Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca


Fim da Viagem

Hidroavião desliza em direcção a outros já atracados num rio nas imediações de Talkeetna.

Afecto alasquense

Casal abraça-se em frente à Nagley Store de Talkeetna, uma mercearia popular da povoação.

Grizzly à Mesa

Painel naife do restaurante-pub West Rib.

Casa cheia

Clientes do bar Fairview Inn assistem ao espectáculo dos Bathtub Gin.

Decoração do Grande Norte

Pormenor da fachada do restaurante-pub West Rib.

Taxi Fluvial

Hidroavião desliza num rio nas imediações de Talkeetna.

Ponto de Encontro

Moradores falam junto à Nagley Store de Talkeetna.

Pequena expedição

Aventureiro desce um rio num pequeno bote de borracha.

Exercício Boreal

Casal corre ao longo da rua principal de Talkeetna.

Concerto Quase Familiar

Bathtub Gin actuam no bar da pousada Fairview Inn.

Composição Alasquense

Comboio com as cores da bandeira do Alasca passa nas imediações de Talkeetna.

Caneca sem Fundo

Logotipo criativo de um café de Talkeetna.

Alaskan Amber & Quartos

Neon interior publicita a venda da cerveja mais famosa do 49º estado, a Alaskan.

Parking Ecológico

Bicicletas na fachada de madeira do restaurante-pub West Rib.

Fudge e Cinnamon Rolls

Painel exibe as especialidades de um café de Talkeetna.

Alyesca Pipeline

Trecho do longo oleoduto Alyesca que conduz o petróleo da costa norte do Alasca até Valdez, na sul.

Estação de Táxis

Devido à ausência de estradas em muitas regiões, os hidroaviões são considerados os táxis do Alasca.

Cidade Iglo

Edifício abandonado da Iglo City, uma antiga atracção com 4 andares, lojas, acomodações e estação de serviço.

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Passadas Wasilla e Palmer, a civilização fica para trás e, com ela, os últimos cruzamentos e desvios. A possibilidade de tomarmos um caminho errado desaparece na quase deserta George Parks

highway. São onze e quarenta e cinco da noite mas a luz expande-se teimosamente a partir do horizonte e ilumina a noite branca. Apesar do nome, a atmosfera envolvente é azulada, retocada pelos tons naturais da paisagem. As montanhas insinuam-se, à distância, destacadas do céu limpo pelos seus cumes nevados. Como contraponto, a floresta de coníferas domina as terras baixas e alonga-se mesmo até à berma da estrada. Impõe um breu húmido e misterioso que nos vemos obrigados a sondar com cuidados redobrados

Os alces são a principal causa de acidentes rodoviários no Alasca. É depois de o sol se pôr, que se sentem mais à vontade para cruzar as estradas ou sobre elas estacionar. Castanhos, altos e esguios, confundem-se facilmente com os troncos das árvores e, muitas vezes, os condutores só os detectam, já sobre o asfalto, um azar que estamos determinados a evitar.

De quando em quando, passamos braços amplos de rio, feitos de águas selvagens alimentadas pelo degelo contínuo dos glaciares circundantes. Estamos em plena época do salmão e os alasquenses dedicam-lhes parte considerável das suas energias. Durante o dia, as margens delimitadas para o efeito estão à pinha de pescadores entusiasmados com a oferta inesgotável de peixes e com a competição que se instala. Chamam combat fishing a esta forma comunal de pescar mas a maior parte dos adeptos não leva o nome muito a sério e aposta na camaradagem.

À milha 98 da George Parks Highway tomamos o desvio que conduz a Talkeetna, uma das povoações mais emblemáticas do Alasca. Por volta do século XX, formou-se, aqui, um novo pólo de mineração do ouro que havia, entretanto, sido descoberto em diferentes regiões do estado.

Com o fim da febre, a preservação do seu aspecto histórico e o facto de se situar às portas do Parque Nacional Denali ainda por cima dotada de um aeroporto, tornaram-se em atributos que atraíram as famílias da grande Anchorage, e todos os aventureiros ansiosos por avistar e conquistar o grandioso Mt McInley – a montanha mais elevada da América do Norte –  uma tarefa de tal forma desafiadora que o cemitério da povoação está repleto de lápides em homenagem dos homens que a tentaram em vão cumprir. E só em 1991, foram 11 as vidas sacrificadas pela montanha.

Mas não foram só os alpinistas que promoveram a povoação ao seu quasi-estrelato alasquense. Outras sub-culturas enriquecem a comunidade alternativa que a povoa e frequenta: os aviadores intrépidos que transportam os alpinistas e turistas à montanha e mais tarde os sobrevoam. Os bichos do mato sociais insatisfeitos com as ambições clonadas e materialistas da maior parte dos compatriotas que chegam determinados em arrancar do 49º estado uma existência à sua maneira. Os grupos descomprometidos de neo-hippies, de ambientalistas jurados apoiantes ou não do Green Party que já fizeram do partido dos verdes o mais votado em Talkeetna.

