Bohol, Filipinas

Filipinas do Outro Mundo


Chocolate hills

As famosas montanhas de chocolate de Bohol, nesta altura verdejantes devido à chuva abundante.

De Olho em Tudo

Um exemplar de társio, um primata diminuto, excêntrico e em extinção que subsiste em Bohol.

Abençoada condução

Condutor no seu jeepney, o veículo de transporte filipino, criado a partir de jeeps deixados pelos americanos na 2a Guerra Mundial.

Casa histórica

Casa colonial secular de Bohol, objecto da preocupação de um grupo de conservacionistas de Bohol.

À Luz de Vela

Dona de uma casa antiga de Bohol observa visitantes da ilha a examinarem o exterior desgastado do seu lar.

Um Convívio Lugúbre

Amigas conversam no interior lugubre de uma casa antiga de Bohol.

Blood Compact

O monumento Blood Compact, que celebra a primeira paz entre colonos espanhóis e os indígenas.

Fé na Penumbra

Altar católico de uma das várias casas palafitanas de Bohol, lares que despertaram a atenção de um grupo de personagens influentes da ilha.

Caravana jeepney

Jeepney exuberante numa estrada do interior de Bohol.

“May Peace Prevail”

Casal fotografa-se com as Chocolate Hills em fundo.

Legado Comercial

Placard antigo de uma velha loja de Bohol antes pertença a duas irmãs com nome muito familiar.

O arquipélago filipino estende-se por 300.000 km2 de oceano Pacífico. No grupo Visayas, Bohol abriga pequenos primatas com aspecto alienígena e colinas extraterrenas a que chamaram Chocolate Mountains

A probabilidade de se visitar as Filipinas sem dar conta de Bohol é quase nula. Disso se encarregou a autoridade de turismo nacional. Logo à chegada ao aeroporto de Manila, as brochuras promocionais do país destacam um animal de olhos esbugalhados agarrado a uma árvore

e sobre um fundo formado por vários outeiros demasiado redondos e verdejantes para parecerem reais.

Apesar de Bohol ter velhas igrejas hispânicas impressionantes, construídas em grande parte com coral, foram aqueles os trunfos escolhidos pelo governo para atrair visitantes. E também por empresas e marcas que lhes associam os seus produtos e serviços e os exibem na TV e na imprensa.

Não custa reconhecer que a estranha combinação nos despertou a curiosidade ao ponto de escolhermos a ilha  como uma de várias escalas no vasto arquipélago.

O voo de Manila só dura duas horas mas já viajávamos desde Vigan (no extremo norte do país) e a noite anterior. Aterramos em Tagbilaran às 7h 30 completamente esgotados e sem qualquer noção de onde nos íamos hospedar. Aguardamos que o balcão do Turismo local abra e apanhamos um tricycle folclórico. Quinze minutos depois, estamos a falar com Mrs. Onôncia D. Balco, uma directora cinquentona e míope que despacha o assunto em três tempos: “Sei perfeitamente quem vai adorar receber-vos. É só um minuto que trato já disso”.

O telefone que usa ainda é de disco. Esperamos meio minuto que a marcação do número fique completa e bastante mais pelo fim da conversa que oscila entre tagalog e inglês, como é hábito entre os filipinos com formação e posses. Pousado o auscultador, a senhora dá-nos a novidade: “Está tudo combinado. Nós levamo-vos até ao Amarela, a seguir, o dono trata de vocês.” Calculamos que se trate de um hotel mas, por essa altura, já estávamos mais preocupados em recuperar o sono que com o esclarecimento.  

