Esteros del Iberá, Argentina

O Pantanal das Pampas


Patrulha réptil

Jacaré mantém-se atento aos movimentos de capivaras e outras possíveis presas nas imediações.

Vermelho exibicionista

Uma das muitas aves garridas que habitam a lagoa de Iberá.

Capivara ou carpincho

Capivaras semi-mergulhadas na água repleta de vegetação anfíbia da lagoa de Iberá.

Iberá de Y Berá (águas brilhantes)

Sinalização oficial de identificação da Laguna Iberá, uma das maiores reservas de água doce da América do Sul.

Tom de Verão

Fim de dia amarelado encerra mais uma tarde estival escaldante da região da Laguna Iberá.

Por conta própria

Casal zarpa da Pousada Laguna de canoa para um passeio pelas imediações.

Chauna Torquata

Um trio de tachãs, também chamados no Brasil de inhuma-pocas, chajás, anhumas-do-pantanal, tarrã (Rio Grande do Sul) e tachãs-do-sul.

Sombras gémeas

Palmeiras formam silhuetas emblemáticas da paisagem sub-tropical da Laguna Iberá.

Pousos perfeitos

Corvos-marinhos secam-se ao sol sobre ramos projectados da lago de Iberá.

Camponeses das Pampas

Gaúchos trabalham na fazenda produtora de gado Swiss Agro.

Um canal natural

O braço da lagoa que conduz ao ancoradouro da Pousada Laguna, nas imediações de Colónia Pellegrini.

No mapa mundo, para sul do famoso pantanal brasileiro, surge uma região alagada pouco conhecida mas quase tão vasta e rica em biodiversidade. A expressão guarani Y berá define-a como “águas brilhantes”. O adjectivo ajusta-se a mais que à sua forte luminância.

Amanheceu o Domingo na capital da derradeira província do nordeste argentino, Posadas. O dia não foi propriamente de descanso. Ainda não eram oito da manhã quando saímos da cidade conduzidos por Sancho, um jovem motorista falador e amante de música pop la

tina. Meia hora depois da partida, percebemos, em parte, porque nos tinha apanhado numa pick-up com visual rural, envelhecida e empoeirada. O asfalto terminou. Passámos para uma uma recta de terra vermelha batida, perdida nas terras planas da alta pampa, que nos pareceu ter mais de 100 km de extensão e que só os sucessivos altos, baixos e buracos e a charla contínua tornaram menos monótona.

Estávamos em pleno Verão do hemisfério sul. Esta região entalada entre o extremo meridional do Brasil e o misterioso Paraguai, aquecia a olhos vistos. “Acham que está quente agora?” alertou-nos o rapaz do volante quase indignado. “Isto não é nada. Por estes lados, em Dezembro e Janeiro, a temperatura galga os 50º”.

Quando chegámos a Colónia Pellegrini, pouco depois do meio-dia, tínhamos já cruzado das terras de Missiones para as menos verdejantes de Corrientes e o calor continuava a aumentar. De tal maneira que percebíamos a forte irradiação elevar-se no ar e a letargia a que aquele forno votava os poucos moradores porque íamos passando.

Não era esse o caso da porteña Doña Elsa, proprietária da Posada de La Laguna que oscilou entre um acolhimento curioso mas efusivo e o desdobramento exigido pelas várias tarefas do seu estabelecimento plantado à beira da lagoa de Iberá. Cumpridas as apresentações e explicações da praxe, instalámo-nos num quarto quase em cima da água doce. Um sino que soou da vivenda principal cumpriu o esperado sinal comunal para o almoço. Tínhamos planeado trabalhar nos computadores após a refeição mas a intensidade estival daquelas paragens cobrou o seu preço e obrigou-nos a uma longa sesta de recuperação.

Por volta das cinco e quarenta da tarde, o braseiro já se havia atenuado. Uma empregada de metro e meio e face sardenta que nos fazia lembrar uma das personagens excêntricas de “Gato Preto, Gato Branco” bateu à porta e anunciou num hispânico suave. “O senhor Máximo está à vossa espera para saírem para a lagoa. Mas, antes, passem pela vivenda. Têm lá um lanchinho.” Entusiasmados pela incursão pioneira ao domínio lacustre que nos atraíra de tão longe, despachamos os chás e as fatias de bolo e fizemo-nos ao pontão de onde era suposto zarparmos.

