Quioto, Japão

Uma Fé Combustível


Preces ao fogo

Sacerdotes xintoísta lança preces inscritas pelos crentes em tiras de madeira ao fogo.

Cortejo

Religiosos dirigem-se para a clareira do templo Fujimi em que se realiza a queimada.

Luminosidade xintoísta

A figura de um sacerdote destacada contra as chamas imponentes que aquecem o ritual xintoísta.

Mais gomagi

Sacerdote traz uma pilha de preces para junto da fogueira.

Comitiva xintoísta

Padres xintoístas carregados de preces.

Gomagis

Fiéis escrevem as suas preces em pedaços de madeira (gomagi).

Lançamento

Mais preces atiradas para a fogueira.

Oferenda Tamagushi

Sacerdote segura um ramo "tamagushi" e lidera a procissão que se dirige para o lugar das grandes queimadas.

Autoridade

Polícia impede um espectador de se aproximar do fogo.

Fotógrafo

Fotógrafo em acção à entrada dos túneis de toris (portais xintoístas) do santuário de Fushimi.

Cerco de Fogo

Sacerdotes levam a cabo a cerimónia entre as chamas crescentes.

Cortejo de Mikos

Sacerdotisas do templo Fushimi Inari avançam sob os toris (portais) sagrados.

Lançamento de Gomagis

Gomagis são lançados para a fogueira enquanto outros sacerdotes preparam novo lote.

Luz Mais Que Quente

Fotógrafo nipónico capta uma das fogueiras acesas no santuário Fushimi Inari.

Intervenção de Fim de Festa

Bombeiros apagam as chamas após o fim da cerimónia.

Durante a celebração xintoísta de Ohitaki são reunidas no templo de Fushimi preces inscritas em tabuínhas pelos fiéis nipónicos. Ali, enquanto é consumida por enormes fogueiras, a sua crença renova-se

Aproxima-se a uma e meia da tarde e o templo Fushimi de Quioto ganha vida. Os japoneses são metódicos e gostam pouco de se atrasar mas continuam a chegar pessoas de bicicleta ou das estações de Inari ou Keihan Fushimi Inari, num dia outonal de céu azul e sol que

mal se sente.

Sacerdotes e músicos preparam as vozes e os instrumentos para uma pré-cerimónia que está prestes a ter início. Ao mesmo tempo, numa ala oposta do templo, os crentes mais atrasados apressam-se a escrever os seus desejos e preces em pedaços de madeira sagrada (gomagi) com as assinaturas da família imperial – e à venda por umas centenas de ienes (3 ou 4 euros). Mas o momento que se segue é solene e, até, televisivo.

Por esta altura, as colheitas de arroz terminaram e cabe aos ministros xintoístas agradecer aos deuses a prosperidade que aqueles concederam. Um deles coloca uma meda seca de planta de arroz na vertical sobre o pavimento e queima-a sob o olhar concentrado do público. Esta pequena operação incendiária funciona como uma espécie de entrada simbólica para a queimada a sério porque os fiéis anseiam.

Extinto o fogo em segurança – aparece até um auxiliar com um carrinho-de-mão cheio de água para o garantir – os sacerdotes movem-se para o interior do santuário e, ao som estridente de uma shakuhachi (flauta de bambu nipónica) benzem oferendas de fruta, vegetais, saquê e outras iguarias que colocam sobre um altar já repleto de bandejas. O momento prova-se tão sagrado que é proibido fotografar ou gravar e só um ou outro forasteiro tentam subterfúgios para conseguirem registos sem chamar demasiado a atenção. Segue-se uma espécie de missa a que, de lugares condignos, assistem apenas convidados ilustres. O ritual começa com a participação de jovens sacerdotisas do templo, ou mikos. Estas levam a cabo danças arrastadas (kaguras) que sincronizam com a  percussão de um gongo poderoso e com o tinir contrastante das kagura suzu (instrumentos que agrupam pequenos sinos), que também lhes cabe tocar. Vozes femininas aparentemente distantes e outros instrumentos de sopro conferem à celebração um forte misticismo que os sacerdotes reforçam com os seus próprios movimentos etéreos da coreografia.

Estamos num dos principais santuários nipónicos dedicados a Inari, deus da fertilidade, do arroz, da agricultura, das raposas e da indústria, providencial tanto para o xintoísmo como para o budismo. Várias das raposas mensageiras (kitsunes) espalhadas pelo vasto templo supervisionam e validam a reverência ao seu senhor, protegendo-o e aos súbditos humanos das energias maléficas que os japoneses crêem fluir de nordeste. Se chegam em forma de vento, aquele não é o seu dia.

