Helsínquia, Finlândia

Uma Via Crucis Frígido-Erudita


A Crucificação em Helsínquia

Derradeira cena da Via Crucis representada no cimo da escadaria da Catedral de Helsínquia.

Helsínquia iluminada

Vista da zona marginal e histórica de Helsínquia, ao cair da noite.

A caminho do calvário

Actor que representa Jesus Cristo carrega a cruz para o cimo da Catedral de Helsínquia, sob os holofotes.

Em cena

Iluminação destaca actores da Via Crucis no cimo da escadaria.

Helsingin tuomiokirkko

Transeuntes passam junto à catedral luterana evangélica de Helsínquia.

Lavar de mãos

Cristo, ao lado de um dos ladrões, é condenado à morte por Pilatos na penúltima estação da Via Crucis de Helsínquia.

Contemplação gélida

Passageiros de um ferry observam a frente marítima histórica de Helsínquia, em mais um dia frígido.

Cruz de Cristo

Personagem de Cristo leva a cabo uma das cenas derradeiras da Via Crucis de Helsínquia.

Templo Supremo

Catedral de Helsínquia, destacada sobre o casario à beira da doca da capital finlandesa.

Apoio Crucial

Auxiliar da representação da Via Crucis transporta a cruz de Cristo para o cimo da escadaria da catedral.

A Outra Cruz

Um dos ladrões crucificados pelos romanos ao lado de Jesus Cristo pendurado na sua cruz, no cimo da escadaria da catedral de Helsínquia.

Via Eléctrica

Eléctrico percorre uma rua do centro de Helsínquia, depois de passar em frente à catedral da capital finlandesa.

Templo subterrâneo

A igreja de pedra de Helsínquia, construída em 1969 abaixo do solo e com aproveitamento de uma pequena saliência rochosa da capital finlandesa.

Torres Gémeas Luteranas

A igreja de Johannes, um dos templos luteranos mais emblemáticos de Helsínquia.

Chegada a Semana Santa, Helsínquia exibe a sua crença. Apesar do frio de congelar, actores pouco vestidos protagonizam uma re-encenação sofisticada da Via Crucis por ruas repletas de espectadores.

Contemplamos o casario semi-colorido de Porvoo a partir da margem oposta do rio Porvoonjoki. Estamos em Março, faz um frio de rachar e a neve que cai de quando em quando retoca o cenário coberto de branco. Num ou outro fogacho inesperado, o Sol espreita envergonhado entre as nuvens velozes. Aquece os tons da povoação ribeirinha mas mal nos massaja as faces avermelhadas. Tuula Lukic não se queixa, muito pelo contrário: ”o rio descongela a olhos vistos. Não tarda temos aí a Primavera.” afiança-nos.

Conclusões deste tipo são frequentes na Finlândia às vezes debaixo de muitos graus negativos. Esforçamo-nos por ter em conta a latitude mas, ainda assim, retemos algum espanto. Tuula percebe-o e ri-se com cortesia. “Bom… tenho um grupo à espera junto à catedral. Se não se importam, vou subindo. Já nos voltamos a encontrar.“

Ficamos entregues à paisagem e ao vento frígido com que os corvos se debatem para pousarem em segurança sobre o telhado em A do templo. Pouco depois, cruzamos a ponte estreita, subimos várias ruelas e calçadas escorregadias e voltamos a dar com a guia, ocupada com explicações históricas sobre a vila que os grasnares infernais das aves, logo ali por acima, atrapalham. Tuula gesticula que esperemos e prossegue. Aproveitamos para contornar o edifício e acabamos por descobrir um ensaio teatral da crucificação de Cristo. Actores que fazem do Messias e dos ladrões sobem a um palanque com as cruzes ao ombro e posicionam-nas, lado a lado, sobre o chão. Então, os que desempenham papéis de soldados romanos simulam que os pregam às cruzes e suscitam esgares e gritos de dor que uma encenadora que beberica um grande copo de café ajuíza e corrige. Alguns dos brados desiludem-na. Justificam prolongadas intervenções e exemplificações enérgicas que o dialecto finlandês contribui para dramatizar. A nós, faz-nos confusão, acima de tudo, ver as personagens nos seus trajes invernais do dia-a-dia: gorros, casacos, calças e botas de neve volumosos em vez da mera coroa de espinhos e do pano dobrado em que Jesus terá sido vitimado.

