Arquipélago Bacuit, Filipinas

A Última Fronteira Filipina


Desembarque Tardio

Pescador arruma a sua bangka depois de ancorar numa praia nos arredores de El Nido.

Snake Island

Passageiros de uma bangka fazem snorkeling na Snake Island.

Desembarque manual

Guia de um tour segura a sua embarcação tradicional numa praia de Matinloc.

Horizonte Salpicado

Silhuetas dos penhascos do arquipélago Bacuit que se elevam do Mar da China do Sul.

Rede familiar

Irmãs divertem-se sobre uma rede, em El Nido.

Mergulho raso

Guia nativo investiga o leito marinho, na ilha remota de Matinloc.

Ancoradouro tropical

Uma bangka estacionada numa praia idílica de Miniloc.

Motoreta Sky Lark

Pequeno tricycle deixa o aeródromo de El Nido.

Snorkeler

Guia repousa num momento de snorkeling raso numa lagoa escondida de Matinloc.

Salto estilo mortal

Miúdo exibe acrobacias aquáticas na baía de El Nido.

Caminhar sobre as águas

Visitantes de El Nido percorrem a língua de areia que dá o nome à Snake Island.

Um dos cenários marítimos mais fascinantes do Mundo, a vastidão de ilhéus escarpados de Bacuit esconde recifes de coral garridos, pequenas praias e lagoas idílicas. Para a descobrir, basta uma bangka.

Vista de uma forma simplória, a viagem para o norte da ilha podia ser o preço a pagar pelo que de bom estava para vir. O autocarro, autêntica relíquia folclórica, seguia esforçado ao longo da estrada esburacada que ligava Tay Tay a El Nido. Carregado at&ea

cute; mais não, dentro da cabine e sobre o tejadilho, era presa fácil para os outros veículos que o ultrapassavam e deixavam envolto numa nuvem de poeira que se nos entranhava nos poros. Sempre que embalava para alguns quilómetros de progresso, parava à b

eira da estrada, para reparar novo furo ou recolher passageiros, uma miríade de sacas e sacos e restante bagagem fora de formato.

Por entre colinas gentis, arrozais secos e áreas de savana filipina, fomos avançando devagar no mapa enquanto as cores garridas da pintura

do bus e de tudo o que seguia a bordo eram devoradas por um branco implacável. Quase dezasseis horas depois da partida de Puerto Princesa, já no terminal de El Nido, nenhum dos nativos parecia espantado com o desembarque fantasmagórico. Durante a longa época estival, era assim, enfarinhados, que surgiam na povoação os autocarros, jeepneys, carrinhas envelhecidas e tricycles oriundos do sul.

Com cerca de 30.000 habitantes maioritariamente cristãos, dos quais 85% vive em barangays (freguesias) rurais, El Nido é porta de entrada para um dos mais exuberantes cenários da ilha de Palawan: o arquipélago Bacuit.

Apesar de colonizarem um território incaracterístico e improvável no outro lado do globo, os espanhóis vieram encontrar no sul das Filipinas os seus velhos arqui-rivais mouros. Na segunda metade do século XVII, frades baseados em Luzon (a maior e principal ilha do país) enviaram missões a Palawan mas depararam-se com forte resistência das comunidades islâmicas locais. Construíram então igrejas protegidas por guarnições que lhes permitiam defenderem-se dos ataques dos inimigos e conseguiram fixar-se até à revolução filipina de 1898 e à passagem do território para a posse dos Estados Unidos da América. 

Por essa altura, El Nido e a área em redor do extremo norte de Palawan receberam as primeiras famílias espanholas: os Canovas, Vázquez, Ríos e Rey. Ao mesmo tempo, chegaram colonos chineses, alguns da China outros de Luzon e de outras partes das Filipinas: os Lim, Chin, Liao, Edsan, Ambao, Que-Ke, Lim Piao, Yu His, Pe Phan and Pe Khen, entre outros.  

