para ali se dirigem e os

nativos entusiasmam-se com a passagem efémera dos exploradores inesperados. Admiramo-nos com a atenção suplementar que nos prestam nestes confins de Viti Levu, em comparação com o tratamento algo indiferente concedido pela população da costa contrária. Mais ainda com o simplificar gradual dos nomes curiosos e rítmicos das povoações que havíamos deixado para trás: Rakiraki, Lomolomo, Kulukulu, Sanasana, Malolo, Malololailai, Namuamua, Tabutautau e outras igualmente musicais mas não tão fáceis de pronunciar, casos de Nabukelevu, Korovisilou e Tilivalevu.

Cruzamos Tavua e o litoral da península de Vatia Point conduz-nos a um lugar que conseguimos finalmente dizer de um só fôlego e sem balbuciarmos como recém-nascidos. É Ba.

São poucas as razões para nos demorarmos nesta cidade despretensiosa instalada junto à foz de um rio homónimo. Apuramos que os residentes são loucos por futebol e que a equipa local ganha os campeonatos nacionais com frequência. Ao mesmo tempo, Ba tem a melhor pista de corridas de cavalos de Fiji e rejubila com as provas equestres. Nenhuma das competições iria ter lugar por aqueles dias. Como tal, abastecemo-nos de fruta no mercado partilhado por nativos melanésios e indo-fijianos, damos entrada num hostel humilde e fazemos planos para o dia seguinte. A estrada para Navala partia dali mas, pior que muitos caminhos de cabras, nunca lá poderíamos chegar no FIAT Tipo frágil que tínhamos alugado num pequeno rent-a-car familiar de Nadi.

Despertamos numa madrugada resplandecente. Trincamos espetadas de abacaxi refrescantes quando o guia que nos há-de levar à aldeia nos surpreende de dentro de um mini-bus todo-o-terreno: “Vão connosco a Navala, não é? Entrem e instalem-se! Daqui seguimos já para lá.”

O cicerone volta a apresentar-se como Kali e aos passageiros já a bordo, dois casais australianos que tentam acrescentar alguma emoção às suas férias balneares. Depois, o veículo abandona a planura em que assenta Ba. Trepa lentamente para o domínio elevado da cordilheira de Nausori pelos tais caminhos rudes que nos tinham desencorajado.

Em pouco tempo, vemo-nos cercados de plantações de cana-de-açúcar e Kali desbobina dados que filtramos o mais possível: que Fiji tem uma complexa divisão administrativa composta por 14 províncias cada qual com distritos, estes, com cidades e aldeias que agrupam clãs, sub-clãs e, por fim, famílias. Que apesar de fortemente multicultural, os vários grupos étnicos e religiosos da nação aprenderam a respeitar-se e os conflitos são pouco frequentes. Ao passarmos por uma velha destilaria, uma informação humorística relacionada apanha os passageiros desprevenidos e desperta risos pouco contidos: “como podem ver, o açúcar foi durante muito tempo a grande exportação e a riqueza de Fiji mas, com o advento do turismo, vocês, meus amigos, tornaram-se muito mais doces que o açúcar.“

Continuamos a subir por um trilho largo de terra-batida que esventra vastidões de cana a perder de vista. Do topo de uma das primeiras encostas das montanhas de Nausori abre-se finalmente uma panorâmica e paramos para admirar a vastidão retalhada dos campos cultivados entre o sopé e o Pacífico do Sul longínquo.

Na proximidade encontramos três jovens irmãos indo-fijianos que se preparavam para regressar a casa depois uma manhã de safra numa plantação vizinha. Na conversa com Atish, Radhika e Joythisma confirmamos o que, entretanto, já tínhamos percebido. Que a maior parte destes habitantes deslocados pelos colonos britânicos que os contrataram séculos antes e trouxeram sem retorno do sub-continente por necessitarem de mão-de-obra qualificada tinham perdido a noção da verdadeira origem étnica.

A imagem com que ficamos dos três, alinhados contra plantas de cana-doce com quase o dobro da sua altura espelha na perfeição a forma como Fiji e Viti Levu, em particular, se impuseram abruptamente ao destino dos seus ancestrais e continuavam a submeter os descendentes a uma espécie de degredo herdado.

