Okinawa, Japão

O Pequeno Império do Sol


Bastião Ryukyu

O castelo de Shuri, reconstruido após a 2a Guerra Mundial para recuperar a história Ryukyu de Okinawa.

Superstição mitológica

Pintura de um dragão shisa amuleto num recanto de uma casa de campo.

Sam’s Sailor Girls

Empregadas de mesa do restaurante Sam's Sailor, de Naha.

Muralha de Castelo Ryukyu

Muralha do castelo Zakimi erguido no século XV em pedra calcária.

Dança tradicional

Dançarina Ryukyu actua no castelo Shuri de Naha.

Sanã-de-Okinawa

Estátua gigante de uma ave endémica ameaçada desta ilha destaca-se no Cabo Hedo.

Guardião Ryukyu

Guarda do castelo de Shuri, em trajes tradicionais ryukyu.

Refeições Privativas

Clientes de um restaurante-bar tradicional de Naha.

Japoneses veraneantes

Casal no cimo de uma falésia, com o mar cristalino de Okinawa em fundo.

Petisco marinho

Taça de algas, uma dos trunfos alimentares de Okinawa, alegadamente responsável por a ilha ter a população mais longeva do mundo.

Fast Food Americana à japonesa

Outdoor promove um restaurante A&W de fast food americana nos arredores de Naha.

Reerguida da devastação causada pela 2ª Guerra Mundial, Okinawa recuperou a herança da sua civilização secular ryukyu. Hoje, este arquipélago a sul de Kyushu abriga um Japão à margem, prendado por um oceano Pacífico turquesa e bafejado por um peculiar tropicalismo nipónico.

O avião descolou, há minutos, do aeroporto Haneda. Ganha altitude sobre a baía de Tóquio. Aos poucos, desvenda os arrozais encharcados e o relevo acidentado que preenchem o sudeste de Honshu incluindo, à distância, o imponente monte Fuji. Até que, j

á próximo dos 11000 m de altitude, passa a sobrevoar a imensidão do oceano Pacífico e rende-se ao azul do céu e do mar. Para diante, estende-se o longo Nansei-shoto, uma sequência de ilhas que se alinham para sul da extremidade de Kyushu. Como gigantescas alpondras, estas ilhas conduzem a Okinawa, falham a aproximação a Miyako mas, dali, continuam, ponto atrás de ponto no mapa, até Hateruma-jima, o último estertor territorial nipónico do sul.

Uma hora depois da partida, aterramos em Naha, a capital e principal cidade da província de Okinawa e da vasta região insular em redor.

Esqueça por momentos tudo o que sabe sobre o país dos imperadores. Esqueça as gueixas e o Sumo, esqueça os ambientes futuristas de néon e gigantescos ecrãs outdoor, esqueça os comboios-bala, as cerejeiras em flor, as paisagens vermelho-amareladas de Outono e as montanhas quase afundadas em neve. O Japão que lhe vamos revelar fica a mais de 700 km do que conhece e pouco ou nada tem que ver com este seu imaginário.

Arrasada pelos bombardeamentos norte-americanos do fim da 2ª Guerra Mundial, Naha foi rapidamente recuperada. Acolheu uma profusão de edifícios modernos que deram resposta a uma inesperada explosão populacional. Erguido como palácio real, o castelo de Suri continua a ser o seu coração e alma. Grandioso e elegante, sobressai na paisagem luxuriante como um testemunho arquitectónico e histórico imponente do reino Ryukyu que, entre os séculos XV e XIX, unificou Okinawa e várias outras ilhas a norte e a sul e teve um papel de destaque no comércio marítimo entre o sudeste e o leste da Ásia.

Durante séculos, esta estranha simbiose diplomática foi benéfica para todas as partes e em especial para o reino Ryukyu e para os nipónicos.

É com uma atmosfera dessa época que nos deparamos ao entrarmos no enorme pátio do palácio onde são reencenadas danças tradicionais ryukyuanas. O palco tem como fundo uma tela branca bordada com motivos florais. Ali, os músicos alinham-se munidos de sanshins (instrumentos comparáveis ao alaúde, mas forrados a pele de cobra) e de flautas. O ritmo dos primeiros e das sanba (tiras de madeira com funções de percussão leve) define a peculiaridade da música de Ryukyu mas são as flautas que anunciam a entrada em cena das dançarinas. No acto inicial, surgem uma de cada vez. Trajam quimonos garridos e chapéus hanagasa (em forma de flor), tal como o fundo, decorados com forte inspiração na natureza. Os seus movimentos, quase sempre sincronizados e tão lentos como graciosos, foram aperfeiçoados segundo a função de cada dança. Temos a honra de assistir a uma exibição de cada estilo e de apreciar as suas peculiaridades, como têm todos os visitantes do Suri Castle que as apresenta vezes sem conta.