Máximo já se encontrava de volta do motor. Ao contrário do que esperávamos, tinha companhia. Um outro casal de hóspedes ainda mais ansioso havia dispensado o lanche mas não a dianteira da embarcação. Eram Fred e Lena. Ele austríaco, guia de viagens de grupo e fotógrafo de natureza, ela russa, modelo. Quando nos instalámos, não tardámos a perceber a quantidade inflacionada de equipamento fotográfico que, em conjunto, levávamos a bordo. O rechonchudo Máximo aproveitou a deixa para quebrar o gelo dos primeiros momentos: “com o que para aí trazem não vos vou sequer perguntar sobre expectativas. Imagino que se não virmos o melhor de tudo, me atiram aos jacarés.”

Depressa se confirmou que não seria necessário. A vastidão de pântanos, lamaçais, lagoas, lagos estagnados e leitos fluviais porque navegávamos estende-se por 20.000 km2, 13.000 dos quais (14% da área da província de Corrientes) fazem parte da Reserva Natural de Iberá. Trata-se da maior área protegida da Argentina e um dos reservatórios de água doce mais importantes da América do Sul. Ora, toda esta água flanqueada pelas terras, por comparação, elevadas nas margens dos rios Paraná (a oeste) e Uruguai (a leste) é vida. Muita vida.

À medida que nos internámos na grande Iberá, os cenários salpicados de plantas e ervas aquáticas – nalguns casos, verdadeiras ilhas flutuantes de juncos, jacintos e nenúfares – provaram-se sumptuosos, ainda mais admiráveis já que abrigavam veados das pampas, bandos de capivaras e de lontras, estes controlados e perseguidos por jacarés, caimões e anacondas furtivas. Avistámos ainda garças, colónias de mergulhões a secar ao sol e outras aves, de rapina, incontáveis peixes e anfíbios, entre tantas distintas espécies daquele prodigioso ecossistema lacustre.

Tal biodiversidade atrai e apaixona biólogos e fotógrafos de todo o mundo que regressam ano após ano. Era o caso de Fred que, como nós, apontava as suas teleobjectivas de forma frenética para os espécimes que mais o inspiravam a registar. Esta hiperactividade contrastava com a contemplação descontraída e elegante de Lena, a Lolita loura acompanhante do rude, quase bruto, austríaco, ela que nos deslumbrara com uma confissão inesperada: “Eu nasci em Kamchatka, não sei se conhecem? Fica lá do outro lado da Rússia.” Conhecer até conhecíamos, mas só de ver e de ler, nunca tínhamos era lá estado. Como qualquer viajante sempre insatisfeito com os lugares por que passou, sonhávamos explorá-la o quanto antes, ou não se tratasse de uma das regiões vulcânicas mais remotas, indómitas e majestosas à face da Terra.

Voltámos ao embarcadouro da Pousada Laguna sobre o ocaso. O céu acima da Iberá ardia. A água estava tingida de um azul quente, aqui e ali, salpicada pelos vultos irrequietos de centenas de corvos-marinhos à tona, assustados pela intrusão tardia e estridente da embarcação.

Uma hora depois do desembarque, voltámos a reunir-nos com Fred, Lena e outros hóspedes em redor de um jantar que Doña Elsa tinha mandado preparar ao estilo gastronómico que o filho Chef de um restaurante conceituado de Buenos Aires criara para a pousada da família.

Hoje, a Laguna é um de uns poucos negócios instalados nas margens vastas dos Esteros del Iberá, em grande parte em redor da aldeola com visual de parque de roulottes de Colónia Pellegrini.

Nem sempre a região foi erma. À chegada dos conquistadores espanhóis, no século XVI, povoavam estas paragens diversas sub-etnias guaranis ou “guaranizadas” à força após ataques avassaladores que terminavam com rituais canibais atemorizantes. Segundo narram os anciãos de Mercedes e Colónia Pellegrini, até pouco depois da viragem para o século XX, ouviam-se gritos vindos das zonas mais recônditas e ainda por descobrir pelos colonos brancos da lagoa. Supunha-se, então, que ainda eram habitadas por descendentes desses nativos.

