Ilhabela, Brasil

Depois do Horror, a Beleza


Litoral Gentil

Vulto na praia do Curral, na costa oeste de Ilhabela.

Praia dos Castelhanos

Uma das praias mais emblemáticos de Ilhabela, pela beleza e pelo seu terrível passado.

Água Branca

Cachoeira da Água Branca, uma das mais visíveis e suaves de Ilhabela.

Ilhabelinha

Ilhéu Pedregoso ao largo da costa oeste de Ilhabela.

Papo Fluído

Casal conversa sobre uma estrutura colorida do hotel DPNY.

Brasil Brasileiro

Uma escuna com pintura patriota ancorada ao largo da praia de Jabaquara.

Orientação para cachoeiras

Setas indicam a direcção de duas das cachoeiras mais populares de Ilhabela.

À Linha

Pescadores tentam a sua sorte na praia do Curral.

Vigia Crustácea

Caranguejo alerta sobre um areal escuro de Ilhabela.

Travessia Anfíbia

Jipe cruza um riacho pouco profundo a caminho da praia dos Castelhanos.

Negócio Destemido

Letreiro da Sanduicheria "Borrachudo" homenageia o insecto mais odiado de Ilhabela.

90% de Mata Atlântica preservada, cachoeiras idílicas e praias gentis e selvagens fazem-lhe jus ao nome. Mas, se recuarmos no tempo, também desvendamos a faceta histórica horrífica de Ihabela.

À medida que o jipe subia em esforço pela estrada lamacenta, Alexandre sublinhava num brasileiro caiçara genuíno: “Isso agora não é nada. Vocês haviam de ver no Verão. Tem vez que fica uma fila de veículo atolado e ninguém mais pode avançar.”

Esta é só uma das facetas rebeldes da Ilhabela. Acima da quota dos 200 metros, as vivendas luxuosas, como qualquer outro tipo de habitação, ficam para trás e dão lugar a um domínio selvagem íngreme e de vegetação cerrada onde tudo é possível. A delimitação do Parque Estadual protegeu a mata da invasão humana com excepção para as caravanas de veículos 4WD que levam os visitantes para o lado atlântico, à Baía dos Castelhanos, uma travessia dolorosa de primeiro sobe e, depois, desce que se faz em cerca de duas horas.

Estávamos em Maio e as nuvens carregadas iam passando a grande velocidade sobre o Pico de São Sebastião (1378m), a maior elevação da ilha. Apesar disso, o sol tinha espaço para brilhar e há muito que não caiam as chuvadas tropicais fulminantes de Dezembro, Janeiro e Fevereiro, as responsáveis pelo caos do tráfico todo-terreno descrito pelo guia.

Com uma área de 340 km2, a Ilhabela é a maior ilha ao largo da costa do Brasil. Faz parte de um arquipélago homónimo a que pertencem ainda as ilhas dos Búzios, da Vitória, mais os ilhotes dos Pescadores, da Sumítica, da Serraria, das Cabras, da Figueira, dos Castelhanos, da Lagoa e das Anchovas.

As suas origens vulcânicas estão bem marcadas numa topografia majestosa e abrupta que, pela posição que ocupa, logo abaixo do Trópico de Capricórnio, se encontra coberta por um manto verde luxuriante que esconde dezenas de riachos cristalinos e cerca de 360 cachoeiras. 

Nos tempos pré-descoberta, estas terras eram domínio de tribos Tupi-Guarani, como comprova a proliferação de topónimos índios como Pacoíba, Baepí, Pirabura, Pirassununga (exacto, a da famosa cachaça!), Jabaquara, Perequê, Itaquanduba, Itaguaçu, Cocaia, Guarapocaia, Piava, Piavú, Pequeá, Papagaio, Itapecerica, Sepituba etc. etc. etc.

A história colonial de Ilhabela teve início quando os integrantes da primeira expedição enviada por Portugal à Terra de Santa Cruz chegaram a Maembipe em 20 de Janeiro de 1502, dia consagrado, pela Igreja, a São Sebastião. Foi essa expedição que rebaptizou a ilha de Maembipe com o nome do santo, mas pouco mais modificou. Só em 1608, 106 anos depois, se viriam a estabelecer os primeiros colonos e escravos, para ali transportados para alimentar um tráfego negreiro intenso ou trabalhar no cultivo da cana de açúcar e consequente produção de cachaça. Ambas as actividades fizeram a fortuna dos feitores e senhores da ilha, uma riqueza que se pode testemunhar, ainda hoje, na dimensão e sumptuosidade de alguns casarões senhoriais, como o da Fazenda do Engenho d’Água. 