Estas personagens e clãs sociais misturam-se de forma dinâmica, democrática e afável. Como resultado, Talkeetna irradia um bem-estar e acolhimento que fazem com que muitos visitantes vão adiando as suas partidas. Alguns deles para sempre.

É o tamanho diminuto da aldeola (chamemos-lhe assim) que começa por surpreender. À boa maneira do Alasca, o centro resume-se a uma única rua, a Main Street, em que se concentram os edifícios mais antigos, agora lojas, agências de tours, bares e restaurantes embelezados por pinturas, letreiros e outras decorações coloridas.

De Junho a Setembro, esta rua é percorrida  para cima e para baixo, vezes sem conta por dia, até que se esgota a novidade e os forasteiros se vêem forçados a escolher um poiso para desfrutar o lento anoitecer.

Um dos lugares mais encantadores da vila, o Fairview Inn, deixa escapar acordes de música ao vivo para a rua desafiando os transeuntes mais curiosos. Fundado em 1923 como estalagem de pernoita para o longo trajecto entre Seward (junto à costa sul) e Fairbanks (centenas de quilómetros para norte, a meio caminho para Círculo Polar Ártico), este estabelecimento acompanhou o passado recente do Alasca e, com o tempo, transformou-se numa espécie de museu vivo.

Assim que entramos no bar do rés-do-chão, reparamos na construção clássica. O chão é de tábua corrida, gasta. O enorme balcão, quadrado para optimizar o contacto com os clientes, surge protegido por uma assustadora pele de grizzly pendurada no tecto e a que fazem companhia algumas outras bem como armações de alce e de caribu. Em redor, o mobiliário é constituído de várias relíquias, incluindo uma velha jukebox e a única slot machine de Talkeetna. Espalhadas, um pouco por toda a parte, encontram-se ainda testemunhos da história da região, nos mais diversos formatos e avisos humorísticos que aproveitam para regulamentar o comportamento errático dos clientes.

Como na maior parte do estado, a cerveja é, aqui, uma espécie de instituição. Além da famosa Alascan – a marca emblemática, por excelência – inúmeros pequenos bares e cervejarias oferecem novos sabores com frequências diversas que chegam a ser semanais.

Quando os Bathtub Gin começam a actuar, as duas salas do piso térreo estão lotadas e a cerveja refresca praticamente toda a assistência.

Os músicos da banda – incluindo o vocalista tocador de banjo e a teclista, a sua mãe octogenária – são moradores da cidade mas, nessa noite, dão a ouvir temas do Louisiana e do Mississipi o que leva à loucura um inesperado sector sulista do público. Animados pelo concerto, só deixamos o bar às tantas. Lá fora, como por todo o estado, a noite é branca. Descansamos por algumas horas e tomamos o pequeno-almoço no primeiro bar a abrir.

Àquela hora, sobrava tempo livre ao empregado, pelo que resolveu meter conversa. A manhã ainda nem tinha começado e damos connosco a elogiar mais uma vez a Alaskan Amber que tanto nos havia encantado. Mark aceita a admiração mas ressalva que estávamos por aqueles lados há poucos dias. "Aqui em Talkeetna temos as nossas próprias cervejeiras particulares. Eu sou louco por improvisar novos sabores. Eu e vários outros cá da terra. Façam uma coisa. Mudem os vosso planos. Ficam lá em casa até Domingo. Assim já podem explorar melhor estas paragens e as cervejas caseiras que aqui formos servindo."  

Por muito que soe a lugar comum, por estas e por outras é que quem viveu o Grande Norte sabe que é melhor não dizer adeus.

Key West, E.U.A.

O Faroeste Tropical dos E.U.A.

Chegamos ao fim da Overseas Highway e ao derradeiro reduto das propagadas Florida Keys. Os Estados Unidos continentais entregam-se, aqui, a uma deslumbrante vastidão marinha esmeralda-turquesa. E a um devaneio meridional alentado por uma espécie de feitiço caribenho.

Ketchikan, Alasca

Aqui Começa o Alasca

A realidade passa despercebida a boa parte do mundo, mas existem dois Alascas. Em termos urbanos, o estado é inaugurado no sul do seu oculto cabo de frigideira, uma faixa de terra separada dos restantes E.U.A. pelo litoral oeste do Canadá. Ketchikan, é a mais meridional das cidades alasquenses, a sua Capital da Chuva e a Capital Mundial do Salmão.

Anchorage a Homer, E.U.A.

Viagem ao Fim da Estrada Alasquense

Se Anchorage se tornou a grande cidade do 49º estado dos E.U.A., Homer, a 350km, é a sua mais famosa estrada sem saída. Os veteranos destas paragens consideram esta estranha língua de terra solo sagrado. Também veneram o facto de, dali, não poderem continuar para lado nenhum. 

Denali, Alasca

O Tecto Sagrado da América do Norte

Os indígenas Athabascan chamaram-no Denali, ou o Grande e reverenciam a sua altivez. Esta montanha deslumbrante suscitou a cobiça dos montanhistas e uma longa sucessão de ascensões recordistas.

Montezuma, Costa Rica

Um Recanto Abnegado da Costa Rica

A partir dos anos 80, Montezuma acolheu uma comunidade cosmopolita de artistas, ecologistas, pós-hippies, de adeptos da natureza e do famoso deleite costariquenho. Os nativos chamam-lhe Montefuma.