Fosse como fosse, devido à inacessibilidade da região dos Esteros del Iberá, foram raras as povoações que ali se instalaram. As missões jesuíticas chegaram a dominar e a operar em territórios com limites próximos mas a área alagada foi durante muito tempo consideráda inabitável. Nela se refugiavam foragidos. Dela viviam caçadores e pescadores sem outros recursos.

Nós continuávamos no encalço de expressões e imagens daquela impressionante natureza anfíbia. No dia seguinte, madrugámos para nova rota embarcada na lagoa, em busca de mais e mais das espécies que ali continuavam a proliferar, sem grandes esperanças de encontrarmos algum dos papa-formigas e jaguares residentes que, além de escassos e esquivos, eram nocturnos.

Alcançámos zonas de grandes ilhas de terra firme preenchidas por palmares densos em que pulavam e ululuvam macacos-aranha agitados pela visita inesperada de um veado-das-pampas solitário. As palmeiras pouco tinham que ver com as que nos habituámos a ver quando em Portugal. Eram buritis, jataí e outras tão ou mais exóticas do tipo indaiá. Algumas das mais altas serviam de poiso de observação para várias tachãs, aves endémicas destas partes da Argentina e sul do Brasil.

No regresso da última incursão, Doña Elsa quis recompensar-nos pelo entusiasmo que dedicávamos ao trabalho e contemplou-nos com uma noite extra na pousada. Aproveitámos para investigar outros recantos ainda mais longínquos da lagoa, voltámos a espreitar a estranha Colónia Pellegrini e acompanhámos um veterinário e uma equipa de gaúchos durante uma longa vacinação de uma estância de gado chamada Swiss Agro. Entretanto, deixámos aquele pantanal argentino e viajámos mais para sul da pampa sem fim.

Passo da Lontra, Brasil

O Brasil Alagado a um Passo da Lontra

Estamos no limiar oeste do Mato Grosso do Sul mas mato, por estes lados, é outra coisa. Numa extensão de quase 200.000 km2, o Brasil surge parcialmente submerso, por rios, riachos, lagoas e outras águas dispersas em vastas planícies de aluvião. Nem o calor ofegante da estação seca drena a vida e a biodiversidade de lugares e fazendas pantaneiras como a que nos acolheu às margens do rio Miranda.
PN Gorongosa, Moçambique

O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.

PN Hwange, Zimbabwé

O Legado do Saudoso Leão Cecil

No dia 1 de Julho de 2015, Walter Palmer, um dentista e caçador de trofeus do Minnesota matou Cecil, o leão mais famoso do Zimbabué. O abate gerou uma onda viral de indignação. Como constatamos no PN Hwange, quase dois anos volvidos, os descendentes de Cecil prosperam.

Miranda, Brasil

Maria dos Jacarés: o Pantanal abriga criaturas assim

Eurides Fátima de Barros nasceu no interior da região de Miranda. Há 38 anos, instalou-se e a um pequeno negócio à beira da BR262 que atravessa o Pantanal e ganhou afinidade com os jacarés que viviam à sua porta. Desgostosa por, em tempos, as criaturas ali serem abatidas, passou a tomar conta delas. Hoje conhecida por Maria dos Jacarés, deu nome de jogador ou treinador de futebol a cada um dos bichos. Também garante que reconhecem os seus chamamentos.

Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.

PN Manyara, Tanzânia

Na África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.

PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.

Masai Mara, Quénia

Um Povo Entregue à Bicharada

A savana de Mara tornou-se famosa pelo confronto entre os milhões de herbívoros e os seus predadores. Mas, numa comunhão temerária com a vida selvagem, são os humanos Masai que ali mais se destacam.

Savuti, Botswana

O Domínio dos Leões Comedores de Elefantes

Um retalho do deserto do Kalahari seca ou é irrigado consoante caprichos tectónicos da região. No Savuti, os leões habituaram-se a depender deles próprios e predam os maiores animais da savana.