Desde a sua descoberta pelos Portugueses até ao século XIX, as águas em redor de Ilhabela foram intensivamente patrulhadas por aventureiros, corsários e piratas europeus e, mais tarde, argentinos. Entre os mais famosos contaram-se os ingleses Francis Drake, Thomas Cavendish e Anthony Knivet. Outro cliente habitual foi o francês Duguay Trouin.

A História Horrífica da Ilhabela

Por resultado de ataques ou devido a um mar traiçoeiro que os antigos marinheiros diziam possuir um campo magnético que enganava os instrumentos de rumo, a zona ficou conhecida como o Triângulo das Bermudas da América do Sul. Jazem em redor de Ilhabela dezenas de embarcações afundadas dos mais variados tipos, muitas das quais vítimas de naufrágios tão recentes como o do transatlântico luxuoso “Príncipe das Astúrias”, em 1916, ou o inglês Crest, em 1982. 

A própria praia para onde nos dirigíamos agora – a dos Castelhanos – bem como outras duas localizadas logo ao lado, foram baptizadas segundo uma das muitas histórias de terror marítimo que, em contrasenso com o seu nome, se associaram à ilha. Como contam os locais, os castelhanos foram os náufragos que deram à costa depois do afundamento do barco em que seguiam. Como se não bastasse, o sangue que derramaram ao ser projectados contra as rochas deu origem à Praia Vermelha e, algum tempo depois, grande parte dos corpos em decomposição foram achados naquela que é hoje a Praia da Caveira.

Actualmente, se nos abstrairmos dos petroleiros que poluem visualmente o canal de São Sebastião e das canoas dos pescadores caiçaras, a maior parte das embarcações que circulam em redor da ilha são de recreio. Proporcionam momentos de puro lazer, não de drama.

Graças ao vento forte que percorre o Canal de São Sebastião, Ilhabela é a capital brasileira da vela. Recebe, todos os anos, várias provas nacionais e internacionais deste desporto e acolhe, na sua marina, centenas de veleiros, mas também muitas lanchas motorizadas de todos os tamanhos e feitios.

Ilhabela é uma espécie de recreio insular dos Paulistas com mais posses. De tempos a tempos lá se vê, sobre o canal de São Sebastião, mais um helicóptero de algum VIP, como a famosa apresentadora Ana Maria Braga e a actriz Regina Duarte que têm mansões de ferias na ilha.

O casal que nos acompanhava, aos solavancos, na parte de trás do jipe era bem mais remediado e dos arredores pobres de São Paulo mas, recorrendo às economias e à hospitalidade de alguns amigos locais, também teve direito a uns dias num dos retiros divinais do estado. 

As duas horas passaram com as mais variadas conversas incluindo explicações sobre a fauna local. Como sempre acontece no Brasil, mais uma vez, ouvimos lendas de onças e jaguatiricas que deambulam pela selva local, vê-las é que nem pensar.

A estrada sinuosa, essa, já no seu percurso descendente revelou, finalmente, por entre a malha  de cipós, as águas esmeralda da baía. Daí até ao areal branco foram só uns minutos e, em pouco tempo, estávamos a trepar a um miradouro improvisado numa das encostas da baía para apreciar e fotografar a tão badalada forma de coração da praia. Seguiu-se um mergulho, com algumas braçadas à mistura e, logo após, um almoço simples, mas recompensador, num dos restaurantes humildes locais. 

No dia seguinte, trocámos as sacudidelas do jipe pelo balançar de uma escuna. À moda descontraída do Brasil, a saída que estava combinada para as 9.30, foi-se atrasando sucessivamente. O motivo: “o cara que tinha ficado de trazer as bebidas nunca mais aparecia”. Felizmente, na doca da vila, a família Adés – que se encontrava numa espécie de diáspora por motivos profissionais e havia fretado a embarcação para um passeio comemorativo do seu reencontro – estava tão ou mais atrasada que o cara encarregue das bebidas. Assim, os únicos a esperar fomos nós e a tripulação mas, tendo em conta que o comandante Marcos aproveitou o tempo morto para desbobinar os seus inesgotáveis conhecimentos sobre a Ilhabela, a navegação em geral e a meteorologia local, ninguém ficou a perder.

Chegadas as bebidas e o pouco gelo que restava lá apanhámos a tal família Adés e seguimos para norte, ao longo da costa, em direcção a outro dos encantos paisagísticos ilhabelenses: a praia de Jabaquara.

Ao longo do percurso sucederam-se alguns dos pontos chave da zona norte da ilha, como a Praia da Armação, o farol da Ponta das Canas e a Praia da Pacuíba. Os cenários foram-se tornando mais verdejantes e naturais à medida que avançávamos pela costa norte e, após contornarmos uma reentrância rochosa imponente, lá demos de cara com a pequena enseada que protege a praia.