O jipe chega à praia de Libaong e estaciona à entrada de uma vivenda de grandes dimensões que, dada a cor, só pode ser o destino final. Um homem com visual e postura de Clark Gable das Visayas vem ao nosso encontro. Apresenta-se, despede-se do condutor e põe-nos de imediato à vontade com um pequeno-almoço revigorante e divertido. Depois, indica-nos um quarto e liberta-nos educadamente para um sono prolongado. Acordamos a meio da tarde e passeamos pelo litoral, com mergulhos refrescantes a cada 100 metros. Afastamo-nos uns quilómetros do ponto de partida e acabamos num bar onde devoramos halo-halos (sobremesas filipinas de fruta, batata doce, feijão, leite condensado e vários outros) divinais. Quando regressamos, já o sol se pôs há muito. Só uma lanterna diminuta nos poupa a mais tropeções nas inúmeras folhas de coqueiro caídas.

O proprietário janta com amigos. Lá mais para  o fim da noite, voltamos a juntar-nos e trocamos estórias, peripécias e preferências. Lucas explica-nos que os sul-coreanos são os seus hóspedes mais indisciplinados e confessa-nos a sua paixão por Porto e Mateus Rosé.  Em troca, falamos-lhe da má fama dos mochileiros israelitas e confirmamos que o vinho português é muito mais que aqueles exemplos incontornáveis. 

Lucas Nunag foi advogado em escritórios de multinacionais com sede em Manila grande parte da sua vida. Aos 55 anos, cansou-se da vida da capital e reformou-se. Tinha acumulado umas poupanças e decidiu construir um resort na beira-mar da sua amada ilha natal. Viu-se em apuros para escolher o nome para o novo negócio. Até que a filha se lembrou da visita que haviam feito a Lisboa, em 2004, e de uma palavra portuguesa especialmente sexy: amarela.

Recuperaram o passado e baptizaram e pintaram o hotel segundo aquela inspiração.

A manhã seguinte desperta cinzenta e o panorama pouco muda com o avançar das horas. Nós não temos grandes planos. A Lucas falta-lhe companhia. O anfitrião faz questão de nos mostrar a ilha, o que aceitamos sem resistência. Em Dauis, apresenta-nos o irmão, um padre que fala espanhol e português e nos mostra o tecto da igreja de Baclayan, todo pintado com cenas da vida local  e o monumento histórico “Blood Compact” que celebra o primeiro tratado de amizade entre filipinos e espanhóis, a poucas milhas do lugar onde os homens do chefe Lapu Lapu trespassaram Fernão Magalhães de morte com lanças de bambu, na hoje chamada Batalha de Mactan.

Ainda naquela povoação, descobrimos que Lucas faz parte de um núcleo de protecção da cultura local. À tarde juntamo-nos a uma excursão do grupo conduzida por um tal de Mr. Gardini que discorda da nossa presença por temer que, enquanto repórteres, chamemos demasiada atenção a um palacete de madeira que planeavam adquirir.

Lucas resolve a questão com a sua habitual cortesia. Passamos um dia em cheio a admirar edifícios boholinos seculares, com predominância para as palafitas coloniais castelhanas com soalhos de tábuas grossas e compridas: “Quanto maiores mais ricos eram os seus senhores” diz-nos o ex-advogado.  Entramos também em villas de madeira fantasmagóricas com janelas de concha perdidas no tempo e em cenários tropicais improváveis a que, segundo outro dos indígenas da comitiva, o núcleo consegue deitar a mão por 30 mil pesos (500 euros). Evitam, dessa forma, que os herdeiros em conflito as destruam apenas para dividirem os materiais. No fim da tarde, regressamos à Amarela.

Chegamos a Sábado e Lucas tem que voar para Manila. Aproveitamos a boleia para o terminal de autocarros de Tagbilaran. Ali, apanhamos um jeepney excêntrico e sobrelotado. Estava na hora de procurarmos os famosos társios e as Chocolate Hills.