Sob o olhar do público, os sacerdotes e sacerdotisas de Fushimi formam uma longa fila branca e vermelha e mudam-se para um terreno mais elevado do santuário, onde é suposto continuar o evento.

Percebemos que estamos junto à base da famosa taisha de Inari, o santuário principal do templo, constituído por centenas de toris (portais) cor-de-laranja com bases negras que são oferecidos pelas empresas, fabricantes e mercadores do Japão que assim procuram  reclamar ao deus a sua própria prosperidade. 

A assistência que até então acompanhou os acontecimentos está agora instalada debaixo de uma tenda de lona, atrás dos intérpretes religiosos e musicais ou em redor do átrio rectangular. À volta, impõe-se uma floresta húmida de que ecoam os grasnares e pios dos corvos e outras aves, entusiasmadas por se banquetearem com os insectos afugentados por toda aquela comoção. 

O ritual prossegue junto a três bases verdejantes de fogueiras, cobertas de ramas de cedros e em que foram colocados gomagis, folhas de chá, sal e saquê sagrados. Um sacerdote benze-as e, logo em seguida, outros incendeiam-nas. Três colunas de fumo acinzentado sobem para o céu. Pouco depois, dissipam-se.  As primeiras chamas emergem do sufoco da lenha e ganham dimensão. Um coro alinhado de sacerdotes passa a entoar um mantra que irá acompanhar grande parte da cerimónia. Com as chamas cada vez mais altas, os religiosos inauguram a fastidiosa queima de gomagis que lançam solenemente sobre o fogo como uma espécie de micados-preces condenados a carvão.

Ao fim de 45 minutos de combustão, as miko assumem mais uma vez a cerimónia com nova dança graciosa chamada miko-mari. Depois, voltam a dar lugar à interpretação do mantra que a antecedeu.

Todos os anos, são várias centenas de milhares as preces inscritas pelos fiéis e a queima pode durar mais de 4 horas, até ao pôr-do-sol. Quando termina, os religiosos e a maior parte da multidão debandam. O grande pátio e as chamas remanescentes ficam entregues aos curiosos e aos bombeiros. Mulheres acorrem às mesas em que continuam dispostos os pratos com sal sagrado e folhas verdes de chá. Entre diálogos curtos e de ocasião, disputam, ali, recordações santas da cerimónia que guardam em pequenos sacos de plástico.

Enquanto isso, um batalhão disperso de soldados do fogo partilha o que resta das fogueiras com os fiéis e atiram ramos perdidos no solo de seixos pelo puro prazer de os ver sumir nas labaredas. De quando em quando, um ou outro lembra-se das suas funções e impede os populares de se chegarem demasiado ao fogo para recolherem as cinzas que crêem trazer boa sorte aos lares.

Por fim, as autoridades decidem que está na hora de evacuar os crentes mais resistentes. Com os habituais salamaleques verbais nipónicos comunicam-lhes que têm que abandonar o recinto. Mas um idoso armado com um chapéu de chuva decide brincar com o polícia que o aborda e permanece. O agente fica baralhado. Está a lidar com um ancião e, no Japão, o respeito pelos mais velhos é supremo. Olha para trás, para os colegas, como que a pedir socorro mas nenhum o acode. Por fim, segura o braço do resistente que se diverte por momentos com a situação mas acaba por ceder.

O Ohitaki é um dos rituais mais antigos do xintoísmo e, como constatámos por esta e outras manifestações, tem agregado um poder rejuvenescedor de ligação à Natureza. Conscientes de que as boas colheitas dependem da boa vontade dos deuses, as pessoas mostram o seu agradecimento com ofertas do arroz recém-colhido e orações sentidas. E, como tanto os deuses como os humanos compartilham a Natureza, a sua relação assenta na reciprocidade de que os deuses precisam de atenção como os humanos necessitam de ajuda. A cerimónia contribui, assim, para que as pessoas reconheçam a felicidade na sua humildade e dependência. E para que mantenham a chama da fé acesa.

Jaisalmer, Índia

Há Festa no Deserto do Thar

Mal o curto Inverno parte, Jaisalmer entrega-se a desfiles, a corridas de camelos e a competições de turbantes e de bigodes. As suas muralhas, ruelas e as dunas em redor ganham mais cor que nunca. Durante os três dias do evento, nativos e forasteiros assistem, deslumbrados, a como o vasto e inóspito Thar resplandece afinal de vida.