Em 1879, o governo Meiji aproveitou fragilidades internas da China (o poder precursor do império nipónico) e anunciou a tomada das ilhas Ryukyu. A medida teve uma oposição apenas diplomática por parte dos chineses que reclamaram a mediação do então presidente dos Estados Unidos Ulysses S. Grant. Este, ignorou as pretensões dos indígenas e apoiou a posição do governo japonês que, legitimado pelo ocidente, assassinou parte substancial dos políticos e civis que continuavam a opor-se à anexação. Daí para diante, a cultura japonesa passou a ser imposta como forma de diluir a civilização ryukyuana que, em termos étnicos, sempre foi absolutamente distinta e mais íntima da China que da esfera nipónica. Mas, apesar de os indígenas terem perdido a sua já comprometida liberdade, o destino, de novo traçado pelos influentes E.U.A. guardava-lhes piores provações.

Estávamos em Abril de 1945. Várias das ilhas do mar azul-celeste para sul tinham já sido tomadas pelos norte-americanos mas, devido à sua importância estratégica, a conquista de Okinawa era essencial à invasão final do Japão. De acordo, cento e oitenta mil aliados foram mobilizados para o ataque e cerca de 115.000 japoneses tentaram evitar um desfecho que, o desenrolar furioso da batalha – conhecida por Tufão de Aço pelos ocidentais e por Chuva de Aço pelos nipónicos – tardou a anunciar. Quatro meses depois, encerradas as hostilidades, Okinawa encontrava-se devastada e mais de um quarto da sua população (cerca de 100.000 pessoas, o mesmo número dos militares nipónicos mortos) havia perecido.

A resistência da ilha foi feroz e destrutiva também para os aliados. De tal maneira que vários historiadores militares acreditam ter levado à decisão dos Estados Unidos de lançar bombas atómicas sobre o Japão para apressar a sua rendição.

Tão ou mais devastadas que Okinawa, Hiroshima, Nagasaki e a quase totalidade do Japão viram-se livres dos norte-americanos em 1953, ano em que foi devolvida ao país a sua soberania.

Já Okinawa, permaneceu na posse dos ocupantes até 1972. Representa 1% do território nipónico, nos dias que correm, acolher mais de 75% da presença dos Estados Unidos. A maior parte dos nativos tem dificuldade em aceitar, em especial quanto ocorrem abalos sociais como o de Junho passado em que um trabalhador da base assassinou uma mulher local de 20 anos, duas décadas depois do rapto e violação de uma criança de 12 por três militares norte-americanos.

Ao mesmo tempo, muitos indígenas rejeitam a integração das ilhas Ryukyu no Japão. Outros – os mais preocupados com a debilidade económica da ilha resignam-se. A permanência norte-americana é, aliás, um tema fulcral que determina o resultado tanto das eleições regionais como das nacionais.

À medida que exploramos, os sinais desta ocupação são omnipresentes. Voam caças e helicópteros a toda a hora nos céus de Okinawa. Enquanto percorremos as suas estradas perfeitas, a única sintonia a que o rádio se mostra fiel é a American Forces Network-Okinawa e cruzamo-nos frequentemente com veículos com matrículas Y, em que os japoneses evitam a todo o custo bater por saberem pertencer aos todos poderosos yankees. Especialmente em Okinawa City e no corredor de terra que se estende para oeste, até à Kadena Air Force Base, sucedem-se mais e mais evidências que se concentram de forma singular na Mihama American Village de Chatan. É este o paraíso shopping-entertainment do norte de Okinawa, um mega-complexo reconhecido à distância pela sua roda panorâmica de Ferris. Esta atracção emprega mais de três mil locais e atrai cerca de um milhão de visitantes por ano, incluindo os militares norte-americanos, sempre fascinados pelas inesgotáveis sugestões de consumo da cultura ocidental e pela atmosfera festiva que se apodera do lugar durante a noite, quando os artistas de rua dão um ar da sua graça.

Situada em plena capital, com uma aparência nipónica mas muito conteúdo ryukyuano, a avenida Kokusai é a principal artéria de Naha e contrabalança a sul a oferta comercial e de diversão da American Village. Dela ramificam a longa arcada Heiwa Dori, e o shotengai Makishi, um mercado interior público repleto de peixe fresco, carnes e uma panóplia inesgotável de outros produtos que tanto encantam como surpreendem ou assustam os forasteiros.

Vagueamos entre as bancas fascinados com o exotismo tanto das mercadorias como dos vendedores tímidos mas, à sua maneira, bem dispostos. Aqui e ali, encontramos representantes da famosa longevidade de Okinawa, conseguida sem esforço – apesar das atribulações passadas pela ilha – com base num estilo de vida simples e numa alimentação leve e equilibrada assente na combinação vegetais-peixe-soja que, contra qualquer lógica, pouco diz da riquíssima gastronomia de Ryukyu.