Desde a dinastia Sung – 960 a 279 a.C – que os chineses visitavam a zona para recolher os abundantes ninhos de andorinha (collocalia fuciphaga) disputados no reino devido aos seus inúmeros efeitos terapêuticos e ao sabor da sopa em que eram confeccionados, considerada uma iguaria. Por volta do século XVIII, o produto tinha um tal valor comercial que justificou a emigração de recolectores e intermediários. Mas foi só em 1954, que a povoação recebeu o nome hispânico que mantém, inspirado na importância que os ninhos encontrados nos penhascos de calcário em redor tiveram para a sua afirmação no mapa das Filipinas e do Mundo. 

Mas se os ninhos sempre fizeram parte da história da região, o turismo só surgiu apenas em 1983, quando uma parceria filipina e japonesa de nome Ten Knots Development Corporation, abriu o primeiro resort na ilha de Miniloc e uma pista de aviação no barangay Villa Libertad, nos arredores da cidade. 

Em 1996, a revista Time incluiu a zona em redor de El Nido numa lista que classificava os melhores destinos secretos de viagem. Por várias razões, essa distinção pouco perturbou a aura de região remota e selvagem do Arquipélago Bacuit.  Pouco depois, o governo filipino criou a Reserva Marinha local que protegeu uma área de quase 100 hectares com um ecossistema precioso em que se encontram mantas, tartarugas de várias espécies e dugongos, os parentes asiáticos dos manatins.

Hoje, talvez falte a El Nido o charme que a coloque à altura do cenário circundante, como chegam a desabafar alguns visitantes. Se for valorizada a genuinidade, talvez não seja assim.

Encurralado entre a baía de Bacuit e enormes rochedos de calcário afiados, o seu casario térreo mal acabado acolhe negócios orientados tanto para os da terra como para os forasteiros. 

Chegam a conviver, lado a lado, casas de rações e outros produtos para galos de combate com pequenos bares, restaurantes e casas de internet. El Nido é um caso urbanístico bicudo. Apesar de terem usado o nome da población e da região circundante, por a considerarem indigna, os dois resorts requintados ao largo fazem os hóspedes abastados passar-lhe ao lado, de barco. Esta rejeição impede o desenvolvimento, como depressa constatámos.

Enquanto exploramos areal da baía, descobrimos um jeepney – o veículo nacional das Filipinas, criado a partir de adaptações dos jipes americanos que sobraram da 2ª Guerra Mundial – cor de vinho estacionado no quintal de uma casa de madeira. Chamamos o dono e perguntamos-lhe se ainda funciona e o que faz ali mesmo à sua porta. Jolly Rivera responde entre o entusiasmo e a desilusão: “Comprei-o para o reparar e montar o meu negócio. Só que as coisas na família não correram bem e ainda não lhe consegui tocar.”

A mãe de Jolly Rivera está logo ao lado. Adoeceu, e voltou do Canada para o abrigo indígena de El Nido onde vive agora, de cadeira de rodas. Jolly gasta demasiado dinheiro com os seus medicamentos e consultas e, por isso, o sonho do jeepney continua adiado.

A servir de S.O.S. a estes casos, lá aparecem alguns mochileiros que, avessos a gastar grandes somas com luxos, impulsionam as economias de algumas famílias nativas de cada vez que se alojam nas guest-houses, se alimentam das mercearias e dos restaurantes e contratam os serviços dos barcos típicos da zona para explorarem o Arquipélago Bacuit.

Várias bangkas permanecem ancoradas na baía em frente a El Nido a aguardar passageiros. Já instalados e recuperados da viagem do sul, fretamos uma destas embarcações barulhentas e saímos para a baía com o entusiasmo de quem sabe que a recompensa está a umas poucas milhas.

A bordo seguiam o timoneiro e guia local Johnas e o seu auxiliar, mais Mona e Hans, um casal de suecos a desbravar as Filipinas à moda mochileira mas com remorsos recorrentes por estarem demasiado tempo longe dos filhos e dos netos. 

