Brava, Cabo Verde

A Ilha Brava de Cabo Verde


Burrico
Moradores de Cachaço e outros dos muitos burricos da Brava.
Dona di Brava
Moradora anciã da Brava.
Casario & Ilhéus
Núcleo de casas no cimo de uma crista do norte da Brava.
Martins & Martins
Bravenses conversam próximo do Bar Martins & Martins.
Recanto Rugoso
Recanto dramático mas urbanizado da Brava.
Convívio
Moradores de Cachaço conversam em frente a um lar.
Lares no Verde
Casas da Brava envoltas de bananeiras, papaieiras e restante vegetação tropical.
Hiace à Vista
Carrinha Hiace percorre uma das velhas estradas calçadas da Brava.
Burrico II
Burro junto a um depósito de água virado para o oceano a norte da Brava.
Vislumbre Fajã da Água
Primeira vista da Fajã d'Água de quem vem do interior da Brava.
As Curvas da Fajã
Vista mais próxima da Fajã d'Água, com a sua marginal a separar o casario do oceano.
Pescadores da Fajã
Pescadores tentam içar um barco para o cimo da enseada, a salvo das ondas.
Enseada da Fajã da Água
Embarcações ancoradas na enseada da Fajã d'Água.
Marginal da Fajã
Casario da Fajã d'Água ao longo da marginal apertada da povoação.
Trio dos Cabritos
Jovens bravenses junto a cabras e cabritos numa casa do norte da ilha.
Duo-a-Remos
Pescadores a bordo de um barco a remos.
Pouso da Passarinha
Uma passarinha, espécie endémica de algumas ilhas de Cabo Verde, incluindo a Brava, Fogo e Santiago.
Complicações da Pesca
Pescadores da Fajã d'Água preparam-se para colocar um barco de pesca a salvo das vagas.
O Caminho para a água
Morador da Brava conduz um burro carregado de garrafões de água.
Cabritos x2
Jovem bravense segura dois dos cabritos de que cuida, numa casa aterraçada da ilha.
Aquando da colonização, os portugueses deparam-se com uma ilha húmida e viçosa, coisa rara, em Cabo Verde. Brava, a menor das ilhas habitadas e uma das menos visitadas do arquipélago preserva uma genuinidade própria da sua natureza atlântica e vulcânica algo esquiva.

Cabo Verde tem os seus tempos. O da chegada do ferry “Liberdadi” da Cidade da Praia, ilha de Santiago, acumulou três horas de atraso.

“Escusam de ir já para o porto. Ficam aqui no terraço a apreciar a vista e a beber qualquer coisa. Quando virem o barco aparecer detrás do sul do Fogo, então, descem, sem pressas.”

O conselho dos donos do hotel Xaguate poupa-nos a uma espera desesperante. Não poupou ao balouçar intenso do ferry em boa parte da navegação entre São Filipe e a aldeia piscatória de Furnas.

Fruto de sucessivos percalços, desembarcamos na Brava eram quase onze e meia da noite. Sentíamo-nos cansados a condizer.

Quando descobrimos que, sem a termos pedido, tínhamos uma Hiace da pousada à espera, a inesperada boleia sossega-nos. Já instalados, aproveitamos o embalo do “Liberdadi” no fundo das mentes. Adormecemos num ápice.

Com o amanhecer, retomamos a saga Hiace. Por mais que procurássemos, não havia um único carro para alugar em toda a Brava. O rapaz da recepção diz-nos que o seu tio Joaquim nos podia safar. Vinte minutos depois, o Sr. Joaquim aparece com uma velha van. Hiace, claro está.

Até então, tínhamos conduzido um pouco de tudo em Cabo Verde, a determinada altura, com preferência para as poderosas pick ups de que, desde a estreia quase forçada, em Santo Antão, tínhamos ficado adeptos.

Reconhecíamos a popularidade das Hiaces, em Cabo Verde. Tinham-nos poupado a diversas caminhadas demasiado longas. Não contávamos era com nos tornarmos condutores de uma, para mais, idosa, cheia de teimosias. E de manhas.

Ao confirmarmos a falta de alternativas, conformamo-nos. Instalamo-nos, meio perdidos no habitáculo excessivo, receosos de que os travões da carripana cedessem numa das sucessivas ladeiras paredes-meias com precipícios da ilha.

Brava ilha Cabo Verde, Macaronésia

Da Base de Nova Sintra, à Descoberta da Brava

Deixamos Nova Sintra, a capital, para mais tarde. Numa primeira fase, em plena ascensão das vertentes que sucedem a Cova Rodela, vemos o casario da capital estender-se pelo declive suave do leste, submisso à imponência da montanha-vulcão do Fogo.

São brancas as casas da Brava, as de Nova Sintra e as restantes, adornadas por bananeiras, por papaieiras, agaves e vegetação afim daqueles confins da Macaronésia em que as passarinhas esvoaçam e saltitam.

Brava ilha Cabo Verde, Macaronésia

São lares feitos de paredes alvas, de telhas de barro cozido, como o de tantas aldeolas e lugarejos da antiga metrópole.