De areias amarelo-torrado e uma frondosa linha de coqueiros, Jabaquara deixou os Adés tão satisfeitos pelo regresso que alguns elementos da família (os mais novos, claro) nem esperaram que a escuna lançasse âncora e o bote os levasse ao areal, para matar saudades. Mergulharam simplesmente e saíram a nadar.

Jabaquara é uma praia que faz as delícias de qualquer visitante mas, como se passa com as restantes 38 e com outras atracções naturais da ilha, cobra um preço bem alto, em picadas. O borrachudo – um minúsculo mas persistente insecto vampiresco – é uma constante da vida em Ilhabela, ao ponto de existir, na vila, uma sanduicheria baptizada em sua honra. Durante qualquer visita à ilha, das duas uma, ou se reforça a camada de repelente com uma regularidade infalível ou, se prepara a mente para dias de comichão e mais comichão.  

Os nativos há muito que optaram pela segunda hipótese e estão de tal forma preparados que já deixaram de se importar. Não pense em atingir este karma nuns poucos dias de visita. É algo que se conquista com o tempo. Muito tempo.

Costa Sul: Beleza Interior mas acima de tudo Litoral

Uma vez que estávamos alojados na costa virada para o Brasil, a única com estrada asfaltada (que percorríamos mais que uma vez ao dia) e depois dos passeios que tínhamos já feito, faltava claramente explorar o sul da ilha. Era esse o próximo plano a levar a cabo. No dia seguinte, saímos bem cedo e fomos espreitar a secção que ficava do porto da balsa para baixo. Com um visual bem mais agradável que a zona a norte, ali, as pequenas praias ou meras enseadas sem areal sucedem-se: Praia da Feiticeira, Praia do Julião, Praia Grande, Praia do Curral. Para o lado oposto, o cenário é grandioso. Picos imponentes que dão lugar a encostas longas forradas por árvores majestosas.

Curiosamente, o grandioso é também harmonioso nesta área da ilha. Algo que nem só o domínio altivo das montanhas luxuriantes explica. São também as capelas que dão para o mar, a estrada estreita que parece que vai ser engolida pela vegetação a qualquer momento e a presença discreta mas simpática da Ilha das Cabras. É tudo isto mas muito mais.

Passo da Lontra, Brasil

O Brasil Alagado a um Passo da Lontra

Estamos no limiar oeste do Mato Grosso do Sul mas mato, por estes lados, é outra coisa. Numa extensão de quase 200.000 km2, o Brasil surge parcialmente submerso, por rios, riachos, lagoas e outras águas dispersas em vastas planícies de aluvião. Nem o calor ofegante da estação seca drena a vida e a biodiversidade de lugares e fazendas pantaneiras como a que nos acolheu às margens do rio Miranda.
Manaus, Brasil

Os Saltos e Sobressaltos da ex-Capital Mundial da Borracha

De 1879 a 1912, só a bacia do rio Amazonas gerava o latex de que, de um momento para o outro, o mundo precisou e, do nada, Manaus tornou-se uma das cidades mais avançadas à face da Terra. Mas um explorador inglês levou a árvore para o sudeste asiático e arruinou a produção pioneira. Manaus voltou a provar a sua elasticidade. É a maior cidade da Amazónia e a sétima do Brasil.

Florianópolis, Brasil

O Legado Açoriano do Atlântico Sul

Durante o século XVIII, milhares de ilhéus portugueses perseguiram vidas melhores nos confins meridionais do Brasil. Nas povoações que fundaram, abundam os vestígios de afinidade com as origens.

Morro de São Paulo, Brasil

Um Litoral Divinal da Bahia

Há três décadas, não passava de uma vila piscatória remota e humilde. Até que algumas comunidades pós-hippies revelaram o retiro do Morro ao mundo e o promoveram a uma espécie de santuário balnear.

Ilhabela, Brasil

A Caminho de Bonete

Uma comunidade de caiçaras descendentes de piratas fundou uma povoação num recanto da Ilhabela. Apesar do acesso difícil, Bonete foi descoberta e considerada uma das 10 melhores praias do Brasil.

Sombra vs Luz
Arquitectura & Design

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Pleno Dog Mushing
Aventura

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.

Preces ao fogo
Cerimónias e Festividades

Quioto, Japão

Uma Fé Combustível

Durante a celebração xintoísta de Ohitaki são reunidas no templo de Fushimi preces inscritas em tabuínhas pelos fiéis nipónicos. Ali, enquanto é consumida por enormes fogueiras, a sua crença renova-se

De volta ao porto
Cidades

Anchorage a Homer, E.U.A.

