Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso


Baie d’Oro

Banhistas nipónicos fazem snorkeling no aquário natural da Baie d'Oro.

Piroga local

Veraneantes sobem a bordo duma piroga tradicional.

Tiki

Escultura-paliçada "tiki" da etnia Kunie.

Banhista metro

Banhista "metropolitana" (do continente francês) na Baie d'Oro.

Embarque sem Pressas

Turistas sobem para uma volta numa das pirogas tradicionais da Île des Pins.

Divinal Snorkeling

Casal observa a vida submarina colorida da Baie d'Oro.

Desembarque

Família regressa a terra na praia de Kuto.

Peixe garrido

Um dos muitos peixes coloridos que habitam a Baie d'Oro.

Em território Kunie

Rapariga escrevinha na areia molhada em frente à paliçada "tiki".

Igreja de Vao

Ciclistas param o seu passeio para repousar em frente à igreja de Vao.

Nativo sorridente

Habitante kunie da Île-des-Pins.

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

Por volta dos seus vinte anos, a jovem escritora embarcou numa viagem, vista, à época, como mais que alternativa. O Japão recuperava a olhos vistos da destruição e da má fama de que a nação se viu a braços após a tentativa frustrada de conquistar o Pacífico. Morimura desistiu de uma curta experiência como editora de uma revista feminina. Pouco depois,  visitou um arquipélago que os japoneses nunca conseguiram tomar apesar da apetência pelas reservas de níquel da principal ilha da Nova Caledónia. Interessava-lhe, sobretudo, a evasão e o exotismo tropical daquele lugar perdido no maior dos oceanos.

De regresso, Morimura embarcou num romance. Pouco depois, publicou-o e partilhou com os leitores a aventura que vivera. Os japoneses continuavam comprometidos com a regeneração da pátria mas ansiavam por imaginários prazerosos de retiro. A “Ilha Mais Próxima do Paraíso” tornou-se, em pouco tempo, num best-seller e revelou-lhes o éden melanésio de Ouvéa.

Não tínhamos lido a obra quando por lá passámos mas reparámos na presença de casais nipónicos, instalados em espreguiçadeiras dos poucos resorts, ou a passear de mão dada nos areais de giz contíguos.

Entretanto, percebemos que Ouvéa tinha beneficiado de um estímulo também cinematográfico. Nos anos 70, Nobuhiko Ôbayashi era um realizador em ascensão a quem, durante a rodagem de certos anúncios, Charles Bronson e Kirk Douglas impingiram a alcunha de OB, por acharem demasiado difícil pronunciar o seu nome.

Já na década de 80, Ôbayashi pegou na novela de Morimura e mudou-se de armas e bagagens para a Nova Caledónia. Destacava-se do elenco que escolhera, uma cândida e versátil Tomoyo Harada em início de carreira. O Japão rendeu-se aos encantos da protagonista e da sua personagem Mari Katsuragi. Mas, principalmente, aos das paisagens sedutoras do atol em que as cenas haviam sido rodadas.

Muitos japoneses fixaram também, nas suas mentes, a imagem do figurante indígena Zacaharie Daoumé que, surpreendido pela súbita notoriedade, viria a declarar à imprensa: “eu tinha a minha fotografia afixada em posters por todo o Japão mas nunca deixei a minha ilha para lá ir.”

Em 1988, Ouvéa foi palco de acontecimentos violentos, de grande significado político mas pouco condizentes com o fascínio nipónico. Destes, destacou-se a fase de Prise d’outages, em que os independentistas nativos do FLNKS mataram quatro agentes da esquadra de polícia de uma povoação, e tomaram como reféns 27 outros, a metade deles, aprisionados numa gruta da ilha. Forçaram, assim, a intervenção do exército da metrópole que acabou com 19 dos raptores e 3 militares mortos e gerou um ressentimento mútuo que continua por sanar.

As partes sentaram-se à mesa e assinaram os acordos de Matignon. Asseguraram a amnistia dos responsáveis pelos raptos e uma paz temporária que resultou no estatuto de autonomia especial e provisória em que vive, ainda hoje, o território. 

O conflito teria já acalmado quando, depois de ler o livro de Morimura e ver o filme de Ôbayashi, um empresário nipónico oportunista desembarcou na ilha determinado em construir um hotel luxuoso para atrair uma vasta clientela japonesa.

Passou-se uma década de negociação e burocracia. Em 2000, o Paradis d’Ouvéa abriu finalmente as portas, após um acordo entre o clã proprietário do terreno, as autoridades provinciais das Ilhas Lealdade e os investidores japoneses.