Guwahati, India

A Cidade Prolífica que Venera o Desejo e a Fertilidade

Guwahati é a maior cidade do estado de Assam e do Nordeste indiano. Também é uma das que mais se desenvolve do mundo. Para os hindus e crentes devotos do Tantra, não será coincidência lá ser venerada Kamakhya, a deusa-mãe da criação.

Bacolod, Filipinas

Um Festival para Rir da Tragédia

Por volta de 1980, o valor do açúcar, uma importante fonte de riqueza da ilha filipina de Negros caia a pique e o ferry “Don Juan” que a servia afundou e tirou a vida a mais de 176 passageiros, grande parte negrenses. A comunidade local resolveu reagir à depressão gerada por estes dramas. Assim surgiu o MassKara, uma festa apostada em recuperar os sorrisos da população.

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Miyajima, Japão

Xintoísmo e Budismo ao Sabor das Marés

Quem visita a ilha de Itsukushima admira um dos três cenários mais reverenciados do Japão. Ali, a religiosidade nipónica confunde-se com a Natureza e renova-se com o fluir do Mar interior de Seto.

Nara, Japão

Budismo Hiperbólico

Nara deixou, há muito, de ser capital e o seu templo Todai-ji foi despromovido. Mas o Grande Salão mantém-se o maior edifício antigo de madeira do Mundo. E alberga o maior buda vairocana de bronze.

Takayama, Japão

Entre o Passado Nipónico e a Modernidade Japonesa

Em três das suas ruas, Takayama retém uma arquitectura tradicional de madeira e concentra velhas lojas e produtoras de saquê. Em redor, aproxima-se dos 100.000 habitantes e rende-se à modernidade.

Quioto, Japão

Um Japão Quase Perdido

Quioto esteve na lista de alvos das bombas atómicas dos E.U.A. e foi mais que um capricho do destino que a preservou. Salva por um Secretário de Guerra norte-americano apaixonado pela sua riqueza histórico-cultural e sumptuosidade oriental, a cidade foi substituída à última da hora por Nagasaki no sacrifício atroz do segundo cataclismo nuclear.

Lhasa, Tibete

O Mosteiro da Sagrada Discussão

Em poucos lugares do mundo se usa um dialecto com tanta veemência como no mosteiro de Sera. Ali, centenas de monges travam, em tibetano, debates intensos e estridentes sobre os ensinamentos de Buda.

Monte Koya, Japão

A Meio Caminho do Nirvana

Segundo algumas doutrinas do budismo, são necessárias várias vidas para atingir a iluminação. O ramo shingon defende que se consegue numa só. A partir de Koya San, pode ser ainda mais fácil.

Praia soleada
Arquitectura & Design

Miami Beach, E.U.A.

A Praia de Todas as Vaidades

Poucos litorais concentram, ao mesmo tempo, tanto calor e exibições de fama, de riqueza e de glória. Situada no extremo sudeste dos E.U.A., Miami Beach tem acesso por seis pontes que a ligam ao resto da Flórida. É manifestamente parco para o número de almas que a desejam.

Totens tribais
Aventura

Malekula, Vanuatu

Canibalismo de Carne e Osso

Até ao início do século XX, os comedores de homens ainda se banqueteavam no arquipélago de Vanuatu. Na aldeia de Botko descobrimos porque os colonizadores europeus tanto receavam a ilha de Malekula

Auto-flagelação
Cerimónias e Festividades

Gasan, Filipinas

A Paixão Filipina de Cristo

Nenhuma nação em redor é católica mas muitos filipinos não se deixam intimidar. Na Semana Santa, entregam-se à crença herdada dos colonos espanhóis.A auto-flagelação torna-se uma prova sangrenta de fé

Acolhedora Vegas
Cidades

Las Vegas, E.U.A.

Capital Mundial dos Casamentos vs Cidade do Pecado

A ganância do jogo, a luxúria da prostituição e a ostentação generalizada fazem parte de Las Vegas. Como as capelas que não têm olhos nem ouvidos e promovem matrimónios excêntricos, rápidos e baratos.

Orgulho
Comida

Vale de Fergana, Usbequistão

A Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Usbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.

Ilha menor
Cultura

Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.