Algumas curvas, contracurvas e solavancos adicionais e entramos num dos primeiros vales da cordilheira, ainda mais verdejante que os cenários para trás. Ao longe, encaixadas entre lombas de vertente graciosas, vislumbramos um grande núcleo de palhotas distribuídas entre coqueiros com uma geometria apurada.

Kali anuncia: “ali está ela, a famosa Navala. Mais uns cinco minutos e atravessamos um rio que deve estar cheio de miúdos a brincar, a aldeia começa exactamente na outra margem.”

Quando cruzamos a ponte, os miúdos do rio apressam-se a abandoná-lo e seguem o mini-bus até que este se imobiliza. Cercam-nos e dão as boas-vindas com sorrisos e perguntas sem fim no inglês que só há pouco tinham começado a dominar. Kali resgata-nos do seu cerco e conduz-nos à bure do chefe e à principal obrigação protocolar da aldeia. O interior daquela cabana superior é amplo mas lúgubre e desconfortável. Kali faz-nos sentar sobre a esteira que cobre o chão e aguarda que o ancião e a sua família se posicionem na outra metade da circunferência. Sentimos um ambiente pesado no ar e o guia não tarda a percebê-lo. Explica-nos que tinha morrido uma pessoa muito querida e que a aldeia estava de luto, razão porque não poderíamos andar à vontade entre as casas como num dia normal e teríamos que ser comedidos com as fotografias.

Depois, apresenta-nos como os forasteiros que somos e dá início a uma longa troca de frases em que o termo “naka” – o diminutivo da palavra fijiana para obrigado “vinaka” – é repetido vezes sem conta. Quando o diálogo se encerra, o chefe coloca uma grande tanoa (recipiente esculpido de madeira) à sua frente e espreme raízes de kava (uma planta da região) confeccionando a bebida homónima que há muito inebria os homens da Melanésia  e de Fiji. Quando o caldo fica pronto é passada uma malga a cada um dos visitantes. Dois dos australianos recusam-se a bebê-la e desiludem Kali e os anfitriões que, apesar de tudo, já passaram várias vezes pela desfeita.

Nós e os outros dois aussies fazemo-nos fortes e afligimo-nos com o estranho sabor a terra mentolada da mistela mas logo agradecemos com os nossos próprios “nakas” e a batemos as palmas duas vezes, segundo nos havia instruído o guia.

Bebemos apenas o suficiente para respeitarmos a cerimónia e não ficamos com grande vontade de repetir. É a salvo de uma embriaguez tropical indesejada que deixamos o chefe entregue à família de luto. Saímos para o ar puro mas húmido do exterior satisfeitos por podermos explorar um pouco mais da povoação.

Contam-se mais de duzentas as bures de Navala, dispostas segundo critérios que os chefes estudam estipulam e fazem respeitar para proporcionar aos cerca  de 800 súbditos uma vida organizada e funcional.

Por volta de 1950, numa altura em que Fiji acolhia os primeiros hotéis e resorts de luxo, muito deles em cimento, a comunidade de Navala optou por rejeitar os materiais modernos – com excepção para a escola e, por razões de segurança, de algumas estruturas que albergam geradores.

Os jovens nativos foram encorajados a aprender a arte da construção secular das cabanas em que tinham crescido. Como resultado, passados 60 anos, Navala é, hoje, a última das grandes aldeias de Fiji erguida apenas com recurso a madeira, palhota e barro seco. As suas imagens surgem em guias, livros e postais e deslumbram praticamente todos os visitantes de Viti Levu. Felizmente para os nativos, a maioria frequenta Fiji apenas como retiro balnear. 

Até há alguns anos atrás, o acesso ao vale em que se situa era bem mais complicado e, mesmo que o quisessem, quase nenhum estrangeiro a podia descobrir. Os tempos mudaram. Navala teve que ceder, pelo menos em parte.

Hoje, voluntariamente ou à força – não conseguimos apurar – Navala tem uma página de Facebook preenchida em dialecto fijiano e, a data de criação deste texto, com 12 “gostos” conquistados. Acolhe os forasteiros que, como nós, vão chegando o melhor que pode sem descurar a protecção dos seus habitantes dos malefícios da intrusão.

