Ooty, Índia

No Cenário Quase Ideal de Bollywood


Olhar de galã

Protagonista Upendra - ou Uppi - encena olhares de espanto mas, ao mesmo tempo, sedutores aproveitados pelos operadores de câmara para uma sequência relâmpago de zoom in e zoom out.

Bastidores

Um clássico Ambassador, uma vaca e outros elementos aguardam a sua vez de entrar em cena.

Acção de Fachada

Visual das filmagens de "H2O" a decorrerem no exterior do velho palácio do Marajá de Mysore.

Pausa para almoço

Equipa de filmagens responsável pela rodagem de "H2O" prepara-se para almoçar.

Trabalho a sério

Auxiliares carregam sacas para uma carroça, durante as filmagens de H2O.

Inglaterra à moda indiana

Ala de "cottages" construídas pelos britânicos naquela que foi a sua estação de montanha preferida do sul da Índia.

Olhar de galã II

Protagonista Upendra - ou Uppi - actua da mesma maneira determinada que dele fez um dos ídolos do cinema kannada e indiano.

Expectativa cinéfila

Equipa de filmagem aguarda o fecho de alguns planos próximos com Upendra para disfrutarem da hora de almoço.

Figurantes humanos e animais

Pastor controla um pequeno rebanho que entraria em cena junto ao palácio do Marajá, após a hora de almoço.

Herança colonial britânica

Ala do hotel Regency Villas - hoje Fernhills Palace Hotel and Regency Villas - um dos hotéis clássicos de Ooty habituado a acolher filmagens de cinema indiano.

Plano de um plano

Moldura de ferro enquadra a acção a decorrer em redor de Uppi, o famoso actor e realizador de Bangalore.

O conflito com o Paquistão e a ameaça do terrorismo tornaram as filmagens em Caxemira e Uttar Pradesh um drama. Em Ooty, constatamos como esta antiga estação colonial britânica assumia o protagonismo.

Não precisámos de muito para intuir a origem do hotel Welcome Heritage Royale Regency Villa decadente em que nos tínhamos instalado. Pensámos nas peles brancas e sardentas, nos cabelos claros ou arruivados dos colonos britânicos da Índia e até no se

u famoso beiço combativo de stiff upper lip. Na sequência, ocorreu-nos a urgência de se refugiarem do calor opressivo que fustigava a Jóia da Coroa na maior parte do ano.

Organizados e pragmáticos, os sahibs recém-instalados não perderam tempo a providenciar um retiro climatérico à altura da sua supremacia e soberba. Encontraram Udhagamandalam a 2.240 metros de altitude, no cimo das Nilgiri Hills. São estas as terras mais altas do sul do subcontinente, dominadas, de 1789 até à independência, pela Companhia das Índias Orientais, após grande dedicação de um governador de Coimbatore, John Sullivan, que se havia apaixonado pelo lugar ao ponto de contar numa carta dirigida a um congénere que “se assemelhava à Suíça mais do que qualquer país da Europa.”

Quando a descobrimos, temos dificuldade em identificar Udhagamandalam com o que quer que fosse da Helvécia. E só a esforço conseguimos visualizar semelhanças com o sul de Inglaterra ou com a Austrália, como nos sugeriam vários livros de viagens. Isto, malgrado os chalés, hoje vermelhos, cercados de jardins floridos, do hipódromo, das avenidas ladeadas por grandes eucaliptos e das igrejas de pedra.

Tais elementos e, acima de tudo, a arquitectura dos edifícios apimentavam a velha anglofilia da estação da montanha. Mas não chegavam para compensar a realidade actual em redor, salpicada de entulho, desorganizada e, aqui e ali, também suja, a começar pelo grande lago da cidade que acolhia os esgotos dos quase 90.000 habitantes mas em que o empresário do Tourist Cafe alugava, com enorme sucesso, dezenas de embarcações para passeios a remo ou a pedais.

Os aspectos menos dignos da povoação pouco abalavam a confiança pós-colonial do gerente indiano do Regency Villa. “Parece-me que os senhores já estarão prontos para a visita, certo?“ indaga-nos com pompa, circunstância e a entoação de boca-cheia típica da aristocracia inglesa.

Mal demos entrada no hotel-palacete escarlate provindos da longínqua Varkalla (no litoral do estado de Kerala), o funcionário impingiu-nos um périplo às instalações. Mesmo esgotados pela viagem atribulada e contrariados, acabámos por lhe dizer que sim. O karma de Nilgiri não tardaria a recompensar-nos pela abertura de espírito.