Não há, no entanto, volta a dar-lhe. Estão -7º e a representação é exaustiva e demorada. Martelada atrás de martelada, grito atrás de grito, passa-se meia hora. Quando nos parece que o suplício está a chegar ao fim, é a vez da personagem de Maria se estrear. Os seus prantos e lamentos aos pés do redentor inspiram novos reparos na directora. 

O actor de Jesus livra-se finalmente da mãe a fingir e da tarefa. Curioso face ao prolongado interesse destes únicos espectadores, decide averiguar: “vêm de Portugal? A sério? Bom, não me importava de lá estar a ensaiar isto agora. A Semana Santa faz-nos sempre sofrer um pouco. Eu até sou sueco mas este ano vou participar aqui em Porvoo. Já fiz de Cristo antes, no Inverno e em tronco nu. Posso-vos dizer que foi um sofrimento atroz. Este ano, vamos estar de túnica mas descalços. Mesmo assim, acaba por ser bastante doloroso. Se ainda estiverem por Porvoo logo à noite, venham assistir!”

Entretanto Tuula volta a entrar em cena. “vejo que estiveram entretidos.“ Gabamos a beleza da catedral luterana (a primeira da Finlândia) e a nativa conta-nos que tinha sido recentemente recuperada da sua própria tragédia humana. “Foi uma desgraça! Em 2006, um jovem embriagado resolveu brincar com fogo no interior, sem saber que estavam a fazer reparações com alcatrão. Causou um incêndio que destruiu o telhado e não só. As autoridades não estiveram para misericórdias. Até lhe encurtaram a pena mas foi condenado a pagar 4.3 milhões de euros, coitado“

Os Ensaios Gélidos de Porvoo e o Evento Pomposo da Capital 

Deixamos Porvoo ainda a meio da tarde, em direcção a Helsínquia. No dia seguinte, a capital amanhece cinzenta e nevosa. Exploramo-la horas a fio sob uma meteorologia inclemente até que, mais próximo do anoitecer, as nuvens debandam e se instala uma bonança recompensadora.

Instalamo-nos numa saliência estrutural sobre o Mar Báltico, ao lado da doca de ferries internacionais. Dali,  observamos o longo pôr-do-sol boreal e a iluminação artificial a destacar a catedral de Helsínquia sobre o casario histórico submisso. Assim que o céu enegrece, caminhamos para o interior da cidade à procura da estação inicial da sua 17ª representação da Via Crucis, prestes a ser levada a cabo pela Congregação Catedral de Helsínquia e pela Ristin Tien Tuki ry, uma associação ecuménica encarregue de assegurar o evento.   

Encontramo-lo numa encosta limítrofe do Parque Kaisaniemen despida de folhagem, coberta de uma boa altura de neve e invadida por um público agasalhado e entusiasta. A multidão disputa os melhores lugares para acompanhar as provações de Cristo entre um extenso elenco de cidadãos de uma Jerusalém fino-romana hostil às suas crenças e pregações, e mais frígida que nunca. Jesus é detido por um pequeno esquadrão de centuriões e conduzido à presença de Pôncio Pilatos, seguido por um cortejo de figurantes históricos que avança pelas avenidas Unionkatu e Yrjö-Koskisen katu à luz de velas.

A representação continua, elegante e grandiosa, no cimo da escadaria da Säätytalo (A Casa dos Estados) adaptado a palácio do governador romano, onde o povo judeu acaba por optar pela libertação do prisioneiro insurgente Barrabás, condenando, assim, Cristo à Crucificação.

A procissão de actores, figurantes, e o público muda-se, então, para as imediações da Catedral onde muitos mais espectadores aguardam a acção. Ali, Cristo vence uma nova escadaria, desta vez com a sua pesada cruz ao ombro, numa subida penosa que um foco redondo acompanha e evidencia, facilitada por um auxiliar nosso contemporâneo que os encenadores acrescentaram sem qualquer complexo.

Entre as falas e os gritos dramáticos das personagens bíblicas, trechos de cânticos líricos combinados com violinos e outros instrumentos, Cristo e os ladrões  encontram o calvário em frente à fachada altiva do templo. Após a morte, o Redentor desce da cruz pelo seu próprio pé, a escadaria entra na penumbra e é subida por dezenas de actores e figurantes que seguram velas e tochas num derradeiro momento multi-sensorial de espectáculo religioso. O público parece agradado mas, à boa maneira finlandesa, não recompensa os participantes e encenadores por aí além. Retira-se para os seus domicílios ou para os inúmeros refúgios profanos e nocturnos de Helsínquia.