A comida de Okinawa e das ilhas do Sudoeste pouco ou nada tem em comum com a das grandes ilhas japonesas. Reflecte o seu isolamento histórico e geográfico. É descendente tanto do esplendor da corte ryukyuana como das vidas empobrecidas do seu povo, de uma preocupação em comer saudável que vem de tempos longínquos em que a medicina e a comida eram vistas como uma só e os alimentos se dividiam em kusui-mun (os medicinais) e os ujinimum (os nutritivos).

Hoje, malgrado o contágio da fast food trazida pelas cadeias americanas, estes princípios sobrevivem. Duas iguarias tornaram-se mais representativas que toda as outras: o porco e o konbu local (um tipo de algas). Todas as partes do animal parecem ser cozinhadas na região, segundo uma miríade de receitas que envolvem os mais inesperados ingredientes e sabores. As algas, essas, compensam a riqueza nutritiva e ácida do suíno. Têm zero calorias, são alcalinas e conferem às sopas e restantes alimentos um sabor distinto.

Nos apertados intervalos para almoço, no entanto, os trabalhadores optam por pratos mais digestíveis e fáceis de comer. Quando subimos ao andar superior do mercado Makishi, todo ele dedicado à restauração, depressa nos vemos cercados de executivos e empregados de lojas que devoram soba de Okinawa e Yayama, massas robustas servidas em caldos de porco. E de outros comensais que não resistem ao suculento bife de Ishigaki, oriundo da ilha homónima do arquipélago Yayeama, por coincidência, a nossa próxima paragem.

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Okinawa, Japão

Danças de Ryukyu: têm séculos. Não têm grandes pressas.

O reino Ryukyu prosperou até ao século XIX como entreposto comercial da China e do Japão. Da estética cultural desenvolvida pela sua aristocracia cortesã contaram-se vários estilos de dança vagarosa.

Iriomote, Japão

Uma Pequena Amazónia Japonesa

Florestas tropicais e manguezais impenetráveis preenchem Iriomote sob um clima de panela de pressão. Aqui, os visitantes estrangeiros são tão raros como o yamaneko, um lince endémico esquivo.

Quioto, Japão

Um Japão Quase Perdido

Quioto esteve na lista de alvos das bombas atómicas dos E.U.A. e foi mais que um capricho do destino que a preservou. Salva por um Secretário de Guerra norte-americano apaixonado pela sua riqueza histórico-cultural e sumptuosidade oriental, a cidade foi substituída à última da hora por Nagasaki no sacrifício atroz do segundo cataclismo nuclear.

Magome-Tsumago, Japão

O Caminho Sobrelotado Para o Japão Medieval

Em 1603, o shogun Tokugawa ditou a renovação de um sistema de estradas já milenar. Hoje, o trecho mais famoso da via que unia Edo a Quioto é frequentemente invadido por uma turba ansiosa por evasão.

Tóquio, Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.

Hiroxima, Japão

Uma Cidade Rendida à Paz

Em 6-8-1945, Hiroxima sucumbiu à explosão da primeira bomba atómica usada em guerra. Volvidos 70 anos, a cidade luta pela memória da tragédia e para que as armas nucleares sejam erradicadas até 2020.

Tóquio, Japão

O Imperador sem Império

Após a capitulação na 2ª Guerra Mundial, o Japão submeteu-se a uma constituição que encerrou um dos mais longos impérios da História. O imperador japonês é, hoje, o único monarca a reinar sem império.

Praia soleada
Arquitectura & Design

Miami Beach, E.U.A.

A Praia de Todas as Vaidades

Poucos litorais concentram, ao mesmo tempo, tanto calor e exibições de fama, de riqueza e de glória. Situada no extremo sudeste dos E.U.A., Miami Beach tem acesso por seis pontes que a ligam ao resto da Flórida. É manifestamente parco para o número de almas que a desejam.

Radical 24h por dia
Aventura

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.

Preces ao fogo
Cerimónias e Festividades

Quioto, Japão

Uma Fé Combustível

Durante a celebração xintoísta de Ohitaki são reunidas no templo de Fushimi preces inscritas em tabuínhas pelos fiéis nipónicos. Ali, enquanto é consumida por enormes fogueiras, a sua crença renova-se

Cidades
Guilin, China

O Portal Para o Reino Chinês de Pedra

A imensidão de colinas de calcário afiadas em redor é de tal forma majestosa que as autoridades de Pequim a imprimem no verso das notas de 20 yuans. Quem a explora, passa quase sempre por Guilin. E mesmo se esta cidade da província de Guangxi destoa da natureza exuberante em redor, também lhe achámos os seus encantos.
Ilha menor
Comida
Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.
As forças ocupantes
Cultura

Lhasa, Tibete

A Sino-Demolição do Tecto do Mundo

Qualquer debate sobre soberania é acessório e uma perda de tempo. Quem quiser deslumbrar-se com a pureza, a afabilidade e o exotismo da cultura tibetana deve visitar o território o quanto antes. A ganância civilizacional Han que move a China não tardará a soterrar o milenar Tibete. 