No entanto, passados mais de 10 anos, mesmo se a UNESCO declarou, em 2008, a lagoa azul de Ouvéa como Património Mundial, os seus principais visitantes são ainda os franceses da metrópole que vivem em Nouméa ou os familiares.

Os japoneses chegam à ordem de 18.000 ao ano. Por norma, voam da capital do arquipélago para passar um ou dois dias na ilha. Popularizaram-se os casamentos ou re-casamentos românticos, sem validade oficial. Grande parte tem lugar em Nouméa. Dos 300 a 400 ali realizados, alguns “unem” casais mais abastados e têm um complemento nupcial exaustivo nas Lealdade.

O número final acaba por se provar residual, também por culpa da concorrência das ilhas mais renomeadas da Polinésia Francesa e, da rivalidade recente da vizinha Île-des-Pins que, a determinada altura do seu processo promocional, não resistiu à tentação e se passou a publicitar também como “A Ilha Mais Próxima do Paraíso”.

O número de passageiros nipónicos a bordo do voo em que chegamos comprova-o.  Depressa percebemos porque esta última se afirmou como uma competidora de Ouvéa, no mínimo, à altura.

O mais que provável James Cook foi o primeiro ocidental a avistar a Île-des-Pins. Durante a sua segunda viagem à Nova Zelândia, apesar da dimensão exígua da ilha (apenas 14 km por 18), o navegador detectou fumo que atribuiu à presença humana. Também constatou a estranha abundância de pinheiros araucaria columnaris que se destacavam do horizonte longínquo. Mesmo sendo um frequentador recorrente dos arquipélagos tropicais do Pacífico, Cook não ficou indiferente à beleza excêntrica da Île-des-Pins. Como não ficamos nós, nem os veraneantes nipónicos que se deparam com o litoral verde-azul turquesa imaculado da Baie de Kuto ou com a peculiar Baie d’Oro que a maré invade e enche tal como um aquário natural, delimitado por uma sebe altiva de pinheiros-de-Cook, como foram entretanto chamados.

Vemo-los entrar e sair da água com o seu equipamento de snorkeling, em êxtase pelo contacto tão fácil e íntimo com o ecossistema subaquático da ilha. Ou a partilhar, em casal, o júbilo absoluto mas efémero concedido por aquele lugar surreal.

À imagem de Ouvéa, os promotores turísticos de Île-des-Pins não demoraram a fomentar a celebração das bodas nas instalações dos seus hotéis e nas praias da ilha. Um site, em particular, destaca com orgulho uma recente emenda à lei francesa que deixa requerer que os estrangeiros residam em território francês pelo menos um mês. “Basta agora que os visitantes sejam adultos, apresentem prova do estado civil ou de que não são já casados, bem como prova de residência.” E, como nada pode falhar numa cerimónia nupcial de conto de fadas, “é oferecido um tradutor certificado para que os votos sejam trocados na língua-mãe.”

O casamento nipónico online, tem ainda direito a um vídeo de apresentação especial que inclui imagens da cerimónia numa pequena capela de vidro quase sobre o areal e de uma sessão fotográfica com o casal à beira do mar idílico do Pacífico do Sul.

Katsura Morimura casou por duas vezes, mas nunca na Nova Caledónia. Após o segundo casamento, entrou em depressão crónica. Morreu, em 2004, num hospital de Nagano. As causas oficiais apontaram para suicídio.

Hoje, a maior parte dos japoneses de visita ao arquipélago não passa pelo cenário do seu romance. Em vez, delicia-se com a outra Ilha Mais Próxima do Paraíso.

Lifou, Ilhas Lealdade

A Maior das Lealdades

Lifou é a ilha do meio das três que formam o arquipélago semi-francófono ao largo da Nova Caledónia. Dentro de algum tempo, os nativos kanak decidirão se querem o seu paraíso independente da longínqua metrópole.

Praslin, Seichelles

O Éden dos Enigmáticos Cocos-do-Mar

Durante séculos, os marinheiros árabes e europeus acreditaram que a maior semente do mundo, que encontravam nos litorais do Índico com forma de quadris voluptuosos de mulher, provinha de uma árvore mítica no fundo dos oceanos.  A ilha sensual que sempre os gerou deixou-nos extasiados.

Taiti, Polinésia Francesa

Taiti Para lá do Clichê

As vizinhas Bora Bora e Maupiti têm cenários superiores mas o Taiti é há muito conotado com paraíso e há mais vida na maior e mais populosa ilha da Polinésia Francesa, o seu milenar coração cultural.