Nos momentos iniciais do percurso ainda se fizeram tentativas de continuar o diálogo estabelecido no embarque mas o barulho do velho motor de dois tempos simplesmente não o permitia. Dedicámo-nos a contemplar a natureza majestosa em redor. 

Contornamos a enigmática Cadlao island. Desvenda-se, então, a vastidão do Mar da China do Sul repleto de ilhotas e rochedos disseminados até perder de vista. A paisagem lembrou-nos outras, asiáticas e famosas: a baía de Halong do Vietname, Guilin, na China e Krabi na Tailândia. Mas tem algo adicional. Além dos rochedos de calcário e das lagoas internas, no sopé dos penhascos e escondidos no seu interior, com acesso subaquático, surgiam, uma atrás das outras, praias miniatura, de areia branca e mar sedutor, decoradas por coqueiros em sítios tão improváveis que chegavam a parecer artificiais.

Johnas conduz-nos aos recantos mais interessantes e passa informação sobre cada uma das ilhas e mini-baías: Miniloc e a Secret Lagoon, Lagen, Matinloc, Tapiutan, a praia Seven Commandos etc. etc. Pára de quando em quando para que os passageiros testem as praias. Aproveitamos cada um desses recreios marinhos até ao último minuto.

A quantidade de ilhas, ilhotas e rochedos do Arquipélago Bacuit é tal que a ENPOOA (El Nido Pumpboat Owners and Operators Association) dividiu o arquipélago em quatro percursos distintos. Atribuiu a cada um deles um tour a realizar preferencialmente com início às nove da manhã e fim por volta das quatro da tarde. Mesmo a fotografar, os dias solarengos, são tão pachorrentos e preguiçosos que chegam a gerar remorsos.

Hans e Mona quase faziam o pleno destes itinerários: “Meus amigos, nunca nos sentimos tão bem nas nossas vidas sem fazer nada”, confessou-nos a mais comunicativa esposa. Concordámos sem reservas.

Numa das tardes e dos tours, desembarcamos em Matinloc, numa praia aparentemente deserta, perdida num cenário extraterrestre, feito de lava solidificada. Saltamos para o areal e, logo em seguida, para a água. No regresso ao areal, reparamos num grupo de homens de trajes de trabalho, acocorados à asiática na sombra das árvores. 

O guia adianta que são apanhadores de ninhos. Aproximamo-nos, saudamos o grupo e descobrimos nas suas mãos o conjunto de utensílios que sempre os acompanham. Um saco a tira-colo, uma lanterna e uma faca. Completava o conjunto uma garrafa de whiskey de arroz. Do nada, damos de caras com a razão de ser do nome El Nido. Johan pede um pedaço de ninho a um dos homens e passa-o para nós: “Incrível não é? ” exclama. “É por isto que eles arriscam a vida.”

A meio da tarde, Johnas e o seu auxiliar voltaram a grelhar peixes recém-pescados que partilhamos à beira-mar em animada conversação. Depois, desembarcámos na costa sul de Miniloc para visitar nova lagoa, desta feita, a Secret Lagoon, como o nome indica, escondida por entre algumas das falésias de calcário mais altas e íngremes do arquipélago. Até às quatro da tarde, ainda parámos numa enseada deliciosa da ilha Simisu e subimos a um cume próximo para observar, de cima, a vastidão salpicada do Arquipélago Bacuit.

Bacolod, Filipinas

Um Festival para Rir da Tragédia

Por volta de 1980, o valor do açúcar, uma importante fonte de riqueza da ilha filipina de Negros caia a pique e o ferry “Don Juan” que a servia afundou e tirou a vida a mais de 176 passageiros, grande parte negrenses. A comunidade local resolveu reagir à depressão gerada por estes dramas. Assim surgiu o MassKara, uma festa apostada em recuperar os sorrisos da população.