O anfitrião começa por nos revelar quartos, salas e salões a que uma recente recuperação havia devolvido a elegância vitoriana. Quando os objectos da visita já se repetem e para nosso espanto, sugere-nos uma extensão ao antigo palácio do Marajá de Mysore. Desconhecíamos que também um marajá se havia alojado por aqueles lados mas, já estávamos por tudo. Subimos uma escadaria, atravessamos novo salão e espreitamos por uma varanda entreaberta. Dali, apercebemo-nos de um tumulto cromático e criativo a ter lugar no pátio abaixo.

Questionamos o gerente. “São filmagens.” adianta-nos. “Vêm cá muitas vezes e não são só as produtoras de Bombaim. Chegam um pouco de todo o país. Perdoem-me a falha, já vos devia ter dado essa informação.”

É conhecida a atracção dos indianos pelas paisagens alpinas, em particular, as da Suíça. Durante várias décadas, a relativa semelhança dos cenários de montanha de Caxemira e de Uttar Pradesh, tornaram-nos os locais preferidos para as filmagens de Bollywood e de “estúdios” indianos concorrentes. Até que a disputa com o vizinho Paquistão por Caxemira se agudizou e as escaramuças militares e ameaças de terrorismo os forçaram a procurar outras paragens. 

Desde então, Ooty – assim abreviaram os colonos britânicos o intratável nome oficial da povoação – provou-se a principal alternativa e ilustrou centenas de longas-metragens.

A partir do momento em que nos dá autorização para ficarmos por conta própria, perdoamos-lhe tudo e mais alguma coisa. Despedimo-nos com um obrigado e até breve diplomático e descemos para o nível da acção.

Atravessamos um corredor escuro que dá para salas adaptadas a camarins e bastidores. Uma vez no exterior, damos com auxiliares que carregam sacas pesadas para dentro um carro de bois, posicionado sobre uma mira marcada no chão com pó colorido. Admiramos a paciência de um pastor muçulmano que controla um rebanho de ovelhas e acompanhamos os movimentos de uma série de outros trabalhadores e figurantes distribuídos sobre o solo ocre.

Todos eles dependem da representação de Upendra, o protagonista com visual densamente capilar, ídolo nacional que se tornou famoso pelas suas participações em vários dos cerca de cem filmes Kannada ou Sandalwood – assim é chamado o cinema do estado de Karnataka – produzidos todos os anos.

Após um hiato na carreira de quase dois anos, Uppi, como o trata com carinho o povo indiano, tinha uma participação multifuncional  em H2O, uma longa-metragem bilingue lançada em Tamil e Kannada que abriu a moda dos filmes indianos com nomes de compostos moleculares. 

Uppi desenvolveu o argumento com base numa famosa disputa secular da água do rio Kaveri entre os estados indianos de Karnataka e Tamil Nadu. Criou ainda os diálogos e letras de todas as músicas. Também cantou duas delas “Dil Ilde Love” e “Bida Beda Bida Beda”.

Nós vimo-lo, acima de tudo, a representar, sob a protecção solar de um chapéu de chuva com motivos equestres que um qualquer assistente segurava acima do plano.

Aproveitamos a distração da equipa, fazemo-nos de sonsos e colocamo-nos atrás das câmaras. Quando percebemos que ninguém nos repele, enquadramos e registamos imagens do actor principal com tanto ou mais afinco que os operadores acreditados. Estes criavam os planos relâmpago de zoom in, zoom out com que ilustraram um determinado espanto de Karnataka (a personagem de Upendra).

O ego do galã aumenta com a adulação dos forasteiros ocidentais. De acordo, tenta adornar o plano apertado da sua face peluda com um olhar o mais mágico e sedutor possível. Determinado a reforçar o efeito, o caracterizador havia-o dotado de lentes de contacto de um azul profundo. Mas, através das nossas teleobjectivas, percebemos que o adereço lhe está a irritar os olhos já quase mais vermelhos que azuis.

Entram em cena o carro de bois, o pastor e as ovelhas e ainda um Ambassador branco. A cena prevista é terminada com sucesso e a vasta equipa faz uma pausa para almoço sem nunca abandonar o local das filmagens.

Logo ali, no jardim em frente, organizam-se em duas filas opostas – uma para homens, outras para mulheres – cada um dos convivas com o seu tabuleiro prateado sobre a relva, pronto a ser servido.

Não queremos parecer-lhes rudes, e evitamos fotografá-los a comer. Nessa altura, alguém da equipa nos chama à parte e surpreende-nos: “Estivemos a observar-vos e o vosso contraste étnico e de figura ia servir às mil maravilhas para um filme que vamos rodar daqui a duas semanas, em Bangalore. Podemos contar convosco?“

Não temos esse tempo de sobra para ficarmos na Índia. Com os bilhetes de avião já comprados e sem forma de trocarmos as datas, vemo-nos forçados a rejeitar a hipótese de uma vida de nos juntarmos ao fascinante mundo do cinema indiano, quem sabe, também um proveitoso estrelato asiático.