A meio do século XVI, de lá chegaram sobretudo minhotos. Acompanharam-nos madeirenses, também eles aliciados pelo Atlântico ainda mais desconhecido.

Não foram os primeiros moradores da ilha, longe disso.

No final do século XV, os descobridores e comerciantes lusos já usavam a Brava como entreposto de escravos.

Em pleno século XVII, povoaram-na em catadupa habitantes da vizinha Fogo, em fuga das erupções cada vez mais regulares e ameaçadoras do vulcão massivo da ilha.

Brava ilha Cabo Verde, Macaronésia

Na diminuta Brava, o grande calçadão ervado e murado bifurca. Insinuavam-se, a norte, recortes afiados da ilha, marcados contra o anil do Atlântico que o tecto de bruma seca invernal tornava nevoento.

Algures entre o contorno setentrional da Brava e o horizonte, os ilhéus Grande, de Cima, os Secos e o do Rombo salpicavam o oceano.

Brava ilha Cabo Verde, Macaronésia

Casario alvo da Brava disseminado pela paisagem verdejante da illha.

A bifurcação gera em nós indecisão. O desafogo e o apelo azulado do mar acabam por nos seduzir. Seguimos pela direita, na direcção de Sorno a que a estrada nunca chega.

Ao vencermos um de tantos meandros, entre agaves aguçados, cruzamo-nos com um duo inesperado.

Brava ilha Cabo Verde, MacaronésiaUm morador caminhava lado a lado com um burro carregado de bidões de água. A nossa passagem, na Hiace de que por certo conhecia o proprietário, suscita uma surpresa que prefere dissimular. “Vão até à Fajã?” pergunta-nos. “É bonito, aquilo lá.”

Numa ilha com meros 67km2 seria difícil falharmos um dos seus recantos imperdíveis. Haveríamos de lá descer.

No entretanto, desperta-nos a atenção uma casa sobranceira, branca, de molduras e portadas azuis, também ela espalmada contra o fundo condizente de céu e de mar.

Brava ilha Cabo Verde, MacaronésiaPercebemos movimento sobre o terraço que a completava. Decidimos investigar. Quando lá chegamos, um grupo de jovens bravenses conversa ao sol.

De quando em quando, aconchegam dois cabritos recém-nascidos. Tito, Daniel, Vitinho e Jim trazem erva que as cabras adultas devoram em três tempos.

Brava ilha Cabo Verde, MacaronésiaO calor refractado pelas paredes ajudava a amornar uma tagarelice com que os rapazes não contavam mas que alimentam de uma timidez curiosa.

Entendemos o quão importantes eram as cabras e os cabritos para a sua sobrevivência, como o era o burrico felpudo que nos olhava de soslaio, preso a um velho tanque de água.

Brava ilha Cabo Verde, MacaronésiaUns minutos depois, chegamos à encosta sobranceira à Ponta Cajau Grande. Após um esse apertado e escavado na vertente rochosa, temos a visão inaugural da Fajã.

Descida à Enseada Abrigada e Quente de Fajã de Baixo

Primeiro, a da enseada escarpada no seu topo.

Brava ilha Cabo Verde, MacaronésiaMais abaixo, do fundo socalcado, pejado de palmeiras e de coqueiros destacados acima do casario. Completamos os ziguezagues para a marginal que o separa do mar.

Protegida dos alísios pela configuração e profundidade da baía, a Fajã requentava. Mesmo em pleno Inverno, a espécie de estufa que lá constatamos justificava a proliferação e a saúde da vegetação tropical.

Também servia para explicar o facto de a marginal estar quase deserta.

Deviam ser quase duas da tarde. Esfomeados, sondamos os restaurantes e bares mais próximos, o Flowers of the Bay, o Bar dy Nos. E outros.

Ansiávamos por um peixe grelhado, uma cachupa, por uma refeição bravense ou caboverdiana que fosse.

Por fim, aparece alguém do interior escuro de um estabelecimento. “A esta hora? Só temos bebidas. Se tivessem ligado para cá antes de saírem de Nova Sintra, tínhamos preparado algo.

Nós só fazemos comida quando temos clientes garantidos. E vocês estão a chegar em época ainda muito baixa.” Voltamos a conformar-nos. Agradecemos e pedimos bebidas para levar.

Brava ilha Cabo Verde, MacaronésiaCaminhamos marginal fora, até ao velho aeroporto da Esperadinha, inaugurado em 1992, fechado em 2004 quando se percebeu que os ventos que fustigavam aquele norte da Brava eram demasiado traiçoeiros.

Regressamos ao âmago da Fajã. Por essa hora, já anima a baía alguma actividade piscatória.

Acompanhamos um grupo de homens que lutavam contra as vagas, aflitos para depositarem sobre os seixos secos, não rolantes de basalto, um pequeno barco artesanal.

Brava ilha Cabo Verde, MacaronésiaE vemos outros a estenderem uma rede nas imediações de um veleiro por ali fundeado.