Viagem ao Fim da Estrada Alasquense

Se Anchorage se tornou a grande cidade do 49º estado dos E.U.A., Homer, a 350km, é a sua mais famosa estrada sem saída. Os veteranos destas paragens consideram esta estranha língua de terra solo sagrado. Também veneram o facto de, dali, não poderem continuar para lado nenhum. 

Ilha menor
Comida
Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.
Cultura
Dali, China

Flash Mob à Moda Chinesa

A hora está marcada e o lugar é conhecido. Quando a música começa a tocar, uma multidão segue a coreografia de forma harmoniosa até que o tempo se esgota e todos regressam às suas vidas.
Recta Final
Desporto

Inari, Lapónia, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final Kings Cup, confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.

Eternal Spring Shrine
Em Viagem

Garganta de Taroko, Taiwan

Nas Profundezas de Taiwan

Em 1956, taiwaneses cépticos duvidavam que os 20km iniciais da Central Cross-Island Hwy fossem possíveis. O desfiladeiro de mármore que a desafiou é, hoje, o cenário natural mais notável da Formosa.

Todos a bordo
Étnico

Viti Levu, Fiji

Uma Partilha Improvável

Em pleno Pacífico Sul, uma comunidade numerosa de descendentes de indianos recrutados pelos ex-colonos britânicos e a população indígena melanésia repartem há muito a ilha chefe de Fiji.

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
O atoleiro de Magalhães
História

Cebu, Filipinas

O Atoleiro de Magalhães

Tinham decorrido quase 19 meses de navegação pioneira e atribulada em redor do mundo quando o explorador português cometeu o erro da sua vida. Nas Filipinas, o carrasco Datu Lapu Lapu preserva honras de herói. Em Mactan, uma sua estátua bronzeada com visual de super-herói tribal sobrepõe-se ao mangal da tragédia.

Doca gelada
Ilhas

Ilha Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.

Santas alturas
Inverno Branco

Kazbegi, Geórgia

Deus nas Alturas do Cáucaso

No século XIV, religiosos ortodoxos inspiraram-se numa ermida que um monge havia erguido a 4000 m de altitude e empoleiraram uma igreja entre o cume do Monte Kazbegi (5047m) e a povoação no sopé. Cada vez mais visitantes acorrem a estas paragens místicas na iminência da Rússia. Como eles, para lá chegarmos, submetemo-nos aos caprichos da temerária Estrada Militar da Geórgia.

Trio das alturas
Literatura

PN Manyara, Tanzânia

Na África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.

Foz incandescente
Natureza

Big Island, Havai

À Procura de Rios de Lava

São 5 os vulcões que fazem a Big Island aumentar de dia para dia. O Kilauea, o mais activo à face da Terra, liberta lava em permanência. Apesar disso, vivemos uma espécie de epopeia para a vislumbrar.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Esqui
Parques Naturais

Lapónia, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.

Praia Islandesa
Património Mundial Unesco

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Cabana de Brando
Personagens

Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.

Baie d'Oro
Praia

Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

Àgua doce
Religião

Maurícias

Uma Míni-Índia nos Fundos do Índico

No século XIX, franceses e britânicos disputaram um arquipélago a leste de Madagáscar antes descoberto pelos portugueses. Os britânicos triunfaram, re-colonizaram as ilhas com cortadores de cana-de-açúcar do subcontinente e ambos admitiram a língua, lei e modos francófonos precedentes. Desta mixagem, surgiu a exótica Maurícia.    

A todo o vapor
Sobre carris

Ushuaia, Argentina

O Derradeiro Comboio Austral

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul

Mini-snorkeling
Sociedade

Ilhas Phi Phi, Tailândia

De regresso a “A Praia”

Passaram 15 anos desde a estreia do clássico mochileiro baseado no romance de Alex Garland. O filme popularizou os lugares em que foi rodado. Pouco depois, alguns desapareceram temporária mas literalmente do mapa mas, hoje, a sua fama controversa permanece intacta.

Fim da Viagem
Vida Quotidiana

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Cabo da Cruz colónia focas, cabo cross focas
Vida Selvagem
Cape Cross, Namíbia

A Mais Tumultuosa das Colónias Africanas

Diogo Cão desembarcou neste cabo de África em 1486, instalou um padrão e fez meia-volta. O litoral imediato a norte e a sul, foi alemão, sul-africano e, por fim, namibiano. Indiferente às sucessivas transferências de nacionalidade, uma das maiores colónias de focas do mundo manteve ali o seu domínio e anima-o com latidos marinhos ensurdecedores e intermináveis embirrações.
Os sounds
Voos Panorâmicos

The Sounds, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o subdomíno retalhado entre Te Anau e o Mar da Tasmânia.