Mérida, Venezuela

Nos Confins Andinos da Venezuela


Caminhada Solitária

Morador desce a rua principal de Los Nevados, uma povoação perdida num vale da Sierra Nevada de Mérida.

Ancião Composto

Um morador idoso de Los Nevados numa indumentária pitoresca de vaqueiro encasacado.

A Meia Encosta

Uma cabine do antigo teleférico de Mérida (o mais longo e mais alto do Mundo) sobe em direcção ao Pico Espejo.

Encosta rural

Cenário rural numa encosta da Sierra Nevada de Mérida.

Los Nevados

Panorâmica de Los Nevados a partir de uma elevação a caminho da aldeia.

Pose Vaqueira

Habitantes de Los Nevados à porta de uma tasca da povoação.

Espétia

Flor de frailejón, uma planta peréne felpuda endémica da Serra Nevada de Mérida e de certas zonas dos Andes colombianos.

Subida Vertiginosa

Cabine "La Aguada" do antigo sistema de teleférico de Mérida transporta passageiros dos 1600 metros de altitude cidade para o cimo da Sierra Nevada, quase aos 4800 metros.

Plaza Bolivar

Duas jovens venezuelanas atravessam o centro da Plaza Bolivar, o coração de Mérida.

Lagoa nas alturas

Uma das lagoas de Anteojos (óculos) num vale de altitude logo abaixo do Pico Espejo.

Cume semi-nevado

O pico polvilhado de neve do Pico Espejo, a 4800 m de altitude mas pouco gelado devido à latitude próxima do equador desta zona da Venezuela.

Nos anos 40 e 50, a Venezuela atraiu 400 mil portugueses mas só metade ficou em Caracas. Em Mérida, encontramos lugares mais semelhantes às origens e a geladaria excêntrica dum portista imigrado.

Província de Mérida: é aqui que os Andes têm o seu último estertor na extremidade norte da América do Sul, um pouco antes de se fundirem com a Cordillera de la Costa, a cadeia transversal de montanhas que esconde o Mar das Caraíbas. A região,

interior e situada junto à fronteira com a Colômbia, é a Meca nacional dos andinistas e adeptos das caminhadas de altitude em geral. Tínhamos já percorrido muitos quilómetros nas calles arrumadas da sua capital homónima quando constatamos que, graças a um dos muitos portugueses empreendedores que se instalaram na Venezuela, também inspirava os gulosos deste mundo.

Manuel da Silva Oliveira chegou do Porto ainda jovem com experiência de barman e cozinheiro e abriu um restaurante em Mérida. O negócio corria de vento em popa quando, um dia, um  vendedor lhe perguntou se não queria ficar com uma máquina de gelados. “Don Manolo” – como é desde há muito tratado – percebia de comida e de bebida mas de sorvetes nem por isso. Ainda assim, quando o caixeiro viajante lhe explicou como era simples a preparação, acabou por comprar a máquina.

Numa primeira fase, limitou-se a seguir as instruções. Misturava o leite com as essências químicas de chocolate, de morango e do mantecado. Os gelados ficavam prontos num ápice e começaram a satisfazer a população da cidade. Mas as essências nem sempre estavam disponíveis e a máquina não misturava, em condições, matérias-primas naturais. Depois de alguma discussão com o vendedor, Manuel da Silva Oliveira conseguiu que lha trocassem por outra e ainda a oferta de uma batedeira especial, muito mais indicada para misturar com o leite os ingredientes necessários. Essa mudança e a sua perseverança ditaram um futuro que ninguém se atreveria a prever.

Os anos passaram e Don Manolo fartou-se de trabalhar para as empresas proprietárias das máquinas que lhe ficavam com uma boa parte do lucro.sabores e   ionante de licores,er para as empresas propriet futuro recordista.a para misturar com o leite os ingredientes necess Abriu a sua própria geladaria e aos três ou quatro compostos a que a Venezuela estava habituada, juntou várias outras frutas, frescas e secas. Seguiram-se os vegetais e os licores, todos com a facilidade decorrente de Mérida ser o pomar e a horta da Venezuela. Depois, vieram os mariscos, os peixes e sabe-se lá mais o quê.