Desporto
Competições

Uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Seja pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, os confrontos dão sentido à vida. Surgem sob a forma de modalidades sem conta, umas mais excêntricas que outras.
Fuga de Seljalandsfoss
Em Viagem

Islândia

Ilha de Fogo, Gelo e Quedas d’água

A catarata suprema da Europa precipita-se na Islândia. Mas não é a única. Nesta ilha boreal, com chuva ou neve constantes e em plena batalha entre vulcões e glaciares, despenham-se torrentes sem fim.

Olhar de galã
Étnico

Ooty, Índia

No Cenário Quase Ideal de Bollywood

O conflito com o Paquistão e a ameaça do terrorismo tornaram as filmagens em Caxemira e Uttar Pradesh um drama. Em Ooty, constatamos como esta antiga estação colonial britânica assumia o protagonismo.

Luminosidade caprichosa no Grand Canyon
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Vela ao vento
História

Zanzibar, Tanzânia

As Ilhas Africanas das Especiarias

Vasco da Gama abriu o Índico ao império luso. No século XVIII, o arquipélago de Zanzibar tornou-se o maior produtor de cravinho e as especiarias diversificaram-se, tal como os povos que o disputaram.

Arranha-céus maltês
Ilhas

Valletta, Malta

As Capitais Não se Medem aos Palmos

Por altura da sua fundação, a Ordem dos Cavaleiros Hospitalários apodou-a de "a mais humilde". Com o passar dos séculos, o título deixou de lhe servir. Em 2018, Valletta será a Capital Europeia da Cultura mais exígua de sempre e uma das mais recheadas de história e deslumbrantes de que haverá memória.

Aurora fria II
Inverno Branco
Circuito Anapurna: 3º- Upper Pisang, Nepal

Uma Inesperada Aurora Nevada

Aos primeiros laivos de luz, a visão do manto branco que cobrira a povoação durante a noite deslumbra-nos. Com uma das caminhadas mais duras pela frente, adiamos a partida tanto quanto possível. Contrariados, deixamos Upper Pisang rumo a Ngawal quando a derradeira neve se desvanecia.
Trio das alturas
Literatura

PN Manyara, Tanzânia

Na África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.

Fajazinha (Ocaso)
Natureza
Flores, Açores

Os Confins Inverosímeis de Portugal (e da Europa)

Onde, para oeste, até no mapa as Américas surgem remotas, a Ilha das Flores abriga o derradeiro domínio idílico-dramático açoriano e quase quatro mil florenses rendidos ao fim-do-mundo deslumbrante que os acolheu.
Filhos da Mãe-Arménia
Outono

Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.

Brincadeira ao ocaso
Parques Naturais

PN Gorongosa, Moçambique

O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.

De visita
Património Mundial Unesco

Rússia

O Escritor que Não Resistiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.

Gang de 4
Personagens

Tombstone, E.U.A.

A Cidade Demasiado Dura para Morrer

Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.

Pedaço de Maldivas
Praia

Maldivas

De Atol em Atol

Trazido de Fiji para navegar nas Maldivas, o Princess Yasawa adaptou-se bem aos novos mares. Por norma, bastam um ou dois dias de itinerário, para a genuinidade e o deleite da vida a bordo virem à tona.

Cortejo garrido
Religião

Suzdal, Rússia

1000 Anos de Rússia à Moda Antiga

Foi uma capital pródiga quando Moscovo não passava de um lugarejo rural. Pelo caminho, perdeu relevância política mas acumulou a maior concentração de igrejas, mosteiros e conventos do país dos czares. Hoje, sob as suas incontáveis cúpulas, Suzdal é tão ortodoxa quanto monumental.

Colosso Ferroviário
Sobre carris

Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.

Formação
Sociedade

Jerusalém, Israel

Em Festa no Muro das Lamentações

Nem só a preces e orações atende o lugar mais sagrado do judaísmo. As suas pedras milenares testemunham, há décadas, o juramento dos novos recrutas das IDF e ecoam os gritos eufóricos que se seguem.

Um
Vida Quotidiana

Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.

Vida Selvagem

Cape Cross, Namíbia

A Mais Tumultuosa das Colónias Africanas

Diogo Cão desembarcou neste cabo de África em 1486, instalou um padrão e fez meia-volta. O litoral imediato a norte e a sul, foi alemão, sul-africano e, por fim, namibiano. Indiferente às sucessivas transferências de nacionalidade, uma das maiores colónias de focas do mundo manteve ali o seu domínio e anima-o com latidos marinhos ensurdecedores e intermináveis embirrações.

Os sounds
Voos Panorâmicos

The Sounds, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o subdomíno retalhado entre Te Anau e o Mar da Tasmânia.