Para compensar, nos últimos dias passados no estado de Tamil Nadu continuámos a pedir posters nas salas de cinema por que fomos passando. Depois de oferecermos várias dezenas a familiares e amigos, ainda guardamos muitos incluindo uns quatros ou cinco dos mais exuberantes nas paredes e portas de casa. 

Jaisalmer, Índia

Há Festa no Deserto do Thar

Mal o curto Inverno parte, Jaisalmer entrega-se a desfiles, a corridas de camelos e a competições de turbantes e de bigodes. As suas muralhas, ruelas e as dunas em redor ganham mais cor que nunca. Durante os três dias do evento, nativos e forasteiros assistem, deslumbrados, a como o vasto e inóspito Thar resplandece afinal de vida.
Guwahati, India

A Cidade que Venera o Desejo e a Fertilidade

Guwahati é a maior cidade do estado de Assam e do Nordeste indiano. Também é uma das que mais se desenvolve do mundo. Para os hindus e crentes devotos do Tantra, não será coincidência lá ser venerada Kamakhya, a deusa-mãe da criação.
Dooars, Índia

Às Portas dos Himalaias

Chegamos ao limiar norte de Bengala Ocidental. O subcontinente entrega-se a uma vasta planície aluvial preenchida por plantações de chá, selva, rios que a monção faz transbordar sobre arrozais sem fim e povoações a rebentar pelas costuras. Na iminência da maior das cordilheiras e do reino montanhoso do Butão, por óbvia influência colonial britânica, a Índia trata esta região deslumbrante por Dooars.
Gangtok, Índia

Uma Vida a Meia-Encosta

Gangtok é a capital de Sikkim, um antigo reino da secção dos Himalaias da Rota da Seda tornado província indiana em 1975. A cidade surge equilibrada numa vertente, de frente para a Kanchenjunga, a terceira maior elevação do mundo que muitos nativos crêem abrigar um Vale paradisíaco da Imortalidade. A sua íngreme e esforçada existência budista visa, ali, ou noutra parte, o alcançarem.
Meghalaya, Índia

Pontes de Povos que Criam Raízes

A imprevisibilidade dos rios na região mais chuvosa à face da Terra nunca demoveu os Khasi e os Jaintia. Confrontadas com a abundância de árvores ficus elastica nos seus vales, estas etnias habituaram-se a moldar-lhes os ramos e estirpes. Da sua tradição perdida no tempo, legaram centenas de pontes de raízes deslumbrantes às futuras gerações.
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Goa, Índia

Para Goa, Rapidamente e em Força

Uma súbita ânsia por herança tropical indo-portuguesa faz-nos viajar em vários transportes mas quase sem paragens, de Lisboa à famosa praia de Anjuna. Só ali, a muito custo, conseguimos descansar.
Goa, Índia

Para Goa, Rapidamente e em Força

Uma súbita ânsia por herança tropical indo-portuguesa faz-nos viajar em vários transportes mas quase sem paragens, de Lisboa à famosa praia de Anjuna. Só ali, a muito custo, conseguimos descansar.

Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.

Seydisfjordur
Arquitectura & Design

Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando a frota pesqueira de Seydisfjordur foi comprada por armadores de Reiquejavique, a povoação teve que se adaptar. Hoje captura discípulos de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.

Alturas Tibetanas
Aventura

Mal de Altitude: não é mau. É péssimo!

Em viagem, acontece vermo-nos confrontados com a falta de tempo para explorar um lugar tão imperdível como elevado. Ditam a medicina e a experiência que não se deve arriscar subir à pressa.
Dragão Humano
Cerimónias e Festividades

São Francisco, E.U.A.

Com a Cabeça na Lua

Chega a Setembro e os chineses de todo o mundo celebram as colheitas, a abundância e a união. A enorme sino-comunidade de São Francisco entrega-se de corpo e alma ao maior Moon Festival californiano.

Gentlemen Club & Steakhouse
Cidades

Las Vegas, E.U.A.

Onde o Pecado tem Sempre Perdão

Projectada do Deserto Mojave como uma miragem de néon, a capital norte-americana do jogo e do espectáculo é vivida como uma aposta no escuro. Exuberante e viciante, Vegas nem aprende nem se arrepende.

Comodidade até na Natureza
Comida

Tóquio, Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.