Juneau, Alasca

Na Capital Diminuta do Grande Norte

De Junho a Agosto, Juneau desaparece por detrás dos navios de cruzeiro que atracam na sua doca-marginal. Ainda assim, é nesta cidade ínfima que se decidem os destinos do 49º estado norte-americano.

Prince William Sound, Alasca

Alasca Colossal

Encaixado contra as montanhas Chugach, Prince William Sound abriga alguns dos cenários descomunais do 49º estado. Nem sismos poderosos nem uma maré negra devastadora afectaram o seu esplendor natural.

Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.

Valdez, Alasca

Na Rota do Ouro Negro

Em 1989, o petroleiro Exxon Valdez provocou um enorme desastre ambientai. A embarcação deixou de sulcar os mares mas a cidade vitimada que lhe deu o nome continua no rumo do crude do oceano Árctico.

Skagway, Alasca

Uma Variante da Corrida ao Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.

Arquitectura & Design
Cemitérios

A Última Morada

Dos sepulcros grandiosos de Novodevichy, em Moscovo, às ossadas maias encaixotadas de Pomuch, na província mexicana de Campeche, cada povo ostenta a sua forma de vida. Até na morte.
Doca gelada
Aventura

Ilha Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.

Via Crucis
Cerimónias e Festividades

Marinduque, Filipinas

Quando os Romanos Invadem as Filipinas

Nem o Império do Oriente chegou tão longe. Na Semana Santa, milhares de centuriões apoderam-se de Marinduque. Ali, se reencenam os últimos dias de Longinus, um legionário convertido ao Cristianismo.

Saint-Pierre
Cidades
Saint-Pierre, Martinica

A Cidade que Renasceu das Cinzas

Em 1900, a capital económica das Antilhas era invejada pela sua sofisticação parisiense, até que o vulcão Pelée a carbonizou e soterrou. Passado mais de um século, Saint-Pierre ainda se regenera.
Comida
Mercados

Uma Economia de Mercado

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Mini-snorkeling
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De regresso a “A Praia”

Passaram 15 anos desde a estreia do clássico mochileiro baseado no romance de Alex Garland. O filme popularizou os lugares em que foi rodado. Pouco depois, alguns desapareceram temporária mas literalmente do mapa mas, hoje, a sua fama controversa permanece intacta.

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Acima de tudo
Parques Naturais

Graaf-Reinet, África do Sul

Uma Lança Bóer na África do Sul

Nos primeiros tempos coloniais, os exploradores e colonos holandeses tinham pavor do Karoo, uma região de grande calor, grande frio, grandes inundações e grandes secas. Até que a Companhia Holandesa das Índias Orientais lá fundou Graaf-Reinet. De então para cá, a quarta cidade mais antiga da nação arco-íris prosperou numa encruzilhada fascinante da sua história. 

Praia Islandesa
Património Mundial Unesco

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Cabana de Brando
Personagens

Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.

Cap 110
Praia

Martinica, Antilhas Francesas

Caraíbas de Baguete debaixo do Braço

Circulamos pela Martinica tão livremente como o Euro e as bandeiras tricolores esvoaçam supremas. Mas este pedaço de França é vulcânico e luxuriante. Surge no coração insular das Américas e tem um delicioso sabor a África.

Céu Divinal
Religião

Monte Sinai, Egipto

Força nas Pernas e Fé em Deus

Moisés recebeu os Dez Mandamentos no cume do Monte Sinai e revelou-os ao povo israelita. Hoje, centenas de peregrinos vencem, todas as noites, os 4000 degraus daquela dolorosa mas mística ascensão.

Sobre carris
Sobre Carris

Sempre Na Linha

Nenhuma forma de viajar é tão repetitiva e enriquecedora como seguir sobre carris. Suba a bordo destas carruagens e composições díspares e aprecie cenários imperdíveis dos quatro cantos do mundo.
Aos repelões
Sociedade

Perth, Austrália

Cowboys da Oceania

O Texas até fica do outro lado do mundo mas não faltam vaqueiros no país dos coalas e dos cangurus. Rodeos do Outback recriam a versão original e 8 segundos não duram menos no Faroeste australiano.

Dança dos cabelos
Vida Quotidiana

Longsheng, China

A aldeia chinesa dos maiores cabelos do mundo. Nutridos a arroz, claro

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de uma aldeia renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os seus cabelos anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm que faz da aldeia recordista. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e o cereal. 

Campo de géiseres
Vida Selvagem

El Tatio, Chile

Uma Ida a Banhos Andina

Envolto de vulcões supremos, o campo geotermal de El Tatio surge como uma miragem dantesca de enxofre e vapor a uns gélidos 4300 m de altitude. Os seus geiseres e fumarolas atraem hordas de viajantes. Ditou o tempo que uma das mais concorridas celebrações dos Andes e do Deserto do Atacama passasse por lá partilharem uma piscina aquecida a 30º pelas profundezas da Terra.

Radical 24h por dia
Voos Panorâmicos

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.