Em termos de calendário, entretanto, a Semana Santa deu lugar à Páscoa. Estava na hora de descobrirmos o lado pagão da época.

Guwahati, India

A Cidade Prolífica que Venera o Desejo e a Fertilidade

Guwahati é a maior cidade do estado de Assam e do Nordeste indiano. Também é uma das que mais se desenvolve do mundo. Para os hindus e crentes devotos do Tantra, não será coincidência lá ser venerada Kamakhya, a deusa-mãe da criação.

Ilha Hailuoto, Finlândia

À pesca do verdadeiro peixe fresco

Abrigados de pressões sociais indesejadas, os ilhéus de Hailuoto sabem sustentar-se. Sob o mar gelado de Bótnia capturam ingredientes preciosos para os restaurantes de Oulu, na Finlândia continental.

Arménia

O Berço do Cristianismo Oficial

Apenas 268 anos após a morte de Jesus, uma nação ter-se-á tornado a primeira a acolher a fé cristã por decreto real. Essa nação preserva, ainda hoje, a sua própria Igreja Apostólica e alguns dos templos cristãos mais antigos do Mundo. Em viagem pelo Cáucaso, visitamo-los nos passos de Gregório o Iluminador, o patriarca que inspira a vida espiritual da Arménia.

Espectáculos

A Terra em Cena

Um pouco por todo o Mundo, cada nação, região ou povoação e até bairro tem a sua cultura. Em viagem, nada é mais recompensador do que admirar, ao vivo e in loco, o que as torna únicas.

Helsínquia, Finlândia

A Páscoa Pagã de Seurasaari

Em Helsínquia, o sábado santo também se celebra de uma forma gentia. Centenas de famílias reúnem-se numa ilha ao largo, em redor de fogueiras acesas para afugentar espíritos maléficos, bruxas e trolls

Marinduque, Filipinas

Quando os Romanos Invadem as Filipinas

Nem o Império do Oriente chegou tão longe. Na Semana Santa, milhares de centuriões apoderam-se de Marinduque. Ali, se reencenam os últimos dias de Longinus, um legionário convertido ao Cristianismo.

Gasan, Filipinas

A Paixão Filipina de Cristo

Nenhuma nação em redor é católica mas muitos filipinos não se deixam intimidar. Na Semana Santa, entregam-se à crença herdada dos colonos espanhóis.A auto-flagelação torna-se uma prova sangrenta de fé

Pirenópolis, Brasil

Cruzadas à Brasileira

Os exércitos cristãos expulsaram as forças muçulmanas da Península Ibérica no séc. XV mas, em Pirenópolis, estado brasileiro de Goiás, os súbditos sul-americanos de Carlos Magno continuam a triunfar.

Pirenópolis, Brasil

Cavalgada de Fé

Introduzida, em 1819, por um padre português, a Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis agrega uma complexa rede de celebrações. Dura mais de 20 dias, passados, em grande parte, sobre a sela.

Jerusalém, Israel

Pelas Ruas Beliciosas da Via Dolorosa

Em Jerusalém, enquanto percorrem o caminho de Cristo para a cruz, os crentes mais sensíveis apercebem-se de como a paz do Senhor é difícil de alcançar nas ruelas mais disputadas à face da Terra.

Helsínquia, Finlândia

O Design que Veio do Frio

Com parte do território acima do Círculo Polar Árctico, os finlandeses respondem ao clima com soluções eficientes e uma obsessão pela estética e pelo modernismo inspirada pela vizinha Escandinávia.

Seydisfjordur
Arquitectura & Design

Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando a frota pesqueira de Seydisfjordur foi comprada por armadores de Reiquejavique, a povoação teve que se adaptar. Hoje captura discípulos de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.

Aterragem sobre o gelo
Aventura

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.

Portal para uma ilha sagrada
Cerimónias e Festividades

Miyajima, Japão

Xintoísmo e Budismo ao Sabor das Marés

Quem visita a ilha de Itsukushima admira um dos três cenários mais reverenciados do Japão. Ali, a religiosidade nipónica confunde-se com a Natureza e renova-se com o fluir do Mar interior de Seto.

Verão Escarlate
Cidades

Valência a Xàtiva, Espanha

Do outro Lado da Ibéria

Deixada de lado a modernidade de Valência, exploramos os cenários naturais e históricos que a "comunidad" partilha com o Mediterrâneo. Quanto mais viajamos mais nos seduz a sua vida garrida.

Orgulho
Comida

Vale de Fergana, Usbequistão

A Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Usbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.