Honiara e Gizo, Ilhas Salomão

O Templo Profanado das Ilhas Salomão

Um navegador espanhol baptizou-as, ansioso por riquezas como as do rei bíblico. Assoladas pela 2a Guerra Mundial, por conflitos e catástrofes naturais, as Ilhas Salomão estão longe da prosperidade.

Morro de São Paulo, Brasil

Um Litoral Divinal da Bahia

Há três décadas, não passava de uma vila piscatória remota e humilde. Até que algumas comunidades pós-hippies revelaram o retiro do Morro ao mundo e o promoveram a uma espécie de santuário balnear.

Grande Terre, Nova Caledónia

O Grande Calhau do Pacífico do Sul

James Cook baptizou assim a longínqua Nova Caledónia porque o fez lembrar a Escócia do seu pai, já os colonos franceses foram menos românticos. Prendados com uma das maiores reservas de níquel do mundo, chamaram Le Caillou à ilha-mãe do arquipélago. Nem a sua mineração obsta a que seja um dos mais deslumbrantes retalhos de Terra da Oceânia.

Guadalupe

Um Delicioso Contra-Efeito Borboleta

Guadalupe tem a forma de uma mariposa. Basta uma volta por esta Antilha para perceber porque a população se rege pelo mote Pas Ni Problem e levanta o mínimo de ondas, apesar das muitas contrariedades.

Papeete, Polinésia Francesa

O Terceiro Sexo do Taiti

Herdeiros da cultura ancestral da Polinésia, os mahu preservam um papel incomum na sociedade. Perdidos algures entre os dois géneros, estes homens-mulher continuam a lutar pelo sentido das suas vidas.

Islas del Maiz, Nicarágua

Puro Caribe

Cenários tropicais perfeitos e a vida genuína dos habitantes são os únicos luxos disponíveis nas também chamadas Corn Islands, um arquipélago perdido nos confins centro-americanos do Mar das Caraíbas.

Maupiti, Polinésia Francesa

Uma Sociedade à Margem

À sombra da fama quase planetária da vizinha Bora Bora, Maupiti é remota, pouco habitada e ainda menos desenvolvida. Os seus habitantes sentem-se abandonados mas quem a visita agradece o abandono.

Ouvéa, Nova Caledónia

Entre a Lealdade e a Liberdade

A Nova Caledónia sempre questionou a integração na longínqua França. Em Ouvéa, encontramos uma história de resistência mas também nativos que preferem a cidadania e os privilégios francófonos.

Praia soleada
Arquitectura & Design

Miami Beach, E.U.A.

A Praia de Todas as Vaidades

Poucos litorais concentram, ao mesmo tempo, tanto calor e exibições de fama, de riqueza e de glória. Situada no extremo sudeste dos E.U.A., Miami Beach tem acesso por seis pontes que a ligam ao resto da Flórida. É manifestamente parco para o número de almas que a desejam.

Aventura
Vulcões

Montanhas de Fogo

Rupturas mais ou menos proeminentes da crosta terrestre, os vulcões podem revelar-se tão exuberantes quanto caprichosos. Algumas das suas erupções são gentis, outras provam-se aniquiladoras.
Cerimónias e Festividades
Apia, Samoa Ocidental

Fia Fia: Folclore Polinésio de Alta Rotação

Da Nova Zelândia à Ilha da Páscoa e daqui ao Havai, contam-se muitas variações de danças polinésias. As noites samoanas de Fia Fia, em particular, são animadas por um dos estilos mais acelerados.
Himalaias urbanos
Cidades
Gangtok, Índia

Uma Vida a Meia-Encosta

Gangtok é a capital de Sikkim, um antigo reino da secção dos Himalaias da Rota da Seda tornado província indiana em 1975. A cidade surge equilibrada numa vertente, de frente para a Kanchenjunga, a terceira maior elevação do mundo que muitos nativos crêem abrigar um Vale paradisíaco da Imortalidade. A sua íngreme e esforçada existência budista visa, ali, ou noutra parte, o alcançarem.
Comida
Comida do Mundo

Gastronomia Sem Fronteiras nem Preconceitos

Cada povo, suas receitas e iguarias. Em certos casos, as mesmas que deliciam nações inteiras repugnam muitas outras. Para quem viaja pelo mundo, o ingrediente mais importante é uma mente bem aberta.
Mar-de-Parra
Cultura

Mendoza, Argentina

A Eno-Província Argentina

Os missionários espanhóis perceberam, no século XVI, que a zona estava talhada para a produção do “sangue de Cristo”. Hoje, Mendoza está no centro da maior região vinícola da América Latina.