Camiguin, Filipinas

Uma Ilha de Fogo Rendida à Água

Com mais de vinte cones acima dos 100 metros, a abrupta e luxuriante, Camiguin tem a maior concentração de vulcões que qualquer outra das 7641 ilhas filipinas ou do planeta. Mas, nos últimos tempos, nem o facto de um destes vulcões estar activo tem perturbado a paz da sua vida rural, piscatória e, para gáudio dos forasteiros, fortemente balnear.

Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.

De Barco

Desafios Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque de corpo e alma nestas viagens e deixe-se levar pela adrenalina ou pela imponência de cenários tão dispares como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.

White Beach, Filipinas

A Praia Asiática de Todos os Sonhos

Foi revelada por mochileiros ocidentais e pela equipa de filmagem de “Assim Nascem os Heróis”. Seguiram-se centenas de resorts e milhares de veraneantes orientais mais alvos que o areal de giz.

Hungduan, Filipinas

Filipinas em Estilo "Country"

Os GI's partiram com o fim da 2a Guerra Mundial mas a música do interior dos EUA que ouviam ainda anima a Cordillera de Luzon. É de tricycle e ao seu ritmo que visitamos os terraços de arroz Hungduan.

Filipinas

Os Donos da Estrada

Com o fim da 2ª Guerra Mundial, os filipinos transformaram milhares de jipes norte-americanos abandonados e criaram o sistema de transporte nacional. Hoje, os exuberantes jeepneys estão para as curvas

Vigan, Filipinas

A Mais Hispânica das Ásias

Os colonos espanhóis partiram mas as suas mansões estão intactas e as kalesas circulam. Quando Oliver Stone buscava cenários mexicanos para "Nascido a 4 de Julho" encontrou-os nesta ciudad fernandina

Marinduque, Filipinas

Quando os Romanos Invadem as Filipinas

Nem o Império do Oriente chegou tão longe. Na Semana Santa, milhares de centuriões apoderam-se de Marinduque. Ali, se reencenam os últimos dias de Longinus, um legionário convertido ao Cristianismo.

Gasan, Filipinas

A Paixão Filipina de Cristo

Nenhuma nação em redor é católica mas muitos filipinos não se deixam intimidar. Na Semana Santa, entregam-se à crença herdada dos colonos espanhóis.A auto-flagelação torna-se uma prova sangrenta de fé

Filipinas

Quando só os Galos Despertam um Povo

Banidas em grande parte do Primeiro Mundo, as lutas de galos prosperam nas Filipinas onde movem milhões de pessoas e de Pesos. Apesar dos seus eternos problemas é o sabong que mais estimula a nação.

Busuanga, Filipinas

Uma Armada Pouco Secreta

Na 2a Guerra Mundial, uma frota nipónica falhou em ocultar-se ao largo de Busuanga e foi afundada pelos aviões norte-americanos. Hoje, os seus destroços subaquáticos atraem milhares de mergulhadores.

Seydisfjordur
Arquitectura & Design

Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando a frota pesqueira de Seydisfjordur foi comprada por armadores de Reiquejavique, a povoação teve que se adaptar. Hoje captura discípulos de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.

Lenha
Aventura

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Natal de todas as cores
Cerimónias e Festividades
Shillong, India

Selfiestão de Natal num Baluarte Cristão da Índia

Chega Dezembro. Com uma população em larga medida cristã, o estado de Meghalaya sincroniza a sua Natividade com a do Ocidente e destoa do sobrelotado subcontinente hindu e muçulmano. Shillong, a capital, resplandece de fé, felicidade, jingle bells e iluminações garridas. Para deslumbre dos veraneantes indianos de outras partes e credos.
A Crucificação em Helsínquia
Cidades

Helsínquia, Finlândia

Uma Via Crucis Frígido-Erudita

Chegada a Semana Santa, Helsínquia exibe a sua crença. Apesar do frio de congelar, actores pouco vestidos protagonizam uma re-encenação sofisticada da Via Crucis por ruas repletas de espectadores.