Entretanto, os homens da aldeia reúnem-se debaixo de uma grande estrutura comunal e preparam um ritual fúnebre sagrado que nos obriga a partir. Quando a deixamos de regresso a Ba, os mais novos fazem o que a tenra idade os aconselha. Ignoram a perda do congénere e despedem-se da mesma forma com que nos tinham recebido, com correrias frenéticas atrás do mini-bus, acenos, caretas e a excitação de quem partilha a vida numa tribo que desde há muito protege as suas tradições e se sabe valorizar.

Nzulezu, Gana

Uma Aldeia à Tona do Gana

Partimos da estância balnear de Busua, para o extremo ocidente da costa atlântica do Gana. Em Beyin, desviamos para norte, rumo ao lago Amansuri. Lá encontramos Nzulezu, uma das mais antigas e genuínas povoações lacustres da África Ocidental.

Viti Levu, Fiji

Ilhas à Beira de Ilhas Plantadas

Uma parte substancial de Fiji preserva as expansões agrícolas da era colonial britânica. No norte e ao largo da grande ilha de Viti Levu, também nos deparámos com plantações que há muito só o são de nome.

Casario

Lares Doces Lares

Poucas espécies são mais sociais e gregárias que a humana. Os habitantes da Terra tendem a emular as moradias de outros e a instalar-se junto a elas. Alguns desses núcleos revelam-se impressionantes.

Viti Levu, Fiji

Velhos Passatempos de Fiji: Canibalismo e Cabelo

Durante 2500 anos, a antropofagia fez parte do quotidiano de Fiji. Nos séculos mais recentes, a prática foi adornada por um fascinante culto capilar. Por sorte, só subsistem vestígios da última moda.

Viti Levu, Fiji

Uma Partilha Improvável

Em pleno Pacífico Sul, uma comunidade numerosa de descendentes de indianos recrutados pelos ex-colonos britânicos e a população indígena melanésia repartem há muito a ilha chefe de Fiji.

Arquitectura & Design
Napier, Nova Zelândia

De volta aos Anos 30 – Calhambeque Tour

Numa cidade reerguida em Art Deco e com atmosfera dos "anos loucos" e seguintes, o meio de locomoção adequado são os elegantes automóveis clássicos dessa era. Em Napier, estão por toda a parte.
Radical 24h por dia
Aventura

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

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Cerimónias e Festividades
Militares

Defensores das Suas Pátrias

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Go Go
Cidades

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Mil e Uma Noites Perdidas

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Comida
Comida do Mundo

Gastronomia Sem Fronteiras nem Preconceitos

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Smoke sauna
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O Delicioso Calor do Árctico

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Recta Final
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A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

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Verificação da correspondência
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Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

Sombra vs Luz
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Fila chilena
Natureza

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A Brincar com o Fogo

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Aposentos dourados
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Outono no Cáucaso

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O Pequeno Tibete Português
Parques Naturais
Peneda-Gerês, Portugal

Do “Pequeno Tibete Português” às Fortalezas do Milho

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Ao fim da tarde
Património Mundial Unesco
Ilha de Moçambique

A Ilha de Ali Musa Bin Bique. Perdão, de Moçambique

Com a chegada de Vasco da Gama ao extremo sudeste de África, os portugueses tomaram uma ilha antes governada por um emir árabe a quem acabaram por adulterar o nome. O emir perdeu o território e o cargo. Moçambique - o nome moldado - perdura na ilha resplandecente em que tudo começou e também baptizou a nação que a colonização lusa acabou por formar.
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Mini-snorkeling
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Religião

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Assento do sono
Sobre carris

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Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para passarem pelas brasas

Autoridade bubalina
Sociedade

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A Ilha dos Búfalos

Uma embarcação que transportava búfalos da Índia terá naufragado na foz do rio Amazonas. Hoje, a ilha de Marajó que os acolheu tem a maior manada bubalina e o Brasil já não passa sem estes bovídeos.

Fim da Viagem
Vida Quotidiana

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Curiosidade ursa
Vida Selvagem

Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.

Os sounds
Voos Panorâmicos

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Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o subdomíno retalhado entre Te Anau e o Mar da Tasmânia.