Damos de caras com os primeiros exemplares do primata em Loboc, num jardim à beira do rio homónimo e a caminho das colinas. O encontro é marcado pela admiração e pela indiferença. Nós ficamos surpreendidos pelo seu tamanho minúsculo, em nada condizente com o monstro temível que enchia tantos posters. Os espécimes, por sua vez, confrontam-nos com uma aparente soberba limitando-se a piscar lentamente os enormes olhos – que medindo em média 16 mm de diâmetro podem ser maiores que o cérebro – como que ensonados pela nossa banal presença.

Em tempos disseminados por uma vasta área do Mundo, os társios subsistem apenas em algumas ilhas do Sudeste Asiático. Apesar do aspecto de peluche de porta-chaves, são o único primata à face da Terra exclusivamente carnívoro. Saltam de árvore em árvore, atacam insectos e pequenos vertebrados: cobras, lagartos, morcegos e pássaros que chegam a capturar em pleno voo. De hábitos nocturnos, a combinação morfológica entre o seu tálamo e o os olhos é singular entre os primatas o que levou alguns neuro-cientistas a sugerir que provêm de uma linha de evolução distinta e mais antiga.

Deixamos os társios na sua letargia e prosseguimos para o interior da ilha e do Parque Nacional Rajah Sikatuna. O autocarro termina a viagem no cimo de uma longa rampa onde um miradouro bem posicionado revela o cenário bizarro das Chocolate Hills. Até perder de vista, repetem-se milhares de pequenas colinas cónicas forradas de vegetação com tons de verde e amarelo. Estendem-se por mais de 50 km2 e têm entre 35 e 120 metros de altura. São formadas por pedra calcária e receberam o nome devido ao aspecto que ganham quando a erva que as cobre se torna castanha durante a época seca, tornando-as semelhantes aos beijos de chocolate Hershey’s (Kisses).

Como seria de esperar, várias lendas explicam a formação geológica com nítida inclinação para as grandezas. Há a romântica que fala de Arogo, gigante imortal e poderoso que se apaixonou por Aloya, uma simples mortal que ao morrer deixou o pretendente entregue à dor e ao desgosto. Segundo esta versão, as colinas teriam surgido quando as suas intermináveis lágrimas secaram. Conta-se também que dois gigantes locais entraram em disputa de território e atiraram rochas e areia um ao outro. O confronto durou vários dias. Cansou-os de tal maneira que se esqueceram do que acontecera e se tornaram amigos. As Chocolate Hills seriam o estrago que causaram ao solo e nunca se lembraram de arranjar.

Não tão fantasiosa, a comunidade científica está longe de chegar a acordo. A teoria mais consensual defende que a pedra calcária das colinas contém fosseis abundantes de vida marinha. Que foi erodida ao longo dos tempos pelas chuvas e fluxos de água e pela actividade tectónica. Outras acrescentam a hipótese do levantamento de enormes depósitos de coral e outras ainda, atribuem a sua existência a uma forte actividade vulcânica subaquática ou a movimentos massivos de água provocados por marés extremas, algures nos primórdios do Planeta.

A nossa história em Bohol, aproximava-se do fim. Regressamos à praia de Libaong e à casa Amarela, para refazer as mochilas. Na manhã seguinte, Lucas Nunag estava de volta e conduziu-nos ao aeroporto. Despedimo-nos do gentil anfitrião eternamente agradecidos. Metemo-nos num avião da Cebu Airlines e rumamos à ilha de Panay e à sua Boracay para 3 ou 4 dias de expiação balnear na grande dama das praias filipinas.

Bacolod, Filipinas

Um Festival para Rir da Tragédia

Por volta de 1980, o valor do açúcar, uma importante fonte de riqueza da ilha filipina de Negros caia a pique e o ferry “Don Juan” que a servia afundou e tirou a vida a mais de 176 passageiros, grande parte negrenses. A comunidade local resolveu reagir à depressão gerada por estes dramas. Assim surgiu o MassKara, uma festa apostada em recuperar os sorrisos da população.