Inaugurada em 1981, a geladaria Coromoto depressa reuniu um portefólio impressionante. Entretanto, ultrapassou as 800 criações e foi reconhecida pelo Guiness Book como a geladaria com mais sabores do mundo, um estatuto assinalado a luzes garridas de néon sobre a entrada que atraiu viajantes de todo o mundo.

Mas a fama do negócio não travou o envelhecimento do seu mentor. Manuel Oliveira da Silva perdeu a juventude de outros tempos e, com ela, a paciência para a rotina. Passou a gestão do negócio a José Ramirez. O sotaque português do castelhano venezuelano desapareceu detrás do balção e das montras refrigeradas mas o bigode manteve-se e os sabores nunca pararam de aumentar. Hoje, são mais de mil.

José Ramirez dispensa dar-nos a provar os sabores convencionais: “Vejam lá quais vos apetece experimentar e digam-me. Já vejo se estão preparados para todos !”

Passamos os olhos pela lista infindável que decora as paredes e deixamo-nos espantar. Cebola, esparguete e queijo, alho e milho seriam em qualquer lado do mundo consideradas sobremesas suspeitas mas, na Coromoto, o estranho vai muito mais além. “Sardiñas en Brandy” e “Esperanza de Viagra” fazem-nos rir sem cerimónias e sabem muito melhor do que o esperado. De uma forma suavemente doce, o “Pabellon Criollo” consegue ser fiel a um dos pratos emblemáticos da Venezuela. Logo ao lado, alguém se engasga e pede um copo de água urgente. Tinha acabado de testar “Chilli”.

Colherada a colherada, tentamos decifrar ainda os mistérios semânticos por detrás de “British Airways”, “Besos Andinos”, “Perdona, Querida”, “Diário Frontera” e “Samba Pa Mi”, desafiamos também a extravagância de “La Viño Tinto”, “Estornillador” e “Arroz con Pulpo”.

A Coromoto vende bolas de mais de 80 sabores por dia. Apesar da muita curiosidade, não chegamos sequer a provar metade. Esperava-nos uma aldeia das redondezas igualmente refrescante.

Na manhã seguinte, apanhamos o teleférico emblemático da cidade em direcção ao Pico Bolivar (4980m), um trajecto para o tecto da Venezuela que nos dizem ser também ele recordista mundial tanto no que diz respeito à extensão (12,5 km) como à altitude a que chega (4765m).

Ao nível de Mérida, fazia-se sentir um calorzinho agradável mas, com dez minutos de ascensão, ultrapassamos os 3.000 metros e à sombra, o frio torna-se incómodo. Só a estação terminal de Pico Espejo, a umas poucas centenas de metros do Pico Bolivar traz de volta o aconchego dos raios solares.

Lá em baixo, no vale amplo e verdejante da Sierra Nevada, destaca-se o casario de Mérida. Para cima, estão os cumes pontiagudos dos Andes e, no sopé oposto, Los Nevados, um pequeno pueblo pitoresco, isolado da civilização pela inexistência de verdadeiras vias de comunicação.

É para lá que descemos a pé, depois de rejeitarmos fazer o trajecto de mula ou jeep para pouparmos dinheiro e as costas e podermos apreciar condignamente os cenários.

Temos como companhia uma família francesa de “marinheiros” em terra, um casal com dois filhos que, cansado da vida monótona e chuvosa de Nantes, trocou a segurança e a casa, por um veleiro fundeado em Papeete, Taiti em que passou a zarpar para o mundo sempre que o dinheiro ganho como dentistas o permitia.

O percurso de algumas horas, em grande parte a descer, prova-se pouco exigente e visualmente agradável, enfeitado pela vegetação de altitude a que os locais chamam Páramos.

A determinada altura, surge um novo vale, coberto por um tapete multicolor de campos cultivados e, logo a seguir, a aldeia – tal e qual a tínhamos descoberto num ou dois livros fotográficos que homenageiam aquele interior esquivo da Venezuela – com a torre bicuda da sua igreja a sobressair das casas caiadas.