Indígena Coroado
Cultura

Pueblos del Sur, Venezuela

Por uns Trás-os-Montes Venezuelanos em Festa

Em 1619, as autoridades de Mérida ditaram a povoação do território em redor. Da encomenda, resultaram 19 aldeias remotas que encontramos entregues a comemorações com caretos e pauliteiros locais.

Bola de volta
Desporto

Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o AFL Rules football só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.

Mini-dinossauro
Em Viagem
Iucatão, México

A Lei de Murphy Sideral que Condenou os Dinossauros

Cientistas que estudam a cratera provocada pelo impacto de um meteorito há 66 milhões de anos chegaram a uma conclusão arrebatadora: deu-se exatamente sobre uma secção dos 13% da superfície terrestre suscetíveis a tal devastação. Trata-se de uma zona limiar da península mexicana de Iucatão que um capricho da evolução das espécies nos permitiu visitar.
Voo marinho
Étnico
Ilha da Páscoa, Chile

A Descolagem e a Queda do Culto do Homem-Pássaro

Até ao século XVI, os nativos da Ilha da Páscoa esculpiram e idolatraram enormes deuses de pedra. De um momento para o outro, começaram a derrubar os seus moais. Sucedeu-se a veneração de tangatu manu, um líder meio humano meio sagrado, decretado após uma competição dramática pela conquista de um ovo.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Pesca Preciosa
História

Colónia del Sacramento, Uruguai

Um Vaivém Colonial

A fundação de Colónia del Sacramento pelos portugueses gerou conflitos recorrentes com os rivais hispânicos. Até 1828, esta praça fortificada, hoje sedativa, mudou de lado vezes sem conta.

Ao fim da tarde
Ilhas
Ilha de Moçambique

A Ilha de Ali Musa Bin Bique. Perdão, de Moçambique

Com a chegada de Vasco da Gama ao extremo sudeste de África, os portugueses tomaram uma ilha antes governada por um emir árabe a quem acabaram por adulterar o nome. O emir perdeu o território e o cargo. Moçambique - o nome moldado - perdura na ilha resplandecente em que tudo começou e também baptizou a nação que a colonização lusa acabou por formar.
Praia Islandesa
Inverno Branco

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

De visita
Literatura

Rússia

O Escritor que Não Resistiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.

Sal Muito Grosso
Natureza

Salta e Jujuy, Argentina

Nas Terras Altas da Argentina Profunda

Um périplo pelas províncias de Salta e Jujuy leva-nos a desvendar um país sem sinal de pampas. Sumidos na vastidão andina, estes confins do Noroeste da Argentina também se perderam no tempo.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Dunas no meio do mar
Parques Naturais
Bazaruto, Moçambique

A Miragem Invertida de Moçambique

A apenas 30km da costa leste africana, um erg improvável mas imponente desponta do mar translúcido. Bazaruto abriga paisagens e gentes que há muito vivem à parte. Quem desembarca nesta ilha arenosa exuberante depressa se vê numa tempestade de espanto.
Arranha-céus maltês
Património Mundial Unesco
Valletta, Malta

As Capitais Não se Medem aos Palmos

Por altura da sua fundação, a Ordem dos Cavaleiros Hospitalários apodou-a de "a mais humilde". Com o passar dos séculos, o título deixou de lhe servir. Em 2018, Valletta foi a Capital Europeia da Cultura mais exígua de sempre e uma das mais recheadas de história e deslumbrantes de que há memória.
Lenha
Personagens

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Desembarque Tardio
Praia

Arquipélago Bacuit, Filipinas

A Última Fronteira Filipina

Um dos cenários marítimos mais fascinantes do Mundo, a vastidão de ilhéus escarpados de Bacuit esconde recifes de coral garridos, pequenas praias e lagoas idílicas. Para a descobrir, basta uma bangka.

Templo Kongobuji
Religião

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A Meio Caminho do Nirvana

Segundo algumas doutrinas do budismo, são necessárias várias vidas para atingir a iluminação. O ramo shingon defende que se consegue numa só. A partir de Koya San, pode ser ainda mais fácil.

Sobre carris
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Sempre Na Linha

Nenhuma forma de viajar é tão repetitiva e enriquecedora como seguir sobre carris. Suba a bordo destas carruagens e composições díspares e aprecie cenários imperdíveis dos quatro cantos do mundo.
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Escravos do Enxofre

Centenas de javaneses entregam-se ao vulcão Ijen onde são consumidos por gases venenosos e cargas que lhes deformam os ombros. Cada turno rende-lhes menos de 30€ mas todos agradecem o martírio.

Um
Vida Quotidiana

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Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.

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Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.

Aterragem sobre o gelo
Voos Panorâmicos

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.