Ilha menor
Comida
Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.
Conversa entre fotocópias
Cultura

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A Assembleia Babel da Nação Sami

A nação sami é afectada pela ingerência das leis de 4 países, pelas suas fronteiras e pela multiplicidade de sub-etnias e dialectos. Mesmo assim, no parlamento de Inari, lá se vai conseguindo governar

Radical 24h por dia
Desporto

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Digna de uma Raínha

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A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
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Durante o século XVIII, milhares de ilhéus portugueses perseguiram vidas melhores nos confins meridionais do Brasil. Nas povoações que fundaram, abundam os vestígios de afinidade com as origens.

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Suspeitos
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Na Pista de “Crime e Castigo”

Em São Peterburgo, não resistimos a investigar a inspiração para as personagens vis do romance mais famoso de Fiódor Dostoiévski: as suas próprias lástimas e as misérias de certos concidadãos.

South African Geographic
Natureza
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À Mesa do Adamastor

Dos tempos primordiais das Descobertas à actualidade, a Montanha da Mesa sempre se destacou acima da imensidão sul-africana e dos oceanos em redor. Os séculos passaram e a Cidade do Cabo expandiu-se a seus pés. Tanto os capetonians como os forasteiros de visita se habituaram a contemplar, a ascender e a venerar esta meseta imponente e mítica.
Filhos da Mãe-Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Lagoas fumarentas
Parques Naturais

Tongariro, Nova Zelândia

Os Vulcões de Todas as Discórdias

No final do século XIX, um chefe indígena cedeu os vulcões de Tongariro à coroa britânica. Hoje, parte significativa do povo maori continua a reclamar aos colonos europeus as suas montanhas de fogo.

Vale de socalcos
Património Mundial Unesco

Batad, Filipinas

Os Socalcos que Sustentam as Filipinas

Há mais de 2000 anos, inspirado pelo seu deus do arroz, o povo Ifugao esquartejou as encostas de Luzon. O cereal que os indígenas ali cultivam ainda nutre parte significativa do país.

Riso no elevador
Personagens

Osaka, Japão

Na Companhia de Mayu

A industria japonesa da noite é um negócio bilionário e multifacetado. Em Osaka, somos acolhidos por uma sua assalariada enigmática que opera algures entre a arte gueixa e a prostituição convencional.

Pacífico celestial
Praia
Moorea, Polinésia Francesa

A Irmã Polinésia que Qualquer Ilha Gostaria de Ter

A meros 17km de Taiti, Moorea não conta com uma única cidade e abriga um décimo dos habitantes. Há muito que os taitianos veem o sol pôr-se e transformar a ilha ao lado numa silhueta enevoada para, horas depois, lhe devolver as cores e formas exuberantes. Para quem visita estas paragens longínquas do Pacífico, conhecer também Moorea é um privilégio a dobrar.
Num equilíbrio fluvial
Religião

Chiang Kong - Luang Prabang, Laos

Por Esse Mekong Abaixo

Os custos mais baixos e a beleza dos cenários são as principais razões para fazer esta viagem. Seja como for, a descida pelo rio "mãe de todas as águas" pode ser tão pitoresca como incómoda.

A todo o vapor
Sobre carris

Ushuaia, Argentina

O Derradeiro Comboio Austral

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul

Torre Fushimi Yagura
Sociedade

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O Imperador sem Império

Após a capitulação na 2ª Guerra Mundial, o Japão submeteu-se a uma constituição que encerrou um dos mais longos impérios da História. O imperador japonês é, hoje, o único monarca a reinar sem império.

Gado
Vida Quotidiana

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Quando a Carne é Fraca

É conhecido o sabor inconfundível da carne argentina. Mas esta riqueza é mais vulnerável do que se imagina. A ameaça da febre aftosa, em particular, mantém as autoridades e os produtores sobre brasas.

Patrulha réptil
Vida Selvagem
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O Pantanal das Pampas

No mapa mundo, para sul do famoso pantanal brasileiro, surge uma região alagada pouco conhecida mas quase tão vasta e rica em biodiversidade. A expressão guarani Y berá define-a como “águas brilhantes”. O adjectivo ajusta-se a mais que à sua forte luminância.
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