O nome deixa pouca margem para a imaginação. Los Nevados, foi assim baptizada devido aos nevões que, em tempos, a cobriam, de vez em quando, com uma segunda camada de branco. Em conversa com um cowboy local, confirmamos que há muito tal não acontece. “Amigos, já nem me lembro da última vez… os meus pais, sim, falam muitas vezes nisso entre eles e com o pessoal mais velho de cá”.

Nada que espante. O aquecimento é supostamente global. Tendo em conta a altitude da aldeia, 1000 e tal metros e a sua posição quase equatorial no mundo, seria difícil ali continuar a nevar.

Hoje, perdida no tempo, Los Nevados revela-se um típico refúgio agrícola, inclinado como poucos, com mercearias lúgubres e uma tasca intimidante em que a luz natural não entra. Vaqueros de roupas gastas, crianças e velhotes corajosos sobem e descem as suas duas calçadas íngremes atarefados com afazeres intrigantes.

Durante toda a tarde, descobrimos a aldeia e os arredores serranos. Ao jantar, a tal família francesa maravilha-nos com estórias e mais estórias das suas navegações pelo mundo, incluindo fugas a piratas malaios e indonésios e a tempestades sem nação.

Essa noite, dormimo-la numa pousada campestre local. Mal o sol aparece sobre os cumes, voltamos a desafiar a privacidade rural de Los Nevados e, no princípio da tarde, decidimos todos regressar a Mérida no único transporte partilhado que nos podia salvar da dolorosa caminhada serra acima: um velho jeep já sobrecarregado com enormes pedras mós.

Nunca, numa viagem, o desconforto da falta de espaço e dos solavancos nos haviam parecido tão secundário. O percurso faz-se ao longo de uma estrada de terra quase sempre escavada na encosta e que espreita os precipícios da Serra Nevada. Só por si, o cenário já tinha pouco de tranquilizante. Como se não bastasse, o peso dos oito passageiros e das mós faziam o jeep adornar mais que o normal para o lado dramático e deixavam-nos entre a apreensão e o pânico, apesar das piadas lançadas dos bancos da frente pelo condutor e um amigo, ambos necessitados de diversão. “Agarrem-se bem senão vai dar farinha!”

Aos poucos, deixamos para trás o trecho conquistado à montanha. O resto do percurso faz-se bem mais rápido e sem quaisquer sobressaltos.

Chegamos a Mérida duas horas antes do pôr-do-sol e a Coromoto ainda está aberta. Entramos e pedimos alguns dos sabores que pareciam poder ajudar-nos a descomprimir do tormento recém-vencido. Entre as escolhas contaram-se “Cerelac” e “Diário Frontera”. Los Llanos, a região pantanosa e repleta de anacondas do interior da Venezuela foi a próxima. Também por lá encontramos portugueses perdidos.

Pueblos del Sur, Venezuela

Os Pauliteiros de Mérida e Cia

A partir do início do século XVII, com os colonos hispânicos e, mais recentemente, com os emigrantes portugueses consolidaram-se nos Pueblos del Sur, costumes e tradições bem conhecidas na Península Ibérica e, em particular, no norte de Portugal.

Gran Sabana, Venezuela

Um Verdadeiro Parque Jurássico

Apenas a solitária estrada EN-10 se aventura pelo extremo sul selvagem da Venezuela. A partir dela, desvendamos cenários de outro mundo, como o da savana repleta de dinossauros da saga de Spielberg.

Mal de Altitude: não é mau. É péssimo!

Em viagem, acontece vermo-nos confrontados com a falta de tempo para explorar um lugar tão imperdível como elevado. Ditam a medicina e a experiência que não se deve arriscar subir à pressa.

Pueblos del Sur, Venezuela

Por uns Trás-os-Montes Venezuelanos em Festa

Em 1619, as autoridades de Mérida ditaram a povoação do território em redor. Da encomenda, resultaram 19 aldeias remotas que encontramos entregues a comemorações com caretos e pauliteiros locais.