Transbordo
Cultura

Efate, Vanuatu

A Ilha que Sobreviveu a “Survivor”

Grande parte de Vanuatu vive num abençoado estado pós-selvagem. Talvez por isso, reality shows em que competem aspirantes a Robinson Crusoes instalaram-se uns atrás dos outros na sua ilha mais acessível e notória. Já algo atordoada pelo fenómeno do turismo convencional, Efate também teve que lhes resistir.

Radical 24h por dia
Desporto

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.

Casal Gótico
Em Viagem

Matarraña a Alcanar, Espanha

Uma Espanha Medieval

De viagem por terras de Aragão e Valência, damos com torres e ameias destacadas de casarios que preenchem as encostas. Km após km, estas visões vão-se provando tão anacrónicas como fascinantes.

Por Chame
Étnico
Circuito Anapurna: 1º Pokhara a Chame, Nepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Bark Europa
História

Canal Beagle, Argentina

No Rumo da Evolução

Em 1833, Charles Darwin navegou a bordo do "Beagle" pelos canais da Terra do Fogo. A sua passagem por estes confins meridionais moldou a teoria revolucionária que formulou da Terra e das suas espécies

Caribe profundo
Ilhas

Islas del Maiz, Nicarágua

Puro Caribe

Cenários tropicais perfeitos e a vida genuína dos habitantes são os únicos luxos disponíveis nas também chamadas Corn Islands, um arquipélago perdido nos confins centro-americanos do Mar das Caraíbas.

Verificação da correspondência
Inverno Branco

Rovaniemi, Finlândia

Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

Trio das alturas
Literatura

PN Manyara, Tanzânia

Na África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.

Vale de socalcos
Natureza

Batad, Filipinas

Os Socalcos que Sustentam as Filipinas

Há mais de 2000 anos, inspirado pelo seu deus do arroz, o povo Ifugao esquartejou as encostas de Luzon. O cereal que os indígenas ali cultivam ainda nutre parte significativa do país.

Filhos da Mãe-Arménia
Outono

Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.

Parques Naturais
Estradas Imperdíveis

Grandes Percursos, Grandes Viagens

Com nomes pomposos ou meros códigos rodoviários, certas estradas percorrem cenários realmente sublimes. Da Road 66 à Great Ocean Road, são, todas elas, aventuras imperdíveis ao volante.
Recompensa Kukenam
Património Mundial Unesco

Monte Roraima, Venezuela

Uma Ilha no Tempo

Perduram no cimo do Mte. Roraima cenários extraterrestres que resistiram a milhões de anos de erosão. Conan Doyle criou, em "O Mundo Perdido", uma ficção inspirada no lugar mas nunca o chegou a pisar.

Gang de 4
Personagens

Tombstone, E.U.A.

A Cidade Demasiado Dura para Morrer

Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.

Aulas de surf
Praia

Waikiki, Havai

A Invasão Nipónica do Havai

Décadas após o ataque a Pearl Harbour e da capitulação na 2ª Guerra Mundial, os japoneses voltaram ao Havai armados com milhões de dólares. Waikiki, o seu alvo predilecto, faz questão de se render.

Religião
Cidade Velha, Cabo Verde

Cidade Velha: a anciã das Cidades Tropico-Coloniais

Foi a primeira povoação fundada por europeus abaixo do Trópico de Câncer. Em tempos determinante para expansão portuguesa para África e para a América do Sul e para o tráfico negreiro que a acompanhou, a Cidade Velha tornou-se uma herança pungente mas incontornável da génese cabo-verdiana.

Colosso Ferroviário
Sobre carris

Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.

Tsumago em hora de ponta
Sociedade

Magome-Tsumago, Japão

O Caminho Sobrelotado Para o Japão Medieval

Em 1603, o shogun Tokugawa ditou a renovação de um sistema de estradas já milenar. Hoje, o trecho mais famoso da via que unia Edo a Quioto é frequentemente invadido por uma turba ansiosa por evasão.

Retorno na mesma moeda
Vida Quotidiana
Dawki, Índia

Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.
Vai-e-vem fluvial
Vida Selvagem

Iriomote, Japão

Uma Pequena Amazónia Japonesa

Florestas tropicais e manguezais impenetráveis preenchem Iriomote sob um clima de panela de pressão. Aqui, os visitantes estrangeiros são tão raros como o yamaneko, um lince endémico esquivo.

Os sounds
Voos Panorâmicos

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Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o subdomíno retalhado entre Te Anau e o Mar da Tasmânia.