De Regresso às Terras Altas da Ilha da Brava

Com o sol prestes a sumir-se para trás das vertentes a oeste e com tanto da ilha por desbravar, regressamos ao seu cimo.

De novo por terras de Cova Joana, seguimos pela continuação da via que antes tínhamos rejeitado, rumo a Nª Srª do Monte, pelas alturas do Pico das Fontaínhas (976m) que nenhum outro ponto da ilha supera.

Passamos junto a Escovinha e a Campo Baixo. Alguns quilómetros em esforço da Hiace adicionais, damos entrada em Cachaço. Por onde a estrada se fica.

Brava ilha Cabo Verde, MacaronésiaÉ famoso o queixo de cabra do Cachaço. Bem mais notório que a casa em que os nativos afiançam que o poeta bravense Eugénio Tavares se refugiava para compor as mornas que Cabo Verde continua a cantarolar.

Eugénio de Paula Tavares terá escrito que “da Brava para qualquer ponto, os ventos são sempre de proa, o mar é sempre picado, as correntes sempre contrárias, o céu sempre toldado e prenhe de ameaças. Mas o regresso é a fresta, o mar é de rosas e os ventos de feição.”

Aos moradores de Cachaço, a névoa que ameaçava velar o povoado, já pouco ou nada inquietava.

Recebem-nos com uma estranheza que se converte em tagarelice desenfreada, com um grupo deles sentado em frente a uma casa, para variar, esverdeada e com um duo de camponeses bem-dispostos, que dá de beber a um burro sedento.

Brava ilha Cabo Verde, Macaronésia

Por fim, a névoa pendente apodera-se da povoação e dos montes.

Com o receio de a termos que completar às cegas, antecipamos a descida para Nova Sintra, a capital assim baptizada devido as alegadas similitudes com a vila saloia.

Fim de Tarde Animado em Nova Sintra

Em Nova Sintra, renovava-se e celebrava-se a sua habitual jovialidade.

Em pleno dia dos namorados, sob os bigodes de bronze de Eugénio de Paula Tavares, adolescentes descarados roubavam flores do jardim público. E, a umas dezenas de metros do lugar do crime, ofereciam-nas às caras-metades.

O Carnaval estava à porta. Nem o romantismo florido do dia, poupava os adolescentes aos ensaios diários para os desfiles de daí a uns dias, animados por bombos, tambores, estranhas pandeiretas rectangulares e por máscaras esculpidas de cascas de cocos.

Já à margem desta comoção, devoramos uma cachupa, pobre mas providencial, no restaurante junto ao coreto do centro. Extasiados, rendidos à escuridão que se instalara, refugiamo-nos no bar da pousada.

Lá nos entregamos a um jogo internacional do Benfica que concentrava um público entusiasta. João Gonçalves, o “Jiji” da recepção mostra-se intrigado com a nossa integração.

Quando damos por ela, debatemos com o anfitrião as aventuras e desventuras da colonização e descolonização de Cabo Verde: “Mas, tendo em conta a ligação tão forte que ainda mantemos, achas que tinha feito sentido uma solução como a dos Açores e da Madeira?”, questionamo-lo, desafiados pelo contexto.

Jiji não está com meias medidas. “Não, o que de mau se passou em Cabo Verde e na Guiné nunca foi comparável e foi demasiado para podermos admitir algo assim.”

O Glorioso triunfou por 1-0 sobre o Borussia de Dortmund. Nessa noite, todos bebemos ponchas. Todos celebrámos a complexa portugalidade.

Ilha do Fogo, Cabo Verde

À Volta do Fogo

Ditaram o tempo e as leis da geomorfologia que a ilha-vulcão do Fogo se arredondasse como nenhuma outra em Cabo Verde. À descoberta deste arquipélago exuberante da Macaronésia, circundamo-la contra os ponteiros do relógio. Deslumbramo-nos no mesmo sentido.
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Um Clã "Francês" à Mercê do Fogo

Em 1870, um conde nascido em Grenoble a caminho de um exílio brasileiro, fez escala em Cabo Verde onde as beldades nativas o prenderam à ilha do Fogo. Dois dos seus filhos instalaram-se em plena cratera do vulcão e lá continuaram a criar descendência. Nem a destruição causada pelas recentes erupções demove os prolíficos Montrond do “condado” que fundaram na Chã das Caldeiras.    
São Nicolau, Cabo Verde

Fotografia dess Nha Terra São Nicolau

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Cidade Velha, Cabo Verde

Cidade Velha: a anciã das Cidades Tropico-Coloniais

Foi a primeira povoação fundada por europeus abaixo do Trópico de Câncer. Em tempos determinante para expansão portuguesa para África e para a América do Sul e para o tráfico negreiro que a acompanhou, a Cidade Velha tornou-se uma herança pungente mas incontornável da génese cabo-verdiana.

Ilha do Sal, Cabo Verde

O Sal da Ilha do Sal

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São Nicolau, Cabo Verde

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