Desporto
Competições

Uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Seja pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, os confrontos dão sentido à vida. Surgem sob a forma de modalidades sem conta, umas mais excêntricas que outras.
Lento fim do dia
Em Viagem

Avenida dos Baobás, Madagáscar

O Caminho Malgaxe para o Deslumbre

Saída do nada, uma colónia de embondeiros com 30 metros de altura e 800 anos ladeia uma secção da estrada argilosa e ocre paralela ao Canal de Moçambique e ao litoral piscatório de Morondava. Os nativos consideram estas árvores colossais as mães da sua floresta. Os viajantes veneram-nas como uma espécie de corredor iniciático.

Um outro templo
Étnico
Tulum, México

A Mais Caribenha das Ruínas Maias

Erguida à beira-mar como entreposto excepcional decisivo para a prosperidade da nação Maia, Tulum foi uma das suas últimas cidades a sucumbir à ocupação hispânica. No final do século XVI, os seus habitantes abandonaram-na ao tempo e a um litoral irrepreensível da península do Iucatão.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Coreografia pré-matrimonial
História

Old Jaffa, Israel

Onde Assenta a Cidade que Nunca Pára

Telavive é famosa pela noite mais intensa do Médio Oriente. Mas, se os seus jovens se divertem até à exaustão nas discotecas à beira Mediterrâneo, é cada vez mais na vizinha Old Jaffa que dão o nó.

Solovestsky Outonal
Ilhas

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A Ilha-Mãe do Arquipélago Gulag

Acolheu um dos domínios religiosos ortodoxos mais poderosos da Rússia mas Lenine e Estaline transformaram-na num gulag cruel. Com a queda da URSS, Solovestky recupera a paz e a sua espiritualidade.

Recta Final
Inverno Branco

Inari, Lapónia, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final Kings Cup, confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.

Suspeitos
Literatura

São Petersburgo, Rússia

Na Pista de “Crime e Castigo”

Em São Peterburgo, não resistimos a investigar a inspiração para as personagens vis do romance mais famoso de Fiódor Dostoiévski: as suas próprias lástimas e as misérias de certos concidadãos.

Caminho para o deserto
Natureza
Dunhuang, China

Um Oásis na China das Areias

A milhares de quilómetros para oeste de Pequim, a Grande Muralha tem o seu extremo ocidental e a China é outra. Um inesperado salpicado de verde vegetal quebra a vastidão árida em redor. Anuncia Dunhuang, antigo entreposto crucial da Rota da Seda, hoje, uma cidade intrigante na base das maiores dunas da Ásia.
Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Caribe rosado
Parques Naturais

PN Henri Pittier, Venezuela

Entre o Mar das Caraíbas e a Cordilheira da Costa

Em 1917, o botânico Henri Pittier afeiçoou-se à selva das montanhas marítimas da Venezuela. Os visitantes do parque nacional que este suíço ali criou são, hoje, mais do que alguma vez desejou

Memória cruel
Património Mundial Unesco

Hiroxima, Japão

Uma Cidade Rendida à Paz

Em 6-8-1945, Hiroxima sucumbiu à explosão da primeira bomba atómica usada em guerra. Volvidos 70 anos, a cidade luta pela memória da tragédia e para que as armas nucleares sejam erradicadas até 2020.

Palestra
Personagens

Christchurch, Nova Zelândia

O Feiticeiro Amaldiçoado

Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell o bruxo da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. O último obrigou-o a mudar-se para casa da mãe.

Praia
Gizo, Ilhas Salomão

Gala dos Pequenos Cantores de Saeraghi

Em Gizo, ainda são bem visíveis os estragos provocados pelo tsunami que assolou as ilhas Salomão. No litoral de Saeraghi, a felicidade balnear das crianças contrasta com a sua herança de desolação.
Tédio terreno
Religião
Bhaktapur, Nepal

As Máscaras Nepalesas da Vida

O povo indígena Newar do Vale de Katmandu atribui grande importância à religiosidade hindu e budista que os une uns aos outros e à Terra. De acordo, abençoa os seus ritos de passagem com danças newar de homens mascarados de divindades. Mesmo se há muito repetidas do nascimento à reencarnação, estas danças ancestrais não iludem a modernidade e começam a ver um fim.
Sobre carris
Sobre Carris

Sempre Na Linha

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Orgulho
Sociedade

Vale de Fergana, Usbequistão

A Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Usbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.

Um
Vida Quotidiana

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No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.

Devils Marbles
Vida Selvagem

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A Caminho do Top End

Do Red Centre ao Top End tropical, a Stuart Hwy percorre mais de 1.500km solitários através da Austrália. Nesse trajecto, a grande ilha muda radicalmente de visual mas mantém-se fiel à sua alma rude.

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