Norte de Queensland, Austrália

Uma Austrália Demasiado Selvagem

Os ciclones e as inundações são só a expressão meteorológica da rudeza tropical de Queensland. Quando não é o tempo, é a fauna mortal da região que mantém os seus habitantes sob alerta.

Misiones, Argentina

Missões Impossíveis

No séc. XVIII, os jesuítas expandiam um domínio religioso no coração da América do Sul em que convertiam os indígenas guarani. Mas as Coroas Ibéricas arruinaram a utopia tropical da Companhia de Jesus

Cataratas Iguaçu, Brasil/Argentina

O Grande Splash

Após um longo percurso tropical, o rio Iguaçu dá o mergulho dos mergulhos. Ali, na fronteira entre o Brasil e a Argentina, formam-se as cataratas maiores e mais impressionantes à face da Terra.

Cocquete
Arquitectura & Design

Napier, Nova Zelândia

De Volta aos Anos 30

Devastada por um sismo, Napier foi reconstruida num Art Deco quase térreo e vive a fazer de conta que parou nos thirties. Os seus visitantes rendem-se à atmosfera Great Gatsby que a cidade encena.

Aurora fria II
Aventura
Circuito Anapurna: 3º- Upper Pisang, Nepal

Uma Inesperada Aurora Nevada

Aos primeiros laivos de luz, a visão do manto branco que cobrira a povoação durante a noite deslumbra-nos. Com uma das caminhadas mais duras do Circuito Annapurna pela frente, adiamos a partida tanto quanto possível. Contrariados, deixamos Upper Pisang rumo a Ngawal quando a derradeira neve se desvanecia.
Bebé entre reis
Cerimónias e Festividades

Pirenópolis, Brasil

Cruzadas à Brasileira

Os exércitos cristãos expulsaram as forças muçulmanas da Península Ibérica no séc. XV mas, em Pirenópolis, estado brasileiro de Goiás, os súbditos sul-americanos de Carlos Magno continuam a triunfar.

T4 à moda do Namibe
Cidades

Kolmanskop, Namíbia

Gerada pelos Diamantes do Namibe, Abandonada às suas Areias

Foi a descoberta de um campo diamantífero farto, em 1908, que originou a fundação e a opulência surreal de Kolmanskop. Menos de 50 anos depois, as pedras preciosas esgotaram-se. Os habitantes deixaram a povoação ao deserto.

Ilha menor
Comida
Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.
Smoke sauna
Cultura

Saariselka, Finlândia

O Delicioso Calor do Árctico

Diz-se que os finlandeses criaram os SMS para não terem que falar. Mas o imaginário dos nórdicos frios perde-se na névoa das suas amadas saunas, verdadeiras sessões de terapia física e social.

Bola de volta
Desporto

Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o AFL Rules football só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.

Tóquio
Em Viagem
Couchsurfing (Parte 1)

Mi Casa, Su Casa

Em 2003, uma nova comunidade online globalizou um antigo cenário de hospitalidade, convívio e de interesses. Hoje, o Couchsurfing acolhe milhões de viajantes, mas não deve ser praticado de ânimo leve.
A galope
Étnico
Jaisalmer, Índia

Há Festa no Deserto do Thar

Mal o curto Inverno parte, Jaisalmer entrega-se a desfiles, a corridas de camelos e a competições de turbantes e de bigodes. As suas muralhas, ruelas e as dunas em redor ganham mais cor que nunca. Durante os três dias do evento, nativos e forasteiros assistem, deslumbrados, a como o vasto e inóspito Thar resplandece afinal de vida.
Luminosidade caprichosa no Grand Canyon
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Dourado sobre azul
História
Izamal, México

A Cidade Mexicana, Santa, Bela e Amarela

Até à chegada dos conquistadores espanhóis, Izamal era um polo de adoração do deus Maia supremo Itzamná e Kinich Kakmó, o do sol. Aos poucos, os invasores arrasaram as várias pirâmides dos nativos. No seu lugar, ergueram um grande convento franciscano e um prolífico casario colonial, com o mesmo tom solar em que a cidade hoje católica resplandece.
À boleia do mar
Ilhas
Maui, Havai