Monte Roraima, Venezuela

Uma Ilha no Tempo

Perduram no cimo do Mte. Roraima cenários extraterrestres que resistiram a milhões de anos de erosão. Conan Doyle criou, em "O Mundo Perdido", uma ficção inspirada no lugar mas nunca o chegou a pisar.

PN Canaima, Venezuela

O Rio Que Cai do Céu

Em 1937, Jimmy Angel aterrou uma avioneta sobre uma meseta perdida na selva venezuelana. O aventureiro americano não encontrou ouro mas conquistou o baptismo da queda d'água mais longa à face da Terra

Mérida, Venezuela

A Renovação Vertiginosa do Teleférico mais Alto do Mundo

Em execução desde 2010, a reconstrução do teleférico de Mérida chegou à sua estação terminal. Foi levada a cabo nas montanhas andinas por operários intrépidos que sofreram na pele a grandeza da obra.

PN Henri Pittier, Venezuela

Entre o Mar das Caraíbas e a Cordilheira da Costa

Em 1917, o botânico Henri Pittier afeiçoou-se à selva das montanhas marítimas da Venezuela. Os visitantes do parque nacional que este suíço ali criou são, hoje, mais do que alguma vez desejou

Mendoza, Argentina

De Um Lado ao Outro dos Andes

Saída da Mendoza cidade, a ruta N7 perde-se em vinhedos, eleva-se ao sopé do Monte Aconcágua e cruza os Andes até ao Chile. Poucos trechos transfronteiriços revelam a imponência desta ascensão forçada

Pela sombra
Arquitectura & Design
Miami, E.U.A.

Uma Obra-Prima da Reabilitação Urbana

Na viragem para o século XXI, o bairro de Wynwood mantinha-se repleto de fábricas e armazéns abandonados e grafitados. Tony Goldman, um investidor imobiliário astuto, comprou mais de 25 propriedades e fundou um parque mural. Muito mais que ali homenagear o grafiti, Goldman fundou o grande bastião da criatividade de Miami.
Aterragem sobre o gelo
Aventura

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.

Cortejo Ortodoxo
Cerimónias e Festividades
Suzdal, Rússia

Séculos de Devoção a um Monge Devoto

Eutímio foi um asceta russo do século XIV que se entregou a Deus de corpo e alma. A sua fé inspirou a religiosidade de Suzdal. Os crentes da cidade veneram-no como ao santo em que se tornou.
Glamour vs Fé
Cidades
Goa, Índia

O Último Estertor da Portugalidade Goesa

A proeminente cidade de Goa já justificava o título de “Roma do Oriente” quando, a meio do século XVI, epidemias de malária e de cólera a vetaram ao abandono. A Nova Goa (Pangim) por que foi trocada chegou a sede administrativa da Índia Portuguesa mas viu-se anexada pela União Indiana do pós-independência. Em ambas, o tempo e a negligência são maleitas que agora fazem definhar o legado colonial luso.
Orgulho
Comida

Vale de Fergana, Usbequistão

A Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Usbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.

Seydisfjordur
Cultura

Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando a frota pesqueira de Seydisfjordur foi comprada por armadores de Reiquejavique, a povoação teve que se adaptar. Hoje captura discípulos de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.

Fogo-de-artifício branco
Desporto

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Verão Escarlate
Em Viagem

Valência a Xàtiva, Espanha

Do outro Lado da Ibéria

Deixada de lado a modernidade de Valência, exploramos os cenários naturais e históricos que a "comunidad" partilha com o Mediterrâneo. Quanto mais viajamos mais nos seduz a sua vida garrida.

Épico Western
Étnico

Monument Valley, E.U.A.

Índios ou cowboys?

Realizadores de Westerns emblemáticos como John Ford imortalizaram aquele que é o maior território indígena dos E.U.A. Hoje, na Navajo Nation, os navajos também vivem na pele dos velhos inimigos.