Camiguin, Filipinas

Uma Ilha de Fogo Rendida à Água

Com mais de vinte cones acima dos 100 metros, a abrupta e luxuriante, Camiguin tem a maior concentração de vulcões que qualquer outra das 7641 ilhas filipinas ou do planeta. Mas, nos últimos tempos, nem o facto de um destes vulcões estar activo tem perturbado a paz da sua vida rural, piscatória e, para gáudio dos forasteiros, fortemente balnear.

Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.

White Beach, Filipinas

A Praia Asiática de Todos os Sonhos

Foi revelada por mochileiros ocidentais e pela equipa de filmagem de “Assim Nascem os Heróis”. Seguiram-se centenas de resorts e milhares de veraneantes orientais mais alvos que o areal de giz.

Arquipélago Bacuit, Filipinas

A Última Fronteira Filipina

Um dos cenários marítimos mais fascinantes do Mundo, a vastidão de ilhéus escarpados de Bacuit esconde recifes de coral garridos, pequenas praias e lagoas idílicas. Para a descobrir, basta uma bangka.

Hungduan, Filipinas

Filipinas em Estilo "Country"

Os GI's partiram com o fim da 2a Guerra Mundial mas a música do interior dos EUA que ouviam ainda anima a Cordillera de Luzon. É de tricycle e ao seu ritmo que visitamos os terraços de arroz Hungduan.

Filipinas

Os Donos da Estrada

Com o fim da 2ª Guerra Mundial, os filipinos transformaram milhares de jipes norte-americanos abandonados e criaram o sistema de transporte nacional. Hoje, os exuberantes jeepneys estão para as curvas

Vigan, Filipinas

A Mais Hispânica das Ásias

Os colonos espanhóis partiram mas as suas mansões estão intactas e as kalesas circulam. Quando Oliver Stone buscava cenários mexicanos para "Nascido a 4 de Julho" encontrou-os nesta ciudad fernandina

Filipinas

Quando só os Galos Despertam um Povo

Banidas em grande parte do Primeiro Mundo, as lutas de galos prosperam nas Filipinas onde movem milhões de pessoas e de Pesos. Apesar dos seus eternos problemas é o sabong que mais estimula a nação.

Seydisfjordur
Arquitectura & Design

Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando a frota pesqueira de Seydisfjordur foi comprada por armadores de Reiquejavique, a povoação teve que se adaptar. Hoje captura discípulos de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.

Alturas Tibetanas
Aventura

Mal de Altitude: não é mau. É péssimo!

Em viagem, acontece vermo-nos confrontados com a falta de tempo para explorar um lugar tão imperdível como elevado. Ditam a medicina e a experiência que não se deve arriscar subir à pressa.
Nana Kwame V
Cerimónias e Festividades
Cape Coast, Gana

O Festival da Divina Purificação

Reza a história que, em tempos, uma praga devastou a população da Cape Coast do actual Gana. Só as preces dos sobreviventes e a limpeza do mal levada a cabo pelos deuses terão posto cobro ao flagelo. Desde então, os nativos retribuem a bênção das 77 divindades da região tradicional Oguaa com o frenético festival Fetu Afahye.
Luzes aussies da Ribalta
Cidades

Perth, Austrália

A Cidade Solitária

A mais 2000km de uma congénere digna desse nome, Perth é considerada a urbe mais remota à face da Terra. Apesar de isolados entre o Índico e o vasto Outback, são poucos os habitantes que se queixam.

Ilha menor
Comida
Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.
Jingkieng Wahsurah
Cultura
Meghalaya, Índia

Pontes de Povos que Criam Raízes

A imprevisibilidade dos rios na região mais chuvosa à face da Terra nunca demoveu os Khasi e os Jaintia. Confrontadas com a abundância de árvores ficus elastica nos seus vales, estas etnias habituaram-se a moldar-lhes os ramos e estirpes. Da sua tradição perdida no tempo, legaram centenas de pontes de raízes deslumbrantes às futuras gerações.
Bola de volta
Desporto

Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o AFL Rules football só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.