Divino Havai

Maui é um antigo chefe e herói do imaginário religioso e tradicional havaiano. Na mitologia deste arquipélago, o semi-deus laça o sol, levanta o céu e leva a cabo uma série de outras proezas em favor dos humanos. A ilha sua homónima, que os nativos creem ter criado no Pacífico do Norte, é ela própria prodigiosa.
Santas alturas
Inverno Branco

Kazbegi, Geórgia

Deus nas Alturas do Cáucaso

No século XIV, religiosos ortodoxos inspiraram-se numa ermida que um monge havia erguido a 4000 m de altitude e empoleiraram uma igreja entre o cume do Monte Kazbegi (5047m) e a povoação no sopé. Cada vez mais visitantes acorrem a estas paragens místicas na iminência da Rússia. Como eles, para lá chegarmos, submetemo-nos aos caprichos da temerária Estrada Militar da Geórgia.

Litoral de Upolu
Literatura

Upolu, Samoa Ocidental

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado.Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração

O Pequeno Tibete Português
Natureza
Peneda-Gerês, Portugal

Do “Pequeno Tibete Português” às Fortalezas do Milho

Deixamos as fragas da Srª da Peneda, rumo ao vale do Vez e às povoações que um imaginário erróneo apelidou de “tibetanas”.  Dessas aldeias socalcadas, passamos por outras famosas por guardarem, como tesouros dourados e sagrados, as espigas que colhem. Caprichoso, o percurso revela-nos a natureza resplandecente e a fertilidade verdejante destas terras minhotas.
Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Dunas no meio do mar
Parques Naturais
Bazaruto, Moçambique

A Miragem Invertida de Moçambique

A apenas 30km da costa leste africana, um erg improvável mas imponente desponta do mar translúcido. Bazaruto abriga paisagens e gentes que há muito vivem à parte. Quem desembarca nesta ilha arenosa exuberante depressa se vê numa tempestade de espanto.
Luzes de Ogimachi
Património Mundial Unesco

Ogimashi, Japão

Uma Aldeia Fiel ao “A”

Ogimashi revela uma herança fascinante da adaptabilidade nipónica. Situada num dos locais mais nevosos à face da Terra, esta povoação aperfeiçoou casas com verdadeiras estruturas anti-colapso.

Palestra
Personagens

Christchurch, Nova Zelândia

O Feiticeiro Amaldiçoado

Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell o bruxo da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. O último obrigou-o a mudar-se para casa da mãe.

Tambores e tatoos
Praia

Taiti, Polinésia Francesa

Taiti Para lá do Clichê

As vizinhas Bora Bora e Maupiti têm cenários superiores mas o Taiti é há muito conotado com paraíso e há mais vida na maior e mais populosa ilha da Polinésia Francesa, o seu milenar coração cultural.

Religião
Cidade Velha, Cabo Verde

Cidade Velha: a anciã das Cidades Tropico-Coloniais

Foi a primeira povoação fundada por europeus abaixo do Trópico de Câncer. Em tempos determinante para expansão portuguesa para África e para a América do Sul e para o tráfico negreiro que a acompanhou, a Cidade Velha tornou-se uma herança pungente mas incontornável da génese cabo-verdiana.

White Pass & Yukon Train
Sobre carris

Skagway, Alasca

Uma Variante da Corrida ao Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.

Erika Mae
Sociedade

Filipinas

Os Donos da Estrada

Com o fim da 2ª Guerra Mundial, os filipinos transformaram milhares de jipes norte-americanos abandonados e criaram o sistema de transporte nacional. Hoje, os exuberantes jeepneys estão para as curvas

Retorno na mesma moeda
Vida Quotidiana
Dawki, Índia

Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.
Glaciar Meares
Vida Selvagem

Prince William Sound, Alasca

Alasca Colossal

Encaixado contra as montanhas Chugach, Prince William Sound abriga alguns dos cenários descomunais do 49º estado. Nem sismos poderosos nem uma maré negra devastadora afectaram o seu esplendor natural.

Os sounds
Voos Panorâmicos

The Sounds, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o subdomíno retalhado entre Te Anau e o Mar da Tasmânia.