Bola de volta
Desporto

Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o AFL Rules football só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.

À sombra da falésia
Em Viagem

Red Centre, Austrália

No Coração Partido da Austrália

O Red Centre abriga alguns dos monumentos naturais incontornáveis da Grande Ilha. Impressiona-nos pela grandiosidade dos cenários mas também a incompatibilidade renovada das suas duas civilizações.

Casinhas de outros tempos
Étnico
Chã das Caldeiras, Cabo Verde

Um Clã “Francês” à Mercê do Fogo

Em 1870, um conde nascido em Grenoble a caminho de um exílio brasileiro, fez escala em Cabo Verde onde as beldades nativas o prenderam à ilha do Fogo. Dois dos seus filhos instalaram-se em plena cratera do vulcão e lá continuaram a criar descendência. Nem a destruição causada pelas recentes erupções demove os prolíficos Montrond do “condado” que fundaram na Chã das Caldeiras.    
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Comunismo Imperial
História

Hué, Vietname

A Herança Vermelha do Vietname Imperial

Sofreu as piores agruras da Guerra do Vietname e foi desprezada pelos vietcong devido ao passado feudal. As bandeiras nacional-comunistas esvoaçam sobre as suas muralhas mas Hué recupera o esplendor.

Passagem
Ilhas

Tanna, Vanuatu

Daqui se Fez Vanuatu ao Ocidente

O programa de TV “Meet the Natives” levou representantes tribais de Tanna a conhecer a Grã-Bretanha e os E.U.A. De visita à sua ilha, percebemos porque nada os entusiasmou mais que o regresso a casa.

Santas alturas
Inverno Branco

Kazbegi, Geórgia

Deus nas Alturas do Cáucaso

No século XIV, religiosos ortodoxos inspiraram-se numa ermida que um monge havia erguido a 4000 m de altitude e empoleiraram uma igreja entre o cume do Monte Kazbegi (5047m) e a povoação no sopé. Cada vez mais visitantes acorrem a estas paragens místicas na iminência da Rússia. Como eles, para lá chegarmos, submetemo-nos aos caprichos da temerária Estrada Militar da Geórgia.

Baie d'Oro
Literatura

Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

Lagoas fumarentas
Natureza

Tongariro, Nova Zelândia

Os Vulcões de Todas as Discórdias

No final do século XIX, um chefe indígena cedeu os vulcões de Tongariro à coroa britânica. Hoje, parte significativa do povo maori continua a reclamar aos colonos europeus as suas montanhas de fogo.

Filhos da Mãe-Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Abastecimento
Parques Naturais

PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.

Praia Islandesa
Património Mundial Unesco

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Acima de tudo e de todos
Personagens
Harare, Zimbabwe

O Último Estertor do Surreal Mugabué

Em 2015, a primeira-dama do Zimbabué Grace Mugabe afirmou que o presidente, então com 91 anos, governaria até aos 100, numa cadeira-de-rodas especial. Pouco depois, começou a insinuar-se à sua sucessão. Mas, nos últimos dias, os generais precipitaram, por fim, a remoção de Robert Mugabe que substituiram pelo antigo vice-presidente Emmerson Mnangagwa.
Pesca no Paraíso
Praia

Ouvéa, Nova Caledónia

Entre a Lealdade e a Liberdade

A Nova Caledónia sempre questionou a integração na longínqua França. Em Ouvéa, encontramos uma história de resistência mas também nativos que preferem a cidadania e os privilégios francófonos.

Amarelo a dobrar
Religião
Bingling Si, China

O Desfiladeiro dos Mil Budas

Durante mais de um milénio e, pelo menos sete dinastias, devotos chineses exaltaram a sua crença religiosa com o legado de esculturas num estreito remoto do rio Amarelo. Quem desembarca no Desfiladeiro dos Mil Budas, pode não achar todas as esculturas mas encontra um santuário budista deslumbrante.
Assento do sono
Sobre carris

Tóquio, Japão

Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para passarem pelas brasas

Cabana de Brando
Sociedade

Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.

Retorno na mesma moeda
Vida Quotidiana
Dawki, Índia

Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.
Recanto histórico
Vida Selvagem

Tasmânia, Austrália

À Descoberta de Tassie

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito mais rude que aussie de ser e mantém-se envolta em mistério no seu recanto meridional dos antípodas.

Vale de Kalalau
Voos Panorâmicos

Napali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto a exploramos por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.