Viajar é conhecer
Em Viagem
Volta ao Mundo - Parte 1

Viajar Traz Sabedoria. Saiba como dar a Volta ao Mundo.

A Terra gira sobre si própria todos os dias. Nesta série de artigos, encontra esclarecimentos e conselhos indispensáveis a quem faz questão de a circundar pelo menos uma vez na vida.
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Étnico

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Um Povo Entregue à Bicharada

A savana de Mara tornou-se famosa pelo confronto entre os milhões de herbívoros e os seus predadores. Mas, numa comunhão temerária com a vida selvagem, são os humanos Masai que ali mais se destacam.

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Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
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Para Goa, Rapidamente e em Força

Uma súbita ânsia por herança tropical indo-portuguesa faz-nos viajar em vários transportes mas quase sem paragens, de Lisboa à famosa praia de Anjuna. Só ali, a muito custo, conseguimos descansar.
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Ilhas

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No Caribe, Sê Caribenho

A exploração do litoral venezuelano justifica uma festa náutica de arromba. Mas, estas paragens também nos revelam a vida em florestas de cactos e águas tão verdes como a selva tropical de Mochima.

Verificação da correspondência
Inverno Branco

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Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

De visita
Literatura

Rússia

O Escritor que Não Resistiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.

Twelve Apostles
Natureza

Victoria, Austrália

No Grande Sul Australiano

Uma das evasões preferidas dos habitantes de Melbourne, a estrada B100 desvenda um litoral sublime que o oceano moldou. E bastam alguns km para perceber porque foi baptizada The Great Ocean Road.

Filhos da Mãe-Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Vista de Selkirk
Parques Naturais

Ilha Robinson Crusoe, Chile

Na Pele do Verdadeiro Robinson Crusoe

A principal ilha do arquipélago Juan Fernández foi abrigo de piratas e tesouros. A sua história fez-se de aventuras como a de Alexander Selkirk, o marinheiro abandonado que inspirou o romance de Dafoe

No sopé do grande Aratat
Património Mundial Unesco

Arménia

O Berço do Cristianismo Oficial

Apenas 268 anos após a morte de Jesus, uma nação ter-se-á tornado a primeira a acolher a fé cristã por decreto real. Essa nação preserva, ainda hoje, a sua própria Igreja Apostólica e alguns dos templos cristãos mais antigos do Mundo. Em viagem pelo Cáucaso, visitamo-los nos passos de Gregório o Iluminador, o patriarca que inspira a vida espiritual da Arménia.

Palestra
Personagens

Christchurch, Nova Zelândia

O Feiticeiro Amaldiçoado

Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell o bruxo da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. O último obrigou-o a mudar-se para casa da mãe.

Perigo de praia
Praia

Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.

1º Apuro Matrimonial
Religião

Tóquio, Japão

Um Santuário Casamenteiro

O templo Meiji de Tóquio foi erguido para honrar os espíritos deificados de um dos casais mais influentes da história do Japão. Com o passar do tempo, especializou-se em celebrar uniões.

Em manobras
Sobre carris

Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.

Fim da Viagem
Sociedade

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Vida Quotidiana
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações de Moçambique dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilómetros de Nampula, as vendas de fruta eram sucediam-se, sempre bastante intensas.
Um rasto na madrugada
Vida Selvagem
Damaraland, Namíbia

Namíbia On the Rocks

Centenas de quilómetros para norte de Swakopmund, muitos mais das dunas emblemáticas de Sossuvlei, Damaraland acolhe desertos entrecortados por colinas de rochas avermelhadas, a maior montanha e a arte rupestre decana da jovem nação. Os colonos sul-africanos baptizaram esta região em função dos Damara, uma das etnias da Namíbia. Só estes e outros habitantes comprovam que fica na Terra.
Vale de Kalalau
Voos Panorâmicos

Napali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto a exploramos por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.