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Madeira Excêntrica
História

Sitka, Alasca

Memórias de Uma América que Já foi Russa

134 anos após o início da colonização, o czar Alexandre II teve que vender parte do actual 49º estado dos EUA. Em Sitka, encontramos heranças desses colonos e dos nativos que os combateram.

Brigada incrédula
Ilhas

La Digue, Seichelles

Monumental Granito Tropical

Praias escondidas por selva luxuriante, feitas de areia coralífera banhada por um mar turquesa-esmeralda são tudo menos raras no oceano Índico. La Digue recriou-se. Em redor do seu litoral, brotam rochedos massivos que a erosão esculpiu como uma homenagem excêntrica e sólida do tempo à Natureza.

Solidariedade equina
Inverno Branco

Husavik a Myvatn, Islândia

Neve sem Fim na Ilha do Fogo

O nome mítico desencoraja a maior parte dos viajantes de explorações invernais. Mas quem chega fora do curto aconchego estival, é recompensado com a visão dos cenários vulcânicos sob um manto branco.

Silhueta e poema
Literatura

Goiás Velho, Brasil

Uma Escritora à Margem do Mundo

Nascida em Goiás, Ana Lins Bretas passou a maior parte da vida longe da família castradora e da cidade. Regressada às origens, continuou a retratar a mentalidade preconceituosa do interior brasileiro

Lento fim do dia
Natureza

Avenida dos Baobás, Madagáscar

O Caminho Malgaxe para o Deslumbre

Saída do nada, uma colónia de embondeiros com 30 metros de altura e 800 anos ladeia uma secção da estrada argilosa e ocre paralela ao Canal de Moçambique e ao litoral piscatório de Morondava. Os nativos consideram estas árvores colossais as mães da sua floresta. Os viajantes veneram-nas como uma espécie de corredor iniciático.

Filhos da Mãe-Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Glaciar Meares
Parques Naturais

Prince William Sound, Alasca

Alasca Colossal

Encaixado contra as montanhas Chugach, Prince William Sound abriga alguns dos cenários descomunais do 49º estado. Nem sismos poderosos nem uma maré negra devastadora afectaram o seu esplendor natural.

Bastião Ryukyu
Património Mundial Unesco

Okinawa, Japão

O Pequeno Império do Sol

Reerguida da devastação causada pela 2ª Guerra Mundial, Okinawa recuperou a herança da sua civilização secular ryukyu. Hoje, este arquipélago a sul de Kyushu abriga um Japão à margem, prendado por um oceano Pacífico turquesa e bafejado por um peculiar tropicalismo nipónico.

Cabana de Brando
Personagens

Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.

Mme Moline popinée
Praia

Lifou, Ilhas Lealdade

A Maior das Lealdades

Lifou é a ilha do meio das três que formam o arquipélago semi-francófono ao largo da Nova Caledónia. Dentro de algum tempo, os nativos kanak decidirão se querem o seu paraíso independente da longínqua metrópole.

Paz de "cenote"
Religião

Iucatão, México

O Fim do Fim do Mundo

O dia anunciado passou mas o Apocalipse teimou em não chegar. Na Mesoamérica, os maias da actualidade observaram e aturaram, incrédulos, toda a histeria em redor do seu calendário.

À pendura
Sobre carris

São Francisco, E.U.A.

Uma Vida aos Altos e Baixos

Um acidente macabro com uma carroça inspirou a saga dos cable cars de São Francisco. Hoje, estas relíquias funcionam como uma operação de charme da cidade do nevoeiro mas também têm os seus riscos.

Chegada à festa
Sociedade

Perth, Austrália

Em Honra da Fundação, de Luto Pela Invasão

26/1 é uma data controversa na Austrália. Enquanto os colonos britânicos o celebram com churrascos e muita cerveja, os aborígenes celebram o facto de não terem sido completamente dizimados.

Fim da Viagem
Vida Quotidiana

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Brincadeira ao ocaso
Vida Selvagem
PN Gorongosa, Moçambique

O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.
Radical 24h por dia
Voos Panorâmicos

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.